Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Por que os cofres têm formato de porquinho?
Ninguém sabe ao certo. A hipótese mais difundida é a que segue abaixo.
Do século 15 em diante, no norte do Reino Unido e na Escócia, utensílios de cozinha de pessoas mais pobres passaram a ser fabricados com __________, e pig era um termo genérico utilizado para se referir a esses objetos.
Esse pig provavelmente não tinha nada a ver com o animal pig – que é “porco” em inglês. Alguns historiadores apostam que ele deriva da palavra piggin – que normalmente é usada para se referir a um baldinho de madeira com alça, mas também podia se aplicar a um recipiente similar feito de cerâmica.
Os escoceses chamavam os primeiros cofrinhos de pirly pigs, e pirly aqui é um verbo com o sentido de “inserir”. Ou seja: peça de cerâmica feita para inserir moedas.
O pulo do gato é que os _____________ começaram a moldar os cofrinhos de cerâmica em forma de porco por causa do trocadilho com o nome que se dava a todas as peças de cerâmica – simples assim.
https://super.abril.com.br... - adaptado.
“Carla é uma profissional muito simpática, gentilmente me deu preferência do atendimento.”
Assinale a alternativa que classifique correta e respectivamente os termos destacados:
I- Primeiramente, eu gostaria de agradecer aos meus pais pelo apoio. II- Ganhamos pouco, mas somos felizes! III- Talvez irei ao banco mais tarde.
Os advérbios destacados são classificados respectivamente como:
TEXTO PARA A QUESTÃO
PRINCESA E O PADEIRO
Outro dia falei de nomes de gente que soam estranhos. Onomásticos escalafobéticos. Inventados, ou formados com sílabas dos nomes materno e paterno. Como Catacisco e Ciscorina. Nome também é questão de moda. Tareja, por influência de Teresa de Ávila, virou Teresa. Veio Teresinha do Menino Jesus, a carmelita de Lisieux, e uma onda de Teresinhas pipocou por aí. Hoje, a tendência é Teresinha voltar a Teresa. Amanhã poderá regredir a Tareja, por que não?
Entre nomes que já foram nobres e bonitos, citei Urraca. Cem por cento português. Quem está no Brasil há várias gerações e vem do tronco lusitano pode procurar na sua árvore genealógica e logo acha uma remota Urraca. Parece arroto, me telegrafou um leitor. O mau gosto corre por sua conta. Por sinal ele tem um nome que, além de inglês, é family name no mundo anglo-saxão.
Coincidência aconteceu com uma senhora paulista que também nunca tinha ouvido falar em Urraca. Parece pigarro, disse ela, assim que me leu. E foi passar o fim de semana na sua bela fazenda, entre convidados brasileiros e estrangeiros. Uma amiga ficou de levar uma princesa. Italiana, mas encontro de várias casas reais. Na hora da apresentação, como se chama Sua Alteza Sereníssima? Urraca. Há vinte anos não vinha ao Brasil. Titulada e brasonada, 79 anos, Urraca a todos cativou. Mais bonitos do que o dia, só os seus olhos.
Uma Urraca na minha coluna e uma Urraca na vida real. É muita coincidência. Pois não é tanta assim. Coincidências, dezenas, centenas, posso contar. Não só eu, mas muita gente. Há quem estude o fenômeno, como o Luís Edgar de Andrade (que é também genealogista). Nos Estados Unidos, scholars estão atentos à relação entre a sincronicidade e a coincidência. É o caso do prof. Carl Alfred Meier, suíço, 83 anos. Editor da revista Psychological Perspectives, ele conta aí uma coincidência que testemunhou e pesquisou. Teve um cliente, padeiro de profissão. Homem bronco. Tomando conhecimento de que sonhava muito, o prof. Meier lhe pediu que escrevesse os seus sonhos. Com dificuldade, o cliente botou no papel cinco números. Durante cinco meses, o sonho se repetiu. Cinco números diferentes de cada vez. Mais nada. Um belo dia, a revelação: eram os números sorteados na loteria nacional suíça. Sonhados sempre de véspera. Era só jogar e ganhar. Uma barbada. Mas, a partir daí, o padeiro nunca mais sonhou com números. Fenômeno parapsicológico você não controla, diz o prof. Meier.
Otto Lara Resende
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5980/a-princesa-e-o-padeiro
TEXTO PARA A QUESTÃO
PRINCESA E O PADEIRO
Outro dia falei de nomes de gente que soam estranhos. Onomásticos escalafobéticos. Inventados, ou formados com sílabas dos nomes materno e paterno. Como Catacisco e Ciscorina. Nome também é questão de moda. Tareja, por influência de Teresa de Ávila, virou Teresa. Veio Teresinha do Menino Jesus, a carmelita de Lisieux, e uma onda de Teresinhas pipocou por aí. Hoje, a tendência é Teresinha voltar a Teresa. Amanhã poderá regredir a Tareja, por que não?
Entre nomes que já foram nobres e bonitos, citei Urraca. Cem por cento português. Quem está no Brasil há várias gerações e vem do tronco lusitano pode procurar na sua árvore genealógica e logo acha uma remota Urraca. Parece arroto, me telegrafou um leitor. O mau gosto corre por sua conta. Por sinal ele tem um nome que, além de inglês, é family name no mundo anglo-saxão.
Coincidência aconteceu com uma senhora paulista que também nunca tinha ouvido falar em Urraca. Parece pigarro, disse ela, assim que me leu. E foi passar o fim de semana na sua bela fazenda, entre convidados brasileiros e estrangeiros. Uma amiga ficou de levar uma princesa. Italiana, mas encontro de várias casas reais. Na hora da apresentação, como se chama Sua Alteza Sereníssima? Urraca. Há vinte anos não vinha ao Brasil. Titulada e brasonada, 79 anos, Urraca a todos cativou. Mais bonitos do que o dia, só os seus olhos.
Uma Urraca na minha coluna e uma Urraca na vida real. É muita coincidência. Pois não é tanta assim. Coincidências, dezenas, centenas, posso contar. Não só eu, mas muita gente. Há quem estude o fenômeno, como o Luís Edgar de Andrade (que é também genealogista). Nos Estados Unidos, scholars estão atentos à relação entre a sincronicidade e a coincidência. É o caso do prof. Carl Alfred Meier, suíço, 83 anos. Editor da revista Psychological Perspectives, ele conta aí uma coincidência que testemunhou e pesquisou. Teve um cliente, padeiro de profissão. Homem bronco. Tomando conhecimento de que sonhava muito, o prof. Meier lhe pediu que escrevesse os seus sonhos. Com dificuldade, o cliente botou no papel cinco números. Durante cinco meses, o sonho se repetiu. Cinco números diferentes de cada vez. Mais nada. Um belo dia, a revelação: eram os números sorteados na loteria nacional suíça. Sonhados sempre de véspera. Era só jogar e ganhar. Uma barbada. Mas, a partir daí, o padeiro nunca mais sonhou com números. Fenômeno parapsicológico você não controla, diz o prof. Meier.
Otto Lara Resende
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5980/a-princesa-e-o-padeiro
TEXTO PARA A QUESTÃO
PRINCESA E O PADEIRO
Outro dia falei de nomes de gente que soam estranhos. Onomásticos escalafobéticos. Inventados, ou formados com sílabas dos nomes materno e paterno. Como Catacisco e Ciscorina. Nome também é questão de moda. Tareja, por influência de Teresa de Ávila, virou Teresa. Veio Teresinha do Menino Jesus, a carmelita de Lisieux, e uma onda de Teresinhas pipocou por aí. Hoje, a tendência é Teresinha voltar a Teresa. Amanhã poderá regredir a Tareja, por que não?
Entre nomes que já foram nobres e bonitos, citei Urraca. Cem por cento português. Quem está no Brasil há várias gerações e vem do tronco lusitano pode procurar na sua árvore genealógica e logo acha uma remota Urraca. Parece arroto, me telegrafou um leitor. O mau gosto corre por sua conta. Por sinal ele tem um nome que, além de inglês, é family name no mundo anglo-saxão.
Coincidência aconteceu com uma senhora paulista que também nunca tinha ouvido falar em Urraca. Parece pigarro, disse ela, assim que me leu. E foi passar o fim de semana na sua bela fazenda, entre convidados brasileiros e estrangeiros. Uma amiga ficou de levar uma princesa. Italiana, mas encontro de várias casas reais. Na hora da apresentação, como se chama Sua Alteza Sereníssima? Urraca. Há vinte anos não vinha ao Brasil. Titulada e brasonada, 79 anos, Urraca a todos cativou. Mais bonitos do que o dia, só os seus olhos.
Uma Urraca na minha coluna e uma Urraca na vida real. É muita coincidência. Pois não é tanta assim. Coincidências, dezenas, centenas, posso contar. Não só eu, mas muita gente. Há quem estude o fenômeno, como o Luís Edgar de Andrade (que é também genealogista). Nos Estados Unidos, scholars estão atentos à relação entre a sincronicidade e a coincidência. É o caso do prof. Carl Alfred Meier, suíço, 83 anos. Editor da revista Psychological Perspectives, ele conta aí uma coincidência que testemunhou e pesquisou. Teve um cliente, padeiro de profissão. Homem bronco. Tomando conhecimento de que sonhava muito, o prof. Meier lhe pediu que escrevesse os seus sonhos. Com dificuldade, o cliente botou no papel cinco números. Durante cinco meses, o sonho se repetiu. Cinco números diferentes de cada vez. Mais nada. Um belo dia, a revelação: eram os números sorteados na loteria nacional suíça. Sonhados sempre de véspera. Era só jogar e ganhar. Uma barbada. Mas, a partir daí, o padeiro nunca mais sonhou com números. Fenômeno parapsicológico você não controla, diz o prof. Meier.
Otto Lara Resende
Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/5980/a-princesa-e-o-padeiro
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

A questão refere-se ao texto abaixo.

Marcos Piangers – Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marcospiangers/noticia/2018/10/gente-grande-cjn38b8sf03ui01rx7ceklmea.html - adaptação.
Analise as assertivas a seguir acerca do emprego do vocábulo “se”, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Em “Se gritamos uns com os outros” (l. 02-03), temos uma conjunção subordinativa adverbial condicional.
( ) Em “perguntou se poderia trabalhar ali” (l. 06), temos uma conjunção subordinativa integrante.
( ) Em “que vão se moldando olhando para nós.” (l. 09-10), temos uma conjunção subordinativa adverbial condicional.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A questão refere-se ao texto abaixo.

Marcos Piangers – Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marcospiangers/noticia/2018/10/gente-grande-cjn38b8sf03ui01rx7ceklmea.html - adaptação.
A questão refere-se ao texto abaixo.

Disponível em: https://epoca.globo.com/ruan-de-sousa-gabriel/ferrante-starnone-a-linguagem-da-ascensaosocial-23265491 - Adaptação.
No trecho “as memórias do que ele poderia ter sido se não tivesse fugido de sua classe social” (l. 41–42), a conjunção ‘se’ traduz a ideia de ______________ e poderia ser substituída por ____________ desde que ___________ feitas alterações no período.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
A seguir, tem-se o trecho de um texto literário em que se representa uma fala espontânea.
Mas
Deixa eu falar eu não acabei ainda não deixa eu desabafar eu nunca falo
As crianças... vai acabar acordando as fico segurando as pontas aqui dentro de casa nem para trocar uma lâmpada você serve claro você tem muitas qualidades é fiel honesto trabalhador mas uma mulher uma mulher precisa muito mais do que isso muito mais
In: RUFFATO, L. Eles eram muitos cavalos. 11 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
Qual das características a seguir evidencia ser esse trecho a representação de um texto oral?
Leia o texto a seguir.
A língua e o caráter de um povo
A linguagem é muito mais do que um meio de comunicação ou de interação social. Ela é a roupa que veste nossas intenções comunicativas, nossos pontos de vista, nossa capacidade de influenciar, emocionar e questionar. Ao enunciar num idioma e numa determinada sintaxe, não há escapatória. Há apenas um redundante beco sem saída. Somos condenados a ter uma posição. Quando falamos, expomos nossa visão de mundo, revelamos se somos conservadores, machistas, liberais, de direita, de esquerda, moderados, malucos, razoáveis e por aí vai.
A linguagem revela as intenções do usuário — e uma língua, o caráter de um povo. Em nosso idioma, então, a situação se complica, porque ele espelha nossa volubilidade e frouxidão moral. Basta que se solte um “meio proibido” para que coloquemos em dúvida o caráter de uma nação. Ora, caberia a possibilidade de que tenhamos uma situação mais proibida do que outra? Por exemplo, é proibido estacionar sobre a calçada ou é apenas meio proibido? Mas, como somos um povo normativo e trambiqueiro — que gosta de regras, mas ama quebrá-las —, a língua deu um jeito de colocar os pingos nos is, inventar uma proibição de verdade e lavrar com mão nas escrituras a sentença definitiva: “expressamente proibido”.
A nossa conjunção adversativa “mas”, indicadora de oposição e de contrariedade, revela mais do que gostaríamos de dizer. “Não sou machista, mas é que as mulheres…”. Não há dúvida de que a sequência da frase revelará o machismo que se pretende esconder ou atenuar. Basta observar que o “mas” é um reforçador do que se enuncia. Não é diferente dizer “voto em fulano porque ele rouba, mas faz” ou “não voto em fulano porque ele faz, mas rouba”?
Na selva perigosa da linguagem não há isenção na enunciação, nela não basta alardear o feito sem o bicho (fazendo uma alusão à expressão “matar a cobra e mostrar o pau”).
Disponível em: <http://www.revistaeducacao.com.br/lingua-e-ocarater-de-um-povo/>. Acesso em: 10 mar. 2019. (Adaptação)
O texto “A língua e o caráter de um povo” tem como objetivo principal
Leia as seguintes sentenças expostas por Ana Lúcia Tinoco Cabral, na obra A força das palavras.
(1) O menino apreciava curiosamente a girafa que acariciava o topo da árvore; nunca tinha visto animal tão grande.
(2) Curiosamente, assim que ele chegou diante da jaula dos macacos, todos vieram a seu encontro.
CABRAL, 2010, p. 113. (Adaptação)
Por meio da comparação dessas frases, a autora discute
Instrução: A questão pode referir-se ao do texto abaixo; consulte-o, quando necessário.
Faltando pouco para o Enem, escolas contam como contornam ansiedade de alunos

Texto adaptado. Disponível em: https://istoe.com.br – Agência Brasil
I. A palavra ‘mentalizarem’ (l. 23) poderia ser substituída por ‘conceberem’ sem provocar qualquer alteração no período. II. O vocábulo ‘particularmente’ (l. 27) é formado por derivação sufixal. III. Identificam-se no vocábulo ‘estudante’ a ocorrência de dois encontros consonantais. IV. Na palavra ‘exercícios’, a letra ‘x’ equivale ao fonema /s/.
Quais estão corretas?
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.
Todo dia é dia de falar sobre George Orwell

(Henrique Balbi – Revista Época – 11/09/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com/ - disponível)
( ) Trata-se de adjetivo comum de dois gêneros, pois apresenta flexões tanto para o masculino quanto para o feminino. ( ) Foi formada a partir de derivação sufixal, a partir da palavra “impressionar”. ( ) É palavra polissílaba que apresenta dois dígrafos nasais e um consonantal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Canção do Vento e da Minha Vida O vento varria as folhas, O vento varria os frutos, O vento varria as flores… E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De frutos, de flores,de folhas. O vento varria as luzes, O vento varria as músicas, O vento varria os aromas… E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De aromas, de estrelas, de cânticos. O vento varria os sonhos E varria as amizades… O vento varria as mulheres… E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De afetos e de mulheres. O vento varria os meses E varria os teus sorrisos… O vento varria tudo! E a minha vida ficava Cada vez mais cheia De tudo.
(Estrela da vida inteira,5 ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1974 p. 165-6)
