Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q4051217 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bonitas mesmo


Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.

Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.

(...)

Saindo do banho, a toalha abandonada no chão, o corpo ainda úmido, as mãos desembaçando o espelho, creme hidratante nas pernas, desodorante, um último minuto de relaxamento, há um dia inteiro pra percorrer e assim que a porta do banheiro for aberta já não será mais dona de si mesma. Escovar os dentes, cuspir, enxugar a boca, respirar fundo. Espetacular.

(...)

O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.


Martha Medeiros. https://www.culturagenial.com/cronicas-curtas-com-interpretacao/
A concordância da palavra "mesmo" presente na frase "Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo", está de acordo com a gramática normativa.

Nesse contexto, assinale V para as afirmações verdadeiras e F para as falsas:

(__)A palavra "mesmo", de acordo com a gramática normativa pode ser usada como pronome pessoal: "Antes de entrar no elevador, verifique se o mesmo encontra-se parado no andar".
(__)A palavra "mesmo" pode ser usada como pronome demonstrativo, "mesmo" é normalmente empregado como partícula de reforço, com o sentido de "próprio", podendo variar em gênero e número, de acordo com o pronome ou substantivo a que se refere.

"Antigamente, eram as mães mesmas que ensinavam as primeiras letras a seus filhos." ("as mães mesmas" = "as próprias mães")

(__)Por vezes, "mesmo" tem a função de advérbio, com o sentido de "até", de "de fato", "realmente", ou, ainda, "justamente". Nesse caso, permanece invariável (isso porque advérbio é uma classe de palavra que não varia)."Os manifestantes estavam tão exaltados que chegaram mesmo a pôr fogo em automóveis e a depredar imóveis." ("chegaram mesmo" = "chegaram até")
(__)Há o uso de "mesmo" como palavra expletiva, com o objetivo de reforçar advérbios de tempo e de lugar. "O juiz disse que publicará hoje mesmo sua decisão sobre soltar ou não o réu que está em prisão preventiva".

Disponível em:https://www.trf3.jus.br/emag/emagconecta/conexaoemag-lingua -portuguesa/emprego-da-palavra-mesmo

A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4051091 Português

Leia os seguintes textos:


Texto 1:


Imagem associada para resolução da questão


Texto 2:


O conde e o barão ofereceram uma recepção para o embaixador.


Quanto à flexão dos substantivos, marque a alternativa incorreta: 

Alternativas
Q4051090 Português

Prova falsa


            Quem teve a ideia foi o padrinho do caçula – ele me conta. Trouxe o cachorro de presente e logo a família inteira se apaixonou pelo bicho. Ele até que não é contra isso de se ter um animalzinho em casa, desde que seja obediente e com um mínimo de educação.

            – Mas o cachorro era um chato – desabafou.


            Desses cachorrinhos de raça, cheios de nhém-nhém-nhém, que comem comidinha especial, precisam de muitos cuidados, enfim, um chato de galocha. E, como se isto não bastasse, implicava com o dono da casa.


            – Vivia de rabo abanando para todo mundo, mas quando eu entrava em casa vinha logo com aquele latido fininho e antipático, de cachorro de francesa.


            Ainda por cima era puxa-saco. Lembrava certos políticos da oposição, que espinafram o ministro, mas quando estão com o ministro ficam mais por baixo que tapete de porão. Quando cruzavam num corredor ou qualquer outra dependência da casa, o desgraçado rosnava ameaçador, mas quando a patroa estava perto abanava o rabinho, fingindo-se seu amigo.

– Quando eu reclamava, dizendo que o cachorro era um cínico, minha mulher brigava comigo, dizendo que nunca houve cachorro fingido e eu é que implicava com o “pobrezinho”.


            Num rápido balanço, poderia assinalar: o cachorro comeu oito meias suas, roeu a manga de um paletó de casimira inglesa, rasgara diversos livros, não podia ver um pé de sapato que arrastava para locais incríveis. A vida lá em sua casa estava se tornando insuportável. Estava vendo a hora em que se desquitava por causa daquele bicho cretino. Tentou mandá-lo embora umas vinte vezes e era uma choradeira das crianças e uma espinafração da mulher.


            – Você é um desalmado – disse ela, uma vez.


            Venceu a guerra fria com o cachorro graças à má educação do adversário. O cãozinho começou a fazer pipi onde não devia. Várias vezes exemplado, prosseguiu no feio vício. Fez diversas vezes no tapete da sala. Fez duas na boneca da filha maior. Quatro ou cinco vezes fez nos brinquedos do caçula. E tudo culminou com o pipi que fez em cima do vestido novo de sua mulher.


            – Aí mandaram o cachorro embora? – perguntei.


            – Mandaram. Mas eu fiz questão de dá-lo de presente a um amigo que adora cachorros. Ele está levando um vidão em sua nova residência.


            – Ué... mas você não o detestava? Como é que ainda arranjou essa sopa para ele?


            – Problema de consciência – explicou. – O pipi não era dele.

             E suspirou cheio de remorso.



(PONTE PRETA, Stanislaw. Gol de padre e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997)

Assinale a alternativa em que a afirmativa está incorreta:  
Alternativas
Q4051085 Português

Prova falsa


            Quem teve a ideia foi o padrinho do caçula – ele me conta. Trouxe o cachorro de presente e logo a família inteira se apaixonou pelo bicho. Ele até que não é contra isso de se ter um animalzinho em casa, desde que seja obediente e com um mínimo de educação.

            – Mas o cachorro era um chato – desabafou.


            Desses cachorrinhos de raça, cheios de nhém-nhém-nhém, que comem comidinha especial, precisam de muitos cuidados, enfim, um chato de galocha. E, como se isto não bastasse, implicava com o dono da casa.


            – Vivia de rabo abanando para todo mundo, mas quando eu entrava em casa vinha logo com aquele latido fininho e antipático, de cachorro de francesa.


            Ainda por cima era puxa-saco. Lembrava certos políticos da oposição, que espinafram o ministro, mas quando estão com o ministro ficam mais por baixo que tapete de porão. Quando cruzavam num corredor ou qualquer outra dependência da casa, o desgraçado rosnava ameaçador, mas quando a patroa estava perto abanava o rabinho, fingindo-se seu amigo.

– Quando eu reclamava, dizendo que o cachorro era um cínico, minha mulher brigava comigo, dizendo que nunca houve cachorro fingido e eu é que implicava com o “pobrezinho”.


            Num rápido balanço, poderia assinalar: o cachorro comeu oito meias suas, roeu a manga de um paletó de casimira inglesa, rasgara diversos livros, não podia ver um pé de sapato que arrastava para locais incríveis. A vida lá em sua casa estava se tornando insuportável. Estava vendo a hora em que se desquitava por causa daquele bicho cretino. Tentou mandá-lo embora umas vinte vezes e era uma choradeira das crianças e uma espinafração da mulher.


            – Você é um desalmado – disse ela, uma vez.


            Venceu a guerra fria com o cachorro graças à má educação do adversário. O cãozinho começou a fazer pipi onde não devia. Várias vezes exemplado, prosseguiu no feio vício. Fez diversas vezes no tapete da sala. Fez duas na boneca da filha maior. Quatro ou cinco vezes fez nos brinquedos do caçula. E tudo culminou com o pipi que fez em cima do vestido novo de sua mulher.


            – Aí mandaram o cachorro embora? – perguntei.


            – Mandaram. Mas eu fiz questão de dá-lo de presente a um amigo que adora cachorros. Ele está levando um vidão em sua nova residência.


            – Ué... mas você não o detestava? Como é que ainda arranjou essa sopa para ele?


            – Problema de consciência – explicou. – O pipi não era dele.

             E suspirou cheio de remorso.



(PONTE PRETA, Stanislaw. Gol de padre e outras crônicas. São Paulo: Ática, 1997)

A palavra destacada no trecho “A vida lá em sua casa estava se tornando insuportável” pode ser substituída, sem prejuízo do sentido da frase, por:  
Alternativas
Q4050233 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Emissões de CO2 devem bater novo recorde em 2022


As emissões de CO2 geradas pelo consumo de energias fósseis baterão um novo recorde em 2022. É o que mostra um novo estudo divulgado pelo Global Carbon Project, que reúne mais de cem cientistas de oitenta instituições, que será apresentado durante a COP27, no Egito.

As emissões totais de CO2, que causam o efeito estufa e é apontado como o principal responsável do aquecimento global, alcançarão 40,6 bilhões de toneladas. Este nível está um pouco abaixo do recorde de 2019, segundo as primeiras projeções para 2022, feitas pelos cientistas do projeto Global Carbon.

Se esse ritmo for mantido, as chances de evitar que o aquecimento global supere 1,5º C nos próximos nove anos cai para 50%, indica o estudo. Já as emissões de CO2 de origem fóssil (petróleo, gás e carvão) "aumentarão 1% em relação a 2021, chegando a 36,6 bilhões de toneladas, um pouco acima dos níveis de 2019, antes da covid-19", segundo os cálculos do Global Carbon Project.

O aumento é motivado, principalmente, pelo consumo de petróleo (+2,2%) e de carvão (+1%), e a retomada do tráfego aéreo. "Dois fatores se somam: a continuação da recuperação pós-covid e a crise energética", resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia, explicou Glen Peters, um dos autores do estudo, publicado na revista Earth Systems Science Data.


Emissões de CO2 devem bater novo recorde em 2022, mostra estudo da Global Carbon Project (msn.com). Adaptado.
Se esse ritmo for mantido, as chances de evitar que o aquecimento global supere 1,5º C nos próximos nove anos cai para 50%.

Assinale a opção que contenha apenas substantivos.
Alternativas
Q4050232 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Emissões de CO2 devem bater novo recorde em 2022


As emissões de CO2 geradas pelo consumo de energias fósseis baterão um novo recorde em 2022. É o que mostra um novo estudo divulgado pelo Global Carbon Project, que reúne mais de cem cientistas de oitenta instituições, que será apresentado durante a COP27, no Egito.

As emissões totais de CO2, que causam o efeito estufa e é apontado como o principal responsável do aquecimento global, alcançarão 40,6 bilhões de toneladas. Este nível está um pouco abaixo do recorde de 2019, segundo as primeiras projeções para 2022, feitas pelos cientistas do projeto Global Carbon.

Se esse ritmo for mantido, as chances de evitar que o aquecimento global supere 1,5º C nos próximos nove anos cai para 50%, indica o estudo. Já as emissões de CO2 de origem fóssil (petróleo, gás e carvão) "aumentarão 1% em relação a 2021, chegando a 36,6 bilhões de toneladas, um pouco acima dos níveis de 2019, antes da covid-19", segundo os cálculos do Global Carbon Project.

O aumento é motivado, principalmente, pelo consumo de petróleo (+2,2%) e de carvão (+1%), e a retomada do tráfego aéreo. "Dois fatores se somam: a continuação da recuperação pós-covid e a crise energética", resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia, explicou Glen Peters, um dos autores do estudo, publicado na revista Earth Systems Science Data.


Emissões de CO2 devem bater novo recorde em 2022, mostra estudo da Global Carbon Project (msn.com). Adaptado.
O aumento é motivado, principalmente, pelo consumo de petróleo (+2,2%) e de carvão (+1%), e a retomada do tráfego aéreo.

Assinale a opção que contenha apenas adjetivos.
Alternativas
Q4050229 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Emissões de CO2 devem bater novo recorde em 2022


As emissões de CO2 geradas pelo consumo de energias fósseis baterão um novo recorde em 2022. É o que mostra um novo estudo divulgado pelo Global Carbon Project, que reúne mais de cem cientistas de oitenta instituições, que será apresentado durante a COP27, no Egito.

As emissões totais de CO2, que causam o efeito estufa e é apontado como o principal responsável do aquecimento global, alcançarão 40,6 bilhões de toneladas. Este nível está um pouco abaixo do recorde de 2019, segundo as primeiras projeções para 2022, feitas pelos cientistas do projeto Global Carbon.

Se esse ritmo for mantido, as chances de evitar que o aquecimento global supere 1,5º C nos próximos nove anos cai para 50%, indica o estudo. Já as emissões de CO2 de origem fóssil (petróleo, gás e carvão) "aumentarão 1% em relação a 2021, chegando a 36,6 bilhões de toneladas, um pouco acima dos níveis de 2019, antes da covid-19", segundo os cálculos do Global Carbon Project.

O aumento é motivado, principalmente, pelo consumo de petróleo (+2,2%) e de carvão (+1%), e a retomada do tráfego aéreo. "Dois fatores se somam: a continuação da recuperação pós-covid e a crise energética", resultante da invasão da Ucrânia pela Rússia, explicou Glen Peters, um dos autores do estudo, publicado na revista Earth Systems Science Data.


Emissões de CO2 devem bater novo recorde em 2022, mostra estudo da Global Carbon Project (msn.com). Adaptado.
As emissões de CO2 geradas pelos consumos de energias fósseis baterão novos recordes em 2022.

Transformando toda a frase para o singular, tem-se a opção:
Alternativas
Q4049762 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Partes de cidades costeiras afundam enquanto o nível do mar se eleva


Uma equipe de cientistas internacionais liderada pela Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, descobriu que muitas cidades costeiras densamente povoadas em todo o mundo são vulneráveis ao aumento do nível do mar porque grandes quantidades de suas terras estão afundando.

Eles sugerem que um aumento nos processos industriais, como a extração de águas subterrâneas, petróleo e gás, bem como a rápida construção de edifícios e outras infraestruturas urbanas podem contribuir para essa vulnerabilidade.

Os pesquisadores, gerenciados pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, processaram imagens de satélite de 48 cidades de 2014 a 2020, usando um sistema de processamento baseado em nuvem chamado Interferometric Synthetic Aperture Radar (InSAR). Os resultados do seu estudo foram publicados na revista Nature Sustainability.

O nível do mar está subindo globalmente à medida que as camadas de gelo da Terra derretem e a água do mar aquecida se expande. No entanto, de acordo com os cientistas, o afundamento de terra - ou subsidência de terra - pode agravar o problema.


Partes de cidades costeiras afundam enquanto o nível do mar se eleva (msn.com). Adaptado. 
Grandes quantidades de suas terras 'estão' afundando.

Transpondo o verbo destacado para o pretérito imperfeito do indicativo, tem-se:
Alternativas
Q4049760 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Partes de cidades costeiras afundam enquanto o nível do mar se eleva


Uma equipe de cientistas internacionais liderada pela Universidade Tecnológica de Nanyang, em Cingapura, descobriu que muitas cidades costeiras densamente povoadas em todo o mundo são vulneráveis ao aumento do nível do mar porque grandes quantidades de suas terras estão afundando.

Eles sugerem que um aumento nos processos industriais, como a extração de águas subterrâneas, petróleo e gás, bem como a rápida construção de edifícios e outras infraestruturas urbanas podem contribuir para essa vulnerabilidade.

Os pesquisadores, gerenciados pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia, processaram imagens de satélite de 48 cidades de 2014 a 2020, usando um sistema de processamento baseado em nuvem chamado Interferometric Synthetic Aperture Radar (InSAR). Os resultados do seu estudo foram publicados na revista Nature Sustainability.

O nível do mar está subindo globalmente à medida que as camadas de gelo da Terra derretem e a água do mar aquecida se expande. No entanto, de acordo com os cientistas, o afundamento de terra - ou subsidência de terra - pode agravar o problema.


Partes de cidades costeiras afundam enquanto o nível do mar se eleva (msn.com). Adaptado. 
Um aumento nos processos industriais, como a extração de águas subterrâneas, petróleo e gás, bem como a rápida construção de edifícios e outras infraestruturas urbanas podem contribuir para essa vulnerabilidade.

Assinale a opção que contenha um substantivo e um adjetivo, independente da ordem.
Alternativas
Q4049659 Português
2022 será de inovação e transformação no Parque Tecnológico Itaipu



    De olhos bem atentos aos resultados que virão em 2022, o Parque Tecnológico Itaipu (PTI-BR) inicia o novo ano focando cada vez mais em seu propósito de integrar e transformar conhecimentos e tecnologias em soluções para o progresso da sociedade.
    O general Eduardo Garrido, diretor superintendente do Parque Tecnológico, estima que em 2022 o respeito e a cooperação permaneçam sempre presentes nas ações do PTI e em todos os colaboradores. “Valorizemos cada vez mais quem está ao nosso lado em cada desafio”, comenta o diretor. “Juntos, somos um PTI de pessoas que transformam”.
    Em 2021 foram gerados 140 empregos diretos, além da contratação de 157 bolsistas, 42 estagiários e 8 aprendizes. Para 2022, o diretor administrativo-financeiro do PTI, Flaviano Masnik, comenta que novas oportunidades estão por vir. “Vamos além neste novo ano, e como um time, construiremos um ano incrível”.
     Há um ano haviam muitas incertezas e preocupações, por conta da pandemia, mas 2022 inicia com superação de dificuldades e celebração de vitórias. Para o novo ano, a meta é expandir o nome do Parque Tecnológico para além da região, portanto, a instituição prevê participação em mais de dez eventos nacionais, atuando sempre em suas quatro linhas temáticas: agronegócio, energias, turismo e cidades inteligentes, e segurança de infraestruturas críticas. Para o  diretor técnico do Parque, Rafael Deitos, isso é reflexo de excelentes entregas, “cada atividade é importante para o resultado final, por isso, em 2022, sinta orgulho de ser uma pessoa que valoriza cada passo desta jornada”.


(Disponível em: https://www.pti.org.br/2022-sera-de-inovacao-etransformacao-no-parque-tecnologico-itaipu/. Adaptado.)
“Para o diretor técnico do Parque, Rafael Deitos, isso é reflexo de excelentes entregas, [...].” (5º§). Em relação ao trecho, NÃO está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4049655 Português
Parque Tecnológico Itaipu apresenta o primeiro bairro público inteligente do país


     O primeiro bairro inteligente público do país está sendo implantado em Foz do Iguaçu, por meio de uma parceria entre a Prefeitura Municipal, Itaipu Binacional, Parque Tecnológico Itaipu e Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI).
    A população da Vila A, de 11 mil habitantes, passa a ser a primeira a vivenciar tecnologias inovadoras de uma cidade inteligente, com a ideia de modificar a estrutura do local que promova melhorias na qualidade de vida e no desenvolvimento.
      O bairro, que está localizado nas proximidades do Parque Tecnológico Itaipu e conta com mais de 3 mil residências e estabelecimentos comerciais, está recebendo a adoção de soluções para mobilidade urbana, como semáforos e pontos de ônibus inteligentes, câmeras com reconhecimento facial e  iluminação pública com telegestão, por exemplo. “Trabalhávamos com um ambiente vivo, mas aqui no PTI é uma zona restrita. A nossa ideia de ir para um bairro da cidade era justamente testar em ambientes reais”, explica o gerente do Centro de Tecnologias Abertas e IoT do PTI, Willbur Rogers de Souza.
      O início efetivo do programa, com as primeiras tecnologias sendo implantadas, aconteceu em julho deste ano. O marco inicial do projeto foi o decreto municipal que estabelece um comitê gestor para acompanhamento e aprovação para o início das propostas a serem implantadas, conforme observa o gerente.

(Sharlene Sarti. Rede Cidade Digital, 01/11/2021. Disponível em: https://redecidadedigital.com.br/noticias/parque-tecnologico-itaipuapresenta-o-primeiro-bairro-publico-inteligente-do-pais/9541. Adaptado.)
“[...] com a ideia de modificar a estrutura do local que promova melhorias na qualidade de vida e no desenvolvimento.” (2°§) Considerando o contexto, a análise de aspectos linguísticos que compõem o trecho está adequada em: 
Alternativas
Q4049319 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Quanto à classe gramatical das palavras grifadas, tem-se a correspondência INCORRETA em:
Alternativas
Q4049318 Português
As estações perplexas



      Naturalmente, por culpa desses engenhos clandestinos que gregos e troianos estão atirando ao espaço, as estações se equivocaram, e o inverno, de barbas brancas, insiste com a primavera em que o seu tempo ainda não passou, enquanto a primavera, com suas coroas desmanchadas, vê avançar o verão, de roupas de fogo, e não sabe o que fazer de flores e pássaros.

        As estações perplexas, mas bem‐educadas, apresentam suas razões com bons modos, não por desejarem estar no cartaz, mas pela disciplina do próprio ofício. Elas, antigamente, executavam suas danças com grande acerto e, enquanto uma andava no primeiro plano, com seus véus e outros acessórios, as outras, com muita elegância, evoluíam em planos sucessivos, esperando o momento de se apresentarem, com todo o seu brilho e poder.

        Mas com os tais engenhos que perfuram o espaço, embora tão miseráveis, em relação ao universo como um espinho no pé de um elefante, creio que sempre há distúrbios: e só assim me parece explicável que neste mês de novembro possamos ainda trazer roupas de lã.

     Pelo jardim há numerosos estragos. As plantas andam meio loucas: gardênias, que costumam desabrochar em dezembro, abriram repentinamente em outubro e agora estão secas e caem melancolicamente, querendo ainda conservar o perfume e o aveludado nas pétalas queimadas. Qualquer flor que aparece, por saber que estamos na primavera, vem o vento e a desfolha, vem o frio e a faz murchar, vem a chuva e arrasta‐a para o chão. Que aconteceu? Pensam as flores. (Sim, porque as flores pensam.) E logo desaparecem, tristes. (Porque as flores também entristecem).

        Quanto aos passarinhos, nesta região de sabiás e pardais, pintassilgos e cambaxirras, nesta região onde, o dia inteiro, o ar está cheio de pios, de cantos, de lamentos, de beijinhos d’água e risadinhas verdes e azuis, os passarinhos não sabem mais onde fazer seus ninhos e, por acharem tão fria esta primavera, abandonam as árvores de ar condicionado e metem‐se pelo vão das telhas e pelos canos dos aquecedores.

       Quanto aos pobres humanos, uns andam com gripes invernais muito prolongadas, outros não sabem o que fazer do seu belo guarda‐roupa de verão. Todas as manhãs, olha-se para o céu: onde estamos? Na Holanda? Em Paris? Na Suíça? Vem o vento ríspido misturar os nossos papéis, sacudir as trepadeiras, estremecer as portas e distribuir lumbagos e torcicolos. A lama respinga por toda a parte. Nunca se sabe se o pé vai entrar numa poça ou num bueiro... E a primavera, primadona, espera no seu camarim, um pouco rouca, enquanto gregos e troianos jogam para o alto seus engenhos, que valem palácios, museus, hospitais, universidades, teatros, pacíficas habitações terrenas que seriam felizes com um pouco de graça e amor.


(Cecília Meireles. Crônicas para jovens; seleção, prefácio e notas biobibliográficas. Antonieta Cunha. São Paulo: Global, 2012. Adaptado.)
Considerando que o adjetivo é uma classe de palavras que atribui características aos substantivos, ou seja, indica suas qualidades e estados, assinale a expressão assinalada que NÃO se trata de tal classe gramatical.
Alternativas
Q4049150 Português
Quem sabe Deus está ouvindo 

        Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcando-a um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia. 

        Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

        – Você vai criar um cajueiro aí? 

        Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

        – Mas é melhor arrancar logo, não é? 

        Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso – mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isso a empregada não sabe; ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão – disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte. 

        Hoje pela manhã ela começou a me dizer qualquer coisa – “seu Rubem, o cajueirinho...” – mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. 

        Veio me mostrar: 

        – Eu comprei um vaso...

        – Ahn...

        Depois de um silêncio, eu disse:

        – Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa...

        Ela olhou a plantinha e disse com convicção:

        – Esse aqui não vai morrer, não senhor. 

        Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá- -lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso, e ficara aliviada com a minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer: 

        – Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro.

        Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo com certa gravidade: 

        – É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo... 

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.

(BRAGA, Rubem. 1993-1990. 200 crônicas escolhidas – 31ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Em “Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo.” (15º§), o termo evidenciado expressa circunstância de:
Alternativas
Q4049149 Português
Quem sabe Deus está ouvindo 

        Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcando-a um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia. 

        Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

        – Você vai criar um cajueiro aí? 

        Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

        – Mas é melhor arrancar logo, não é? 

        Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso – mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isso a empregada não sabe; ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão – disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte. 

        Hoje pela manhã ela começou a me dizer qualquer coisa – “seu Rubem, o cajueirinho...” – mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. 

        Veio me mostrar: 

        – Eu comprei um vaso...

        – Ahn...

        Depois de um silêncio, eu disse:

        – Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa...

        Ela olhou a plantinha e disse com convicção:

        – Esse aqui não vai morrer, não senhor. 

        Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá- -lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso, e ficara aliviada com a minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer: 

        – Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro.

        Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo com certa gravidade: 

        – É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo... 

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.

(BRAGA, Rubem. 1993-1990. 200 crônicas escolhidas – 31ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010.)
Considerando que o adjetivo é a palavra variável que designa uma especificação ao substantivo, caracterizando-o, assinale a afirmativa que NÃO denota tal classe gramatical.
Alternativas
Q4048258 Português
Os residentes no município de Descanso/SC, são conhecidos como gentílicos: 
Alternativas
Q4048199 Português
Pedômetro científico: quantos passos diários você 'deveria dar' para se manter saudável?
Analisando a locução verbal presente na frase, os verbos encontram-se, respectivamente, nos:
Alternativas
Q4047838 Português

Feita a leitura do texto, responda à questão



Rica e pobre campanha



    Na campanha eleitoral deste ano há uma coisa da qual os partidos e os candidatos não poderão se queixar, porque, além de ser farta a coleção de temas que estão a exigir discussões sérias e profundas, quem for aos palanques vai contar com a generosidade do Fundo Eleitoral, que ampliou suas reservas de R$ 2 bi para R$ 6 bi, violência praticada pelos deputados contra a seriedade, depois de obterem sanção presidencial com a lógica da extorsão. Aporte-se a esse tesouro o Fundo Partidário, mesmo que bem mais modesto, com R$ 1 bi, mas longe de estar na indigência. Obra do Congresso ao avançar no dinheiro que sai suado do bolso do povo. Acho que já reproduzi aqui o que, certa vez, disse o senador americano John Randolph: o mais delicioso dos privilégios é mesmo gastar o dinheiro dos outros… Sem dúvida.

    Não será, portanto, por falta de dinheiro que a campanha teria de se empobrecer quanto ao conteúdo, nem abrir mão de um alto nível, para se empenhar apenas no destino dos candidatos; mas, acima de tudo, que se transformasse numa eficiente jornada cívica, ajudando a instruir a natureza e a responsabilidade do voto.

    Feitas algumas comparações com o resto do mundo, algumas já conhecidas, observa-se que o Brasil pode ser incluído entre os que mais produzem maldades nas campanhas eleitorais, porque, na leva das verbas vultosas dos fundos, elegem-se poucos bem intencionados e muitos com ideias e planos perversos, valendo-se do dinheiro da população para trabalhar exatamente contra os interesses dela.

    Um ponto de observação, a partir dessa terrível realidade, recomenda que o eleitor deve se tornar mais exigente com o voto. Adotar extremo cuidado com os lobos que se vestem com pele de cordeiro, os que balem falsamente, dificultando a fácil identificação dos maus. Porque se os indesejados não trazem estrela na testa e não há como adivinhá-los, tudo concorre para que o voto se acautele cada vez mais, e não afunde no pântano da política armada pelos maus caracteres, que são muitos e nenhum pudor.

    Se a realidade política dos nossos dias revela o mundo de armadilhas e tramas contra os interesses nacionais, maior é a insegurança de grande parcela da população; e exatamente por isso não se pode abrir mão da guarda. Portanto, desconfiar das promessas vãs, seguidas de falsos sorrisos e agrados fáceis. Que assim seja neste 2022, para que o brasileiro não continue sendo criticado como gente que não sabe votar. Há anos, disse Pelé, num intervalo de suas habilidades com a bola, que o brasileiro precisava aprender a votar, referindo-se à pobreza da representação nas casas dos poderes. Hoje, o professor Daniel Ibrahim Marun, que vai publicar ensaio sobre eleições em países que visitou, como México, Canadá e Espanha, chega a conclusão muito próxima do atleta, garantindo que todos os males brotam e prosperam do descuido dos eleitores, principalmente quando votam com excesso de paixão ou ódio exagerado. Estejam eles na terra de Pelé ou em qualquer lugar do mundo (Wilson Cid – Jornal do Brasil, 01/02/ 2022). 

Observe o uso da partícula “OS” nos fragmentos textuais abaixo e, em seguida, assinale a alternativa que apresenta a CORRETA classificação morfológica do item nas três ocorrências, respectivamente:



“[...] Adotar extremo cuidado com os lobos que se vestem com pele de cordeiro, OS que balem falsamente, dificultando a fácil identificação dos maus. Porque se OS indesejados não trazem estrela na testa e não há como adivinhá-lOS, tudo concorre para que o voto se acautele cada vez mais [...]”

Alternativas
Q4047835 Português

Leia o texto abaixo e, em seguida, responda à questão).



O outro



Atentos ao visual, candidatos usam roupas para disfarçar características durante programa eleitoral, como altura, peso e calvície. (Eleições, 21 ago. 2000)



    Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores - além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria. O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior é que combinava um visual péssimo - baixinho, gordinho, careca- com uma congênita inabilidade para falar em público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa grana nisso, desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.

    O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar. Em poucas semanas, o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase. Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o caracterizava.

    E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu. Mas como? Então era aquele o tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade. Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele, sim, podia fazer uma grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.

    Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições, resolvera passar dois anos em alguma praia do Caribe.

Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgando multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre.


(Moacyr Scliar - Folha de São Paulo, 28 de agosto de 2000). 

Analise o emprego dos elementos em destaque nos diferentes contextos estruturais e avalie as classificações fornecidas para cada item.



I. “Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores - além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria”. (Adjetivo com função de modalizador).


II. “O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar”. (Locução prepositiva com função de modalizador).


III. “Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda.”. (Advérbio de intensidade usado com valor de negação).


IV. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. (Advérbio de afirmação usado com valor de ênfase).


V. “E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre. (Locução conjuntiva usado com valor enfático).



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q4047834 Português

Leia o texto abaixo e, em seguida, responda à questão).



O outro



Atentos ao visual, candidatos usam roupas para disfarçar características durante programa eleitoral, como altura, peso e calvície. (Eleições, 21 ago. 2000)



    Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito. Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores - além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria. O problema era arrumar votos. Não tinha amigos, não era conhecido, nem sequer recebera um apelido pitoresco que pudesse usar na propaganda. Mas o pior não era isso. O pior é que combinava um visual péssimo - baixinho, gordinho, careca- com uma congênita inabilidade para falar em público. Em desespero, resolveu procurar um marqueteiro. Estava disposto a gastar uma boa grana nisso, desde que pudesse adquirir uma nova imagem, uma imagem capaz de garantir a eleição.

    O marqueteiro, famoso, exigiu honorários salgados, mas garantiu resultados. Que, de fato, não se fizeram esperar. Em poucas semanas, o candidato era outro. Mais magro, mais alto (saltos especiais) com uma bela peruca, parecia agora um galã de novela. Além disso, transformara-se num fantástico orador, um orador capaz de galvanizar o público com uma única frase. Se foi eleito? Foi eleito com uma avalanche de votos. O que representou um duplo alívio: de um lado, conquistava o cargo tão sonhado. De outro, podia deixar de lado a peruca, os sapatos com saltos especiais e a dieta. E também podia falar normalmente, no tom meio fanhoso que o caracterizava.

    E aí começaram as surpresas desagradáveis. Quando foi tomar posse, ninguém o reconheceu. Mas como? Então era aquele o tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade. Não foi a única contrariedade. Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas. Bom mesmo, concluiu com amargura, era o Outro, aquele que o marqueteiro tinha inventado. Aquele, sim, podia fazer uma grande carreira, chegando quem sabe à Presidência.

    Mas onde estava o Outro? Só uma pessoa poderia ajudá-lo nessa busca, o marqueteiro. Só que o marqueteiro tinha sumido. Com o dinheiro ganho nas eleições, resolvera passar dois anos em alguma praia do Caribe.

Todas as noites o vereador sonha com o Outro. Vê-o na Câmara, discursando, empolgando multidões. Mas não sabe o que fazer para encontrá-lo. Sabe, sim, o que dirá se isso um dia acontecer. E o que dirá, numa voz fanhosa e emocionada, será: o senhor pode contar com meu voto - para sempre.


(Moacyr Scliar - Folha de São Paulo, 28 de agosto de 2000). 

Avalie as proposições e as marque (V) para verdadeiro e (F) para falso.



( ) Em: “Ele queria muito ser eleito. Não: ele precisava muito ser eleito.”, o advérbio NÃO admite a substituição, sem prejuízo semântico, pela expressão “ou melhor”, com valor de retificação.


( ) Em: “Estava atrás de um emprego que lhe desse um bom salário, mordomias e verbas para gastar na contratação de assessores - além, claro, das múltiplas oportunidades que, como vereador, teria.”, o item COMO na expressão “como vereador”, corresponde a “na condição de”.


( ) Em: “Logo descobriu que, como vereador, era péssimo: não sabia falar, não convencia ninguém, sequer era procurado por lobistas.”, o item LOGO se caracteriza como uma conjunção com valor de conclusão.


( ) Em: “Então era aquele o tipo charmoso, magnético, da tevê e dos cartazes? Era ele sim, como o comprovou, mostrando a identidade.”, a estrutura Era ele sim, como o comprovou pode ser parafraseada, sem prejuízo semântico, por: “Era ele sim, como comprovou ser”.


( ) Em: “Bom mesmo, concluiu com amargura, era aquele que o marqueteiro tinha inventado”, a forma verbal composta “tinha inventado” tem como estrutura correspondente a forma verbal simples INVENTOU, no pretérito perfeito.

Alternativas
Respostas
13501: B
13502: E
13503: D
13504: C
13505: A
13506: D
13507: A
13508: A
13509: D
13510: A
13511: B
13512: B
13513: A
13514: C
13515: D
13516: B
13517: D
13518: E
13519: D
13520: A