Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3727743 Português
TEXTO 2


Uma história da escravidão no Brasil – o segundo volume da trilogia


Entre 1700 e 1800, cerca de dois milhões de homens e mulheres foram arrancados de suas raízes africanas, embarcados à força nos porões dos navios negreiros e transportados para o Brasil. Muitos seriam vendidos em leilões públicos antes de seguir para as senzalas onde, sob a ameaça do chicote, trabalhariam pelo resto de suas vidas. No final do século XVIII, a América Portuguesa tinha a maior concentração de pessoas de origem africana em todo o continente americano. Os brancos formavam um grupo relativamente pequeno. Os índios, a essa altura já dizimados por doenças, guerras e a ocupação de seus territórios, sequer apareciam nas estatísticas. O motor da escravidão nesse período foi a descoberta de ouro e de diamantes, primeiro em Minas Gerais e, depois, em Mato Grosso e Goiás. A busca de novas riquezas, acompanhada pelo uso cada vez mais intenso da mão de obra cativa, fez com que o território brasileiro praticamente dobrasse de tamanho. Começavam também ali alguns fenômenos que marcariam profundamente a face do escravismo brasileiro. A escravidão urbana, de serviços, diferente daquela observada nas antigas lavouras da cana-de-açúcar na região Nordeste, deu maior mobilidade aos cativos, acelerou os processos de alforria, ofereceu oportunidades às mulheres e gerou uma nova cultura em que hábitos de origem africana se misturaram a outros, de raiz europeia e indígena. O agitado e rebelde século XVIII e a gigantesca onda africana que o marcou são os temas deste segundo volume da trilogia sobre a história da escravidão no Brasil.


GOMES, Laurentino. Escravidão: da corrida do ouro em Minas Gerais até a chegada da corte de dom João ao Brasil, volume 2. Rio de Janeiro: Globo Livros, 2021. (quarta-capa)
Sobre os recursos linguístico-textuais que compõem o Texto 2, assinale a alternativa que expressa corretamente a análise da organização e estruturação lexicogramatical dessa quarta-capa.
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Q3727738 Português
TEXTO 1


Escravidão é sinônimo de violência


Só se pode entender a montagem de uma instituição do porte do escravismo moderno atentando-se para a articulação entre a criação de colônias no ultramar e seu funcionamento sob a forma de grandes unidades produtoras voltadas para o mercado externo. A monocultura em larga escala exigia um grande contingente de trabalhadores que deveriam se submeter a uma rotina espinhosa, sem ter nem lucro nem motivação pessoal. Recriou-se, desse modo, a escravidão em novas bases, com a utilização de mão de obra compulsória e que exigia – ao menos teoricamente − trabalhadores de todo alienados de sua origem, liberdade e produção. Tudo deveria escapar à consciência e ao arbítrio desse produtor direto.

Da parte dos contratantes, a ideologia que se conformava procurava desenhar o trabalho nos trópicos como um fardo, um sofrimento, uma punição e uma pena para ambos os lados: senhores e escravos. O discurso proferido pela Igreja e pelos proprietários entendia tal trabalho árduo como uma atividade disciplinadora e civilizadora. Havia inclusive manuais − verdadeiros modelos de aplicação de sevícias pedagógicas, punitivas e exemplares − que instruíam, didaticamente, os fazendeiros sobre como submeter os escravizados e transformá-los em trabalhadores obedientes. Um exemplo regular era o famoso quebra-negro, castigo muito utilizado no Brasil para educar escravos novos ou recém-adquiridos e que, por meio da chibatada pública e outras sevícias, ensinava os cativos a sempre olhar para o chão na presença de qualquer autoridade.

[...]

Um sistema como o escravismo moderno só se enraíza com o exercício da violência. Da parte dos proprietários, a sanha contínua que visava à sujeição e obediência cegas para o trabalho. Da parte dos escravos, a reação se dava a partir de gradações que iam das pequenas insubordinações diárias e persistentes até as grandes revoltas e os quilombos.

De todo modo, a escravidão se enraizou de tal forma no Brasil, que costumes e palavras ficaram por ela marcados. Se a casagrande delimitava a fronteira entre a área social e a de serviços, a mesma arquitetura simbólica permaneceria presente nas casas e edifícios, onde, até os dias que correm, elevador de serviço não é só para carga, mas também e, sobretudo, para os empregados que guardam a marca do passado africano na cor. Termos de época mantêm-se operantes, apesar de o significado original ter se perdido. A expressão “ama-seca” era até pouco tempo usada no país, esquecendo-se, entretanto, de que naquele período essas amas se opunham às amas de leite, mulheres que muitas vezes deixavam de amamentar seus filhos para cuidar dos rebentos dos senhores. “Boçal” é ainda hoje uma pessoa com reduzida discriminação de locais e espaços – um tonto; assim como “ladino” continua a ser sinônimo de “esperto”. Em seu sentido primeiro, “boçais” eram os escravos recém-chegados e que, diferentemente dos “ladinos” – os cativos de segunda geração –, não dominavam a língua ou a região, tendo, por isso, poucas possibilidades de fuga.

Alguns termos desapareceram, como é o caso da expressão “bens semoventes”, outrora empregada para descrever de maneira indiscriminada, nos inventários e testamentos, as posses que podiam se movimentar: quais sejam, escravos e animais. Hoje o termo permanece apenas no meio jurídico, que o emprega para os bens dotados de movimento próprio, como os animais. Não obstante, permanece uma divisão guardada em silêncio e condicionada por um vocabulário que transforma cor em marcador social de diferença, reificado todos os dias pelas ações da polícia, que aborda muito mais negros do que brancos e neles dá flagrantes. Aqui é usual a prática de “interpelação”, esse pequeno teatro teórico e pragmático. Diante da força policial, não raro os indivíduos assumem um lugar que corriqueiramente optariam por rejeitar. Não basta ser inocente para ser considerado e se considerar culpado. Esse tipo de reação é chamado pelo antropólogo Didier Fassin de “memória incorporada”, quando, antes mesmo de refletir, os corpos lembram. Se na época da escravidão indivíduos negros trafegando soltos eram presos “por suspeita de escravos”, hoje são detidos com base em outras alegações que lhes devolvem sempre o mesmo passado e origem.

[...]


SCHWARCZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. 2. ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2018. p. 91-93. (Fragmentos)
Analise, a seguir, as assertivas a respeito dos elementos linguísticos presentes na construção do Texto 1.

1) No trecho “Recriou-se, desse modo, a escravidão em novas bases [...]”, subentende-se que havia outra forma de escravidão anterior à brasileira, o que se revela, logo de início, pelo emprego do prefixo ‘re-’ agregado ao verbo ‘criar’.

2) No trecho “[...] a sanha contínua que visava à sujeição e obediência cegas para o trabalho”, não deveria ter sido usado o acento indicativo de crase, uma vez que o complemento do verbo ‘visava’ tem dois núcleos nominais. Isso fica mais evidente na concordância do adjetivo ‘cegas’, no plural.

3) No trecho “Termos de época mantêm-se operantes, apesar de o significado original ter se perdido”, as autoras optaram pelo uso de uma norma-padrão ao não contraírem a preposição ‘de’ e o artigo ‘o’, como ocorre em determinados usos de variedades brasileiras do português contemporâneo em que se empregaria a estrutura ‘apesar do’.

4) No trecho “Se na época da escravidão indivíduos negros trafegando soltos eram presos [...]”, há uma expressão adverbial de tempo que deveria estar entre vírgulas por se encontrar deslocada e ser de maior extensão.


Estão corretas as proposições
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Ano: 2022 Banca: UFPE Órgão: UFPE Prova: UFPE - 2022 - UFPE - Técnico em Enfermagem |
Q3727682 Português
No trecho “Ao chegarem ao Brasil, os portugueses logo descobriram que grandes partes do litoral [...]” (Texto 2), o valor semântico do termo destacado é de
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Q3679150 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório. (L.59-64)


No período acima há 

Alternativas
Q3679148 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Mundo terá o dobro de idosos até 2050, diz ONU


    O mundo está cada vez mais populoso. E também mais velho.


    O número de pessoas com 65 anos ou mais no planeta, hoje de 761 milhões, deve mais que dobrar até a metade do século, chegando a 1,6 bilhão em 2050.


    Os dados fazem parte de projeções da Organização das Nações Unidas – que, além de contabilizar 8 bilhões de pessoas no planeta, faz agora um alerta sobre a urgência do envelhecimento populacional.


    Ter uma fatia maior de idosos, por um lado, é um bom indicador. O fato de que aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050 reflete, entre outros fatores, sociedades bem-sucedidas no aumento da expectativa de vida.


    Se o envelhecimento, porém, não vier acompanhado de políticas públicas consistentes – pensadas desde a infância, não somente na velhice –, o fenômeno será gatilho para sociedades mais desiguais e empobrecidas, afirma a ONU em relatório lançado nesta quinta-feira (12).


    "Queremos deixar a mensagem de que oportunidades iguais têm de ser oferecidas desde o nascimento", diz a italiana Daniela Bas, diretora de desenvolvimento social inclusivo da ONU. "Aqueles que desde os estágios iniciais da vida têm acesso à saúde, educação e nutrição adequadas têm uma velhice muito mais saudável."


    A análise dos dados traz ainda um alerta ao Brasil. Hoje os idosos (20,5 milhões) somam 9,5% da população brasileira. No meio do século, serão 22% do total – acima, portanto, da média global –, caso se confirmem as projeções da ONU.


    O número não é tão expressivo quanto o observado em outras regiões, mas não deixa de chamar a atenção. Na Europa, por exemplo, onde a questão já é sensível, idosos representam 20% da população já em 2023. Daqui a 20 anos, serão quase 30% do todo, o que abre discussões que vão da aposentadoria à falta de mão de obra.


    No guarda-chuva de preocupações expressas pelas Nações Unidas está o mercado de trabalho. Pessoas mais velhas continuam a contribuir economicamente – muitos permanecem em empregos remunerados, ou ajudam na família, com assistência aos filhos.


    Ainda assim, estereótipos, como o preconceito etário, são empecilhos. Outro fenômeno, que cresce a galope no caso do Brasil, também preocupa: a informalidade. "A ampla propagação do emprego informal e de outras formas precárias de trabalho ameaçam o acesso à aposentadoria e a outros benefícios de proteção social, colocando em risco a segurança econômica de idosos", diz o relatório.


    Shantanu Mukherjee, diretor de análise econômica da ONU, afirma que muitas vezes falta proatividade aos governos. "Políticas podem e devem ser criadas antecipadamente, levando em conta que o envelhecimento populacional é parte fundamental da economia de um país."


    Idosos têm maior probabilidade de viver em domicílios com menor infraestrutura do que a população em idade produtiva, uma realidade ainda mais comum em países em desenvolvimento, nos quais sistemas de proteção social estão menos estabelecidos, afirma o relatório.


    A situação é pior para as mulheres, que têm níveis de pobreza na velhice mais elevados. Os motivos? Níveis também menores de participação no mercado de trabalho formal, carreiras mais curtas e salários mais baixos em comparação com homens.


    A ONU chama especial atenção para a distribuição desigual do trabalho doméstico, o que restringe a possibilidade de mulheres atuarem mais ativamente no mercado de trabalho e, por consequência, enxuga suas aposentadorias. Aponta ainda que elas a são maioria das empregadas na economia de cuidado, tida como área mal regulamentada, na qual trabalhadores normalmente ganham salários baixos.


    "Dadas as expectativas de vida mais longas das mulheres, elas têm maior probabilidade do que os homens de ficarem viúvas, são menos propensas a se casar novamente e mais propensas a viver sozinhas – três características que podem exacerbar a insegurança econômica."


    Além da seara econômica, o relatório destaca a necessidade de aprimorar sistemas de saúde. Segundo a ONU, muitas nações ainda se fiam à ideia de que idosos moram com filhos ou netos, realidade que tem mudado. "Modelos de cuidados que dependem exclusiva ou principalmente das famílias são cada vez mais inadequados."


    E a pandemia de covid evidenciou as falhas no atendimento a idosos. "Sistemas de cuidado subfinanciados, condições precárias de trabalho das equipes de saúde e políticas insuficientes de cuidados em casa contribuíram para um alto número de mortes entre idosos", diz a ONU.


    O desafio do envelhecimento populacional também atinge as regiões e continentes de diferentes formas. A maioria terá cerca de um quinto de suas populações com mais de 65 anos em 2050: América Latina e Caribe (19%), Oceania (18,5%), América do Norte (24%) e Ásia (19%). A exceção é a África: o continente mais desafiado por altos índices de natalidade terá somente 5,7% de seus habitantes nessa faixa etária.


    Cenários como o africano, então, poderiam até ter facetas positivas, mas somente se houver ação estatal. "Se formos espertos o bastante para criar políticas que facilitem o caminho para os mais velhos, faremos com que essas pessoas não sofram na velhice", diz Daniela Bas.

(Mayara Paixão.


https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2023/01/populacao-idosa-nomundo-vai-dobrar-ate-metade-do-seculo-mostra-onu.shtml. 12.jan.2023)

... aqueles com mais de 65 são 9,6% do mundo de 8 bilhões e serão 16,5% dos 9,7 bilhões de 2050... (L.11-12)
Assinale a alternativa em que a alteração do segmento sublinhado no trecho acima tenha produzido resultado de acordo com a norma culta. Não leve em conta possíveis alterações de sentido.
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Q3678982 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.

Cometa cruzará céu da Terra após 50 mil anos

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Assinale a alternativa em que o termo indicado, no texto, exerça papel adjetivo.
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Q3678830 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão

Entenda a corrida pelo hidrogênio verde e por que o Brasil pode ser uma potência

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Assinale a alternativa em que, no texto, analisando o processo de formação da palavra como um todo, esteja indicada uma palavra que não tenha sido formada por composição.
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Q3678540 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão

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A palavra “hierarquia” (L.58), em seu processo de formação, foi formada por
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Q3678537 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão

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Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, não desempenhe papel adverbial.
Alternativas
Q3678533 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão

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Existem, por exemplo, os que trazem as partes subterrâneas das plantas, como bulbos, raízes e tubérculos que eles comem, além de fezes. (L.61-63)
No período acima, há 
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Q3669464 Português
Vida e morte das agendas


Começamos por cancelar os mortos. Depois, os telefones fixos. E, por fim, a própria agenda.


Ruy Castro


Agendas de telefones precisam ser refeitas de anos em anos, de acordo com o número de pessoas que entram e saem de nossa vida. De repente não cabe mais ninguém. Nomes que, um dia, foram anotados porque tinham a ver com algo terrivelmente importante passam para a categoria do “quem era mesmo?”. Tornam-se nomes sem rosto, tragados pela nossa desmemória. Mas o pior é o doloroso processo de suprimir os mortos. 


É incrível quantos amigos ou conhecidos têm o hábito de nos deixar a cada dez ou 15 anos. As agendas são um registro macabro dessa fatalidade. Conheço gente que desenha uma caveirinha (com as tíbias cruzadas) ao lado dos nomes das pessoas que morreram. Pode ser prático, mas é cruel e, ao mesmo tempo, cômico — aquela fila de caveirinhas na margem das páginas faz da agenda um gibi de terror. Imagine se essa agenda cai em mãos de um parente dos falecidos.


De algum tempo para cá, outro tipo de supressão ficou obrigatório: o dos telefones fixos. Se a agenda anterior contém o número do telefone fixo e do celular de cada pessoa, e você tenta ligar para um e para outro a fim de certificar-se de que continuam valendo, ficará espantado com quantos fixos, de repente, passaram a dar aquele sinal diferente de ocupado — característico dos telefones que foram desativados, não existem mais. É terrível constatar que até os seus companheiros de geração reduziram-se ao celular. 


Para completar, as próprias agendas de papel estão em xeque. Mesmo entre os coroas, quase ninguém mais as usa — os números de telefones são anotados diretamente no celular. Mas o que acontece quando, até por serem coroas, têm o celular roubado ou o esquecem em algum lugar, e já jogaram fora o velho caderno ensebado?


Talvez as agendas do futuro sejam gravadas diretamente no cérebro — no mísero cérebro humano, arcaico, analógico, que ainda é o nosso.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/11/vida-e-morte-das-agendas.shtml
Em “os números de telefones são anotados diretamente no celular”, o termo em destaque atua como:
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Q3661181 Português
Até que ponto o piloto automático de um avião é automático?


      De acordo com Jorge Henrique Bidinotto, professor de engenharia aeronáutica na USP de São Carlos, o piloto automático não decide nada – apenas segue instruções. Se o piloto humano ordenar que o avião suba para 30 mil pés, por exemplo, o computador se encarrega de mudar a altitude, mantendo as outras variáveis constantes.

     Quando há turbulência, o piloto automático desliga por conta própria. Se o comandante não considerar prudente lidar com o tempo ruim no modo manual, ele pode dar ao avião instruções para que ele desvie das nuvens. De novo: o avião até topa ___________ o comando, mas vai só obedecer, sem decidir.

    Além de não gostar de ventanias e temporais, o piloto automático também é desligado por ____________ quando o humano comete um erro ao operá-lo.

    Decolagem e pouso também são delicados: a primeira é inteiramente responsabilidade do piloto humano. Já no pouso, o automático leva o avião até muito ___________ da pista, mas o controle volta para o manual imediatamente antes de o avião tocar o chão.

    É bom lembrar que o piloto automático é apenas um dos muitos sistemas que ajudam a guiar o avião. Ele faz parte do controle automático, que inclui também softwares estabilizadores e um sistema que “filtra” as ações do piloto, tornando-as mais suaves.


(Fonte: Abril - adaptado.)
A palavra sublinhada em “Até a coisa ficar feia, basicamente.” é classificada, gramaticalmente, como:
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Q3381453 Português




Fragmento. KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. (p. 29-30)

“O Antropoceno tem um sentido incisivo sobre a nossa existência, a nossa experiência comum, a ideia do que é humano” (linhas 13-15). A palavra sublinhada é
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Q3381452 Português




Fragmento. KRENAK, Aílton. Ideias para adiar o fim do mundo. São Paulo: Companhia das Letras, 2019. (p. 29-30)

Os vocábulos sublinhados em “Existe muita coisa que se aproxima mais daquilo que pretendemos ver do que se podia constatar se juntássemos as duas imagens: a que você pensa e a que você tem. Se já houve outras configurações da Terra, inclusive sem a gente aqui, por que é que nos apegamos tanto a esse retrato com a gente aqui?” (linhas 9-13), classificam-se morfologicamente como:
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Q3381448 Português

Texto 2



Foto: Disponível em https://institutoling.org.br/ explore/a-poesia-autobiografica-de-carlosdrummond-de-andrade Acesso em 03 nov. 2021. 



Texto: Disponível em: https://www.facebook.com/proseandopoesia/ photos/amarque-pode-uma-criatura-senãoentre-criaturasamaramar-e-esquecer-amar-e-malama/2626105507485936/. Acesso em 03 nov. 2021.

As palavras “malamar” e “desamar” são formadas por: 
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Q3378470 Português


Publicada em 16 set 2021. Disponível em: https://www.facebook.com/tirasarmandinho. Acesso em: 03 nov. 2021.


Responda a questão a respeito da frase “Não há saber mais ou saber menos”.  

Em “Não há saber mais ou saber menos”, “mais” e “menos” são considerados
Alternativas
Q3378468 Português

Leia o trecho abaixo para responder à questão.


Com ela, a leitura da palavra foi a leitura da ‘palavramundo’”. (linhas 34-35) 

O vocábulo “palavramundo”, em “Com ela, a leitura da palavra foi a leitura da “palavramundo”(linhas 34-35), foi formado pelo processo de
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Q3269654 Português
Para responder a questão, considere o parágrafo a seguir.

Fundada em 1989, a tal Coalização Global do Clima foi dissolvida em 2002. Mas os milhões de dólares [1] promovendo o negacionismo foram suficientes para fazer com que o então presidente americano George W. Bush, alegando prejuízos [2] à economia e incertezas científicas [3], retirasse, em 2001, os Estados Unidos da América [4] do Protocolo de Kyoto, primeira tentativa de promover de forma multilateral a redução das emissões de gases–estufas por todos os países [5]
A conjunção Mas pode ser substituída, sem haver alteração de sentido, por 
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Q3269653 Português

Para responder a questão, considere o período a seguir.


A vitória virá quando o cidadão médio estiver certo sobre a ciência do clima.

A conjunção em destaque no período relaciona orações, estabelecendo ideia de
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Q3267542 Português

Para responder a questão, considere o fragmento de texto a seguir.


“Eu só paro de beber

Se a minha boyzinha voltar

Volta boyzinha, volta boyzinha

Que eu largo minha farra

Vida de galinha”


Disponível em:<qcon-assets-production.s3.amazonaws.com/prova/arquivo_prova/128544/funcern-2022-prefeitura-de-maxaranguape-rn-professor-fundamental-ii-lingua-portuguesa-prova.pdf>. Acesso em: 22 set. 2022.

A palavra “boyzinha” é estrangeira e derivada de substantivo boy, do inglês menino. No português do Brasil, essa palavra 
Alternativas
Respostas
12921: A
12922: D
12923: E
12924: B
12925: C
12926: C
12927: C
12928: D
12929: B
12930: B
12931: A
12932: A
12933: A
12934: C
12935: A
12936: B
12937: D
12938: B
12939: C
12940: D