Questões de Concurso Sobre morfologia em português

Foram encontradas 26.883 questões

Q4086014 Português
TEXTO I
Observe o texto abaixo:

Viva saudável com os livros - DIOGENES Os livros Diogenes acham-se internacionalmente introduzidos na biblioterapia


Posologia

As áreas de aplicação são muitas. Principalmente resfriados, corizas, dores de garganta e rouquidão, mas também nervosismo, irritações em geral e dificuldade de concentração. Em geral, os livros Diogenes atuam no processo de cura de quase todas as doenças para as quais prescreve-se descanso. Sucessos especiais foram registrados em casos de convalescença.

Propriedades

O efeito se faz notar pouco tempo após iniciada a leitura e tem grande durabilidade. Livros Diogenes aliviam rapidamente a dor, estimulam a circulação sanguínea e o estado geral melhora.

Precauções/riscos

Em geral, os livros Diogenes são bem tolerados. Para miopia, aconselham-se meios de auxílio à leitura. São conhecidos casos isolados nos quais o uso prolongado produziu dependência.

Dosagem

Caso não haja outra indicação, sugere-se um livro a cada dois ou três dias. Regularidade no uso é o pressuposto essencial para a cura. Leitura diagonal ou desistência prematura podem interferir no efeito.

Composição

Papel, cola e cores na impressão. Os livros Diogenes são ecologicamente produzidos. Neles são usados somente papéis fabricados sem cloro e sem ácidos, o que garante alta durabilidade. Também, no caso de qualidade de vida, garante-se ótima distração. LIVROS DIOGENES são menos aborrecidos.

(Fonte: Ulla FIX,1997:100 - tradução: MARCUSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p.165/166).
Observe as palavras em destaque nos seguintes fragmentos do texto em estudo:
Principalmente resfriados, corizas, dores de garganta...”/ “Para miopia, aconselham-se meios de auxílio à leitura.”
Marque a alternativa que apresenta os processos pelos quais esses vocábulos foram formados:
Alternativas
Q4085971 Português
O padeiro


      Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a “greve do pão dormido”. De resto não é bem uma greve, é um locaute, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o quê do governo.

      Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
               — Não é ninguém, é o padeiro!
            Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
           “Então você não é ninguém?”
       Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: “não é ninguém, não senhora, é o padeiro”. Assim ficara sabendo que não era ninguém…
      Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo.


(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas. Rio de Janeiro. Record. 1977. Adaptado.)
Considerando a classificação das palavras, assinale a alternativa em que o termo destacado está em DESACORDO com os demais. 
Alternativas
Q4085876 Português
TEXTO II

        Leia o texto II, atentamente, e responda às questões relacionadas a ele.

UM RIO CHAMADO TEMPO, uma casa chamada terra (Mia Couto)

        [...] Até há pouco tempo a vila tinha apenas uma rua. Chamavam-lhe, por ironia, a rua do meio. Agora, outros caminhos de areia solta se abriram num emaranhado. Mas a vila é ainda demasiado rural, falta-lhe a geometria dos espaços arrumados. Lá estão os coqueiros, os corvos, as lentas fogueiras que começam a despontar. As casas estão em ruína, exaustas de tanto abandono. Não são apenas casas destroçadas: é o próprio tempo desmoronado. [...]

        Dói-me a ilha como está, a cada decadência das casas, a miséria derramada pelas ruas. Mesmo a natureza parece sofrer de mau-olhado. Os capinzais se estendem secos, parece que empalharam o horizonte. À primeira vista, tudo definha. No entanto, mais além, à mão de um olhar, a vida reverbera, cheirosa como um fruto em verão: enxames de crianças atravessam os caminhos, mulheres dançam e cantam, homens falam alto, donos do tempo.

(COUTO, Mia. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 27-28. Fragmento).
A frase “Lá estão os coqueiros” é formada pelas seguintes classes de palavras respectivamente:
Alternativas
Q4085874 Português
TEXTO II

        Leia o texto II, atentamente, e responda às questões relacionadas a ele.

UM RIO CHAMADO TEMPO, uma casa chamada terra (Mia Couto)

        [...] Até há pouco tempo a vila tinha apenas uma rua. Chamavam-lhe, por ironia, a rua do meio. Agora, outros caminhos de areia solta se abriram num emaranhado. Mas a vila é ainda demasiado rural, falta-lhe a geometria dos espaços arrumados. Lá estão os coqueiros, os corvos, as lentas fogueiras que começam a despontar. As casas estão em ruína, exaustas de tanto abandono. Não são apenas casas destroçadas: é o próprio tempo desmoronado. [...]

        Dói-me a ilha como está, a cada decadência das casas, a miséria derramada pelas ruas. Mesmo a natureza parece sofrer de mau-olhado. Os capinzais se estendem secos, parece que empalharam o horizonte. À primeira vista, tudo definha. No entanto, mais além, à mão de um olhar, a vida reverbera, cheirosa como um fruto em verão: enxames de crianças atravessam os caminhos, mulheres dançam e cantam, homens falam alto, donos do tempo.

(COUTO, Mia. Um rio chamado tempo, uma casa chamada terra. São Paulo: Companhia das Letras, 2003, p. 27-28. Fragmento).
Releia: “As casas de cimento estão em ruína, exaustas de tanto abandono. Não são apenas casas destroçadas: é o próprio tempo desmoronado.”
Os vocábulos exaustas e desmoronado são adjetivos. Eles se referem aos seguintes termos no texto:
Alternativas
Q4085445 Português
Os desafios contemporâneos para educar crianças

    A pesquisa sobre percepções, opiniões, valores e atitudes da população brasileira a respeito das formas de educar e das práticas de maus-tratos e de violência contra crianças recentemente realizada pela Ipsos, a pedido de Fundação José Luiz Egydio Setubal e Instituto Galo da Manhã, ilumina uma temática urgente, de grande relevância pública. Precisamos não só de um maior número de pesquisas que abordem as questões e números de violências e maus-tratos contra crianças no Brasil, como também há uma necessidade de que essa temática ganhe maior centralidade no debate público no país. Enquanto sociedade democrática, não podemos aceitar que crianças e adolescentes tenham seus direitos básicos violados, o que ocorre ao sofrerem alguma forma de violência – seja ela física, psicológica ou sexual – ou negligência. Não podemos continuar a tolerar que a violência e o desrespeito aos direitos civis, característica estrutural da democracia no Brasil, também se perpetue nas relações cotidianas das crianças. A garantia dos direitos das crianças e adolescentes – tal como preconiza a Doutrina da Proteção Integral – é uma prioridade absoluta, sendo responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. 
    Em um primeiro momento, a pesquisa buscou identificar quais são os entendimentos compartilhados pela população brasileira sobre infância e adolescência. A maior parte dos entrevistados afirmaram que o término da infância está temporalmente associado aos 14 anos de idade, enquanto a adolescência se inicia nos 15 e se encerra aos 18 anos. Para a população, as demarcações da infância são as mesmas para meninas e meninos. Já no que diz respeito às principais atividades a serem realizadas na infância, uma esmagadora maioria de respondentes (mais de 90%) considerou que estudar, praticar esportes e atividades de lazer, como também auxiliar em tarefas do lar, devem ser as atividades principais desempenhadas por crianças.
    Contudo, embora o Brasil tenha um legado constitucional e de programas sociais com mais de três décadas de proibição e combate ao trabalho infantil, persiste no país uma grande aceitação de uma iniciação laboral precoce. Cerca de 46% dos entrevistados consideram certo que crianças ou adolescentes tenham um trabalho de meio período fora de casa. Quando exploramos as justificativas para essa aceitação, em se tratando especificamente de crianças (que segundo os próprios entrevistados seriam menores de 14 anos), espantosamente o argumento com maior adesão é aquele que aponta o trabalho como estratégia conveniente para ocupar o tempo ocioso, evitando que crianças fiquem na rua (esta é considerada uma razão aceitável para o trabalho infantil por 46% dos entrevistados), pretexto que supera largamente as justificativas econômicas, como a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar (considerada aceitável por aproximadamente 26% dos entrevistados). Essas respostas nos permitem identificar a existência de uma concepção cultural, entre os brasileiros, do trabalho como uma atividade disciplinadora, que tem uma função importante no processo de formação, que prepara para a vida adulta ao mesmo tempo em que previne a delinquência. Esta forte narrativa ignora os riscos do trabalho precoce para o desenvolvimento físico e educacional das crianças, não protegendo, mas aumentando sua vulnerabilidade a violações. Em se tratando de adolescentes, o apoio a atividades laborais é massivo, seja em razão de escolha pessoal (considerado aceitável por 89% dos entrevistados), para não ficar na rua (84%) ou para ajudar na renda da família (83%). É evidente que para a maior parte dos brasileiros o trabalho na adolescência é menos um problema e mais uma solução.
    Quando passamos para as formas de educar, a maioria dos entrevistados se manifesta favorável a um modelo de educação mais baseado no diálogo do que no castigo, com pouco apoio à punição corporal. Um achado, que expressa a existência de atitudes congruentes à Doutrina da Proteção Integral, diz respeito à que grande maioria da população não compactua com formas de educação distintas para meninos e para meninas. Cerca de 60% dos entrevistados defendem a educação de crianças baseada principalmente no diálogo, sejam elas meninos ou meninas. Esta adesão se traduz em uma grande discordância com a aplicação de castigos corporais (entre 70% e 80% da amostra rejeitam totalmente ou em parte bater com objetos, beliscar ou dar tapas), humilhação e agressão verbal (92% rejeitam), ameaças (70% rejeitam), negligência e violência psicológica (86% rejeitam). Em um primeiro olhar, essas percepções, opiniões e atitudes estão difundidas no país, não diferindo significativamente por região geográfica.
    Entretanto, embora a violência em si seja rejeitada, ainda vigora entre a população uma concepção de educação tradicional baseada na manutenção de uma forte hierarquia dentro das famílias, de forma que uma boa criação deve se pautar pela disciplina, obediência, ausência de questionamento, reconhecimento da importância de castigos e um certo receio de conceder liberdades e autonomia aos filhos, o que fica manifesto na ampla concordância dos entrevistados com frases como “crianças sempre devem obedecer, sem questionar os mais velhos” (mais de 81% concorda totalmente ou em parte) e “melhor bater hoje do que o filho virar um bandido” (mais de 62% concorda totalmente ou em parte). Mais do que isso, os entrevistados reconhecem que parte significativa da população faz uso de violências psicológicas e mesmo físicas, como modo de educar. No entanto, 63% da população afirma que não reagiria ao presenciar cenas de maus-tratos contra uma criança em uma rua.
    Iniciativas que alterem a nossa tolerância e aceitação do uso de violências como forma de educar é um grande desafio contemporâneo, que precisa ser enfrentado com urgência. A garantia de direitos de crianças e adolescentes precisa ser a prioridade absoluta se desejamos assegurar que todos em nossa sociedade vivam vidas que mereçam ser vividas.

(NATAL, Ariadne; VASSELAI, Fabricio; LUCCA-SILVEIRA, Marcos de; OLIVEIRA, Thiago. Os desafios contemporâneos para educar crianças. Nexo Jornal, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ ensaio/debate/2021/Os-desafios-contempor%C3%A2neos-para-educarcrian%C3%A7as Acesso em: 12/11/22. Adaptado.)
Assinale a afirmativa em que o valor semântico da preposição com foi devidamente apontado nos parênteses. 
Alternativas
Q4085438 Português
Os desafios contemporâneos para educar crianças

    A pesquisa sobre percepções, opiniões, valores e atitudes da população brasileira a respeito das formas de educar e das práticas de maus-tratos e de violência contra crianças recentemente realizada pela Ipsos, a pedido de Fundação José Luiz Egydio Setubal e Instituto Galo da Manhã, ilumina uma temática urgente, de grande relevância pública. Precisamos não só de um maior número de pesquisas que abordem as questões e números de violências e maus-tratos contra crianças no Brasil, como também há uma necessidade de que essa temática ganhe maior centralidade no debate público no país. Enquanto sociedade democrática, não podemos aceitar que crianças e adolescentes tenham seus direitos básicos violados, o que ocorre ao sofrerem alguma forma de violência – seja ela física, psicológica ou sexual – ou negligência. Não podemos continuar a tolerar que a violência e o desrespeito aos direitos civis, característica estrutural da democracia no Brasil, também se perpetue nas relações cotidianas das crianças. A garantia dos direitos das crianças e adolescentes – tal como preconiza a Doutrina da Proteção Integral – é uma prioridade absoluta, sendo responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. 
    Em um primeiro momento, a pesquisa buscou identificar quais são os entendimentos compartilhados pela população brasileira sobre infância e adolescência. A maior parte dos entrevistados afirmaram que o término da infância está temporalmente associado aos 14 anos de idade, enquanto a adolescência se inicia nos 15 e se encerra aos 18 anos. Para a população, as demarcações da infância são as mesmas para meninas e meninos. Já no que diz respeito às principais atividades a serem realizadas na infância, uma esmagadora maioria de respondentes (mais de 90%) considerou que estudar, praticar esportes e atividades de lazer, como também auxiliar em tarefas do lar, devem ser as atividades principais desempenhadas por crianças.
    Contudo, embora o Brasil tenha um legado constitucional e de programas sociais com mais de três décadas de proibição e combate ao trabalho infantil, persiste no país uma grande aceitação de uma iniciação laboral precoce. Cerca de 46% dos entrevistados consideram certo que crianças ou adolescentes tenham um trabalho de meio período fora de casa. Quando exploramos as justificativas para essa aceitação, em se tratando especificamente de crianças (que segundo os próprios entrevistados seriam menores de 14 anos), espantosamente o argumento com maior adesão é aquele que aponta o trabalho como estratégia conveniente para ocupar o tempo ocioso, evitando que crianças fiquem na rua (esta é considerada uma razão aceitável para o trabalho infantil por 46% dos entrevistados), pretexto que supera largamente as justificativas econômicas, como a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar (considerada aceitável por aproximadamente 26% dos entrevistados). Essas respostas nos permitem identificar a existência de uma concepção cultural, entre os brasileiros, do trabalho como uma atividade disciplinadora, que tem uma função importante no processo de formação, que prepara para a vida adulta ao mesmo tempo em que previne a delinquência. Esta forte narrativa ignora os riscos do trabalho precoce para o desenvolvimento físico e educacional das crianças, não protegendo, mas aumentando sua vulnerabilidade a violações. Em se tratando de adolescentes, o apoio a atividades laborais é massivo, seja em razão de escolha pessoal (considerado aceitável por 89% dos entrevistados), para não ficar na rua (84%) ou para ajudar na renda da família (83%). É evidente que para a maior parte dos brasileiros o trabalho na adolescência é menos um problema e mais uma solução.
    Quando passamos para as formas de educar, a maioria dos entrevistados se manifesta favorável a um modelo de educação mais baseado no diálogo do que no castigo, com pouco apoio à punição corporal. Um achado, que expressa a existência de atitudes congruentes à Doutrina da Proteção Integral, diz respeito à que grande maioria da população não compactua com formas de educação distintas para meninos e para meninas. Cerca de 60% dos entrevistados defendem a educação de crianças baseada principalmente no diálogo, sejam elas meninos ou meninas. Esta adesão se traduz em uma grande discordância com a aplicação de castigos corporais (entre 70% e 80% da amostra rejeitam totalmente ou em parte bater com objetos, beliscar ou dar tapas), humilhação e agressão verbal (92% rejeitam), ameaças (70% rejeitam), negligência e violência psicológica (86% rejeitam). Em um primeiro olhar, essas percepções, opiniões e atitudes estão difundidas no país, não diferindo significativamente por região geográfica.
    Entretanto, embora a violência em si seja rejeitada, ainda vigora entre a população uma concepção de educação tradicional baseada na manutenção de uma forte hierarquia dentro das famílias, de forma que uma boa criação deve se pautar pela disciplina, obediência, ausência de questionamento, reconhecimento da importância de castigos e um certo receio de conceder liberdades e autonomia aos filhos, o que fica manifesto na ampla concordância dos entrevistados com frases como “crianças sempre devem obedecer, sem questionar os mais velhos” (mais de 81% concorda totalmente ou em parte) e “melhor bater hoje do que o filho virar um bandido” (mais de 62% concorda totalmente ou em parte). Mais do que isso, os entrevistados reconhecem que parte significativa da população faz uso de violências psicológicas e mesmo físicas, como modo de educar. No entanto, 63% da população afirma que não reagiria ao presenciar cenas de maus-tratos contra uma criança em uma rua.
    Iniciativas que alterem a nossa tolerância e aceitação do uso de violências como forma de educar é um grande desafio contemporâneo, que precisa ser enfrentado com urgência. A garantia de direitos de crianças e adolescentes precisa ser a prioridade absoluta se desejamos assegurar que todos em nossa sociedade vivam vidas que mereçam ser vividas.

(NATAL, Ariadne; VASSELAI, Fabricio; LUCCA-SILVEIRA, Marcos de; OLIVEIRA, Thiago. Os desafios contemporâneos para educar crianças. Nexo Jornal, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ ensaio/debate/2021/Os-desafios-contempor%C3%A2neos-para-educarcrian%C3%A7as Acesso em: 12/11/22. Adaptado.)
Os advérbios podem funcionar como modalizadores do discurso, isto é, podem expressar a opinião do locutor, atribuindo uma orientação argumentativa aos seus enunciados. Assinale a alternativa em que o advérbio destacado foi utilizado para expressar um ponto de vista.
Alternativas
Q4084898 Português
Qual das interjeições destacadas possui sentido de alívio?
Alternativas
Q4084897 Português
O termo POVOADO é formado por: 
Alternativas
Q4084894 Português

Ubuntu


    Um antropólogo visitou um povoado africano. Ele quis conhecer a sua cultura e averiguar quais eram os seus valores fundamentais. Assim, ocorreu-lhe propor uma brincadeira para as crianças. Ele colocou um cesto de frutas perto de uma árvore e disse o seguinte:

– A primeira que chegar à árvore ficará com o cesto de frutas

    Mas, quando o homem deu o sinal para que começasse a corrida em direção ao cesto, aconteceu algo inusitado: as crianças deram as mãos umas às outras e começaram a correr juntas. Ao chegarem ao mesmo tempo todas desfrutaram do prêmio. Elas se sentaram e repartiram as frutas.

    O antropólogo lhes perguntou por que tinham feito isso, quando somente uma poderia ter ficado com todo o cesto. Uma das crianças respondeu:

– ‘Ubuntu’. Como um de nós poderia ficar feliz se o resto estivesse triste?  

    O homem ficou impressionado pela resposta sensata do menino. Ubuntu é uma antiga palavra africana que na cultura Zulu e Xhosa significa ‘Sou quem sou porque somos todos nós’. É uma filosofia que consiste em acreditar que cooperando se consegue a harmonia, já que se consegue a felicidade de todos.

Em “O homem ficou impressionado pela resposta sensata do menino”, quais termos podem ser classificados como adjetivos? 
Alternativas
Q4084892 Português

Ubuntu


    Um antropólogo visitou um povoado africano. Ele quis conhecer a sua cultura e averiguar quais eram os seus valores fundamentais. Assim, ocorreu-lhe propor uma brincadeira para as crianças. Ele colocou um cesto de frutas perto de uma árvore e disse o seguinte:

– A primeira que chegar à árvore ficará com o cesto de frutas

    Mas, quando o homem deu o sinal para que começasse a corrida em direção ao cesto, aconteceu algo inusitado: as crianças deram as mãos umas às outras e começaram a correr juntas. Ao chegarem ao mesmo tempo todas desfrutaram do prêmio. Elas se sentaram e repartiram as frutas.

    O antropólogo lhes perguntou por que tinham feito isso, quando somente uma poderia ter ficado com todo o cesto. Uma das crianças respondeu:

– ‘Ubuntu’. Como um de nós poderia ficar feliz se o resto estivesse triste?  

    O homem ficou impressionado pela resposta sensata do menino. Ubuntu é uma antiga palavra africana que na cultura Zulu e Xhosa significa ‘Sou quem sou porque somos todos nós’. É uma filosofia que consiste em acreditar que cooperando se consegue a harmonia, já que se consegue a felicidade de todos.

No trecho “Ele colocou um cesto de frutas perto de uma árvore”, o advérbio destacado possui sentido de: 
Alternativas
Q4084582 Português
Existem algumas estratégias que podemos utilizar que ajudam a encontrar o significado das palavras que não conhecemos ou que são de difícil entendimento.
LAPKOSKI, Graziella Araújo de Oliveira. Do texto ao sentido: teoria e prática de leitura em língua inglesa. Curitiba: Intersaberes, 2012. p. 101.


Considerando-se algumas estratégias para lidar com o vocabulário, usar partes da palavra (morfologia) significa
Alternativas
Q4083656 Português
Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas é um dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento previstos no componente curricular de Língua Portuguesa.
Em relação à práticas de linguagem, este objetivo está ligado à: 
Alternativas
Q4082393 Português
Considere a alternativa onde o termo, em destaque, esteja sendo utilizado de modo correto:
Alternativas
Q4082391 Português

Leia:


“Quadrúpedes maciços, os saurópodes desenvolveram membros especialmente adaptados para suportar um peso muito grande.”


A palavra em destaque, quanto à sua função textual, é classificada como: 

Alternativas
Q4082313 Português




Disponível em: <https://tirasarmandinho.tumblr.com/>.


É imprescindível lembrar que a classificação das palavras que compõem principalmente o sistema aberto da língua, mas, em muitos casos, também o sistema fechado, depende muito de seu "comportamento" na cadeia falada.
Na tirinha, as palavras “mim”, “uma” (no primeiro quadrinho), “por” e “que” (no segundo quadrinho) são, respectivamente,
Alternativas
Q4082311 Português
“O lexema, ou morfema lexical, é um tipo de palavra que contém informação básica de significado que representa o mundo extralinguístico ou remete a ele. Chamamos esse "mundo extralinguístico" de mundo biossocial/antropocultural, pois representa aquilo que se poderia definir como "o ser humano e a sua cultura na vida em sociedade". Já com o gramema, ou morfema gramatical, o mesmo não ocorre. Há outro conjunto de palavras na língua que remete exclusivamente a um mundo gramatical (apenas linguístico) e é restrito à função de apenas relacionar ou de estruturar as palavras. O falante conhece essas palavras, sabe que pertencem à língua portuguesa, mas elas não têm carga semântica representativa.” (SAUTCHUK, 2010, p. 6-7)
As palavras que representam um lexema e um gramema, respectivamente, são
Alternativas
Q4082305 Português
As palavras que compõem o léxico da língua são formadas principalmente por dois processos morfológicos: 1. Derivação (prefixal, sufixal, parassintética, regressiva e imprópria) e 2. Composição (justaposição e aglutinação).
Leia este excerto de um poema de Carlos Drummond de Andrade.
“Que pode uma criatura senão Entre criaturas, amar? Amar e esquecer, amar e malamar Amar, desamar, amar?”
Disponível em:https://www.letras.mus.br/carlos-drummond-de-andra-de/1005569/ . Adaptado.


No poema acima, a palavra “desamar” é formada por
Alternativas
Q4082287 Português
Dever de casa

Otto Lara Resende*


Um fiapo de gente e um feixe de problemas. Agora é uma perguntação que não tem mais fim. Papai, o plural de segunda-feira? Tira os óculos, para de ler a revista. Daqui a pouco é hora do telejornal. Dia cansativo, mas pai é pai. Segunda-feira, segunda-feira. Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isto não terá mudado.

Mudam tudo neste país. Depois querem ter jurisprudência. Ainda hoje andou lendo um acórdão. Ementa malfeita. Segunda-feira no plural. Não tem mais o que inventar. Segundas-feiras. Variam os dois elementos. Fácil, óbvio. Entendeu?

Nem tinha retomado a leitura e lá vem outra perguntinha. Quarta-feira é abstrato ou concreto? Essa, agora. Primeiro vamos saber se é mesmo substantivo. Nenhuma dúvida. É substantivo. Abstrato?

Concreto. A professora disse que é concreto. Pai é pai. Põe tudo de lado e sai sem bater a porta. Concreto, está lá no Celso Cunha, é o substantivo que designa um ser propriamente dito. Nomes de pessoas, de lugares, de instituições etc. Quarta-feira. Vamos raciocinar. Nome de um dia. Abstrato designa noção, ação, estado e qualidade. Desde que considerados como seres. Quarta-feira é um ser? Se é um dia, é um ser. Mas concreto? Abstrato. Deve ser abstrato.

Um dia de matar, o trânsito engarrafado. A dorzinha de cabeça já se instalou. Quarta-feira, papai. Afinal? Outro dia era o aliás. Até que teve sua graça. Que é aliás? Bom, como categoria gramatical, me parece que. Pausa. Mudaram a nomenclatura gramatical toda. Aliás, advérbio não é. Ou melhor, é controvertido. Vem do latim. Quer dizer quer dizer, como disse o outro. Será advérbio?

Esses meninos de hoje, francamente. Gramática ninguém estuda mais. A língua andrajosa, um monte de solecismos. Mas quarta-feira é substantivo abstrato? Concreto, disse a professora. Ora, pinoia. Está come çando o telejornal. Mais um fantasma. Mandado de segurança. Mandado e não mandato. Preste atenção, meu filho. Aliás, só faltava essa. Fantasma é concreto? Eta Brasil complicado! Aliás, hoje é quarta-feira. Abstrata?

* Foi escritor e jornalista brasileiro, autor de contos, crônicas e novelas.


(Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/6296/dever-decasa Acesso em: 3 jul.2022. Adaptado.)
Leia o excerto a seguir.
“Murmurinha, como se procurasse na memória algo que não sabe o que é. Segunda-feira, pai. Ah, sim. O plural dos nomes compostos. Ao menos isto não terá mudado”.
A parte da gramática que estuda o substantivo e o plural dos nomes compostos é a
Alternativas
Q4080470 Português
Julgue os itens a seguir em relação ao sentido denotativo e conotativo das palavras destacadas:
I.Eu não consegui quebrar o galho daquela árvore.
II.Sempre quebrei o galho dos meus amigos nos dias de prova.
III.O discurso do diretor acadêmico foi muito amargo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
Alternativas
Q4080465 Português
Assinale a alternativa em que a palavra foi formada pelo processo de derivação regressiva:
Alternativas
Respostas
12701: D
12702: A
12703: D
12704: B
12705: A
12706: C
12707: A
12708: D
12709: C
12710: A
12711: D
12712: A
12713: B
12714: D
12715: C
12716: D
12717: C
12718: E
12719: D
12720: A