Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3695323 Português

Leia o texto a seguir e responda o que se pede: 


Os recursos utilizados para inferir coesão ao texto são:
Alternativas
Q3694982 Português
A LÍNGUA NUM SISTEMA DE MEDIAÇÃO

(1º§) A língua não é mero veículo comunicativo, é um sistema que medeia, de forma altamente complexa, entre o universo do significante e o universo do som. De um lado, temos coisas para dizer, de outro, produzimos ruído que, em circunstâncias normais, transmitem essas coisas a um ou mais ouvintes.

(2º§) A língua torna um falante capaz de transformar configurações de ideias em fac-símile razoável das ideias que, originalmente, eram do falante. (...)

(3º§) A língua é um todo em si mesma e compete a ela servir de princípio de classificação à linguagem. Relativamente à fala que é individual e acidental, a língua distingue-se por ser social e essencial. "A língua não é uma função do sujeito falante, é o produto que o indivíduo registra passivamente; ela nunca supõe premeditação.

(4º§) Ela é um objeto bem definido no conjunto heteróclito (excêntrico, fora do comum) dos fatos da linguagem". (...)


(WALLACE L. Chafe. Significado e estrutura linguística. R. de Janeiro.Livros Técnicos e Científicos. p.15.) e (https://www.bocc.ubi.pt/pag/fidalgo-antonio-manualsemiotica-2005.pdf) − (P.104) - (Texto Adaptado) - (Acesso 02.10.2023)
Analise as assertivas seguintes:

I.Os substantivos: "configurações" e "premeditação" exercem função sintática de complemento nominal, são oxítonas comprovadas pelo uso do "T I L" para manter a tonicidade.

II.No segmento: "sistema que; ruído que; essas coisas" − temos três pronomes com a mesma classificação e a mesma função sintática".

III. No período: "Relativamente à fala que é individual e acidental " − temos adjetivos uniformes com função sintática de predicativo do sujeito.

IV.No período: "a língua distingue-se por ser social e essencial " − comprovamos, respectivamente: um artigo definido com função sintática de adjunto adnominal; um pronome oblíquo exemplificando uma ênclise; dois adjetivos uniformes com função sintática de predicativo do sujeito.

V.A série contém: "função"; "opõe"; "universo"; "ouvintes"; "heteróclito"; "excêntrico" - dois oxítonos; dois paroxítonos; dois proparoxítonos.


Marque a alternativa com a opção correta.
Alternativas
Q3694371 Português

Leia o texto a seguir e responda o que se pede:


Analise as sentenças abaixo e assinale a opção CORRETA a respeito dos processos de formação de palavras.


I- Palavras justapostas continuam sendo escritas e pronunciadas da mesma forma;

II- A marca registrada da aglutinação é a recorrente alteração fonética;

III- Escurecimento é um exemplo de sufixação envolvendo um substantivo.

IV- O processo de derivação tem como base um radical ou uma palavra primitiva, nos quais serão agregados apenas prefixos.


Dos itens acima:

Alternativas
Q3694346 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.Ela ficou surpresa e encantada com o presente inesperado. II.O cachorro preto e brincalhão correu pelo parque. III.O livro está sobre a mesa. IV.A bela flor desabrochou no jardim.
Assinale a alternativa que indique em quais afirmativas há pelo menos um adjetivo:
Alternativas
Q3694285 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
Na língua portuguesa, uma mesma palavra pode ter diferentes usos, dependendo do contexto no qual está inserida. Após analisar morfologicamente a palavra sublinhada em cada opção, indique aquela em que a classificação colocada à frente do segmento foi feita INADEQUADAMENTE. 
Alternativas
Q3694284 Português
Lontra-marinha rouba pranchas e surfa na Califórnia

Acostumado com a presença humana, animal vai em busca

de alimento e acaba levando as pranchas


Annie Roth

SANTA CRUZ (CALIFÓRNIA) | THE NEW YORK TIMES


        Nos últimos verões, vários surfistas em Santa Cruz vêm sendo vítimas de um crime no mar: o roubo de suas pranchas. A culpada é uma lontra-marinha fêmea que aborda os surfistas, roubando suas pranchas de surfe nesse processo e às vezes danificando-as.

        Após um fim de semana no qual o comportamento da lontra pareceu ter ficado mais agressivo ainda, na segunda feira autoridades responsáveis pela fauna e flora da região anunciaram a decisão de colocar um ponto final nos furtos cometidos pela lontra.

       "Devido ao risco crescente à segurança do público, uma equipe do Departamento de Pesca e Vida Selvagem da Califórnia (CFDW, a sigla em inglês) e do Aquário de Monterey Bay, treinada na captura e no manejo de lontras marinhas, foi enviada para tentar capturar a lontra e reassentá-la", disse uma porta-voz do CFDW em comunicado à imprensa.

     As autoridades locais chamam o animal de Otter 841 (Lontra 841). A fêmea de 5 anos de idade é conhecida por seu comportamento ousado e sua capacidade de realizar a manobra de surfe hang 10.

     As lontras-marinhas da Califórnia, conhecidas como lontras-marinhas sulinas, são uma espécie ameaçada encontrada exclusivamente na costa central da Califórnia. No passado, centenas de milhares dessas lontras viviam nas águas costeiras do estado, ajudando a manter as florestas de algas kelp saudáveis, consumindo os ouriços-do-mar. Mas quando a costa oeste dos Estados Unidos foi colonizada, a espécie foi caçada até ficar quase extinta, até a caça ser proibida em 1911.

      Hoje restam cerca de 3.000 lontras. Muitas delas vivem em áreas frequentadas por surfistas, praticantes de paddleboarding e pessoas em caiaques.

      Apesar dessa proximidade estreita, as interações entre lontras-marinhas e humanos ainda são raras. Os animais sentem medo inato dos humanos e geralmente fazem todo o possível para evitá-los, disse o ecologista Tim Tinker, da Universidade da Califórnia em Santa Cruz, que estuda os mamíferos marinhos há décadas.

         Uma lontra-marinha abordar um humano "não é normal", ele disse, "mas o fato de não ser normal não significa que nunca aconteça".

        A lontra 841 foi observada pela primeira vez subindo numa embarcação em Santa Cruz em 2021. Em um primeiro momento o comportamento foi excepcional, mas com o tempo a lontra foi ficando mais ousada. No último fim de semana, ela foi observada roubando pranchas de surfe em três ocasiões distintas.

         Na segunda-feira, o engenheiro de software Joon Lee, 40 anos, estava surfando em Steamer Lane, um ponto muito procurado por surfistas em Santa Fe, quando 841 se aproximou de sua prancha.

       "Tentei me afastar, mas não consegui ir muito longe até ela cortar com os dentes o cordão que prendia a prancha a meu tornozelo", ele disse.

       Lee abandonou sua prancha e ficou assistindo, chocado, à lontra subir sobre a peça e passar a arrancar pedaços dela com seus maxilares poderosos.

         "Tentei tirá-la de cima, virando a prancha e empurrando-a para longe, mas ela estava fixada sobre minha prancha, por alguma razão, e não parava de atacar", ele disse. Se as autoridades conseguirem capturar 841, ela será levada de volta ao Aquário de Monterey Bay e depois transferida para outro aquário, onde passará o resto da vida. Seus captores têm um trabalho difícil pela frente. Já foram feitas várias tentativas de captura, todas fracassadas.

         "Ela está mostrando talento para fugir de nós", disse Jessica Fujii, administradora do programa de lontras-marinhas no Aquário de Monterey Bay.
Acerca dos estudos de processos de formação de palavras, analise os itens, assinalando-os como verdadeiros (V) ou falsos (F). Em seguida, indique a sequência CORRETA.

( ) A palavra “roubo” é formada por derivação regressiva a partir do verbo “roubar”.
( ) O verbo “reassentar” é formado por derivação imprópria.
( ) A palavra “lontras-marinhas” é composta por justaposição.
( ) A palavra “porta-voz” é composta por aglutinação.  
Alternativas
Q3694211 Português
Leia com atenção as alternativas e assinale aquela que não possuir um substantivo coletivo:
Alternativas
Q3694045 Português
As palavras que, na nossa língua, modificam os substantivos, atribuindo-lhes características, são chamadas adjetivos. Assinale, entre os segmentos retirados do texto, aquele cuja palavra em destaque deve ser considerada adjetivo.
Alternativas
Q3693473 Português
Sobre a palavra “particularmente” (linha 8), é CORRETO afirmar que é formada por: 
Alternativas
Q3693472 Português
Assinale a alternativa cuja palavra destacada possui a classificação morfológica de advérbio: 
Alternativas
Q3691689 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, desempenhe papel adjetivo. 
Alternativas
Q3691688 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia. (L.16-19)


No período acima, há

Alternativas
Q3691683 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Cérebro sozinho é mais potente que toda a internet,

diz cientista Rafael Yuste



    Um único cérebro humano, formado por bilhões de neurônios, tem mais potência do que toda a internet no mundo. É com essa premissa que Rafael Yuste, nomeado um dos cientistas mais influentes do mundo pela revista Nature, iniciou sua reflexão no ciclo do Fronteiras do Pensamento, em São Paulo, nesta segunda-feira.

    

     "Todas as atividades cognitivas são definidas pelo cérebro", lembrou o cientista, que defendeu os estudos do órgão, cujo funcionamento segue misterioso para a ciência, como imprescindível para o avanço no tratamento de doenças neurológicas, psiquiátricas e até motoras – como Alzheimer, depressão, esquizofrenia e esclerose lateral múltipla. "Hoje os médicos podem fazer pouco pelos pacientes porque não entendem o cérebro", defendeu.


    Os avanços no conhecimento do órgão estão, segundo ele, em estudar a atividade coordenada dos neurônios, e não molécula por molécula – desafio grande até hoje, devido à falta de tecnologia.


    A neurotecnologia, explica Yuste, é formada por dispositivos eletrônicos, óticos, moleculares e magnéticos. "Eles servem para registrar a atividade neuronal e alterá-la", diz.


    Muitas dessas tecnologias já estão sendo usadas em testes com ratos e conseguiram introduzir, no cérebro dos bichos, imagens que não estavam vendo ou memórias de fatos que não viveram.


    Em humanos, o avanço dessas técnicas poderia permitir que pessoas com paralisia mexam membros robóticos por meio de um implante cerebral, por exemplo, ou possibilitar a comunicação com uma pessoa com Alzheimer que não consegue mais falar, decodificando seus pensamentos.


     Mas a neurotecnologia, que passa por uma "revolução", segundo Yuste, não servirá apenas para tratar doenças. Em breve os humanos estarão usando esse tipo de tecnologia também para se comunicar, como que por telepatia, e para usar equipamentos – tornando-se, então, "humanos maiores".


    Yuste admitiu que há muitos problemas éticos e sociais com a implementação dessas tecnologias, motivo pelo qual diversos cientistas envolvidos no projeto se reuniram na Universidade Columbia, nos Estados Unidos, chegando a uma defesa da reformulação da Declaração Universal dos Direitos Humanos para incluir normas de proteção ao cérebro humano do uso indevido da neurotecnologia.


     Quase como um filme de ficção científica, Yuste afirmou que o direito à privacidade mental, para que o conteúdo da mente não seja decodificado sem consentimento, estaria em risco sem a atualização do código internacional. O mesmo acontece com o direito à "identidade mental" e ao livre arbítrio.


    O cientista citou também o direito ao acesso equitativo às tecnologias de aumento cognitivo, "para evitar que tenham humanos melhorados e humanos que sem acesso a isso".


    Para pôr em prática a proteção desses direitos, seria necessária também a investigação de empresas privadas de neurotecnologia. "Empresas já estão agindo como donas dos dados cerebrais coletados", alertou.


    O Chile já elaborou uma emenda à Constituição para proteger dados cerebrais e no Brasil poderá acontecer o mesmo. Yuste disse que a possibilidade está sendo discutida com o senador Randolfe Rodrigues. "Precisamos nos assegurar que essas técnicas tão potentes sejam usadas em benefício da humanidade", concluiu Yuste.


(Alessandra Monterastelli. https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2023/07/novos-direitos-humanossao-urgentes-para-proteger-o-cerebro-humano-afirma-rafael-yuste.shtml. 4.jul.2023)  

Assinale a alternativa em que a palavra indicada não tenha sido formada por composição.
Alternativas
Q3690929 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"



(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.



(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.



(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.



(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.



(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!



*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.


Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −

(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)



Marque a expressão escrita com substantivo comum e adjetivo biforme que estão concordando, respectivamente, no gênero feminino e no singular.
Alternativas
Q3690928 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"



(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.



(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.



(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.



(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.



(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!



*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.


Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −

(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)



Sobre a frase: "Iara, um mito bem encantador", marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3690921 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão abaixo.


"IARA, UM MITO BEM ENCANTADOR"



(1º§) A Iara é um dos mitos mais conhecidos, também dos mais confundidos da região amazônica, o que naturalmente inclui o Pará. Geralmente, as pessoas acham que a Iara é uma mulher loura, de olhos azuis e a parte inferior do corpo em forma de peixe. Esta descrição, na verdade é da sereia europeia e não da Iara amazônica, idolatrada na região.



(2º§) A Iara, além de ser confundida com a sereia europeia, é também confundida com a Iemanjá africana e, na verdade, nada tem a ver nem com uma nem com outra. Em certos locais dizem-na boto-fêmea, também a encantar os homens e levá-los para o fundo, e em outros dizem ser a própria Boiúna (cobra preta), que traduzem erroneamente por cobra grande.



(3º§) Na verdade, a Iara é uma linda mulher morena, de cabelos negros e olhos castanhos. De beleza ímpar, os que a vêem nua a banhar-se nos rios não conseguem dominar seus desejos e atiram-se nas águas. Nem sempre voltam ao mundo dos vivos... Os que o fazem, voltam assombrados, falando em castelos, séqüitos e cortes de encantados... e é preciso muita reza e pajelança - e de um pajé com muita força - para tirá-lo do estado de torpor. Um pajé tão bom de reza para representação de sua tribo.



(4º§) Alguns a descrevem como tendo uma cintilante estrela na testa, que funciona como chamariz para atrair o olhar e assim ser facilmente hipnotizado.. Quanto à possível forma de peixe da parte inferior da Iara, isto é apenas um vestido, ou melhor, uma espécie de saia, que ela veste por vaidade e para dar a ilusão de ser metade mulher, metade peixe; não é parte do corpo de Iara, razão por que os peixes vão se afastando dela.



(5º§) Confundida ou não com crenças de outras plagas, a Iara até hoje exerce um grande fascínio e maior encantamento nos homens da região. Você gostou das informações sobre Iara? Viva a Iara com sua beleza!



*Glossário: "Plagas" − quer dizer: Região ou país; local habitado.Extensão de terra; espaço de um território; terreno.


Fonte:(http://www.f9.felipex.com.br/f9/le_iara.htm) −

(Acesso em 20.11.2023) − (Adaptado)



Marque o substantivo cujo feminino é escrito com nome diferente.
Alternativas
Q3690154 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



O antigo chá de sumiço ganhou

uma série de novas variantes na era atual 


    Nos últimos anos, o termo "ghosting" vem assombrando os solteiros que estão à procura de uma alma gêmea.


    A prática, que deriva do gerúndio de "fantasma", virou até termo de dicionário. De acordo com o "Cambridge Dictionary", "ghosting" significa uma maneira de terminar um relacionamento de repente, interrompendo toda a comunicação. O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação.


    O que parecia falta de empatia virou prática cada vez mais comum. Em tempos, quando ninguém tem mais agenda e disposição, nada mais conveniente do que simplesmente sumir, em vez de perder duas horas vendo outra pessoa chorar.


    O que poucos sabem é que o "ghosting" é praticado há muitos séculos, em situações que vão bem além das amorosas.


    Os australopitecos já chamavam o ato de "dar no pé", "chá de sumiço", "escafeder" ou "ele, o boto". Como termos em inglês são descolados, "ghosting" virou a palavra da moda.


    No Rio de Janeiro, o "ghosting carioca" já é uma prática habitual. Qualquer cidadão local que diz "vamos marcar" ou "passa lá em casa" claramente não quer marcar coisa nenhuma. Aliás, poucos conseguiram entrar em um lar carioca. 


    Outro sumiço que traumatiza gerações é o "ghosting paterno". Também conhecido como "comprou um cigarro e nunca mais voltou", trata-se do ato do indivíduo do sexo masculino conceber uma criança e não assumir, não pagar pensão, não conviver, sumir.


    Muitos trabalhadores sofrem do "ghosting coorporativo", praticado por gestores e funcionários do RH. O candidato faz a entrevista de emprego e ouve dos responsáveis pela vaga um "mantemos contato".


    Se o entrevistador fosse muito sincero, diria "não tem condição de trabalhar com você".


    Também existe o "ghosting de amizade", quando um conhecido simplesmente passa reto, fingindo que não conhece você naquela ocasião – o que poderia ser normalizado, em casos de amigos vacilões.


    Há o "ghosting de carregador", quando o cabo do celular some. Ele também ocorre com isqueiros, pares de meias e tampas de caneta.


    Por último, o "ghosting financeiro", do qual a maioria dos brasileiros são vítimas, quando o dinheiro simplesmente some da conta bancária, sem se despedir ou, ao menos, dar uma satisfação.


(Flávia Boggio. https://www1.folha.uol.com.br/colunas/flaviaboggio/2023/07/o-antigo-cha-de-sumico-ganhou-uma-serie-de-novas-variantesna-era-atual.shtml. 5.jul.2023)

O outro lado da relação chega a imaginar que a pessoa morreu, mas, na verdade, ela partiu para outra, sem ao menos dar o mínimo de satisfação. (L.7-9)


No período acima há

Alternativas
Q3689498 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte. (L.44-49)
No período acima há
Alternativas
Q3689497 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha sido formada por processo distinto do das demais.
Alternativas
Q3689496 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.



Médicos atribuem morte de 1º paciente

a receber coração de porco a múltiplos fatores



    Múltiplos fatores provocaram a morte da primeira pessoa no mundo a receber o transplante de um coração de porco geneticamente modificado. Além disso, vírus suínos detectados no órgão não se espalharam para outras partes do corpo do paciente. A conclusão consta de um estudo, publicado no último dia 29 na revista The Lancet, feito pela equipe médica responsável pela cirurgia.

    

    David Bennett, 57, tinha uma condição cardíaca que o levaria à morte caso não recebesse um transplante de coração. Com outras doenças crônicas, porém, ele não era elegível para um transplante de coração humano.


    Em 7 de janeiro de 2022, ele passou por uma operação de oito horas no Centro Médico da Universidade de Maryland para receber o transplante de coração suíno.


    O coração suíno foi geneticamente modificado para incluir genes humanos que tornam o órgão mais tolerável pelo nosso sistema imunológico. Outros genes suínos foram deletados para impedir o crescimento do órgão dentro do corpo e outras funções.


    A equipe de pesquisadores divulgou no estudo as principais lições aprendidas com o primeiro xenotransplante (nome dado ao procedimento que ocorre com órgãos de outras espécies animais) feito em um paciente ainda vivo.


    A ideia é que a pesquisa ajude a identificar possíveis falhas e aprimorar o caminho para novos procedimentos no futuro.


    A causa da morte de Bennett foi uma parada cardíaca dois meses depois do procedimento.


    Ao analisarem o órgão transplantado, os pesquisadores notaram endurecimento da parede do miocárdio, a musculatura que recobre o coração, danos múltiplos ao endotélio (parede mais fina e interna dos capilares sanguíneos) e inflamação do órgão, consequência provavelmente de uma resposta imune exacerbada desencadeada por uma possível rejeição ao órgão.


    Como a saúde do paciente estava deteriorada, os médicos administraram imunoglobulina intravenosa (IVIG, na sigla em inglês) para tentar ajudar a recuperar o sistema imune debilitado. Durante a administração, porém, os anticorpos podem ter reconhecido o órgão como um invasor e provocado a resposta imune contra o próprio tecido cardíaco.


        Além disso, foi detectada na análise genética do coração a presença de dois tipos de vírus suínos, o citomegalovírus suíno (PCMV) e o vírus da roséola suína (PRV), mas nenhum fragmento de DNA viral foi detectado em outros órgãos do paciente, o que descarta que uma provável infecção viral tenha causado a morte.


    De acordo com os cientistas, é provável que os vírus, que estavam dormentes no órgão, tenham sido liberados da parede do coração após a ação exagerada do sistema imune do paciente. Com a chamada síndrome inflamatória, o vírus pode ter provocado ainda mais deterioração na parede cardíaca.


     Um dos pontos levantados pelos autores no estudo é que não foi feito um teste na imunoglobulina intravenosa antes da administração ao paciente para investigar se haveria possibilidade de reação cruzada. Essa reação imune exacerbada poderia ter sido evitada caso células da veia aorta do porco tivessem sido testadas antes da cirurgia.


     "É provável que a reação imune tenha sido provocada só após a injeção no paciente, já que detectamos também uma diminuição na expressão gênica dos genes que supostamente previnem a rejeição e uma elevada expressão de genes que regulam a ação inflamatória humana nas células endoteliais", explicam os autores.


     "No futuro, pretendemos evitar usar imunoglobulina intravenosa e, se isso não for possível, vamos testar o lote total do medicamento contra células do porco doador antes de usá-lo. Além disso, desenvolvemos um teste e vamos também descartar órgãos de porcos que tenham algum dos vírus suínos que foram encontrados dormentes no órgão", disse Muhammad Mouhidini à Folha.


    Os cientistas afirmam, porém, que Bennett foi um herói que voluntariou a própria vida à ciência e esperam que o próximo paciente seja bem-sucedido. "Novos transplantes de porco geneticamente modificados em humanos podem melhorar nossa compreensão dos mecanismos de falha dos xenoenxertos e ajudar a lidar melhor com os procedimentos clínicos", completam os autores.


(Ana Bottallo. https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/07/virussuino-nao-causou-morte-de-1a-pessoa-a-receber-transplante-de-coracao-deporco.shtml. 6.jul.2023) 




Assinale a alternativa em que a palavra indicada, no texto, não desempenhe papel adverbial.
Alternativas
Respostas
10221: C
10222: C
10223: D
10224: B
10225: A
10226: A
10227: B
10228: C
10229: B
10230: C
10231: B
10232: C
10233: D
10234: C
10235: B
10236: C
10237: D
10238: C
10239: D
10240: C