Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 03
Considere a passagem do texto:
“Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso."
Tendo em vista a estrutura linguística dessa passagem, analise as afirmativas a seguir.
I. O termo “que”, nos dois usos, funciona como elemento de coesão, uma vez que retoma termos expressos anteriormente.
II. O uso do sinal indicativo de crase no termo “à luta” é obrigatório de acordo com a norma, seguindo a regra geral.
III. A repetição da expressão adverbial “de novo” reforma a ideia que ele quer transmitir.
IV. A presença da expressão “a gente” comprova o uso da linguagem coloquial como recurso de expressão.
V. A palavra “novo” nos três usos tem o objetivo de expressar uma circunstância de modo.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02

Disponível em: https://www.uece.br/. Acesso em: 16 fev. 2024.
Sobre o termo “escandalosamente”, presente na fala do último quadro, analise as seguintes afirmativas:
I. Alteraria o sentido da fala, se fosse retirado.
II. Formou-se pelo processo de derivação sufixal.
III. Compôs-se pela justaposição de dois radicais.
IV. Funciona como um operador argumentativo.
V. Pertence à classe gramatical dos advérbios.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Filosofia de padaria e o tempo das coisas
[...] Você já fez um pão? Posso dizer que sou padeiro amador. A panificação me ensinou que pra comer croissant ou panettone, tenho que dedicar 24 horas para produzi-los, e pra comer minha massa de pizza, 48 horas. Mas, no mundo do encurtamento das distâncias, você pode comê-los daqui a 10 minutinhos, sem sujar as mãos.
Ou seja, ao panificar, aprendi que pães são feitos de tempo. E o valor das coisas é medido pela quantidade de tempo que dedicamos a elas. Com toda atenção e paciência de que precisam. É por isso que filhos são preciosos, carreiras longevas são inestimáveis e relações duradouras não têm preço. Porque exigem nossa dedicação constante e duradoura. Porque é preciso regar, nutrir, suster e cuidar [...].
Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/. Acesso em: 16 fev. 2024. Adaptado.
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 03

Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/394698354833272096/. Acesso em: 3 mar. 2024.
Analise as afirmativas a seguir tendo em vista os recursos de expressão usados na composição do texto.
I. A ambiguidade presente na palavra “vergonha” é um dos recursos de expressão usado na construção do texto.
II. A expressão “de vergonha” foi usada para expressar uma circunstância de causa.
III. A expressão “matar o sujeito de vergonha” constitui um recurso expressivo denominado hipérbole.
IV. A expressão “sem matar” foi usada para expressar uma circunstância de modo.
V. A expressão “de vergonha” foi usada para caracterizar o substantivo “sujeito”.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 03

Disponível em: https://bichinhosdejardim.com/. Acesso em: 10 mar. 2024.
Leia o texto a seguir.
Entre por essa porta agora
E diga que me adora
Você tem meia hora
Pra mudar a minha vida
Vem, vambora
Que o que você demora
É o que o tempo leva
A composição da palavra “vambora” presente na canção de Adriana Calcanhoto se dá por meio de uma
Leia o Texto 1 para responder à questão.
Calça larga
Gaúcho veio largado, de bombacha de dois panos.
(Seu calça larga, ai, meu bem,
Seu calça larga, tire par, dance também.)
Ô calça larga, desencoste da parede,
Vá dançar com aquela moça que tá de vestido verde.
(Seu calça larga, ai, meu bem,
Seu calça larga, tire par, dance também.)
(...)
A relação das locuções adjetivas com seus adjetivos é muito interessante. Algo que é de cavalo pode ser chamado de __________, algo de pescoço, ___________, e algo de lobo, ___________.
Oi, coração Não dá pra falar muito não Espera passar o avião Assim que o inverno passar Eu acho que vou te buscar Aqui tá fazendo calor Deu pane no ventilador Já tem fliperama em Macau Tomei a costeira em Belém do Pará Puseram uma usina no mar Talvez fique ruim pra pescar Meu amor [...]
Bye, bye Brasil — Chico Buarque.
Percebe-se que, embora faltem conectivos, a compreensão do texto não fica completamente prejudicada. Porém, o texto seria mais compreensível se houvesse recursos que o auxiliassem em sua:
I. A locução adjetiva em “Iremos comprar o pão do dia.” poderia ser substituída por “diário”.
II. “Animal” poderia substituir a locução adjetiva em “Isso é uma característica do ânimo”.
III. Na frase “Fechou a porta de trás”, a locução adjetiva poderia ser substituída pelo adjetivo “traseira”.
É CORRETO o que se afirma:
( ) Os advérbios são palavras que modificam somente verbos, expressando circunstâncias de modo, tempo, lugar, intensidade, entre outras.
( ) Os artigos definidos e indefinidos são utilizados para especificar ou generalizar o substantivo que acompanham.
( ) Preposições são palavras que ligam dois elementos da oração, estabelecendo uma relação de sentido e dependência entre eles.
( ) Conjuntos de palavras como "a par", "a menos de", "de acordo com" não podem ser classificados como locuções prepositivas.
A sequência correta é:
Leia o texo a seguir:
Críticas à geração Z são cheias de pontos cegos
Notícia de jovens que vão a entrevistas de emprego com seus pais viralizou recentemente; mas já parou para pensar que os pais acham natural acompanhá-los?
Eu acho essa história meio desonesta. Basta perceber que todo adulto se identifica com ela, não importa que idade tenha. O avô que a ouve acha que ela se refere a sua geração, mas seu filho, que hoje é pai, pensa o mesmo. Todos se reconhecem porque é natural que os pais tentem dar o melhor para seus filhos. Ao mesmo tempo, nenhum filho tem aparato cognitivo e emocional suficiente para aquilatar adequadamente esses esforços de seus pais – daí não nos lembrarmos de também termos sido privilegiados por eles.
É como a tola frase que diz que homens fortes criam tempos fáceis, tempos fáceis criam homens fracos, que criam tempos difíceis, que fazem homens fortes. Trata-se de uma evidente crítica às novas gerações, considerando-as fracas e atribuindo isso a terem sido criadas nos tempos fáceis que seus pais – homens fortes crescidos em tempos difíceis – proporcionaram.
Mas, se estendemos o raciocínio um pouquinho, ele desmorona. Ou, então, a geração anterior teria sido formada por homens fracos, já que deram ensejo aos tempos difíceis que fizeram fortes seus descendentes. Quem hoje aponta a fraqueza dos filhos raramente dirá que seus próprios pais tiveram tempos fáceis.
Esses são só alguns exemplos de como a crítica geracional é cheia de pontos cegos. As explicações que começam com “esses jovens” normalmente são embasadas em ideias preconcebidas que parecem fazer sentido, mas que não resistem a uma análise mais profunda.
Sim, os mais novos apresentam diferenças. Mas, mais do que uma mudança de geração, essas diferenças apenas antecipam as mudanças dos nossos tempos.
[...] Candidatos a empregos da geração Z (com seus 20 e poucos anos) vêm comparecendo a entrevistas acompanhados por seus pais. Superficialmente, parece um fenômeno que denuncia a imaturidade e insegurança dos jovens. Mas, preste atenção: os pais aceitam ir junto. E mais: os empregadores embarcam na onda. Um cenário que seria impossível se só uma geração estivesse insegura.
É fácil olhar para os filhos e identificar a fragilidade de sua geração. Mais difícil é olhar para o espelho – ou para nossa geração – e entender que fazemos também parte desses novos tempos, gostemos deles ou não.