Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3005796 Português
Texto de apoio


Cafeína é doping? Entenda a história do café nas Olimpíadas


    Não consegue trabalhar sem um cafezinho? Isso poderia ser um problema se você fosse um atleta olímpico. Entre 1984 e 2003, cafeína em excesso era proibida nas Olimpíadas. Era, inclusive, considerada como doping.

    A proibição começou nas Olimpíadas de Los Angeles, em 1984, e continuou ativa até as Olimpíadas de Sydney, em 2000. A substância teve que ser proibida pela Agência Mundial Antidoping nos anos 1980 porque alguns esportistas estavam ingerindo altas doses de cafeína pura para elevar seu desempenho na competição.

   O café proibido não era o café normal, daquele que você toma na padaria. Cafeína pura é um suplemento para dar mais energia para praticantes de esportes. Em 1984, a substância foi proibida se ultrapassasse o nível de 15 microgramas por mililitro de urina. Já no ano seguinte, o valor foi reduzido para 12 microgramas.

    A proibição não durou por muito tempo. Mesmo em doses pequenas, menores do que o proibido pela Agência Mundial Antidoping, a cafeína já é capaz de melhorar o desempenho atlético de alguém, dando mais disposição naquele momento e adiando o cansaço. Mas esses desempenhos são tímidos comparados a outras formas de doping.

    A cafeína não apresenta grandes benefícios e está presente na dieta de grande parte dos atletas, então dificilmente poderia atuar como um diferencial na competição.

   Outra coisa que dificultava a proibição era como decidir o que era uma quantidade abusiva de cafeína. Os níveis da substância no xixi variam de acordo com muitos fatores: momento da ingestão, massa corporal, purificação realizada pelo metabolismo, hidratação, o sexo do atleta e se ele faz uso habitual de cafeína.

    Às vezes, uma quantidade muito pequena de cafeína ingerida poderia ser excretada sem qualquer alteração. Ou seja, a cafeína continua na urina na mesma quantidade que a inicial, dando uma impressão errada de um efeito intenso quando, na verdade, ela só entrou e saiu do corpo.

    Não dá para dizer, com certeza, quantas xícaras de café te fariam ser banido dos Jogos Olímpicos, porque isso depende de todos esses outros fatores individuais e variáveis. Uma estimativa diz que seriam necessários oito expressos em algumas horas.

   Por causa da dificuldade em medir a influência da cafeína de forma justa e objetiva, a Agência Mundial Antidoping a retirou da lista de substâncias proibidas em 2003.

    A cafeína não é mais proibida, mas ainda é monitorada pela organização antidoping. Isso quer dizer que eles ainda tentam identificar indícios de abuso e se atentar para a possibilidade da substância ser usada de forma desonesta no futuro.

   Os critérios da Agência Mundial Antidoping para banir uma droga são três: a substância precisa aumentar o desempenho esportivo, representar um risco para a saúde dos atletas e violar o espírito do esporte.

    No caso da cafeína, não há diferença prática de desempenho esportivo entre as doses cavalares para melhorar a performance e doses normais. O uso exagerado da substância pode causar vários riscos de saúde, como taquicardia, náuseas, pressão alta, palpitações e dores de cabeça, mas seu consumo moderado não apresenta tantos problemas. Tomar um pingado já não é mais uma questão para os atletas olímpicos.


Adaptado de: https://super.abril.com.br/cultura/cafein a-e-doping-entenda-a-historia-do-cafenas-olimpiadas /.
Analise as palavras destacadas no trecho “A proibição começou nas Olimpíadas de Los Angeles” e assinale a alternativa que indica as classes das palavras destacadas, respectivamente. 
Alternativas
Q3005730 Português
Assinale a frase abaixo que não exemplifica a substantivação de um adjetivo.
Alternativas
Q3005728 Português
Nas frases abaixo há dois adjetivos sublinhados.
Assinale a frase em que esses adjetivos exercem uma função sintática diferente.
Alternativas
Q3005727 Português
As formas de particípio são classificadas, em muitos casos, como adjetivos.
Assinale a frase em que a forma sublinhada corresponde à de um particípio, sem equivaler a um adjetivo, substantivado ou não.
Alternativas
Q3005725 Português
Assinale a frase abaixo em que o vocábulo melhor mostra uma classe gramatical diferente das demais.
Alternativas
Q3005724 Português
As frases abaixo falam de um aspecto da arte de escrever.
Assinale a opção em que esse aspecto não está corretamente identificado.
Alternativas
Q3005722 Português
Os adjetivos podem ser empregados com gradação, nos graus comparativo e superlativo.
Assinale a frase que se mostra no grau comparativo.
Alternativas
Q2847728 Português
Uma lembrança 

    Foi em sonho que revi a longamente amada; sentada numa velha canoa, na praia, ela me sorria com afeto. Com sincero afeto – pois foi assim que ela me deixou aquela fotografia com sua letra suave e ginasiana.
    Lembro-me do dia em que fui perto de sua casa apanhar o retrato que me prometera na véspera. Esperei-a junto a uma árvore; chovia uma chuva fina. Lembro-me de que tinha uma saia escura e uma blusa de cor viva, talvez amarela; que estava sem meias. Os leves pelos de suas pernas lindas queimados pelo sol de todo dia na praia estavam arrepiados de frio. Senti isso mais do que vi, e, entretanto, esta é a minha impressão mais forte de sua presença de catorze anos: as pernas nuas naquele dia de chuva, quando a grande amendoeira deixava cair na areia grossa pingos muito grandes. Falou muito perto de mim, e perguntei se tomara café; seu hálito cheirava a café. Riu, e disse que sim, com broas. Broas quentinhas, eu queria uma? Saiu correndo, deu a volta à casa, entrou pelos fundos, voltou depois (tinha dois ou três pingos de água na testa) com duas broas ainda quentes na mão. Tirou do seio a fotografia e me entregou.
    Dei uma volta pela praia e pelas pedras para ir para casa. Lembro-me do frio vento sul, e do mar muito limpo, da água transparente, em maré baixa. Duas ou três vezes tirei do bolso a fotografia, protegendo-a com as mãos para que não se molhasse, e olhei. Não estava, como neste sonho de agora, sentada em uma canoa, e não me lembro como estava, mas era na praia e havia uma canoa. “Com sincero afeto...” comi uma broa devagar, com uma espécie de unção.
    Foi isso. Ninguém pode imaginar por que sonha as coisas, mas essa broa quente que recebi de sua mão vinte anos atrás me lembra alguma coisa que comi ontem em casa de minha irmã. Almoçamos os dois, conversamos coisas banais da vida da cidade grande em que vivemos. Mas na hora da sobremesa a empregada trouxe melado. Melado da roça, numa garrafa tampada com um pedaço de sabugo de milho – e veio também um prato de aipim quente, de onde saía fumaça. O gosto desse melado com aipim era um gosto de infância. Lembra-me a mão longa de uma jovem empregada preta de minha casa: lembro-me quando era criança, ela me servia talvez aipim, então pela primeira vez eu reparei em sua mão, e como era muito mais clara na palma do que no dorso; tinha os dedos pálidos e finos, como se fosse uma princesa negra.
    Foi no tempo da descoberta da beleza das coisas: a paisagem vista de cima do morro, uma pequena caixa de madeira escura, o grande tacho de cobre areado, o canário belga, uma comprida canoa de rio de um só tronco, tão simples, escura, as areias do córrego sob a água clara, pequenas pedras polidas pela água, a noite cheia de estrelas... Uma descoberta múltipla que depois se ligou tudo a essa moça de um moreno suave, minha companheira de praia.
    Foi em sonho que revi a longamente amada; entretanto, não era a mesma; seu sorriso e sua beleza que me entontecia haviam vagamente incorporado, atravessando as camadas do tempo, outras doçuras, um nascimento dos cabelos acima da orelha onde passei meus dedos, a nuca suave, com o mistério e o sossego das moitas antigas, os braços belos e serenos. Gostaria de descansar minha cabeça em seus joelhos, ter nas mãos o músculo meigo das panturrilhas. E devia ser de tarde, e galinhas cacarejando lá fora, a voz muito longe de alguma mulher chamando alguma criança para o café...
    Tudo o que envolve a amada nela se mistura e vive, a amada é um tecido de sensações e fantasias e se tanto a tocamos, e prendemos e beijamos é como querendo sentir toda sua substância que, entretanto, ela absorveu e irradiou para outras coisas, o vestido ruivo, o azul e branco, aqueles sapatos leves e antigos de que temos saudade; e quando está junto a nós imóvel sentimos saudade de seu jeito de andar; quando anda, a queremos de pé, diante do espelho, os dois belos braços erguidos para a nuca, ajeitando os cabelos, cantarolando alguma coisa, antes de partir, de nos deixar sem desejo mas com tanta lembrança de ternura ecoando em todo o corpo.
    Foi em sonho que revi a longamente amada. Havia praia, uma lembrança de chuva na praia, outras lembranças: água em gotas redondas correndo sobre a folha da taioba ou inhame, pingos d’água na sua pele de um moreno suave, o gosto de sua pele beijada devagar... Ou não será gosto, talvez a sensação que dá em nossa boca tão diferente uma pele de outra, esta mais seca e mais quente, aquela unida e mansa. Mas de repente é apenas essa ginasiana de pernas ágeis que vem nos trazer o retrato com sua dedicatória de sincero afeto; essa que ficou para sempre impossível sem, entretanto, nos magoar, sombra suave entre morros e praia longe.

(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas. Círculo do Livro S.A. São Paulo.) 
Isoladas de um contexto, as preposições não apresentam nenhum sentido lógico, mas quando colocadas na frase, podem indicar diversas relações de significado. Em “Saiu correndo, deu a volta à casa, entrou pelos fundos, voltou depois (tinha dois ou três pingos de água na testa) com duas broas ainda quentes na mão.” (2º§), a preposição expressa ideia de:
Alternativas
Q2847602 Português
Assinale a alternativa que apresenta um exemplo de ZEUGMA:
Alternativas
Q2847600 Português
Assinale a alternativa que apresenta ERRO no uso dos “porquês”:
Alternativas
Q2847598 Português
Observe o trecho do texto “Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves”, reproduzido a seguir, para responder a questão.


        Se a gente for pensar, a quantidade de cafeína em uma latinha de energético, embora alta, nem é tão assustadora assim: a maioria das marcas contém de 80 a 300 miligramas da substância, ou seja, algo entre uma a três xícaras de um cafezinho coado. Tudo bem que a experiência pode ser como engolir essas xícaras uma atrás de outra.
        Mas a questão é que a cafeína não está sozinha nesses goles. "A composição de um energético inclui taurina, guaraná e outros ingredientes estimulantes. E parece haver uma boa sinergia entre eles, em que um poderia potencializar a ação de outro", desconfia o doutor Michael Ackerman, cardiologista geneticista da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos. Ele é o líder de um estudo recém-publicado na revista da Heart Rhythm Society, que reúne os especialistas em arritmias cardíacas americanos.
        De acordo com o trabalho, cuidado! Em pessoas geneticamente mais sensíveis, abrir uma dessas latinhas pode desencadear uma arritmia potencialmente grave e até mesmo uma parada cardíaca pouco tempo depois do consumo da bebida. (...) 
        Não é preciso ter idade. Até mesmo jovens em uma balada ou pessoas na faixa dos 30 anos que buscam uns goles de energia para terminar um trabalho na madrugada - quem nunca? - podem desenvolver uma extrassístole depois de sorver uma dose de energético. Ou seja, na hora de se contrair para bombear o sangue para o corpo, é como se, antes de relaxar, o coração desse mais uma pequena contraída. E, daí, festa que segue, tarefa que continua. Nada demais para a maioria de nós.
        Porém, em pessoas que por algum motivo genético são mais vulneráveis, o coração pode apressar demais o seu passo. Ou melhor, é capaz de perder o compasso batendo umas 400 vezes por minuto. Aliás, nesse ritmo acelerado, já nem bate - tremelica. Ou fibrila, como preferem dizer os médicos. E, às vezes, de tanto tremer em vez de bater, ele chega a parar. (...)
        Foi justamente para um grupo de 144 pessoas que sofreram uma parada cardíaca do nada que Ackerman e seus colegas de Mayo Clinic resolveram olhar. É claro que eles investigaram outros fatores que poderiam ter colaborado para o piripaque repentino, como o uso de determinados medicamentos, a prática de exercício extenuante, a exposição a substâncias tóxicas, a vivência de uma situação de extremo estresse ou a privação de sono - cá entre nós, difícil separar o consumo de energéticos desta última.
        No entanto, o que chamou a atenção do cardiologista foi que sete dessas pessoas, ou 5% do grupo, tinham consumido energéticos pouco tempo antes de passarem mal. Seis precisaram tomar um choque de desfibrilador para o coração voltar a bater e uma delas foi ressuscitada por socorristas com massagem cardíaca manual. A maioria era mulher - seis das vítimas. E a idade média, impressionantemente baixa: 29 anos.
(...) 
Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves,
Lúcia Helena,
Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/lucia-helena/2024/06/27/cuidado-bebidas-energeticas-podem-desencadear-arritmias-cardiacas-graves.htm
Assinale a alternativa que NÃO contém uma CONJUNÇÃO ADVERSATIVA retirada do texto: 
Alternativas
Q2847597 Português
Observe o trecho do texto “Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves”, reproduzido a seguir, para responder a questão.


        Se a gente for pensar, a quantidade de cafeína em uma latinha de energético, embora alta, nem é tão assustadora assim: a maioria das marcas contém de 80 a 300 miligramas da substância, ou seja, algo entre uma a três xícaras de um cafezinho coado. Tudo bem que a experiência pode ser como engolir essas xícaras uma atrás de outra.
        Mas a questão é que a cafeína não está sozinha nesses goles. "A composição de um energético inclui taurina, guaraná e outros ingredientes estimulantes. E parece haver uma boa sinergia entre eles, em que um poderia potencializar a ação de outro", desconfia o doutor Michael Ackerman, cardiologista geneticista da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos. Ele é o líder de um estudo recém-publicado na revista da Heart Rhythm Society, que reúne os especialistas em arritmias cardíacas americanos.
        De acordo com o trabalho, cuidado! Em pessoas geneticamente mais sensíveis, abrir uma dessas latinhas pode desencadear uma arritmia potencialmente grave e até mesmo uma parada cardíaca pouco tempo depois do consumo da bebida. (...) 
        Não é preciso ter idade. Até mesmo jovens em uma balada ou pessoas na faixa dos 30 anos que buscam uns goles de energia para terminar um trabalho na madrugada - quem nunca? - podem desenvolver uma extrassístole depois de sorver uma dose de energético. Ou seja, na hora de se contrair para bombear o sangue para o corpo, é como se, antes de relaxar, o coração desse mais uma pequena contraída. E, daí, festa que segue, tarefa que continua. Nada demais para a maioria de nós.
        Porém, em pessoas que por algum motivo genético são mais vulneráveis, o coração pode apressar demais o seu passo. Ou melhor, é capaz de perder o compasso batendo umas 400 vezes por minuto. Aliás, nesse ritmo acelerado, já nem bate - tremelica. Ou fibrila, como preferem dizer os médicos. E, às vezes, de tanto tremer em vez de bater, ele chega a parar. (...)
        Foi justamente para um grupo de 144 pessoas que sofreram uma parada cardíaca do nada que Ackerman e seus colegas de Mayo Clinic resolveram olhar. É claro que eles investigaram outros fatores que poderiam ter colaborado para o piripaque repentino, como o uso de determinados medicamentos, a prática de exercício extenuante, a exposição a substâncias tóxicas, a vivência de uma situação de extremo estresse ou a privação de sono - cá entre nós, difícil separar o consumo de energéticos desta última.
        No entanto, o que chamou a atenção do cardiologista foi que sete dessas pessoas, ou 5% do grupo, tinham consumido energéticos pouco tempo antes de passarem mal. Seis precisaram tomar um choque de desfibrilador para o coração voltar a bater e uma delas foi ressuscitada por socorristas com massagem cardíaca manual. A maioria era mulher - seis das vítimas. E a idade média, impressionantemente baixa: 29 anos.
(...) 
Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves,
Lúcia Helena,
Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/lucia-helena/2024/06/27/cuidado-bebidas-energeticas-podem-desencadear-arritmias-cardiacas-graves.htm
Assinale a alternativa que contém um ADVÉRBIO retirado do texto:
Alternativas
Q2847596 Português
Observe o trecho do texto “Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves”, reproduzido a seguir, para responder a questão.


        Se a gente for pensar, a quantidade de cafeína em uma latinha de energético, embora alta, nem é tão assustadora assim: a maioria das marcas contém de 80 a 300 miligramas da substância, ou seja, algo entre uma a três xícaras de um cafezinho coado. Tudo bem que a experiência pode ser como engolir essas xícaras uma atrás de outra.
        Mas a questão é que a cafeína não está sozinha nesses goles. "A composição de um energético inclui taurina, guaraná e outros ingredientes estimulantes. E parece haver uma boa sinergia entre eles, em que um poderia potencializar a ação de outro", desconfia o doutor Michael Ackerman, cardiologista geneticista da Mayo Clinic, em Rochester, nos Estados Unidos. Ele é o líder de um estudo recém-publicado na revista da Heart Rhythm Society, que reúne os especialistas em arritmias cardíacas americanos.
        De acordo com o trabalho, cuidado! Em pessoas geneticamente mais sensíveis, abrir uma dessas latinhas pode desencadear uma arritmia potencialmente grave e até mesmo uma parada cardíaca pouco tempo depois do consumo da bebida. (...) 
        Não é preciso ter idade. Até mesmo jovens em uma balada ou pessoas na faixa dos 30 anos que buscam uns goles de energia para terminar um trabalho na madrugada - quem nunca? - podem desenvolver uma extrassístole depois de sorver uma dose de energético. Ou seja, na hora de se contrair para bombear o sangue para o corpo, é como se, antes de relaxar, o coração desse mais uma pequena contraída. E, daí, festa que segue, tarefa que continua. Nada demais para a maioria de nós.
        Porém, em pessoas que por algum motivo genético são mais vulneráveis, o coração pode apressar demais o seu passo. Ou melhor, é capaz de perder o compasso batendo umas 400 vezes por minuto. Aliás, nesse ritmo acelerado, já nem bate - tremelica. Ou fibrila, como preferem dizer os médicos. E, às vezes, de tanto tremer em vez de bater, ele chega a parar. (...)
        Foi justamente para um grupo de 144 pessoas que sofreram uma parada cardíaca do nada que Ackerman e seus colegas de Mayo Clinic resolveram olhar. É claro que eles investigaram outros fatores que poderiam ter colaborado para o piripaque repentino, como o uso de determinados medicamentos, a prática de exercício extenuante, a exposição a substâncias tóxicas, a vivência de uma situação de extremo estresse ou a privação de sono - cá entre nós, difícil separar o consumo de energéticos desta última.
        No entanto, o que chamou a atenção do cardiologista foi que sete dessas pessoas, ou 5% do grupo, tinham consumido energéticos pouco tempo antes de passarem mal. Seis precisaram tomar um choque de desfibrilador para o coração voltar a bater e uma delas foi ressuscitada por socorristas com massagem cardíaca manual. A maioria era mulher - seis das vítimas. E a idade média, impressionantemente baixa: 29 anos.
(...) 
Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves,
Lúcia Helena,
Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/colunas/lucia-helena/2024/06/27/cuidado-bebidas-energeticas-podem-desencadear-arritmias-cardiacas-graves.htm
Considerando o texto “Cuidado! Bebidas energéticas podem desencadear arritmias cardíacas graves”, assinale a alternativa que contém um trecho com linguagem coloquial:
Alternativas
Q2847550 Português

Leia o texto para responder à questão.


                        Extraordinário


        Extraordinário é um livro tocante e profundo que aborda questões como bullying, aceitação, amor e superação e nos ensina que, acima de tudo, devemos amar a nós mesmos e lutar para construir um mundo melhor.
        Conforme avançamos na trama, visualizamos o seguinte panorama: de um lado temos Auggie, que com todas as suas complicações e empecilhos, luta para viver como um garoto normal da sua idade, e do outro, crianças e adultos, que de modo preconceituoso, o excluem do meio social apenas por ser diferente. Acompanhamos gradativamente a família e os únicos amigos que o menino possui, nos impressionamos com a bondade, pureza de seu coração que abraça e acolhe aqueles que querem fazer o bem. [...]
        Extraordinário é ao mesmo um tempo uma obra bela e triste, pois consegue nos passar de modo extremamente delicado e bonito uma realidade que muitas vezes é negligenciada, aquela que fundamenta o preconceito; mas que ensina diversos valores como respeito, compaixão e humanidade.
        A jornada do menino começa propriamente quando os pais decidem colocá-lo na escola, pois agora com 10 anos, não podem mais ficar ensinando lições apenas dentro de casa. Num primeiro momento Auggie se torna relutante e argumenta que os alunos não gostariam dele, mas com a insistência dos pais, ele logo se dá uma chance.
Infelizmente os piores medos de Auggie se tornam realidade. Não que ele já não esperasse tudo aquilo, mas os olhares tortos e a ignorância machucam mais de que podemos imaginar.
        Diversos acontecimentos permeiam a história, porém o que torna este livro realmente brilhante é o fato de que é trazido pra realidade do leitor, a valorização da vida, que muitos se queixam por razões egocêntricas e que são tão “pequenas” perante as reais dificuldades passadas por outros trazendo assim, uma espécie de autorreflexão para aquele que o está lendo.
        Extraordinário é uma obra que mescla crítica e humor de uma forma fluida e gentil, que vai te conquistar logo no primeiro parágrafo! 

https://deolhonaestante.wordpress.com/2015/08/11/resenha-do-livro-extraordinario-de-r-j-palacio/adaptado

Leia o fragmento do texto: “A jornada do menino começa, propriamente, quando os pais decidem colocá-lo na escola, pois agora com 10 anos,” [...]

O numeral destacado é classificado MORFOLOGICAMENTE, em:
Alternativas
Q2764784 Português
As frases a seguir mostram a presença do advérbio não e todas elas foram reescritas de modo a eliminá-lo.

Assinale a opção em que a mudança mudou o sentido original da frase.
Alternativas
Q2764782 Português
Assinale a opção que indica a frase em que a substituição de um infinitivo pelo substantivo correspondente foi feita de forma inadequada.
Alternativas
Q2764780 Português
Assinale a opção que apresenta a frase em que a locução adverbial sublinhada foi substituída, adequadamente, por um advérbio de mesmo significado. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FGV Órgão: EPE Prova: FGV - 2024 - EPE - Advogado |
Q2758979 Português
Assinale a opção que apresenta a frase que está integralmente redigida em forma gramaticalmente correta. 
Alternativas
Q2705917 Português
Assinale a alternativa que apresenta a relação adequada entre o termo destacado no fragmento e a classe de palavras correspondente.
Alternativas
Q2705863 Português
A mulher sozinha 

    Era magra, feia, encardida, sempre com o mesmo vestido preto e rasgado. Usava um paletó de lã xadrez, meias grossas e chinelos de feltro, velhíssimos. Ela própria parecia velhíssima, vista assim ao passar, embora de perto mostrasse, sob a sujeira e as rugas, um rosto que era apenas maduro, gasto pela miséria e talvez pelo delírio.
    Acostumei-me a vê-la sentada, de manhã e de tarde, naquele canto, sobre o cimento cheio de poeira do átrio. Os que entravam apressados na igreja praticamente a ignoravam, e só reparavam nela depois da missa, quando saíam devagar. Tiravam então da bolsa ou do bolso uma nota, algumas moedas e, com um gesto rápido, de vaga repugnância, deixavam cair a esmola na cestinha de vime que a mulher colocara à sua frente. Ela resmungava uma espécie de bênção, em voz surda e monótona, e eles se afastavam sem olhá-la, com a alma levemente intranquila.
    Passando diante da igreja duas vezes por dia, uma certa cumplicidade criou-se entre nós duas: a princípio nos cumprimentávamos com a cabeça, sorríamos uma para a outra; depois, quando eu tinha tempo e ela não estava agradecendo as esmolas, conversávamos. Contou-me de maneira sucinta que vivia no outro extremo da cidade, sob as colunas de um átrio em San Isidro: fazia uma longa caminhada, cedinho, até a estação, para tomar o trem, e outra até o lugar onde nos encontrávamos. Não me explicou por que escolhera um bairro tão distante para mendigar, em vez de fazê-lo no próprio pátio onde dormia, e nada lhe perguntei a respeito, receando ferirlhe a intimidade ou introduzir-me em seu segredo. Nunca me confessou como se chamava.
    Há uns dois meses encontrei-a radiante, com um pequeno vulto escuro entre os braços. Pensei de início que carregava um bebê, envolto num cobertor manchado, mas percebi, ao aproximar-me, que se tratava de um cachorrinho. Ou melhor, de uma cachorrinha recém-nascida, Maria Isabel, que a mulher ninava e acarinhava com deslumbramento. Disse-me que a recolhera na véspera de uma lata de lixo e a batizara logo. Da sacola de palha que sempre trazia consigo retirou uma garrafa d'água e uma colherinha e, com infinita delicadeza, foi entornando algumas gotas na goela da bichinha, que gania baixo, ainda de olhos fechados.
    Levei-lhe uma mamadeira de boneca e outra sacola acolchoada, que serviria de berço para o animal. O jornaleiro da banca em frente trouxe leite e pedacinhos de pão; as senhoras da vizinhança deram-lhe uma colcha de criança e retalhos de flanela.
    Maria Isabel começou a crescer, a criar pelos e forma, a pular, cheia de graça. A mulher não desgrudava os olhos dela e, remoçada pela alegria e atenção que a cachorrinha ofertava e exigia, deu até para cantar uma toada confusa e antiga. Era bom vê-las juntas, íntimas, companheiras, mãe e filha. Chegavam sobras de comida, brinquedos velhos de borracha; até um osso de couro apareceu por ali. O canto do átrio ficou menos cinzento, mais bonito. As pessoas se detinham, antes de entrar na igreja, para brincar com o animalzinho preto ou para jogar-lhe um punhadinho de carne moída, um resto do bife do almoço. O sentimento de repulsa que a sua dona provocara foi substituído por outro, feito de emoção, prazer e aconchego. A cestinha de vime estava sempre com dinheiro, e a mulher, suja e despenteada como sempre, adquirira um jeito novo, diferente, mais humano. Ao seu lado, Maria Isabel pulava e perseguia o próprio rabo.
    As duas não apareceram na última semana. Estranhei e fui atrás do jornaleiro, que também se mostrou surpreendido: desde que se instalara ali, há mais de três anos, a mulher nunca deixara de vir, nunca se atrasara, nem sequer quando chovia. E parece que fora assim desde o primeiro dia, embora ninguém soubesse dizer com exatidão quando é que ela começara a se sentar naquele canto do pátio. Senti apreensão e uma estranha nostalgia: o átrio estava maior, mais escuro e impessoal.
    Até que ontem o jornaleiro, compungido, contou-me uma das histórias mais tristes que já ouvi. Maria Isabel se transformara numa vira-lata peluda, encantadora, de focinho redondo e olhos de açúcar. Tão linda, que um malvado achou de roubá-la. Foi na estação, quando a mulher soltou-a no chão, para ir comprar o sanduíche de pão francês que costumavam dividir. Um segundo, e o bichinho sumiu, sem latir. Alguém viu um rapaz de tênis sair correndo com o animal nos braços. A mulher passou a noite atrás da cadela, de um lado para o outro da estação, chorando, gemendo, chamando-a por nomes doces e implorantes. Depois sentou-se num banco e ali ficou imóvel, em silêncio, até o dia clarear. Quando o primeiro trem vinha entrando, ela, de um bote, atirou-se debaixo da locomotiva. A velocidade era pequena e o maquinista conseguiu frear. A mulher arranhou-se um pouco, feriu ligeiramente a testa, e ficou mais desgrenhada, com o rosto imundo de lágrimas e fuligem. Não tinha nenhum documento e negou-se terminantemente a comentar o sucedido ou a defender-se diante dos que a acusavam de irresponsável e perigosa. A polícia levou-a no camburão para a delegacia.
    Segundo a última notícia, ainda não confirmada, a mulher está num hospício do subúrbio.

(Coleção Melhores Crônicas: Maria Julieta Drummond de Andrade. Seleção e prefácio de Marcos Pasche, Global, 2012, pp. 82-84. Publicada no livro O valor da vida, 1982.)
Abaixo, reproduzem-se passagens do texto com um termo sublinhado em cada. É correto afirmar que todos os trechos têm sublinhado um termo formado por derivação sufixal, EXCETO: 
Alternativas
Respostas
7861: B
7862: D
7863: B
7864: D
7865: E
7866: C
7867: A
7868: A
7869: B
7870: C
7871: C
7872: A
7873: B
7874: A
7875: D
7876: E
7877: D
7878: B
7879: B
7880: D