Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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A regra da igualdade não consiste senão em quinhoar desigualmente aos desiguais, na medida em que se desigualam. Nesta desigualdade social, proporcionada à desigualdade natural, é que se acha a verdadeira lei da igualdade. O mais são desvarios da inveja, do orgulho, ou da loucura. Tratar com desigualdade a iguais, ou a desiguais com igualdade, seria desigualdade flagrante, e não igualdade real. Os apetites humanos conceberam inverter a norma universal da criação, pretendendo, não dar a cada um, na razão do que vale, mas atribuir o mesmo a todos, como se todos se equivalessem.
Marque a única afirmação incorreta sobre o texto.
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Marque a única afirmação incorreta.
Num bar onde quatro pessoas jogavam cartas, uma delas disse: “Ei! Agora eu percebi que o três que ele fez com as mãos não correspondia aos três — vocês, que estão aqui na mesa junto comigo —, e sim às cartas”.
Considerando o uso adequado da concordância verbal em textos formais da área profissional, assinale a alternativa em que a concordância está de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
ENTRE O SOFÁ E A MARATONA
Bruno Gualano
Há cada vez mais indícios de que pequenas mudanças no estilo de vida fazem diferença. A evidência mais recente vem de uma ampla revisão sistemática que estimou a proporção de mortes potencialmente evitáveis caso fossem implementadas alterações pequenas e realistas na atividade física e no comportamento sedentário em nível populacional.
Especificamente, os pesquisadores avaliaram o impacto de um acréscimo de meros cinco minutos por dia de atividade física de intensidade moderada a vigorosa – aquela que acelera os batimentos cardíacos e a respiração – e da redução de 30 minutos no tempo diário sentado.
A meta-análise reuniu dados individuais de sete coortes da Noruega, Suécia e Estados Unidos, totalizando 40.327 participantes, além de uma análise separada com 94.719 participantes do UK Biobank.
As estimativas consideraram dois cenários hipotéticos: no menos otimista, apenas os 20% menos ativos adotariam as mudanças; no mais animador, todos cumpririam as metas, exceto os 20% mais ativos.
No primeiro cenário, um aumento de apenas cinco minutos diários de atividade moderada a vigorosa poderia prevenir 6% das mortes entre os menos ativos. No segundo, a prevenção chegaria a 10%.
Com a redução de 30 minutos no tempo sentado, estimou-se uma prevenção de 3% das mortes no cenário menos otimista; no mais favorável, essa proporção mais do que dobraria.
Curiosamente, as simulações indicam maiores benefícios justamente entre os menos ativos. Aumentar a atividade física de 1 para 11 minutos por dia associou-se a uma redução de 42% no risco de mortalidade, enquanto incrementos em níveis já elevados de atividade renderam ganhos menores. Para acréscimos superiores a 24 minutos por dia, por exemplo, não se observou redução adicional evidente no risco.
Em análise complementar, até mesmo o aumento de 30 minutos de atividade física leve – como tarefas domésticas ou caminhada lenta – associou-se à prevenção de cerca de 9% das mortes entre os mais inativos. À primeira vista pode parecer pouco, mas vale lembrar que uma redução de 5 mmHg na pressão arterial por meio de medicamentos reduz o risco de eventos cardiovasculares em magnitude semelhante.
Como destacam os autores, é improvável que toda a população alcance as diretrizes da OMS (150 minutos de atividade física por semana). Ainda assim, metas factíveis – ainda que modestas e abaixo do ideal – podem gerar impacto relevante em saúde pública, sem impor frustração a quem, por um motivo ou outro, não consegue cumprir as recomendações.
Os novos achados reforçam a ideia de que, quando o assunto é movimento, cada minuto conta. Subir escadas, interromper longos períodos diante da tela com breves caminhadas em ritmo moderado (4-5 km/h), passear com o cachorro na praça, praticar o esporte preferido (ainda que apenas nos fins de semana) e até cair na folia do Carnaval são formas acessíveis de se manter ativo, com potencial real de melhorar a saúde e a qualidade de vida.
À medida que as evidências se acumulam, torna-se cada vez mais claro que os benefícios da atividade física não exigem esforços extraordinários. Mudanças sutis já produzem ganhos mensuráveis e podem abrir caminho para transformações mais profundas.
No mundo fitness, entretanto, a mensagem que vigora é “no pain, no gain” – a noção de que só há resultados quando o corpo é levado ao limite. Prefira a versão da ciência: entre o sofá e a maratona, há um meio do caminho possível que também conduz à longevidade.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/brunogualano/2026/02/entre-o-sofa-e-a-maratona.shtml. Acesso em: 3 mar. 2026.
Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o item a seguir.
No trecho "É cada vez mais explícito que a segurança alimentar é um elemento importante" (quarto parágrafo), a flexão da palavra "explícito" no feminino seria gramaticalmente correta, pois, nesse caso, ela passaria a estabelecer concordância com a expressão "a segurança alimentar".
Considerando a classificação morfossintática das orações subordinadas presentes no período, assinale a alternativa correta.
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Informação em saúde: entre quantidade, qualidade, acesso e vínculo
Por décadas, o ecossistema informacional consolidou a crença de que a expansão contínua de informações técnicas e conteúdos especializados sobre saúde seria suficiente para transformar realidades sociais. Os últimos anos, porém, revelaram que, mesmo quando a informação é abundante, acessível e tecnicamente qualificada, ela não necessariamente se converte em compreensão, confiança ou mudança comportamental. Ela depende de contextos, trajetórias culturais, modos de vida e vínculos humanos que moldam a forma como cada comunidade atribui sentido ao conteúdo informacional que recebe.
Durante a pandemia de covid-19, houve uma expansão massiva da circulação de informações em saúde. Essa suposição desconsiderou que cada comunidade lê o mundo a partir de repertórios simbólicos e históricos próprios. Assim, a heterogeneidade de respostas sociais não expõe falhas de compreensão coletiva, mas sim a distância estrutural entre o modo como a informação é produzida e o modo como ela é apropriada nos diferentes territórios. Esse fenômeno torna-se visível também nos debates da crise climática: a circulação de informações técnicas sobre perigo não é suficiente para orientar decisões ou produzir mudanças comportamentais. A comunicação oficial aponta perigos, mas as comunidades se estruturam na permanência social e no pertencimento, que operam como lentes interpretativas historicamente construídas. Portanto, a questão não depende apenas da quantidade, da qualidade ou do acesso à informação técnica e científica divulgada, mas da capacidade de dialogar com a leitura da comunidade sobre o mundo e de articular conhecimento dito científico com o conhecimento social organizado por gerações.
O problema se repete em outros domínios onde dados abundam, mas vínculos escasseiam. Muitos gestores da saúde estão entusiasmados com a expansão de plataformas tecnológicas. Todavia, esquecem algo crucial: grande parte da população e dos profissionais de saúde não se reconhece nessas ferramentas. O acesso a um aplicativo não significa acolhimento, cuidado ou compreensão da mensagem. É nesse ponto que a literacia em saúde baseada no vínculo oferece uma chave conceitual e prática para repensar a circulação da informação.
A literatura tradicional tende a definir literacia em saúde como um conjunto de habilidades individuais: buscar informação em saúde, ler, entender, decidir. No entanto, decisões em saúde não são individuais, mas profundamente afetadas por relações, contextos, histórias e pertencimentos. Disponibilizar e disseminar informação em saúde é insatisfatório. É preciso criar as condições para que ela seja apropriada cognitivamente.
Ao reconhecer que a compreensão e a aceitação da informação dependem de vínculos sociais, essa abordagem permite explicar por que populações vulneráveis respondem de maneira distinta aos mesmos conteúdos informacionais. O vínculo funciona como a ponte que falta entre a disponibilização de informações e a apropriação cognitiva. Com ela, a informação ganha densidade e torna-se capaz de orientar práticas de saúde mais justas, contextualizadas e efetivas.
Essa análise reforça a importância da cooperação nacional e internacional. O diálogo interdisciplinar poderá esclarecer, assim, os elementos em jogo na transposição da informação em conhecimento e prática comportamental, bem como verificar que a informação em saúde não fracassa por falta de quantidade, qualidade ou disponibilidade, mas por falta de vínculo com pessoas reais, em seus territórios, crenças e leituras de mundo.
(Maria Cristiane Barbosa Galvão, “Informação em saúde: entre quantidade, qualidade, acesso e vínculo”. Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/informacao-em-saude-entre -quantidade-qualidade-acesso-e-vinculo/. Adaptado)
Considere a passagem a seguir:
“O problema se repete em outros domínios onde dados abundam, mas vínculos escasseiam.” (3o parágrafo)
As palavras destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, sem alteração do sentido original, por:
Leia o texto para responder à questão:
Pesquisadores estimam que o território das chamadas Terras Baixas, a porção a leste dos Andes no continente sul-americano, teria, em 1500, uma população entre 1 milhão e 8,5 milhões de pessoas. Linguistas identificaram mais de 170 línguas faladas por esses povos. Essa imensa variedade linguística leva a algumas discussões sobre os primórdios da ocupação humana na região. De acordo com indícios recentes, os primeiros grupos ali se instalaram há 30 mil anos (ampliando assim a estimativa anterior, de pouco mais de 10 mil anos).
As características comuns a tantos grupos são poucas: quase todos viviam em aldeias autônomas. Sempre que o grupo atingia certo porte, havia divisão, com parte dos moradores se mudando e formando um novo grupo. Desse modo, o governo era exercido apenas na área de domínio de cada aldeia. Bastante variado era o nível de desenvolvimento tecnológico: num extremo, pequenos grupos de coletores migrantes que desconheciam a agricultura, no outro, os chamados cacicados da Amazônia, com dezenas de milhares de indivíduos (no século XVI, para comparação, a população de Madri era de 30 mil pessoas). Como nenhum desses grupos conhecia a metalurgia, as ferramentas de trabalho e os utensílios domésticos eram feitos de pedra e madeira.
Por outro lado, o conhecimento sobre as espécies vegetais era muito avançado. Enquanto os médicos europeus manipulavam algo como uma centena e meia dessas espécies no século XVI, essas populações trabalhavam com cerca de 3 mil delas, e três quartos de todas as drogas medicinais de origem vegetal empregadas atualmente no mundo derivam desse conhecimento nativo. Nenhum dos grupos conhecia a escrita, o que está longe de significar a inexistência de leis. Todos os grupos viviam segundo regras de comportamento precisas, embora não escritas. Para eles, elas se mostravam nos costumes, nos comportamentos prescritos e seguidos por todos. Como dizia Rousseau, “o costume é a maior de todas as leis pois se grava nos corações”.
(Jorge Caldeira. História da riqueza no Brasil, 2017. Adaptado)
Nos trechos do 2o parágrafo “Sempre que o grupo atingia certo porte…” e “Bastante variado era o nível…” as palavras destacadas apresentam, respectivamente, circunstâncias de
Leia o texto para responder à questão:
O sofrimento alheio
Existem limitações ao funcionamento do organismo que se instalam gradativamente como consequência impiedosa da passagem do tempo. São imperceptíveis no correr da vida; só nos damos conta delas ao comparar a condição física atual com aquela do passado. Quando sentimos pena de um senhor trêmulo de andar vacilante, é porque imaginamos as dificuldades da vida nessa situação, e desejamos que o futuro seja mais bondoso conosco. Por mais que nos custe admitir, sabemos que o vigor físico é uma dádiva aleatória atribuída pela natureza e confiscável sem aviso-prévio.
É por ter consciência dessa fragilidade da condição humana que ficamos tantas vezes desencorajados de visitar amigos com doenças graves ou de dar mais atenção a doentes que evoluem mal. Ao fechar os olhos diante da perda da integridade física do outro, procuramos afastar de nós o desconforto da lembrança de nossa própria fragilidade.
Entretanto, ao imaginar nos passos vacilantes do senhor de idade o sofrimento que teríamos em situação idêntica, não levamos em conta que sua condição resulta de longo processo adaptativo. A grande capacidade de adaptação dos seres vivos — sua virtude mais surpreendente, como afirmou Charles Darwin — permite que as pessoas se ajustem às dificuldades e possam viver bem, apesar delas. Assim, um ser humano adaptado a sua condição pode sofrer menos do que imaginamos.
No exercício da medicina, custou-me compreender que a intensidade do sofrimento alheio pouco tem a ver com a ideia que fazemos dele, pois nossa percepção ignora o poder de adaptação dos seres vivos a situações adversas.
(Drauzio Varella. Por um fio, 2004. Adaptado)
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
ECA Digital em vigor: o que muda e qual o papel da escola na proteção de crianças e jovens
Entrou em vigor a Lei no 15.211/2025, conhecida como ECA Digital, que estabelece novas regras para a proteção de crianças e adolescentes na internet e amplia a responsabilidade de plataformas digitais no Brasll. A norma inaugura um marco regulatório ao exigir, entre outros pontos, mecanismos de verificação de idade, restrições à publicidade infantil e a remoção mais ágil de conteúdos que envolvam exploração de menores. A entrada em vigor ocorre após meses de pressão pública e institucional por maior controle sobre o ambiente digital, intensificada por denúncias de exposição e exploração de crianças nas redes sociais.
Com a nova legislação, fica proibida a autodeclaração de maioridade. As plataformas digitais serão obrigadas a utilizar mecanismos de validação mais precisos, como biometria, validação dgcumental e estimativa de idade por inteligência artificial, para a criação de novos perfis.
Crianças e adolescentes de até 16 anos só poderão acessar redes sociais cqso tenham contas vinculadas a um responsável. Além disso, empresas que oferecem serviços digitais para esse público devem ter regras e medidas eficazes para evitar a exploração e o abuso sexual, o incentivo à violência física e ao assédio, o cyberbullying, a indução a práticas que levem danos às crianças, a promoção a jogos de azar e produtos tóxicos, a publicidade predatória e a pornografia.
Com a expansão das possibilidades de interação no mundo digital, a escola é cada vez mais chamada a atuar para a conscientização da importância da Educação e do letramento digital e para a reflexão sobre o uso adequado das tecnologias no ambiente escolar.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reforça essas agendas ao trazer a cultura digital na competência geral número 5. Mais recentemente, em 2024, também estabeleceu normas para o ensino da computação na Educação Básica, detalhadas no documento que ficou conhecido como BNCC Computação. Anteriormente, a Política Nacional de Educação Digital (Pned), de 2023, tambem já apontava diretrizes para a inclusão digital e o uso de tecnologias educacionais. Isso sem contar a Estrategia Nacional de Escolas Conectadas, além de determinações pontuais, como a restrição do uso não pedagogico dos celulares nas escolas.
Nesse contexto, a participação da escola é vital para garantir o acesso a tecnologias, mas também para promover a compreensão sobre os tópicos relacionados à segurança, privacidade, etica e saúde mental, por exemplo. A meta deve ser a de trazer essa conversa sobre temas contemporâneos e transdisciplinares de forma integrada e constante. Para tanto, as escolas devem discutir criticamente sobre as tecnologias, seus usos, potenciais e riscos ao longo de toda a Educação Básica.
Fonte: https://novaescola.org.brlconteudo /2247 5/ adullizacaocriancas-adolescentes-universo-digital (com adaptações).
O telescópio James Webb mapeou 800 mil galáxias e pode estar perto de desvendar a matéria escura
Por Elizabeth Landau

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2026/03/o-telescopio-james-webb-mapeou800-mil-galaxias-e-pode-estar-perto-de-desvendar-a-materia-escura – texto adaptado especialmente para esta prova).
O telescópio James Webb mapeou 800 mil galáxias e pode estar perto de desvendar a matéria escura
Por Elizabeth Landau

(Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2026/03/o-telescopio-james-webb-mapeou800-mil-galaxias-e-pode-estar-perto-de-desvendar-a-materia-escura – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho a seguir, retirado do texto, se a palavra “descobertas” for flexionada no singular, quantas outras alterações serão obrigatoriamente necessárias para manter a correção gramatical?
“As novas descobertas do Telescópio Espacial James Webb reforçam a ideia de que a matéria escura atraiu a matéria comum e formou as primeiras estruturas do Universo”.

“Essa habilidade, embora culturalmente construída, transforma profundamente a organização cognitiva do cérebro humano”.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.
RS tem dois municípios entre os 20 melhores do país em índice de progresso social
Dois municípios do Rio Grande do Sul estão entre os 20 melhores do país em índice de progresso social, segundo o Índice de Progresso Social (lPS) Brasil 2026. Presidente Lucena ocupa o '1 3' lugar e Alto Alegre está na 16' posição.
O levantamento avalia a qualidade de vida nos 5.570 municípios brasileiros a partir de 57 indicadores sociais e ambientais. O índice considera três dimensões: Necessidades Humanas Básicas, Fundamentos do Bemestar e Oportunidades.
Presidente Lucena é o munlcípio do Rio Grande do Sul mais bem colocado no Índice de Progresso Social (lPS) Brasil 2026. A cidade tem 71,05 pontos, em uma escala de 0 a 100. Já Alto Alegre ficou em'l60 lugar nacional, com 70,86 pontos. Na sequência do ranking estadual aparecem Picada Café (23'), com 70,59 pontos, Nova Boa Vista (25o), com70,42, e Vista Gaúcha (53o), com 69,53.
O desempenho desses municípios é explicado por notas equilibradas nas três dimensões do índice. Entre os dez primeiros do RS, a média geral é de 69,69 pontos, acima da média estadual, de 63,39, e da média nacional, de 63,40.
O principal diferencial está em Necessidades Humanas Básicas, que reúne indicadores de nutrição e cuidados médicos básicos, água e saneamento, moradia e segurança pessoal. A média entre os 10 melhores municípios do Brasil nessa dimensão é de 84,70 pontos.
Em Fundamentos do Bem-estar, que mede acesso ao conhecimento básico, informação e comunicação, saúde e bem-estar e qualidade do meio ambiente, os dez melhores do RS também têm desempenho acima da média estadual. A média do grupo é de 70,76 pontos.
A dimensão Oportunidades é o ponto mais fraco do RS no índice geral, mas alguns municípios entre os melhores do estado se destacam justamente nesse recorte. Alto Alegre tem 60,94 pontos e aparece em 3o lugar no país nessa dimensão.
Fonte: https://g l.globo.com/rslrio-grande-do
sul/ noticia/2026 / 05 /20 / rs-tem-dois- mu nici pios-entre-os-20-melhores
do-pais-em-indice-de-progresso-social.ghtml (adaptado)
A estrutura e a formação de palavras são importantes para a constituição e renovação do léxico no texto. A palavra saneamento, presente no quinto parágrafo, é formada a partir de qual processo morfológico estrutural?
Agitação urbana
As cidades são como grandes máquinas em constante movimento, com suas ruas cheias de carros, seus prédios altos e seus habitantes sempre apressados. A agitação urbana é uma realidade que todos nós enfrentamos diariamente, seja nos engarrafamentos intermináveis, nas filas dos supermercados ou na correria do dia a dia.
Na metrópole, o tempo parece passar mais rápido, as horas voam e quase não temos tempo para contemplar a beleza das pequenas coisas. Estamos sempre correndo atrás de algo, seja do trabalho, dos estudos, dos compromissos sociais. A pressa é nossa companheira constante, e muitas vezes nos vemos perdidos em meio a tantas obrigações.
Mas, apesar de toda essa agitação, a cidade também nos oferece momentos de pausa e contemplação. Basta olhar ao redor para perceber a diversidade de vida que pulsa em suas ruas, os artistas de rua que encantam com sua arte, as pessoas que se cruzam e se conectam em meio ao caos.
A agitação urbana pode ser cansativa, estressante, mas também é ela que nos impulsiona a seguir em frente, a buscar novos desafios, a nos reinventar a cada dia. É na correria das ruas que encontramos nossa força interior, nossa capacidade de adaptação, nossa resiliência.
Assim, mesmo que a agitação urbana nos tire o fôlego às vezes, é importante lembrar que ela também é o que faz das cidades lugares tão vibrantes e cheio de vida. É ela que nos faz sentir vivos, parte de algo maior, parte da grande máquina que é a cidade. E, no final das contas, é justamente essa agitação que nos faz amar e odiar as cidades ao mesmo tempo.
GOUTHIER, Lucas Louis Neville. Agitação urbana.
Recanto das Letras. Disponível em <https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/8018223>
“É na correria das ruas que encontramos nossa força interior, nossa capacidade de adaptação, nossa resiliência.”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de: