Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 29.375 questões
( ) A substituição de Se por Caso, em Se você não está no Facebook e encontra aquele amor antigo da escola ali (L. 18-20) exige que os verbos dessas orações subordinadas sejam flexionados no modo subjuntivo.
( ) No trecho E agora que ela faz parte da vida de praticamente todo mundo há uma década (L. 39-41), a conjunção E poderia ser subsituída pela conjunção Mas, sem prejuízo do sentido original.
( ) A substituição de já que por por, em já que elas mostram num mapa onde os usuários estão a cada momento (L. 48-49) exigiria que o verbo mostrar fosse flexionado no infinitivo.
( ) para, em para protestar contra aquela mudança na configuração de privacidade (L. 82- 84) poderia ser substituído por a fim de, sem prejuízo do sentido original.
A seqüência que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo, é
I - O vocábulo google (L. 05) está empregado como substantivo comum.
II - O prefixo ex (L. 45) está empregado como vocábulo substantivado.
III - O vocábulo scraps (L. 72), por ser estrangeiro, apesar de estar flexionado em número, não estabelece concordância de gênero.
Quais estão corretas?
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento - grifados ambos acima - está em:
A substituição da expressão "ao crime organizado" (L.37-38) por à criminalidade alteraria o sentido original do texto, mas não prejudicaria a correção gramatical do período.
Com relação à estrutura coesiva, gramatical e vocabular do texto,julgue o item seguinte.
Os adjetivos “úteis” (L.5), “atuais” (L.6) e “perigosos” (L.8) caracterizam os “sistemas de inteligência” (L.1).
Se examinarmos as fábulas populares, verificaremos que elas representam dois tipos de transformação social, sempre com final feliz. Num primeiro tipo, existe um príncipe que, por alguma
circunstância, se vê reduzido a guardador de porcos ou alguma outra condição miserável, para depois reconquistar sua condição real. Num segundo caso, existe um jovem pastor que não possuiu nada desde o nascimento e que, por virtude própria ou graça do destino, consegue se casar com a princesa e tornar-se rei.
Os mesmos esquemas valem para as protagonistas femininas: a donzela nobre é vítima de uma madrasta (Branca de Neve) ou de irmãs invejosas (Cinderela), até que um príncipe se apaixone por ela e a conduza ao vértice da escala social. Ou então uma camponesa pobre supera todas as desvantagens da origem e realiza núpcias principescas.
Poderíamos pensar que as fábulas do segundo tipo são as que exprimem mais diretamente o desejo popular de uma reviravolta dos papéis sociais e dos destinos individuais, ao passo que as do primeiro tipo deixam aparecer tal desejo de forma mais atenuada, como restauração de uma hipotética ordem precedente. Mas, pensando bem, os destinos extraordinários do pastorzinho ou da camponesa representam apenas uma ilusão miraculosa e consoladora, ao passo que os infortúnios do príncipe
ou da jovem nobre associam a imagem da pobreza com a ideia de um direito subtraído, de uma justiça a ser reivindicada, isto é, estabelecem no plano da fantasia um ponto que será fundamental para toda tomada de consciência da época moderna, da Revolução Francesa em diante.
No inconsciente coletivo, o príncipe disfarçado de pobre é a prova de que cada pobre é, na realidade, um príncipe que sofreu uma usurpação de poder e por isso deve reconquistar seu reino. Quando cavaleiros caídos em desgraça triunfarem sobre seus inimigos, hão de restaurar uma sociedade mais justa, na qual será reconhecida sua verdadeira identidade.
(Adaptado de Ítalo Calvino, Por que ler os clássicos)
Durante séculos, a Inglaterra dominou os mares e, dessa
forma, muito mais do que os mares. Para isso tinha os melhores navios.
E, para tê-los, precisava de excelentes carpinteiros navais. Com a
tecnologia do ferro, os navios passaram a ter couraça metálica.
Impossível manter a superioridade sem caldeireiros e mecânicos
competentes. Uma potência mundial não se viabiliza sem a potência
dos seus operários.
A Revolução Industrial tardia da Alemanha foi alavancada pela
criação do mais respeitado sistema de formação técnica e vocacional
do mundo. Daí enchermos a boca para falar da "engenharia alemã".
Mas, no fim das contas, todos os países industrializados montaram
sistemas sólidos e amplos de formação profissional. Para construir
locomotivas, aviões, naves espaciais.
Assim como temos a Olimpíada para comparar os atletas de
diferentes países, existe a Olimpíada do Conhecimento (World Skills
International). É iniciativa das nações altamente industrializadas, que
permite cotejar diversos sistemas de formação profissional. Competese
nos ofícios centenários, como tornearia e marcenaria, mas também
em desenho de websites ou robótica.
Em 1982, um país novato nesses misteres se atreveu a
participar dessa Olimpíada: o Brasil, por meio do Senai. E lá viu o seu
lugar, pois não ganhou uma só medalha. Mas em 1985 conseguiu
chegar ao 13º lugar. Em 2001 saltou para o sexto. Aliás, é o único país
do Terceiro Mundo a participar, entra ano e sai ano.
Em 2007 tirou o segundo lugar. Em 2009 tirou o terceiro,
competindo com 539 alunos, de sete estados, em 44 ocupações. É isso
mesmo, os graduados do Senai, incluindo alunos de Alagoas, Goiás e
Rio Grande do Norte, conseguiram colocar o Brasil como o segundo e o
terceiro melhor do mundo em formação profissional! Não é pouca
porcaria para quem, faz meio século, importava banha de porco,
pentes, palitos, sapatos e manteiga! E que, praticamente, não tinha
centros de formação profissional.
Deve haver um segredo para esse resultado que mais parece
milagre, quando consideramos que o Brasil, no Programa Internacional
de Avaliação de Alunos (Pisa), por pouco escapa de ser o último. Mas
nem há milagres nem tapetão. Trata-se de uma fórmula simples,
composta de quatro ingredientes.
Em primeiro lugar, é necessário ter um sistema de formação
profissional hábil na organização requerida para preparar milhões de
alunos e que disponha de instrutores competentes e capazes de
ensinar em padrões de Primeiro Mundo. Obviamente, precisam saber
fazer e saber ensinar. Diplomas não interessam (quem sabe nossa
educação teria alguma lição a tirar daí?).
Em segundo lugar, cumpre selecionar os melhores candidatos
para a Olimpíada. O princípio é simples (mas a logística é
diabolicamente complexa). Cada escola do Senai faz um concurso,
para escolher os vencedores em cada profissão. Esse time participa
então de uma competição no seu estado. Por fim, os times estaduais
participam de uma Olimpíada nacional. Dali se pescam os que vão
representar o Brasil. É a meritocracia em ação.
Em terceiro lugar, o processo não para aí. O time vencedor
mergulha em árduo período de preparação, por mais de um ano. Fica
inteiramente dedicado às tarefas de aperfeiçoar seus conhecimentos
da profissão. É acompanhado pelos mais destacados instrutores do
Senai, em regime de tutoria individual.
Em quarto, é preciso insistir, dar tempo ao tempo. Para passar
do último lugar, em 1983, para o segundo, em 2007, transcorreram 22
anos. Portanto, a persistência é essencial.
Essa quádrupla fórmula garantiu o avanço progressivo do
Brasil nesse certame no qual apenas cachorro grande entra. Era
preciso ter um ótimo sistema de centros de formação profissional. Os
parâmetros de qualidade são determinados pelas práticas industriais
consagradas, e não por elucubrações de professores. Há que aceitar a
idéia de peneirar sistematicamente, na busca dos melhores candidatos.
É a crença na meritocracia, muito ausente no ensino acadêmico.
Finalmente, é preciso muito esforço, muito mesmo. Para passar na
frente de Alemanha e Suíça, só suando a camisa. E não foi o ato
heróico, mas a continuidade que trouxe a vitória.
A fórmula serve para toda competição: qualidade valorizada,
seleção dos melhores, prática obsessiva e persistência. Quem aplicar
essa receita terá os mesmos resultados.
Claudio de Moura Castro
Fonte: Revista Veja n. 2153
Durante séculos, a Inglaterra dominou os mares e, dessa
forma, muito mais do que os mares. Para isso tinha os melhores navios.
E, para tê-los, precisava de excelentes carpinteiros navais. Com a
tecnologia do ferro, os navios passaram a ter couraça metálica.
Impossível manter a superioridade sem caldeireiros e mecânicos
competentes. Uma potência mundial não se viabiliza sem a potência
dos seus operários.
A Revolução Industrial tardia da Alemanha foi alavancada pela
criação do mais respeitado sistema de formação técnica e vocacional
do mundo. Daí enchermos a boca para falar da "engenharia alemã".
Mas, no fim das contas, todos os países industrializados montaram
sistemas sólidos e amplos de formação profissional. Para construir
locomotivas, aviões, naves espaciais.
Assim como temos a Olimpíada para comparar os atletas de
diferentes países, existe a Olimpíada do Conhecimento (World Skills
International). É iniciativa das nações altamente industrializadas, que
permite cotejar diversos sistemas de formação profissional. Competese
nos ofícios centenários, como tornearia e marcenaria, mas também
em desenho de websites ou robótica.
Em 1982, um país novato nesses misteres se atreveu a
participar dessa Olimpíada: o Brasil, por meio do Senai. E lá viu o seu
lugar, pois não ganhou uma só medalha. Mas em 1985 conseguiu
chegar ao 13º lugar. Em 2001 saltou para o sexto. Aliás, é o único país
do Terceiro Mundo a participar, entra ano e sai ano.
Em 2007 tirou o segundo lugar. Em 2009 tirou o terceiro,
competindo com 539 alunos, de sete estados, em 44 ocupações. É isso
mesmo, os graduados do Senai, incluindo alunos de Alagoas, Goiás e
Rio Grande do Norte, conseguiram colocar o Brasil como o segundo e o
terceiro melhor do mundo em formação profissional! Não é pouca
porcaria para quem, faz meio século, importava banha de porco,
pentes, palitos, sapatos e manteiga! E que, praticamente, não tinha
centros de formação profissional.
Deve haver um segredo para esse resultado que mais parece
milagre, quando consideramos que o Brasil, no Programa Internacional
de Avaliação de Alunos (Pisa), por pouco escapa de ser o último. Mas
nem há milagres nem tapetão. Trata-se de uma fórmula simples,
composta de quatro ingredientes.
Em primeiro lugar, é necessário ter um sistema de formação
profissional hábil na organização requerida para preparar milhões de
alunos e que disponha de instrutores competentes e capazes de
ensinar em padrões de Primeiro Mundo. Obviamente, precisam saber
fazer e saber ensinar. Diplomas não interessam (quem sabe nossa
educação teria alguma lição a tirar daí?).
Em segundo lugar, cumpre selecionar os melhores candidatos
para a Olimpíada. O princípio é simples (mas a logística é
diabolicamente complexa). Cada escola do Senai faz um concurso,
para escolher os vencedores em cada profissão. Esse time participa
então de uma competição no seu estado. Por fim, os times estaduais
participam de uma Olimpíada nacional. Dali se pescam os que vão
representar o Brasil. É a meritocracia em ação.
Em terceiro lugar, o processo não para aí. O time vencedor
mergulha em árduo período de preparação, por mais de um ano. Fica
inteiramente dedicado às tarefas de aperfeiçoar seus conhecimentos
da profissão. É acompanhado pelos mais destacados instrutores do
Senai, em regime de tutoria individual.
Em quarto, é preciso insistir, dar tempo ao tempo. Para passar
do último lugar, em 1983, para o segundo, em 2007, transcorreram 22
anos. Portanto, a persistência é essencial.
Essa quádrupla fórmula garantiu o avanço progressivo do
Brasil nesse certame no qual apenas cachorro grande entra. Era
preciso ter um ótimo sistema de centros de formação profissional. Os
parâmetros de qualidade são determinados pelas práticas industriais
consagradas, e não por elucubrações de professores. Há que aceitar a
idéia de peneirar sistematicamente, na busca dos melhores candidatos.
É a crença na meritocracia, muito ausente no ensino acadêmico.
Finalmente, é preciso muito esforço, muito mesmo. Para passar na
frente de Alemanha e Suíça, só suando a camisa. E não foi o ato
heróico, mas a continuidade que trouxe a vitória.
A fórmula serve para toda competição: qualidade valorizada,
seleção dos melhores, prática obsessiva e persistência. Quem aplicar
essa receita terá os mesmos resultados.
Claudio de Moura Castro
Fonte: Revista Veja n. 2153
cachorrinha pôde despertar a paixão do jovem médico Mendonça por Margarida, uma triste viúva que não
acredita mais no amor. O texto é dividido pelo autor em oito capítulos que não foram aqui reproduzidos.
CAPÍTULO PRIMEIRO
Era conveniente ao romance que o leitor ficasse muito tempo sem saber quem era Miss Dollar . Mas por outro
lado, sem a apresentação de Miss Dollar , seria o autor obrigado a longas digressões, que encheriam o papel
sem adiantar a ação. Não há hesitação possível: vou apresentar-lhes
Miss Dollar.
Se o leitor é rapaz e dado ao gênio melancólico, imagina que Miss Dollar é uma inglesa pálida e delgada,
escassa de carnes e de sangue, abrindo à flor do rosto dois grandes olhos azuis e sacudindo ao vento umas
longas tranças loiras. A moça em questão deve ser vaporosa e ideal como uma criação de Shakespeare? deve
ser o contraste do roastbeef britânico, com que se alimenta a liberdade do Reino Unido. (...)
Falha desta vez a proverbial perspicácia dos leitores? Miss Dollar é uma cadelinha galga. (...) Miss Dollar , apesar
de não ser mais que uma cadelinha galga, teve as honras de ver o seu nome nos papéis públicos, antes de
entrar para este livro. O Jornal do Comércio e o Correio Mercantil publicaram nas colunas dos anúncios as
seguintes linhas reverberantes de promessa:
"Desencaminhou-se
uma cadelinha galga, na noite de ontem, 30. Acode ao nome de Miss Dollar . Quem a achou
e quiser levar à Rua de Mata-cavalos
n o ..., receberá duzentos mil-réis
de recompensa.(...)."
Todas as pessoas que sentiam necessidade urgente de duzentos mil-réis,
e tiveram a felicidade de ler aquele
anúncio, andaram nesse dia com extremo cuidado nas ruas do Rio de Janeiro, a ver se davam com a fugitiva
Miss Dollar . (...)
Dr. Mendonça encontrou a cachorra (...).
Quais as razões que induziram o Dr. Mendonça a fazer coleção de cães, é coisa que ninguém podia dizer? uns
queriam que fosse simplesmente paixão por esse símbolo da fidelidade ou do servilismo? outros pensavam antes
que, cheio de profundo desgosto pelos homens, Mendonça achou que era de boa guerra adorar os cães.
Fossem quais fossem as razões, o certo é que ninguém possuía mais bonita e variada coleção do que ele.
Tinha-os
de todas as raças, tamanhos e cores. Cuidava deles como se fossem seus filhos? se algum lhe morria
ficava melancólico. Quase se pode dizer que, no espírito de Mendonça, o cão pesava tanto como o amor,
segundo uma expressão célebre: tirai do mundo o cão, e o mundo será um ermo.
O leitor superficial conclui daqui que o nosso Mendonça era um homem excêntrico. Não era. Mendonça era um
homem como os outros? gostava de cães como outros gostam de flores. Os cães eram as suas rosas e violetas?
cultivava-os
com o mesmíssimo esmero. De flores gostava também? mas gostava delas nas plantas em que
nasciam: cortar um jasmim ou prender um canário parecia-lhe
idêntico atentado. (...)
No dia seguinte, lendo os jornais, Mendonça viu o anúncio transcrito acima, prometendo duzentos mil-réis
a
quem entregasse a cadelinha fugitiva. A sua paixão pelos cães deu-lhe
a medida da dor que devia sofrer o dono
ou dona de Miss Dollar , visto que chegava a oferecer duzentos mil-réis
de gratificação a quem apresentasse a
galga. Conseqüentemente resolveu restituí-la,
com bastante mágoa do coração. (...)
Foi devolver a cachorra, a casa era bonita. (...) Veio um moleque saber quem estava? Mendonça disse que vinha
restituir a galga fugitiva. Expansão do rosto do moleque, que correu a anunciar a boa nova. Miss Dollar ,
aproveitando uma fresta, precipitou-se
pelas escadas acima. Dispunha-se
Mendonça a descer, pois estava
cumprida a sua tarefa, quando o moleque voltou dizendo-lhe
que subisse e entrasse para a sala. (...)
- Queira ter a bondade de sentar-se,
disse ela designando uma cadeira à Mendonça.
- A minha demora é pequena, disse o médico sentando-se.
Vim trazer-lhe
a cadelinha que está comigo desde
ontem...
- Não imagina que desassossego causou cá em casa a ausência de Miss Dollar...
- Imagino, minha senhora? eu também sou apreciador de cães, e se me faltasse um sentiria profundamente. A
sua Miss Dollar ...
- Perdão! interrompeu a velha? minha não? Miss Dollar não é minha, é de minha sobrinha.
- Ah!...
- Ela aí vem.
Mendonça levantou-se
justamente quando entrava na sala a sobrinha em questão. Era uma moça que
representava vinte e oito anos, no pleno desenvolvimento da sua beleza, uma dessas mulheres que anunciam
velhice tardia e imponente. (...) Mendonça nunca vira olhos verdes em toda a sua vida? disseram-lhe
que
existiam olhos verdes, ele sabia de cor uns versos célebres de Gonçalves Dias? mas até então os olhos verdes
eram para ele a mesma coisa que a fênix dos antigos.
(...) Mendonça cumprimentou respeitosamente a recém-chegada,
e esta, com um gesto, convidou-o
a sentar-se
outra vez.
- Agradeço-lhe
infinitamente o ter-me
restituído este pobre animal, que me merece grande estima, disse
Margarida sentando-se.
- E eu dou graças a Deus por tê-lo
achado? podia ter caído em mãos que o não restituíssem. (...)
Mendonça apaixona-se
por Margarida e relata ao amigo:
- Compreendes agora, disse Mendonça, que eu preciso ir à casa dela? tenho necessidade de vê-la?
quero ver
se consigo...
Mendonça estacou.
- Acaba! disse Andrade? se consegues ser amado. Por que não? Mas desde já te digo que não será fácil.
- Por quê?
- Margarida tem rejeitado cinco casamentos.
- Naturalmente não amava os pretendentes, disse Mendonça com o ar de um geômetra que acha uma solução.
- Amava apaixonadamente o primeiro, respondeu Andrade, e não era indiferente ao último.
- Houve naturalmente intriga.
- Também não. Admiras-te?
É o que me acontece. É uma rapariga esquisita. Se te achas com força de ser o
Colombo daquele mundo, lança-te
ao mar com a armada? mas toma cuidado com a revolta das paixões, que são
os ferozes marujos destas navegações de descoberta. (...)

Teste em simulador mostra os riscos de dirigir usando
o celular
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos
Estados Unidos, usam um simulador para mostrar os efeitos
do telefone celular nos motoristas. O aparelho de US$ 100 mil
consegue até monitorar para onde a pessoa está olhando. O
envio de mensagens de texto é uma das atividades que mais
distrai ao volante.
Um motorista usando o celular tem quatro vezes
mais chances de provocar um acidente. Essa possibilidade é
a mesma para uma pessoa que bebeu e tem 0,8 de álcool no
sangue. Até aparelhos que deixam as mãos livres, como o
bluetooth, não eliminam os riscos.
"Gastamos milhões equipando os carros com air
bags, melhores freios e pneus para que fiquem mais seguros,
mas o número de fatalidades no trânsito permanece
constante. Um dos motivos é o aumento da distração com
outros equipamentos dentro dos veículos", analisa David
Strayer, professor de psicologia, responsável pela pesquisa
da Universidade de Utah.
AestudanteAnne MacLaren, de 19 anos, foi uma das
voluntárias no simulador. Durante o teste, ela acabou batendo
no carro da frente quando mandava mensagem de texto.
Entre outros candidatos, muitos perderam a entrada que
deveriam pegar e alguns nem viram que tinham passado por
ela.
Os motoristas superestimam suas habilidades de
serem 'multitarefas' no volante. A maioria dos americanos
reconhece o perigo, mas continua usando o telefone,
passando mensagens de texto e acessando a internet.Alguns
até abrem os laptops e outros aparelhos eletrônicos,
transformando o carro em um centro de entretenimento.
Como a legislação difere entre os estados
americanos, pesquisas frequentes ajudam a estimular o
debate. Em 2003, um estudo da Universidade de Harvard
concluiu que distrações provocadas pelo uso do telefone
celular levam a 2600 mortes no trânsito todo ano, além de
330 000 colisões com ferimentos moderados ou leves.
(gl.globo.com/notícias/mundo - acesso em 08/03/2010)
"Até aparelhos que deixam as mãos livres, como o bluetooth, não eliminam os riscos."
"Como a legislação difere entre os estados americanos, pesquisas frequentes ajudam a estimular o debate."
"...como eu ia dizendo, é muito mais econômico você andar devagar e ser assaltado por mim do que correr e ser assaltado pelo radar."
Teste em simulador mostra os riscos de dirigir usando
o celular
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos
Estados Unidos, usam um simulador para mostrar os efeitos
do telefone celular nos motoristas. O aparelho de US$ 100 mil
consegue até monitorar para onde a pessoa está olhando. O
envio de mensagens de texto é uma das atividades que mais
distrai ao volante.
Um motorista usando o celular tem quatro vezes
mais chances de provocar um acidente. Essa possibilidade é
a mesma para uma pessoa que bebeu e tem 0,8 de álcool no
sangue. Até aparelhos que deixam as mãos livres, como o
bluetooth, não eliminam os riscos.
"Gastamos milhões equipando os carros com air
bags, melhores freios e pneus para que fiquem mais seguros,
mas o número de fatalidades no trânsito permanece
constante. Um dos motivos é o aumento da distração com
outros equipamentos dentro dos veículos", analisa David
Strayer, professor de psicologia, responsável pela pesquisa
da Universidade de Utah.
AestudanteAnne MacLaren, de 19 anos, foi uma das
voluntárias no simulador. Durante o teste, ela acabou batendo
no carro da frente quando mandava mensagem de texto.
Entre outros candidatos, muitos perderam a entrada que
deveriam pegar e alguns nem viram que tinham passado por
ela.
Os motoristas superestimam suas habilidades de
serem 'multitarefas' no volante. A maioria dos americanos
reconhece o perigo, mas continua usando o telefone,
passando mensagens de texto e acessando a internet.Alguns
até abrem os laptops e outros aparelhos eletrônicos,
transformando o carro em um centro de entretenimento.
Como a legislação difere entre os estados
americanos, pesquisas frequentes ajudam a estimular o
debate. Em 2003, um estudo da Universidade de Harvard
concluiu que distrações provocadas pelo uso do telefone
celular levam a 2600 mortes no trânsito todo ano, além de
330 000 colisões com ferimentos moderados ou leves.
(gl.globo.com/notícias/mundo - acesso em 08/03/2010)
Teste em simulador mostra os riscos de dirigir usando
o celular
Pesquisadores da Universidade de Utah, nos
Estados Unidos, usam um simulador para mostrar os efeitos
do telefone celular nos motoristas. O aparelho de US$ 100 mil
consegue até monitorar para onde a pessoa está olhando. O
envio de mensagens de texto é uma das atividades que mais
distrai ao volante.
Um motorista usando o celular tem quatro vezes
mais chances de provocar um acidente. Essa possibilidade é
a mesma para uma pessoa que bebeu e tem 0,8 de álcool no
sangue. Até aparelhos que deixam as mãos livres, como o
bluetooth, não eliminam os riscos.
"Gastamos milhões equipando os carros com air
bags, melhores freios e pneus para que fiquem mais seguros,
mas o número de fatalidades no trânsito permanece
constante. Um dos motivos é o aumento da distração com
outros equipamentos dentro dos veículos", analisa David
Strayer, professor de psicologia, responsável pela pesquisa
da Universidade de Utah.
AestudanteAnne MacLaren, de 19 anos, foi uma das
voluntárias no simulador. Durante o teste, ela acabou batendo
no carro da frente quando mandava mensagem de texto.
Entre outros candidatos, muitos perderam a entrada que
deveriam pegar e alguns nem viram que tinham passado por
ela.
Os motoristas superestimam suas habilidades de
serem 'multitarefas' no volante. A maioria dos americanos
reconhece o perigo, mas continua usando o telefone,
passando mensagens de texto e acessando a internet.Alguns
até abrem os laptops e outros aparelhos eletrônicos,
transformando o carro em um centro de entretenimento.
Como a legislação difere entre os estados
americanos, pesquisas frequentes ajudam a estimular o
debate. Em 2003, um estudo da Universidade de Harvard
concluiu que distrações provocadas pelo uso do telefone
celular levam a 2600 mortes no trânsito todo ano, além de
330 000 colisões com ferimentos moderados ou leves.
(gl.globo.com/notícias/mundo - acesso em 08/03/2010)
I. O sentido da frase Esse rei é um grande mágico: exerce seu império sobre o próprio espírito dos súditos não se altera caso se substitua o sinal de dois-pontos por conquanto.
II. Na frase O sarcasmo estende-se aos costumes, e Montesquieu põe na boca dos persas palavras de admiração ao encontrarem mulheres muito habilidosas (...), a conjunção e pode ser substituída por haja vista que.
III. Com a afirmação "fazem da virgindade uma flor que perece e renasce todos os dias", Montesquieu reconhece os sinceros escrúpulos da moralidade francesa.
Está correto APENAS o que se afirma em
I. (confesso: antes mesmo de haver televisores nas casas).
II. Eu não entendia bem o motivo mesmo daqueles dias agitados.
III. meu pai provocava amistosamente o vizinho do outro lado da rua, que tinha o mesmo hábito.
Preserva-se o sentido dessas construções caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por:











