Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo.
Quando confrontada a duas teorias – uma simples e outra complexa – para explicar um problema, a maior parte das pessoas não hesita em favorecer a primeira, também qualificada como elegante. “Em muitos casos, porém, a complexa pode ser mais interessante”, lembra o filósofo Marco Zingano, da Universidade de São Paulo. Segundo ele, a escolha é natural na cultura ocidental contemporânea porque o pensamento dessas civilizações foi moldado por Aristóteles e Platão, os filósofos de maior destaque na Grécia Antiga, para quem a metafísica da unidade tinha como paradigma a simplicidade.
Levado ao pé da letra, o resgate puramente historiográfico das contribuições da Antiguidade pode parecer folclórico diante do conhecimento atual. Mas, mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão está presente na forma como o pensamento governa os hábitos intelectuais da civilização atual.
Um dos problemas que ocuparam Platão e Aristóteles foi a acrasia, que leva uma pessoa a tomar uma atitude contrária à que sabe ser a correta. Se está claro, por exemplo, que uma moderada dose diária de exercícios é suficiente para prevenir uma série de doenças graves e trazer benefícios à saúde, por que alguém optaria por passar horas deitado no sofá e se locomover apenas de carro? Para Sócrates, a resposta era simples: guiado pela razão, o ser humano só deixa de fazer o que é melhor se lhe faltar o conhecimento.
Platão discordava, e resolveu o dilema dividindo a alma em três partes: um par de cavalos alados conduzidos por um cocheiro que representa uma delas, a razão. Um dos cavalos, arredio, só pode ser controlado a chicotadas e representa os apetites. O outro é a porção irascível da alma. É o impulso, em geral obediente à razão, mas que pode levar a decisões impetuosas em determinadas situações. “O que determina as ações seriam fontes distintas de motivação”, observa Zingano. Platão pensou o conflito como interno à alma, dando lugar à acrasia. Já Aristóteles dedicou um livro de sua Ética ao fenômeno.
Aristóteles e Platão tiveram um papel importante – e persistente – porque foram grandes sistematizadores do conhecimento. Eles procuraram domar conceitos diversos do Universo, do corpo e da mente, entender seu funcionamento e deixar registrado para uso futuro. Resgatar esses textos, explica Zingano, é uma busca da compreensão de como a cultura ocidental descreve o mundo e enxerga a si mesma ainda hoje.
(Adaptado de: GUIMARÃES, Maria. Disponível em: revistapesquisa.fapesp.br)
... mesmo que oculta, a influência de Aristóteles e de Platão... (2º parágrafo)
A conjunção da frase acima apresenta sentido
Sandberg, que mudou totalmente o conceito espectador/obra de arte com o seu trabalho de duas décadas no Museu Stedelijk, de Amsterdã, iniciou sua palestra elogiando a arquitetura do nosso MAM-RJ que, segundo ele, segue a sua teoria de que o público deve ver a obra de arte de frente e não de lado, como acontece até agora com o museu convencional de quatro paredes. O ideal, disse ele, é que as paredes do museu sejam de vidro e que as obras estejam à mostra em painéis no centro do recinto. O museu não é uma estrutura sagrada e quem o frequenta deve permanecer em contato com a natureza do lado de fora:
“A finalidade do museu de arte contemporânea é nos ajudar a ter consciência da nossa própria época, manter um espelho na frente do espectador no qual ele possa se reconhecer. Este critério nos leva também a mostrar a arte de todos os tempos dentro do ambiente atual. Isso significa que devemos abolir o mármore, o veludo, as colunas gregas, que são interpretações do século XIX. Apenas a maior flexibilidade e simplicidade. A luz de cima é natural ao ar livre, mas artificial ao interior. As telas são pintadas com luz lateral e devem ser mostradas com luz lateral. A luz de cima nos permite encerrar o visitante entre quatro paredes. Certos museólogos querem as quatro paredes para infligir o maior número possível de pinturas aos pobres visitantes.
É de capital importância que o visitante possa caminhar em direção a um quadro e não ao lado dele. Quando os quadros são apresentados nas quatro paredes, o visitante tem de caminhar ao seu lado. Isso produz um efeito completamente diferente, especialmente se não queremos que ele apenas olhe para o trabalho, mas o veja. Isso é ainda mais verdadeiro em relação aos grandes museus de arte contemporânea. Eles são grandes porque o artista moderno quer nos envolver com o seu trabalho e deseja que entremos em sua obra. Ao organizar o nosso museu, devemos ter consciência da mudança de mentalidade da nova geração. Abolir todas as marcas do establishment: uniformes, cerimoniais, formalismo. Quando eu era jovem, as pessoas entravam nos museus nas pontas dos pés, não ousavam falar ou rir alto, apenas cochichavam.
Realmente não sabemos se os museus, especialmente os de arte contemporânea, devem existir eternamente. Foram criados numa época em que a sociedade não estava bastante interessada nos trabalhos de artistas vivos. O ideal seria que a arte se integrasse outra vez na vida diária, saísse para as ruas, entrasse nas casas e se tornasse uma necessidade. Esta deveria ser a principal finalidade do museu: tornar-se supérfluo”.
(Adaptado de: BITTENCOURT, Francisco. “Os Museus na Encruzilhada” [1974], em Arte-Dinamite, Rio de Janeiro, Editora Tamanduá, 2016, p. 73-75)
Eles são grandes porque o artista moderno quer nos envolver com o seu trabalho... (3° parágrafo)
Com as devidas alterações, caso se invertam as relações de subordinação da frase acima, mantém-se o sentido original fazendo-se uso da conjunção:
I. DE AMPLO DOMÍNIO PÚBLICO é circunstância adverbial de lugar. II. A palavra PARA é uma preposição com valor de finalidade. III. QUE, no contexto, é uma conjunção integrante. IV. PÚBLICO e OBJETIVO concordam em gênero e número com o substantivo a que se referem.
Está correto o que se afirma apenas em:
I. A expressão UM MINUTO DEPOIS possui valor temporal. II. A forma verbal HAVIA é impessoal. III. DO AR é uma locução adjetiva.
Está correto apenas o que se afirma em:
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.
Dois processos morfológicos atuam na formação do advérbio
“infelizmente” (l.10). Dadas as propriedades dos afixos
presentes, verifica-se uma ambiguidade estrutural referente
à ordem de ocorrência desses processos: pode-se
primeiramente adicionar o prefixo in- ao adjetivo feliz,
e, depois o sufixo –mente, ou, ao contrário, pode-se adicionar
primeiro o sufixo e, depois, o prefixo.
Com referência às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o próximo item.
As palavras “pedagogicamente” (l.8), “fortemente” (l.14) e
“historicamente” (l.27) são formadas por derivação sufixal e
apresentam dois acentos tônicos: o principal herdado das
palavras primitivas e o secundário, introduzido pelo sufixo
“-mente”.
Julgue o item seguinte, a respeito do texto precedente.
Como modificadora das palavras “prazer” (l.3) e
“engraçadinha” (l.7), a palavra “muito” que as acompanha é,
do ponto de vista morfossintático, um advérbio.
A respeito dos aspectos gramaticais desse poema, julgue o item a seguir.
A palavra “esquipáticas” (v.11) é um neologismo formado pelo
mesmo processo que forma palavras como apertamento,
namorido e portunhol.
No que concerne aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
Os vocábulos “africanos” (l.16) e “correr” (l.18),
originalmente pertencentes à classe dos adjetivos e dos verbos,
respectivamente, foram empregados como substantivos no
texto.
No que concerne aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item que se segue.
Na linha 3, o emprego do artigo definido imediatamente antes
do topônimo “Portugal” torna-se obrigatório devido à presença
do adjetivo “contemporâneo”

No que se refere às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.
No terceiro período do texto, a conjunção “ou” está associada
ao valor de inclusão e a conjunção “e” associada ao valor de
sequenciação temporal.
Acerca do poema acima e de seus aspectos linguísticos, julgue o item que se segue.
Na primeira estrofe do poema, o vocábulo “o” pertence a três classes de palavras distintas.
A partir do texto acima, julgue o item a seguir.
O trecho “E a dor, silêncio” (linha 8) é uma frase
composta pela coordenação de dois substantivos.
A partir do texto acima, julgue o item a seguir.
A palavra “só”, em “Sou só” (linha 7), é formada a partir
da palavra primitiva somente, por um processo
denominado abreviação.
Julgue o item seguinte em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto.
No segmento “A decoreba ou o apreendido exclusivamente para as provas” (linhas 20 e 21), a conjunção “ou” está empregada
com sentido inclusivo, o que se confirma pela flexão das formas verbais no plural “foram” e “serem” (linha 21).
Julgue o item seguinte em relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto.
A inserção do conector “contudo”, entre vírgulas, após a forma verbal “É” (linha 4) manteria a correção gramatical do texto e
evidenciaria a relação de sentido estabelecida entre os dois primeiros períodos do primeiro parágrafo do texto.







