Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
Foram encontradas 29.311 questões
Leia o texto a seguir e responda à questão.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós temos a ver com isso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. P 19-20
Vocabulário:
Salvador: um dos nomes de Jesus que, segundo a teologia cristã, veio ao mundo para salvar a humanidade.
Juízo Final: dia em que, segundo a teologia cristã, Jesus voltará para julgar as ações de toda a humanidade.
Inventário: descrição do patrimônio de pessoa falecida para que se partilhe os bens entre os herdeiros.
Inquilino: locatário. Residente de imóvel alugado.
Escatologia: doutrina que trata do destino final do homem e do mundo.
A bola
Luis Fernando Veríssimo
O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.
O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.
– Como é que liga? – perguntou.
– Como, como é que liga? Não se liga.
O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?
O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.
– Não precisa manual de instrução.
– O que é que ela faz?
– Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.
– O quê?
– Controla, chuta...
– Ah, então é uma bola.
– Claro que é uma bola.
– Uma bola, bola. Uma bola mesmo.
– Você pensou que fosse o quê?
– Nada, não.
O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.
O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto. – Filho, olha. O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.
Extraído de: Veríssimo, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; edição especial para as escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996. pp. 96-97
Leia a frase a seguir:
“Beber muita água depois de comer pão não o torna mais calórico [...]”
Saúde&beleza. Ed. Prime, nº39. Ano 06, 2011. pág. 31.
Segundo a Gramática Normativa, na frase citada, é correto afirmar que no enunciado há
TEXTO 2
[...] Mas é claro que o Sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei
Escuridão já vi pior
De endoidecer gente sã
Espera que o sol já vem [...]
(Russo, Renato; Venturini, Flavio. Mais uma vez. Intérprete Renato Russo. In: Renato Russo presente. Rio de Janeiro, EMI, 2003. 1 CD. Faixa 1.)

( ) A supressão do advérbio também (l. 05) não provoca nenhuma alteração no contexto de ocorrência. ( ) A substituição de para as dezenas de milhares (l. 06) por um disparatado número não mantém o sentido original. ( ) O vocábulo rol (l.14), sem provocar qualquer alteração ao período, poderia ser substituído por lista.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

( ) Linha 01. ( ) Linha 03. ( ) Linha 04. ( ) Linha 06. ( ) Linha 13.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

I. No texto, o vocábulo casta (l. 03) faz referência a uma determinada classe – ou camada social –, a qual é delimitada pelo uso do adjetivo dominante. II. Na linha 11, poder-se-ia utilizar inopinada em lugar de letárgica, mantendo-se o sentido original do texto. III. Na frase “das ditaduras escancaradas” (l. 12-13), o vocábulo sublinhado poderia ser substituído por patente, claro, evidente sem causar qualquer incorreção à frase.
Quais estão corretas?

I. Poderíamos reescrever a oração “Sente-se sufocado e quer mudar de ares?” retirada do texto, sem provocar erro – segundo a norma culta formal – ou alteração de sentido, da seguinte maneira: Sufoco é sentido, mesmo assim quer mudanças no ar. II. Poderíamos substituir a preposição em, na frase “e vão em frente” (l. 17), por na, sem que isso provocasse erro à estrutura frasal ou alteração de sentido. III. Caso suprimíssemos a preposição por em “Ela está por trás das inúmeras voltas por cima.” (l. 19)”, não ocorreria nenhuma alteração no sentido da oração.
Quais estão INCORRETAS?

Texto 02: Chris Evans chegou a recusar o papel de Capitão América
Por Da Redação
13 abr 2016, 09h04
Evans afirmou que estava aterrorizado com a ideia de atuar como o herói, principalmente devido ao contrato que lhe foi oferecido, o qual previa a atuação em vários filmes na pele do personagem. “Há partes de mim que têm um pouco de ansiedade social em relação a esta indústria. Quando você faz filmes um de cada vez, de repente você pode decidir que não quer mais fazer tantos e dar um passo para trás e ajustar suas energias. Mas, quando você tem um contrato gigantesco e não está se sentindo tão bem para atuar… Que pena, você tem que vestir o uniforme de novo. Isso é assustador”, disse.
Questionado sobre o motivo pelo qual acabou assinando o contrato, Evans disse que a Marvel voltou a oferecer o papel algumas vezes, as quais ele negou, até que percebeu que, na verdade, estava com medo. “Você não pode deixar de fazer coisas por medo. Isso acabou clareando na minha cabeça. O que quer que seja que você está com medo, se entregue a isso”, contou, antes de ouvir uma brincadeira do apresentador: “Então você é um herói na vida real também, é o que você está dizendo?”.
Vale lembrar que o Capitão América não é o primeiro personagem da Marvel vivido por Evans. O ator já havia atuado como o Tocha Humana nos filmes Quarteto Fantástico (2005) e Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado (2007).
Adaptado de http://veja.abril.com.br/entretenimento/chris-evans-chegou-arecusar-o-papel-de-capitao-america/, acesso em 26 de abril de 2017.
Texto 01: Ela venceu a corrida contra o preconceito
Antonio Carlos Prado
20 de abril de 2017
Há meio século, o número 261 entrou para a história na luta das mulheres pelos direitos civis nos EUA – e, consequentemente, em diversos países nos quais também se levantavam bandeiras a favor da isonomia social na questão de gênero. Era ele, o 261, que estava estampado no moletom de Kathrine Switzer, que ousara se inscrever e participar da famosa maratona de Boston. Para driblar o regulamento que proibia a presença feminina, Kathrine se inscreveu na prova usando apenas as iniciais K.V, inspiração que lhe veio ao lembrar-se que alguns escritores famosos assinavam seus livros dessa maneira (T. S. Eliot e J. D. Salinger, por exemplo). Dito e feito: o seu nome passou como sendo o de um homem, recebeu como número de inscrição o tal 261 e os fiscais só deram conta do equívoco com a competição já iniciada. O que se viu a seguir foi o mais lamentável preconceito, quando tentaram impedi-la, com tapas e empurrões, de continuar na corrida.
Na semana passada, outros tempos, outros conceitos – e bem melhor assim. Aos 70 anos de idade, Kathrine Switzer esteve novamente na maratona, foi aplaudida do começo ao fim como símbolo da luta contra toda e qualquer desigualdade (ela sempre teve uma visão bem mais ampla dessa questão de gênero, ao contrário da pregação estreita de muitas feministas nos dias atuais), e completou os 42.195 metros da prova em 4h44min31s. Detalhe: usou o mesmo 261 do passado.
Kathrine já disputou 39 maratonas, e em 1974 foi a grande vencedora da competição em Nova York. Em um artigo publicado pelo jornal “The New York Times”, ela escreveu: “Pouca gente imaginaria que a maratona feminina se tornaria uma das modalidades com maior glamour nas Olimpíadas”.
Adaptação de http://istoe.com.br/ela-venceu-corrida-contra-o-preconceito/, acesso em 26 de abril. de 2017.
As palavras sublinhadas, no fragmento abaixo, classificam-se quanto à classe de palavras, respectivamente, como:
“Na semana passada, outros tempos, outros conceitos – e bem melhor assim”.

Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2016/01/1725103-o-substituto-davida.shtml?cmpid=compfb. Acesso em: 07 jan. 2016
Léxico: “2001”: 2001- Uma odisseia no espaço, filme de Stanley Kübrick, lançado no Brasil em 1968. José Lino Grünewald: poeta, tradutor, crítico de cinema, música popular brasileira e literatura, e jornalista brasileiro.
O vocábulo que ilustra o processo de formação de palavras por meio de empréstimo é
Tenho um amigo, cujo filho pretendeu entrar para a diplomacia. Não que tivesse vocação para a carreira, a vocação dele era para o turismo, mas como quem é pobre a maneira mais fácil de arranjar viagem é fazer-se diplomata, candidatou-se ao curso do Instituto Rio Branco. Foi reprovado em português no vestibular. Os leitores hão de imaginar que ele redigia mal, ou que havia na banca um funcionário do DASP que lhe tivesse perguntado, por exemplo, o presente do indicativo do verbo “precaver”. Foi pior do que isto: um dos examinadores saiu-se com esta questão absolutamente inesperada para um candidato a diplomata: qual o nome da fêmea do cupim? O rapaz embatucou e o mais engraçado é que ignora até hoje. Inquiriu todo mundo, ninguém sabia. Eu também não sabia, mas tomei o negócio a peito. Saí indagando dos mais doutos. O dicionarista Aurélio decerto saberia. Pois não sabia. O filólogo Nascentes levou a mal a minha curiosidade e respondeu aborrecido que o nome da fêmea do cupim só podia interessar... ao cupim! Uma minha amiga professora, sabidíssima em femininos e plurais esquisitos, foi mais severa e me perguntou se eu estava ficando gagá e dando para obsceno! (...) Isto, pensei comigo, é problema que só poderá ser resolvido por algum decifrador de palavras cruzadas, gente que sabe que o ferrinho onde se reúnem as varetas do guarda-chuva se chama “noete”, que o pato “grasna’, o tordo “trucila”, a garça “gazeia”, e outras coisas assim. Telefonei para minha amiga Jeni, cruzadista exímia. “Jeni, me salve! Como se chama a fêmea do cupim?” E ela, do outro lado do fio: “Arará”. Fui verificar nos dicionários. Dos que eu tenho em casa só um trazia a preciosa informação: “Arará”, s. m. (Bras.) Ave aquática do Rio Grande do Sul; fêmea alada do cupim.” Mestre Aurélio, a fêmea do cupim se chama “arará”, está no meu, no teu, no nosso dicionário - Pequeno Dicionário Brasileiro da Língua Portuguesa!
Manuel Bandeira
Em “Inquiriu todo mundo, mas ninguém sabia”, a conjunção destacada pode ser substituída, sem alteração de sentido, por:
Assinale a alternativa em que o vocábulo “a” tenha a mesma classe morfológica do “a” destacado no seguinte excerto do final do terceiro parágrafo: “E ajudam a emagrecer [...].”.
Ainda no segundo parágrafo, o autor utiliza o vocábulo “semi-esoterismo”. Qual alternativa apresenta um prefixo de sentido semelhante a esse vocábulo?