Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Quanto à formação do grau do substantivo, indique se as afirmações são falsas (F) ou verdadeiras (V) e assinale a alternativa correta.
( ) Tanto o grau aumentativo quanto o diminutivo possuem duas formas de representação: a analítica e a sintética.
( ) Grau aumentativo, forma analítica: o aumento das proposições é obtido com auxílio de outras palavras. Exemplo: fogo imenso, forte.
( ) Grau aumentativo, forma sintética: o aumento das proposições é obtido por meio da inclusão de sufixos. Exemplo: dente + ão = dentão.
( ) Grau diminutivo, forma analítica: a diminuição das proporções é obtida por meio de características, ou adjetivos, que dão a ideia de tamanho. Exemplo: fogo fraco, baixo.
( ) Grau diminutivo, forma sintética: a diminuição das proposições é obtida por meio de sufixos que exprimem diminuição. Exemplo: dente + inho = dentinho.
Veja os itens sobre substantivo composto e assinale a alternativa correta.
I - Substantivos compostos não ligados por hífen fazem o plural como os substantivos simples.
II - Substantivos compostos ligados por hífen podem ir para o plural os dois elementos, apenas um ou nenhum.
III - Apenas o primeiro elemento vai para o plural se o segundo elemento indicar finalidade ou limitar a ideia do primeiro.
IV - Apenas o segundo elemento vai para o plural se o primeiro elemento for verbo, advérbio, forma reduzida.
V - Apenas o segundo elemento vai para o plural se os elementos forem palavras repetidas, palavras onomatopaicas.
Quanto à formação de um substantivo feminino, indique se as afirmações a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V) e aponte a alternativa correta.
( ) O feminino pode ser formado pela substituição da vogal final o por a.
( ) O feminino pode ser formado pela substituição da vogal final e por a.
( ) O feminino pode ser formado pelo acréscimo de a.
( ) O feminino pode ser formado pela mudança de ão final para ã / oa.
( ) O feminino pode ser formado pelo acréscimo de esa / essa / isa / ina / triz.
A questão abaixo refere-se ao texto seguinte.
Levante a mão quem nunca teve o azar de ser amado pelas razões erradas. Eis uma experiência capaz de produzir a angústia de quem se depara com um duplo de si mesmo: o espelho do olhar do outro te devolve uma imagem que parece sua, mas na qual você não se reconhece. Claro que ninguém ama com objetividade. O que o amante vê no ser amado é sempre contaminado pela fantasia. Não me refiro, então, à impossibilidade fundamental de complementaridade entre os casais, mas aos encontros que se dão na base do puro mal-entendido. Sentir-se amado por qualidades que o outro imagina, mas não têm nada a ver com você, pode ser muito angustiante. E sedutor. Vale lembrar que a palavra “sedução” indica o ato de desviar alguém de seu caminho: “eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá”.
Pensava essas coisas de meu lugar na plateia lotada do Credicard Hall (que nome para um teatro, caramba!), onde fui ver o show de uma de minhas cantoras favoritas no momento: Maria Gadú. Com jeito de moleque, encarapitada no banquinho, de onde não desceu para rebolar nenhuma vez, composições muito pessoais que escapam ao clichê romântico e uma rara sofisticação musical, Maria Gadú parecia não se reconhecer diante do público que – vibrava? Não, vibrar seria compreensível. Delirava? Sim; mas o entusiasmo foi muito além disso. O público ululava desde os primeiros acordes de cada canção, que todos sabiam de cor, mas não conseguiam escutar. A energia com que aplaudiam mais parecia uma fúria, que a timidez da artista só fazia excitar mais e mais. Pareciam todos sedentos por uma experiência musical autêntica, promovida por alguém que não vendesse sensualidade barata, e ao mesmo tempo não se conformavam de não conseguir puxar a cantora para o terreno familiar da vulgaridade e do sex appeal.
Mas estava espantada com a dimensão do sucesso. Como responderá ao apelo de um público que talvez esteja apaixonado por ela pelas razões erradas? Como não se espelhar na imagem banal de pop star que lhe oferecem? O que é mais difícil de enfrentar, na vida artística: a resistência do público para quem sua obra se dirige ou a fama vertiginosa que alavanca (ops) a carreira de alguns artistas iniciantes para o topo do mercado em algumas semanas?
Ela diz ter com a música uma aliança impossível de desfazer. Sua intuição musical parece capaz de levá-la muito além da próxima esquina, e a sutil entonação dolorida na voz talvez não permita que ela vire uma espécie de Ivete Sangalo paulistana. O CD de estreia é dedicado à avó Cila. A terceira faixa é uma homenagem fúnebre tocante, uma toada em feitio de oração. Como outro grande compositor negro, Gilberto Gil, Gadú se mostra capaz de reverenciar a força de seus ancestrais. “Se queres partir, ir embora / me olhe de onde estiver”, pede para a avó, contando com a ajuda dos orixás. Quem sabe a forte conexão com sua origem a proteja de se transformar em fast food para a voracidade dos consumidores.
(Adaptado de: KEHL, Maria Rita. 18 crônicas e mais algumas. São Paulo: Boitempo, 2011)
Em relação à frase retirada do texto: ‘As atitudes são contagiosas e uma “laranja podre” pode realmente contaminar um grupo feliz’, afirma-se que:
I. A palavra ‘e’ funciona como conjunção coordenativa.
II. O advérbio ‘realmente’ seria corretamente substituído por precariamente.
III. ‘incisivas’ substituiria adequada e corretamente ‘contagiosas’ sem provocar qualquer alteração ao período.
Quais estão corretas?
Em relação ao uso da combinação ao na frase ‘avaliar o quanto o futuro novo colaborador pode agregar ao time.’ (l. 35), analise as seguintes assertivas:
I. O uso da preposição a é obrigatório em virtude da regência do verbo agregar.
II. O uso da preposição ‘a’ é facultativo, face à linguagem informal utilizada no texto, podendo ser suprimida.
III. A referida combinação poderia ser substituída por ‘a’ desde que o vocábulo time fosse substituído por equipe, palavra do gênero feminino.
Quais estão corretas?
Analise as afirmações a seguir:
I. Na linha 01, as duas ocorrências do vocábulo um representam numerais ordinais.
II. As conjunções pois (l. 05) e Embora (l. 16) expressam, respectivamente consequência e oposição.
III. Os vocábulos benefícios e malefícios (l. 40), que classificam-se como substantivos, relacionam-se quanto ao sentido com as palavras bem e mal, respectivamente.
Quais estão corretas?

Sobre a construção do período entre as linhas 28 e 30, afirma-se que:
I. A conjunção ‘e’ estabelece relação de adição, podendo ser substituída por ‘nem’, sem provocar qualquer incorreção ao período.
II. A oração que se encontra entre parênteses representa uma adverbial temporal, sendo que a conjunção ‘quando’ poderia ser substituída por ‘de modo que’, mantendo o sentido original.
III. A vírgula da linha 30, que separa a frase ‘informa o IBGE’, não poderia ser suprimida, sob pena de causar incorreção ao período.
Quais estão INCORRETAS?

Sobre os termos que fazem parte da frase da linha 25, analise as afirmações que seguem:
I. ‘sadio’ faz referência à saúde, a ser saudável.
II. ‘tardio’ pode ser substituído por ‘à tarde’.
III. ‘declínio’ poderia ser substituído por ‘descida’ sem causar alteração de sentido.
Quais estão corretas?

Avalie as afirmações que seguem relativamente ao preenchimento das lacunas pontilhadas das linhas 05, 13 e 29.
I. A lacuna da linha 05 deveria ser preenchida apenas pela preposição ‘a’.
II. Na linha 13, a lacuna deve receber o artigo definido feminino ‘a’, visando à correção do período.
III. Na linha 29, a inserção da palavra ‘ano’ imediatamente antes de 2016 implicaria apenas o uso da crase em virtude da regência da palavra ‘relação’.
Quais estão INCORRETAS?
