Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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No trecho acima, o termo “perene” pode ser corretamente substituído, sem alteração de sentido, por:
I. A palavra “solidão” é acentuada por ser oxítona terminada em “ão”.
II. A palavra “amiúde” é acentuada por ser proparoxítona e funciona como advérbio de tempo.
III. Em “Espalho coisas sobre um chão de giz”, o sujeito é oculto, e o termo “coisas” é objeto direto.
IV.Em “Há meros devaneios tolos, a me torturar”, a vírgula tem função expressiva, e não sintática.
V. O termo “recortadas”, em “Fotografias recortadas...”, é um particípio com valor adjetivo, qualificando o substantivo “fotografias”.
VI. Em “No mais, estou indo embora”, o verbo “estou” deve estar no plural para concordar com o termo “mais”.
VII. A ausência de conjunções em versos como “Agora pego um caminhão / Na lona vou a nocaute outra vez” revela um recurso de justaposição, típico do estilo poético.
VIII. A repetição de “No mais, estou indo embora” ao final da canção funciona como recurso sintático e rítmico de ênfase, substituindo sinais de pontuação conclusivos.
Pode-se afirmar que há apenas:
“...arandua jaikuaa nhanhembo’ea rupi va’e mã pavẽ pe ojapo porã va’e rã ae....” (Maher, 2006, p.20)
Na frase desta professora afirma-se que:
“...Nhande nhanhombo’ea/mba’emõ jaikuaa, nhande Educação Indígena, ha’e mã opaixagua regua rupi nhanhembo’e. Ha’e va’e mã nhanhopytyvõ-a rupi joupive-pive arandua re jaikuaa pota reve nhanhembo’ea...”
“...nhanhombo’ea/mba’emõ...” nas comunidades indígenas é:
Nhande kuery ma avaxi ogueru ity gui omboyru ajaka py ha’e rire oguera’rã ngoo py. Ha’e gui avaxiky oguereko katu pa vy, ojou rã peteĩ hy’a guaxu ha’e gui ma oikyty rã avaxi mbyta rã. Oikyty pa rire ogueru rã peguao onhovã aguã mbyta rã oikyty va’ekue, ha’e rire omoĩ rã oja py oexy aguã. Oexy pa rire oguenoē’rã tata gui, ha’e rire ho’u rã mbyta jykue, ha’e nunga ma ymagua kuery rembi’u, aȳ teĩ ho’ua teri.
Mba’exagua re tu texto yvate’i oĩ va’e ijayvu:
Guyrapa ete mã, mba’emo jajuka aguã ri vy ma jajou’rã yvyra hatã va’e. Hery ma guajavi, jaxy inhepytũ jave’rã jajaya ixĩgua’yĩ e’ȳ aguã.
Mba’exagua yvyra gui tu ha’eve jajapo aguã hu’y?
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
As escolas indígenas e quilombolas do RS e sua relação com a educação ambiental
[...]
A educação ambiental naturalmente está integrada ao currículo das escolas indígenas, já que a relação com a natureza faz parte da vivência dos povos de todas as etnias. “A gente ensina e aprende debaixo da árvore, com o som dos pássaros, com o vento. Isso é, para nós, a escola verdadeira. Para estudar Língua Portuguesa, a gente vai embaixo da árvore. Na disciplina de Geografia, a gente vai na trilha, tirando foto, fazendo mapa da aldeia. Então eu acho que aqui, na escola e na aldeia, a natureza está sempre fazendo parte dessa construção de conhecimento. A escola começa na natureza”, reforça Karai.
Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/22146/escolas-indigenas-quilombolas-rs-relacao-com-a-educacao-ambiental?utm_source=chatgpt.com
Assinale a alternativa que preenche a lacuna do excerto a seguir mantendo o sentido presente no Texto 2:
“A gente ensina e aprende ___________ árvore, com o som dos pássaros, com o vento.”
Considere o texto a seguir para responder à questão.
Texto 1
Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo
[...]
Por Sérgio Rodrigues
Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?
Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?
O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?
Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?
O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?
Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?
Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.
No trecho acima, a palavra destacada “sistema” pertence à classe gramatical de: