Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q1991772 Português

O diminutivo em língua portuguesa mostra valores variados.

Assinale a frase abaixo em que o diminutivo tem valor afetivo. 

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Q1991771 Português

Em todas as frases abaixo ocorre a presença do adjetivo “bom” / “boa” com diferentes sentidos.


Assinale a frase em que há a indicação de um sinônimo inadequado para esse adjetivo. 

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Q1991768 Português

Nas frases abaixo, os adjetivos sublinhados estão relacionados à ideia de “movimento”.

Assinale a opção na qual o adjetivo foi selecionado adequadamente para o contexto da frase.

Alternativas
Q1991763 Português
Em todas as frases a seguir foi usada a conjunção “porque”; as opções a seguir apresentam formas adequadas de reescrever essas frases, retirando-se essa conjunção, com a manutenção do sentido original, à exceção de uma. Assinale-a.
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Q1991659 Português

Sobre as formas plurais dos substantivos, analisar os itens abaixo:


I. Anéis.

II. Chapéis.

III. Pães.

IV. Furacões.


Estão CORRETOS:

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Q1991656 Português
Em relação à classificação dos substantivos e aos exemplos correspondentes, assinalar a alternativa CORRETA:
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Q1991476 Português
A ansiedade de seu cachorro pode estar associada com
a raça, diz estudo


         Quem vive com cachorros sabe que a ansiedade não é um sentimento exclusivo para os seres humanos – os cães também reagem com nervosismo, medo e agressividade, e certas raças são mais ________ à ansiedade que outras. É o que comprova uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, que trabalharam com clubes de criação de cachorros de todo o mundo por intermédio dos relatos de donos de cachorros, que classificaram o comportamento dos cães por raças.
        As raças mais ________ são o Cão d’água espanhol, o Pastor-de-shetland e os vira-latas de modo geral. Os animais mais ________ aos barulhos são das raças Lagotto Romagnolos, Wheaten Terrier e viralatas – o sintoma de agressividade na relação com estranhos é presente em 10% dos Schnauzers miniatura. O estudo é uma base importante também para quem pretende adotar um cachorro de raça – para pensar qual o melhor contexto em que o animal irá viver.

(Fonte: Hypeness - adaptado.)
Analisar os itens abaixo:

I. O substantivo “cão” admite como plural "cãos" ou "cães". II. “Cãozinho” é um diminutivo correto para “cão”. III. “Vira-latas” é um adjetivo invariável, ou seja, se escreve “o vira-latas” assim como “os vira-latas”.

Está(ão) CORRETO(S):
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Q1991407 Português
A ansiedade de seu cachorro pode estar associada com
a raça, diz estudo


       Quem vive com cachorros sabe que a ansiedade não é um sentimento exclusivo para os seres humanos – os cães também reagem com nervosismo, medo e agressividade, e certas raças são mais ________ à ansiedade que outras. É o que comprova uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, que trabalharam com clubes de criação de cachorros de todo o mundo por intermédio dos relatos de donos de cachorros, que classificaram o comportamento dos cães por raças.
         As raças mais ________ são o Cão d’água espanhol, o Pastor-de-shetland e os vira-latas de modo geral. Os animais mais ________ aos barulhos são das raças Lagotto Romagnolos, Wheaten Terrier e viralatas – o sintoma de agressividade na relação com estranhos é presente em 10% dos Schnauzers miniatura. O estudo é uma base importante também para quem pretende adotar um cachorro de raça – para pensar qual o melhor contexto em que o animal irá viver.

(Fonte: Hypeness - adaptado.)
Quanto ao feminino do substantivo masculino apresentado, assinalar a alternativa INCORRETA: 
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Q1991405 Português
A ansiedade de seu cachorro pode estar associada com
a raça, diz estudo


       Quem vive com cachorros sabe que a ansiedade não é um sentimento exclusivo para os seres humanos – os cães também reagem com nervosismo, medo e agressividade, e certas raças são mais ________ à ansiedade que outras. É o que comprova uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Helsinque, na Finlândia, que trabalharam com clubes de criação de cachorros de todo o mundo por intermédio dos relatos de donos de cachorros, que classificaram o comportamento dos cães por raças.
         As raças mais ________ são o Cão d’água espanhol, o Pastor-de-shetland e os vira-latas de modo geral. Os animais mais ________ aos barulhos são das raças Lagotto Romagnolos, Wheaten Terrier e viralatas – o sintoma de agressividade na relação com estranhos é presente em 10% dos Schnauzers miniatura. O estudo é uma base importante também para quem pretende adotar um cachorro de raça – para pensar qual o melhor contexto em que o animal irá viver.

(Fonte: Hypeness - adaptado.)
Assinalar a alternativa em que o diminutivo de "cão" está CORRETO:
Alternativas
Q1990702 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Como o Titanic e o navio à deriva no Rio, somos todos
transatlânticos falidos


   Em vez da flautinha nos acordes iniciais de "My Heart Will Go On", o estrondo de uma embarcação de 250 metros colidindo contra a ponte Rio-Niterói. Navegando pela internet em vídeos e memes sem fim, eis que o São Luiz acabou rebatizado de "Titanikity".

   De todos os fatos que a gente costuma ver no noticiário, esse do cargueiro vazio e à deriva pela baía de Guanabara realmente pareceu coisa de cinema-catástrofe. Ou de filme com piratas. Bandidos que, sem nenhum glamour hollywoodiano, até hoje pilham centenas de embarcações pela costa brasileira. Desprovidos de papagaios, tapa-olhos ou pernasde-pau. Tomando cerveja litrão em vez de rum, rum, rum, uma garrafa de rum.

   Tá, que sei eu de odisseias marítimas? A missão mais audasiosa que encaro é pegar uma barca e fazer piquenique com toalhinha xadrez na ilha de Paquetá. Porém, como toda pessoa zero aventureira, amo narrativas épicas —sobretudo as que resultam em fiasco.

   Flutuando no ar, como um navio-fantasma, o Vasa me impactou já na fila da bilheteria. Cabia inteiro dentro daquele museu, construído apenas para abrigá-lo. Uma apaixonante ode sueca ao maior equívoco naval da sua história.

   Em 10 de agosto de 1628, o galeão encomendado pelo rei Gustavo Adolfo zarpou do porto de Estocolmo com pompa, circunstância e uma uruca terrível. Gigantesco e mal planejado, literalmente adernou logo que bateu um ventinho. Com o perdão do trocadilho infame, mas justo, o Vasa vazou pelos canhões até afundar em sua única viagem. A cerca de um quilômetro da multidão que, em choque, ainda lhe acenava com lencinhos.

   Deu tempo de quase todo mundo se salvar, a nado. O capitão passou um dia preso, mas foi liberado. Como o autor do projeto já tinha morrido, a culpa ficou sendo de ninguém. Fazer o quê? Pois eu diria: "Peraí, espera 333 anos".

   Preservado pelo sal e pela geografia da orla, o Vasa foi resgatado em 1961, no mais perfeito estado. Trazendo com ele pertences intocados de tripulantes e passageiros: roupas, chapéus, brinquedos, bilhetes. Aos olhos do presente, ele é uma cápsula do século 17. Feito garrafa lançada ao oceano, num triunfo à prova do tempo.

   Gosto de pensar no Vasa, no São Luiz e em outros navios como um flutuante chamado à aventura e à reflexão. Seja nas tragédias náuticas reais ou em filmes com Leonardo DiCaprio congelado, às vezes é preciso afundar primeiro e ser valorizado depois —o que diz muito sobre a gente. Como cantaria Zé Ramalho, "somos transatlânticos falidos em pleno mar".


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/bia-braune/2022/11/como-otitanic-e-o-navio-a-deriva-no-rio-somos-todos-transatlanticosfalidos.shtml. Acessado em 20/11/2022. Adaptado.
Assinale a alternativa em que a palavra destacada pertença à mesma classe de palavras do destaque abaixo.
“Gigantesco e mal planejado, literalmente adernou logo que bateu um ventinho.”.
Alternativas
Q1990534 Português
  Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.

  No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.

   Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.

  Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.

  Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.

(Fonte: PROEDU - adaptado.)
O vocábulo “holístico” é considerado pertencente a qual classe de palavras na língua portuguesa?
Alternativas
Q1990533 Português
  Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.

  No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.

   Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.

  Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.

  Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.

(Fonte: PROEDU - adaptado.)
Em relação às palavras “agir” e “reagir”, presentes no quarto parágrafo do texto, é possível classificá-las como pertencentes a qual classe de palavras na língua portuguesa?  
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Q1990532 Português
  Uma organização de trabalho é uma entidade holística, um sistema integrado que se baseia na interação dos indivíduos que dela fazem parte. O desempenho de cada um afeta toda a empresa. Por isso é tão importante para o sucesso da organização que os funcionários não apenas tenham o melhor desempenho possível, mas também ajudem os outros a fazer o mesmo.

  No contexto da inteligência emocional, isso significa ajudar os demais a controlar as emoções, a se comunicar eficazmente, a solucionar seus problemas, resolver conflitos e permanecer motivados.

   Usar a inteligência emocional no ambiente de trabalho é um processo que exige tempo e bastante prática. Temos que aprender certas técnicas; em muitos casos, precisaremos aprender a fazer de outro modo certas coisas que temos feito de determinada maneira há muitos anos (como lidar com a raiva, por exemplo). Precisamos estar cônscios das muitas atividades subconscientes, tais como comportamentos que possam comunicar uma impressão incorreta.

  Não é preciso dizer que ajudar outra pessoa a agir e reagir de modo emocionalmente inteligente é ainda mais difícil, por diversas razões: você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo; uma pessoa que pode não ter tido a oportunidade de aprender a usar a inteligência emocional. Além disso, há, nessa situação, uma dinâmica adicional: o relacionamento de vocês.

  Embora seja algo extremamente complicado, ajudar as pessoas a se ajudarem é uma das práticas mais gratificantes da inteligência emocional: ajudar uma pessoa a aprender, crescer, ser mais produtiva e desenvolver um relacionamento baseado na confiança e na lealdade – duas qualidades essenciais no mundo profissional.

(Fonte: PROEDU - adaptado.)
No trecho “[...] você está lidando com uma pessoa a quem conhece menos do que a si mesmo [...]”, a palavra sublinhada é classificada na língua portuguesa como uma forma nominal de um verbo, que indica noção de ação, de continuidade. Trata-se de um: 
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Q1989917 Português

Instrução: Leia atentamente a crônica a seguir e responda à questão.


Juventude além dos anos

Fui à exposição dos czares russos, recentemente encerrada. Em plena quinta-feira à tarde, notei dois grupos distintos: adolescentes e idosos. Ambos animadíssimos. Uma senhora à minha frente comentou, diante de uma vestimenta de veludo, toda bordada:

- Já tive um vestido parecido!

Observei-a. Deve ter ficado parecida com um tapete! Outras se encantavam com bules, saleiros, ícones. Puxei conversa:

- Está gostando? - perguntei a uma delas.

- Ah, sempre é bom conhecer coisas novas!

Surpreendi-me. Fui criado com a ideia de que as pessoas se aposentam e se lamentam por tudo que não fizeram. Diante de mim estava uma senhora cheia de vida, disposta a aprender, apesar dos cabelos grisalhos. Lembrei-me da mãe de um amigo que, ao ficar viúva, mudou completamente. Deu todos os móveis. E também os porta-retratos, medalhas, jogos de louça, faqueiros, copos. Até presentes que guardava da época do casamento! Alugou seu apartamento de classe média. Foi para um bem menor, mais fácil de cuidar. Com a renda, passou a viajar em excursões. Encontrei-a há poucos dias. Rejuvenescida. Cabelinhos curtos, roupas práticas e alegres.

- Agora que meus filhos estão criados, quero aproveitar!

Resultado: seus netos a adoram!

(CARRASCO, Walcyr. Veja SP, 6 jul. 2005.)

Releia o trecho Encontrei-a há poucos dias. Assinale a alternativa em que a análise da palavra dada está correta.
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Q1989913 Português
Quando as circunstâncias são expressas no texto por meio de orações adverbiais, são introduzidas por conjunções subordinativas. Sobre os sentidos introduzidos por essas conjunções, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.
1. Causa
2. Concessão
3. Consequência
4. Conformidade
5. Condição
( ) Segundo dizem os estudiosos, Alexander Fleming descobriu a penicilina por acaso.
( ) Desconsidere este aviso caso tenha liquidado a fatura deste mês.
( ) Como o meliante estava bem armado, ninguém da sala ousou reagir.
( ) As festas estavam tão próximas que temíamos não conseguir a decoração a tempo.
( ) Contanto que volte antes da meia noite, você pode ir ao show.
Assinale a sequência correta. 
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Q1989911 Português

Instrução: Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


Pela janela

   Reparei pela primeira vez naquele apartamento quando passava de carro, enfrentando o trânsito lento do fim da tarde, na Lagoa. Pelas cortinas entreabertas, conseguia ver apenas uma parede, banhada pela luz indireta de um abajur. Mas nessa parede havia uma estante que me chamou atenção por sua beleza e solidez: estava repleta de livros, com suas lombadas multicoloridas. Alguns eram encadernados, outros não. Muitos pareciam antigos. Mas o importante é que a estante não tinha enfeites nem plantas, nada – apenas livros.

  Imediatamente, comecei a imaginar quem seria o morador daquele apartamento. Não sei por quê, mas achei que os livros pertenciam a um homem. E fui além. Pensei num historiador, um apaixonado por pesquisa, alguém de mais de 40 anos, talvez ruivo, de cabelos encaracolados, usando óculos de aro fino para leitura. Imaginei um homem sensível, mas um pouco ranzinza, sempre implicando com a empregada por tirar do lugar os papéis da escrivaninha, e logo depois dizendo alguma coisa engraçada, para que ela o perdoasse. Alguém que vivesse sozinho – e feliz.

   Mas o sinal abriu lá na frente, perto da Fonte da Saudade, e eu segui, deixando para trás meu amigo imaginário. [...]

(SEIXAS, Heloísa. O amigo do vento. São Paulo: Moderna, 2015.)

Sufixos são elementos que, acrescentados a um radical, formam uma nova palavra, a exemplo de solidez (linha 3). Nesse caso, indica um estado. Assinale a alternativa em que todas as palavras têm sufixo a indicar estado, ação, resultado de ação ou qualidade.
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Q1989909 Português

Instrução: Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


Pela janela

   Reparei pela primeira vez naquele apartamento quando passava de carro, enfrentando o trânsito lento do fim da tarde, na Lagoa. Pelas cortinas entreabertas, conseguia ver apenas uma parede, banhada pela luz indireta de um abajur. Mas nessa parede havia uma estante que me chamou atenção por sua beleza e solidez: estava repleta de livros, com suas lombadas multicoloridas. Alguns eram encadernados, outros não. Muitos pareciam antigos. Mas o importante é que a estante não tinha enfeites nem plantas, nada – apenas livros.

  Imediatamente, comecei a imaginar quem seria o morador daquele apartamento. Não sei por quê, mas achei que os livros pertenciam a um homem. E fui além. Pensei num historiador, um apaixonado por pesquisa, alguém de mais de 40 anos, talvez ruivo, de cabelos encaracolados, usando óculos de aro fino para leitura. Imaginei um homem sensível, mas um pouco ranzinza, sempre implicando com a empregada por tirar do lugar os papéis da escrivaninha, e logo depois dizendo alguma coisa engraçada, para que ela o perdoasse. Alguém que vivesse sozinho – e feliz.

   Mas o sinal abriu lá na frente, perto da Fonte da Saudade, e eu segui, deixando para trás meu amigo imaginário. [...]

(SEIXAS, Heloísa. O amigo do vento. São Paulo: Moderna, 2015.)

Releia o trecho: Imaginei um homem sensível, mas um pouco ranzinza, sempre implicando com a empregada por tirar do lugar os papéis da escrivaninha, e logo depois dizendo alguma coisa engraçada, para que ela o perdoasse. Alguém que vivesse sozinho – e feliz. Dos adjetivos do trecho, quais não sofrem flexão de gênero? 
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Q1989888 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir para responder à questão.


TEXTO III


Com frequência, termos como “morador de rua”, “pessoa de rua” e até mesmo “mendigo” são utilizados para se referir aos indivíduos que se encontram nesse contexto social. Entretanto, esses rótulos sustentam ideias de fracasso moral e individual, desconsideram as especificidades dessa população e ignoram a possibilidade de mudança e saída dessa situação, impingindo às pessoas uma visão determinista e inalterável.

Dessa forma, tanto os movimentos sociais quanto as políticas públicas utilizam o termo população em situação de rua (conhecida também pela sigla PopRua).

Esse é um grupo heterogêneo, caracterizado por pobreza extrema, fragilidade dos vínculos familiares e ausência de moradia convencional. Consequentemente, essas pessoas utilizam os espaços públicos ou as unidades de acolhimento como locais de pernoite e convivência.

Disponível em: https://pp.nexojornal.com.br. Acesso em: 11 jun. 2022.

A oração “...impingindo às pessoas uma visão determinista e inalterável” introduz a relação lógica de
Alternativas
Q1987718 Português

O texto contextualiza a questão . Leia-o atentamente.


        Decrescer para sobreviver, talvez a única estratégia

        A ideia de que a economia deve crescer sempre, infinitamente, é tão arraigada que chega a parecer tão natural quanto a lei da gravidade. Faz parte do discurso dos políticos, dos economistas e da expectativa das pessoas comuns. Não por acaso, foi no momento em que a industrialização avançava a todo vapor (literalmente), no século XVIII, que a economia começou a se tornar uma disciplina científica. E a ideia do crescimento, com pensadores como Adam Smith (1723-1990) e David Ricardo (1772-1823), ocupou desde o início um papel central. Ao longo do tempo, consolidou-se o entendimento de que a contínua expansão da economia seria até mesmo uma garantia para a sobrevivência do capitalismo, pois os trabalhadores poderiam ganhar mais sem que o capital perdesse. Ou, como afirmou Delfim Netto quando foi ministro no regime militar, o projeto era crescer o bolo para depois dividi-lo. Mas não há nada de “natural” no crescimento infinito. Civilizações do passado ora se expandiam, ora encolhiam, e estabilidade era mais desejável que crescimento.

        Será o crescimento inevitável? Nos últimos anos, cada vez mais vozes têm questionado essa ideia. Deixando de lado pioneiros como Alexandre von Humboldt (1769-1859), que já no começo do século XIX alertava sobre o delicado equilíbrio planetário, podemos estabelecer 1971 como o ano zero da crítica ao crescimento sem limites, pois foi quando o economista romeno-americano Nicholas Georgescu-Roegen publicou “A Lei da Entropia e o Processo Econômico”. Neste livro, ele mostrou que nosso planeta não poderia nos abastecer, infinitamente, de recursos naturais não renováveis. Para muita gente, na época, as ideias do pensador romeno pareceram pura excentricidade. Não mais. Até mesmo Robert Solow, Nobel de economia de 1987 e célebre defensor do crescimento, já admitiu que, se os limites biológicos da natureza forem levados em conta, as teorias do crescimento econômico ilimitado se tornam inviáveis. Hoje, quando a crise climática nos atinge com intensidade cada vez maior, os críticos do crescimento passaram a ser ouvidos. Como disse o documentarista inglês David Attenborough, “quem defende crescimento infinito num planeta finito ou é louco ou é economista”.

        É amplo o espectro de críticos ao crescimento descontrolado. De um lado, mais palatáveis a governos e empresas, estão os “green-growthers” (desenvolvimentistas verdes), que defendem o crescimento sustentável e ecologicamente responsável. É nesse campo que vicejam propostas mitigatórias, como, por exemplo, a dos negócios com créditos de carbono, criados em Kyoto, em 1997 (quem libera compra créditos de quem sequestra, sem que a emissão seja necessariamente reduzida). Um dos nomes mais conhecidos desse grupo é o norueguês Per Espen Stoknes. Em seu mais recente livro, “A Economia do Amanhã – Um Guia para a Criação do Crescimento Verde e Saudável” (em tradução livre, 2021), há um belo apanhado de tudo que se tem falado, criticado e sugerido a respeito das possibilidades do crescimento sustentável: mais energias limpas, educação, inclusão e reciclagem, menos consumo de carne etc. Mas Stoknes admite, na conclusão, que mesmo que todas as boas práticas venham a ser globalmente adotadas, não se pode ter certeza de que conseguirão salvar o planeta.

        Na extremidade oposta estão os defensores da tese do decrescimento. Herdeiros diretos de Georgescu, eles acreditam que, por mais que se recicle, reutilize e otimize, o problema é apenas adiado, pois, no fim, a conta não vai fechar. Um dos pioneiros dessa turma, o economista e filósofo francês Serge Latouche, resumiu muito bem a questão, dizendo que, se você embarca num trem e, no meio do caminho, descobre que está indo para a cidade errada, não adianta diminuir a velocidade do trem, pois ainda estará indo na direção errada. Para ele, não existe crescimento sustentável, mas, simplesmente, crescimento insustentável mais lento.

(AUBERT, André Caramuru. Decrescer para sobreviver, talvez a única estratégia. O Estado de São Paulo, São Paulo, ano 143, nº 47084, 15 set. 2022. A Fundo, C6, p. 50.)

A substituição do elemento sublinhado pelo sugerido entre parênteses provoca alteração na flexão do verbo em:
Alternativas
Q1987713 Português

O excerto contextualiza as questão. Leia-o atentamente. 


        Existe uma regra de ouro na Linguística que diz: “só existe língua se houver seres humanos que a falem”. E o velho e bom Aristóteles nos ensina que o ser humano “é um animal político”. Usando essas duas afirmações como termos de um silogismo (mais um presente que ganhamos de Aristóteles), chegamos à conclusão de que “tratar da língua é tratar de um tema político”, já que também é tratar de seres humanos. Por isso, o leitor e a leitora não deverão se espantar com o tom marcadamente politizado de muitas das minhas afirmações. É proposital; aliás, é inevitável. Temos de fazer um grande esforço para não incorrer no erro milenar dos gramáticos tradicionalistas de estudar a língua como uma coisa morta, sem levar em consideração as pessoas vivas que a falam.

        O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo... também a gramática não é a língua.

        A língua é um enorme iceberg flutuando no mar do tempo, e a gramática normativa é a tentativa de descrever apenas uma parcela mais visível dela, a chamada norma culta. Essa descrição, é claro, tem seu valor e seus méritos, mas é parcial (no sentido literal e figurado do termo) e não pode ser autoritariamente aplicada a todo o resto da língua – afinal, a ponta do iceberg que emerge representa apenas um quinto do seu volume total. Mas é essa aplicação autoritária, intolerante e repressiva que impera na ideologia geradora do preconceito linguístico.

(BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. 49. ed. São Paulo: Edições Loyola, 2007, pp. 09-10.)

Implica alteração de sentido do trecho a substituição do conectivo destacado pelo sugerido entre parênteses em: 
Alternativas
Respostas
11301: A
11302: A
11303: B
11304: E
11305: C
11306: D
11307: B
11308: D
11309: B
11310: A
11311: A
11312: D
11313: B
11314: A
11315: B
11316: A
11317: D
11318: A
11319: C
11320: D