Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia em português
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Assinale o item que só contenha preposições acidentais:
João e Maria se perderam na floresta; ambos estão assustados.
A palavra destacada corresponde a:
"___________ é a união de dois ou mais termos, possuindo somente uma função gramatical, de forma a transmitir um único sentido".
Assinale a alternativa que preencha melhor a frase acima:
I - Na frase “têm a vantagem de desafiar os candidatos com questionamentos de jornalistas e do público”, o verbo “ter” refere-se ao sujeito "debates" e apresenta o acento diferencial por estar conjugado na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo.
II - Na frase “As respostas, inclusive, podem ser conferidas por profissionais de imprensa, com divulgação posterior, o que facilita o discernimento por parte de eleitores sobre o que corresponde ou não à verdade”, a vírgula utilizada para isolar o advérbio “inclusive” pode ser explicada pela regra gramatical de que expressões explicativas ou de retificação devem vir isoladas entre vírgulas.
III - O termo “diferentemente”, no início do texto, pode ser substituído por “diferente”.
IV - O uso da crase na frase “o que facilita o discernimento por parte de eleitores sobre o que corresponde ou não à verdade” está correto, pois o verbo “corresponder” é transitivo indireto e está seguido por substantivo feminino.
A aviação pode se tornar sustentável um dia?
Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.
Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."
Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.
A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.
A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis.
Em relação à frase mencionada, é correto afirmar que:
A aviação pode se tornar sustentável um dia?
Cerca de 2,4% das emissões globais de CO2 vêm da aviação. Juntamente com outros gases e os rastros de vapor d'água produzidos pelas aeronaves, a indústria é responsável por cerca de 5% do aquecimento global. E as emissões dos aviões aumentam rapidamente, pois elas cresceram 32% entre 2013 e 2018. Um voo de ida e volta de São Paulo a Barcelona emite cerca de 5,5 toneladas de CO2 equivalente por pessoa, mais do que o dobro das emissões produzidas por um carro familiar em um ano e cerca de metade da produção de carbono média de alguém que mora no Brasil.
Especialistas dizem que a humanidade deixou a situação das emissões do setor se agravar por muito tempo. Agora, existe um espaço de tempo muito curto, já que é preciso reduzir as emissões deste setor para quase zero. "Há duas grandes razões pelas quais a aviação apresenta um desafio único em termos de mudança climática", diz Cait Hewitt, diretora de políticas da Aviation Environment Federation, uma organização não governamental que trabalha para mitigar o impacto da aviação no meio ambiente. "A primeira é que cada vez mais pessoas viajam de avião. E a segunda é que voar continua quase totalmente dependente de combustíveis fósseis. Ainda não temos tecnologias verdes disponíveis para o setor."
Em 2019, a aviação produziu um gigatonelada de emissões de CO2. "Isso é, aproximadamente, o total de emissões do Reino Unido e da Alemanha juntas", diz Hewitt. O número de passageiros não para de crescer. Em 2019, as companhias aéreas transportaram cerca de 4,5 bilhões de passageiros. Em 2050, projeções mostram que o número chegará a 10 bilhões por ano. Mas nem todos no planeta voam. "Globalmente, apenas 1% da população, muitos dos quais são passageiros frequentes, geram metade de todas as emissões do setor de aviação", diz Hewitt.
A disparidade é grande. Nos países de alta renda, 40% da população faz, pelo menos, um voo por ano, enquanto em países de baixa renda esse percentual é de apenas 1% da população. "Não existe uma bala de prata para tornar a aviação mais ambiental, mas sim, um conjunto de opções diferentes, cada uma delas com seus prós e contras", diz Beth Barker, gerente de Projeto Aviation Impact Accelerator da Universidade de Cambridge.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crgn8ny2e8xo. Adaptado.
A 'disparidade' é grande.
O vocábulo destacado é formado por:
"Na conversa com seus amigos, João disse que ele gostaria de viajar para a Europa no próximo verão." Qual é a principal função dos pronomes na língua portuguesa?
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Beijinho, beijinho
Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade, o frescor e, deduzia-se, o fervor sexual somado de duas adolescentes. No carro, depois da festa, o Marinho comentou:
‒ Bonito, o discurso do Amaro.
‒ Não dou dois meses para eles se separarem ‒ disse a Nair.
‒ O quê?
‒ Marido, quando começa a elogiar muito a mulher…
Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.
‒ Mas eles parecem cada vez mais apaixonados ‒ protestou Marinho.
‒ Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começaram a andar de mãos dadas?
‒ É mesmo…
‒ Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.
‒ É mesmo…
‒ E não deu outra. Divórcio e litigioso.
‒ Você tem razão.
‒ E o Mário com a coitada da Marli? De uma hora para outra? Beijinho, beijinho, “mulher formidável” e descobriram que ele estava de caso com a gerente da loja dela.
‒ Você acha, então, que o Amaro tem outra?
‒ Ou outras.
Nem duas de 17 estavam fora de cogitação.
‒ Acho que você tem razão, Nair. Nenhum homem faz uma declaração daquelas assim, sem outros motivos.
‒ Eu sei que tenho razão.
‒ Você tem sempre razão, Nair.
‒ Sempre, não sei.
‒ Sempre. Você é inteligente, sensata, perspicaz e invariavelmente acerta na mosca. Você é uma mulher formidável, Nair. Durante algum tempo, só se ouviu, dentro do carro, o chiado dos pneus no asfalto.
Aí Nair perguntou:
‒ Quem é ela, Marinho?
(Veríssimo, Luiz Fernando. Beijinho, beijinho. Disponível em: https://www.rascunho1966.com.br/2022/11/cronica-beijingo-beijinho-lf-verissimo.html.
O clube
― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…
― E gordos…
― Você está enorme.
― Você também.
― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.
― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.
― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?
― Você não se lembra? Não há mais criados.
― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.
― Mas eu vivo só para estas reuniões.
― Eu também. Não há mais nada.
― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.
― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.
― Ali se sentava o… Como era mesmo?
― O Gastão.
― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…
― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.
― É engraçado. Não consigo me lembrar…
― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.
― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.
― Ali, sentava o doutor Malvino.
― Camarões com molho de nata.
― Não. Musse de salmão.
― Exato. Divina. E do lado dele…
― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.
― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.
― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…
― Lamentável, lamentável.
― E quando morreu o Parreirinha?
― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.
― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.
― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.
― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]
― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.
― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.
― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…
― Cuidado. Assim. Epa.
― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.
― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.
― Olha a garrafa!
― Caiu embaixo da mesa.
― O fogo já chegou no chão.
― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.
― Salva as panquecas! Salva as panquecas!
― Tarde demais.
― Acho que devíamos chamar alguém para…
― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.
― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?
― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.
― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.
― Ai.
― Hein?
― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?
― Bisque de lagosta.
― Pena, pena. Enfim…
― O pior é morrer assim, queimado.
― Você preferia como?
― Pelo menos mal-passado.
Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
O clube
― Aqui estamos nós. Cada vez mais velhos…
― E gordos…
― Você está enorme.
― Você também.
― Graças a Deus. Já perdi todos os meus apetites, menos o de comida.
― É o que eu sempre digo: comida é bom e alimenta.
― O clube está deserto. Os criados foram todos embora?
― Você não se lembra? Não há mais criados.
― É mesmo. Não havia mais razão para mantê-los aqui. Afinal, nos reunimos só uma vez por mês.
― Mas eu vivo só para estas reuniões.
― Eu também. Não há mais nada.
― Não compreendo por que esta mesa posta para doze. Do grupo original, só sobramos nós dois.
― É a tradição. Temos que manter a tradição. Cada lugar vazio corresponde a um membro do clube que se foi.
― Ali se sentava o… Como era mesmo?
― O Gastão.
― Gastão, Gastão… Não sei se me lembro…
― Advogado. Morreu aqui na mesa mesmo, com uma espinha de peixe atravessada na garganta. Foi um escândalo. Ele rolou por cima da mesa. Destruiu um pudim de claras que parecia estar útimo. Nunca o perdoei.
― É engraçado. Não consigo me lembrar…
― Fazia um assado de perna de vitela com molho de hortelã.
― Claro! Agora me lembro. E batatas noisette. Sim, sim.
― Ali, sentava o doutor Malvino.
― Camarões com molho de nata.
― Não. Musse de salmão.
― Exato. Divina. E do lado dele…
― O Cerdeira. O primeiro dos nossos a morrer. Coração.
― Me lembro. Lamentável. Todos sentimos muito a sua morte. Ninguém fazia uma salada de anchovas como ele.
― Se ao menos tivesse deixado a receita do molho…
― Lamentável, lamentável.
― E quando morreu o Parreirinha?
― Nem me fale. Foi um golpe duro. Pensar que nunca mais provaríamos o seu creme de avelãs.
― Todos os membros do clube foram ao seu enterro. Houve cenas de desespero. Muitos salivavam descontroladamente junto ao caixão.
― A viúva alegou que ele não deixara a receita. Pensamos em recorrer à Justiça, lembra? Era birra dela. Dizia que o clube tinha matado o Parreirinha, de congestão.
― Balela. Sempre fomos incompreendidos. Nos acusavam de sermos símbolos de uma classe empanturrada pela própria inconsciência, qualquer coisa assim. Diziam que para nós a comida era tudo. Injustiça. [...]
― Mas chega de recordações. Vamos ao prato de hoje.
― Preparei a minha especialidade. Panquecas de hadock flambadas ao conhaque.
― Me ajude com o conhaque. Já não consigo segurar…
― Cuidado. Assim. Epa.
― Derramou um pouco na toalha. Não faz mal.
― Cuidado com esse fósforo. Não aproxime muito da… Olha aí, prendeu fogo na toalha.
― Olha a garrafa!
― Caiu embaixo da mesa.
― O fogo já chegou no chão.
― Você, quando fala em “flambé”, é “flambé” mesmo… Toda a mesa está em chamas.
― Salva as panquecas! Salva as panquecas!
― Tarde demais.
― Acho que devíamos chamar alguém para…
― Já estamos cercados pelo fogo. Não há ninguém aqui. E eu, francamente, não tenho ânimo para sair desta cadeira.
― Eu sei que a pergunta, a esta altura, é acadêmica, mas que conhaque era?
― Hennesy quatro estrelas, naturalmente. Eu não uso outra coisa.
― Pelas chamas, eu juraria que era um Martel.
― Ai.
― Hein?
― “Ai”. Denotando dor. Acho que está pegando fogo na minha calça. Qual seria o seu prato para a nossa próxima reunião?
― Bisque de lagosta.
― Pena, pena. Enfim…
― O pior é morrer assim, queimado.
― Você preferia como?
― Pelo menos mal-passado.
Luís Fernando Verissimo. (Adaptado). Ed Mort – todas as histórias. 1™ Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.
Na conversa, Maria abordou ___ que a incomodavam, com a certeza ____ tudo seria resolvido.
Ao final da competição, Lucas chegou em ________ lugar.