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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.602 questões

Q3336503 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

O pretérito mais-que-perfeito aponta um tempo verbal que se refere a ações passadas que ocorreram antes de um determinado ponto no passado. É usado para expressar uma ação passada em relação a outra ação passada.


Marque a alternativa em que a frase do texto apresenta essa forma verbal. 

Alternativas
Q3336432 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Fiscalização do Trabalho do MTE retira 64 adolescentes do trabalho infantil em São Paulo


Auditores Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizaram Operativos de Combate ao Trabalho Infantil alusivos ao dia 12 de junho, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

Os dados das ações fiscais indicam que pelo menos 64 adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos, foram retirados do trabalho infantil. Eles estavam realizando atividades elencadas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Decreto nº 6.481/2008), como em oficinas mecânicas, lava jatos, venda a varejo de bebida alcoólica, serralherias, marcenarias, confecção de calçados e na reciclagem de papel, plástico e metal.

Ao final das ações, os adolescentes foram encaminhados à rede de proteção à infância e à adolescência para inclusão em políticas públicas de proteção social, educação e formação profissional.

Disponível em: <https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-econteudo/2023/junho/fiscalizacao-do-trabalho-do-mte-retira-64-adolescentesdo-trabalho-infantil-em-sao-paulo>. Acesso em: 16 ago. 2024. [Adaptado].
No segundo parágrafo, o termo “Piores” é um adjetivo do substantivo “Formas de Trabalho Infantil”. Esse adjetivo indica o grau 
Alternativas
Q3336431 Português
Leia o Texto 1 para responder à questão.

Texto 1

Fiscalização do Trabalho do MTE retira 64 adolescentes do trabalho infantil em São Paulo


Auditores Fiscais do Trabalho da Superintendência Regional do Trabalho em São Paulo, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), realizaram Operativos de Combate ao Trabalho Infantil alusivos ao dia 12 de junho, Dia Mundial contra o Trabalho Infantil.

Os dados das ações fiscais indicam que pelo menos 64 adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos, foram retirados do trabalho infantil. Eles estavam realizando atividades elencadas na Lista das Piores Formas de Trabalho Infantil (Decreto nº 6.481/2008), como em oficinas mecânicas, lava jatos, venda a varejo de bebida alcoólica, serralherias, marcenarias, confecção de calçados e na reciclagem de papel, plástico e metal.

Ao final das ações, os adolescentes foram encaminhados à rede de proteção à infância e à adolescência para inclusão em políticas públicas de proteção social, educação e formação profissional.

Disponível em: <https://www.gov.br/trabalho-e-emprego/pt-br/noticias-econteudo/2023/junho/fiscalizacao-do-trabalho-do-mte-retira-64-adolescentesdo-trabalho-infantil-em-sao-paulo>. Acesso em: 16 ago. 2024. [Adaptado].
No primeiro parágrafo, a palavra “operativos” está sendo usada como um
Alternativas
Q3334960 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão


      A sonda chinesa Chang'e-6 retornou à Terra na terça-feira (25), trazendo as primeiras amostras da história do lado oculto da Lua. Esta missão é um marco significativo na exploração lunar e levanta questões importantes sobre a propriedade e o uso da Lua.
    O interesse renovado pela Lua é impulsionado por uma combinação de fatores científicos, econômicos e estratégicos. Do ponto de vista científico, a Lua oferece uma oportunidade única para a pesquisa e a descoberta. Missões recentes, como essa da Chang'e-6, fornecem informações valiosas sobre a composição e a história geológica do satélite, ajudando a entender melhor a formação do sistema Terra-Lua e outros processos planetários.
    A Lua tem depósitos de Hélio-3, um isótopo raro que não é abundante na Terra. O Hélio-3 é considerado uma potencial fonte de combustível para futuras reações de fusão nuclear, que poderiam fornecer uma forma limpa e quase ilimitada de energia. Dominar a tecnologia de fusão nuclear com Hélio-3 poderia revolucionar a produção de energia no planeta, oferecendo uma alternativa limpa às atuais fontes de energia baseadas em combustíveis fósseis. Esse interesse é um dos fatores que impulsionam a nova corrida espacial para a Lua, com implicações tanto científicas quanto econômicas de uma importância revolucionária.
    Economicamente, a Lua possui recursos valiosos, como água congelada nos polos, que podem ser usados para sustentar futuras bases lunares e missões espaciais de longa duração. A água pode ser transformada em hidrogênio e oxigênio, fornecendo combustível para foguetes. Estrategicamente, a presença na Lua permite que as nações afirmem sua liderança no espaço, desenvolvam novas tecnologias e estabeleçam a infraestrutura necessária para a próxima era da exploração espacial. 
    Atualmente, ninguém pode reivindicar a propriedade da Lua por soberania, ocupação ou qualquer outra razão. Esta posição é formalizada principalmente pelo Tratado do Espaço Exterior de 1967, assinado por mais de 100 países, incluindo as principais nações com capacidade espacial como EUA, Rússia e China.
    O Tratado do Espaço Exterior estabelece que a Lua e outros corpos celestes não são passíveis de apropriação nacional por reivindicação de soberania, uso ou ocupação, ou por qualquer outro meio. Este tratado também proíbe a colocação de armas nucleares ou qualquer outro tipo de armas de destruição em massa no espaço exterior, e declara que a Lua deve ser usada exclusivamente para fins pacíficos. Recentemente, os Artemis Accords, liderados pelos EUA, representam um conjunto de princípios para a cooperação internacional na exploração da Lua, Marte e outros corpos celestes. Esses acordos, que complementam o Tratado do Espaço Exterior, visam promover a exploração pacífica e coordenada, incluindo a gestão de recursos lunares.
    Embora o Tratado do Espaço Exterior proíba a apropriação de território, ele permite a extração e uso de recursos. Isso abre a possibilidade de mineração lunar, onde os materiais extraídos podem ser usados para sustentar bases lunares ou como combustível para missões espaciais mais distantes. Empresas privadas, em cooperação com agências espaciais, estão explorando tecnologias e métodos para viabilizar essas atividades.
    A crescente atividade espacial também levanta preocupações sobre a governança e a gestão de possíveis conflitos no espaço. A cooperação entre nações e a diplomacia contínua serão essenciais para garantir que a Lua continue sendo um patrimônio comum da humanidade. As recentes explorações exemplificam os avanços e desafios que enfrentamos na exploração espacial, destacando a necessidade de uma abordagem internacional pacífica. Que assim seja.


LAPOLA, M. Quem é o dono da Lua? Interesse crescente na exploração do satélite reacende discussão. Revista Galileu: Quânticas. Adaptado. Disponível em: <https://revistagalileu.globo.com/colunistas/quanticas/blog/2024/07/quem-e-o-dono-da-lua.ghtml>
A expressão que melhor substitui a preposição “sobre”, que ocorre no excerto “A crescente atividade espacial também levanta preocupações sobre a governança e a gestão de possíveis conflitos no espaço.”, é (considere, quando necessário, que ocorre a contração da preposição com o artigo “a”, que sucede “sobre” no contexto dado): 
Alternativas
Q3334801 Português
Assinale a alternativa em que o verbo está conjugado na terceira pessoa do plural. 
Alternativas
Q3334442 Português
Nas sentenças a seguir, o elemento em destaque é uma preposição apenas em: 
Alternativas
Q3333512 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Silvio Santos: o dono do auditório

Silvio Santos vai ser sempre lembrado como referência na história da TV mundial. Como apresentador, passou por todas as fases da TV brasileira
Artigo de Cláudio Ferreira, jornalista e estudioso de televisão*

    Todas as reverências são poucas para homenagear Silvio Santos. Mesmo quem o considerava brega, ultrapassado, muitas vezes inconveniente tem que reconhecer: ele foi um empreendedor nato, desafiou vários padrões da televisão brasileira e pode ser considerado, sem medo, sinônimo do gênero programa de auditório.

    Como apresentador, passou por todas as fases da TV brasileira: em preto e branco ou em cores, ao vivo ou gravado, com poucos ou muitos recursos tecnológicos. Ele era sempre a atração principal, dividindo os holofotes seja com artistas conhecidos, seja com os calouros anônimos ou as “colegas de trabalho”. Paletós com padronagens estranhas, o microfone pendurado no peito, o cacoete da língua nos lábios. Nosso amigo íntimo.

    Como empresário de TV, não descansou até conseguir montar sua rede de emissoras e lutou pela liderança de audiência — na maior parte do tempo, ficou com a vice ou o terceiro lugar. Era conhecido pela interferência direta na programação, o que provocava uma inconstância de horários de exibição e a retirada repentina de programas do ar. Mas deixava claro: quem mandava era ele.

    Consolidou o programa de auditório como atração televisiva. A fórmula certeira — carisma do apresentador + atrações variadas + plateia animada — foi exaustivamente copiada e assimilada. Chegou a ficar 12 horas no ar aos domingos, tornando-se, junto com a missa e a macarronada, parte do cardápio do fim de semana.

    Quem era criança a partir dos anos 1960 com certeza tem lembranças dos vários programas que Silvio Santos apresentou ao longo da carreira gigantesca. A narração sempre exagerada, o desfile de artistas populares, o jeito espontâneo — muitas vezes, até demais —, são muitas as características da presença do apresentador na TV. Tanto que o Rei dos Domingos povoa a internet com memes, que já existiam antes de serem batizados com essa expressão.

    Mesmo antes da TV fechada e dos streamings, muita gente já torcia o nariz para os exageros da TV aberta. E Silvio Santos era sinônimo de exagero: a cobertura jornalística da morte dele, que ocupou a programação de várias emissoras [...], destacou cenas hilárias, com o apresentador montando um burro no palco, caindo n’água ou escorregando num tapete.

    Era essa a mágica. O mesmo homem de bilhões de reais parecia o tiozão do pavê, aquele que dá vexame no fim da festa de casamento. Ao mesmo tempo em que exaltava o tamanho dos estúdios do SBT às margens da Via Anhanguera, em São Paulo, ele falava com o público como se estivesse dentro da casa das pessoas.

    Arriscou-se na política, sempre foi alinhado aos governos conservadores, colocou no ar, durante alguns anos, a Semana do Presidente, programete que resumia os feitos dos presidentes da República. Por outro lado, sempre abriu espaço para os artistas LGBTQIA + nos seus programas, o que só veio a acontecer em outras emissoras muito tempo depois. Incoerente total.

    Sei que muita gente agora vai dizer que “nunca assistiu Silvio Santos”. Humm. Desconfie. Que atire a primeira pedra quem não tentou adivinhar as melodias ocultas do Qual é a Música. Ou os mais jovens, que, no fim do domingo, completaram mentalmente alguma palavra do Roda a Roda Jequiti. Fora os da minha geração, que se lembram, com certeza, do Boa Noite, Cinderela, da infância, ou da Porta da Esperança, da juventude.

    Silvio Santos vai ser sempre lembrado como referência na história da TV mundial: o dono de emissora que cultivou no brasileiro o gosto por novelas mexicanas mesmo diante de uma produção nacional de qualidade reconhecida ou o multiempresário que, a partir da TV, fez negócios de sucesso, como a Telessena e os perfumes da Jequiti, que arrebatam até os artistas das concorrentes.

    Eu tenho um arsenal de lembranças, outro de críticas, mas, como estudioso de televisão, seria injusto deixar de reconhecer o valor de SS. Os acadêmicos já se debruçaram sobre essa história, há livros publicados sobre o fenômeno, registrando a grande herança de Silvio Santos: a capacidade de se comunicar com o público. Que me perdoem os influenciadores do presente, mas, nisso, ele era o mestre maior.

FERREIRA, Cláudio. Silvio Santos: o dono do auditório. Correio Braziliense, 18 de agosto de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/08/6922583-odono-do-auditorio.html. Acesso em: 21 ago. 2024. Adaptado.
Em qual dos trechos abaixo o vocábulo destacado está corretamente classificado quanto à classe de palavras a que pertence, dado seu emprego no contexto?
Alternativas
Q3332979 Português
O numeral em destaque é do tipo ordinal apenas em:
Alternativas
Q3332975 Português
Nas sentenças a seguir, o elemento em destaque é um adjetivo apenas em:
Alternativas
Q3332974 Português
Assinale a alternativa que apresenta um verbo impessoal.
Alternativas
Q3331770 Português
Nas sentenças a seguir, a modificação de um advérbio recai sobre um verbo apenas em: 
Alternativas
Q3331766 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Gosta de tomar vinho? Agradeça à extinção dos dinossauros


 Quem é fã de uma tacinha de vinho (no almoço ou jantar) deve o hábito à extinção dos dinossauros. Pelo menos é o que sugere uma descoberta descrita esta semana em um artigo da revista científica Nature Plants. Pesquisadores do Museu Field de História Natural, dos Estados Unidos, encontraram os primeiros registros fósseis de uvas do Hemisfério Ocidental, que datam de 19 a 60 milhões de anos atrás período que coincide com o fim da era dos grandes répteis. Os achados sugerem que o evento de extinção dos dinos criou as condições ideais para o surgimento desses frutos, que servem de base para a produção do vinho.

É raro que tecidos moles como frutas sejam preservados como fósseis. Então, a compreensão dos cientistas sobre esses alimentos antigos geralmente vem de suas sementes, que são mais propensas a fossilizar. Os primeiros registros de uvas foram encontrados no território onde hoje está a Índia, e têm aproximadamente 66 milhões de anos. Sim, a mesma época em que o asteroide de Chicxulub despencou na Terra.

Por sua vez, os exemplares identificados no novo estudo vêm de regiões da Colômbia, do Panamá e do Peru. Embora sejam um pouco mais novos que os fósseis indianos, também representam mais ou menos o mesmo período histórico pelo qual passava o planeta. 

 Estima-se que foi por volta desta época que um enorme asteroide atingiu a Terra, desencadeando uma extinção em massa. “Embora sempre pensemos nos animais – sobretudo, nos dinossauros, porque eles foram as maiores espécies a serem afetadas –, o evento da extinção teve um grande impacto também na flora do planeta”, lembra Fabiany Herrera, que liderou o estudo, em comunicado à imprensa.

A equipe de pesquisadores levanta a hipótese de que o desaparecimento dos grandes répteis pode ter ajudado a alterar a composição das florestas. Isso porque animais de grande porte, como os dinossauros, acabam por derrubar árvores quando transitam pelas vegetações. Isso costuma impedir os espaços verdes de serem mais densos. A diversificação das espécies de aves e mamíferos, nos anos seguintes à extinção em massa, também pode estar associada à mudança da flora do planeta. Esses animais são conhecidos por comerem frutas e espalharem as suas sementes pelo terreno, contribuindo com o crescimento da espécie vegetal.

Inspirado por um estudo de 2013, que analisou o fóssil de semente de uva mais antigo conhecido, Herrera tomou como objetivo descobrir registros fósseis do alimento também no continente americano. Mas foi só em 2022, quando investigava os Andes colombianos, que a descoberta enfim veio. O fóssil estava em uma rocha de 60 milhões de anos. De volta ao laboratório, eles fizeram tomografias computadorizadas no fóssil, que confirmaram sua identidade a partir da estrutura interna da semente. A equipe nomeou a espécie fossilizada como Lithouva susmanii, em homenagem a Arthur Susman, um defensor da paleobotânica sul-americana no Museu Field.


Revista Galileu. Adaptado. Disponível em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/curi osidade/noticia/2024/07/gosta-de-tomar-vinho- agradeca-a-extincao-dos-dinossauros.ghtml>



Considerando-se sua constituição interna e sua função, a expressão “pelo menos”, que ocorre no texto, – Pelo menos é o que sugere uma descoberta descrita esta semana em um artigo da revista científica Nature Plants. –, é uma: 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Avança SP Órgão: Prefeitura de Pedreira - SP Provas: Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Nutricionista I | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Ginecologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Nefrologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Neurologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Neurologista Infantil) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Oftalmologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Ortopedista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Pediatra) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Pneumologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Proctologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Psiquiatra Infantil) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Cardiologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Dermatologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Endocrinologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico de Família e Comunidade | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Controlador Interno | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Fonoaudiólogo I | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Professor Titular de Educação Básica I | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Cirurgião Vascular) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Gastroenterologista) | Avança SP - 2024 - Prefeitura de Pedreira - SP - Médico I (Geriatra) |
Q3330570 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Gosta de tomar vinho? Agradeça à extinção dos dinossauros


      Quem é fã de uma tacinha de vinho (no almoço ou jantar) deve o hábito à extinção dos dinossauros. Pelo menos é o que sugere uma descoberta descrita esta semana em um artigo da revista científica Nature Plants. Pesquisadores do Museu Field de História Natural, dos Estados Unidos, encontraram os primeiros registros fósseis de uvas do Hemisfério Ocidental, que datam de 19 a 60 milhões de anos atrás – período que coincide com o fim da era dos grandes répteis. Os achados sugerem que o evento de extinção dos dinos criou as condições ideais para o surgimento desses frutos, que servem de base para a produção do vinho.

    É raro que tecidos moles como frutas sejam preservados como fósseis. Então, a compreensão dos cientistas sobre esses alimentos antigos geralmente vem de suas sementes, que são mais propensas a fossilizar. Os primeiros registros de uvas foram encontrados no território onde hoje está a Índia, e têm aproximadamente 66 milhões de anos. Sim, a mesma época em que o asteroide de Chicxulub despencou na Terra.

     Por sua vez, os exemplares identificados no novo estudo vêm de regiões da Colômbia, do Panamá e do Peru. Embora sejam um pouco mais novos que os fósseis indianos, também representam mais ou menos o mesmo período histórico pelo qual passava o planeta.

    Estima-se que foi por volta desta época que um enorme asteroide atingiu a Terra, desencadeando uma extinção em massa. “Embora sempre pensemos nos animais – sobretudo, nos dinossauros, porque eles foram as maiores espécies a serem afetadas –, o evento da extinção teve um grande impacto também na flora do planeta”, lembra Fabiany Herrera, que liderou o estudo, em comunicado à imprensa. 
A equipe de pesquisadores levanta a hipótese de que o desaparecimento dos grandes répteis pode ter ajudado a alterar a composição das florestas. Isso porque animais de grande porte, como os dinossauros, acabam por derrubar árvores quando transitam pelas vegetações. Isso costuma impedir os espaços verdes de serem mais densos. A diversificação das espécies de aves e mamíferos, nos anos seguintes à extinção em massa, também pode estar associada à mudança da flora do planeta. Esses animais são conhecidos por comerem frutas e espalharem as suas sementes pelo terreno, contribuindo com o crescimento da espécie vegetal.
Inspirado por um estudo de 2013, que analisou o fóssil de semente de uva mais antigo conhecido, Herrera tomou como objetivo descobrir registros fósseis do alimento também no continente americano. Mas foi só em 2022, quando investigava os Andes colombianos, que a descoberta enfim veio. O fóssil estava em uma rocha de 60 milhões de anos. De volta ao laboratório, eles fizeram tomografias computadorizadas no fóssil, que confirmaram sua identidade a partir da estrutura interna da semente. A equipe nomeou a espécie fossilizada como Lithouva susmanii, em homenagem a Arthur Susman, um defensor da paleobotânica sul-americana no Museu Field.



Revista Galileu. Adaptado. Disponível
em <https://revistagalileu.globo.com/sociedade/curi
osidade/noticia/2024/07/gosta-de-tomar-vinhoagradeca-
a-extincao-dos-dinossauros.ghtml>
Todas as palavras a seguir, retiradas do texto, são exemplos de composição por justaposição, exceto:
Alternativas
Q3329254 Português
Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar



Um estudo que foi publicado no final do ano passado, cujos principais autores são um pesquisador brasileiro e outro japonês, aponta a possibilidade de que haja um novo planeta em nosso Sistema Solar.


Os dois astrônomos, o brasileiro Patryk Sofia Lykawka, que hoje é professor na Universidade Kindai, no Japão, e Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, dizem que o planeta estaria localizado depois de Netuno, em uma região chamada de Cinturão de Kuiper.


"Prevemos a existência de um planeta similar à Terra e alguns outros objetos transnetúnicos (TNO, na sigla em inglês) em órbitas peculiares nos limites do Sistema Solar", escreveram os cientistas no trabalho publicado na revista The Astronomical Journal.


Os pesquisadores estudam o Cinturão de Kuiper, uma área localizada a cerca de 30 unidades astronômicas (a unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz) depois de Netuno, que abriga rochas geladas e planetas anões, como Plutão, Quaoar, Orcus e Makemake.


O suposto novo planeta seria de 1,5 a três vezes maior do que a Terra, bem maior que os planetas-anões localizados no Cinturão — mesmo Plutão, que já foi classificado como planeta no passado, tem apenas 18% do tamanho da Terra.


Antes que a existência de um novo planeta seja confirmada, os cientistas precisam encontrá-lo. Para isso, eles seguem estudando os objetos do Cinturão de Kuiper em busca de perturbações em suas órbitas que indiquem a presença de algum outro planeta maior.


"Baseados em extensas simulações do Sistema Solar externo, incluindo um hipotético planeta com massas semelhantes à da Terra (testei também várias órbitas para o planeta), obtive resultados que poderiam explicar as propriedades orbitais das populações do Cinturão de Kuiper distante. Isso sugere um papel vital desempenhado pelo planeta na formação do Cinturão de Kuiper", explicou Patryk, em entrevista à Unisinos — Universidade do Rio Grande do Sul na qual ele se formou em física e em matemática antes de se mudar para o Japão.


Para prosseguir com a pesquisa, Patryk pretende realizar novas simulações e aprimorar os resultados. "Assim, a massa e a órbita do planeta hipotético poderiam ser ainda mais refinadas", disse ele.


Retirado de: PINOTTI, Fernanda. Pesquisador brasileiro pode ter encontrado novo planeta no Sistema Solar. CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/pesquisador-brasileiro-pode-ter-encontrado-novo-planetano-sistema-solar/ Acesso em: 26 fev., 2024.
Considere o seguinte trecho, retirado do texto:

A unidade astronômica equivale aproximadamente à distância da Terra ao Sol, cerca de 150 milhões de quilômetros ou 8 minutos-luz.

A respeito da palavra em destaque, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) A palavra em questão foi formada por meio de um processo de composição por justaposição.
(__) A expressão é empregada como uma medida de tempo.
(__) A expressão é empregada como uma medida de distância.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3328468 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

LEI Nº 9.864, DE 10 DE JUNHO DE 2024.

DISPÕE SOBRE A FIXAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO DE INFORMATIVOS CONSCIENTIZADORES DE PROTEÇÃO ANIMAL, DISPONDO SOBRE MAUS‑TRATOS E INCENTIVO À ADOÇÃO DE ANIMAIS DOMÉSTICOS NO ÂMBITO MUNICIPAL E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.

Art. 1º Ficam instituído, como mecanismo de proteção aos animais, a fixação e a distribuição de informativos conscientizadores contra os maus‑tratos de animais domésticos, em estádios, quadras e eventos desportivos no âmbito municipal.

Art. 2º Enquadram‑se na presente Lei, os estádios, quadras desportivas, campos, arenas e demais espaços semelhantes, nos quais ocorram eventos e práticas desportivas, gratuitas ou não.


Disponível em: http://leismunicipa.is/1gvn6. Acesso em: 30 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
Considerando o que prescreve a norma‑padrão da língua portuguesa, é correto afirmar:
Alternativas
Q3327890 Português
A Crônica


    A crônica é o único gênero literário produzido essencialmente para ser veiculado na imprensa, seja nas páginas de uma revista, seja nas de um jornal. Quer dizer, ela é feita com uma finalidade utilitária e predeterminada: agradar aos leitores dentro de um espaço sempre igual e com a mesma localização, criando−se assim, no transcurso dos dias ou das semanas, uma familiaridade entre o escritor e aqueles que o leem.

    Regra geral, a crônica é um comentário breve e despretensioso sobre algum fato do cotidiano — algo a ser lido “enquanto se toma o café da manhã”, na feliz expressão de Fernando Sabino. Tal comentário pode ser poético ou irônico, mas seu motivo, na maioria dos casos, é o fato miúdo: a notícia em que ninguém prestou atenção, o acontecimento insignificante, a cena corriqueira. Nessas trivialidades, o cronista surpreende a beleza, a comicidade, os aspectos singulares. O tom, como acentua Antonio Candido, é o de “uma conversa aparentemente banal”.

    O próprio Fernando Sabino apresenta uma das melhores definições para a crônica, ao dizer que ela “busca o pitoresco ou o irrisório no cotidiano de cada um”. Em outro momento, explicando a opção que fez pelo gênero, Sabino diz: “Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer um flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num incidente doméstico, torno−me simples espectador”.

    A mistura entre jornalismo e literatura leva o cronista a um frequente impasse. Para se constituir em texto artístico, seu comentário sobre o cotidiano precisa apresentar uma linguagem que transcenda à da mera informação. Ou seja, precisa de uma linguagem menos denotativa e mais pessoal. Isso não implica uma elaboração muito sofisticada ou pretensiosa. Significa que o estilo deve dar a impressão de naturalidade e que a língua escrita deve aproximar−se da fala.

    Nem sempre o cronista atinge este alvo duplo: fazer literatura e expressar−se com simplicidade. Em função do grande público, é preciso buscar primeiramente a clareza e uma dimensão de oralidade na escrita. Daí a crônica ser considerada por muitos críticos um gênero menor. Aquela vontade de forma, que todo grande artista possui, muitas vezes desaparece diante da necessidade de ser acessível a todos os leitores.


Sergius Gonzaga. Adaptado.


Assinalar a alternativa que apresenta a classe das palavras sublinhadas, na ordem em que aparecem no texto.
Alternativas
Ano: 2024 Banca: FUNDEP (Gestão de Concursos) Órgão: Câmara de Sete Lagoas - MG Provas: FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Procurador | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Administrativo: Direito | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Administrativo: Ciências Contábeis | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Administrativo: Administração de Empresa, Administração Pública, Economia | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Legislativo: Administração Pública, Direito e Afins | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Legislativo: Arquitetura e Urbanismo e Afins | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Legislativo: Ciências Contábeis, Economias e Afins | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Legislativo: História | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista Legislativo: Letras ou Áreas Afins | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Analista de Tecnologia da Informação | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Comunicador Social | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Jornalista | FUNDEP (Gestão de Concursos) - 2024 - Câmara de Sete Lagoas - MG - Controlador |
Q3327711 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.

A nova robótica e seu papel na sustentabilidade

O estudo de tecnologias associadas a idealização e criação de máquinas e robôs ganhou novos capítulos nos últimos anos. Com a chegada de ferramentas como a inteligência artificial, machine learning e IoT (Internet of Things), surgiram diferentes possibilidades que ampliaram o potencial da robótica e prometem revolucionar ainda mais esse mercado.

De acordo com um estudo da Statista, empresa alemã de pesquisa de mercado, o uso de robôs em setores da indústria e de serviços deve movimentar um mercado que vai alcançar US$ 43,32 bilhões até 2027.

Uma das áreas em que a nova robótica possui impacto significativo é a agricultura. Segundo levantamento do grupo Imarc, o mercado global de robôs agrícolas chegou a US$ 7,6 bilhões no último ano, e a previsão é que crescerá aproximadamente 18% ao ano até 2028, quando deve atingir US$ 20 bilhões.

Os robôs agrícolas estão sendo desenvolvidos com o propósito de otimizar o uso de recursos naturais, reduzir o desperdício e aumentar a eficiência da produção de alimentos.

Além disso, a nova robótica também está contribuindo para a eficiência energética e a diminuição das emissões de carbono, já que os robôs estão sendo projetados para serem mais inteligentes com relação ao consumo de energia.

Ao analisar todos esses fatores, não é exagero dizer que os robôs estão ajudando a impulsionar a transição para uma economia mais verde e sustentável. E no que depender do ritmo de evolução das tecnologias, acredito que a robótica ainda trará muitas novas possibilidades que ajudem a preservar o meio ambiente e melhorar a vida das pessoas.

PINEDA, Denis. A nova robótica e seu papel na sustentabilidade. Hoje em Dia. Opinião, jun. 2024. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/anova-robotica-e-seu-papel-na-sustentabilidade-1.1018315. Acesso em: 25 jun. 2024. [Fragmento adaptado]
Releia este trecho:

“Segundo levantamento do grupo Imarc, o mercado global de robôs agrícolas chegou a US$ 7,6 bilhões no último ano, e a previsão é que crescerá aproximadamente 18% ao ano até 2028.”

Assinale a alternativa cuja palavra destacada tem, no contexto expresso, a mesma classificação morfológica da palavra em destaque no trecho apresentado.
Alternativas
Q3327432 Português

O texto abaixo, da escritora Martha Medeiros, serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a elas.


Na terra do “Se”


Se quem luta por um mundo melhor soubesse que toda revolução começa por revolucionar antes a si próprio.

Se aqueles que vivem intoxicando sua família e seus amigos com reclamações fechassem um pouco a boca e abrissem suas cabeças, reconhecendo que são responsáveis por tudo o que lhes acontece.

Se as diferenças fossem aceitas naturalmente e só nos defendêssemos contra quem nos faz mal.

Se todas as religiões fossem fiéis a seus preceitos, enaltecendo apenas o amor e a paz, sem se envolver com as escolhas particulares de devotos.

Se a gente percebesse que tudo o que é feito em nome do amor (e isso não inclui o ciúme e a posse) tem 100% de chance de gerar boas reações e resultados positivos.

Se as pessoas fossem seguras o suficiente para tolerar opiniões contrárias às suas sem precisar agredir e despejar sua raiva.

Se fôssemos mais divertidos para nos vestir e mobiliar nossa casa, e menos reféns de convencionalismo.

Se não tivéssemos tanto medo da solidão e não fizéssemos tanta besteira para evitá-la.

Se todos lessem bons livros.

Se as pessoas soubessem que quase sempre vale mais a pena gastar dinheiro com coisas que não vão para dentro dos armários, como viagens, filmes e festas para celebrar a vida.

Se valorizássemos o cachorro-quente tanto quanto o caviar.

Se mudássemos o foco e concluíssemos que a infelicidade não existe, o que existe são apenas momentos infelizes.

Se percebêssemos a diferença entre ter uma vida sensacional e uma vida sensacionalista.

Se acreditássemos que uma pessoa é sempre mais valiosa do que uma instituição: é a instituição que deve servir a ela, e não o contrário.

Se quem não tem bom humor reconhecesse sua falta e fizesse dessa busca a mais importante da sua vida.

Se as pessoas não se manifestassem agressivamente contra tudo só para tentar provar que são inteligentes.

Se fôssemos mais feras em tudo e menos preguiçosos. 

Se em vez de lutar para não envelhecer, lutássemos para não emburrecer.

Se.


https://mpenhahist.blogspot.com/p/textos-interessantes.html/texto levemente modificado por Márcia Rebêlo e capturado em 25/04/2024 

Após a análise do período seguinte: “Se todos lessem bons livros”, marque a assertiva que apresenta a correta classe gramatical dos vocábulos “Todos”, “Lessem”, “Bons” e “Livros”, respectivamente. 
Alternativas
Q3327081 Português
Assinale a alternativa que utiliza corretamente o termo “maior” para se referir a uma característica relacionada à extensão física de determinadas realidades: 
Alternativas
Q3327018 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Henry Ford nasceu há 161 anos e a indústria automóvel nunca mais viria a ser a mesma

    No último dia 30 de julho, celebrou-se o 161º aniversário do nascimento de Henry Ford, fundador da Ford Motor Company, um dos nomes mais importantes na história mundial do automóvel e reconhecido pelas suas ideias revolucionárias para a época, que viriam a dar um contributo importante para o desenvolvimento dos automóveis tal como os conhecemos hoje.
    Henry Ford nasceu numa quinta em Dearborn, nos EUA, em 1863, sendo o mais velho de seis irmãos. Desde cedo mostrou um grande interesse pela mecânica e construiu o seu primeiro motor a vapor aos 15 anos. A carreira de Ford como construtor de automóveis iniciou-se em 1893 quando desenvolveu um grande interesse pelos motores de combustão interna que o levaram a construir um pequeno modelo monocilíndrico a gasolina. Uma versão posterior do motor viria a equipar o seu primeiro automóvel, que ficou completo em 1896.
    Após algumas atribulações, Henry Ford fundou em 1903 a Ford Motor Company em Detroit, cidade que a partir daí ficou conhecida como o “berço da indústria automóvel”. Mas foi apenas o 20º projeto da marca que popularizou o automóvel e revolucionou a indústria automóvel – o Ford Model T foi produzido durante 19 anos entre 1908 e 1927, tendo sido vendidas mais de 15 milhões de unidades nesse período.
Em 1913, a Ford criou uma linha de montagens para automóveis, que reduzia o custo de produção e elevava a produtividade: o sistema não demorou a mostrar suas vantagens – no ano seguinte, a Ford contava com 13 mil funcionários e produziu cerca de 300 mil automóveis, enquanto outras 299 fabricantes que somavam 66.350 empregados produziram cerca de 280 mil unidades.
    A ideia era simples – e, por isso mesmo, genial. Em vez de um funcionário acompanhar o carro e montá-lo por inteiro, passou a ser responsável por apenas uma etapa da construção. Com isso, o veículo passou a ser montado por diversos empregados, cada um respondendo por um procedimento. Dizse que Henry Ford adotou o sistema baseado em processos similares usados pela fabricante de revólveres Colt e pela Singer, que produzia máquinas de costura.
    O principal destaque do Model T, além do processo de fabrico, foi o preço acessível. Para se ter ideia, na época do seu lançamento, o carro custava 850 dólares, mas o preço caía todos os anos e em 1927, quando deixou de ser produzido, o T custava 290 dólares! O carro tornou-se tão popular que não é exagerado afirmar-se que na década de 1920 a maioria dos condutores americanos aprendeu a conduzir num Model T.
    Em 1919, Henry aposentou-se pela primeira vez e colocou o filho Edsel no seu lugar. No entanto, o herdeiro morreu de cancro aos 49 anos e o pai voltou à presidência. Ocupou o cargo até 1945, aos 82 anos, quando renunciou e indicou o neto mais velho para o posto. Henry Ford faleceu em 7 de abril de 1947. 

Fonte: https://executivedigest.sapo.pt/noticias/henry-fordnasceu-ha-161-anos-e-a-industria-automovel-nunca-maisviria-a-ser-a-mesma/ (adaptado).
No trecho "Desde cedo mostrou um grande interesse pela mecânica", a palavra "pela" é uma:
Alternativas
Respostas
5001: A
5002: C
5003: D
5004: B
5005: D
5006: C
5007: A
5008: B
5009: A
5010: E
5011: C
5012: C
5013: E
5014: E
5015: D
5016: D
5017: C
5018: C
5019: D
5020: C