Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3471512 Português
Considere as frases abaixo:

1 - O irmão comeu ______ pão; 2 - O bebê comeu _______ maçã; 3 - A mãe está __________ cansada; 4 - As babás estão ______ cansadas.

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: 
Alternativas
Q3471511 Português
Assinale a alternativa que apresenta um substantivo coletivo:
Alternativas
Q3471509 Português
Assinale a alternativa que apresenta a relação adequada entre SUBSTANTIVO, ADJETIVO e VERBO:
Alternativas
Q3471452 Português
Assinale a alternativa que apresenta a relação adequada entre SUBSTANTIVO, ADJETIVO e VERBO.
Alternativas
Q3471450 Português
Assinale a alternativa que apresenta um substantivo concreto.
Alternativas
Q3470999 Português

Texto 1 para a questão.


A água


A água é uma substância muito importante para a vida no planeta terra. A água é uma substância que não tem cor, cheiro ou sabor. Podemos encontrála na natureza em três estados físicos: 

Estado sólido: o gelo nós encontramos nas geleiras, na neve, etc. 

Estado líquido: nos mares, rios, lagos, fontes, solo, subsolo, etc. 

Estado gasoso: na atmosfera, em forma de vapor de água. 


(Disponível em: https://acessaber.com.br/atividades/atividade-de-ciencias.) 

Na oração: “Podemos encontrá-la na natureza em “três” estados...”, a palavra grifada pode ser classificada como:  
Alternativas
Q3470998 Português

Texto 1 para a questão.


A água


A água é uma substância muito importante para a vida no planeta terra. A água é uma substância que não tem cor, cheiro ou sabor. Podemos encontrála na natureza em três estados físicos: 

Estado sólido: o gelo nós encontramos nas geleiras, na neve, etc. 

Estado líquido: nos mares, rios, lagos, fontes, solo, subsolo, etc. 

Estado gasoso: na atmosfera, em forma de vapor de água. 


(Disponível em: https://acessaber.com.br/atividades/atividade-de-ciencias.) 

O plural da palavra “vida” é: 
Alternativas
Q3470997 Português

Texto 1 para a questão.


A água


A água é uma substância muito importante para a vida no planeta terra. A água é uma substância que não tem cor, cheiro ou sabor. Podemos encontrála na natureza em três estados físicos: 

Estado sólido: o gelo nós encontramos nas geleiras, na neve, etc. 

Estado líquido: nos mares, rios, lagos, fontes, solo, subsolo, etc. 

Estado gasoso: na atmosfera, em forma de vapor de água. 


(Disponível em: https://acessaber.com.br/atividades/atividade-de-ciencias.) 

No título do texto: “A água”, temos as seguintes classes gramaticais: 
Alternativas
Q3470831 Português
Como os animais estão se adaptando ao aumento das queimadas e incêndios florestais

Lagartos correndo mais rápido do que as chamas e pássaros botando ovos cor de cinza… Mas a vida selvagem pode ter uma capacidade limitada de evoluir nessa nova era ardente conhecida como Pirocene.


Como os incêndios florestais estão cada vez mais queimando com mais frequência e intensidade, em áreas geográficas maiores e em estações mais longas – como está ocorrendo no Brasil neste inverno de 2024 –, os cientistas estimam que agora eles contribuem para o risco de extinção de pelo menos 1660 espécies de animais em todo o mundo.

Essa é mais uma consequência do chamado “piroceno”, um termo cunhado pelo historiador ambiental Stephen Pyne, professor emérito da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, para enquadrar nossa época atual como um momento moldado pela excepcional capacidade humana de manipular o fogo. “Desenvolvemos pequenas entranhas e grandes cabeças cozinhando alimentos; subimos na cadeia alimentar cozinhando paisagens; e agora nos tornamos uma força geológica cozinhando o planeta”, diz a descrição do livro de Pyne de 2021, “The Pyrocene: How We Created an Age of Fire, and What Happens Next” (“Como criamos uma era de fogo e o que acontecerá em seguida”, em tradução livre).

Será que os animais podem se adaptar à vida no piroceno? Em última análise, isso dependerá de dois fatores, acredita Gavin Jones, ecologista do Serviço Florestal norte-americano que estuda a evolução dos animais provocada pelo fogo. Primeiro, se alguns indivíduos de uma espécie são melhores do que outros para sobreviver ao fogo e suas consequências. Em segundo lugar – e mais importante, segundo ele – se essas habilidades são causadas por diferenças genéticas que os sobreviventes do fogo podem transmitir aos seus descendentes. Aqui estão algumas das adaptações ao fogo que os cientistas descobriram até agora em alguns animais.

Trecho de Tim Vernimmen
Publicado em 28 de agosto de 2024, 09:03 BRT. Visto em 17/11/2014. Disponível em https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/08/como-osanimais-estao-se-adaptando-ao-aumento-das-queimadas-e-incendios-florestais
Na frase "Essa é mais uma consequência do chamado “piroceno”, um termo cunhado pelo historiador ambiental Stephen Pyne, professor emérito da Universidade Estadual do Arizona, nos Estados Unidos, para enquadrar nossa época atual como um momento moldado pela excepcional capacidade humana de manipular o fogo.", o prefixo piro- é utilizado na formação da palavra piroceno. Sobre o significado e a origem desse prefixo, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3470281 Português
Assinale a alternativa em que todos os substantivos são masculinos no plural.
Alternativas
Q3470280 Português
Qual porcentagem da população da Terra está acima do peso?


Trinta e nove por cento dos humanos adultos têm índice de massa corporal (IMC) maior que 25, o parâmetro para sobrepeso. 13% são obesos, com IMC maior que 30. O IMC é impreciso – considera apenas peso e altura e ignora indicadores de saúde mais precisos. Mas é a única maneira viável de fazer essa conta para tanta gente.

É evidente que esse dado tem uma correlação altíssima com as condições socioeconômicas de cada país: quanto mais rica a população, maior o acesso a alimento. Mas não dá para resumir a interpretação do mapa a essa observação.

O primeiro ponto é que o acesso a alimentos ultraprocessados – que são, de longe, os piores à saúde – é cada vez mais fácil e barato em países pobres. Enquanto isso, a população de países ricos, que é mais educada e têm mais acesso à mídia, está cada vez mais consciente do perigo de viver de comida congelada e salgadinho.

O acesso cada vez maior à tecnologia – hoje, já existem mais pessoas com celulares do que com privadas no mundo – diminui a frequência com que as crianças se exercitam e piora os casos de obesidade infantil: calcula-se que os casos no Brasil vão quadruplicar até 2030 em relação ao patamar dos anos 2010.

Enquanto isso, os empregos de remuneração baixa saem cada vez mais da agropecuária e indústria (por causa da automação) e se multiplicam no setor de serviços, em que o sedentarismo é quase sempre regra. Em suma: caminhamos para um mundo cada vez mais sobrepeso, e isso é um problema de saúde pública.

Fonte: Adaptado em 15/01/2024 de:
https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/qual-porcentagem-dapopulacao-da-terra-esta-acima-do-peso/
No trecho “a população de países ricos”, a palavra destacada é um:
Alternativas
Q3469047 Português

Texto II


Tratamento de Esgoto


    O esgoto também passa por um processo de tratamento em 3 etapas. O tratamento primário tem como objetivo retirar a matéria orgânica que não se dissolveu e que se encontra acumulada no fundo do tanque, formando o lodo.


    Já o tratamento secundário requer um biodigestor, onde a matéria orgânica dissolvida na água recebe a adição de microrganismos anaeróbios. Por fim, ocorre a adição de cloro para eliminar os microrganismos que ainda estão presentes no esgoto.


(IDEM, IBIDEM.) 

No primeiro parágrafo do texto: “O esgoto também passa por um processo de tratamento em 3 etapas.” O termo grifado é: 
Alternativas
Q3469046 Português

Texto I para a questão.


A ÁGUA


    A água é indispensável a toda e qualquer forma de vida. É considerada potável toda a água disponível na natureza que pode ser destinada ao consumo dos seres vivos, sem riscos de adquirirem doenças por contaminação.


    Por ser essencial à vida, essa água deve estar disponível para a população rural e urbana, em todo o mundo. Geralmente na região rural não há o tratamento antecipado desse recurso; no entanto, nos centros urbanos quase sempre se faz necessário realizar uma verificação da qualidade e o grau de contaminação, uma vez que nas proximidades das cidades é comum os córregos e rios estarem poluídos.


    Na realidade, a água potável, ou mesmo a água doce disponível na natureza, é bastante restrita. Cerca de 97,61% da água total do planeta é proveniente das águas dos oceanos; calotas polares e geleiras representam 2,08%; água subterrânea 0,29%; água doce de lagos 0,009%; água salgada de lagos 0,008%; água misturada no solo 0,005%; rios 0,00009% e vapor d’água na atmosfera 0,0009%. Diante desses percentuais pode-se presumir que apenas 2,4% da água do planeta corresponde à água doce, porém, somente 0,02% está disponível em lagos e rios que abastecem as cidades e pode ser consumida.   Desse restrito percentual, uma grande parcela se encontra poluída, diminuindo ainda mais as reservas disponíveis.


    Nessa perspectiva, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma nota com uma previsão de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá a quantidade mínima de água necessária à sua sobrevivência. No mundo subdesenvolvido, cerca de 50% da população consome água poluída; em todo planeta pelo menos 2,2 milhões de pessoas morrem em decorrência do uso de água contaminada e sem tratamento. Segundo estimativas, existem atualmente cerca de 1,1 bilhão de pessoas que praticamente não têm acesso à água potável, bem comum a todo ser humano.


    A poluição é um dos maiores problemas relativos à água doce planetária uma vez que, diariamente, os mananciais de todo o mundo recebem dois milhões de toneladas de diversos tipos de resíduos. Quem sofre de maneira mais contundente os reflexos dessa realidade são as pessoas pertencentes às camadas populacionais mais excluídas que vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.


    A água potável pode ser oriunda de uma fonte natural, desde que não haja nenhum tipo de contaminação em sua nascente ou percurso. Pode ser também obtida através de um processo de tratamento físico e/ou químico. O tratamento de água visa reduzir a concentração de poluentes até o ponto em que não representem riscos para a saúde pública. Nas cidades, este processo é realizado nas ETAs (Estações de Tratamento de Água), onde a água passa por várias etapas, iniciando com a decantação, seguida da filtração, da fluoretação, da desinfecção e da floculação.


(Fontes do texto sugerido: Água potável. Disponível em: http://www.suapesquisa.com/o_que_e/agua_potavel.htm.) 

No fragmento do texto: “A água potável pode ser oriunda de uma fonte natural”. A palavra grifada é: 
Alternativas
Q3468809 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Mosquito de estimação


Apenas as fêmeas do Aedes aegypti picam humanos. Elas usam as proteínas presentes no nosso sangue para amadurecer os ovos dentro do organismo. Quatro dias depois da picada, os ovos estão prontos para sair. E a água parada é o "ninho" que a mãe precisa encontrar para botá-los. O macho é o vegano da relação: se contenta apenas com frutas.


Só que nem todas as fêmeas preferem humanos, especificamente. Populações de A. aegypti que vivem nas savanas africanas, por exemplo, se alimentam de outros animais e não mostram interesse especial em nós. Já os mosquitos que vivem nos ambientes urbanos ao redor do mundo se especializaram em seguir nosso cheiro.


Podemos dizer que os humanos "domesticaram" populações de mosquito involuntariamente quando começaram a se organizar de forma mais complexa e (principalmente) armazenar grandes quantidades de água. As primeiras civilizações forneciam um estoque quase inesgotável de sangue e "ninhos" para as fêmeas − e isso fez com que elas se especializassem em nós.


Estudos de 2020 e 2023 sugerem uma hipótese de como isso aconteceu. Sabemos que o Aedes aegypti é originário da África, então os pesquisadores coletaram populações especialistas (que preferem humanos) e generalistas (que picam qualquer animal) por todo o continente. As especialistas se concentram no norte da África, mostrando que a aproximação com humanos provavelmente rolou por ali.


(Super Interessante, março 2024)
A classe da palavra está incorreta em: "Podemos dizer que os humanos "domesticaram" populações de mosquitos (...)".
Alternativas
Q3468767 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comparando as mutações genéticas dessas populações, os pesquisadores concluíram que a especialização em humanos ocorreu por volta de cinco mil anos atrás. Nessa época, terminava o "período úmido africano": por conta de mudanças cíclicas na órbita da Terra, o norte da África tem períodos alternados de umidade (caracterizado por alguma presença de lagos e florestas) e completamente desérticos. Estamos na fase mais seca, e conhecemos a região hoje como deserto do Saara.


Com a mudança de clima, as populações de mosquitos que viviam ali não encontravam mais animais para se alimentar e água para botar ovos. Daí se aproximaram das civilizações humanas, como as que viviam no rio Nilo. Não à toa, o nome Aedes aegypti faz referência ao Egito.


Por meio de registros históricos, sabemos que o espalhamento do mosquito pelo mundo só ocorreu no século 17 − em especial, com o tráfico de escravizados partindo da África para as Américas. O A. aegypti picava a tripulação e colocava os ovos nos barris de água dos navios.


A América do Sul e a Central proporcionaram o ambiente perfeito para o mosquito. A temperatura ideal para o desenvolvimento do Aedes aegypti é de 22ºC a 32ºC (4). Some isso à abundância de chuvas, e dá para dizer que os bichinhos encontraram um continente para chamar de seu.


(Super Interessante, março 2024)
Marque a alternativa em que "muito" ou "bastante" está mal empregado.
Alternativas
Q3468375 Português
Jogos Olímpicos e o respeito à natureza

        A primeira edição dos Jogos Olímpicos aconteceu há cerca de 2.800 anos. De acordo com historiadores e arqueólogos, ela ocorreu na cidade de Olímpia, na Grécia, de onde tem origem o nome Olimpíadas. os Jogos Olímpicos da Antiguidade se tornaram símbolo da paz e da união entre os povos porque, no período em que aconteciam as competições, todas as guerras e rivalidades entre nações eram suspensas de comum acordo. O francês Pierre de Coubertin, que sempre foi apaixonado por esportes, foi quem criou os Jogos Olímpicos da era moderna. Ele teve a ideia depois de saber das escavações arqueológicas que revelaram informações sobre os Jogos Olímpicos da Antiguidade. Então, criou o Comitê Olímpico Internacional e fez a primeira competição acontecer também em Olímpia, no ano de 1896.


        Em 2024, os Jogos Olímpicos e Paralímpicos aconteceram em Paris, a capital da França! Chamaram a atenção desde a escolha das mascotes. Em vez de um animal, como geralmente acontece, nesta edição, as mascotes tiveram a forma de um chapéu ou gorro, que tem o nome de barrete frígio e um significado forte na França. Sua história é antiga.
Na Roma Antiga, quando um gladiador escravizado ganhava uma luta, ele recebia um barrete frígio, que era o símbolo de sua libertação. Tempos depois, o gorro foi usado por manifestantes, durante a Revolução Francesa, que aconteceu no final do século 18. Seus participantes queriam o fim da monarquia e dos privilégios da nobreza, e tinham como lema “liberdade, igualdade e fraternidade”. Com essa escolha, a organização dos Jogos quis dar um recado ao mundo. Mas que recado é esse? Ele tem a ver com a tradição de paz que esse evento promove e traz um alerta sobre um futuro de proteção do nosso planeta.


        Os Jogos chamaram a atenção para a emergência climática que a Terra vive. Se nós, humanos, não conseguirmos reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera e frear outras ações que prejudicam a natureza e o meio ambiente, viveremos situações cada vez mais difíceis. Além disso, mostraram como é possível que grandes eventos aconteçam com menor impacto para a natureza. Por isso, planejaram ser a edição mais sustentável de todos os tempos, investindo na instalação de painéis de energia solar e na criação de mais espaços para bicicletas. Até o cardápio incluiu menos carne e mais opções de comidas vegetarianas. E muitas das instalações que abrigaram os atletas já existiam e foram readaptadas para esse fim. Outras foram construídas como temporárias ou com uso reduzido de cimento e madeira, e alimentadas com energia solar e têm espaços verdes.

(Texto adaptado especialmente para essa prova. Revista CHC - Julho 2024 - edição 356 – acesso em 31 de julho de 2024.)
“Se nós, humanos, não conseguirmos reduzir as emissões de gases poluentes na atmosfera e frear outras ações que prejudicam a natureza e o meio ambiente, viveremos situações cada vez mais difíceis. A palavra em destaque na frase é:
Alternativas
Q3467265 Português

Leia o texto a seguir para responder àquestão.

A palavra “lavanderia” tem algo a ver com a flor de lavanda? Na verdade, é o contrário: a flor é que tem a ver com a lavanderia.


A raiz leue- já se referia ao ato de tirar sujeira das coisas na Europa pré-histórica de 4 mil anos atrás, e deu origem à raiz lav- em latim, que então desembocou em “lavar”, “lavanderia”, “lavabo” e afins em português. Quando os romanos começaram a usar óleo de lavanda para perfumar roupas lavadas, a flor ganhou o nome. Outras palavras que vêm da raiz leue- são “dilúvio” e “diluir”, que ganham o di(s)- antes. Essa partícula remete à noção de distância (algo que fica óbvio na própria palavra “distância”) e, junto de leue-, significa usar água para levar algo para longe. Por fim, existe a palavra “aluvião”, nome que se dá à terra, argila e cascalho carregados pela água corrente de um rio, que vão se acumulando. A partícula a- antes do lu- significa “para”, “com a finalidade de”. Ou seja, aquela sujeira seria algo “para lavar”.


Fonte: blog Origem da Palavra, Online Etymology Dictionary.

Oráculo. Revista Superinteressante. Disponível em

https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/a-palavra-lavanderia-tem-algo-a-ver-com-a-flor-de-lavanda/


O processo de formação de palavras como lavanda e dilúvio, referenciado no texto, é o de:
Alternativas
Q3467174 Português
Leia o texto para responder a questão.


Metafísica


        Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

        
        Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?


        Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.


        Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...


        Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.


        O visitante engoliu em seco.


        — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?


        Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:


        — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!


        O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Em “Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona (...)”, a palavra “meia” atua gramaticalmente como:
Alternativas
Q3467173 Português
Leia o texto para responder a questão.


Metafísica


        Contam que um admirador de Albert Einstein foi visitar o mestre em sua casa e o encontrou estirado numa poltrona, com a cabeça para trás e os olhos fechados. Não querendo perturbar o aparente repouso do professor, o visitante sentou-se num canto e ficou esperando que ele acordasse.

        
        Passou meia hora, o professor continuava estirado na poltrona, a cabeça para trás e os olhos fechados. Foi quando o visitante viu um ratinho aparecer debaixo da mesa e dirigir-se para os pés de Albert Einstein. O visitante ficou em pânico. O que fazer? O ratinho se aproximava dos pés do mestre com passinhos curtos mas resolutos. Devia acordar Einstein e avisar do perigo iminente? Ou esperar que o ratinho mudasse de rota? Ou, silenciosamente, sem acordar o professor, enxotar o ratinho?


        Enquanto o visitante decidia o que fazer, o ratinho chegou até o pé direito de Einstein e deu uma mordidinha no seu dedão pelo buraco do chinelo. Einstein nem abriu os olhos. Fez que sim com a cabeça. O ratinho voltou correndo para sua toca. Minutos mais tarde, Einstein abriu os olhos e deu com o visitante no canto. Este desculpou-se, disse que não pretendia acordá-lo, mas Einstein o silenciou com um gesto. Não estava dormindo. Estava pensando.


        Sempre fazia isso. Sentava naquela poltrona, atirava a cabeça para trás, fechava os olhos e deixava o cérebro funcionar. Pensava no universo, pensava no funcionamento do universo, pensava nas explicações para o funcionamento do universo... Mas precisava ter cuidado. Sua mente tinha uma tendência muito grande para a metafísica. Escapava ao controle, disparava, quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas...


        Felizmente, sempre que isto acontecia, ele sentia uma cosquinha no dedão. Era o sinal para voltar à física, à realidade e às coisas prováveis. Fora assim que desenvolvera a sua teoria da relatividade. Seu cérebro indo em todas as direções, mas a cosquinha no dedão indicando o caminho, alertando-o para os excessos, chamando-o de volta à realidade e à razão.


        O visitante engoliu em seco.


        — E o senhor tem... uma explicação para a cosquinha no dedão?


        Einstein não respondeu em seguida. Suspirou. Coçou a cabeça. Depois disse:


        — Aí é que está. Só pode ser explicada como um sinal divino. Mas eu preciso resistir à metafísica!


        O visitante procurou o ratinho com o olhar mas não o avistou. Além de tudo, era modesto.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Em “(...) quando ele via ela estava perdida no infinito, em equações fantásticas…”, a qualidade expressa pelo adjetivo “fantásticas” ocorre de forma: 
Alternativas
Q3466557 Português

Considere o excerto a seguir para responder à questão:

“O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.

O verbo que ocorre no excerto apresentado em sua forma infinitiva flexionada é:
Alternativas
Respostas
4141: A
4142: B
4143: A
4144: D
4145: B
4146: D
4147: B
4148: B
4149: A
4150: A
4151: D
4152: A
4153: D
4154: D
4155: A
4156: B
4157: A
4158: E
4159: A
4160: B