Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3562242 Português

Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2



Pilates emagrece? Fortalece? Entenda para que ele serve de verdade


Marcelo Testoni



Você já se pegou tentando "endireitar" as costas no meio do dia, depois de horas no computador ou no celular? Pois é, má postura, músculos tensos e dores pelo corpo viraram companhias comuns na vida moderna. Mas e se existisse uma prática que aliviasse tudo isso de uma vez, com suavidade, promovendo consciência corporal e sem precisar suar muito? Pois esse sonho é real e essa prática se chama pilates.

Criado pelo alemão Joseph Pilates no início do século 20, o método é uma verdadeira filosofia de movimento. Seus exercícios combinam força, alongamento, respiração e controle do corpo em busca do equilíbrio entre mente e físico. "É uma modalidade que trabalha o corpo de forma global"…



Disponível em:

<https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2025/06/17/alinha-tonificaemagrece-o-que-o-pilates-pode-e-nao-pode-fazer.htm>. Acesso em: 15 jun.

2025.

A palavra “endireitar”, usada na frase “tentando 'endireitar' as costas”, é formada por 
Alternativas
Q3560259 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


O silêncio te machuca?


    Tenho a bênção, cada vez mais rara nos dias de hoje, de acordar abraçado ao silêncio. Abro a janela e ele se expande, enquanto vou me nutrindo dos vários tons de verde da mata. É uma pequena felicidade, milagre avulso tornado consciente em minha alma. Mercadoria valiosa, como também é a disponibilidade de tempo para não fazer nada, simplesmente existindo. São luxos com valor maior do que uma escritura de um bem material, pois nos fazem habitar o universo da poesia, tão essencial para a nossa sensibilidade. Faço tais observações a propósito de um amigo que me diz fugir ao máximo de espaços aquietados. Trabalha em uma sala com outros nove colegas e aprecia isso. E, veja só: ao criar um projeto, ouve metal pesado. Isso o relaxa, diz-me. Achei meio admirável, meio triste. Consegue ser criativo envolto no caos auditivo. Merece palmas. Talvez. Agora, rejeitar a quietude pode sinalizar incapacidade de conviver em paz. Ou o medo de encarar a si próprio.

    O sintoma de gostar de uma época cheia de estridências é consequência dos inúmeros estímulos que recebemos a todo momento. Adrenalina e dopamina direto na veia. Temos dificuldade de respirar com suavidade, imersos em tanto barulho. Embora tendo à disposição uma ilha de sossego, surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande. É a dialética da existência, as polaridades revelando a beleza de evitar exclusões. Sabendo disso, estou destinando minhas melhores horas para admirar, interferindo o mínimo possível no entorno. Contemplar passou a ser uma espécie de religião pessoal. Ao caminhar pelo jardim, não sinto necessidade de colher flores para colocar em vasos. Só olho e me encanto, reafirmando o sentido da impermanência. Um sabiá ou um joão-de-barro cantando em algum galho de árvore fazem a alegria se multiplicar dentro de mim.

    O que nos machuca precisa de redobrada atenção. A tendência é fugir ou ignorar. Ao longo dos anos compreendi como é importante ampliar as instâncias que nos trazem conforto. Nada justifica entregar uma generosa cota de tempo em busca unicamente de um salário, pois nos será cobrado um alto preço. Carrego um modesto orgulho em dizer para as pessoas: pela manhã, escolho o que me dá prazer. Caminho, leio, cozinho, descanso. O mundo está ficando sem fôlego, apressado, barulhento. Então, crio em meu interior uma discreta morada para me proteger dessa desordem. Prefiro me responsabilizar pelo que sou e sinto, evitando terceirizar a culpa. Resultamos da percepção mais imediata da realidade. Se você olhar para a vida com ressentimento, ela te entregará ressentimento. Pensar é igual a agir.

    Se você procura a liberdade, alie-se ao silêncio.


Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
Na oração “Surpreendo-me, ocasionalmente, desejando participar de toda a algaravia da cidade grande”, os vocábulos destacados desempenham funções distintas, sendo necessário analisá-los segundo sua classe gramatical em contexto. Com base na morfossintaxe da oração, assinale a alternativa correta quanto à classificação das palavras destacadas:
Alternativas
Q3553733 Português
O seguinte fragmento está estruturado com quatro palavras: “A nossa alma precisa”. No que se refere à classe gramatical, pode-se dizer que classificam-se, respectivamente, como:
Alternativas
Q3553544 Português
“A pressa com que vivemos, em tempos de imediatismo, impede-nos de observar detalhes essenciais.
Tudo parece urgente, mas nem tudo é importante. Saber distinguir entre o que é urgente e o que é importante é habilidade que requer reflexão e autoconhecimento.” 
A palavra "autoconhecimento" é: 
Alternativas
Q3553539 Português
Em "Havia muitas pessoas na festa", o verbo “haver” está:
Alternativas
Q3553505 Português
Qual alternativa apresenta apenas palavras no plural?
Alternativas
Q3553502 Português
Qual das palavras abaixo é um advérbio?
Alternativas
Q3553501 Português
Qual das alternativas apresenta um adjetivo? 
Alternativas
Q3552782 Português
“O céu de lá era de um azul(1) tão azul(2), mas tão azul que(3) contrastava com aquelas nuvens tão(4) branquinhas(5).” (A menina que desenhava, de Márcia Hazin)
Assinale a afirmativa correta em relação ao emprego das palavras destacadas e identificadas por números no enunciado acima.
Alternativas
Q3552733 Português
Domingo cordial


         Alguém disse um desaforo à velha senhora e ela, virando-se, achou que tinha sido eu. Disse-me um palavrão. Depois, como eu lhe sorrisse, fez-me um gesto vegetal. Não satisfeita, porque baixei os olhos, cuspiu no chão.

         Dizem que os jovens andam terríveis, mas não é verdade. Os velhos de hoje é que estão precisando de atenções. Da polícia, do clero e dos magistrados.

       Se pudesse aqui reproduzir o palavrão que a velhinha me disse, vocês cairiam para trás. Não foi aquele que evoca o ser materno, nem aquele que atinge a provável esposa, nem o outro, o mais banal, que nega a nossa tão propalada masculinidade. Foi um pior, requintado, que só diz quem é da barra pesada e está a fim de briga. E dizia-o uma velhinha de vestido preto, gola e punhos rendados (juro), com seu Adoremus na mão, a caminho da missa. Onde aquela santa senhora teria aprendido tal palavra? Quem sabe praticando o tresloucamento que ela encerra? Tesconjuro, velhinha! Que a Santa Missa lhe purifique a boca.

         Meia hora depois, na avenida Atlântica, fechei (sem querer) um Karmann-Ghia e a moça que o dirigia calcou o acelerador até emparelhar comigo. “Lá vem a má palavra” (pensei) enquanto abria o vidro para ouvi-la, submisso. E qual não foi a minha surpresa quando a jovem chauffeuse, de longos cabelos saxônicos, me disse, sorrindo:

       — Morre, mas não mata!

      Só isto. Tão bonita, podia perfeitamente ser desbocada. Além do mais, tinha razão, porque na guinada que deu para livrar-se de mim, quase sobe na calçada. Limitou-se a desejar-me a morte, assim mesmo sorrindo.

       Em Ipanema, desci para comprar cigarros. Estava sendo cordialmente atendido quando o dono da casa veio de lá:

      — Então, verificou o engano?

        Não entendi. Imaginei que se tratava de um leitor referindo-se a alguma crônica em que eu me houvesse desdito ou contradito. Disse um “pois é” que não significava absolutamente nada. O homem insistiu:

        — Verificou o engano? Recontou o dinheiro?

         — Mas que dinheiro?

         — Não se faça de desentendido. Você não sabe que, hoje de manhã, eu lhe dei um troco de mais?

        — Mas eu não estive aqui de manhã nem nunca.

        O lusitano subiu uma oitava, em sua ira:

         — Se não quer pagar, não faz mal. Estou acostumado a perder. Mas o senhor bem se lembra que, hoje de manhã, eu lhe dei mil cruzeiros a mais.

        — Ah, sim... — respondi-lhe com brandura. Tirei um conto de réis dos meus e lhe entreguei. Pedi desculpas. Tratei de sumir. Foi melhor. Estava com preguiça de discutir e um certo medo de brigar. Palavra de honra.


MARIA, A. Domingo cordial. In: TAUIL, G. (Orgs.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, pp.290-291. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17704/domingo-cordial>.
Analise as palavras a seguir, retiradas do texto, e identifique aquela que apresenta um sufixo formador de advérbios na língua portuguesa.
Alternativas
Q3552731 Português
Domingo cordial


         Alguém disse um desaforo à velha senhora e ela, virando-se, achou que tinha sido eu. Disse-me um palavrão. Depois, como eu lhe sorrisse, fez-me um gesto vegetal. Não satisfeita, porque baixei os olhos, cuspiu no chão.

         Dizem que os jovens andam terríveis, mas não é verdade. Os velhos de hoje é que estão precisando de atenções. Da polícia, do clero e dos magistrados.

       Se pudesse aqui reproduzir o palavrão que a velhinha me disse, vocês cairiam para trás. Não foi aquele que evoca o ser materno, nem aquele que atinge a provável esposa, nem o outro, o mais banal, que nega a nossa tão propalada masculinidade. Foi um pior, requintado, que só diz quem é da barra pesada e está a fim de briga. E dizia-o uma velhinha de vestido preto, gola e punhos rendados (juro), com seu Adoremus na mão, a caminho da missa. Onde aquela santa senhora teria aprendido tal palavra? Quem sabe praticando o tresloucamento que ela encerra? Tesconjuro, velhinha! Que a Santa Missa lhe purifique a boca.

         Meia hora depois, na avenida Atlântica, fechei (sem querer) um Karmann-Ghia e a moça que o dirigia calcou o acelerador até emparelhar comigo. “Lá vem a má palavra” (pensei) enquanto abria o vidro para ouvi-la, submisso. E qual não foi a minha surpresa quando a jovem chauffeuse, de longos cabelos saxônicos, me disse, sorrindo:

       — Morre, mas não mata!

      Só isto. Tão bonita, podia perfeitamente ser desbocada. Além do mais, tinha razão, porque na guinada que deu para livrar-se de mim, quase sobe na calçada. Limitou-se a desejar-me a morte, assim mesmo sorrindo.

       Em Ipanema, desci para comprar cigarros. Estava sendo cordialmente atendido quando o dono da casa veio de lá:

      — Então, verificou o engano?

        Não entendi. Imaginei que se tratava de um leitor referindo-se a alguma crônica em que eu me houvesse desdito ou contradito. Disse um “pois é” que não significava absolutamente nada. O homem insistiu:

        — Verificou o engano? Recontou o dinheiro?

         — Mas que dinheiro?

         — Não se faça de desentendido. Você não sabe que, hoje de manhã, eu lhe dei um troco de mais?

        — Mas eu não estive aqui de manhã nem nunca.

        O lusitano subiu uma oitava, em sua ira:

         — Se não quer pagar, não faz mal. Estou acostumado a perder. Mas o senhor bem se lembra que, hoje de manhã, eu lhe dei mil cruzeiros a mais.

        — Ah, sim... — respondi-lhe com brandura. Tirei um conto de réis dos meus e lhe entreguei. Pedi desculpas. Tratei de sumir. Foi melhor. Estava com preguiça de discutir e um certo medo de brigar. Palavra de honra.


MARIA, A. Domingo cordial. In: TAUIL, G. (Orgs.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, pp.290-291. Disponível em <https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/17704/domingo-cordial>.
Nos conjuntos de palavras a seguir, que ocorrem no texto, verificam-se diferentes classes gramaticais. Analise-os e identifique aquele em que todas as palavras dadas podem flexionar em número. 
Alternativas
Q3552415 Português
Verifica-se o emprego correto de locução com verbo abundante em:
Alternativas
Q3552413 Português
Domingo


      O domingo que, há muitos anos, vinha sendo o meu dia sem graça, fez-me redescobrir o seu bom ar e convenceu-me de sua alegria, como na meninice. Vou a pé por uma rua de Ipanema, vou andando sozinho, sentindo a tarde fresca e me interessando pelas pessoas que encontro. O prazer físico de andar e estar só. O conforto de estar vestindo uma camisa muito maior que eu, só a camisa, sobre uma calça grande também e desvincada. A maravilha de não precisar falar.
       Passa uma mulher bonita, alta, com um pelo de arame pela corrente. Mais adiante, uma outra espera alguém que a levará para uma mesa de biriba, ou que seja para uma cartada mais séria. Depois, um jovem casal de mãos dadas, rindo alto, segurando-se um no outro, para não cair da gargalhada. Um senhor com uma máquina fotográfica, à bandoleira. Aquele antigo ar dos domingos voltando da infância facilitava-me a intimidade que cada homem deve manter consigo mesmo. As crianças são íntimas de si mesmas. Depois, quando vão engrossando a voz e criando buço, começam a fazer-se cerimônia. Às vezes, entre os 30 e os 40 anos, perderam tanto os pontos de referência que a noção dos pés e das mãos é vaga e sem posse. A própria voz é um acontecimento estranho e transfigurado. Passa-se a não dizer, e sim a ouvir as próprias palavras. Pobre de quem se ouve!
         Entro num barzinho de fregueses muito moços. São pares de namorados e a pessoa mais velha deve ter 18 anos. Esforço-me por ignorá-los, mergulhando no livro que trouxe e bebendo a cerveja que pedi. Eles, porém, me ignoram com a maior facilidade. A vitrola toca uma canção minha, em solo do piano. Seria péssimo se eles reconhecessem o autor e ficassem diferentes por minha causa. Mas não achavam nada demais a vizinhança de um homem que fez uma canção. Entanto, eu acho ainda que é uma grande coisa um homem ter feito uma canção. E ouvi-la, em público, entre os que não a fizeram! Senti-la de todos e sabê-la sua. 
          Que bom não ter agora com quem falar. Foi sempre a palavra que enganou todas as coisas. Enquanto estou calado, podem fazer de mim todas as suposições erradas e absurdas. Mas não fui eu que menti ou enganei. Há pessoas que nos obrigam a mentir. São as que nos pedem aqui e ali um julgamento que lhes seja agradável. Alguém seguro de si não nos pede jamais uma opinião sobre o seu feito. Espera, ou pouco se importa com a ideia que estamos formando a seu respeito. Os homens que não se confiam perguntam-nos constantemente: “Você não acha que agi muito bem? Você, em meu lugar, não faria exatamente a mesma coisa?”. E nunca duas pessoas reagem exatamente da mesma maneira em face do mesmo acontecimento. Porque não existem duas pessoas rigorosamente iguais. Na melhor das hipóteses, um teria a gravata de outra cor.

         Que bom ser domingo outra vez, depois de 30 anos!

        Entra uma moça clara, da idade das outras, e senta à mesa em frente à minha. Jovem. Linda. E eu, não.


MARIA, A. Domingo. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, p. 167-168. Disponível em<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13379/domingo>.  
Analise a locução “em face de” que ocorre no excerto “E nunca duas pessoas reagem exatamente da mesma maneira em face do mesmo acontecimento”. Considerando sua função, a locução que poderia substitui-la, sem prejuízo de valor, é:
Alternativas
Q3552411 Português
Domingo


      O domingo que, há muitos anos, vinha sendo o meu dia sem graça, fez-me redescobrir o seu bom ar e convenceu-me de sua alegria, como na meninice. Vou a pé por uma rua de Ipanema, vou andando sozinho, sentindo a tarde fresca e me interessando pelas pessoas que encontro. O prazer físico de andar e estar só. O conforto de estar vestindo uma camisa muito maior que eu, só a camisa, sobre uma calça grande também e desvincada. A maravilha de não precisar falar.
       Passa uma mulher bonita, alta, com um pelo de arame pela corrente. Mais adiante, uma outra espera alguém que a levará para uma mesa de biriba, ou que seja para uma cartada mais séria. Depois, um jovem casal de mãos dadas, rindo alto, segurando-se um no outro, para não cair da gargalhada. Um senhor com uma máquina fotográfica, à bandoleira. Aquele antigo ar dos domingos voltando da infância facilitava-me a intimidade que cada homem deve manter consigo mesmo. As crianças são íntimas de si mesmas. Depois, quando vão engrossando a voz e criando buço, começam a fazer-se cerimônia. Às vezes, entre os 30 e os 40 anos, perderam tanto os pontos de referência que a noção dos pés e das mãos é vaga e sem posse. A própria voz é um acontecimento estranho e transfigurado. Passa-se a não dizer, e sim a ouvir as próprias palavras. Pobre de quem se ouve!
         Entro num barzinho de fregueses muito moços. São pares de namorados e a pessoa mais velha deve ter 18 anos. Esforço-me por ignorá-los, mergulhando no livro que trouxe e bebendo a cerveja que pedi. Eles, porém, me ignoram com a maior facilidade. A vitrola toca uma canção minha, em solo do piano. Seria péssimo se eles reconhecessem o autor e ficassem diferentes por minha causa. Mas não achavam nada demais a vizinhança de um homem que fez uma canção. Entanto, eu acho ainda que é uma grande coisa um homem ter feito uma canção. E ouvi-la, em público, entre os que não a fizeram! Senti-la de todos e sabê-la sua. 
          Que bom não ter agora com quem falar. Foi sempre a palavra que enganou todas as coisas. Enquanto estou calado, podem fazer de mim todas as suposições erradas e absurdas. Mas não fui eu que menti ou enganei. Há pessoas que nos obrigam a mentir. São as que nos pedem aqui e ali um julgamento que lhes seja agradável. Alguém seguro de si não nos pede jamais uma opinião sobre o seu feito. Espera, ou pouco se importa com a ideia que estamos formando a seu respeito. Os homens que não se confiam perguntam-nos constantemente: “Você não acha que agi muito bem? Você, em meu lugar, não faria exatamente a mesma coisa?”. E nunca duas pessoas reagem exatamente da mesma maneira em face do mesmo acontecimento. Porque não existem duas pessoas rigorosamente iguais. Na melhor das hipóteses, um teria a gravata de outra cor.

         Que bom ser domingo outra vez, depois de 30 anos!

        Entra uma moça clara, da idade das outras, e senta à mesa em frente à minha. Jovem. Linda. E eu, não.


MARIA, A. Domingo. In: TAUIL, G. (Org.) Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. Todavia, 2021, p. 167-168. Disponível em<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13379/domingo>.  
Em “Mais adiante, uma outra espera alguém que a levará para uma mesa de biriba”, a palavra “outra” é empregada como:
Alternativas
Q3552393 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Servidor certo no lugar certo: Perfil Profissiográfico é destaque na estratégia do MGI para valorizar competências


Imagina começar em um novo trabalho e já ser direcionado para uma área que tem tudo a ver com o seu perfil, suas experiências e seus interesses. Parece ideal, certo? Pois essa é justamente a proposta do Perfil Profissiográfico, uma nova ferramenta desenvolvida pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da Secretaria de Gestão de Pessoas (SGP), que busca proporcionar alocações mais eficientes e humanas no serviço público.


 A iniciativa começou com o Concurso Público Nacional Unificado (CPNU), que vai levar milhares de novos servidores para órgãos públicos federais. Com tanta gente entrando ao mesmo tempo — em alguns casos, centenas de pessoas por órgão — surgiu a necessidade de um jeito mais inteligente e justo de fazer as alocações.


"Nosso objetivo era encontrar uma forma de aproveitar melhor o potencial que cada servidor traz, de modo alinhado às necessidades dos órgãos públicos", explica Janice Oliveira Godinho, Coordenadora de Gestão de Informações e Conhecimento em Concursos e Provimentos da SGP/MGI.


O que é, afinal, o Perfil Profissiográfico?


É uma ferramenta digital que cruza os dados do currículo e as respostas a um questionário feito pelo servidor recém-aprovado, com os perfis de vagas informados previamente pelos órgãos. O resultado é um Relatório Individual de Subsídio à Alocação, o chamado RISA, que sugere onde aquele servidor pode ser melhor aproveitado.


Esse relatório mostra quais áreas têm mais a ver com o que o servidor sabe fazer, com suas formações e até com o que ele tem vontade de aprender. Ele também orienta os gestores sobre onde aquele servidor poderia atuar com mais eficácia e até indica quando um treinamento pode ser necessário. "Quando a pessoa atua em uma área com a qual se identifica, seu desempenho tende a ser melhor. Além disso, aumentam as chances de permanência e satisfação no cargo", ressalta Janice.


O desenvolvimento do Perfil Profissiográfico contou com o apoio técnico e científico da Universidade de Brasília (UnB). Pesquisadores da área de Psicologia Social e do Trabalho participaram voluntariamente da construção da metodologia e da validação dos relatórios gerados. "Essa parceria com a UnB foi essencial para dar rigor acadêmico ao processo, garantindo que a ferramenta tivesse base sólida e pudesse, de fato, refletir o potencial de cada servidor de forma justa e criteriosa", explica Janice.


Como funciona na prática?


O servidor ou servidora responde a um questionário profissiográfico no momento da posse, via SOUGOV. As informações são analisadas por um sistema com base em critérios pré-definidos e com uso de inteligência artificial. Esse sistema cruza os dados com os perfis de cargos previamente coletados junto aos 21 órgãos que vão receber os servidores do CPNU.


  O relatório final é entregue ao setor de gestão de pessoas do órgão. Lá, o gestor pode visualizar os dados e tomar decisões com mais embasamento e agilidade. Tudo é feito por meio da plataforma Sigepe Oportunidades, de forma segura e digital.


Janice destaca que o sistema é um apoio à decisão, e não um limitador: "Ele não obriga a alocação do servidor em determinada área. Mas oferece ao gestor uma bússola, um mapa com informações que antes eram difíceis de reunir. É uma forma mais inteligente e respeitosa de começar essa jornada", ressalta.


Embora tenha nascido como uma solução para o Concurso Nacional Unificado, o Perfil Profissiográfico poderá ser adotado por qualquer órgão público que deseje melhorar seus processos de alocação e gestão de pessoas. A ferramenta já despertou interesse em outras instituições e está pronta para ser usada em seleções futuras, inclusive no CPNU 2.


 "É a primeira vez que o governo federal desenvolve um instrumento tão completo e baseado em dados para apoiar a alocação de novos servidores. Isso tem tudo para se consolidar como uma prática estratégica de gestão de pessoas", afirma Janice.


Nova cultura


Mais do que tecnologia, o Perfil Profissiográfico representa uma mudança de olhar. Deixa de lado a lógica de "preencher buracos" e passa a reconhecer o potencial humano em sua totalidade. "Quem não passou por isso ou conhece alguém que entrou num órgão e teve a sensação de estar sendo alocado aleatoriamente, num lugar em que ninguém queria estar? É frustrante. Com o perfil Profissiográfico, a ideia é minimizar essas situações", compartilha Janice


https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/abril/servidor-ce rto-no-lugar-certo-perfil-profissiografico-e-destaque-na-estrategia-do-m gi-para-valorizar-competencias

"Ele também orienta os gestores sobre onde aquele servidor poderia atuar com mais eficácia e até indica quando um treinamento pode ser necessário."


No texto, o adjetivo 'necessário' concordou corretamente com o substantivo 'treinamento'. Esse adjetivo, assim como 'bom' e 'preciso', quando acompanhados do verbo 'ser', podem ser variáveis ou invariáveis, dependendo do contexto. Com base nisso, analise as frases a seguir:


I.É necessário paciência.


II.Eram precisos outros três homens.


III.É preciso profissionais para atuar na área.


IV.Para uma vida saudável, é necessária a segurança.


Quanto à concordância, estão corretas:

Alternativas
Q3552295 Português

Texto para a questão. 



   



Ataliba de Castilho. Nova gramática do português brasileiro. São Paulo: Contexto, 2010 (com adaptações).



Em comparação às outras denominações dadas à língua falada no Brasil segundo o primeiro parágrafo do texto, entende-se que a expressão ‘português brasileiro’ (linha 10) distingue-se pelo emprego de ‘brasileiro’ como 
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Q3552134 Português
Analise as frases abaixo a respeito das classes de palavras e classifique-as em verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida, marque a alternativa correta.
( ) Eles se conhecem desde a época da escola – a palavra em destaque classifica-se como preposição.
( ) Elas estudam todas as tardes – a palavra “estudam” é um verbo conjugado na terceira pessoa do singular.
( ) A caneta falhou bem na hora da prova – o termo destacado na frase é um substantivo abstrato.
( ) Aquele é o senhor cuja esposa vende bolos – a palavra destacada é um pronome relativo. 
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Q3548310 Português
A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

        As novas tecnologias, como smartphones, tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.

        A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.

        Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone, como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.

[...] 

        Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”. 

        O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.

        Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”. 

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025. 
Referente à funcionalidade das expressões em destaque, assinale a alternativa correta.  
Alternativas
Q3547015 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02




Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/576108977315838163/. Acesso em: 28 jun. 2025. Adaptado. 

O verbo “ensine” foi usado, no texto 02, no 
Alternativas
Q3547014 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02




Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/576108977315838163/. Acesso em: 28 jun. 2025. Adaptado. 

Assinale a alternativa que apresenta o pronome oblíquo que substituiria corretamente o termo “seus filhos” no texto 02. 
Alternativas
Respostas
2961: B
2962: B
2963: D
2964: B
2965: B
2966: D
2967: B
2968: C
2969: D
2970: C
2971: B
2972: C
2973: B
2974: E
2975: B
2976: D
2977: A
2978: A
2979: C
2980: E