🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 20.600 questões

Q3678360 Português
Ela

(Machado de Assis.)

Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor.
Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!
Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.
Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um -sim
P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!” 
A palavra “desapropriação” apresenta processos de formação de palavras. Assinale a alternativa que descreve corretamente esse processo.
Alternativas
Q3678353 Português
Ela

(Machado de Assis.)

Seus olhos que brilham tanto,
Que prendem tão doce encanto,
Que prendem um casto amor
Onde com rara beleza,
Se esmerou a natureza
Com meiguice e com primor.
Suas faces purpurinas
De rubras cores divinas
De mago brilho e condão;
Meigas faces que harmonia
Inspira em doce poesia
Ao meu terno coração!
Sua boca meiga e breve,
Onde um sorriso de leve
Com doçura se desliza,
Ornando purpúrea cor,
Celestes lábios de amor
Que com neve se harmoniza.
Com sua boca mimosa
Solta voz harmoniosa
Que inspira ardente paixão,
Dos lábios de Querubim
Eu quisera ouvir um -sim
P’ra alívio do coração!
Vem, ó anjo de candura,
Fazer a dita, a ventura
De minh’alma, sem vigor;
Donzela, vem dar-lhe alento,
“Dá-lhe um suspiro de amor!” 
No poema apresentado, observa-se a presença de múltiplos adjetivos qualificativos associados à figura feminina descrita. Assinale a alternativa que descreve corretamente a função desses adjetivos no texto.
Alternativas
Q3678250 Português
As três experiências

(Autor desconhecido.)

        Um menino pobre encontrou um pedaço de espelho no chão e ficou encantado com o brinquedo. Era o primeiro espelho que via. Brincou de mostrar o céu, as nuvens, o sol e as árvores aos amigos, e todos riram muito.   

        Depois, brincando sozinho, ele resolveu mostrar o próprio rosto no espelho. Levou um susto. Viu aquele menino pobre, sujo, de cabelos desgrenhados, e ficou muito sério. Era ele mesmo.
    
        Correu para casa, chamou a mãe e mostrou o espelho. A mulher, cansada e triste, olhou o rosto, deu um sorriso breve e disse: “É, parece comigo”.
   
        O menino guardou o espelho num canto, com certo respeito, e de vez em quando o tirava para ver as coisas e as pessoas. O tempo passou, e o espelho foi esquecido.
   
        Muitos anos depois, o homem — já adulto — encontrou por acaso aquele mesmo pedaço de espelho. Estava velho e opaco. Limpou-o um pouco, olhou, e viu de novo seu rosto, agora cansado e marcado pelos anos.
   
        Pensou na infância, na mãe, nos amigos, e ficou olhando o espelho, em silêncio.
   
        Então entendeu que aquele pequeno objeto lhe mostrara, três vezes na vida, três rostos diferentes — o da infância, o da juventude e o da maturidade — e em todos eles havia o mesmo olhar, o mesmo espanto diante da vida.
    
        Guardou o espelho outra vez, com o cuidado de quem guarda uma lembrança. 
Assinale a alternativa em que o processo de formação de palavras está corretamente identificado de acordo com a morfologia da língua portuguesa.
Alternativas
Q3678246 Português
As três experiências

(Autor desconhecido.)

        Um menino pobre encontrou um pedaço de espelho no chão e ficou encantado com o brinquedo. Era o primeiro espelho que via. Brincou de mostrar o céu, as nuvens, o sol e as árvores aos amigos, e todos riram muito.   

        Depois, brincando sozinho, ele resolveu mostrar o próprio rosto no espelho. Levou um susto. Viu aquele menino pobre, sujo, de cabelos desgrenhados, e ficou muito sério. Era ele mesmo.
    
        Correu para casa, chamou a mãe e mostrou o espelho. A mulher, cansada e triste, olhou o rosto, deu um sorriso breve e disse: “É, parece comigo”.
   
        O menino guardou o espelho num canto, com certo respeito, e de vez em quando o tirava para ver as coisas e as pessoas. O tempo passou, e o espelho foi esquecido.
   
        Muitos anos depois, o homem — já adulto — encontrou por acaso aquele mesmo pedaço de espelho. Estava velho e opaco. Limpou-o um pouco, olhou, e viu de novo seu rosto, agora cansado e marcado pelos anos.
   
        Pensou na infância, na mãe, nos amigos, e ficou olhando o espelho, em silêncio.
   
        Então entendeu que aquele pequeno objeto lhe mostrara, três vezes na vida, três rostos diferentes — o da infância, o da juventude e o da maturidade — e em todos eles havia o mesmo olhar, o mesmo espanto diante da vida.
    
        Guardou o espelho outra vez, com o cuidado de quem guarda uma lembrança. 
No fragmento: “O menino guardou o espelho num canto, com certo respeito...” Assinale a alternativa em que todas as palavras destacadas apresentam processos de formação diferentes entre si.
Alternativas
Q3677412 Português
Na frase: “A menina inteligente resolveu o problema rapidamente.”, o vocábulo sublinhado corresponde a que classe de palavras?
Alternativas
Q3677337 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir. 


Linguagem e educação linguística

Evanildo Bechara


    O título educação linguística não é novo nem cedo conseguiu impor-se tal como hoje se procura entender. Começou por merecer certa preocupação entre os linguistas, passando depois a ser considerado, entre pedagogos e professores, um domínio puramente técnico-didático. Hoje constitui um promissor campo de pesquisa e de resultados para a linguística e a educação, pondo claro, como bem disse o professor italiano Raffaele Simone, que a linguagem não é apenas uma “matéria” escolar entre as outras, mas um dos fatores decisivos ao desenvolvimento integral do indivíduo e, seguramente, do cidadão.

    Lá fora, os resultados desses estudos empreendidos por conhecidos representantes da pesquisa linguística e educacional já repercutiram nos programas e currículos das universidades e das escolas de ensino médio.  

    Entre nós, onde tem sido tênue o fluxo de influência científica dessas pesquisas, explodiu uma reação ao que se convencionou chamar pejorativamente “tradicionalismo”, e a mudança — que se fazia necessária em vários pontos — acabou por produzir resultados desastrosos. 

    É oportuno lembrar que, de todos os componentes dos currículos das escolas de ensino médio, foram os textos destinados ao ensino de língua portuguesa os que mais sofreram com a onda novidadeira, introduzindo, além da doutrina discutível, figuras e desenhos coloridos tão extemporâneos e desajustados, que aviltaram o tradicionalismo e insultaram a dignidade por que sempre se pautaram os textos escolares entre nós. A comparação entre um livro para ensino de língua portuguesa e outro para ensino da matemática, da história ou da geografia quase nos leva a retirar o primeiro da linha do que se costuma chamar compêndio didático, para incluí-lo no rol dos antigos e coloridos almanaques distribuídos ao início de cada ano, como os tornados célebres Almanaques do Capivarol, esquecido produto farmacêutico. Muito lucrariam os alunos se esses produtos de uma pretendida revolução educacional guardassem a dignidade e a soma de boas informações que caracterizaram o Almanaque Garnier, por exemplo. 

    Já que estamos fazendo uma crítica a certas inovações perturbadoras e pouco producentes que muitos compêndios, à luz de uma didática formal ou informal, pretenderam introduzir no ensino da língua portuguesa, na década de 1960, cabe um comentário acerca do privilegiamento da língua oral, espontânea, em relação à língua escrita. 

    Deveu-se o fenômeno, cremos nós, a duas ordens de fatores: uma de natureza linguística, outra de natureza política. As ciências da linguagem vieram patentear que as línguas históricas são fenômenos eminentemente orais, e que o código escrito outra coisa não é senão um equivalente visível do código oral, que, de falado ou ouvido, passa a ser escrito e lido. Assim sendo, a linguística norte-americana, especialmente ela, pôde desenvolver rígidos e precisos modelos de descrição de línguas indígenas que jamais conheceram, de modo sistemático, a transposição escrita do discurso falado. 

    Esta possibilidade de uma metodologia com rigor científico aplicado a línguas ágrafas parece que estimulou em muitos estudiosos bloomfieldianos certa desatenção ao código escrito, considerando-o até campo que extrapola a investigação linguística. Tal atitude chegou a provocar a crítica de Gleason, autor de um dos melhores manuais de linguística descritiva de orientação norte-americana. 

    Essa visão distorcida da realidade incentivou outro passo adiante dado por alguns linguistas, também, em geral, norte-americanos: a crítica à natureza normativa da gramática tradicional, com a defesa de que se deve deixar a língua livre de qualquer imposição. Um desses linguistas, Robert Hall, em 1950, chegou a intitular ou a aceitar esse título proposto pela editora a um livro seu de divulgação linguística: Leave your language alone (Deixe a sua língua em paz), título que foi alterado na segunda edição. 

    Portanto, vieram pela porta da própria linguística e se instalaram nas salas de aula de língua portuguesa esse privilegiamento do código oral em relação ao escrito e certa desatenção a normas estabelecidas pela tradição e conservadas ou recomendadas no uso do código escrito-padrão. 

    Por isso, assistiu-se entre nós, na década de 1960, a um insurgimento contra o ensino da gramática em sala de aula; em vez de dotá-la de recursos e medidas que a tornassem um instrumento operativo e de maior resistência às críticas que justamente lhe eram endereçadas desde há séculos, resolveram muitos professores e até sistemas estaduais de ensino aboli-la, sem que trouxessem, à sala de aula, nenhum outro sucedâneo que, apesar das falhas, pudesse sustentar-se pelo espaço curto de uma única geração. 

    A bem da verdade, cabe-nos dizer que já se assiste a uma reação a esse estado de coisas, e os livros didáticos mais recentes voltam a insistir no padrão culto da linguagem, quer nas recomendações da gramática normativa, quer através da inclusão e seleção de textos, literários ou não, a que refletem esse padrão. 

    Ainda insistindo nessa ordem de ideias, é interessante lembrar a indulgência e até certo elogio com que Ferdinand de Saussure comenta a tarefa da gramática tradicional, de inspiração grega. Logo na introdução do Cours de linguistique générale, ao referir-se à polissemia do termo gramática, diz que essa gramática tradicional está “fundada na lógica e desprovida de toda a visão científica e desinteressada da própria língua”, portanto o que se pretende é “unicamente dar regras para distinguir as formas corretas das incorretas; é uma disciplina normativa, muito distante da observação pura, o seu ponto de vista é necessariamente restrito”. 

    A outra ordem de fatores procede da política, ou para não desmerecer uma atividade nobre, de certas teses populistas e demagógicas, especialmente no que concerne à educação linguística de adultos, segundo as quais devem os “oprimidos” ficar com sua própria língua e não aceitar a da classe dominante.

    Ora, a educação linguística põe em relevo a necessidade de que deve ser respeitado o saber linguístico prévio de cada um, garantindo-lhe o curso da intercomunicação social, mas também não lhe furta o direito de ampliar, enriquecer e variar esse patrimônio inicial. As normas da classe dita “opressora” e “dominante” não serão nem melhores nem piores do que as usadas na língua coloquial. Como bem lembrou o professor Raffaele Simone, “enquanto a posição populista perpetua a segregação linguística das classes subalternas, a educação linguística deverá ajudar a sua libertação”. 

    A tese populista do ponto de vista democrático é tão falha quanto a tese que combate, pois ambas insistem num velho erro da antiga educação linguística, já que ambas são de natureza “monolíngue”, isto é, só privilegiam uma variedade do código verbal, ou da modalidade dita “culta” (da classe dita “dominante” ou “opressora”), ou a modalidade coloquial (da classe dita “oprimida”). 


In: Fato e dúvidas da linguagem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021. 

     (texto publicado originalmente no jornal Mundo Português e na revista Na Ponta da Língua, em 15/04/1994). 

No primeiro período do parágrafo 4, ao tecer crítica aos livros didáticos de língua portuguesa, o autor
Alternativas
Q3677336 Português
A questão refere-se ao texto reproduzido a seguir. 


Linguagem e educação linguística

Evanildo Bechara


    O título educação linguística não é novo nem cedo conseguiu impor-se tal como hoje se procura entender. Começou por merecer certa preocupação entre os linguistas, passando depois a ser considerado, entre pedagogos e professores, um domínio puramente técnico-didático. Hoje constitui um promissor campo de pesquisa e de resultados para a linguística e a educação, pondo claro, como bem disse o professor italiano Raffaele Simone, que a linguagem não é apenas uma “matéria” escolar entre as outras, mas um dos fatores decisivos ao desenvolvimento integral do indivíduo e, seguramente, do cidadão.

    Lá fora, os resultados desses estudos empreendidos por conhecidos representantes da pesquisa linguística e educacional já repercutiram nos programas e currículos das universidades e das escolas de ensino médio.  

    Entre nós, onde tem sido tênue o fluxo de influência científica dessas pesquisas, explodiu uma reação ao que se convencionou chamar pejorativamente “tradicionalismo”, e a mudança — que se fazia necessária em vários pontos — acabou por produzir resultados desastrosos. 

    É oportuno lembrar que, de todos os componentes dos currículos das escolas de ensino médio, foram os textos destinados ao ensino de língua portuguesa os que mais sofreram com a onda novidadeira, introduzindo, além da doutrina discutível, figuras e desenhos coloridos tão extemporâneos e desajustados, que aviltaram o tradicionalismo e insultaram a dignidade por que sempre se pautaram os textos escolares entre nós. A comparação entre um livro para ensino de língua portuguesa e outro para ensino da matemática, da história ou da geografia quase nos leva a retirar o primeiro da linha do que se costuma chamar compêndio didático, para incluí-lo no rol dos antigos e coloridos almanaques distribuídos ao início de cada ano, como os tornados célebres Almanaques do Capivarol, esquecido produto farmacêutico. Muito lucrariam os alunos se esses produtos de uma pretendida revolução educacional guardassem a dignidade e a soma de boas informações que caracterizaram o Almanaque Garnier, por exemplo. 

    Já que estamos fazendo uma crítica a certas inovações perturbadoras e pouco producentes que muitos compêndios, à luz de uma didática formal ou informal, pretenderam introduzir no ensino da língua portuguesa, na década de 1960, cabe um comentário acerca do privilegiamento da língua oral, espontânea, em relação à língua escrita. 

    Deveu-se o fenômeno, cremos nós, a duas ordens de fatores: uma de natureza linguística, outra de natureza política. As ciências da linguagem vieram patentear que as línguas históricas são fenômenos eminentemente orais, e que o código escrito outra coisa não é senão um equivalente visível do código oral, que, de falado ou ouvido, passa a ser escrito e lido. Assim sendo, a linguística norte-americana, especialmente ela, pôde desenvolver rígidos e precisos modelos de descrição de línguas indígenas que jamais conheceram, de modo sistemático, a transposição escrita do discurso falado. 

    Esta possibilidade de uma metodologia com rigor científico aplicado a línguas ágrafas parece que estimulou em muitos estudiosos bloomfieldianos certa desatenção ao código escrito, considerando-o até campo que extrapola a investigação linguística. Tal atitude chegou a provocar a crítica de Gleason, autor de um dos melhores manuais de linguística descritiva de orientação norte-americana. 

    Essa visão distorcida da realidade incentivou outro passo adiante dado por alguns linguistas, também, em geral, norte-americanos: a crítica à natureza normativa da gramática tradicional, com a defesa de que se deve deixar a língua livre de qualquer imposição. Um desses linguistas, Robert Hall, em 1950, chegou a intitular ou a aceitar esse título proposto pela editora a um livro seu de divulgação linguística: Leave your language alone (Deixe a sua língua em paz), título que foi alterado na segunda edição. 

    Portanto, vieram pela porta da própria linguística e se instalaram nas salas de aula de língua portuguesa esse privilegiamento do código oral em relação ao escrito e certa desatenção a normas estabelecidas pela tradição e conservadas ou recomendadas no uso do código escrito-padrão. 

    Por isso, assistiu-se entre nós, na década de 1960, a um insurgimento contra o ensino da gramática em sala de aula; em vez de dotá-la de recursos e medidas que a tornassem um instrumento operativo e de maior resistência às críticas que justamente lhe eram endereçadas desde há séculos, resolveram muitos professores e até sistemas estaduais de ensino aboli-la, sem que trouxessem, à sala de aula, nenhum outro sucedâneo que, apesar das falhas, pudesse sustentar-se pelo espaço curto de uma única geração. 

    A bem da verdade, cabe-nos dizer que já se assiste a uma reação a esse estado de coisas, e os livros didáticos mais recentes voltam a insistir no padrão culto da linguagem, quer nas recomendações da gramática normativa, quer através da inclusão e seleção de textos, literários ou não, a que refletem esse padrão. 

    Ainda insistindo nessa ordem de ideias, é interessante lembrar a indulgência e até certo elogio com que Ferdinand de Saussure comenta a tarefa da gramática tradicional, de inspiração grega. Logo na introdução do Cours de linguistique générale, ao referir-se à polissemia do termo gramática, diz que essa gramática tradicional está “fundada na lógica e desprovida de toda a visão científica e desinteressada da própria língua”, portanto o que se pretende é “unicamente dar regras para distinguir as formas corretas das incorretas; é uma disciplina normativa, muito distante da observação pura, o seu ponto de vista é necessariamente restrito”. 

    A outra ordem de fatores procede da política, ou para não desmerecer uma atividade nobre, de certas teses populistas e demagógicas, especialmente no que concerne à educação linguística de adultos, segundo as quais devem os “oprimidos” ficar com sua própria língua e não aceitar a da classe dominante.

    Ora, a educação linguística põe em relevo a necessidade de que deve ser respeitado o saber linguístico prévio de cada um, garantindo-lhe o curso da intercomunicação social, mas também não lhe furta o direito de ampliar, enriquecer e variar esse patrimônio inicial. As normas da classe dita “opressora” e “dominante” não serão nem melhores nem piores do que as usadas na língua coloquial. Como bem lembrou o professor Raffaele Simone, “enquanto a posição populista perpetua a segregação linguística das classes subalternas, a educação linguística deverá ajudar a sua libertação”. 

    A tese populista do ponto de vista democrático é tão falha quanto a tese que combate, pois ambas insistem num velho erro da antiga educação linguística, já que ambas são de natureza “monolíngue”, isto é, só privilegiam uma variedade do código verbal, ou da modalidade dita “culta” (da classe dita “dominante” ou “opressora”), ou a modalidade coloquial (da classe dita “oprimida”). 


In: Fato e dúvidas da linguagem. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2021. 

     (texto publicado originalmente no jornal Mundo Português e na revista Na Ponta da Língua, em 15/04/1994). 

A palavra até, empregada nos parágrafos 7, 10 e 12,
Alternativas
Q3677141 Português
A palavra "rápido" funciona como advérbio na seguinte frase:
Alternativas
Q3677140 Português
Assinale a alternativa em que o plural do substantivo composto está INCORRETO:
Alternativas
Q3676485 Português
Texto

Na luta contra o etarismo, mulheres provam que são mais que idade!

Com o passar do tempo, a saúde mental e física necessita de cuidados. Envelhecer, no entanto, pode ser um processo ainda mais difícil em razão de questões e dilemas sociais. Para as mulheres, esse ciclo representa inúmeros desafios


Eduardo Fernandes - postado em 03/03/2024


    Envelhecer é um processo natural da vida. As rugas aparecem, a atenção com a saúde precisa ser redobrada e a pele necessita de mais cuidados. Entretanto, no meio desse ciclo, outras questões aparecem. Para as mulheres, a idade é uma prerrogativa para o preconceito e o início de várias dificuldades, em diversas áreas da sociedade. Chamada de etarismo de gênero, das roupas que usam até a produtividade no mercado de trabalho, essa forma de discriminação põe o valor delas à prova.

    Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), 16,8% dos brasileiros com mais de 50 anos já se sentiram vítima de algum tipo de discriminação ligado à idade. Embora o etarismo, preconceito com a pessoa idosa, impacte tanto o público masculino quanto o feminino, é com as mulheres que ele se desenvolve de maneira mais cruel.

    Isso, de acordo com Camila Potyara Pereira, socióloga e professora do Departamento de Serviço Social e do Programa de Pósgraduação em Política Social da UnB, porque há uma cultura sexista enraizada na sociedade. "O sexismo se expressa de diferentes modos. Um deles é o etarismo de gênero, uma discriminação dupla que menospreza mulheres pela faixa etária. Apesar de não ser exclusivo do campo profissional, o etarismo de gênero encontra nesse espaço um solo fértil", detalha.

    No trabalho, quando mais jovens, são vistas como meninas, imaturas, ingênuas e fracas. Para muitos, incapazes de exercerem suas profissões. Após os 50 anos, são consideradas frágeis, descartáveis e sem vigor. A crença, inclusive, é de que este público deveria dar lugar a pessoas com mais energia, conforme explica Camila. "Contudo, não há idade ideal. Entre os 40 e os 50 anos as mulheres são discriminadas pela maternidade, pela sobrecarga imposta pelos afazeres domésticos, pela menstruação e pela chegada da menopausa", ressalta a socióloga.

    Do preconceito, derivam práticas discriminatórias amplamente conhecidas, como a opção pela não contratação de mulheres em empresas, os salários desiguais e a interferência do chefe na vida privada das funcionárias. Infelizmente, na visão da especialista, o estigma não se restringe somente ao ambiente do trabalho. Opiniões e condutas esperadas das mulheres, mesmo em espaços de lazer ou descanso, são igualmente mediados pelo etarismo de gênero. Intimamente ligado à aparência e ao valor sexual, o etarismo direcionado às mulheres atua como agente opressor para que se mantenham sempre jovens e desejáveis.

    "O público feminino é proibido de envelhecer. De fato, enquanto os homens são vistos como mais preparados e sábios à medida que envelhecem, as mulheres passam a ser vistas como desinteressantes, ultrapassadas e caricatas. A discriminação é tão grande que as mulheres são as mais afetadas pela depressão, pela ansiedade e pela síndrome do impostor, que se caracteriza por sentimentos constantes de incapacidade, desqualificação e farsa", acrescenta Camila.


Fora da caixa


    "Depois de uma certa idade, nem opinião própria podemos ter." A professora de educação física Cheila de Souza Luiz, 51 anos, tem vivido na pele a pressão do etarismo. As cobranças e os questionamentos, que sempre existiram, bateram na porta assim que completou cinco décadas de vida. Machismo, opressão e comentários desconfortáveis inauguraram uma nova percepção de realidade a ela. Algo como estar presa a uma ideia que os outros gostariam que Cheila fosse para sempre. Dentro desse imaginário coletivo, descobriu no poder da luta feminina uma forma de se reinventar.

    "É muito comum ouvir frases como: 'nossa, você está conservada para a idade que tem'; 'você aparenta ser 10 anos mais nova'. Há uma cobrança exacerbada para que estejamos dentro do padrão de juventude pelo resto de nossos dias. A frase que parece clichê — cabelos grisalhos neles é charme —, infelizmente, é vista como uma verdade", enfatiza a multiartista.

    Exigências desproporcionais em relação aos homens. O peso das rugas, dos quilos extras, dos fios brancos é desafiador, principalmente se elas ainda estão subjugadas e presas a crenças castradoras e limitantes. Cheila acredita que há sempre uma tentativa de reduzir mulheres a esse lugar de servidão, do qual praticamente sempre estiveram. Além disso, se o tema foi reprodutividade ou sexualidade, com o passar da idade, logo perdem a funcionalidade. (...)


Como combater o etarismo?


    Para combater esse tipo de discriminação, a socióloga Camila Potyara Pereira afirma que é essencial um letramento de gênero. Homens e mulheres devem ter acesso a uma pedagogia feminista, ou seja, uma educação que discuta as desigualdades entre os gêneros e questione criticamente os papéis sociais atribuídos a cada um deles.

     "Uma pedagogia feminista incentiva a construção social de mulheres independentes e que podem escolher o próprio destino, reconhecendo seu valor pelo que são, e não em comparação com os homens. E friso que essa pedagogia não deve estar presente apenas nas instituições educacionais. O processo educativo também ocorre no dia a dia, nas rodas de amigos e no almoço de domingo."


Impacto na autoestima


    Para Lucas Benevides, psiquiatra e professor de medicina do Ceub, o etarismo pode ter efeitos negativos na saúde mental das mulheres, afetando a autoestima, o bem-estar emocional e o psicológico. Isso, de acordo com ele, porque a sociedade frequentemente impõe expectativas e padrões que valorizam a juventude, especialmente para o sexo feminino, o que pode levar a uma série de problemáticas quando elas envelhecem. (...)

    "As cobranças sociais relacionadas à aparência, à produtividade e aos papéis tradicionais podem se intensificar com a faixa etária. Mulheres são frequentemente avaliadas por sua capacidade de manter a aparência jovem e atender às expectativas de cuidados dos outros. A comparação com padrões inalcançáveis pode levar a uma percepção distorcida de si mesma e a sentimentos de inadequação", explica o profissional. (...)



Sem medo de envelhecer


     Encarar o envelhecimento e o etarismo de maneira positiva envolve a construção de resiliência psicológica e a busca por apoio social. A participação em grupos sociais ou atividades coletivas que valorizem a diversidade de idades, bem como o desenvolvimento de uma identidade positiva que transcenda a aparência física são fundamentais, na visão de Lucas. "Práticas de autocuidado, como a manutenção de um estilo de vida saudável e a busca por terapia quando necessário, também são cruciais", destrincha o psiquiatra.

    Falar sobre saúde mental das mulheres após os 50 anos requer uma compreensão holística que inclua os aspectos físicos, emocionais e sociais do envelhecimento. A sociedade precisa, antes de tudo, compreender e reconhecer, incluindo profissionais de saúde da área, o que é etarismo. Assim, o trabalho para promover uma visão mais inclusiva e respeitosa no que diz respeito ao envelhecimento pode acontecer. (...)


https://www.correiobraziliense.com.br/revista-do-correio/2024/03/6809873-na-luta-contra-o-etarismo-mulheres-provam-que-sao-mais-que-idade.html
Sobre os processos de formação das palavras, aponte a alternativa que nomeia corretamente o processo sofrido pelas palavras destacadas na frase a seguir.

I. “Envelhecer é um processo natural da vida”.
II. “Para as mulheres, a idade é uma prerrogativa para o preconceito e o início de várias dificuldades em diversas áreas da sociedade”.
Alternativas
Q3676223 Português
O papel da Defensoria Pública como instrumento de efetivação do acesso à justiça dos
vulneráveis 

Por César Augusto Luiz Leonardo e Aline Buzete Gardinal




(Disponível em: https://www.portaldeperiodicos.idp.edu.br/direitopublico/article/view/3527 – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a palavra “entraves” (l. 06), analise as assertivas a seguir:


I. Trata-se de um substantivo uniforme que pode ser classificado como simples e comum.

II. Um sinônimo possível para a palavra é “obstáculos”.

III. Não se identifica a ocorrência de dígrafos em “entraves”.


Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2025 Banca: Gama Consult Órgão: Prefeitura de Mauá da Serra - PR Provas: Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Advogado | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Analista de Sistema | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Assistente Social | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Auditor Fiscal da Receita Municipal | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Contador | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Enfermeiro | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Engenheiro Ambiental | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Engenheiro Civil | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Farmacêutico | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Fiscal Tributário | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Fonoaudiólogo | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Fisioterapeuta | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Médico | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Nutricionista | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Odontólogo | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Professor de Educação Física | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Professor | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Psicólogo | Gama Consult - 2025 - Prefeitura de Mauá da Serra - PR - Veterinário |
Q3676154 Português
O processo de formação da palavra "embora" é o de:
Alternativas
Q3676078 Português
Texto


O Brasil que lê menos: pesquisa aponta perda de quase 7 milhões de leitores em 4 anos; veja raio X 6ª edição do levantamento "Retratos da Leitura no Brasil" aponta ainda que menos entrevistados apontam a escola como lugar de prática de leitura.


Por Emily Santos, g1 – Em 19/11/2024


      A leitura de livros está sendo praticada por menos pessoas no Brasil: divulgada nesta terça-feira (19), a 6ª edição da "Retratos da Leitura no Brasil" aponta que 53% dos entrevistados não leram nem mesmo parte de uma obra nos três meses anteriores à pesquisa.

     É a primeira vez na série histórica que o levantamento conclui que a maioria dos brasileiros não leem livros.

    O levantamento considera tanto a leitura de livros impressos quanto digitais, além de não restringir qualquer gênero, incluindo didáticos, bíblia e religiosos. (A pesquisa apontou quais obras e autores foram os preferidos dos entrevistados: a lista tem um livro religioso no topo e escritores famosos como os mais citados).

    "Se considerarmos somente livros inteiros lidos, no período de três meses anteriores à pesquisa, o percentual de leitores é ainda menor, de 27% dos brasileiros", afirma a pesquisa.

    O número de não leitores verificado em 2024 representa um aumento de cinco pontos percentuais em relação ao de 2019, que era a edição mais recente da pesquisa. Os dados deste ano são os que apresentam o maior total de "não-leitores" na série histórica do levantamento, que começou em 2007. 

    A "Retratos da Leitura" é considerada a pesquisa mais abrangente na tarefa de medir o comportamento do leitor brasileiro. Ela foi feita pelo Instituto Ipec (Inteligência em Pesquisa e Consultoria) e ouviu 5.504 entrevistados durante visitas domiciliares em 208 municípios entre 30 de abril e 31 de julho de 2024.

    Considerando a estimativa populacional brasileira, os dados apontam que o país tem atualmente 93,4 milhões de leitores (considerando a população com cinco anos ou mais). Nos últimos quatro anos, houve uma redução de 6,7 milhões de leitores no país, de acordo com os dados.

    A leitura motivada pelo gosto diminui quanto maior a faixa etária dos indivíduos. Entre as crianças de 5 a 10 anos, 38% dizem ler por esse motivo. Durante a adolescência e até os 24 anos, esse índice varia de 31% a 34%.

    “Essa redução está em sintonia e pode explicar os demais resultados de queda no percentual de leitores e na média de livros lidos. (...) Esses dados revelam que estamos perdendo esses potenciais leitores, que disseram gostar muito ou gostar um pouco de ler. O que nos faz perguntar o que estamos deixando de fazer para manter esse interesse”, afirma Zoara Failla, coordenadora da pesquisa. (...)


Disponível em https://g1.globo.com/educacao/noticia/2024/11/19/obrasil-que-le-menos-pesquisa-aponta-que-pais-perdeu-quase-7- milhoes-de-leitores-em-4-anos-veja-raio-x.ghtml
No trecho “A "Retratos da Leitura" é considerada a pesquisa mais abrangente na tarefa de medir o comportamento do leitor brasileiro”, exercem função de adjetivo ou locução adjetiva as seguintes palavras:
Alternativas
Q3675938 Português
 A flexão de gênero dos substantivos é um tópico fundamental na morfologia do português, pois permite distinguir entre palavras que apresentam formas diferentes para masculino e feminino e aquelas que mantêm a mesma forma, independentemente do gênero do ser designado. Os substantivos podem ser biformes ou uniformes.

Assinale a alternativa em que o substantivo destacado está corretamente classificado quanto à flexão de gênero.
Alternativas
Q3675391 Português
Os pronomes demonstrativos — este, esse, esta, essa, isto, isso — indicam a relação de um termo com outros no tempo, no espaço e no texto. Nesse contexto, analise as afirmações que seguem:

I. No tempo: Este se refere ao tempo presente: esta semana, este mês, este ano. Esse e aquele indicam tempo passado: esse é usado para um passado próximo e aquele, para um passado mais distante.
II. No espaço: Este é usado para se referir a objetos que estão perto de quem fala. Por exemplo: esta sala está quase cheia (a pessoa que fala se encontra no local), este parecer aqui já está pronto (o documento está perto de quem fala).
III .No texto: Este faz referência a algo que ainda será apresentado no texto, que virá a seguir. Esse faz menção a algo que já foi apresentado no texto.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3675138 Português

O ChatGPT está nos deixando burros?



Em 2008, a revista americana The Atlantic provocou debate ao publicar uma matéria de capa que perguntava se o Google estava nos deixando burros. No artigo de quatro mil palavras, que depois se transformou em livro, o autor Nicholas Carr defendia que sim, sustentando que os mecanismos de busca prejudicavam a capacidade dos americanos de pensar de forma profunda e reter conhecimento.


A principal preocupação de Carr era a constatação de que as pessoas já não precisavam memorizar ou aprender fatos quando podiam simplesmente pesquisá-los online. Havia um fundo de verdade nesse receio, embora os buscadores ainda exigissem pensamento crítico para interpretar e contextualizar os resultados.


Hoje, a mudança tecnológica é ainda mais radical. Com o avanço das ferramentas de inteligência artificial generativa, como o ChatGPT, não apenas terceirizamos a memória, mas também o próprio processo de pensar. Essas ferramentas não se limitam a resgatar informações: elas criam, analisam e resumem conteúdos. Trata-se de uma inovação crucial, pois é a primeira vez que uma tecnologia apresenta potencial para substituir o pensamento e a criatividade humanos. Surge, então, a questão inevitável: o ChatGPT está nos deixando burros?


À medida que mais pessoas delegam tarefas cognitivas às máquinas, é necessário refletir sobre o que se ganha e o que se perde.


A inteligência artificial generativa altera o modo como acessamos e processamos informação. Muitos a utilizam em substituição à análise de fontes, à comparação de pontos de vista e à resolução de ambiguidades, já que ela oferece respostas rápidas e elaboradas. A eficiência é indiscutível, ainda que nem sempre os resultados sejam precisos. Essa facilidade, contudo, cobra um preço: ao permitir que a IA pense por nós, corremos o risco de enfraquecer a capacidade de raciocinar criticamente, resolver problemas complexos e aprofundar nosso envolvimento com o conhecimento.


A diferença está, portanto, no modo de uso. Quem se apoia na IA sem questionamento acaba se acomodando intelectualmente, aceitando respostas prontas sem avaliar premissas, buscar alternativas ou aprofundar análises. Mas quem utiliza o ChatGPT como apoio complementar encontra nele um recurso poderoso para despertar curiosidade, gerar ideias, esclarecer temas complexos e fomentar debates.


A questão não é se a IA nos torna mais inteligentes ou mais limitados, mas como a utilizamos. A inteligência artificial generativa serve como parceira que potencializa a inteligência humana, e não como substituta. Isso implica usá-la como ferramenta de apoio a uma pesquisa, não como atalho. As respostas devem ser vistas como ponto de partida para o pensamento, nunca como conclusão definitiva.


O crescimento explosivo do ChatGPT, que atingiu cem milhões de usuários apenas dois meses após o lançamento, colocou a sociedade diante de uma encruzilhada. Um caminho conduz à decadência intelectual, em que deixamos de pensar por conta própria. O outro oferece a possibilidade de expandir nossas capacidades cognitivas por meio de uma colaboração produtiva com a IA, aproveitando sua força para ampliar a nossa.


É comum ouvir que a inteligência artificial não vai roubar empregos, mas alguém que sabe utilizá-la, sim. Este texto começou com a indagação: o ChatGPT está nos deixando burros? Mas convém terminá-lo com outra: como usaremos o ChatGPT para nos tornarmos mais inteligentes? Em última instância, a resposta não depende da ferramenta, mas de quem a utiliza.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwygyg3x62vo.adaptado.

O crescimento explosivo do ChatGPT, que atingiu cem milhões de usuários apenas dois meses após o lançamento, colocou a sociedade diante de uma encruzilhada.

De acordo com a análise morfológica, é correto afirmar que o número de substantivos presentes na frase é:
Alternativas
Q3673574 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Os planos da Nasa para mandar humanos à Lua pela primeira vez em 50 anos em 2026 


A Nasa pretende enviar quatro astronautas em uma missão de dez dias ao redor da Lua já em fevereiro de 2026, antecipando o prazo inicial e marcando o retorno de seres humanos ao espaço profundo após 50 anos. A Artemis II, segunda etapa do programa Artemis, tem como objetivo testar sistemas essenciais para futuras missões com pouso lunar e preparar o caminho para uma presença humana duradoura na superfície.


A missão levará Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da Nasa, e Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, a cerca de 9,2 mil quilômetros além da Lua, tornando-os os primeiros a ultrapassar a órbita baixa da Terra desde 1972. A cápsula Orion servirá de habitação durante a viagem, sendo lançada pelo foguete SLS. Após a separação dos estágios iniciais e a verificação dos sistemas, será realizada a injeção translunar, que colocará a nave em rota para a Lua. 


Durante o percurso, a tripulação executará manobras de aproximação simuladas, fundamentais para futuras operações de acoplamento com módulos de pouso lunar. Essas etapas são essenciais para garantir a precisão e a segurança nas próximas missões que pretendem estabelecer presença humana na superfície lunar, funcionando como um ensaio geral para as operações que serão realizadas em missões posteriores.


Durante a jornada, os astronautas farão também experimentos biológicos para estudar os efeitos da microgravidade e da radiação no organismo humano. Após passarem pela Lua, retornarão à Terra e enfrentarão a etapa mais arriscada: a reentrada atmosférica e o pouso no oceano próximo à Califórnia.


O sucesso da Artemis II será fundamental para o cronograma da Artemis III, planejada para pousar na Lua. A missão também dependerá do desenvolvimento da nave Starship, da SpaceX, ainda em fase de testes para alcançar voos orbitais e transportar astronautas à superfície lunar.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c8xrd4dz9kno.adaptado.
"Durante" a jornada, os astronautas farão "também" experimentos biológicos para estudar os efeitos da microgravidade e da radiação no organismo humano.

Em relação à classe gramatical, os vocábulos destacados denominam-se, nesta frase:
Alternativas
Q3673289 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comer cereais no café da manhã realmente faz bem à saúde?


O café da manhã é frequentemente descrito como a refeição mais importante do dia, e a escolha dos alimentos influencia diretamente na energia e concentração. Entre as opções, os cereais matinais ocupam lugar de destaque, embora sua qualidade varie bastante.


Os cereais são grãos — trigo, arroz, aveia, cevada, milho — compostos por farelo, endosperma e gérmen. Alguns produtos preservam essas partes, oferecendo fibras, vitaminas e minerais; outros passam por intenso processamento industrial, recebendo açúcar, sal, aromatizantes e aditivos.


A fortificação com vitaminas e minerais ajudou a popularizar os cereais como fonte prática de nutrientes, especialmente para crianças, gestantes, idosos e pessoas com dietas restritivas. Estudos confirmam que contribuem para reduzir deficiências de ferro, cálcio, vitamina D e fibras, elementos fundamentais para o bom funcionamento do organismo.


Contudo, muitos cereais possuem alto teor de açúcar, baixo teor de fibras e elevado índice glicêmico, o que pode gerar picos de glicose, fome precoce e maior risco de doenças crônicas. A aveia em flocos, por exemplo, associa-se à redução de diabetes tipo 2 e colesterol LDL, mas versões refinadas ou instantâneas perdem esses benefícios.


A literatura científica mostra que cereais integrais, como granola e mingau de aveia, quando pouco processados e com baixo teor de açúcar, favorecem a saúde cardiovascular, o controle glicêmico e a longevidade. Já os cereais ultraprocessados, ricos em açúcares e aditivos, devem ser consumidos com cautela.


Especialistas recomendam observar os rótulos: menos de cinco gramas de açúcar e mais de três gramas de fibra por porção são parâmetros adequados. Além disso, acrescentar frutas, nozes, sementes e iogurte transforma um cereal simples em refeição equilibrada, capaz de manter a saciedade por mais tempo.


Assim, os cereais matinais podem ser benéficos ou prejudiciais: tudo depende da forma de preparo, do grau de processamento e da escolha consciente do consumidor.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg75xxz41go.adaptado.
Especialistas recomendam observar os rótulos: menos de cinco gramas de açúcar e mais de três gramas de fibra por porção são parâmetros adequados.

Assinale a alternativa em que todos os vocábulos pertençam à mesma classe gramatical.
Alternativas
Q3673284 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Comer cereais no café da manhã realmente faz bem à saúde?


O café da manhã é frequentemente descrito como a refeição mais importante do dia, e a escolha dos alimentos influencia diretamente na energia e concentração. Entre as opções, os cereais matinais ocupam lugar de destaque, embora sua qualidade varie bastante.


Os cereais são grãos — trigo, arroz, aveia, cevada, milho — compostos por farelo, endosperma e gérmen. Alguns produtos preservam essas partes, oferecendo fibras, vitaminas e minerais; outros passam por intenso processamento industrial, recebendo açúcar, sal, aromatizantes e aditivos.


A fortificação com vitaminas e minerais ajudou a popularizar os cereais como fonte prática de nutrientes, especialmente para crianças, gestantes, idosos e pessoas com dietas restritivas. Estudos confirmam que contribuem para reduzir deficiências de ferro, cálcio, vitamina D e fibras, elementos fundamentais para o bom funcionamento do organismo.


Contudo, muitos cereais possuem alto teor de açúcar, baixo teor de fibras e elevado índice glicêmico, o que pode gerar picos de glicose, fome precoce e maior risco de doenças crônicas. A aveia em flocos, por exemplo, associa-se à redução de diabetes tipo 2 e colesterol LDL, mas versões refinadas ou instantâneas perdem esses benefícios.


A literatura científica mostra que cereais integrais, como granola e mingau de aveia, quando pouco processados e com baixo teor de açúcar, favorecem a saúde cardiovascular, o controle glicêmico e a longevidade. Já os cereais ultraprocessados, ricos em açúcares e aditivos, devem ser consumidos com cautela.


Especialistas recomendam observar os rótulos: menos de cinco gramas de açúcar e mais de três gramas de fibra por porção são parâmetros adequados. Além disso, acrescentar frutas, nozes, sementes e iogurte transforma um cereal simples em refeição equilibrada, capaz de manter a saciedade por mais tempo.


Assim, os cereais matinais podem ser benéficos ou prejudiciais: tudo depende da forma de preparo, do grau de processamento e da escolha consciente do consumidor.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg75xxz41go.adaptado.
[...] quando pouco processados e com baixo teor de açúcar, favorecem a saúde "cardiovascular", o controle glicêmico e a longevidade.

O vocábulo destacado é constituído pelo processo de formação de palavras denominado:
Alternativas
Q3672862 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Entre prazos e pressões: onde encontrar o humor na vida

    Nas telas recheadas de performance, agendas lotadas e correria, sinto que muita gente ainda trata o bom humor, o se sentir bem e a leveza, como um “extra”. Como se fosse capricho de quem tem tempo sobrando ou dos desavisados. Mas a ciência mostra o contrário: humor é combustível vital, um recurso estratégico para saúde mental, tomada de decisão e até mesmo a tal da produtividade.
   Essa prática de inserir leveza na vida eu batizei de “inteligência humorcional”, a habilidade de transformar o humor em consciência emocional, para decidirmos melhor nossas atitudes. Não se trata de fazer piadas, deixemos essa habilidade para os comediantes, afinal eu sempre digo: a comédia é feita para fazer rir e o bom humor é feito para fazer bem. Ou seja, podemos ser leves em silêncio e podemos ser bem-humorados mesmo sendo tímidos. Pois se você se sente bem e faz o bem, pronto! Você já faz parte do time do bom humor.
    Bom humor é sobre cultivar uma disposição interna que regula o estresse, desbloqueia a criatividade e amplia a qualidade das nossas relações. O simples ato de buscar perspectivas mais construtivas e leves diante dos desafios funciona como regulador natural de energia, nos desgastando menos. Cá entre nós, eu não acredito que podemos ser felizes o tempo todo, mas sim que podemos trabalhar nossa inteligência interna para sofrermos menos no dia a dia.
   E o mau humor também pode chegar, apesar de defender essa sensação de bem-estar, tenho consciência de que não conseguimos ficar bem o tempo todo, a maturidade emocional trabalhada aqui, é perceber a sensação ruim, se conscientizar o mais rápido possível para não morar ali, e com treinamento mental e emocional, permitir que o humor te resgate das quedas emocionais.
    Na vida pessoal, a inteligência humorcional também é antídoto contra a rigidez emocional, que vem colada com a frase: “a vida é dura”. Adultecer não precisa ser sinônimo de endurecer. Podemos sim atravessar momentos de crises com mais leveza, rir dos próprios tropeços e criar histórias que nos fortalecem em vez de nos paralisar.
   No trabalho, onde o estresse muitas vezes é sinal de status, o bom humor é confundido com irresponsabilidade. Alguém que se mostra muito leve geralmente é chamado de desmotivado ou que está com a agenda tranquila. Mas o humor é uma das formas mais rápidas de construir segurança psicológica: ele aproxima, humaniza e desarma defesas. Quando líderes aprendem a usar o humor, não como piada da comédia, mas como ponte emocional, criam ambientes onde as pessoas ousam mais, compartilham ideias e erram com menos medo.

Disponível em: https://vidasimples.co/colunista/inteligencia-humorcional-onde-encontrar-o-humor-na-vida/. Acesso em: 15 set. 2025. 
Na passagem do texto “Adultecer não precisa ser sinônimo de endurecer.”, os verbos “adultecer” e “endurecer” foram formados pelo processo de
Alternativas
Respostas
2621: B
2622: B
2623: B
2624: D
2625: B
2626: A
2627: E
2628: C
2629: C
2630: A
2631: C
2632: C
2633: B
2634: A
2635: D
2636: A
2637: B
2638: A
2639: A
2640: C