Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3735868 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Gestão de pessoas no setor público


A gestão de pessoas no setor público é extremamente importante para que todos os processos funcionem dentro do esperado. Porém, da mesma forma que pode ser um divisor de águas dentro da administração pública, este é também um grande desafio.


Vendo de fora, grande parte da insatisfação dos cidadãos está relacionada com a qualidade do relacionamento e da prestação de serviço dos servidores públicos. Porém, culpar os servidores não é a estratégia mais inteligente, já que esse tipo de situação pode ser o reflexo de situações internas — como a falta de recursos e outras ferramentas fundamentais para manter a equipe motivada.


Entender que a gestão de pessoas no setor público é diferente do setor privado é o primeiro passo. As motivações internas são diferentes e merecem ser tratadas com atenção para que haja um impacto positivo no desempenho do trabalho e, consequentemente, na qualidade final da prestação de serviço à população.


https://www.betha.com.br/blog/gestao-de-pessoas-no-setor-publico/ fragmento

"As motivações internas são diferentes e merecem ser tratadas com atenção para que haja um impacto positivo no desempenho do trabalho e, consequentemente, na qualidade final da prestação de serviço à população."


Com base nas classes de palavras, analise as afirmativas a seguir:



I.O vocábulo 'desempenho' é um substantivo que pode mudar de classe gramatical se houver alteração em sua última letra.


II.A forma 'haja' é do verbo 'haver', conjugada no futuro do modo indicativo, com o sentido de existir.


III.Os vocábulos 'internas' e 'diferentes' são adjetivos que caracterizam o substantivo 'motivações'; por isso, estão corretamente flexionados no plural para concordar com ele.


IV.O vocábulo 'impacto' é um substantivo que indica efeito ou consequência de uma ação.



É correto o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: MPE-PI Prova: FCC - 2025 - MPE-PI - Técnico Ministerial |
Q3735525 Português

Atenção: Considere a crônica "Beijinho, beijinho", de Luis Fernando Verissimo, para responder à questão.


Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade e o frescor de duas adolescentes. 

No carro, depois da festa, o Marinho comentou:

- Bonito o discurso do Amaro.

- Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.

-O qué?

-Marido quando começa a elogiar muito a mulher...

Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.

-Mas eles parecem cada vez mais apaixonados -protestou Marinho.

- Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começarama andar de mãos dadas?

-É mesmo...

- Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.



(VERISSIMO, Luis Fernando. Verissimo antológico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020)

O verbo em negrito deve sua flexão ao termo sublinhado em
Alternativas
Ano: 2025 Banca: FCC Órgão: MPE-PI Prova: FCC - 2025 - MPE-PI - Técnico Ministerial |
Q3735524 Português

Atenção: Considere a crônica "Beijinho, beijinho", de Luis Fernando Verissimo, para responder à questão.


Na festa dos 34 anos da Clarinha, o seu marido, Amaro, fez um discurso muito aplaudido. Declarou que não trocava a sua Clarinha por duas de 17, sabiam por quê? Porque a Clarinha era duas de 17. Tinha a vivacidade e o frescor de duas adolescentes. 

No carro, depois da festa, o Marinho comentou:

- Bonito o discurso do Amaro.

- Não dou dois meses para eles se separarem - disse a Nair.

-O qué?

-Marido quando começa a elogiar muito a mulher...

Nair deixou no ar todas as implicações da duplicidade masculina.

-Mas eles parecem cada vez mais apaixonados -protestou Marinho.

- Exatamente. Apaixonados demais. Lembra o que eu disse quando a Janice e o Pedrão começarama andar de mãos dadas?

-É mesmo...

- Vinte anos de casados e de repente começam a andar de mãos dadas? Como namorados? Ali tinha coisa.



(VERISSIMO, Luis Fernando. Verissimo antológico. Rio de Janeiro: Objetiva, 2020)

É invariável quanto a gênero e a número a palavra sublinhada no seguinte trecho: 
Alternativas
Q3734859 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Que espaço a fé tem na sua vida?


    Acreditar é ter certeza, sem ter garantia. Com a fé é parecido, isso no meu ponto de vista. Mas eu costumo pensar que a fé é ter certeza e não precisar de garantia. É um jeito de acreditar que independe do resultado aparente das situações.

    Um exemplo: você empresta dinheiro pra alguém, acreditando que essa pessoa vai pagar. Ela não paga, você não tem garantia de nenhum contrato. Acaba tomando um calote. A fé é doar tempo para ajudar alguém acreditando que isso vai fazer bem para quem precisa daquele conhecimento, mas se essa pessoa não aproveitar você não sai no prejuízo.

    A fé é minha companheira.

    Em primeiro lugar a fé no meu Deus. Mas em várias outras coisas também. Eu tenho fé na humanidade, nas pessoas, nos meus amigos.

    Não penso que isso me torne melhor do que ninguém, alguns até podem chamar a fé nos outros de tolice. Mas ter fé nas pessoas é entregar mais que confiança e faz um bem danado. Claro que já fui passado pra trás, perdi tempo e ganhei algumas decepções. Mas, por outro lado, sempre procuro pensar que de alguma maneira fiz o que tinha que ser feito.

    Quando chega perto do fim do ano gosto de fazer um balanço. Gosto de conversar com meus amigos sobre as realizações deles, dividir alegrias e compartilhar desafios. Penso muito na minha jornada, lembro de dias ruins (não só desse ano, aliás), aqueles momentos de dificuldades e sempre chego à conclusão que o tempo e a fé foram grandes aliados.

    A fé me sustentou nos dias difíceis, me deu coragem quando tudo parecia incerto. Ela me fez levantar da cama quando o desânimo queria me prender. Me fez sorrir quando a vontade era de chorar. E me fez seguir em frente mesmo quando o caminho parecia não ter saída.

    A fé também me ensinou a esperar. Não com ansiedade, mas com esperança. Esperar que o tempo traga respostas, que os sonhos se realizem. A paciência é uma grande amiga da fé. E mesmo que não aconteça como eu imaginei, sigo pensando que tudo tem um propósito.

    A fé não é uma muleta para tempos difíceis. Fé é terra firme. Mas ela mora no silencio e carece de cuidado. Quem tem fé, nunca está sozinho.

    Porque no fim das contas, ter fé é isso: é continuar mesmo sem garantias. É confiar que o melhor ainda está por vir. E é agradecer, mesmo antes de receber.



Autor: Marco Matos - GZH (adaptado)

No trecho “A fé me sustentou”, o pronome oblíquo “me” aparece posicionado antes do verbo. O nome dado a essa colocação pronominal é:
Alternativas
Q3734137 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Do Protocolo de Kyoto à COP30 no Brasil: 3 dados sobre a evolução das COPs em um planeta em aquecimento

    “A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo de tomada de decisões da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês)”, define a própria Convenção em seu site. A COP é realizada anualmente e, em 2025, o Brasil será a sede deste evento global, especificamente entre 10 e 21 de novembro.
    “A COP30 representa uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nas negociações sobre mudanças climáticas e sustentabilidade global”, destaca o site oficial do evento.
  Um dos principais desafios do encontro em 2025 será alinhar os compromissos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento em relação ao financiamento climático. Também está na pauta da COP30, “garantir que as metas de redução de emissões sejam compatíveis com a ciência climática, bem como abordar os impactos socioeconômicos das mudanças climáticas em populações vulneráveis”, continua explicando o site da organização.
    A COP1, a primeira reunião da COP, foi realizada em Berlim, capital da Alemanha, em 1996, explica a UNFCCC. Desde então, a cúpula é realizada anualmente, a menos que a organização decida o contrário, como ocorreu em 2020 devido à pandemia do coronavírus.
    Desde a sua criação, esses encontros alcançaram marcos globais para o movimento climático, asseguram as Nações Unidas, o que resultou no “estabelecimento de padrões e impulsionamento de ações, incluindo a redução das emissões de carbono, a aceleração da transição energética global e a ajuda aos países para se adaptarem e desenvolverem resiliência diante dos crescentes problemas climáticos”.
    Um desses marcos foi o Protocolo de Kyoto, ou seja, o primeiro tratado internacional que estabeleceu objetivos juridicamente vinculativos para reduzir as emissões de gases de Efeito Estufa. O acordo, alcançado na COP3 em Kyoto, Japão, em 1997, entrou em vigor em 2005 e foi ratificado por 192 Partes entre os integrantes da COP.
    A COP30 “reunirá líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e a sociedade civil para debater as ações prioritárias para combater as mudanças climáticas”, afirma a ONU.
    Esta edição “se concentrará nos esforços necessários para limitar o aumento da temperatura global ___ 1,5°C, na apresentação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês) e no progresso dos compromissos financeiros assumidos na COP29”, continua ___ fonte.
    Além disso, acrescenta o site oficial do evento, esta edição dará continuidade ao Acordo de Paris e ____ discussões de conferências anteriores.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/viagem (adaptado).
No trecho “a aceleração da transição energética global”, as palavras pertencem a diferentes classes gramaticais. Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação dos termos destacados:
Alternativas
Q3734136 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.

Do Protocolo de Kyoto à COP30 no Brasil: 3 dados sobre a evolução das COPs em um planeta em aquecimento

    “A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo de tomada de decisões da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês)”, define a própria Convenção em seu site. A COP é realizada anualmente e, em 2025, o Brasil será a sede deste evento global, especificamente entre 10 e 21 de novembro.
    “A COP30 representa uma oportunidade histórica para o Brasil reafirmar seu papel de liderança nas negociações sobre mudanças climáticas e sustentabilidade global”, destaca o site oficial do evento.
  Um dos principais desafios do encontro em 2025 será alinhar os compromissos dos países desenvolvidos e em desenvolvimento em relação ao financiamento climático. Também está na pauta da COP30, “garantir que as metas de redução de emissões sejam compatíveis com a ciência climática, bem como abordar os impactos socioeconômicos das mudanças climáticas em populações vulneráveis”, continua explicando o site da organização.
    A COP1, a primeira reunião da COP, foi realizada em Berlim, capital da Alemanha, em 1996, explica a UNFCCC. Desde então, a cúpula é realizada anualmente, a menos que a organização decida o contrário, como ocorreu em 2020 devido à pandemia do coronavírus.
    Desde a sua criação, esses encontros alcançaram marcos globais para o movimento climático, asseguram as Nações Unidas, o que resultou no “estabelecimento de padrões e impulsionamento de ações, incluindo a redução das emissões de carbono, a aceleração da transição energética global e a ajuda aos países para se adaptarem e desenvolverem resiliência diante dos crescentes problemas climáticos”.
    Um desses marcos foi o Protocolo de Kyoto, ou seja, o primeiro tratado internacional que estabeleceu objetivos juridicamente vinculativos para reduzir as emissões de gases de Efeito Estufa. O acordo, alcançado na COP3 em Kyoto, Japão, em 1997, entrou em vigor em 2005 e foi ratificado por 192 Partes entre os integrantes da COP.
    A COP30 “reunirá líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e a sociedade civil para debater as ações prioritárias para combater as mudanças climáticas”, afirma a ONU.
    Esta edição “se concentrará nos esforços necessários para limitar o aumento da temperatura global ___ 1,5°C, na apresentação de novas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDC, na sigla em inglês) e no progresso dos compromissos financeiros assumidos na COP29”, continua ___ fonte.
    Além disso, acrescenta o site oficial do evento, esta edição dará continuidade ao Acordo de Paris e ____ discussões de conferências anteriores.


Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/viagem (adaptado).
No trecho “foi ratificado por 192 Partes entre os integrantes da COP”, o número 192 é classificado como um numeral: 
Alternativas
Q3732920 Português
Analise a frase abaixo:
No exato momento em que ele punha a roda para funcionar.
Assinale a alternativa correta quanto ao verbo destacado na frase.
Alternativas
Q3732913 Português
Assinale a alternativa correta quanto à flexão do verbo.
Alternativas
Q3732507 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A doença rara que faz as pessoas não sentirem mais medo


Imagine como seria pular de um avião e não sentir nada. Nenhuma descarga de adrenalina, nenhuma alteração dos seus batimentos cardíacos.

Esta é a realidade para o britânico Jordy Cernik. Ele teve suas glândulas adrenais retiradas, para reduzir a ansiedade causada pela síndrome de Cushing, uma doença rara que ocorre quando as glândulas adrenais produzem muito cortisol, o hormônio do estresse.

Mas o tratamento funcionou bem demais. Cernik deixou de sentir ansiedade, mas havia algo de errado.

Em 2012, durante uma viagem para a Disneylândia, nos Estados Unidos, ele percebeu que não sentia medo ao andar de montanha-russa.

Ele pulou de um avião nos céus, andou de tirolesa em Newcastle, no Reino Unido, e desceu de rapel o edifício Shard, em Londres. E não sentiu a menor alteração do seu pulso.

A experiência de Cernik é rara, mas ele não é o único. Esta sensação pode parecer familiar para pessoas que sofrem da doença de Urbach-Wiethe, também conhecida como lipoidoproteinose — uma condição genética tão rara que, até hoje, só foi diagnosticada em cerca de 400 pessoas.

Uma famosa paciente de Urbach-Wieth, conhecida como S.M., foi objeto de estudos científicos na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, desde meados dos anos 1980.

No início dos anos 2000, um estudante de graduação entrou para a equipe de pesquisa e começou a procurar formas de assustar S.M. Seu nome era Justin Feinstein.

Hoje, ele é neuropsicólogo clínico do Coletivo de Pesquisa Float, que promove a terapia de estímulo ambiental reduzido por flutuação (Rest, na sigla em inglês) como tratamento para dores, estresse, ansiedade e condições relacionadas.

"Nós mostramos a ela todos os filmes de terror que conseguimos encontrar", relembra Feinstein.

Mas nem A Bruxa de Blair (1999), Aracnofobia (1990), O Iluminado (1980) e O Silêncio dos Inocentes (1991) despertaram qualquer tipo de medo em S.M. Nem mesmo uma visita ao Sanatório Waverly Hills, uma assustadora casa mal assombrada em Louisville, no Estado americano de Kentucky, teve algum efeito.

"Nós a expusemos a ameaças da vida real, como cobras e aranhas", relembra Feinstein.

"Não só ela demonstrou pronunciada ausência de medo, como não conseguia deixar de se aproximar delas. Ela tinha essa curiosidade quase irresistível de querer tocar e interagir com as diferentes criaturas."

A doença de Urbach-Wiethe é causada por uma mutação isolada no gene ECM1, encontrado no cromossomo 1.

ECM1 é uma das muitas proteínas fundamentais para a manutenção da matriz extracelular (ECM), uma rede de apoio que mantém as células e tecidos no lugar.

Quando a ECM1 é danificada, começa a ocorrer acúmulo de cálcio e colágeno, causando a morte das células.

Uma parte do corpo que parece ser particularmente vulnerável a este processo é a amígdala cerebelosa, uma região do cérebro em forma de amêndoa. Acredita-se há muito tempo que ela participe do processamento do medo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly1xnqyrpgo
"Em 2012, durante uma viagem para a Disneylândia, nos Estados Unidos, ele percebeu que não sentia medo ao andar de montanha-russa."
O vocábulo 'montanha-russa' está grafado com hífen corretamente. Agora, analise o uso do hífen nas palavras compostas a seguir e Identifique a alternativa que apresenta o seu uso de forma INCORRETA.
Alternativas
Q3732506 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A doença rara que faz as pessoas não sentirem mais medo


Imagine como seria pular de um avião e não sentir nada. Nenhuma descarga de adrenalina, nenhuma alteração dos seus batimentos cardíacos.

Esta é a realidade para o britânico Jordy Cernik. Ele teve suas glândulas adrenais retiradas, para reduzir a ansiedade causada pela síndrome de Cushing, uma doença rara que ocorre quando as glândulas adrenais produzem muito cortisol, o hormônio do estresse.

Mas o tratamento funcionou bem demais. Cernik deixou de sentir ansiedade, mas havia algo de errado.

Em 2012, durante uma viagem para a Disneylândia, nos Estados Unidos, ele percebeu que não sentia medo ao andar de montanha-russa.

Ele pulou de um avião nos céus, andou de tirolesa em Newcastle, no Reino Unido, e desceu de rapel o edifício Shard, em Londres. E não sentiu a menor alteração do seu pulso.

A experiência de Cernik é rara, mas ele não é o único. Esta sensação pode parecer familiar para pessoas que sofrem da doença de Urbach-Wiethe, também conhecida como lipoidoproteinose — uma condição genética tão rara que, até hoje, só foi diagnosticada em cerca de 400 pessoas.

Uma famosa paciente de Urbach-Wieth, conhecida como S.M., foi objeto de estudos científicos na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, desde meados dos anos 1980.

No início dos anos 2000, um estudante de graduação entrou para a equipe de pesquisa e começou a procurar formas de assustar S.M. Seu nome era Justin Feinstein.

Hoje, ele é neuropsicólogo clínico do Coletivo de Pesquisa Float, que promove a terapia de estímulo ambiental reduzido por flutuação (Rest, na sigla em inglês) como tratamento para dores, estresse, ansiedade e condições relacionadas.

"Nós mostramos a ela todos os filmes de terror que conseguimos encontrar", relembra Feinstein.

Mas nem A Bruxa de Blair (1999), Aracnofobia (1990), O Iluminado (1980) e O Silêncio dos Inocentes (1991) despertaram qualquer tipo de medo em S.M. Nem mesmo uma visita ao Sanatório Waverly Hills, uma assustadora casa mal assombrada em Louisville, no Estado americano de Kentucky, teve algum efeito.

"Nós a expusemos a ameaças da vida real, como cobras e aranhas", relembra Feinstein.

"Não só ela demonstrou pronunciada ausência de medo, como não conseguia deixar de se aproximar delas. Ela tinha essa curiosidade quase irresistível de querer tocar e interagir com as diferentes criaturas."

A doença de Urbach-Wiethe é causada por uma mutação isolada no gene ECM1, encontrado no cromossomo 1.

ECM1 é uma das muitas proteínas fundamentais para a manutenção da matriz extracelular (ECM), uma rede de apoio que mantém as células e tecidos no lugar.

Quando a ECM1 é danificada, começa a ocorrer acúmulo de cálcio e colágeno, causando a morte das células.

Uma parte do corpo que parece ser particularmente vulnerável a este processo é a amígdala cerebelosa, uma região do cérebro em forma de amêndoa. Acredita-se há muito tempo que ela participe do processamento do medo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly1xnqyrpgo
"Nós a expusemos a ameaças da vida real, como cobras e aranhas, relembra Feinstein."
"Não só ela demonstrou pronunciada ausência de medo, como não conseguia deixar de se aproximar delas." Considerando as flexões das formas verbais empregadas no trecho, marque com (V), as afirmativas verdadeiras, ou com (F), as falsas.

(__)A forma verbal 'expusemos' encontra-se no pretérito imperfeito do indicativo, exprimindo ações habituais ocorridas no passado.
(__)A forma verbal 'conseguia' está flexionada no pretérito imperfeito do indicativo, indicando uma ação contínua ou duradoura no passado, e o verbo 'deixar' está no modo infinitivo, dependente do verbo principal.
(__)A forma verbal 'relembra' está no pretérito perfeito do indicativo, o que reforça a ideia de recordação concluída no passado.
(__)Os verbos 'aproximar' e 'deixar' estão no modo subjuntivo, expressando dúvida e possibilidade.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3732503 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A doença rara que faz as pessoas não sentirem mais medo


Imagine como seria pular de um avião e não sentir nada. Nenhuma descarga de adrenalina, nenhuma alteração dos seus batimentos cardíacos.

Esta é a realidade para o britânico Jordy Cernik. Ele teve suas glândulas adrenais retiradas, para reduzir a ansiedade causada pela síndrome de Cushing, uma doença rara que ocorre quando as glândulas adrenais produzem muito cortisol, o hormônio do estresse.

Mas o tratamento funcionou bem demais. Cernik deixou de sentir ansiedade, mas havia algo de errado.

Em 2012, durante uma viagem para a Disneylândia, nos Estados Unidos, ele percebeu que não sentia medo ao andar de montanha-russa.

Ele pulou de um avião nos céus, andou de tirolesa em Newcastle, no Reino Unido, e desceu de rapel o edifício Shard, em Londres. E não sentiu a menor alteração do seu pulso.

A experiência de Cernik é rara, mas ele não é o único. Esta sensação pode parecer familiar para pessoas que sofrem da doença de Urbach-Wiethe, também conhecida como lipoidoproteinose — uma condição genética tão rara que, até hoje, só foi diagnosticada em cerca de 400 pessoas.

Uma famosa paciente de Urbach-Wieth, conhecida como S.M., foi objeto de estudos científicos na Universidade de Iowa, nos Estados Unidos, desde meados dos anos 1980.

No início dos anos 2000, um estudante de graduação entrou para a equipe de pesquisa e começou a procurar formas de assustar S.M. Seu nome era Justin Feinstein.

Hoje, ele é neuropsicólogo clínico do Coletivo de Pesquisa Float, que promove a terapia de estímulo ambiental reduzido por flutuação (Rest, na sigla em inglês) como tratamento para dores, estresse, ansiedade e condições relacionadas.

"Nós mostramos a ela todos os filmes de terror que conseguimos encontrar", relembra Feinstein.

Mas nem A Bruxa de Blair (1999), Aracnofobia (1990), O Iluminado (1980) e O Silêncio dos Inocentes (1991) despertaram qualquer tipo de medo em S.M. Nem mesmo uma visita ao Sanatório Waverly Hills, uma assustadora casa mal assombrada em Louisville, no Estado americano de Kentucky, teve algum efeito.

"Nós a expusemos a ameaças da vida real, como cobras e aranhas", relembra Feinstein.

"Não só ela demonstrou pronunciada ausência de medo, como não conseguia deixar de se aproximar delas. Ela tinha essa curiosidade quase irresistível de querer tocar e interagir com as diferentes criaturas."

A doença de Urbach-Wiethe é causada por uma mutação isolada no gene ECM1, encontrado no cromossomo 1.

ECM1 é uma das muitas proteínas fundamentais para a manutenção da matriz extracelular (ECM), uma rede de apoio que mantém as células e tecidos no lugar.

Quando a ECM1 é danificada, começa a ocorrer acúmulo de cálcio e colágeno, causando a morte das células.

Uma parte do corpo que parece ser particularmente vulnerável a este processo é a amígdala cerebelosa, uma região do cérebro em forma de amêndoa. Acredita-se há muito tempo que ela participe do processamento do medo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cly1xnqyrpgo
"Ele pulou de um avião nos céus, andou de tirolesa em Newcastle, no Reino Unido, e desceu de rapel o edifício Shard, em Londres. E não sentiu a menor alteração do seu pulso."
Com base nas classes de palavras, analise as afirmativas a seguir:

I.Na expressão 'nos céus', o termo 'nos' é uma contração da preposição 'em' com o artigo definido plural 'os', introduzindo um adjunto adverbial de lugar, e 'céus' é um substantivo pluralizado de forma correta, assim como o vocábulo 'anãos' em "Os anãos da montanha guardavam um tesouro milenar escondido nas profundezas da caverna."
II.O vocábulo 'menor' classifica-se como advérbio de intensidade, modificando o substantivo 'alteração'. Ele também pode ser empregado como substantivo, como em "Os menores daquela família tiveram muito sucesso financeiro".
III.Em 'do seu pulso', o termo 'do' resulta da fusão da preposição 'de' com o pronome possessivo 'o', enquanto 'seu' atua como pronome adjetivo, caracterizando 'pulso'.
IV.O emprego da conjunção 'e', na última ocorrência, indica uma relação de contraste entre as ações descritas e o resultado apresentado, funcionando como elemento de coesão sequencial com valor adversativo.
V.O verbo 'sentir' é verbo irregular, está no pretérito perfeito do indicativo, assim como o verbo 'vir' em "Eles vieram aqui logo pela manhã".


Alternativas
Q3732495 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

"A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade. Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo. Faça o que for necessário para ser feliz. Mas não se esqueça que a felicidade é um sentimento simples, você pode encontrá-la e deixá-la ir embora por não perceber sua simplicidade."

Trecho da crônica "Felicidade Realista" de Martha Medeiros


MEDEIROS, Martha. A felicidade realista. Nosso São Paulo, [S. l.], [200−?]. Disponível em: https://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Barra_Escolha/A_Felicidad e_Realista.htm . Acesso em: 16 out. 2025.
A análise gramatical do trecho "A vida não é um jogo onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio." permite identificar o uso de substantivos e adjetivos com diferentes funções e flexões. A esse respeito, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3731888 Português

Texto para a questão.



RAIZ DA INTOLERÂNCIA


    Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade. E a lógica que conduz da certeza inquestionável ao linchamento do discordante é simples: “se eu estou com a verdade e ele discorda de mim é que ele está com a mentira, e não se pode deixar que a mentira prospere”. Logo, calar o mentiroso (ou o traidor da verdade) é um bem que se faz à pátria ou à humanidade ou a Deus ou ao partido.


    Existem verdades de diferentes pesos e, conforme o peso, mais grave ou menos grave será o erro praticado pelo discordante. Por exemplo, se minha verdade consiste em afirmar que o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que pode resultar disso serão algumas tiradas irônicas mas, se estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade do Cristo Salvador, aí o discordante está do lado do Diabo, a encarnação do Mal. (…)


    Já escrevi aqui, mais de uma vez, que quem aceita a complexidade do real – do mundo, da vida – não pode ser sectário, não pode ser radical em suas convicções. Noutras palavras, só é sectário quem simplifica as coisas, ignora que todo problema contém diversos lados e contradições. Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável; muito mais cômodo é afirmar: “aquele sujeito é um imbecil” — em lugar de tentar entender as suas razões. Isto se vê a todo momento, especialmente nas discussões políticas. É a tática de desqualificação do outro. Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.


    Veja bem, quando digo que se deve ser tolerante e que não existem verdades absolutas, não estou pregando o abandono das convicções firmes e das atitudes éticas. Umas e outras devem ser fruto do conhecimento e da reflexão, os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade excede nossa capacidade de abrangê-la integralmente. O conhecimento e a reflexão nos conduzem à modéstia e à tolerância. Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual que mais admirava, ele respondeu: a dúvida.


Raiz da intolerância. Ferreira Gullar. Melhores Crônicas. Adaptado.

O advérbio realçado em “Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável”, trata-se de uma modalização:
Alternativas
Q3731886 Português

Texto para a questão.



RAIZ DA INTOLERÂNCIA


    Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade. E a lógica que conduz da certeza inquestionável ao linchamento do discordante é simples: “se eu estou com a verdade e ele discorda de mim é que ele está com a mentira, e não se pode deixar que a mentira prospere”. Logo, calar o mentiroso (ou o traidor da verdade) é um bem que se faz à pátria ou à humanidade ou a Deus ou ao partido.


    Existem verdades de diferentes pesos e, conforme o peso, mais grave ou menos grave será o erro praticado pelo discordante. Por exemplo, se minha verdade consiste em afirmar que o futebol-arte é melhor que o futebol-força, o máximo que pode resultar disso serão algumas tiradas irônicas mas, se estou convencido de que minha seita é a única que incorpora a verdade do Cristo Salvador, aí o discordante está do lado do Diabo, a encarnação do Mal. (…)


    Já escrevi aqui, mais de uma vez, que quem aceita a complexidade do real – do mundo, da vida – não pode ser sectário, não pode ser radical em suas convicções. Noutras palavras, só é sectário quem simplifica as coisas, ignora que todo problema contém diversos lados e contradições. Lidar com essa complexidade é, indubitavelmente, difícil e desconfortável; muito mais cômodo é afirmar: “aquele sujeito é um imbecil” — em lugar de tentar entender as suas razões. Isto se vê a todo momento, especialmente nas discussões políticas. É a tática de desqualificação do outro. Em lugar de responder a seus argumentos, afirmo que ele é safado, desonesto, mau-caráter.


    Veja bem, quando digo que se deve ser tolerante e que não existem verdades absolutas, não estou pregando o abandono das convicções firmes e das atitudes éticas. Umas e outras devem ser fruto do conhecimento e da reflexão, os quais nos conduzirão inevitavelmente a reconhecer que a realidade excede nossa capacidade de abrangê-la integralmente. O conhecimento e a reflexão nos conduzem à modéstia e à tolerância. Quando perguntaram a Marx qual a virtude intelectual que mais admirava, ele respondeu: a dúvida.


Raiz da intolerância. Ferreira Gullar. Melhores Crônicas. Adaptado.

“Ninguém representa maior ameaça à liberdade do outro do que quem se considera dono da verdade.”


O vocábulo ameaça formou-se por meio de um processo denominado de:

Alternativas
Q3731235 Português
Escolha e marque com um X a palavra que completa a frase seguinte:
O avestruz é a maior _________que existe.
Alternativas
Q3731229 Português
Escolha e marque com X a frase que aparece no SINGULAR:
Alternativas
Q3731134 Português
Todas as palavras abaixo concordam com o seu plural, EXCETO: 
Alternativas
Q3731131 Português
Escolha e marque com X a frase que tem uma palavra de negativa:
Alternativas
Q3731118 Português
Observe a frase a seguir e responda a questão:


Seus 118 quilômetros quadrados apresentam belezas naturais de "tirar o fôlego" como cachoeiras, picos e montanhas, além da rampa de salto de asa delta.
Todas as palavras destacadas na frase estão no plural, EXCETO:
Alternativas
Q3730731 Português
A vida não é útil

(Fragmento)

[...]


Uma operação de resgate tem como intuito salvar o corpo que está sendo flagelado e levá-lo para um outro lugar, onde será restaurado. Quem sabe, depois de uma reabilitação, ele pode até seguir operante na vida. Isso partindo da ideia de que a vida é útil, mas a vida não tem utilidade nenhuma. A vida é tão maravilhosa que a nossa mente tenta dar uma utilidade a ela, mas isso é uma besteira. A vida é fruição, é uma dança, só que é uma dança cósmica, e a gente quer reduzi-la a uma coreografia ridícula e utilitária. Uma biografia: alguém nasceu, fez isso, fez aquilo, cresceu, fundou uma cidade, inventou o fordismo, fez a revolução, fez um foguete, foi para o espaço; tudo isso é uma historinha ridícula. Por que insistimos em transformar a vida em uma coisa útil? Nós temos que ter coragem de ser radicalmente vivos, e não ficar barganhando a sobrevivência. Se continuarmos comendo o planeta, vamos todos sobreviver por só mais um dia.

Eu tenho insistido com as pessoas, seja na minha aldeia, seja em qualquer lugar, que sobreviver já é uma negociação em torno da vida, que é um dom maravilhoso e não pode ser reduzido. Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição. Nunca vai ocorrer a um peixinho que o oceano tem que ser útil, o oceano é a vida. Mas nós somos o tempo inteiro cobrados a fazer coisas úteis. É por isso que muita gente morre cedo, desiste dessa bobagem toda e vai embora.

Viver a experiência de fruir a vida de verdade deveria ser a maravilha da existência. Alguém vai dizer: "Mas tem tanta gente que vive em dificuldade material, que tem que morar em lugares de miséria e violência...". Porém os lugares de miséria e violência fomos nós que criamos, não têm existência por si. Todas as guerras em curso por aí são produzidas por nós. Também não podemos ficar alimentando essa ideia de destino: "Ah, aquele monte de gente sofreu, passou por aquela desgraceira toda, morreu, mas era o destino deles". Isso é uma sacanagem. Não é destino deles nem meu nem de ninguém: nós estamos aqui para fruir a vida, e quanto mais consciência despertarmos sobre a existência, mais intensamente a experimentamos. Sem autoenganação. Se você precisa sair correndo para uma igreja, para um ashram, para uma mesquita ou para um terreiro para se sentir em paz, preste atenção, porque isso pode ser um exercício, mas talvez não seja tudo o que você está esperando. As religiões, a política, as ideologias se prestam muito bem a emoldurar uma vida útil. Mas quem está interessado em existência utilitária deve achar que esse mundo está ótimo: um tremendo shopping. Os grandes templos contemporâneos são shoppings (inclusive alguns que são templos mesmo).

Os povos originários ainda estão presentes neste mundo não porque foram excluídos, mas porque escaparam, é interessante lembrar isso. Em várias regiões do planeta, resistiram com toda força e coragem para não serem completamente engolfados por esse mundo utilitário. Os povos nativos resistem a essa investida do branco porque sabem que ele está enganado, e, na maioria das vezes, são tratados como loucos. Escapar dessa captura, experimentar uma existência que não se rendeu ao sentido utilitário da vida, cria um lugar de silêncio interior. Nas regiões que sofreram uma forte interferência utilitária da vida, essa experiência de silêncio foi prejudicada.

[...]
Considere o seguinte trecho:
"Nós estamos, em nossa relação com a vida, como um peixinho num imenso oceano, em maravilhosa fruição." 

No trecho em questão, diferentes classes gramaticais e processos de formação de palavras contribuem para a construção da imagem poética e crítica mobilizada pelo autor. Com base nesse trecho, assinale a alternativa correta quanto à classificação gramatical das palavras empregadas.
Alternativas
Respostas
2421: A
2422: B
2423: E
2424: B
2425: A
2426: B
2427: C
2428: A
2429: A
2430: A
2431: C
2432: C
2433: D
2434: A
2435: B
2436: D
2437: C
2438: C
2439: D
2440: C