Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia em português

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Q3772723 Português
Texto I

Quantas vezes você mudou de opinião sobre o que quer ser quando crescer?

Luana Génot

    Muitas vezes, perguntamos às crianças o que querem ser quando crescer. E, por mais inocente que pareça, essa pergunta carrega muitas nuances: ela faz com que a gente projete o futuro, mas também perceba o quanto os nossos sonhos mudam com o tempo. Quanto mais repertório acumulamos, mais atualizamos nossos desejos. O sonho de ontem pode não fazer mais sentido hoje, e está tudo bem.
    Um executivo, certa vez, me contou algo que jamais esqueci. Ele saiu do interior da Bahia sonhando em ser caminhoneiro, como o pai. Achava que aquele era o topo. Não porque faltasse ambição, mas porque faltavam referências. Ao se mudar para estudar, porém, descobriu outros mundos. Passou a almejar um trabalho como auxiliar, depois, novos postos, e foi galgando degraus até virar diretor. Hoje, mais do que cargos, sonha em ter tempo. Tempo para si, para a família, para ver o sol se pôr.
   Sonhos mudam de roupa conforme a estação da vida. Às vezes, crescem; outras vezes, se simplificam. Já quisemos o palco e, depois, queremos o sossego. Já almejamos o sucesso financeiro a todo custo e, em seguida, queremos a saúde mental acima de tudo. E tudo isso faz parte do mesmo caminho e pode até coexistir em muitas medidas.
    O que me intriga é que também há aqueles que não se permitem sonhar. Gente que aprendeu cedo que isso é luxo, coisa de quem tem tempo ou dinheiro. Sonhar, porém, é ferramenta de sobrevivência, especialmente para quem sempre precisou lutar para existir. É uma forma de hackear o sistema, de furar a bolha do “impossível”, de encontrar brechas nas estruturas que dizem “não”.
    O sonho é ancestral. É herança das nossas avós que sonhavam em liberdade enquanto lavavam roupa no rio. É a centelha que moveu quem veio antes, que acreditou num amanhã que talvez nunca tenha visto, mas plantou para que a gente colhesse. Por isso, deixar o sonho morrer é como cortar o fio que liga o passado ao futuro.
    Manter os desejos em dia é um ato de resistência. É como revisar um documento importante da alma: precisa ser atualizado, revisitado, cuidado. Porque o mundo muda, e a gente muda junto. E, se há dias em que algo almejado parece distante, que isso vire farol, mesmo que fraquinho, para iluminar o caminho.
    Às vezes, o sonho não é mais ser astronauta, é só dormir melhor. Não é mais ser presidente, mas conseguir pagar as contas e sorrir. E está tudo certo. A beleza existe em continuar sonhando, mesmo que isso varie conforme o fôlego do momento.
    O importante é não deixar que o peso do real atropele a leveza do que parece impossível, que nos projeta. Que a pressa não atropele o propósito. Que o medo não atropele a esperança. Então, se hoje você não souber responder “o que quer ser quando crescer”, relaxa. Talvez o que você precise é só se perguntar: o que ainda quero sonhar?

Fonte: https://oglobo.globo.com/ela/luanagenot/coluna/2025/11/quantas-vezes-voce-mudou-deopiniao-sobre-o-que-quer-ser-quando-crescer.ghtml. Acesso em 15/11/2025. Adaptado.
A forma verbal destacada (“varie”), em seu contexto de uso, está flexionada no: 
Alternativas
Q3772592 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.


Trecho


CURY, Augusto. Nunca desista de seus sonhos. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2004.


Em relação aos substantivos presentes no texto, pode-se afirma que:

 

Alternativas
Q3772590 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.


Trecho


CURY, Augusto. Nunca desista de seus sonhos. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2004.


A respeito dos aspectos gramaticais do trecho e das regras ortográficas da norma culta, analise as proposições a seguir: 

I.A palavra "fracassadas" exerce função de adjetivo, qualificando o substantivo "pessoas", com o qual concorda em gênero e número.

II.A palavra "sucesso " possui dígrafo consonantal, o que interfere diretamente na divisão silábica normativa.

III.A palavra "pérolas" é acentuada por ser uma proparoxítona.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3772566 Português

Preencha corretamente as lacunas do texto:


No acompanhamento diário das crianças, a escola deve garantir a observação de suas necessidades __________, como sono, alimentação, hidratação e condições adequadas de higiene e conforto físico. No campo emocional, é essencial assegurar __________, presença afetiva e construção de vínculos estáveis, fatores que contribuem para a sensação de segurança e regulação do comportamento. Quanto às necessidades sociais, destacam-se interações __________, respeito ao tempo de adaptação, mediação de conflitos e oportunidades de cooperação e pertencimento ao grupo. Para tornar o acompanhamento eficaz, a equipe escolar precisa realizar registros __________ e manter comunicação __________ com as famílias e demais profissionais quando necessário.



Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto.


Alternativas
Q3772551 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.


Trecho


CURY, Augusto. Nunca desista de seus sonhos. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2004.

 


Em relação aos substantivos presentes no texto, pode-se afirma que:
Alternativas
Q3772550 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Apesar dos nossos defeitos, precisamos enxergar que somos pérolas únicas no teatro da vida e entender que não existem pessoas de sucesso ou pessoas fracassadas. O que existe são pessoas que lutam pelos seus sonhos ou desistem deles.


Trecho


CURY, Augusto. Nunca desista de seus sonhos. Rio de Janeiro: Editora Sextante, 2004.

 


A respeito dos aspectos gramaticais do trecho e das regras ortográficas da norma culta, analise as proposições a seguir:


I.A palavra "fracassadas" exerce função de adjetivo, qualificando o substantivo "pessoas", com o qual concorda em gênero e número.


II.A palavra "sucesso " possui dígrafo consonantal, o que interfere diretamente na divisão silábica normativa.


III.A palavra "pérolas" é acentuada por ser uma proparoxítona.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3772511 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição


    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/10 57224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto

“A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano [...]” (2º parágrafo).

Em seu contexto de uso, os dois termos em destaque são classificados, respectivamente, como:  

Alternativas
Q3772305 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Rei Charles será primeiro monarca britânico a rezar ao lado de um papa em 500 anos


O rei Charles III e o papa Leão XIV se tornarão o primeiro monarca britânico e o primeiro pontífice a rezarem juntos em uma celebração religiosa desde a Reforma do século XVI. O encontro histórico ocorrerá na Capela Sistina, no Vaticano, durante a visita de Estado que o rei Charles e a rainha Camila realizarão na próxima semana.


Sob o famoso teto pintado por Michelangelo, a cerimônia reunirá clérigos e corais tanto da Igreja Católica Romana quanto da Igreja da Inglaterra, da qual o rei é o governador supremo. A visita representa um importante gesto de reconciliação e marcará também o primeiro encontro entre o rei e o novo papa, nascido nos Estados Unidos.


Charles e Camila se reunirão com o papa e altos representantes do Vaticano em uma celebração ecumênica especial, na qual o rei e o pontífice rezarão juntos. A cerimônia na Capela Sistina terá como foco a preservação da natureza, tema que reflete o engajamento do rei em causas ambientais. O coral da Capela Sistina cantará ao lado dos corais da Capela de São Jorge e da Capela Real de Sua Majestade, simbolizando harmonia entre as tradições católica e anglicana.


O local, do século XV, é conhecido por abrigar o conclave de cardeais que elege o papa. Embora monarcas britânicos tenham se encontrado com pontífices anteriormente — incluindo a falecida rainha Elizabeth II —, esta será a primeira vez, desde a separação de Henrique VIII de Roma, que um monarca britânico e um papa rezarão juntos em uma celebração religiosa.


Fontes do Palácio de Buckingham e da Igreja da Inglaterra destacam a relevância histórica do ato, ressaltando o compromisso do rei com o diálogo inter-religioso e a promoção da paz espiritual entre diferentes crenças.


Outro momento de valor simbólico está previsto na Basílica de São Paulo Extramuros, onde o rei participará de uma cerimônia na abadia que abriga o túmulo do apóstolo Paulo. A igreja, ligada historicamente à monarquia inglesa desde os tempos medievais, exibe há séculos a insígnia da Ordem da Jarreteira, símbolo de união entre Roma e o Reino Unido.


Durante a visita, Charles III será nomeado irmão real da abadia, título honorífico e espiritual concedido em reconhecimento ao seu trabalho pela aproximação entre religiões.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c20pdvzxxr5o.adaptado.   

Durante a visita, Charles III será nomeado irmão real da abadia, título honorífico e espiritual concedido em reconhecimento ao seu trabalho pela aproximação entre religiões.


De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q3772297 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como roubo de Mona Lisa no Louvre fez dela a pintura mais famosa do mundo


O Museu do Louvre, em Paris, foi novamente palco de um roubo audacioso que chamou atenção mundial: joias da coroa francesa, de valor inestimável, foram levadas em uma ação que durou cerca de sete minutos.


O caso remete a outro furto célebre ocorrido no mesmo museu: o roubo da Mona Lisa, em 1911, um crime que acabou transformando a pintura de Leonardo da Vinci na mais famosa do mundo.


O roubo aconteceu em vinte e um de agosto de 1911, uma segunda-feira em que o Louvre estava fechado. O autor, Vincenzo Peruggia, entrou e saiu do museu com o quadro sem grande planejamento. A ausência da obra só foi percebida no dia seguinte, e o escândalo levou ao fechamento do museu por uma semana. A polícia investigou vários suspeitos, entre eles o poeta Guillaume Apollinaire e o pintor Pablo Picasso, ambos inocentes.


A Mona Lisa ficou desaparecida por mais de dois anos e foi recuperada em dez de dezembro de 1913, quando Peruggia foi preso ao tentar entregá-la a um comerciante de antiguidades em Florença. Segundo o historiador de arte Noah Charney, esse foi o primeiro crime artístico a ganhar repercussão internacional.


Na época, a pintura não era a mais famosa do mundo. Foi o roubo que a tornou célebre. A ampla cobertura da imprensa fez da obra um ícone cultural. Sua imagem passou a circular em jornais, postais e anúncios, e multidões visitavam o Louvre apenas para ver o espaço vazio onde o quadro costumava estar.


Antes do roubo, o museu já possuía obras consagradas, como Vênus de Milo e A Liberdade Guiando o Povo, mas nenhuma alcançou tamanha popularidade. Quando as notícias sobre o caso se esgotaram, jornais passaram a inventar histórias sobre o retrato, como a de que Da Vinci teria se apaixonado pela modelo.


O furto, porém, não exigiu um plano elaborado. O museu tinha pouca segurança, e Peruggia, que havia trabalhado lá, conhecia bem o local. Ele usou seu antigo uniforme e sabia como o quadro estava fixado. Após sua prisão, alegou agir por patriotismo, acreditando que a obra fora roubada da Itália. Na verdade, ela havia sido adquirida pelo rei francês Francisco I no século XVI.


As verdadeiras motivações do roubo permanecem incertas. Peruggia não era um especialista em arte e escolheu a Mona Lisa, ao que tudo indica, por seu pequeno tamanho, de fácil transporte. Desde sua recuperação, em 1913, o quadro se tornou um dos maiores símbolos da arte mundial. Milhões de pessoas visitam o Louvre para vê-lo, embora poucos o apreciem de fato.


O ladrão foi rapidamente esquecido, especialmente após  início da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Hoje, é lembrado como uma figura curiosa — um homem que se encantou por uma obra de arte e, apesar do crime, não a danificou.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/ced6lny4z3xo.adaptado.

Antes do roubo, o museu já possuía obras consagradas, como Vênus de Milo e A Liberdade Guiando o Povo, mas nenhuma alcançou tamanha popularidade.

De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3772007 Português

Texto para a questão.



Instruções para chorar



    Deixando de lado os motivos, atenhamo‑nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.

    Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguém, nunca.

    Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência num canto do quarto. Duração média do choro, três minutos.



CORTÁZAR, Júlio. Instruções para chorar. In: Histórias de cronópios

e de famas. São Paulo: Editora Best Seller, 2013.

A respeito da forma verbal “atenhamo‑nos”, no trecho “Deixando de lado os motivos, atenhamo‑nos à maneira correta de chorar…”, é correto afirmar que trata‑se

Alternativas
Q3771880 Português

Assinale a alternativa correta quanto ao plural dos substantivos.

Alternativas
Q3771878 Português

Assinale a alternativa correta quanto ao coletivo dos substantivos.

Alternativas
Q3771877 Português

Leia os versos



Que fiz de bem ou de mal


Pelos caminhos que andei?



Qual dos dois, rosa e punhal,


É o da princesa e o do Rei?


Mário Quintana



Assinale a alternativa correta quanto ao gênero dos substantivos rosa, punhal e caminhos, respectivamente.

Alternativas
Q3771872 Português

Texto


A questão é referente à fábula A formiga.


A Formiga


As formigas já foram homens e ganhavam a vida lavrando o solo. Mas, não contentes com os resultados de seu próprio trabalho, elas estavam sempre cobiçando as colheitas e os frutos de seus vizinhos, roubavam sempre que tinham oportunidade e acrescentavam ao seu próprio mantimento.


Por fim, a cobiça deles fez Júpiter ficar tão zangado que os transformou em formigas. Mas, embora suas formas tenham mudado, sua natureza permaneceu a mesma. Até hoje, andam por entre as plantações e recolhem os frutos do trabalho alheio e os armazenam para seu próprio uso.


Fábulas de Esopo

Assinale a alternativa correta em relação à fábula.
Alternativas
Q3771604 Português
Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores


Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.


Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.

Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.

Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.

Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?

A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.

Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.

No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.

Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.

Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.

Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.


https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/

"Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto."
A formação de palavras envolve um conjunto de processos morfossintáticos que possibilitam a criação de novas unidades a partir de morfemas lexicais. Os prefixos apresentam maior independência que os sufixos, pois geralmente derivam de advérbios ou preposições que possuem ou já possuíram autonomia na língua. Por sua vez, a derivação sufixal permite a formação de novos substantivos, adjetivos, verbos e até advérbios. Considerando o emprego dos prefixos e sufixos nos vocábulos presentes no trecho, julgue as afirmativas:

I.O vocábulo 'injusto' apresenta um prefixo que indica negação, enquanto o prefixo na palavra 'incinerar' indica mudança de estado.
II.O vocábulo 'igualitário' apresenta sufixo em sua formação, assim como os vocábulos 'gigante','agorinha' e 'melado'.
III.O vocábulo 'esperança' é formado por derivação parassintética, assim como os vocábulos 'envilecer' e 'ajoelhar'.
IV.O vocábulo 'insano', ao contrário de 'injusto', não possui prefixo, pois é formado pelo radical 'insan', que já contém o sentido de 'doença' ou 'desequilíbrio'; a vogal final 'o' funciona apenas como desinência de gênero.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3771602 Português
Os ombros que sustentam o futuro: o papel inadiável dos professores


Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.


Clarice Lispector, em "Os desastres de Sofia", descreveu um professor de ombros contraídos, como se carregasse em silêncio um peso invisível e hercúleo. Carlos Drummond de Andrade, por sua vez, lembrou que "os ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança". Essas duas imagens ficcionais — a primeira marcada pela fragilidade; a segunda, pela resistência — ajudam a compreender a condição atual da docência no Brasil: um ofício em que responsabilidade e carga simbólica se acumulam de forma desproporcional, quase sempre sem o reconhecimento justo e necessário.

Ao professor se exige muito: excelência pedagógica, inovação permanente, domínio de novas tecnologias, sensibilidade para lidar com a diversidade crescente e paciência para gerir conflitos que muitas vezes extrapolam os limites ou as origens da sala de aula. Espera-se que ele seja transmissor de saberes, mediador de relações, cuidador, psicólogo, burocrata e, ainda, mantenha-se entusiasmado diante de turmas cada vez mais numerosas e inclusivas. Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo.

Esse descompasso entre o que se exige e o que se oferece tem efeitos concretos e preocupantes. Pesquisas recentes alertam que 40% dos estudantes já não nutrem admiração por seus professores, e que o prestígio da carreira vem caindo vertiginosamente entre os jovens. A projeção é de que, em 2050, o Brasil enfrentará um déficit significativo de docentes. O problema não é apenas educacional: é estrutural, civilizatório, democrático. Uma sociedade que não atrai nem retém seus educadores abdica de seu futuro.

Sem professores bem formados, quem garantirá a circulação crítica do conhecimento para a meninada? Quem ensinará a desconfiar das aparências, a ler para além das manchetes, a debater sem ódio e com profundidade?

A esse quadro se soma um contexto político e cultural que agrava o peso sobre os ombros docentes: a voz crítica e política do professor — talvez sua ferramenta basilar — vem sendo sistematicamente contestada, tolhida, vigiada. De um lado, setores conservadores buscam controlar cada palavra em nome de uma suposta 'neutralidade' que, na prática, sufoca a reflexão. De outro, há correntes progressistas que exigem adesões automáticas, transformando o ato de ensinar em prova de alinhamento ideológico. O resultado é a mesma limitação: um professor obrigado a justificar cada gesto, como se ensinar fosse, em si, um ato suspeito ou de barganha.

Em paralelo, cresce a concorrência desleal com influenciadores digitais e coaches que, em vídeos de poucos minutos, oferecem fórmulas fáceis de sucesso e de prosperidade. Enquanto a educação insiste no trabalho lento, complexo e crítico, os pensadores digitais vendem a promessa de atalhos imediatos.

No mercado da atenção, que recompensa a superficialidade monetizada, a fala docente parece deslocada e marginal. Mas é justamente essa insistência na complexidade, no esforço da leitura atenta, na escuta paciente, que revela o valor inegociável do professor: ele não compete com a velocidade da rede e, ao contrário, oferece a profundidade que ela recusa.

Vivemos em tempos de redes sociais virulentas e hostis, de manipulação de imagens e verdades inventadas, de polarização crescente e obtusa e de analfabetismo funcional que se expande silenciosamente. Nesse cenário caótico, a tarefa do professor ganha ainda mais relevância: ele é um dos poucos agentes sociais capazes de reintroduzir a dúvida, de cultivar a consciência da coletividade e de indicar que o conhecimento não se reduz a slogans e a cortes de Instagram. O espaço escolar, mesmo com todas as limitações e precariedades, continua sendo um dos últimos lugares em que é possível aprender a conviver com a diferença e com o pensamento analítico, a negociar sentidos e a arquitetar futuros mais justos.

Por isso, homenagear os professores não é ato protocolar, nem gesto meramente simbólico. É uma exigência civilizatória e política. Significa reivindicar condições concretas de valorização: salários compatíveis com a importância da carreira, ambientes escolares equipados, formação continuada em tempo adequado que dialogue com os desafios atuais e, sobretudo, a proteção inegociável da liberdade de cátedra. Mais do que agradecê-los, trata-se de compartilhar o peso que hoje recai desproporcionalmente sobre apenas os seus ombros.

Os ombros contraídos lamentados por Clarice e os ombros universais sugeridos por Drummond se encontram, todos os dias, nos professores que entram em sala de aula. Sustentam o peso de um país em formação e, ao mesmo tempo, a esperança de que esse país seja mais razoável, igualitário, mais consciente de sua coletividade, menos insano e injusto. O futuro do Brasil repousa nesses ombros — contraídos, teimosos, cansados, mas resistentes porque ainda parecem dispostos a não vergar. Nossa homenagem, portanto, não deve ser apenas palavra terna: deve ser compromisso político, republicano e transformador.


https://revistaeducacao.com.br/2025/10/21/papel-inadiavel-professores/

"Em troca, recebe salários que não condizem com a centralidade de sua função — e, muitas vezes, em escolas com bibliotecas desatualizadas, laboratórios inexistentes e recursos básicos negados. Não raro, convive com a invisibilidade social de um esforço que sustenta o país no cotidiano e com a desvalorização pública. Ainda assim, o magistério se sustenta na teimosa persistência de quem acredita que ensinar é mais do que cumprir tarefas: é formar sujeitos capazes de interpretar e corrigir algumas mazelas do mundo"

Com base nas classes gramaticais dos vocábulos extraídos do texto, marque V para as afirmativas verdadeiras ou F para as falsas.

(__)Todos vocábulos destacados a seguir são formados pela fusão de uma preposição com um artigo: na teimosia; do mundo; de um esforço.
(__)O vocábulo 'ensinar', na expressão 'ensinar é mais do que cumprir', funciona como substantivo e atua como núcleo do sujeito do verbo 'ser'.
(__)O verbo 'condizer' está corretamente empregado no presente do indicativo, assim como em sua flexão para a 1ª pessoa do singular na mesma forma de tempo e modo, como em: 'Condigo perfeitamente com o que você disse'.
(__)O vocábulo 'raro' atua com valor de adjetivo, assim como os vocábulos 'inexistentes' e 'negados'.

A sequência que preenche os itens acima, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3771454 Português
Considerando os princípios do sistema ortográfico da Língua Portuguesa, bem como os mecanismos morfológicos que regem as classes gramaticais e a formação lexical, assinale a alternativa que apresenta análise linguisticamente precisa em conformidade com a gramática normativa e os estudos morfossintáticos contemporâneos:
Alternativas
Q3771210 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


Um ser discreto


Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças no clima. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes.

O fungo-queijo-suíço já foi encontrado em três países da América do Sul: Paraguai, Argentina e Brasil. O primeiro registro foi no Paraguai, no final do século 19. No Brasil, ele foi descoberto pela primeira vez no Rio Grande do Sul, no começo do século 20. Mais de 100 anos depois, cientistas encontraram esse fungo no interior do estado de São Paulo, em uma área onde a Mata Atlântica encontra o Cerrado. Mas por que demoraram tanto para achá-lo de novo?

Além de ser raro, esse fungo é bem discreto. Ele cresce em troncos caídos, no meio da floresta, e tem uma cor marrom, que se parece muito com folhas secas no chão. Ele tem poucos centímetros de altura, então é fácil passar e nem percebê-lo.

Pode comer?

Sim, o fungo-queijo-suíço é comestível, mas ele não tem gosto de queijo, viu? Apesar disso, não existem registros de que povos indígenas ou populações tradicionais brasileiras, que moram nas áreas onde ele é encontrado, costumam comê-lo.

O mais importante é saber que, mesmo sendo comestível, ele está ameaçado de extinção e precisa ser protegido. Cientistas acreditam que esse fungo só cresce em florestas bem preservadas, perto de rios, o que explica por que ele é raramente encontrado e por que quase ninguém o conhece.

Da próxima vez que ouvir falar em proteção da natureza, lembre-se de que os fungos estão nessa importante lista de preservação.


https://chc.org.br/artigo/fungo-ou-queijo-suico/
"Fungos não são plantas nem bichos, são organismos pertencentes ao reino Fungi, que inclui leveduras, mofos, liquens e cogumelos. Mas, assim como os animais e os vegetais, os fungos também sofrem com o desmatamento e com as mudanças climáticas. Por isso, alguns deles precisam de proteção especial da ciência e dos governantes."
Observe as classes gramaticais dos vocábulos presentes no texto e avalie as afirmativas:

I.A expressão 'por isso' funciona como uma locução conjuntiva conclusiva, estabelecendo uma relação de causa e consequência entre as ideias do texto.
II.Os vocábulos 'fungos', 'plantas' e 'bichos' são substantivos comuns e concretos que, no contexto do texto, exercem valor semântico de nomear seres vivos pertencentes a diferentes reinos biológicos.
III.As formas verbais 'sofrem' e 'precisam' estão empregados no presente do indicativo e conferem valor semântico de atualidade e permanência às ações.
IV.Os vocábulos 'especial' e 'climáticas' são adjetivos que qualificam os substantivos 'proteção' e 'mudanças', respectivamente.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3771130 Português
O texto seguinte servirá de base para responder a questão.


As transfusões de sangue transformaram a medicina moderna.


Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte.

Mas nem todos conseguem se beneficiar deste notável procedimento. Pessoas com tipos raros de sangue enfrentam dificuldade para encontrar doadores compatíveis.

Um dos tipos mais raros que existem é o sangue RH nulo. Até onde se sabe, ele é encontrado em apenas 50 pessoas em todo o mundo.

Se alguma delas sofrer um acidente e precisar de transfusão, a probabilidade de encontrar um doador é mínima. Por isso, o conselho é que essas pessoas congelem seu próprio sangue para que fique armazenado por longo prazo.

Mas, apesar da sua raridade, este tipo de sangue também é altamente valorizado por outras razões. E, na comunidade médica e de pesquisa, ele costuma ser chamado de "sangue dourado", devido às suas possibilidades de uso.

Os cientistas buscam formas de superar as questões de imunidade que, atualmente, restringem a forma de uso do sangue doado. E o sangue tipo Rh nulo pode ser usado para criar transfusões de sangue universais.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c93d4xzdwz2o         fragmento
"Se, algum dia, tivermos a infelicidade de sofrer lesões ou precisarmos de uma cirurgia importante, o sangue doado por outras pessoas pode fazer a diferença entre a vida e a morte."
Analise as afirmativas quanto ao emprego dos verbos no trecho acima e marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas:

(__)O verbo 'ter' encontra-se no futuro do subjuntivo, emprego que expressa uma possibilidade vinculada à ocorrência de um fato posterior.
(__)O verbo 'precisar' igualmente se encontra no futuro do subjuntivo, exprimindo relação de dependência com o fato hipotético introduzido pela oração condicional.
(__)O verbo 'poder' encontra-se no presente do indicativo e indica uma possibilidade concreta e atemporal, sem depender de eventos anteriores.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo,         
Alternativas
Q3771079 Português
O Mistério e o Gato


Certa vez, por volta das 18 horas, Tony, o gato da família Stones, se encontrava em um dilema: quando ele deixava de beber o leite que seus donos colocavam para ele no piso da cozinha, algo horrível acontecia. O leite ficava com um cheiro e aparência estranha, de maneira que intrigava Tony.

Havia um mistério a ser solucionado. Tony percebe que quando ele bebe o leite na hora que os donos colocam em seu pote, tudo está perfeitamente bem. Porém, se ele espera algumas horas, seu leite volta a apresentar aquelas estranhas características.

Após alguns dias, cansado de tanto investigar, Tony deita no chão da sala para descansar. Em seguida, seus donos sentam-se no sofá da sala e ligam a televisão. Algo chama a atenção de Tony, um homem do documentário assistido pela família Stones diz a seguinte frase: "Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma".

Finalmente Tony conseguiria descrever o que acontecia com seu leite? Seria apenas uma transformação? Bom... Apesar de não ser exatamente a resposta esperada, agora o belo gatinho branco começara a entender um pouquinho de tudo o que acontecia com o mundo ao seu redor.


SCHROEDER, Bruna Letícia Dreis. O mistério e o gato. In: Fundação Indaialense de Cultura. 80 contos: volume 4. Indaial: FIC, 2021. Disponível em: https://www.ficindaial.com.br/fundacao/wp-content/uploads/2021/10/E-B OOK-80-CONTOS-4.pdf . Acesso em: 16 nov. 2025.
Leia o fragmento do texto "O Mistério e o Gato":

"Tony , o gato da família Stones , se encontrava em um dilema : quando ele deixava de beber o leite que seus donos colocavam para ele no piso da cozinha (...)."

Com base na classificação dos substantivos quanto à sua natureza (próprio, comum e coletivo), analise as palavras em destaque e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
2181: C
2182: A
2183: C
2184: D
2185: D
2186: C
2187: B
2188: A
2189: C
2190: D
2191: E
2192: D
2193: C
2194: B
2195: E
2196: D
2197: A
2198: B
2199: A
2200: C