Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q3764543 Português

TEXTO


Oi, Chico!


Clarice Lispector 


                                                         


No trecho “Pois se Chico tem candura, e você acha que também tenho […]” (linhas 30-31), aparecem formas flexionadas de verbos e nomes. Considerando os processos de flexão verbal e nominal empregados no trecho em análise, assinale a afirmação verdadeira. 
Alternativas
Q3763894 Português
Analise as frases abaixo:

1. O praia foi invadida pelos turistas.
2. A enchente destruiu muitas cidades.
3. Ele se julgava acima da razão.

Assinale a alternativa que classifica, de forma correta e sequencial, a flexão verbal nas frases.
Alternativas
Q3763277 Português
Em nosso devido lugar


Os robôs enxergam em nós os mesmos defeitos e deficiências que costumávamos ver nos outros


Por Ruy Castro




(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2023/07/em-nosso-devido-lugar.shtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
O verbo sublinhado no trecho retirado do texto “Mas o principal é que não temos os preconceitos e emoções que, às vezes, podem obscurecer a tomada dessas decisões” veicula um sentido de:
Alternativas
Q3763272 Português
Em nosso devido lugar


Os robôs enxergam em nós os mesmos defeitos e deficiências que costumávamos ver nos outros


Por Ruy Castro




(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2023/07/em-nosso-devido-lugar.shtml – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho retirado do texto “Os robôs enxergam em nós os mesmos defeitos e deficiências que costumávamos ver nos outros”, em qual tempo e modo o verbo sublinhado está conjugado? 
Alternativas
Q3762921 Português

TEXTO 01


Por que o touro é símbolo da bolsa de valores?


Por Giovanna Oliveira




(Disponível em: https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/por-que-o-touro-e-simbolo-da-bolsa-de-valores/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica, correta e respectivamente, as classes gramaticais das palavras sublinhadas no trecho a seguir, retirado do texto:

“Eles lucram quando o valor da ação cai nesse intervalo”.
Alternativas
Q3762749 Português
Por que é tão difícil salvar o clima?


Por Bruno Carbinatto e Eduardo Lima

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(Disponível em: https://goread.com.br/viewer/superinteressante/por-que-e-tao-dificil-salvar-o-clima/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
A locução verbal “vai piorar” em “A crise já começou, e vai piorar” veicula um sentido de: 
Alternativas
Q3762715 Português
Existe algum truque para diferenciar cobra-coral verdadeira e falsa?


Por Bruno Carbinatto

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(Disponível em: https://goread.com.br/viewer/superinteressante/por-que-e-tao-dificil-salvar-o-clima/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 
Considerando as regras de acentuação e de ortografia, analise o trecho abaixo:

A cobra-coral verdadeira é a que ________ a toxina mais potente. Os principais acidentes com cobras peçonhentas não _______ delas.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Alternativas
Q3762675 Português
Por que papagaios têm fama de pet de pirata?


Por Arthur de Souza

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(Disponível em: https://goread.com.br/viewer/superinteressante/dossie-burnout/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando as regras de acentuação e de ortografia, analise o trecho abaixo, adaptado do texto:

O personagem ________ um fundo de verdade, ________ os europeus ________ esses animais como espécies exóticas.

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima. 
Alternativas
Q3762226 Português
A história inspiradora da mulher que sobreviveu por quarenta anos após receber transplante de coração e pulmão


A britânica Katie Mitchell é a paciente com maior tempo de sobrevivência após um transplante combinado de coração e pulmão no Reino Unido. Moradora de Londres, ela passou pela cirurgia há trinta e oito anos, quando estava com quinze anos, após ser diagnosticada com a rara síndrome de Eisenmenger, que provoca pressão elevada nas artérias pulmonares, danos irreversíveis e insuficiência cardíaca.

Ao relembrar o aniversário do transplante, Mitchell afirma pensar sempre na doadora. "Só sei que era uma mulher jovem. Sua família decidiu doar os órgãos em um momento de dor profunda, e sou muito grata por isso."

Segundo Anthony Clarkson, porta-voz do Serviço Nacional de Saúde britânico (NHS), o caso de Mitchell demonstra a importância da doação de órgãos, já que o procedimento é complexo e raro — apenas cinco por ano no país.

Antes da operação, Katie mal conseguia subir escadas e apresentava coloração azulada pela falta de oxigênio. "Assim que voltei do transplante, estava rosada. A melhora foi imediata", lembra.

Hoje, ela reflete sobre ser a pessoa que mais viveu com um transplante duplo. "Penso muito na família da doadora. Graças a eles, ganhei uma vida normal."

No Reino Unido, cerca de doze pessoas aguardam um transplante duplo e mais de oito mil estão na fila por algum órgão.

O cirurgião Aaron Ranasinghe explica que a taxa de sobrevivência após esse tipo de operação é de cerca de 85% no primeiro ano e pouco mais da metade vive por até doze anos. "O fato de Katie ter chegado tão longe é extraordinário."

Clarkson reforça que sua história comprova como a doação salva e transforma vidas — e que cada doador pode ajudar até nove pessoas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvg7pj5n35yo.adaptado.

Antes da operação, Katie mal conseguia subir escadas e apresentava coloração azulada pela falta de oxigênio. "Assim que voltei do transplante, estava rosada. A melhora foi imediata", lembra.
Com base exclusivamente no trecho acima e nas regras de sintaxe de concordância verbal, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3761764 Português
O QUE É LINGUAGEM SIMPLES?

É uma técnica de comunicação utilizada para transmitir informações de maneira simples, objetiva e inclusiva, com a finalidade de facilitar a compreensão.

É a forma de estruturar o texto para o leitor encontrar facilmente o que procura, compreender o que encontrou e utilizar a informação, sem a necessidade da releitura do texto.

No Brasil, a primeira política pública para tratar exclusivamente do tema de Linguagem Simples surgiu em 2019 com a criação do Programa Municipal de Linguagem Simples da Prefeitura de São Paulo.

POR QUE USAR LINGUAGEM SIMPLES?

O público‑alvo da Secretaria de Educação é muito amplo. Temos crianças, adolescentes, pais, mães, avós. E ainda temos o público interno, servidores de várias áreas como administração, tecnologia, direito, pedagogia. É importante ter uma linguagem que todos os públicos possam compreender. Existem estudos que revelam a dificuldade de leitura dos brasileiros, o que deixa mais visível ainda a necessidade de adequação de linguagem: 3 a cada 10 brasileiros adultos têm dificuldade de entender textos simples (Todos Pela Educação, 2018).

As vantagens do emprego da linguagem simples são diversas:

• Garante a participação e o controle da gestão pública pela população.

• Reduz a necessidade de intermediários entre o governo e a população.

• É direito do usuário a adequada prestação de serviços.

• Dá foco nos cidadãos e na geração de valor.

• Facilita a comunicação interna e o entendimento das informações.

O QUE É PRECISO FAZER?

Adequar as mensagens, a linguagem, os documentos e os canais aos diferentes segmentos de público, de maneira simplificada e acessível.

• Empregue uma linguagem respeitosa, clara, acessível, inclusiva e de fácil compreensão.

• Dê preferência a palavras comuns e usadas no dia a dia. • Lembre‑se de que o texto pode ser lido por criança, adolescente, pessoa com deficiência ou transtornos.

• Sempre obedeça às regras gramaticais.

• Evite o uso de termos estrangeiros, jargões, termos técnicos e siglas desconhecidas.

• Use a linguagem simples no atendimento ao público e nos atos administrativos internos. Internet: (com adaptações).

Com base nas propriedades linguísticas do texto, julgue o item a seguir. 
Na oração “que todos os públicos possam compreender”, a forma verbal “possam” é empregada com o significado de “sejam capazes de”. 
Alternativas
Q3761520 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Q19_20.png (470×534)

Disponível em: https://www.instagram.com/p/DO_Qj1ikaSH/?img_index=4. Acesso em: 10 de outubro de 2025.
Os verbos “Arrumou” (segundo quadrinho) e “é” (terceiro quadrinho) estão conjugados, respectivamente, nos tempos verbais:
Alternativas
Q3761510 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
Analise o termos destacados no período abaixo e assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, os tempos verbais de cada verbo:

“O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa”

“Cada “não” abre espaço para o respeito próprio” 

Alternativas
Q3761509 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão.


A revolução das mulheres que dizem não


Mariliz Pereira Jorge


    Sempre fui a mulher do sim. Não porque me disseram, não porque esperavam, mas porque eu quis. Sim para a viagem sem dinheiro, sim para o trabalho que não tinha nada a ver comigo, sim para a festa em plena terça, sim para conversa fiada. O sim, durante anos, foi meu combustível. E que delícia foi. Eu me joguei em situações improváveis, conheci gente que jamais cruzaria meu caminho e acumulei histórias que hoje cabem na pasta «sorrisos» da memória.

    Mas o sim tem um custo. Ele começa como impulso de vida e termina como compulsão. Um medo infantil de perder a piada, o bonde, a oportunidade única que era cilada. O sim vira vício. O sim ocupa espaço. O sim engole.

    De repente, dizia sim sem vontade, sim sem tempo, sim sem energia. Sim para reuniões que não mudavam nada, sim para almoços com o mesmo cardápio de comida e de ideias, sim para favores disfarçados de gentileza, sim para convites que eu aceitava só para não ser antipática. O sim virou piloto automático: responde mensagem, comparece a encontros que rendem mais bocejo do que alegria, faz parte de grupos dos quais queria fugir. Um sim ansioso, medroso, que não queria ficar de fora, mas me deixava de fora de mim.

    Foi aí que o não apareceu, quase sem ser chamado. Primeiro tímido, engasgado, saindo como desculpa esfarrapada. Depois mais limpo, mais curto, quase elegante. O não me libertou das minhas próprias amarras, da obrigação autoimposta de ser sempre a disponível, a interessada, a participante. O não acanhado abriu espaço para o não sem medo que virou não sem culpa.

    O não tem uma qualidade que o sim jamais teve: autoridade. Dizer não me deixa inteira. Não me tira de uma experiência, me devolve a mim mesma. O não não me isola, seleciona. É como se eu tivesse descoberto um superpoder invisível: cortar sem parecer cruel, recusar sem ter que explicar, simplesmente não ir, não estar, não topar.

    E o melhor é que, quando o não entrou na rotina, o sim mudou de valor. O sim ficou caro, seletivo, precioso. O sim ganhou brilho porque deixou de ser moeda de troca barata. Hoje, o sim é dado só ao que me interessa de verdade, ao que me move, ao que não me parece desperdício de vida. Um jantar que sei que vai render gargalhadas, um projeto que me dá frio na barriga, uma viagem que me entorpece. O sim deixou de ser automático e virou escolha.

    Posso parecer temperamental e passiva ao mesmo tempo, desequilibrada e tranquila, mas não ligo. É justamente a prova de que não estou mais refém de agradar. Não sou mais a mulher que diz sim porque tem medo de ser esquecida ou de perder uma festa que seria igual a todas as outras. Sou a mulher que aprendeu a perder sem perder nada, que entendeu que dizer não é tão vital quanto respirar.

    No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não. A música toca mais alto, o espaço fica mais amplo e, principalmente, sobra lugar para quem realmente vale a pena.

    E se isso vale para mim, vale também para todas nós. Imagine a revolução silenciosa, mas implacável, que nasce quando as mulheres param de aceitar o que não lhes cabe: os convites, as obrigações, as cobranças, os papéis que nunca escolheram.

    Cada “não” dito com clareza é uma porta que se fecha para o abuso, para a exploração, para a expectativa alheia. Cada “não” abre espaço para o respeito próprio, para o desejo verdadeiro, para uma vida em que o sim não é compulsão ou obrigação, mas escolha. Uma mulher que aprende a dizer não muda a sua vida. Muitas mulheres dizendo não mudam o mundo.


Fonte: https://www1.folha.uol.com.br
No período, “No fim, aprendi que a maior festa é aquela que acontece quando a gente descobre o luxo de dizer não.”, o verbo destacado está conjugado no tempo verbal:
Alternativas
Q3760712 Português
TEXTO I

O grande e o pequeno

     Todo caso de amor tem sempre um grande e um pequeno.
     [...] O pequeno ama, o grande se deixa amar. O grande fala, o pequeno ouve. O grande discorda, o pequeno concorda. O pequeno teme, o grande ameaça. O grande se atrasa, o pequeno se antecipa. O grande pede, ou nem precisa pedir, e o pequeno já está fazendo. 
     Não é uma questão de gênero. Existem homens pequenos e homens grandes, mulheres grandes e mulheres pequenas. O temperamento e as circunstâncias influem, mas não determinam. O grande pode ser o mais bem- -sucedido dos dois ou não. O pequeno pode ser o mais sensível, mas nem sempre é assim. Muitas vezes o grande é mais esperto, mas existem pequenos espertíssimos. Depende do caso. [...]
     Mas como tudo pode acontecer, senão nada disso ia ter graça, por alguma razão, geralmente à noite, imprevisivelmente, o grande pode ficar pequeno, e o pequeno ficar grande de repente. Basta um vacilo, um cair de tarde, um olhar mais assim, um furacão, uma inspiração, uma imprudência
     Quando isso acontece, é comum o pequeno ficar maior ainda, o que torna o grande ainda menor. O ex-pequeno, logo promovido a grande, pode se vingar do ex-grande, se o seu sofrimento tiver boa memória. [...]

(FALCÃO, Adriana. O doido da garrafa. São Paulo: Planeta, 2003. P.11-13. Fragmento).
Analise os verbos do texto e marque a alternativa que apresenta o modo e o tempo no qual eles predominam:
Alternativas
Q3760570 Português
No trecho “O mercado de apostas esportivas tem se expandido rapidamente”, retirado do texto, a conjugação verbal indica que o mercado de apostas:  
Alternativas
Q3760528 Português
Em “suplementos alimentares são retratados na mídia e nas redes sociais”, a estrutura verbal “são retratados” indica que o sujeito (“suplementos alimentares”) está sofrendo a ação de ser retratado. Qual é a voz verbal empregada nesse trecho? 
Alternativas
Q3760383 Português
TEXTO I

    O escritor argentino Jorge Luís Borges, que não era muito simpático à etimologia, apontou a inutilidade de saber que a palavra cálculo veio do latim “calculus”, pedrinha, em referência aos pedregulhos usados antigamente para fazer contas.
    Tal conhecimento, argumentou o genial autor de “A Biblioteca de Babel”, não nos permite “dominar os arcanos da álgebra”. Verdade: ninguém aprende a calcular estudando etimologia.
    O que Borges não disse é que o estudo da história das palavras abre janelas para como a linguagem funciona, como produz seus sentidos, que de outro modo permaneceriam trancadas. É pouco?
    Exemplo: a história de “calculus” não ensina ninguém a fazer contas, mas a do vírus ilustra muito bem o mecanismo infeccioso que opera dentro dos – e entre os – idiomas.
    O latim clássico “virus”, empregado por Cícero e Virgílio, é a origem óbvia da palavra sob a qual se abriga a apavorante covid-19. Ao mesmo tempo, é uma pista falsa.
    Cícero e Virgílio não faziam ideia da existência de um troço chamado vírus. Este só seria descoberto no século 19, quando o avanço das ciências e da tecnologia já tinha tornado moda recorrer a elementos gregos e latinos para cunhar novas expressões para novos fatos.
    Contudo, a não ser pelo código genético rastreável em palavras como visgo, viscoso e virulento, fazia séculos que o “virus” latino hibernava. Foi como metáfora venenosa que, já às portas do século 20, saiu do frigorífico clássico para voltar ao quentinho das línguas.
    Em 1898, o microbiologista holandês Martinus Beijerink decidiu batizar assim certo grupo de agentes infecciosos invisíveis aos microscópios de então, com o qual o francês Louis Pasteur tinha esbarrado primeiro ao estudar a raiva.
    O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso. Acabou se tornando epidêmico no vocabulário comum de diversas línguas. O vírus da palavra penetrou no vocabulário da computação em 1972, como nome de programas maliciosos que se infiltram num sistema para, reproduzindo-se, colonizá-lo e infectar outros.
    No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar. Foi a primeira vez que um membro da família ganhou sentido positivo, invejável: fazer sucesso na internet, ser replicado em larga escala nas redes sociais.
    Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega há décadas. No século passado, tornou-se possível falar em “vírus do fascismo”, por exemplo. Ou “vírus da burrice”.
    Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar. Está valendo. 

(Sérgio Rodrigues. O vírus da linguagem. Folha de S.Paulo, 12.03.2020. Adaptado) 

Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede:



( ) Em “O vírus nasceu na linguagem científica, mas era altamente contagioso.” (9º par.), o verbo em destaque se encontra conjugado na terceira pessoa do Pretérito Perfeito do Indicativo com sentido conotativo remissivo a “surgiu”.


( ) Em “No século 21, com o mundo integrado em rede, deu até num verbo novo, viralizar.” (10º par.), a expressão destacada se encontra na forma escorreita cujo sentido alternativo seria: “criou-se inclusive um novo verbo: ‘viralizar’.”


( ) Em “Mesmo essa acepção, como vimos, tinha seu lado escuro, parente de um uso metafórico bastante popular que a palavra carrega décadas.” (11º par.), o verbo destacado é impessoal e, portanto, tem como classificação de sujeito Inexistente; ademais, poderia ser substituído pela forma verbal “faz”, a fim de manter o sentido e a correção gramatical do texto.


( ) Em “Antigamente, quando se ignorava tudo sobre os vírus, uma receita comum que as pessoas usavam para se proteger do risco de contrair as doenças provocadas por eles era rezar.” (12º par.), as duas ocorrências do vocábulo “se” são idênticas tanto no âmbito gramatical quanto semântico, pois se classificam como partículas apassivadoras.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, tem-se pela ordem a sequência. 

Alternativas
Q3760251 Português

TEXTO I

Sons que confortam 

Martha Medeiros


    Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.


    Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.


    E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros, mas há quem mate a saudade assim: ouvindo pela enésima vez o recado na secretária eletrônica de alguém que já morreu.


    Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.


    O sinal, dentro do teatro, avisando que as luzes serão apagadas e o espetáculo irá começar. O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.


    O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama. Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.


    O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza.


    O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular.


    A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho.


    O sinal da hora do recreio.


    A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.


    O aplauso depois que você, nervoso, falou em público para dezenas de desconhecidos.


    O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar.


    E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.


MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011. Adaptado. 

Leia as afirmações abaixo antes de analisar o que se pede:



( ) Em “Nunca na vida ouvira um som mais lindo...”, (1º par.), nota-se a presença de um sufixo que expressa, junto ao radical do verbo destacado, ideia de possibilidade no contexto, já que este se encontra no Modo Subjuntivo.


( ) Em “E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros...” (2º par.), os vocábulos em destaque foram formados pelo mesmo processo de formação de palavras conhecido por composição, já que derivam de suas respectivas formas primitivas.


( ) Em “O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama.” (6º par.), o substantivo em destaque se encontra no grau diminutivo, o que se percebe pelo uso do sufixo após o radical, a fim de indicar a ideia de temperatura agradável.


( ) Em “O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado.” (7º par.), o adjetivo destacado sofreu o processo de formação conhecido por derivação sufixal.



Considerando-se V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas, pode-se afirmar que, pela ordem, a sequência correta é: 

Alternativas
Q3760249 Português

TEXTO I

Sons que confortam 

Martha Medeiros


    Eram quatro da manhã quando seu pai sofreu um colapso cardíaco. Só estavam os três na casa: o pai, a mãe e ele, um garoto de 13 anos. Chamaram o médico da família. E aguardaram. E aguardaram. E aguardaram. Até que o garoto escutou um barulho lá fora. É ele que conta, hoje, adulto: Nunca na vida ouvira um som mais lindo, mais calmante, do que os pneus daquele carro amassando as folhas de outono empilhadas junto ao meio-fio.


    Inesquecível, para o menino, foi ouvir o som do carro do médico se aproximando, o homem que salvaria seu pai. Na mesma hora em que li esse relato, imaginei um sem-número de sons que nos confortam. A começar pelo choro na sala de parto. Seu filho nasceu. E o mais aliviante para pais que possuem adolescentes baladeiros: o barulho da chave abrindo a fechadura da porta. Seu filho voltou.


    E pode parecer mórbido para uns, masoquismo para outros, mas há quem mate a saudade assim: ouvindo pela enésima vez o recado na secretária eletrônica de alguém que já morreu.


    Deixando a categoria dos sons magnânimos para a dos sons cotidianos: a voz no alto-falante do aeroporto dizendo que a aeronave já se encontra em solo e o embarque será feito dentro de poucos minutos.


    O sinal, dentro do teatro, avisando que as luzes serão apagadas e o espetáculo irá começar. O telefone tocando exatamente no horário que se espera, conforme o combinado. Até a musiquinha que antecede a chamada a cobrar pode ser bem-vinda, se for grande a ansiedade para se falar com alguém distante.


    O barulho da chuva forte no meio da madrugada, quando você está no quentinho da sua cama. Uma conversa em outro idioma na mesa ao lado da sua, provocando a falsa sensação de que você está viajando, de férias em algum lugar estrangeiro. E estando em algum lugar estrangeiro, ouvir o seu idioma natal sendo falado por alguém que passou, fazendo você lembrar que o mundo não é tão vasto assim.


    O toque do interfone quando se aguarda ansiosamente a chegada do namorado. Ou mesmo a chegada da pizza.


    O aviso sonoro de que entrou um torpedo no seu celular.


    A sirene da fábrica anunciando o fim de mais um dia de trabalho.


    O sinal da hora do recreio.


    A música que você mais gosta tocando no rádio do carro. Aumente o volume.


    O aplauso depois que você, nervoso, falou em público para dezenas de desconhecidos.


    O primeiro eu te amo dito por quem você também começou a amar.


    E o mais raro de todos: o silêncio absoluto.


MEDEIROS, Martha. Feliz por nada. São Paulo: L&PM Editores, 2011. Adaptado. 

Assinale a alternativa cuja forma verbal em destaque se encontre conjugada em um tempo diferente dos demais. 
Alternativas
Respostas
1801: C
1802: C
1803: B
1804: B
1805: A
1806: C
1807: B
1808: D
1809: A
1810: B
1811: C
1812: E
1813: C
1814: D
1815: C
1816: A
1817: B
1818: C
1819: D
1820: C