Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q2957572 Português
not valid statement found
A seguinte construção NÃO admite transposição para a voz passiva:
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Q2954710 Português

TEXTO 1



SECRETÁRIA – Luís Fernando Veríssimo



     O teste definitivo para você saber se você está ou não integrado no mundo moderno é a secretária eletrônica. O que você faz quando liga para alguém e quem atende é uma máquina.


     Tem gente que nem pensa nisso. Falam com a secretária eletrônica com a maior naturalidade, qual é o problema? É apenas um gravador estranho com uma função a mais. Mas aí é que está. Não é uma máquina como qualquer outra. É uma máquina de atender telefone. O telefone (que eu não sei como funciona, ainda estou tentando entender o estilingue) pressupõe um contato com alguém e não com alguma coisa. A secretária eletrônica abre um buraco nesta expectativa estabelecida. É desconcertante. Atendem – e é alguém dizendo que não está lá! Seguem instruções para esperar o bip e gravar a mensagem.


     É aí que começa o teste. Como falar com ninguém no telefone? Um telefonema é como aqueles livros que a gente gosta de ler, que só tem diálogos. É travessão você fala, travessão fala o outro. E de repente você está falando sozinho. Não é nem monólogo. É diálogo só de um.


     - Ahn, sim, bom, mmm... olha, eu telefono depois. Tchau.


     O “tchau” é para a máquina. Porque temos este absurdo medo de magoá-la. Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue, ou pelo menos nos bipe com reprovação.


     Sei de gente que muda a voz para falar com secretária eletrônica. Fica formal, cuida a construção da frase. Às vezes precisa resistir à tentação de ligar de novo para regravar a mensagem porque errou a colocação do pronome.


     Outros não resistem. Ao saber que estão sendo gravados, limpam a garganta, esperam o bip e anunciam:


     - De Augustín Lara...


     E gravam um bolero.


     Talvez seja a única atitude sensata. 

– "Medo de que a máquina nos telefone de volta e nos xingue..."; a forma verbal abaixo que, por não apresentar uma forma correta de presente de subjuntivo, NÃO poderia substituir as formas telefone ou xingue:

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Ano: 2007 Banca: FEC Órgão: EMGEPRON Prova: FEC - 2007 - EMGEPRON - Ferramenteiro |
Q2952899 Português
not valid statement found

A forma verbal em caixa alta na oração "Ele jamais VIRA amplitude de maré superior a 1,4 metro na Baía de Guanabara" (8º parágrafo) pode ser substituída, sem alteração de sentido e do tempo verbal, por:

Alternativas
Q2952173 Português

As questões de 03 a 05 referem-se ao texto seguinte.


1 “Junto ao tapume da construção, formara-se um grupo

de populares, falando pouco, em voz baixa. A obra parara.

3 Mas, das imediações, vinha o mesmo ruído de serra e de

elevador transportando material, em outras obras que nada

5 tinham com o caso.

O caso era de Sebastião Raimundo (como informou em

7 três linhas, na manhã seguinte, o jornal), que trabalhava no

sétimo andar e, descuidando-se, caíra ao solo. Aí viveu

9 ainda o tempo necessário para que o telefone mais próximo

chamasse a assistência, e a ambulância chegasse,

11 verificando o óbito.

Como não houvesse mais nada a fazer, deixou-se o

13 corpo na mesma posição, à espera de outro veículo, que o

transportasse ao necrotério. Algumas horas depois, era

15 removido.

No intervalo, curiosos procuravam ver, e não viam. O

17 rapaz tombara dentro da área da construção, e a portinhola

do tapume estava cerrada.”

(Carlos Drummond de Andrade)

Transportando os períodos “formara-se um grupo de populares” (linhas 1-2) e “deixou-se o corpo na mesma posição” (linhas 12-13) para a voz passiva analítica, obterse-ão as seguintes construções verbais, respectivamente.

Alternativas
Q2952169 Português

As questões de 03 a 05 referem-se ao texto seguinte.


1 “Junto ao tapume da construção, formara-se um grupo

de populares, falando pouco, em voz baixa. A obra parara.

3 Mas, das imediações, vinha o mesmo ruído de serra e de

elevador transportando material, em outras obras que nada

5 tinham com o caso.

O caso era de Sebastião Raimundo (como informou em

7 três linhas, na manhã seguinte, o jornal), que trabalhava no

sétimo andar e, descuidando-se, caíra ao solo. Aí viveu

9 ainda o tempo necessário para que o telefone mais próximo

chamasse a assistência, e a ambulância chegasse,

11 verificando o óbito.

Como não houvesse mais nada a fazer, deixou-se o

13 corpo na mesma posição, à espera de outro veículo, que o

transportasse ao necrotério. Algumas horas depois, era

15 removido.

No intervalo, curiosos procuravam ver, e não viam. O

17 rapaz tombara dentro da área da construção, e a portinhola

do tapume estava cerrada.”

(Carlos Drummond de Andrade)

Os verbos em negrito no primeiro parágrafo estão, respectivamente, no

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Q2949127 Português

Acostumar-se a tudo?

A gente se acostuma praticamente a tudo.

Isso é bom? Isso é ruim?

A resposta – inevitável – é: isso é bom e é ruim.

Senão, vejamos. Nossa elasticidade, nossa capa-

5 cidade de adaptação, tem permitido que sobrevivamos em

condições muitas vezes bastante adversas.

Lembro-me de que o escritor francês Saint-Exupéry

contou, uma vez, sobre como o avião caiu em cima de

montanhas geladas e como o piloto conseguiu sobreviver

10 durante vários dias, enfrentando o frio, a fome, a dor e

inúmeros perigos, adaptando-se às circunstâncias para,

na medida do possível, poder dominá-las.

Nunca esquecerei o justificado orgulho com que ele

falou: “O que eu fiz, nenhum bicho jamais faria”.

15 Por outro lado, a capacidade de adaptação pode

funcionar como mola propulsora de um mecanismo

oportunista, de uma facilitação resignada à aceitação de

coisas inaceitáveis.

É um fenômeno que, infelizmente, não é raro.

20 Acontece nas melhores famílias. Pode estar acontecendo

agora mesmo, com você, que está lendo este jornal.

Quando nos acostumamos a ver o que se passa

em volta e começamos a achar que tudo é “normal”,

deixamos de enxergar as “anormalidades”, deixamos de

25 nos assustar e de nos preocupar com elas.

O poeta espanhol Federico Garcia Lorca esteve nos

Estados Unidos em 1929/1930 e ficou assustado com

Nova York. Enquanto os turistas, como nós, ficam maravilhados

com a imponência dos prédios, Lorca se referia a

30 eles como “montanhas de cimento”.

Enquanto os turistas admiram a qualidade da

comida nos magníficos restaurantes, Lorca se espantava

com o fato de ninguém se escandalizar com a matança

dos animais. (...)

35 A insensibilidade se generaliza, a indiferença em

relação aos animais se estende, inexoravelmente, aos

seres humanos. A mesma máquina que tritura os animais

esmaga as vacas e sufoca os seres humanos.

Lorca interpela os que se beneficiam com esse

40 sistema, investe contra a contabilidade deles: “Embaixo

das multiplicações / há uma gota de sangue de pato. /

Embaixo das divisões, há uma gota de sangue de

marinheiro”.

Acusa os detentores do poder e da riqueza de

45 camuflarem a dura realidade social para fazê-la aparecer

apenas como espaço de rudes entretenimentos e

vertiginoso progresso tecnológico. Furioso, brada:

“Cuspo-lhes na cara”.

É possível que alguns aspectos da reação do poeta

50 nos pareçam exagerados, unilaterais. Afinal, Nova York

também é lugar de cultura, tem museus maravilhosos,

encena peças magníficas, faz um excelente cinema,

apresenta espetáculos musicais fantásticos.

O exagero, porém, ajuda Garcia Lorca a chamar

55 a nossa atenção para o “lado noturno” dessa “face

luminosa” de Nova York. E Nova York, no caso, vale

como símbolo das contradições que estão enraizadas

em praticamente todas as grandes cidades modernas.

Os habitantes dessas cidades tendem a fixar sua

60 atenção em falhas que podem ser sanadas, em defeitos

que podem ser superados, em feridas que podem ser

curadas por um tratamento tópico.

Falta-lhes a percepção de que determinadas

questões só poderiam ser efetivamente resolvidas por

65 uma mudança radical, através de um novo modelo.

Só um modelo novo de cidade permitirá que sejam

pensadas e postas em prática soluções para os impasses

a que chegaram as nossas megalópoles.

O que é pior do que ter graves problemas? É ter

70 graves problemas e se recusar a reconhecê-los.

A condenação do poeta levanta questões para as

quais não temos, atualmente, soluções viáveis. Lorca nos

presta, contudo, o relevante serviço de nos cobrar que as

encaremos.

KONDER, Leandro. Jornal do Brasil. 26 maio 2005.

Assinale a opção em que o par de orações NÃO apresenta transformação da voz verbal.

Alternativas
Q2939385 Português

    Gilberto Freyre sugeriu certa vez que diferentes tipos de construção revelam algo importante sobre a cultura dentro da qual surgiram. “O século XIX criou o grande hotel assim como o século VI criou a catedral gótica”, disse ele.
    Qual seria o equivalente à catedral ou ao hotel em nossos tempos? O shopping center, com certeza. Ele é ao mesmo tempo uma resposta aos problemas urbanos, uma forma arquitetônica que molda nosso cotidiano e um símbolo da sociedade de consumo. No Brasil, o shopping parece ter sido uma inovação dos anos 1960 e, desde então, eles se multiplicaram. Converteram-se em centros de sociabilidade, tomando o lugar das ruas e das praças como lugares para passear, encontrar amigos, tomar um café e ir a restaurantes e cinemas. Poderíamos dizer que o shopping center se converteu num modo de vida, entre outras razões, porque garante um ambiente seguro.
    Os centros começaram como uma combinação de lojas, estacionamentos de veículos e áreas de pedestres, mas pouco depois ganharam o acréscimo de cafés, restaurantes, cinemas e agências bancárias, criando virtuais pequenas cidades, protegidas tanto das intempéries do clima quanto (graças aos agentes de segurança) da violência. Esses empreendimentos faziam e ainda fazem muito sentido econômico. Construídos em áreas de aluguel baixo, nas periferias das cidades ou até mesmo fora delas, dotados de amplo espaço de estacionamento, tinham como público as famílias que eram atraídas pelos cinemas ou restaurantes, mas ficavam ali para fazer compras (ou eram atraídas pelas lojas, mas ficavam ali mais tempo para comer ou ir ao cinema). Uma espécie de substitutos, em ambiente fechado, da vida das ruas, que se encontrava mais e mais ameaçada pela expansão das cidades, pelo uso crescente do automóvel e pelo conseqüente declínio das calçadas.
    Olhando em retrospectiva, os historiadores vão enxergar os shoppings como símbolos da sociedade de consumo, nos quais fazer compras − ou pelo menos olhar as vitrines sem comprar nada − se converteu numa forma importante de lazer. Eles oferecem um bom exemplo de como a arquitetura exprime os valores de uma época, como sugeriu Gilberto Freyre, mas também molda a vida social, incentivando o surgimento de novas rotinas cotidianas e novas formas de sociabilidade.

 (Adaptado de Peter Burke. Folha de S. Paulo, Mais!, 11 de março de 2007, p. 3)

... mas pouco depois ganharam o acréscimo de cafés, restaurantes, cinemas e agências bancárias ... (3o parágrafo).

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Alternativas
Q2933362 Português

Atenção: As questões de números 11 a 15 baseiam-se no texto apresentado abaixo.


Poucos lugares têm cenas tão diversificadas quanto as telas de videogame. Esses jogos estão derrubando a fronteira que separa a brincadeira da realidade, e há muito tempo deixaram de ser coisa de garotos trancados em casa. Os viciados em Atari e em fliperama durante os anos 80 cresceram, mas não abandonaram o hábito. O mercado de videogames movi menta bilhões de dólares, mais do que a receita das bilheterias de cinema.

Tanto dinheiro transformou os consoles de jogo em máquinas sofisticadíssimas. Para os jogadores, o avanço tecnológico significou uma enorme evolução sobre os jogos de algumas décadas atrás. Os games são hoje bastante complexos, capazes de simular muitos aspectos da realidade. Os dribles e manobras dos atuais jogos de esporte, por exemplo, são feitos por atletas profissionais, filmados e depois transferidos para o videogame. Outra tendência é criar uma cidade com infinitas possibilidades e deixar o jogador fazer nela o que quiser, interagindo com personagens e descobrindo novos lugares.

A empolgação com passatempos não é recente. Em 1920, foram encontrados no Iraque tabuleiros, peças e dados com 2.600 anos de idade. Jogos como o xadrez, criado no século VI, sobrevivem até hoje. "Os seres humanos são feitos para gostar de desafios que não sejam tão fáceis a ponto de perder a graça nem tão difíceis que se tornem frustrantes"; afirma o psicólogo alemão Dietrich Dörner. Os videogames conseguem preencher essa disposição inata de forma eficiente graças a algumas características: eles possuem objetivos claros, vários modos de atingir o sucesso e feedback rápido, ou seja, o jogador recebe uma conseqüência imediata após cada ação. O resultado é uma das atividades mais envolventes que a humanidade já inventou.

O poder de imersão dos videogames e a seqüência constante de desafios podem levar à perda do sentido de tempo e de espaço e do limite entre a pessoa e a atividade. Os criadores de software sabem disso e se esforçam para aumentar o caráter viciador dos jogos. Uma estratégia é dar a eles o máximo de realismo e a sensação de que aquela realidade existe de fato. Há, no entanto, o risco de se passar da conta e, de fato, viciar. Por outro lado, pesquisadores mostraram que jogos de ação são capazes de melhorar a percepção visual e podem dar ao jogador um raciocínio mais complexo.


(Adaptado de Rafael Kenski e Gabriela Aguerre. Superin teressante , junho 2003. p.57-59)

A forma verbal cujo emprego denota possibilidade de realização de um fato está na frase:

Alternativas
Q2922864 Português

Indique a alínea que apresenta corretamente a transformação da voz ativa em passiva.

Alternativas
Q2919631 Português
not valid statement found

Assinale a opção em que a forma verbal em negrito substitui corretamente a que está sublinhada.

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Q2912777 Português

O sucesso e Aristóteles

Quem busca o resultado, e não a excelência, corre o risco de ficar sem nada

Sucesso. Eis uma palavra difícil de ser definida. O que é sucesso para uma pessoa pode não ser para outra. A coisa se complica quando pensamos que sucesso é dinheiro, o que na maioria das vezes não é. Aliás, sucesso nem sequer é sinônimo de resultado. Sucesso é fazer bem feito; resultado é conseqüência. Por isso, quando procuramos entender o sucesso, é melhor relacioná-lo com outra palavra: excelência. Quando alguém tem compromisso com a excelência, realiza seu trabalho com sucesso, o que o leva a alcançar os resultados desejados. Inclusive dinheiro. Felizmente, encontramos profissionais precupados com a excelência em todas as atividades. São pessoas de sucesso em seu trabalho. São respeitadas, admiradas e imitadas. Elas acertam no resultado porque miram na excelência. Mas esta não vem do nada, da simples intenção; é necessário que se adote uma estratégia.

Aqui vai uma história para ilustrar melhor esse assunto. Há muitos e muitos anos, um homem sábio, preocupado com o futuro de seu filho, lhe deu três conselhos: siga sua vocação, trabalhe em um local estimulante e administre suas finanças. E não é o que, ainda hoje, os orientadores de carreira dizem para os jovens que estão iniciando? Pois é, estes, sem saber, estão repetindo Aristóteles. Quando escreveu Ética a Nicômaco, o filósofo estava, pretensamente, escrevendo para seu filho e, nessa obra, encontramos as bases da excelência. Os três ingredientes citados se combinam para preparar o prato do sucesso, ainda que em doses diferentes, dependendo da etapa da vida. O início pode ser pela vocação, pelo ambiente ou pelos recursos, mas, no decorrer dos acontecimentos, a falta de um dos três compromete o conjunto.

“Busque o bem”, disse o filósofo, “o bem é o exercício ativo das faculdades da alma de conformidade com a excelência”. E ele esclareceu que o bem está nos menores atos, mas que todos estão conectados com um bem maior, que é a própria felicidade. A vida prática, diária, comum, impregnada de pequenos problemas, pode ser mais leve e agradável quando assumimos esse compromissso aristotélico: fazer o bem. Esta é a essência do sucesso. O resultado é uma mera questão de tempo. Não há razão para preocupações quando se assume compromisso com a excelência. Se por acaso você faz um trabalho que não lhe agrada, faça-o da melhor maneira possível, pois esta é a única garantia de que você não o fará para sempre, pois, com certeza, será conduzido a outras missões sequiosas de excelência. Não sabemos o que o filho de Aristóteles fez da vida, mas outro jovem que foi quase seu filho adotivo era Alexandre, o líder que conquistou praticamente todo o mundo conhecido antes de completar 30 anos.

MUSSAK, Eugênio. Revista VocêSA, mar. 2007.

O trecho "...três conselhos: siga sua vocação, trabalhe em um local estimulante e administre suas finanças." (l. 20-22) está escrito com os três verbos (seguir, trabalhar e administrar) com a mesma marcação modo-temporal porque:

Alternativas
Q2912770 Português

O sucesso e Aristóteles

Quem busca o resultado, e não a excelência, corre o risco de ficar sem nada

Sucesso. Eis uma palavra difícil de ser definida. O que é sucesso para uma pessoa pode não ser para outra. A coisa se complica quando pensamos que sucesso é dinheiro, o que na maioria das vezes não é. Aliás, sucesso nem sequer é sinônimo de resultado. Sucesso é fazer bem feito; resultado é conseqüência. Por isso, quando procuramos entender o sucesso, é melhor relacioná-lo com outra palavra: excelência. Quando alguém tem compromisso com a excelência, realiza seu trabalho com sucesso, o que o leva a alcançar os resultados desejados. Inclusive dinheiro. Felizmente, encontramos profissionais precupados com a excelência em todas as atividades. São pessoas de sucesso em seu trabalho. São respeitadas, admiradas e imitadas. Elas acertam no resultado porque miram na excelência. Mas esta não vem do nada, da simples intenção; é necessário que se adote uma estratégia.

Aqui vai uma história para ilustrar melhor esse assunto. Há muitos e muitos anos, um homem sábio, preocupado com o futuro de seu filho, lhe deu três conselhos: siga sua vocação, trabalhe em um local estimulante e administre suas finanças. E não é o que, ainda hoje, os orientadores de carreira dizem para os jovens que estão iniciando? Pois é, estes, sem saber, estão repetindo Aristóteles. Quando escreveu Ética a Nicômaco, o filósofo estava, pretensamente, escrevendo para seu filho e, nessa obra, encontramos as bases da excelência. Os três ingredientes citados se combinam para preparar o prato do sucesso, ainda que em doses diferentes, dependendo da etapa da vida. O início pode ser pela vocação, pelo ambiente ou pelos recursos, mas, no decorrer dos acontecimentos, a falta de um dos três compromete o conjunto.

“Busque o bem”, disse o filósofo, “o bem é o exercício ativo das faculdades da alma de conformidade com a excelência”. E ele esclareceu que o bem está nos menores atos, mas que todos estão conectados com um bem maior, que é a própria felicidade. A vida prática, diária, comum, impregnada de pequenos problemas, pode ser mais leve e agradável quando assumimos esse compromissso aristotélico: fazer o bem. Esta é a essência do sucesso. O resultado é uma mera questão de tempo. Não há razão para preocupações quando se assume compromisso com a excelência. Se por acaso você faz um trabalho que não lhe agrada, faça-o da melhor maneira possível, pois esta é a única garantia de que você não o fará para sempre, pois, com certeza, será conduzido a outras missões sequiosas de excelência. Não sabemos o que o filho de Aristóteles fez da vida, mas outro jovem que foi quase seu filho adotivo era Alexandre, o líder que conquistou praticamente todo o mundo conhecido antes de completar 30 anos.

MUSSAK, Eugênio. Revista VocêSA, mar. 2007.

Indique a opção que NÃO mostra uma maneira de indefinir o agente da ação verbal.

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Q2905651 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Tais homens, dizia o documento, vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc.

Observado o contexto, é correto afirmar que, no fragmento acima,

Alternativas
Q2905627 Português

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto apresentado abaixo.

1 Os mitólogos costumam chamar de imagens de

mundo certas estruturas simbólicas pelas quais, em todas

as épocas, as diferentes sociedades humanas fundamen-

taram, tanto coletiva quanto individualmente, a experiência

5 do existir. Ao longo da história, essas constelações de

idéias foram geradas quer pelas tradições étnicas, locais,

de cada povo, quer pelos grandes sistemas religiosos. No

Ocidente, contudo, desde os últimos três séculos uma

outra prática de pensamento veio se acrescentar a estes

10 modos tradicionais na função de elaborar as bases de

nossas experiências concretas de vida: a ciência. Com

efeito, a partir da revolução científica do Renascimento as

ciências naturais passaram a contribuir de modo cada vez

mais decisivo para a formulação das categorias que a

15 cultura ocidental empregará para compreender a realidade

e agir sobre ela.

Mas os saberes científicos têm uma característica

inescapável: os enunciados que produzem são necessaria-

mente provisórios, estão sempre sujeitos à superação e à

20 renovação. Outros exercícios do espírito humano, como a

cogitação filosófica, a inspiração poética ou a exaltação

mística poderão talvez aspirar a pronunciar verdades

últimas; as ciências só podem pretender formular verdades

transitórias, sempre inacabadas. Ernesto Sábato assinala

25 com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar

um enunciado científico à condição de dogma, de verdade

final e cabal, um pouco mais à frente a própria

continuidade da aplicação do método científico invariavel-

mente acabou por demonstrar que tal dogma não passava

30 senão... de um equívoco. Não há exemplo melhor deste

tipo de superstição que o estatuto da noção de raça no

nazismo.


(Luiz Alberto Oliveira. “Valores deslizantes: esboço de um ensaio

sobre técnica e poder”, In O avesso da liberdade. Adauto

Novaes (Org). São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 191)


Ainda sobre o primeiro parágrafo, é correto afirmar :

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Q2901404 Português
        Antes de os telescópios existirem, os olhos definiam o que existia nos céus. Apenas a imaginação podia criar outras realidades para além da escuridão. Poucos na História ousaram propor que existiam outros mundos, camuflados pelas sombras. Foi o caso de Giordano Bruno, que por essas e outras heresias acabou seus dias na fogueira.
         Tudo mudou quando Galileu provou, em 1610, que o telescópio permitia enxergar mundos que, sem ele, permaneceriam desconhecidos para sempre: a realidade material não se limitava ao imediatamente visível. Era inegável– mesmo que alguns tenham se recusado a acreditar – que Galileu havia descoberto quatro luas girando em torno de Júpiter, que jamais haviam sido vistas antes. A conseqüência dessa descoberta foi profunda: os segredos ocultos nos céus podem ser desvendados com o uso de técnicas de observação e telescópios mais sofisticados. Galileu iniciou uma nova tradição astronômica, a da caça aos mundos.
         Em meados do século XX, vários outros mundos haviam sido descobertos. Girando em torno do Sol, os planetas Urano, Netuno e Plutão; em torno dos planetas, dezenas de luas; entre Marte e Júpiter, um cinturão de asteróides, restos rochosos de um planeta que nunca se formou. Os astrônomos não tinham dúvida de que, com telescópios mais poderosos, novos mundos seriam descobertos. O mistério, no entanto, permanecia. Que mundos seriam esses? E o que poderiam nos dizer sobre a formação do Sistema Solar e sobre o passado da Terra – o nosso passado?

(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, Mais!, 5 de março de 2006, p. 9)

... que, sem ele, permaneceriam desconhecidos para sempre ... (2o parágrafo)

O emprego da forma verbal grifada acima indica, no contexto,

Alternativas
Q2901395 Português
        Antes de os telescópios existirem, os olhos definiam o que existia nos céus. Apenas a imaginação podia criar outras realidades para além da escuridão. Poucos na História ousaram propor que existiam outros mundos, camuflados pelas sombras. Foi o caso de Giordano Bruno, que por essas e outras heresias acabou seus dias na fogueira.
         Tudo mudou quando Galileu provou, em 1610, que o telescópio permitia enxergar mundos que, sem ele, permaneceriam desconhecidos para sempre: a realidade material não se limitava ao imediatamente visível. Era inegável– mesmo que alguns tenham se recusado a acreditar – que Galileu havia descoberto quatro luas girando em torno de Júpiter, que jamais haviam sido vistas antes. A conseqüência dessa descoberta foi profunda: os segredos ocultos nos céus podem ser desvendados com o uso de técnicas de observação e telescópios mais sofisticados. Galileu iniciou uma nova tradição astronômica, a da caça aos mundos.
         Em meados do século XX, vários outros mundos haviam sido descobertos. Girando em torno do Sol, os planetas Urano, Netuno e Plutão; em torno dos planetas, dezenas de luas; entre Marte e Júpiter, um cinturão de asteróides, restos rochosos de um planeta que nunca se formou. Os astrônomos não tinham dúvida de que, com telescópios mais poderosos, novos mundos seriam descobertos. O mistério, no entanto, permanecia. Que mundos seriam esses? E o que poderiam nos dizer sobre a formação do Sistema Solar e sobre o passado da Terra – o nosso passado?

(Adaptado de Marcelo Gleiser, Folha de S. Paulo, Mais!, 5 de março de 2006, p. 9)

... que por essas e outras heresias acabou seus dias na fogueira. (1o parágrafo)

O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:

Alternativas
Q2901322 Português

Pressa. Ansiedade. E a sensação de que nunca é possível fazer tudo – além da certeza de que sua vida está passando rápido demais. Essas são as principais conseqüências de vivermos num mundo em que para tudo vale a regra do “quanto mais rápido, melhor”. Psiquiatras já discutem a existência de um distúrbio conhecido como “doença da pressa”, cujos sintomas seriam a alta ansiedade, dificuldade para relaxar e, em casos mais graves, problemas de saúde e de relacionamento. “Para nós, ocidentais, o tempo é linear e nunca volta. Por isso queremos ter a sensação de que estamos tirando o máximo dele. E a única solução que encontramos é acelerá-lo”, afirma o jornalista canadense Carl Honoré. “É um equívoco. A resposta desse dilema é qualidade, não quantidade.”
Para outros especialistas no assunto, a aceleração é uma escolha que fizemos. Somos como crianças descendo uma ladeira de skate. Gostamos da brincadeira, queremos mais velocidade. O problema é que nem tudo ao nosso redor consegue atender à demanda. Os carros podem estar mais rápidos, mas as viagens demoram cada vez mais por culpa dos congestionamentos. Semáforos vermelhos continuam testando nossa paciência, obrigando-nos a frear a cada quarteirão. Mais sorte têm os pedestres que podem apertar o botão que aciona o sinal verde – uma ótima opção para controlar a ansiedade, mas com efeito muitas vezes nulo. É um exemplo do que os especialistas chamam de “botões de aceleração”. Na teoria, deixam as coisas mais rápidas. Na prática, servem para ser apertados e só.
O que fazermos com os dois segundos, no máximo, que economizamos ao acionar aquela tecla que fecha a porta do elevador? E quem disse que apertá-la duas, quatro, dez vezes vai melhorar a eficiência? Elevadores, aliás, são os ícones da pressa em tempos velozes. Os primeiros modelos se moviam a vinte centímetros por segundo. Hoje, o mais veloz sobe doze metros por segundo. E, mesmo acelerando, estão entre os maiores focos de impaciência. Engenheiros são obrigados a desenvolver sistemas para conter nossa irritação, como luzes ou alarmes que antecipam a chegada do elevador e cuja única função é aplacar a ansiedade da espera.

(Adaptado de Sérgio Gwercman, Superinteressante, março de 2005, p. 54-55)

... que antecipam a chegada do elevador.

Transpondo-se a frase acima para a voz passiva, a forma verbal correta passa a ser:

Alternativas
Q2901315 Português

Pressa. Ansiedade. E a sensação de que nunca é possível fazer tudo – além da certeza de que sua vida está passando rápido demais. Essas são as principais conseqüências de vivermos num mundo em que para tudo vale a regra do “quanto mais rápido, melhor”. Psiquiatras já discutem a existência de um distúrbio conhecido como “doença da pressa”, cujos sintomas seriam a alta ansiedade, dificuldade para relaxar e, em casos mais graves, problemas de saúde e de relacionamento. “Para nós, ocidentais, o tempo é linear e nunca volta. Por isso queremos ter a sensação de que estamos tirando o máximo dele. E a única solução que encontramos é acelerá-lo”, afirma o jornalista canadense Carl Honoré. “É um equívoco. A resposta desse dilema é qualidade, não quantidade.”
Para outros especialistas no assunto, a aceleração é uma escolha que fizemos. Somos como crianças descendo uma ladeira de skate. Gostamos da brincadeira, queremos mais velocidade. O problema é que nem tudo ao nosso redor consegue atender à demanda. Os carros podem estar mais rápidos, mas as viagens demoram cada vez mais por culpa dos congestionamentos. Semáforos vermelhos continuam testando nossa paciência, obrigando-nos a frear a cada quarteirão. Mais sorte têm os pedestres que podem apertar o botão que aciona o sinal verde – uma ótima opção para controlar a ansiedade, mas com efeito muitas vezes nulo. É um exemplo do que os especialistas chamam de “botões de aceleração”. Na teoria, deixam as coisas mais rápidas. Na prática, servem para ser apertados e só.
O que fazermos com os dois segundos, no máximo, que economizamos ao acionar aquela tecla que fecha a porta do elevador? E quem disse que apertá-la duas, quatro, dez vezes vai melhorar a eficiência? Elevadores, aliás, são os ícones da pressa em tempos velozes. Os primeiros modelos se moviam a vinte centímetros por segundo. Hoje, o mais veloz sobe doze metros por segundo. E, mesmo acelerando, estão entre os maiores focos de impaciência. Engenheiros são obrigados a desenvolver sistemas para conter nossa irritação, como luzes ou alarmes que antecipam a chegada do elevador e cuja única função é aplacar a ansiedade da espera.

(Adaptado de Sérgio Gwercman, Superinteressante, março de 2005, p. 54-55)

... a aceleração é uma escolha que fizemos. (2o parágrafo)

O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo em que se encontra o grifado acima, está em:

Alternativas
Q2899925 Português
Segundo as gramáticas, o emprego da voz passiva verbal faz que os efeitos da ação sejam mais destacados do que o agente que a causou. Assinale a opção em que, na estrutura apresentada, aparece esse emprego gramatical.
Alternativas
Q2898958 Português

O verbo colocar aparece nos textos de jornais, televisões, Internet e rádios, na maioria das vezes, empregado de forma inadequada. Para utilizar esse verbo de um modo correto e preciso, pode-se dizer ou escrever:

Alternativas
Respostas
15201: C
15202: D
15203: E
15204: B
15205: E
15206: B
15207: B
15208: B
15209: A
15210: B
15211: D
15212: E
15213: B
15214: E
15215: d
15216: c
15217: b
15218: a
15219: B
15220: C