Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
Foram encontradas 15.011 questões
Lua de Júpiter poderia abrigar formas de vida em seus oceanos gelados
Maria Luciana Rincón
Nos últimos anos, muitos astrônomos se dedicam à missão de encontrar formas de vida em outros planetas. Dentre vários candidatos que poderiam abrigar vida, há alguns promissores, em especial Europa, uma das 67 luas de Júpiter. Embora o satélite jupiteriano seja pequeno – ele é ligeiramente menor do que a nossa Lua – e gelado, existem fortes evidências de que há um enorme oceano salgado sob a espessa camada de gelo que cobre a sua superfície, cujo volume poderia ser equivalente ao dobro de toda a água que existe na Terra. Esse, aliás, é um dos ingredientes indispensáveis para a existência de vida. Agora, um estudo recente conduzido pela NASA revelou que a composição química do – possível – oceano que existe em Europa pode ser muito parecida com a do que temos aqui no nosso planeta. Os cientistas da agência espacial empregaram os mesmos métodos utilizados para avaliar os oceanos terrestres e compararam o potencial da lua jupiteriana em produzir oxigênio e hidrogênio com o da Terra. Os pesquisadores acreditam que o satélite de Júpiter conta com um núcleo rochoso, e as simulações possibilitaram estimar quanto de hidrogênio e oxigênio poderia ser liberado graças à reação da água com as formações rochosas que se encontram sob o oceano. Os cientistas ainda pretendem avaliar como o líquido interage com possíveis fissuras que se formam na superfície rochosa. A razão disso é que, quando uma nova fissura se forma aqui na Terra, a rocha recentemente exposta entra em contato com a água, formando minerais e liberando hidrogênio – e os pesquisadores querem descobrir se o mesmo fenômeno acontece em Europa. Segundo a NASA, a intenção é determinar se o satélite dispõe dos elementos necessários e da energia química na proporção exata para permitir que processos biológicos ocorram por lá. A equipe da agência espacial também monitora a superfície gelada do satélite para encontrar evidências que demonstrem a possibilidade de que formas de vida sobrevivam naquelas condições. E, nesse sentido, os cientistas também fizeram avanços significativos. De acordo com a NASA, como a atmosfera no satélite é pouco abundante, Europa não conta com muita proteção contra os raios cósmicos que chegam até a sua superfície. Por isso, essa radiação possivelmente provoca reações químicas no gelo, que resultariam na liberação de oxidantes – que também são ingredientes necessários para a existência de vida. Acontece que, segundo os astrônomos, a superfície gelada de Europa é constantemente renovada por meio da atividade tectônica do gelo, o que significa que existe a possibilidade de os oxidantes acabarem se dissolvendo no oceano sob a superfície e, uma vez na água, eles podem reagir com outros elementos químicos. As simulações apontaram que, por conta disso, pode haver dez vezes mais oxigênio do que hidrogênio no satélite – taxa semelhante à da Terra. O próximo passo será determinar o ciclo de outros elementos importantes para a existência de vida, como é o caso do fósforo, do carbono, do nitrogênio e do enxofre, por exemplo. De qualquer forma, o que foi descoberto só reforça a teoria de que Europa realmente é um dos locais mais promissores no Sistema Solar, até o momento, para se encontrar formas de vida alienígena.
Texto adaptado de:
http://www.megacurioso.com.br/exploracao-espacial/98990-lua-de-jupiter-poderia-abrigar-formas-de-vida-em-seus-oceanos-gelados.htm
Texto 4

Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).
Sobre os aspectos morfossintáticos do trecho acima, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) a nossa curiosidade infantil exerce função sintática de objeto direto. ( ) O vocábulo porém pode ser substituído, sem prejuízo de sentido, por “conforme”. ( ) A forma verbal ter-te-ão é um exemplo de mesóclise, justificada por estar no Futuro do Presente. ( ) conceitos idiotas e pirralhos [...] desgraçados constituem exemplos de concordância nominal.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
TEXTO I
A charge abaixo foi produzida ao final do ano de 2015:
Sobre a frase do personagem da charge – Os economistas já
haviam previsto que seríamos bem parecidos - a afirmativa
correta é:
Leia a tira abaixo.

(Disponível em: http://tirasdemafalda.tumblr.com/. Acesso em: 18/09/2016.)
Em relação aos recursos linguísticos empregados na tira, visando ao efeito de sentido, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Depreende-se da leitura dessa tira que a principal intencionalidade do autor é provocar no leitor uma reflexão acerca de posturas comportamentais que impactam negativamente o mundo. ( ) Nos quadrinhos, a expressão fisionômica dos personagens permanece inalterada, a fim de estabelecer coerência com a linguagem verbal. ( ) No último quadrinho, o nome Miguelitos representa, metonimicamente, parte significativa da sociedade que constitui o mundo. ( ) No segundo quadrinho, Miguelito usa a personificação como recurso de retórica. ( ) No último quadrinho, o advérbio assim reitera o significado da forma verbal esperando, empregada no gerúndio no primeiro e segundo quadrinhos, assegurando a coerência.
Assinale a sequência correta.

(PACCA, R. Disponível em: http://portaldacomunicacao.uol.com.br/. Acesso em: 20/09/2016.)
I - A forma verbal costuma (linha 2) e o adjunto adverbial de modo verdadeiramente (linha 4) são recursos que enunciam credibilidade do autor em relação ao regime democrático brasileiro. II - Nas linhas de 11 a 15, o autor apresenta fatos para referendar o significado do substantivo idiossincrasias, no contexto em que é empregado. III - Em Por isso mesmo a Declaração Universal dos Direitos Humanos defende explicitamente a liberdade de opinião e de expressão., a locução conjuntiva destacada é usada para anunciar uma consequência obrigatória sobre o resultado inevitável do fato anteriormente mencionado. IV - No trecho Aproveitando a deixa, surgem grupos pretendendo regular os meios de comunicação, o autor usa a indeterminação do sujeito, a fim de assegurar uma linguagem mais objetiva. V - Em A defesa da liberdade pressupõe a defesa da independência intelectual de cada cidadão e o desafio para uma democracia é a busca pelo equilíbrio, garantindo a liberdade de expressão ao mesmo tempo em que impede o discurso que incita o ódio racial ou a violência., as formas verbais grifadas concordam em número e pessoa com o sujeito A defesa da liberdade.
Está correto o que se afirma em
Nos usos e costumes, a coisa é séria e nos afeta a todos: crianças muito precocemente sexualizadas pela moda, pela televisão, muitas vezes por mães alienadas, por teorias abstrusas e mal aplicadas. Se antes namorar era difícil, o primeiro batom rosa-claro aos 15 anos, e não havia pílula anticoncepcional, hoje talvez amar ande descomplicado demais. (...) Casamentos (isto é, uniões ditas estáveis, morar juntos) estão sendo atropelados pela incapacidade de fortalecer laços, construir juntos com alguma paciência. Não sou de sermos infelizes juntos pelo resto da vida, mas de tentarmos um pouco mais. (...) Na saúde, acho que muito melhorou. Sou de uma infância sem antibióticos. A gente sobrevivia sob os cuidados de mãe, pai, avó, médico de família, aquele que atendia do parto à cirurgia mais complexa para aqueles dias. Dieta, que hoje se tornou obsessão, era impensável, sobretudo para crianças, e eu préadolescente gordinha, não podia nem falar em “regime” que minha mãe arrancava os cabelos e o médico sacudia a cabeça: “Nem pensar”.
Em breve, estaremos menos doentes: células-tronco e chips vão nos consertar de imediato, ou evitar os males. Teremos de descobrir o que fazer com tanto tempo de vida a mais que nos será concedido. Nada de aposentadoria precoce, chinelo e pijama (isso ainda se usa?). Mas aprender sempre. Interrogar o mundo, curtir a natureza, saborear a arte, viajar para Marte e outras rimas exóticas. Passear, criar, divertir-se, viajar (talvez por teletransporte, feito o pó de pirlimpimpim da boneca Emília do nosso Monteiro Lobato que querem castrar).
Quem sabe, nos mataremos menos, se as drogas forem controladas e a miséria extinta. Não creio em igualdade, mas em dignidade para todos. Talvez haja menos guerras, porque de alguma forma seremos menos violentos. Leremos unicamente livros eletrônicos ou algo ainda mais moderno. As vastas bibliotecas de papel serão museus, guardando o cheiro da minha infância, quando – se eu aborrecia minha mãe com mil perguntas – meu pai me sentava em uma dessas poltronas de couro e botava no meu colo alguma enciclopédia com figuras de flores, frutas, bichos, protegida por papel de seda amarelado. Inesquecível e delicioso, sobretudo quando chovia.
As crianças terão outras memórias, outras brincadeiras, outras alegrias; os adultos, novas sensações e possibilidades – mas as emoções humanas, estas eu penso que vão demorar a mudar. Todos vão continuar querendo mais ou menos o mesmo: afeto, presença, sentido para a vida, alegria. Desta, por mais modernos, avançados, biônicos, quânticos, incríveis, não poderemos esquecer. Ou não valerá a pena nem um só ano a mais, saúde a mais, brinquedinhos a mais. Seremos uns robôs cinzentos e sem graça.
Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.
– Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo
– disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.
– Senhor – respondeu o cordeiro – não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.
– Você agita a água – continuou o lobo ameaçador – e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.
– Não pode – respondeu o cordeiro – no ano passado eu ainda não tinha nascido.
O lobo pensou um pouco e disse:
– Se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.
– Eu não tenho irmão – disse o cordeiro – sou filho único.
– Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue.
Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro, agarrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.
(La Fontaine)

Fonte: http://correiodopovo.com.br/Noticias/556853/140-anos-da-imigracao-italiana-no-Rio-Grande-do- Sul - Texto adaptado especialmente para esta prova.
BELEZA
A beleza está nos olhos da dona Maria Francisca. Há alguns dias, ela não estava tão bela. Deitada na maca, com suplemento de oxigênio em suas narinas, sua fala ainda cansada e intercortada, buscava me deixar feliz dizendo que estava melhorando. Mesmo no seu pior dia, olhava-me com seus marejados e dizia: só um pouco de falta de ar. Em alguns dias, por preceitos que ultrapassam qualquer lógica natural da vida, ela melhorou. Respirava agora por conta própria. Enchia o peito e agora dizia com fôlego: estou ótima, graças ao senhor e a Deus! Mais belas que sua face agora corada estavam naquele momento as lágrimas que desciam de seus olhos. Mais belas estavam sua fé e força de vontade. Minha função foi cumprida, mas meu esforço foi recompensado. Não há beleza maior que a gratidão mais sincera.
Texto adaptado. Fonte: https://www.passeidireto.com/arquivo/19626867/ exercicio-de-comu-e-expressao-questoes-objetivas-de-g1
Para a construção de um texto, é necessária a junção de fatores referentes tanto aos aspectos formais como as relações sintático-semânticas, quanto às relações entre o texto e os elementos que o circundam: falante, ouvinte, situação pragmática. Assinale a alternativa correta quanto ao que se afirma a respeito dos mecanismos sintático-semânticos mencionados ou em destaque nas expressões a seguir retiradas do texto.
José
Carlos Drummond de Andrade
E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
[...]
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
[...]
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. São
Paulo: Companhia das Letras, 2012. p. 28-29)

(Fonte: Valéria Hartt. http://revistaeducacao.uol.com.br/textos/162/ – publicado em 22/02/2016 – adaptação)
I. A substituição de deve por pode implicaria alteração semântica no período. II. A forma verbal assumir está flexionada na voz passiva. III. Visto que substituiria correta e adequadamente mas. IV. A supressão da expressão ao contrário não implicaria alteração no período, considerando que a conjunção subordinada mas introduz na frase ideia de concessão.
Quais estão INCORRETAS?