Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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(Clarice Niskier – Revista da Cultura – Disponível em www.livrariacultura.com.br – adaptação)
Escutar música clássica tem algum benefício real?
Clemency Burton-Hill *Para a BBC Culture
14 julho 2018
Somos uma espécie que produz música - sempre fomos, sempre seremos. Também somos uma espécie de intercâmbio musical: muito antes de adolescentes apaixonados trocarem suas playlists, ou o serviço de streaming nos permitir compartilhar nossas faixas favoritas, já nos comunicávamos e nos conectávamos através da música.
Evoluímos como humanos ao nos reunir ao redor da fogueira depois de um longo dia de caça e coleta para cantar canções e contar histórias com músicas. Era isso que nossos ancestrais faziam; é assim que eles davam sentido ao mundo; foi assim que eles aprenderam a ser.
Esse é um impulso ainda fundamental sobre quem somos. Hoje, no entanto, nossas vidas modernas estão desintegradas e exauridas em um grau sem precedentes. Quem tem o luxo de encontrar tempo todo dia para prestar total atenção a uma determinada música? E, por outro lado, talvez nunca tenhamos precisado tanto do espaço emocional que a música - especialmente a clássica - nos oferece.
Pesquisas científicas vêm mostrando que atos de autocuidado trazem benefícios indescritíveis à nossa saúde mental e nosso bem-estar, mas pessoalmente nunca consegui manter, por exemplo, uma meditação ou ioga regularmente.
Nunca vou à academia, não importa o quão nobres sejam minhas intenções. Eu funciono essencialmente à base de café e açúcar. Sempre deixo a declaração do meu imposto de renda para o final do prazo. Todo ano defino metas que não consigo cumprir - e com isso fico ainda mais estressada. Tenho certeza de que não estou sozinha (pelo menos é o que espero).
Mas na realidade até eu tenho a disciplina para, em alguns minutos por dia, pôr meus fones de ouvido, escutar uma única peça musical e me transformar. Embora tenha tocado o violino desde a infância e trabalhado escrevendo e apresentando programas de música clássica, só entendi o efeito milagroso do contato diário com essa música depois de dois anos particularmente difíceis.
Dores pessoais, malabarismos entre as incompatíveis demandas de uma carreira freelancer implacável e uma criança enérgica; um permanente sentimento de estar à beira do esgotamento enquanto dizia ao mundo “está tudo bem!” - nem é preciso dizer que estava num estado pouco saudável. No entanto, nenhuma das soluções que experimentei teve efeito. Exceto a música.
Quando tornei meu hábito musical um ritual diário, comecei a me sentir menos ansiosa quase que imediatamente. Fiz uma curadoria mensal com uma peça clássica por dia. Entrar no metrô e apertar o play em vez de automaticamente ser sugada pelas redes sociais parecia me estabilizar espiritualmente. Eu comecei a esperar ansiosamente por isso. E me ocorreu que, se eu posso me beneficiar de uma forma tão significativa com esse pequeno mas poderoso hábito de “manutenção da alma”, então outros também poderiam.
Acredito que os maiores trabalhos musicais são motores de empatia; eles nos permitem viajar sem nos deslocar: para outras vidas, idades, almas. Eles também são robustos: encaixam-se na nossa vida multitarefa, nossa vida real. Então não questione se você tem as “credenciais” certas para se tornar um aficionado por música clássica ou se está ouvindo “de forma correta”. Confie em mim, o único critério é ter orelhas.
Você pode ouvir a playlist enquanto se desloca; levá-la para uma caminhada; colocá-la ao fundo quando prepara o café da manhã de seus filhos ou os leva à escola; faça dela sua trilha sonora para preparar o jantar, beber ou relaxar, para quando lavar ou passar a roupa, quando ler seus emails; tudo o que você precisa fazer é apertar o play. Acredito que há poucos momentos da vida que a música não consiga complementar. Isso é música para se viver - para viver sua melhor vida.
(Trecho adaptado. Disponível em: https://www.bbc. com/portuguese/vert-cul-44283069)
Clemency Burton-Hill, apresentadora da BBC Radio
3, é autora do livro ‘Year of Wonder - Classical
Music for Everyday’ (Ano de Fascinação - Música
Clássica para Todos os Dias, em tradução livre), em
que apresenta compositores e suas obras, desde a
era medieval até os dias atuais, com sugestões de
músicas a serem escutadas a cada dia do ano.
A respeito da flexão verbal, assinale a alternativa INCORRETA.
Assinale a alternativa em que se faz a correta passagem do período a seguir, retirado do texto, para a voz passiva analítica.
“Os Estados Unidos investem em saúde 17% de um PIB de 19 trilhões de dólares, ou seja, cerca de 3,2 trilhões de dólares.”
Ética no esporte: uma poderosa ferramenta de formação de caráter
Talvez você já tenha ouvido a expressão “o esporte forma caráter”. Porém, já parou para se perguntar de onde ela vem? Por que alguém ligaria o esporte ao caráter, [.....] moral, [....] uma postura ética, em primeira instância? Para chegar [....] esse entendimento, o ideal é começar definindo [....] razões para [...] ética e para o esporte. A ética tem como sentido a condução da vida e tem seu propósito maior na conquista da felicidade. Já o esporte tem seu sentido na saúde e bem-estar e tem seu propósito na formação do sujeito ético.
O esportista busca a felicidade através da vitória, acima de tudo. Porém, ele ainda é uma pessoa que tem seu meio de vida dentro de regras de conduta, com trabalho em equipe, respeito aos adversários e à torcida, ou seja, um comportamento que o leva à vitória de forma justa e coerente com as regras que escolheu seguir. Essas são as características de um sujeito ético, em quem o esporte acaba por potencializar a busca pela felicidade intrínseca ao indivíduo. Olhando dessa forma, ética e esporte são extremamente ligados. O esporte é realmente um potente construtor do caminho ético.
De acordo com os primeiros filósofos gregos, o ser humano nasce vicioso, com uma conduta baseada no erro, e os pais, mestres, professores, ou treinadores, nesse caso, têm o dever de identificar e corrigir esses erros de conduta. Temos no esporte um meio prático, coerente e potencializador desse aprendizado. Para Joseph Campbell, a jornada de vida de todo ser humano repete alguns passos que são iguais, em vários pontos, para todo mundo, e eles sempre estão ligados ao enfrentamento e superação de um obstáculo, que quase sempre é interno e tem a ver com um vício moral. Para os gregos, esse exemplo universal era bem definido e representado na Odisseia e nos Doze Trabalhos de Hércules – histórias famosas, nas quais os heróis, Odisseu em uma e Hércules em outra, passam por provações até superar seus vícios e só assim se qualificarem para alcançar a felicidade.
O peso do dilema ético é uma dificuldade para o esportista. Tão desafiador quanto treinar seu corpo é treinar sua mente e conduta, pois só assim ele se desvincula de valores errados. Atualmente a própria sociedade tem buscado uma proximidade maior com a conduta nobre dentro do esporte, e cada vez mais cobra dos esportistas que sigam esse modelo positivo. Uma questão relevante que se coloca é: Como usar o esporte, essa potente ferramenta, para desenvolver a conduta ética das novas gerações? Queremos gerações mais éticas ou a competição pelo resultado independentemente do meio usado?
SABINO, S.; ARMELIN, R.
Disponível em :<http://www.jornalempresasenegocios.com.br/index.php/especial/12331-etica-no-esporte-uma-poderosa-ferramenta-deformacao-de-carater>
1. O texto apresenta as formas verbais predominantemente no tempo presente. 2. No terceiro parágrafo, os segmentos “De acordo com os primeiros filósofos gregos”, “Para Joseph Campbell” e “Para os gregos” são separados por vírgula, em seus respectivos períodos, pela mesma razão. 3. O uso ou não do acento gráfico nas formas verbais sublinhadas é opcional em cada uma delas: “A ética tem como sentido a condução da vida” (1° parágrafo) e “os pais, mestres, professores, ou treinadores, nesse caso, têm o dever de identificar” (3° parágrafo). 4. Em “Tão desafiador quanto treinar seu corpo é treinar sua mente e conduta, pois só assim ele se desvincula de valores errados.” (4° parágrafo), há uma relação semântica de comparação e outra de explicação. 5. Em “Essas são as características de um sujeito ético, em quem o esporte acaba por potencializar” (2°parágrafo), o pronome relativo precedido de preposição pode ser substituído por cujo, sem desvio da norma culta da língua.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A respeito dos termos “inventar”, “descobrir”, “destruir”, e “multiplicar”, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. Os verbos “inventar” e “multiplicar” terminam em -ar, enquanto os verbos “descobrir” e “destruir” terminam em -ir, o que significa que têm conjugações diferentes.
II. Os quatro verbos estão no modo infinitivo.
III. Os quatro verbos são transitivos diretos, pois complementam seus sentidos com objetos diretos, sem necessidade de preposição.

Fonte: ANDRADE, C. Drummond de, et al. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1980. v. 2.
1. Em: “A despeito de tabu na vida, a morte sempre foi um prato cheio para a literatura e para as artes em geral.” (3º parágrafo), a locução conjuntiva destacada, de valor concessivo, destaca uma contradição (na vida, a morte é um tabu) e introduz uma oposição (mesmo que a morte seja um tabu, a morte sempre foi um prato cheio (...). 2. No enunciado: “Tolstói se tornou uma espécie de especialista em morte na literatura de tanto descrever pormenorizadamente o trespasse de seus heróis.” (3º parágrafo), há uma relação sintático-semântica de comparação. 3. No enunciado: “ ‘Em quem está com Aids o que mais dói é a morte antecipada que os outros nos conferem’, escreveu.” (9º parágrafo), os termos destacados exercem, respectivamente, as funções de complemento direto e complemento indireto da forma verbal “conferem”. 4. O enunciado: “Fazer o quê, se o infinitivo do verbo viver é também o gerúndio do verbo morrer?” (10º parágrafo) faz uma alusão ao aspecto processual (que se prolonga no tempo) do gerúndio e se justifica com a ideia de que estar vivo é também estar morrendo.
Estão CORRETAS:
Considerando alguns dos aspectos formais da gramática de nossa língua, aplicados ao Texto 1, analise as afirmativas a seguir.

Estão CORRETAS
Leia um trecho do poema de Fernando Pessoa a seguir e responda à questão:
Poema em linha reta
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em
tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas
vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para
tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos
tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e
arrogante,
[…]
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas
coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste
mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu
enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes –
na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma
cobardia!
[…]
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
I. conheci, estou, tenho.
II. grotesco, mesquinho, submisso.
III. uma.
A. verbos
B. adjetivos
C. artigo
I. O termo é formado a partir da palavra “trava”, que significa restrição, bloqueio. II. Trata-se do verbo “atravancar” na forma do particípio presente, ou gerúndio. III. O sujeito que conjuga a ação do verbo “atravancar” no texto é oculto e inexistente.
Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:
I. ________ a distância.
II. ________ já seu exemplar.
Releia o fragmento do texto acima:
“Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção.”
As palavras destacadas, são, respectivamente:



