Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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A menininha foi visitar a avó no campo. A avó tinha uma criação enorme de aves, e a menininha, que morava na cidade, ficou encantada. De repente, passeando pelos arredores da fazenda da vovó, ela viu um pavão. Voltou correndo para casa e, toda alegre, avisou para a vovó:
– Vovó… vovó… uma de suas galinhas está dando flor!
(Ziraldo. O livro do riso do Menino Maluquinho. São Paulo: Melhoramentos, 2000, p. 60)
Atenção: Para responder à questão de número, baseie-se no texto abaixo.
Uma palavra sobre cultura e Constituição
Todas as Constituições brasileiras foram lacônicas e genéricas ao tratar das relações entre cultura e Estado. Não creio que se deve propriamente lamentar esse vazio nos textos da Lei Maior. Ao Estado cumpre realizar uma tarefa social de base cujo vetor é sempre a melhor distribuição da renda nacional. Na esfera dos bens simbólicos, esse objetivo se alcança, em primeiro e principal lugar, construindo o suporte de um sistema educacional sólido conjugado com um programa de apoio à pesquisa igualmente coeso e contínuo.
A sociedade brasileira não tem uma “cultura” já determinada. O Brasil é, ao mesmo tempo, um povo mestiço, com raízes indígenas, africanas, europeias e asiáticas, um país onde o ensino médio e universitário tem alcançado, em alguns setores, níveis internacionais de qualidade e um vasto território cruzado por uma rede de comunicações de massa portadora de uma indústria cultural cada vez mais presente.
O que se chama, portanto, de “cultura brasileira” nada tem de homogêneo ou de uniforme. A sua forma complexa e mutante resulta de interpenetrações da cultura erudita, da cultura popular e da cultura de massas. Se algum valor deve presidir à ação do Poder Público no trato com a “cultura”, este não será outro que o da liberdade e o do respeito pelas manifestações espirituais as mais diversas que se vêm gestando no cotidiano do nosso povo. Em face dessa corrente de experiências e de significados tão díspares, a nossa Lei Maior deveria abster-se de propor normas incisivas, que soariam estranhas, porque exteriores à dialética das “culturas” brasileiras. Ao contrário, um certo grau de indeterminação no estilo de seus artigos e parágrafos é, aqui, recomendável.
Para que o projeto ___________ aprovado, __________ preciso __________ a anuência de 75% dos deputados, o que não __________ obter.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas acima
Considere a seguinte frase:
Mesmo que não __________ sofrendo ameaça iminente, convém que __________ nosso estado de alerta e que __________ as devidas precauções.
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas, na ordem em que aparecem na frase.
I. Diferentemente dos verbos, os nomes apresentam as categorias gramaticais de modo, tempo, pessoa e número. II. A espiritualidade, a transcendentalidade, o subconsciente e o inconsciente são características da 1ª fase do Modernismo no Brasil.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A hipérbole é o exagero explícito de uma ideia. II. O verbo é a palavra que exprime quantidade, número (cardinal), ordem numérica (ordinal), múltiplo (multiplicativo) ou fração (fracionário).
Marque a alternativa CORRETA:
I. No excerto “É válido ressaltar, portanto, que as relações entre diversas...”, a palavra “que” é um pronome interrogativo. II. O vocábulo “permitem” é uma forma verbal arrizotônica. III. A forma verbal “é”, no trecho “É válido ressaltar...”, tem como sujeito o vocábulo “portanto”.
Marque a alternativa CORRETA:
I. No trecho “Ao todo, 5.030 pessoas foram assassinadas no estado...”, manter-se-ia o mesmo sentido se o verbo “assassinar” assumisse a forma passiva sintética (assassinaram-se), com o reflexivo “se”, e fosse retirada a forma verbal “foram”. II. No exemplo “Ele mesmo não conseguiu entender as causas de tantos problemas”, a palavra “mesmo” foi usada com o mesmo sentido do fragmento: “... o ano de 2017, mesmo sem ter terminado, já soma 1.141 assassinatos a mais”.
Marque a alternativa CORRETA:
As lacunas na frase acima são preenchidas corretamente por:
SAÚDE E LIBERDADE
Victor Ruiz Caballero/The New York Times
A epidemia mundial de obesidade é fenômeno concreto e constitui um desafio para as autoridades sanitárias. O excesso de peso, afinal, está associado a uma série de moléstias graves como diabetes, doenças cardiovasculares e até alguns tipos de câncer.
Diante de uma disparada dos índices de sobrepeso infantil, o governo chileno declarou guerra a alimentos insalubres, impondo mudanças nas embalagens, criando restrições à publicidade e elevando a carga tributária de produtos como os refrigerantes.
A meta se mostra, a princípio, correta. Resta saber se os meios escolhidos são os mais indicados.
Objetivos sociais relevantes não raro se chocam com garantias às liberdades individuais. Seria uma intromissão descabida do Estado na vida privada, por exemplo, proibir todo o consumo de álcool para reduzir as mortes no trânsito.
As regras adotadas no Chile não chegam, obviamente, a tamanha arbitrariedade. Ainda assim, ensejam discussão —o tema também está em pauta no Brasil.
Lá, o governo determinou que as embalagens de alimentos que contenham altos teores de sal, açúcar e gordura tragam alertas para o risco de consumir o produto.
Tais normas de rotulagem parecem corretas, desde que se evite o alarmismo. Empresas não podem se furtar à obrigação de fornecer a melhor informação científica disponível sobre o que comercializam.
Mais controversas são as restrições ao marketing, que já baniram ícones como o tigre Tony, dos cereais açucarados Kellogg's. Neste caso se interfere na liberdade de expressão: se disciplinar a publicidade é razoável, o veto total a determinados conteúdos só se justifica em casos extremos.
Também inspira cautela a ideia de elevar a tributação de artigos muito calóricos, a exemplo do que vários países já fazem com o cigarro e o álcool. Embora defensável, o uso de tal instrumento deve mirar apenas o consumo abusivo —não faria sentido, por exemplo, sobretaxar o pão e o macarrão.
Deve-se levar em conta que, diferentemente do cigarro — uma droga que vicia e prejudica não somente seus usuários como aqueles que os cercam —, alimentos são necessários à vida. Mesmo os que engordam não são inadequados para todos a todo momento.
Cabe ao Estado, sem dúvida, promover hábitos saudáveis. Mas há que preservar ao máximo a liberdade das empresas de atuar e, principalmente, a do cidadão de escolher o que vai ou não comer.
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