Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q1248129 Português

Considerando alguns dos aspectos formais da gramática de nossa língua, aplicados ao Texto 1, analise as afirmativas a seguir.

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Estão CORRETAS

Alternativas
Q1248128 Português
Observe:apesar de o obituário da Folha vir editado no caderno Cotidiano, como um recado eloquente a nos lembrar muito bem o lugar que a morte ocupa no dia a dia, não se convive com ela.” (2º parágrafo). Para substituir “apesar de” por “embora”, mantendo o verbo vir, a forma verbal “vir editado” deve ser alterada para
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Q1247261 Português
De acordo com o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra “civilidade” (l.6) significa “conjunto de formalidades, de palavras e atos que os cidadãos adotam entre si para demonstrar mútuo respeito e consideração; boas maneiras, cortesia, polidez”. Sendo assim, esta palavra deve ser classificada como pertencente à classe dos:
Alternativas
Q1245893 Português

Leia um trecho do poema de Fernando Pessoa a seguir e responda à questão:


Poema em linha reta

Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita, Indesculpavelmente sujo.
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
[…]
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um acto ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe – todos eles príncipes – na vida…
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
[…]
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

Analise os termos a seguir, conforme aparecem no texto, e assinale a alternativa que apresenta a correta correlação entre as palavras e suas respectivas classes gramaticais.
I. conheci, estou, tenho.
II. grotesco, mesquinho, submisso.
III. uma.
A. verbos
B. adjetivos
C. artigo
Alternativas
Q1245861 Português
Leia o poema de Mario Quintana a seguir e responda a questão.

Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
A respeito dos termos “o meu caminho”, presentes no segundo verso do poema, assinale a alternativa que classifica corretamente seu uso.
Alternativas
Q1245859 Português
Leia o poema de Mario Quintana a seguir e responda a questão.

Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão…
Eu passarinho!
Analise o termo “atravancando”, presente no poema, verifique as assertivas a seguir e assinale a alternativa correta.
I. O termo é formado a partir da palavra “trava”, que significa restrição, bloqueio. II. Trata-se do verbo “atravancar” na forma do particípio presente, ou gerúndio. III. O sujeito que conjuga a ação do verbo “atravancar” no texto é oculto e inexistente.
Alternativas
Q1244289 Português
     (1) Podemos começar pensando na seguinte questão: O que caracteriza a cultura brasileira? Certamente, ela possui suas particularidades quando comparada ao restante do mundo, principalmente quando nos debruçamos sobre um passado marcado pela miscigenação racial entre índios, europeus e africanos.
     (2) A cultura brasileira em sua essência seria composta por uma diversidade cultural, fruto dessa aproximação que se desenvolveu desde os tempos de colonização, a qual, como sabemos, não foi, necessariamente, um processo amistoso entre colonizadores e colonizados, entre brancos e índios, entre brancos e negros. Se é verdade que portugueses, indígenas e africanos estiveram em permanente contato, também é fato que essa aproximação foi marcada pela exploração e pela violência impostas a índios e negros pelos europeus colonizadores, os quais, a seu modo, tentavam impor seus valores, sua religião e seus interesses.
     (3) Ao retomarmos a ideia de cultura, podemos afirmar que, apesar desse contato hostil num primeiro momento entre as etnias, o processo de mestiçagem contribuiu para a diversidade da cultura brasileira, no que diz respeito aos costumes, práticas, valores, entre outros aspectos que poderiam compor o que alguns autores chamam de ‘caráter nacional’.
     (4) A culinária africana misturou-se à indígena e à europeia; os valores do catolicismo europeu fundiram-se às religiões e aos símbolos africanos, configurando o chamado sincretismo religioso; as linguagens e vocabulários afros e indígenas somaram-se ao idioma oficial da coroa portuguesa, ampliando as formas possíveis para denominarmos as coisas do dia a dia; o gosto pela dança, assim como um forte erotismo e apelo sexual juntaram-se ao pudor de um conservadorismo europeu. Assim, do vatapá ao chimarrão, do frevo à moda de viola caipira, da forte religiosidade ao carnaval e ao samba, tudo isso, a seu modo, compõe aquilo que conhecemos como cultura brasileira. Ela seria resultado de um Brasil-cadinho (aqui se fazendo referência àquele recipiente, geralmente de porcelana, utilizado em laboratório para fundir substâncias), no qual as características das três “raças” teriam se fundido e criado algo novo: o brasileiro. [...]
     (5) Ainda hoje há quem acredite que nossa mistura étnica tenha promovido uma democracia racial ao longo dos séculos, com maior liberdade, respeito e harmonia entre as pessoas de origens, etnias e cores diferentes. Contudo, não são poucos os autores que já apontaram a questão da falsidade dessa democracia racial, defendendo a existência de um racismo velado, implícito, muitas vezes, nas relações sociais. Dessa forma, o discurso da diversidade, do convívio harmônico e da tolerância entre brancos e negros, pobres e ricos, acaba por encobrir ou sufocar a realidade da desigualdade, tanto do ponto de vista racial como de classe social. Ainda hoje, mesmo com leis claras contra atos racistas, é possível afirmarmos a existência do preconceito de raça na sociedade brasileira, no transporte coletivo, na escola, até no ambiente de trabalho.
     (6) Como sugere o antropólogo Darcy Ribeiro, mais do que preconceitos de raça ou de cor, têm os brasileiros um forte preconceito de classe social. Dessa forma, o Brasil da diversidade é, ao mesmo tempo, o país da desigualdade. Por isso tudo, é importante que, ao iniciarmos uma leitura sobre a cultura brasileira, possamos ter um senso crítico mais aguçado, tentando compreender o processo histórico da formação social do Brasil e seus desdobramentos no presente para além das versões oficiais da história.
Disponível em: http://www.clic101.com.br/ver/133/O-Brasil-da-diversidade-e-ao-mesmo-tempo-o-pais-da-desigualdade. Acesso em: 29/10/18. Adaptado. 
Assinale a alternativa em que as formas verbais estão CORRETAMENTE flexionadas.
Alternativas
Q1244008 Português
“Com todo o aparato de suas hordas guerreiras, não conseguiram as bandeiras realizar jamais a façanha levada a cabo pelo boi e pelo vaqueiro. Enquanto que aquelas, no desbravar, sacrificavam indígenas aos milhares, despovoando sem se fixarem, estes foram pontilhando de currais os desertos trilhados, catequizando o nativo para seus misteres, detendo-se, enraizando-se. No primeiro caso era o ir-e-voltar; no segundo, era o ir-e-ficar. E assim foi o curral precedendo a fazenda e o engenho, o vaqueiro e o lavrador, realizando uma obra de conquista dos altos sertões”. (José Alípio Goulart in Brasil do Boi e do Couro). 
As expressões “despovoando” e “trilhados” referem-se a verbos conjugados no:
Alternativas
Q1243554 Português
Quanto aos verbos, assinale a alternativa CORRETA que contém apenas verbos regulares:
Alternativas
Q1243266 Português
Está correta a correlação entre tempos e modos verbais em:
Alternativas
Q1243265 Português

Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas:


I. ________ a distância.

II. ________ já seu exemplar.

Alternativas
Q1243261 Português
TEXTO III

Dois rios 
Samuel Rosa, Lô Borges e Nando Reis

O sol é o pé e a mão
O sol é a mãe e o pai
Dissolve a escuridão

O sol se põe se vai
E após se pôr
O sol renasce no Japão

Eu vi também
Só pra poder entender
Na voz da vida ouvi dizer

Que os braços sentem
E os olhos veem
E os lábios beijam
Dois rios inteiros
Sem direção.
(fragmento)

Fonte: http://goo.gl/XYxr2q

Releia o fragmento do texto acima:


“Que os braços sentem

E os olhos veem

E os lábios beijam

Dois rios inteiros

Sem direção.”


As palavras destacadas, são, respectivamente:

Alternativas
Q1243255 Português

TEXTO I


Vida no cinema
Luis Fernando Veríssimo


    Os filmes que antigamente não foram preparados para a vida.Em alguns casos, continuamos nos iludindo. Por exemplo: briga de socos. Entre as convenções de cinema que persistem até hoje, uma pessoa que produz socos na cara que nunca ouviu antes.

   
    O choque do punho contra o rosto faz estragos nos rostos - ou não, era comum que os brigões quase matavam murros terminarem sem nenhuma marca nos rostos - mas poupava os punhos. E como sabe quem, mal informado pelo cinema, entrou em uma briga na sociedade ou pega quando o alvo sofre tanto quanto o alvo.

  
    No cinema antigamente você já sabia: quando alguém toca, era porque morria em pouco tempo. Ele nunca significa apenas algo preso na garganta ou uma passagem - era uma morte certa. Quando um casal se beijava apaixonadamente e em seguida desparecia da tela era sinal de que estavam separados. E depois, não falhava: a mulher aparecia grávida.


   Nunca se sabe o que aconteceu, exatamente, depois que o casal desapareceu da tela, não é uma época do filme francês. Pode-se dizer o mesmo que o começo da mudança de cinema americano começou na primeira vez em que uma câmera acompanhou uma descida de um casal e mostrou ou o que causou deitados. Depois desse momento revolucionário, não demorado, até aparecer o beijo da língua e o seio dos fóruns. E chegar ao cinema americano de hoje, em que, duas palavras-chave, uma é fucking.


    Se a vida fosse como o cinema dizia, nunca faltava uma bala nas nossas pistolas ou gelo no caldeirão para o nosso público quando chegávamos em casa.Sempre que tivermos que sair para pressionar um restaurante, atiraríamos dinheiro em cima da mesa sem precisar continuar e esperar sem esperar pelo garçom, ter problemas com uma nota. Seria uma vida mais simples, com núcleos ou em preto e branco, interrompida por números de músicas que cantam acompanhadas por violinos invisíveis, e quando dança com nossas amigas, seria como se tivéssemos ensaiado durante semanas, e não erraria um passo, e seríamos felizes até the end.


Vocabulário
fucking: maldito 
the end : fim.

Fonte: http://goo.gl/rKlT0u

Assinale a alternativa que apresente uma construção textual no futuro para pretender mostrar uma situação incorreta ou hipotética:
Alternativas
Q1243254 Português

TEXTO I


Vida no cinema
Luis Fernando Veríssimo


    Os filmes que antigamente não foram preparados para a vida.Em alguns casos, continuamos nos iludindo. Por exemplo: briga de socos. Entre as convenções de cinema que persistem até hoje, uma pessoa que produz socos na cara que nunca ouviu antes.

   
    O choque do punho contra o rosto faz estragos nos rostos - ou não, era comum que os brigões quase matavam murros terminarem sem nenhuma marca nos rostos - mas poupava os punhos. E como sabe quem, mal informado pelo cinema, entrou em uma briga na sociedade ou pega quando o alvo sofre tanto quanto o alvo.

  
    No cinema antigamente você já sabia: quando alguém toca, era porque morria em pouco tempo. Ele nunca significa apenas algo preso na garganta ou uma passagem - era uma morte certa. Quando um casal se beijava apaixonadamente e em seguida desparecia da tela era sinal de que estavam separados. E depois, não falhava: a mulher aparecia grávida.


   Nunca se sabe o que aconteceu, exatamente, depois que o casal desapareceu da tela, não é uma época do filme francês. Pode-se dizer o mesmo que o começo da mudança de cinema americano começou na primeira vez em que uma câmera acompanhou uma descida de um casal e mostrou ou o que causou deitados. Depois desse momento revolucionário, não demorado, até aparecer o beijo da língua e o seio dos fóruns. E chegar ao cinema americano de hoje, em que, duas palavras-chave, uma é fucking.


    Se a vida fosse como o cinema dizia, nunca faltava uma bala nas nossas pistolas ou gelo no caldeirão para o nosso público quando chegávamos em casa.Sempre que tivermos que sair para pressionar um restaurante, atiraríamos dinheiro em cima da mesa sem precisar continuar e esperar sem esperar pelo garçom, ter problemas com uma nota. Seria uma vida mais simples, com núcleos ou em preto e branco, interrompida por números de músicas que cantam acompanhadas por violinos invisíveis, e quando dança com nossas amigas, seria como se tivéssemos ensaiado durante semanas, e não erraria um passo, e seríamos felizes até the end.


Vocabulário
fucking: maldito 
the end : fim.

Fonte: http://goo.gl/rKlT0u

Assinale a alternativa que traduz uma ideia de possibilidade:
Alternativas
Q1243208 Português
Quanto à conjugação verbal, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
Mesmo que ele __________ a aprovação da diretoria, ainda __________ lidar com a questão financeira.
Alternativas
Ano: 2018 Banca: GUALIMP Órgão: Câmara de Conceição da Barra - ES
Q1228020 Português
Observe a frase abaixo destacada do texto e assinale o tempo e o modo verbal nos quais se encontra o verbo sublinhado.  
“Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza, em pouco tempo restarão...”  (linhas 15 e 16) 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: CONSULPAM Órgão: Câmara de Juiz de Fora - MG
Q1227321 Português
Apesar de alguns cientistas argumentarem que tuitar pode ser mais difícil de resistir do que cigarros e álcool, o vício nas redes sociais não está incluído nos mais recentes manuais de diagnóstico de doenças de saúde mental. As redes sociais estão mudando mais rápido do que os cientistas conseguem acompanhar, e por isso vários grupos estão tentando estudar comportamentos compulsivos relacionados ao seu uso - por exemplo, cientistas holandeses criaram sua própria escala para identificar um possível vício. E se o vício em redes sociais realmente existe, seria um tipo de vício em internet - e essa é uma doença já classificada. Em 2011, Daria Kuss e Mark Griffiths da Universidade Trent, de Nottingham (no Reino Unido), analisaram 43 estudos anteriores sobre o assunto e concluíram que o vício em rede social é um problema de saúde mental que "pode" exigir tratamento profissional. Eles descobriram que o uso excessivo resultava em problemas de relacionamentos, pior desempenho acadêmico e menor participação em comunidades offline - além de apontar que os mais vulneráveis a se viciar em redes sociais geralmente eram os dependentes de álcool, os mais introvertidos e aqueles que usam as redes sociais para compensar menos laços na "vida real". 
Julgue os seguintes itens em relação ao terceiro parágrafo: 
I - No segundo período do parágrafo analisado, há o predomínio de verbos transitivos diretos. 
II- O verbo flexionado CONCLUÍRAM é complementado por uma oração subordinada objetiva indireta. 
III- A locução verbal pode EXIGIR requer complemento verbal direto. 
Alternativas
Ano: 2018 Banca: IMA Órgão: Prefeitura de Benedito Leite - MA
Q1222686 Português
VIOLÊNCIA, TV E CRIANÇA: O COMEÇO DE UMA NOVA ERA. SERÁ? 
Muita gente culpa os meios de comunicação por disseminar e incentivar, através de programas e notícias, a violência no mundo. A tevê então é a principal acusada deste malefício à sociedade.
Acontece que os meios de comunicação são considerados, por estas mesmas pessoas, como causa de alguma coisa e não reflexo e causa ao mesmo tempo, num processo interativo, como pessoalmente creio ocorrer. Quer dizer: a tevê não é a causa das coisas, das transformações, dos fatos. Não. Ela é veículo. É meio pelo qual as coisas, as transformações e os fatos chegam aos indivíduos. 
Pois bem, é neste ponto que três temas passam a ser profundamente entrelaçados e discutidos, adquirindo a maior importância em qualquer sociedade: criança – violência e televisão. 
As crianças, estas estão aí. No Brasil, sessenta por cento da população têm menos de vinte anos de idade, o que desde logo dá a devida magnitude do problema. 
A violência também está aí mesmo. Com uma diferença: ao longo da história do mundo ela sempre esteve presente só que lá longe. Agora, graças aos meios de comunicação são as pessoas, em suas casas, as que estão presentes a ela. As gerações anteriores, para saber das guerras, ou as viam “idealizadas”, glamourizadas e heroicizadas no cinema, ou liam a respeito nos livros de história. Hoje, ninguém idealiza nada. Vê. Vê, via satélite. Não ouve falar dos horrores. Participa deles. Por outro lado, a violência aumenta em proporções assustadoras, tanto no resto do mundo como aqui bem perto, em cada esquina.
Pergunto eu: será só o incentivo à violência o resultado único desse processo de informação em escala mundial? 
É preciso lembrar, por exemplo, que muito da campanha de opinião pública contra a guerra do Vietnã nos Estados Unidos deveu-se à cobertura instantânea da televisão. Nada é estático. O que divulga provoca também resistências. Hoje as pessoas deixaram de ter a violência como algo sempre distante, algo que “só acontece com os outros”. Todos estão ameaçados nesta bolota azul em que vivemos. Logo, repudiar a violência é tarefa comum. 
 Não é verdade, igualmente, que os meios de comunicação só disseminem a violência. Quem acompanha de boa-fé, assiste ao alerta diário destes meios contra todas as formas de violência e as ameaças de destruição tanto da terra quanto da espécie, no caso de persistirem as ameaças nucleares e as afrontas ecológicas. 
Ninguém aguenta tensões prolongadas. A humanidade está podendo se ver a cada dia. Está podendo julgar e avaliar a que leva os seus desvarios. Está se conhecendo em seus máximos e em seus mínimos, em suas grandezas e em suas patologias, como nunca antes da televisão fora possível. Está secretando os anticorpos à violência e as atitudes necessárias à sua sobrevivência. Está consciente de que a ameaça é conjuntural. De que ou o homem se entende e redescobre o Direito estabelecendo seu primado, ou se aniquila: no macro do mundo ou no micro de cada comunidade.
E as crianças? Elas estão assistindo a tudo isso. Elas, por definição, são mais saudáveis, mais instintivas, mais purificadas. Ninguém vai lhes contar histórias sobre as guerras: elas as acompanham. Sobre os atentados brutais: elas os veem. E no segredo de sua psique, ainda plena dos instintos vitais, seguramente elaboram os mecanismos de defesa necessários à preservação da vida.
É analisando estes assuntos que me recordo de uma tese, estranha, mas séria e digna de reflexão, de um amigo meu, médico, homem de idade, sabedoria e ciência. Diz ele que nunca como hoje a humanidade pôde conviver tão perto da loucura. Ela entra diariamente através dos noticiários, dos fatos e das imagens, enfim, da comunicação moderna. E acrescenta: só quando o ser humano aceitar conviver com seu lado louco ele começa a se aproximar da cura. Negar a loucura é tão louco quanto ela. Aceitá-la como dado desse eterno conflito em superação no caminho absoluto que é o homem significa poder entrar em relação com a doença e só assim tratá-la, superá-la, dimensioná-la, aproveitar o fluxo de sua energia desordenada para a tarefa de reconstrução humana. 
Desnecessário dizer que ele é psiquiatra. Como necessário é concluir o artigo dizendo: concordando ou não, sua tese merece reflexão. E perguntando com pavor: será mesmo necessário pagar um preço existencial tão alto para se ter esperança? Que ela venha com as crianças deste país que sei (por intuição) serão os pontais de uma civilização espiritualizada que há de emergir (já está começando) das cinzas da violência, se possível antes da generalização desta como única forma de resolver os conflitos e as diferenças entre os homens. Eros e Tanatos, sempre. Mas o amor é maior que o ódio.   Artur da Távola - 1979 

“Está se conhecendo em seus máximos e em seus mínimos, em suas grandezas e em suas patologias, como nunca antes da televisão fora possível.” (9º parágrafo)

O verbo destacado nessa frase está conjugado no: 
Alternativas
Q1220118 Português
A felicidade bate à sua porta (Sebastião Nunes). Todo mundo é feliz nos anúncios de cigarro. Todo mundo é feliz nos anúncios de bebida. Todo mundo é feliz nos anúncios de carro. Todo mundo é feliz nos anúncios de tudo. A melhor garota propaganda da publicidade é a felicidade. 
Todo o poema foi elaborado em cima de um único verbo. Em qual tempo e modo ele está conjugado? 
Alternativas
Q1219577 Português

TEXTO 

Eloquência Singular


Mal iniciara seu discurso, o deputado embatucou:

— Senhor Presidente: eu não sou daqueles que...

O verbo ia para o singular ou para o plural? Tudo indicava o plural. No entanto, podia perfeitamente ser o singular:

— Não sou daqueles que...

Não sou daqueles que recusam... No plural soava melhor. Mas era preciso precaver-se contra essas armadilhas da linguagem — que recusa?

— ele que tão facilmente caia nelas, e era logo massacrado com um aparte. Não sou daqueles que... Resolveu ganhar tempo:

— ...embora perfeitamente cônscio das minhas altas responsabilidades como representante do povo nesta Casa, não sou...

Daqueles que recusa, evidentemente. Como é que podia ter pensado em plural? Era um desses casos que os gramáticos registram nas suas questiúnculas de português: ia para o singular, não tinha dúvida. Idiotismo de linguagem, devia ser.

— ...daqueles que, em momentos de extrema gravidade, como este que o Brasil atravessa...

Safara-se porque nem se lembrava do verbo que pretendia usar:

— Não sou daqueles que...

Daqueles que o quê? Qualquer coisa, contanto que atravessasse de uma vez essa traiçoeira pinguela gramatical em que sua oratória lamentavelmente se havia metido de saída. Mas a concordância? Qualquer verbo servia, desde que conjugado corretamente, no singular. Ou no plural:

— Não sou daqueles que, dizia eu — e é bom que se repita sempre, senhor Presidente, para que possamos ser dignos da confiança em nós depositada...

Intercalava orações e mais orações, voltando sempre ao ponto de partida, incapaz de se definir por esta ou aquela concordância. Ambas com aparência castiça. Ambas legítimas. Ambas gramaticalmente lídimas, segundo o vernáculo:

— Neste momento tão grave para os destinos da nossa nacionalidade.

Ambas legítimas? Não, não podia ser. Sabia bem que a expressão "daqueles que" era coisa já estudada e decidida por tudo quanto é gramaticoide por aí, qualquer um sabia que levava sempre o verbo ao plural:

— ...não sou daqueles que, conforme afirmava...

Ou ao singular? Há exceções, e aquela bem podia ser uma delas. Daqueles que. Não sou UM daqueles que. Um que recusa, daqueles que recusam. Ah! o verbo era recusar:

— Senhor Presidente. Meus nobres colegas.

A concordância que fosse para o diabo. Intercalou mais uma oração e foi em frente com bravura, disposto a tudo, afirmando não ser daqueles que...

— Como?

Acolheu a interrupção com um suspiro de alívio:

— Não ouvi bem o aparte do nobre deputado.

Silêncio. Ninguém dera aparte nenhum.

— Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que não ouvi bem — e apontava, agoniado, um dos deputados mais próximos.

— Eu? Mas eu não disse nada...

— Terei o maior prazer em responder ao aparte do nobre colega. Qualquer aparte.

O silêncio continuava. Interessados, os demais deputados se agrupavam em torno do orador, aguardando o desfecho daquela agonia, que agora já era, como no verso de Bilac, a agonia do herói e a agonia da tarde.

— Que é que você acha? — cochichou um.

— Acho que vai para o singular.

— Pois eu não: para o plural, é lógico.

O orador seguia na sua luta:

— Como afirmava no começo de meu discurso, senhor Presidente...

Tirou o lenço do bolso e enxugou o suor da testa. Vontade de aproveitar-se do gesto e pedir ajuda ao próprio Presidente da mesa: por favor, apura aí pra mim, como é que é, me tira desta...

— Quero comunicar ao nobre orador que o seu tempo se acha esgotado.

— Apenas algumas palavras, senhor Presidente, para terminar o meu discurso: e antes de terminar, quero deixar bem claro que, a esta altura de minha existência, depois de mais de vinte anos de vida pública...

E entrava por novos desvios:

— Muito embora... sabendo perfeitamente... os imperativos de minha consciência cívica... senhor Presidente... e o declaro peremptoriamente... não sou daqueles que...

O Presidente voltou a adverti-lo que seu tempo se esgotara. Não havia mais por que fugir:

— Senhor Presidente, meus nobres colegas!

Resolveu arrematar de qualquer maneira. Encheu o peito de desfechou:

— Em suma: não sou daqueles. Tenho dito.

Houve um suspiro de alívio em todo o plenário, as palmas romperam. Muito bem! Muito bem! O orador foi vivamente cumprimentado.

Fernando Sabino

O dilema do deputado orador é saber como se usa o verbo recusar, se no singular ou no plural, em “— Não sou daqueles que...”. De acordo com a norma culta da Língua Portuguesa, o verbo deveria ficar:
Alternativas
Respostas
9441: C
9442: B
9443: D
9444: D
9445: A
9446: B
9447: A
9448: D
9449: B
9450: A
9451: D
9452: C
9453: D
9454: D
9455: C
9456: D
9457: C
9458: D
9459: D
9460: D