Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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A questão diz respeito ao Texto. Leia-o atentamente antes de respondê-la.
(Texto)

Leia a anedota.
A professora pede ao aluno:
– Dê um exemplo de um verbo.
Ele pensa e responde indeciso:
— Bicicleta!
— Bicicleta não é verbo!
Pede, em seguida, exemplo de verbo a outro estudante. Ele também pensa, pensa e arrisca:
— Plástico!
Ela se irrita.
— Pelo amor de Deus, plástico não é verbo.
Pergunta então a um terceiro:
— Diga um verbo.
Luisinho nem pensa e, prontamente, diz o que ela entende de forma nítida como “hospedar”.
— Muito bem, até que enfim. “Hospedar” é um verbo. Agora diga uma frase com o verbo que você escolheu.
— Os pedar da bicicreta é de prástico.
Revista Língua Portuguesa, n° 4. Adaptado
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) em relação à anedota.
( ) Luisinho não teve dúvidas para dar a sua resposta à pergunta da professora.
( ) A professora, ao ouvir a frase do Luisinho, percebe que ele também não sabe o que é um verbo.
( ) “Hospedar” é um verbo e está no infinitivo.
( ) Se Luisinho tivesse dito: “Os pedais da bicicleta é de plástico” teria falado corretamente, de acordo com a norma culta.
( ) As palavras “bicicleta” e “ plástico” são adjetivos e não verbos.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo.
“Já esqueci a língua em que comia”.
Analise as afirmativas feitas sobre ele.
1. Os dois verbos da frase pertencem à segunda conjugação e estão no pretérito perfeito e imperfeito, respectivamente. 2. Se o verbo “esquecer” fosse pronominal (esquecer-se), ao seu complemento “a língua” deveria ser acrescentada uma preposição (de = da língua). 3. Há na frase dois artigos definidos. 4. As palavras “Góis” e “língua” são acentuadas pela mesma regra. 5. As palavras conectoras “em que” podem ser substituídas por “na qual” e o sentido não se altera, pois “que” é pronome relativo e permite essa substituição.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir.
O emprego do modo imperativo no trecho “Venha
experimentar essa iguaria” (l.4) é característico da função
conativa da linguagem, típica do gênero propaganda.
Acerca das propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item a seguir.
O termo “Vindo” (l.5) corresponde ao gerúndio do verbo vir
e, no texto, indica um prolongamento da ação de que trata a
última oração do texto.

Francisco J. C. Dantas. Coivara da memória.
São Paulo: Estação Liberdade, 1991, p. 174.
Com relação às propriedades linguísticas do texto apresentado, julgue o item que se segue.
A substituição da forma verbal “apanhara” (l.5) pela locução
tinha apanhado acarretaria incorreção gramatical ao texto.


Yuval Noah Harari. 21 lições para o século 21. Trad. Paulo Geiger. 1.ª ed.
São Paulo: Companhia das Letras, 2018, p. 138-41 (com adaptações).
Com relação às propriedades gramaticais e à coerência do texto 9A2-I, julgue o item a seguir.
A forma verbal “experimentaram” (l.2) encontra-se no
pretérito perfeito do modo indicativo, logo se depreende que
os “tempos pré-modernos” (l.1) acabaram.
Instrução: Leia o poema a seguir e responda à questão.
INFÂNCIA
é quando as portas são fechadas
e abertas ao mesmo tempo,
é quando estamos metade na luz
e a outra metade na escuridão,
é quando o mundo real chama
e preferimos outro...
(QUINTANA, M. Esconderijos do tempo. Rio de Janeiro: L&PM, 1980.)
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.
Jovem, eu sonhava ter uma grande biblioteca. E fui assim pela vida, comprando os livros que podia. Tive de desenvolver métodos para controlar minha voracidade, porque o dinheiro e o tempo eram poucos. Entrava na livraria, separava todos os livros que desejava comprar e, ao me aproximar do caixa, colocava-os sobre o balcão e me perguntava diante de cada um: “Tenho necessidade imediata desse livro? Tenho outros, em casa, ainda não lidos? Posso esperar?” E assim ia pegando cada um deles e os devolvendo às prateleiras. A despeito desse método de controle, cheguei a ter uma biblioteca significativa, mais do que suficiente para as minhas necessidades.
Notei, à medida que envelhecia, uma mudança nas minhas preferências: passei a ter mais prazer na seção dos livros de arte nas livrarias. Os livros de ciência a gente lê uma vez, fica sabendo e não tem necessidade de ler de novo. Com os livros de arte acontece diferente. Cada vez que os abrimos é um encantamento novo! Creio que meu amor pelos livros de arte tem a ver com experiências infantis.
(ALVES, Rubem. Disponível em: https://rubemalves.wordpress.com. Acesso em: 26/07/2019.)
Texto 3

( ) No primeiro período do texto, composto por três orações, não é possível identificar quem é o responsável por informar ao CNPq sobre a não recomposição integral do orçamento de 2019. ( ) As expressões “desta restrição” e “este cenário” se referem às “medidas necessárias” que foram tomadas pelo CNPq. ( ) O uso da primeira pessoa do plural em: “Reforçamos nosso compromisso com a pesquisa científica, tecnológica e de inovação para o desenvolvimento do País” permite que recuperemos o sujeito oculto “nós”, que se refere discursivamente às pessoas que trabalham no CNPq.
Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses.
“(1)Encontrei um (2)amigo de longa data. Não (3)lembrava seu nome, e (4)ainda hoje não lembro – talvez fosse Marcelo.”
Analise os termos destacados do trecho do texto e assinale a alternativa CORRETA:
Pedrinho tinha um sorriso com dentinhos brancos e alinhados e o cabelinho repartido na lateral, inclinado da esquerda para a direita. Vestia uma camisa xadrezinha de vermelho e preto, uma calça jeans com elástico na cintura e não aparentava mais de 4 ou 5 anos. Não fosse pelo comportamento, poderia dizer que era uma graça de criança. Numa tarde de domingo, num shopping center, Pedrinho se jogou no chão, fez birra e gritou na porta de uma loja. Queria que a mãe lhe comprasse uma dessas sandalinhas crocs com estampas de uma famosa porquinha dos desenhos animados de tevê. A mãe ficou completamente quieta diante da situação. Depois, constrangida, ficou entre ignorar o filho ou pedir a ele, sem nenhuma firmeza, que ficasse quieto. Cara de tacho definiria bem a expressão dela. Aquela era uma criança que cresceria sem limites, alienada de tudo aquilo que signifique cordialidade, adequação, limite e respeito. O “não” tem uma força impressionante. Não pela negativa em si, mas pelos limites que impõe. Dizer “sim” é muito mais fácil, o “sim” não machuca, não contraria, não requer explicações. É o “não” que ensina respeito, delimita espaço, dimensiona o mundo. Afinal, não vivemos sozinhos, e viver em sociedade é algo que vai sendo moldado pelo “não”. Deixar de dizer “não” é perder o compromisso com o legado para o futuro, com o respeito e a civilidade.
(Jamil Alves. O anjo Miguel – crônicas da vida que insiste em dar certo. São Paulo: Scortecci, 2018. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o verbo destacado está no tempo presente.
Em “(...) Cassin seria uma ótima pessoa para invocar diante de compreensões equivocadas sobre a expressão “direitos humanos”(...)”, a forma verbal em destaque, no tempo e no modo como foi usada, indica:

