Questões de Concurso
Sobre morfologia - verbos em português
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Aprimorar a saúde mental e física, prevenir doenças, ajudar a suportar o estresse, lidar com sentimentos de impotência e racionalizar fracassos de modo mais positivo e produtivo: são essas as promessas de um amplo leque de técnicas que, baseadas na ciência, podem adequar-se a necessidades ou circunstâncias de qualquer um. Algumas visam alterar estilos cognitivos e emocionais — ou seja, como racionalizar as causas de sucessos e fracassos —, outras se concentram em repetir chavões de autoafirmação. Há ainda técnicas voltadas para treinar a esperança — pensamento orientado por objetivos em que as pessoas percebem que podem produzir itinerários para metas desejadas e a motivação necessária para segui-los —, praticar a gratidão e o perdão ou cultivar o otimismo — uma diferença individual variável que reflete em que medida as pessoas mantêm expectativas favoráveis sobre o futuro. Em síntese, todos esses métodos compartilham alguns atributos. De um lado, são feitos sob medida para um consumo rápido; de outro lado, dizem proporcionar retornos rápidos e mensuráveis em troca de pouco investimento e esforço.
Edgar Cabanas. Happycracia: fabricando cidadãos felizes.
Trad. Humberto do Amaral. São Paulo: Ubu Editora, 2022 (com adaptações).
Considerando as ideias e as propriedades linguísticas do texto precedente, julgue o item que se segue.
Estariam mantidos os sentidos e a correção gramatical do
texto caso a forma verbal “Há” (terceiro período) fosse
substituída por Existe.
“Se dirigir, não beba!”
Esse cartaz aconselha que
“Tomar dois comprimidos após as refeições.”
Essa instrução significa que o comprador deve tomar

I- Eles __________ os refugiados com alimentos e roupas. (prover)
II- Perto de 12 mil soldados __________ em combate. (morrer)
III- __________ trinta dias que cidades registram queda de Covid-19. (deve fazer)
IV- Se eu __________ o professor, marcarei as próximas aulas. (ver)
Leia o texto a seguir para responder à questão
TEXTO I
Erros e adequação de linguagem - Como evitar o preconceito linguístico?
Jorge Viana de Moraes, Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação.
O filósofo Spinoza escreveu: "Tenho-me esforçado por não rir das ações humanas, por não deplorá-las nem odiá-las, mas por entendê-las." (apud BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico).
Diante desse convidativo pensamento do excomungado filósofo racionalista, cabe-nos uma profunda reflexão quando, ao nos referimos às variedades linguísticas de uma determinada língua - neste caso, as variações de uso da língua portuguesa - as tratamos, muitas vezes, sob o signo do erro.
Precisamente em função disso, seria bom esclarecer que há certas afirmações equivocadas, que ainda são bastante usuais para avaliar o desempenho linguístico em geral dos falantes das variantes não-padrão da língua. Afirmações que, além de equivocadas, não são politicamente corretas e, por isso, devem ser evitadas.
Sendo a língua uma realidade essencialmente variável, em princípio não há formas ou expressões intrinsecamente erradas. Há, na verdade, variações. Assim, caberia a todo falante dessa língua adequar seu discurso a determinadas situações linguísticas de uso, que fossem necessárias à comunicação urgente e eficaz, seja ela culta ou não.
Portanto, dentro dessas variações (desde a norma padrão até a forma mais coloquial possível) há defeitos - e não erros - que deveriam ser observados e reparados. De modo que, quando falamos em linguagem coloquial, soa-nos que esta atua como um termômetro social, que mede o quanto um falante está socialmente mais ou menos afastado de uma elite social, falante de um português padrão culto.
Ora, isso não passa, no mínimo, do desconhecimento de qualquer análise de caráter sociolinguístico. Em princípio, mesmo nos falantes que usualmente utilizam, na maior parte do tempo, a chamada variante padrão, percebe-se também em suas falas a utilização da variante coloquial como forma de expressão.
Nossos discursos não são tão puros assim, de tal forma que, ao falarmos, fazemos separações rigorosas daquilo que é formal do que não é formal. Ademais, devemos atentar para as diferenças existentes entre as modalidades falada e escrita da língua. Essas diferenças devem ser estabelecidas e mostradas a todos, de maneira clara e objetiva, quando se aborda o assunto língua.
A partir dessas observações, usar conceitos como adequação e inadequação, dependendo, é claro, da situação comunicativa em que o falante / escritor está inserido, seria mais proveitoso e menos preconceituoso.
Não podemos incidir no mesmo equívoco que algumas pessoas cometem - em manuais, gramáticas ou livros didáticos - quando comparam a variante padrão, escrita, da língua, com a variante não-padrão, falada, se valendo dos mais arraigados e difundidos preconceitos linguísticos contra os falantes dessas variantes não-padrão, dizendo que estes não conhecem a própria língua, pelo fato de "maltratarem-na", "errarem-na" etc.
Tal comportamento explica-se pelo fato de essas pessoas (que atuam praticamente como verdadeiras donas da língua) perceberem a língua como um bloco monolítico, com uma única possibilidade de realização, e que está estática, tal como uma língua morta. E que qualquer manifestação linguística que não siga os padrões do passado (normalmente literários, que são legitimados pelas gramáticas normativas) é traduzida em erro.
Marcos Bagno mostra-nos exatamente isso, quando afirma: "O preconceito linguístico está ligado, em boa medida, à confusão que foi criada, no curso da história, entre língua e gramática normativa. Nossa tarefa mais urgente é desfazer essa confusão. Uma receita de bolo não é um bolo, o molde de um vestido não é um vestido, um mapa-múndi não é o mundo. [...] Também a gramática não é a língua".
Além do mais, o preconceito linguístico está intimamente relacionado à imagem que cada um dos falantes tem do outro, e não necessariamente sobre o grau de conhecimento efetivo que estes falantes têm do padrão culto da língua.
Sobre isso, Marli Quadros Leite afirma o seguinte: "O preconceito decorre de incompatibilidades entre a pessoa e o ato que ela executa, ou, ao contrário, entre o ato e a pessoa, incluído aí o discurso. Isso quer dizer, se se tiver uma ideia favorável de uma pessoa, tudo o que ele fizer ou disser pode ser aceito, mesmo se o que disser ou fizer for errado, falso ou impreciso. Inversamente, se se tiver uma ideia desfavorável sobre alguém, tudo o que ela disser ou fizer pode ser rejeitado, mesmo se disser verdades ou se se comportar corretamente." Diante desses esclarecimentos, é fundamental que todos os falantes, sabendo exatamente das diferenças acima citadas, ao falarem linguisticamente em errado / certo, atentem para a existência das variações aqui esclarecidas e comecem a tomar a devida cautela quanto ao uso desses referidos conceitos (certo / errado), que, quando mal empregados, acabam por gerar pré-conceitos não somente nas já referidas gramáticas, manuais ou livros didáticos, mas principalmente em nossos mais variados discursos.
https://educacao.uol.com.br
A forma infinitiva do verbo sublinhado é:
“A história do reconhecido pioneirismo brasileiro na produção de biocombustível a partir da cana-de-açúcar acaba de ganhar mais um capítulo. Ele foi concluído em 10 de dezembro de 2021, quando a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) avaliou como não transgênicas duas variedades de cana-de-açúcar editadas geneticamente por pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). [...]”
TUNES, Suzel. Embrapa desenvolve variedades de cana-de-açúcar usando a técnica Crispr. Pesquisa Fapesp, março de 2022. Biotecnologia. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/embrapa-desenvolve-novas-variedades-de-cana-de-acucar-usando-a-tecnica-crispr/. Acesso em: 27 mar. 2022.
Qual é o núcleo do sujeito da locução verbal que compõe o primeiro período desse excerto?
Leia o texto a seguir.
BOLO DE CENOURA
Ingredientes
Massa
1/2 xícara (chá) de óleo
3 cenouras médias raladas
4 ovos
2 xícaras (chá) de açúcar
2 e 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
1 colher (sopa) de fermento em pó
Cobertura
1 colher (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) de chocolate em pó
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de leite
Modo de Preparo
Massa
● Em um liquidificador, adicione a cenoura, os ovos e o
óleo, depois misture.
● Acrescente o açúcar e bata novamente por 5 minutos.
● Em uma tigela ou na batedeira, adicione a farinha de trigo e depois misture novamente.
● Acrescente o fermento e misture lentamente com uma colher.
● Asse em um forno preaquecido a 180°C por aproximadamente 40 minutos.
Cobertura
● Despeje em uma tigela a manteiga, o chocolate em pó, o açúcar e o leite, depois misture.
Leve a mistura ao fogo e continue misturando até obter uma consistência cremosa, depois despeje a calda por cima do bolo
Disponível em: https://www.tudogostoso.com.br/receita/23-bolo-decenoura.html. Acesso em: 26 mar. 2022.
Os verbos apresentados nesse texto suscitam a ideia de
comando a ser seguido devido à sua conjugação no
modo
Texto para o item.

Ana Holanda. Tudo bem errar. In: Viva Saúde, ano
15, ed. 217, 2022, p. 66 (com adaptações).
Acerca dos aspectos linguísticos e dos sentidos do texto, julgue o item.
O verbo “lembra” (linha 19) está empregado com o
mesmo sentido de parece.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. O destaque ao
longo do texto está citado na questão.

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é gaslighting e como reconhecer que você está sendo manipulado
Mais conhecida como uma forma de manipulação emocional em relacionamentos, a prática pode conferir abuso psicológico em diversos âmbitos.
É muito comum, nas relações interpessoais, que haja algum atrito, algum desentendimento ou discordância. Mas, quando este contexto é palco para uma pessoa distorcer as percepções do outro para ganhar poder, ainda mais de maneira sistêmica, estabelece-se uma maneira de abuso psicológico chamada gaslighting. O termo tem origem no filme Gaslight, de 1944, estrelado por Charles Boyer e Ingrid Bergman. Na trama, o marido tenta enlouquecer sua esposa, diminuindo e piscando as luzes (que eram movidas a gás) em sua casa e, então, ele nega quando a mudança das luzes é apontada pela esposa.
É uma forma extremamente eficaz de abuso emocional, que faz com que a vítima questione seus próprios sentimentos, instintos e sanidade. Em um relacionamento tóxico, por exemplo, uma vez que um parceiro abusivo tenha prejudicado a capacidade da vítima de confiar em suas próprias percepções, é mais provável que ela permaneça na relação. As técnicas de gaslighting podem incluir o questionamento da sanidade do outro, assumindo que a pessoa está "louca"; fingir a não compreensão do assunto ou reclamação; menosprezar ou desconsiderar os sentimentos da outra pessoa e, até mesmo, negar a existência da situação. Isso pode ocorrer em relações amorosas, familiares, políticas, de trabalho e em outras instâncias.
Um artigo da American Sociological Review, publicado em 2019, afirma que uma pessoa que usa técnicas de gaslighting também pode usar, intencionalmente, estereótipos negativos de gênero, raça, etnia, sexualidade, nacionalidade ou idade de uma pessoa para manipulá-la. Para superar esse tipo de abuso, é importante começar a reconhecer os sinais e, eventualmente, aprender a confiar em si mesmo novamente. Uma vez possível nomear essa dinâmica, há como trabalhar para mudá-la ou sair dela. De acordo com a autora e psicanalista Robin Stern, em artigo publicado no periódico Psychology Today, alguns dos sinais são: constante questionamento do próprio comportamento; sensação de confusão e loucura no trabalho; desculpar-se constantemente com os familiares, parceiros, chefes; esconder informações de amigos e familiares para não precisar explicar ou dar desculpas, entre outros.
Atos de abuso emocional, como o gaslighting, tendem a ocorrer ao lado de outros tipos de abuso. Em caso de emergência, a mulher ou alguém que esteja presenciando alguma situação de violência, pode pedir ajuda por meio do telefone 190 da Polícia Militar ou ligar para a Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/ noticia/2022/03/o-que-e-gaslighting-e-como-reconhecer-que-voce-esta-sendo -manipulado.html. Adaptado.)
'As técnicas de gaslighting podem incluir o questionamento da sanidade do outro'.
Assinale a opção CORRETA.
"[...] mas pode acelerar os procedimentos de entrada e saída de estrangeiros autorizados a ingressar em território norte-americano sem passar por filas de imigração nos aeroportos".
Assinale a alternativa CORRETA:
Assinale a opção CORRETA.
