Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3566930 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.



Texto 1



Um conhecido navio escravagista, o norte-americano Camargo, foi um dos últimos a trazer ilegalmente africanos escravizados para o Brasil. Após 170 anos de seu naufrágio, o Camargo está sendo buscado a partir de um projeto de pesquisa que envolve arqueólogos, historiadores e quilombolas.

Em dezembro de 1852, a correspondência do ministro dos Negócios da Justiça do então Império do Brasil revelava que o brigue Camargo havia afundado em Angra dos Reis (RJ). Desde 1850, o tráfico havia sido, mais uma vez, proibido no Brasil, mas, no litoral sul fluminense, os senhores do negócio e de escravizados continuaram tentando burlar a lei.

Segundo autoridades do governo imperial, Camargo era comandado pelo norte-americano Nathaniel Gordon e conseguiu trazer aproximadamente 500 africanos escravizados vindos de Quelimane e Moçambique. Os africanos escravizados teriam desembarcado próximo à foz do rio Bracuí, na fazenda Santa Rita, em frente às águas de Angra dos Reis, suficientemente distantes do Rio de Janeiro para as atividades ilegais e estrategicamente próximas das plantações de café do vale do Paraíba paulista e fluminense.

Para fugir das autoridades brasileiras, Gordon teria incendiado o navio escravagista e a tripulação, quase totalmente estrangeira (dois norte-americanos, um espanhol e outro inglês), teria procurado fugir, chegando ao porto de Santos ou de Paranaguá.




Disponível em: <https://cienciahoje.org.br/artigo/um-navio-escravagista-emangra-dos-reis/>. Acesso em: 6 jun. 2025. [Adaptado].

A indicação do tempo futuro do pretérito composto do modo indicativo, nas formas verbais “teria incendiado” e “teria procurado” (último parágrafo), revela que, para o enunciador, existe
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Q3565585 Português

Leia Texto 2 para responder à questão.



Texto 2


    A ausência de saneamento básico no Brasil, para quase metade da população, é uma vergonha. Estamos em 2025 e piores que muitas nações no início do século 20. Isso não é uma questão partidária, é questão de Estado. 

    João Aris Kouyoumdjian, São José do Rio Preto (SP).



Comentário de um leitor à notícia “Obras de coleta de esgoto da COP30 alcançam apenas 3% da população de Belém”. Comentário de um leitor à notícia “Obras de coleta de esgoto da COP30 alcançam apenas 3% da população de Belém”. Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2025/06/obras-de-coleta-de-esgotoda-cop30-alcancam-apenas-3-da-populacao-de-belem.shtml>. Acesso em: 14 jun. 2025.

Descreve-se o item verbal “é” – quanto à forma no infinitivo, à pessoa, ao tempo e ao modo – da seguinte maneira:
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Q3565072 Português
Na frase “Ela correu muito ontem”, a palavra “correu” é:  
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Q3564290 Português
Em “Eles telefonaram para você.”, o verbo destacado indica:
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Q3563726 Português
    A língua portuguesa é o idioma falado por mais de 265 milhões de pessoas espalhadas por todos os continentes, e a língua mais falada no hemisfério sul. O português tem origens romanas, assim como o espanhol, italiano e francês.

    Esse grupo de idiomas tem raízes no latim, uma língua considerada morta, ou seja, que não possui falantes nativos. O português falado no Brasil é a mistura do idioma trazido pelos colonizadores de Portugal, das línguas indígenas faladas pelos povos originários brasileiros e das línguas africanas dos povos traficados para o país durante o período escravista.

    A língua portuguesa tem influência do que é chamado de latim vulgar, uma variação do latim culto, e das línguas árabes dos povos que habitavam a região da península ibérica, onde fica Portugal e Espanha. Infelizmente, não há registros de como seria o latim vulgar. Isso porque ele era falado por povos que não dominavam a escrita.

    Segundo a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa, o português é reconhecido como idioma oficial não só em Portugal, mas também em outras nações, incluindo Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Timor-Leste e São Tomé e Príncipe. 

    O português também é uma das línguas oficiais em Macau, uma região autônoma na costa sul da China. Macau foi colonizada e administrada pelos portugueses por mais de 400 anos. 

    A língua portuguesa contém sons únicos para os falantes nativos de outros idiomas. O português tem uma das fonologias — ramo da linguística que estuda o sistema sonoro de um idioma — mais ricas entre as línguas derivadas do românico.

    O idioma, no Brasil, tem raízes europeias, já que a língua foi trazida e imposta pelos colonizadores em 1500. Porém, após mais de cinco séculos, a língua que falamos por aqui se distanciou consideravelmente da língua-mãe.

    A primeira diferença que notamos ao comparar as duas variedades é o sotaque. Além disso, há diversas palavras e expressões que podem colocar em uma verdadeira saia-justa os falantes dos idiomas do Brasil e de Portugal durante uma conversa. Por exemplo, “canalha”, para os falantes de português europeu, significa um grupo de crianças.


Fonte: Academia Brasileira de Letras. Adaptado.
Assinalar a alternativa cujo(s) verbo(s) se encontra(m) na voz passiva.
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Q3563664 Português
Animais em extinção no Brasil


    Os animais extintos são aqueles que desapareceram do planeta Terra, seja por fenômenos naturais ou pela intervenção humana na natureza. Os principais motivos são: a caça predatória, a pesca, a contaminação do solo, da água e do ar, a destruição de habitats, as mudanças climáticas e a utilização de substâncias tóxicas.

    O Brasil é considerado um dos países mais ricos em biodiversidade. Contudo, existem animais presentes nas regiões brasileiras que podem ser extintos em poucas décadas. Dois exemplos são a anta (Tapirus terrestres) e o boto-cor-de-rosa (Inia geoffrensis).

     A anta é o maior mamífero terrestre do Brasil. Esse animal pode atingir 2 metros de comprimento e, aproximadamente, 300 kg. A espécie se distribuía por todo Rio Grande do Sul, porém, atualmente, só há registros no noroeste do território, próximo a florestas e corpos d'água. As antas são herbívoras e têm apenas um filhote por gestação. Também são excelentes nadadoras, possuem hábitos noturnos e são solitárias.

     O boto-cor-de-rosa, por sua vez, é nativo dos rios da bacia amazônica, sendo considerado o maior golfinho de água doce. É conhecido, no folclore brasileiro, pela lenda de que se transforma em ser humano e seduz moças solteiras. A população do boto-cor-de-rosa vem diminuindo com o passar do tempo, pois a espécie já foi utilizada como isca para pesca e, mais recentemente, sofre com a construção de hidrelétricas.


Fonte: Toda Matéria. Adaptado.
Considerando-se tempo e modo dos verbos sublinhados nas frases extraídas do texto, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Pretérito perfeito do modo indicativo.
(2) Pretérito imperfeito do modo indicativo.
(3) Presente do modo indicativo.

( ) Os animais extintos são aqueles que desapareceram do planeta Terra.
( ) A espécie sofre com a construção de hidrelétricas.
( ) A espécie se distribuía por todo Rio Grande do Sul.
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Q3562245 Português

Leia o Texto 3 para responder à questão.


Texto 3





Disponível em: <https://www.espacovital.com.br/noticias/para-ser-on-seja

off-06-12-2019>. Acesso em: 15 jun. 2025.

Na oração “Agora não dá”, o verbo “dar” está conjugado na 
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Q3553733 Português
O seguinte fragmento está estruturado com quatro palavras: “A nossa alma precisa”. No que se refere à classe gramatical, pode-se dizer que classificam-se, respectivamente, como:
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Q3553731 Português
Assinale a alternativa correta:
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Q3553500 Português
Qual das palavras abaixo é um verbo?
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Q3552415 Português
Verifica-se o emprego correto de locução com verbo abundante em:
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Q3552414 Português
Há erro de concordância verbal em:
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Q3552176 Português

Q1_10.png (360×606)


Internet: https://www.revistabula.com (com adaptações). 

Acerca das relações de concordância verbal estabelecidas no texto, assinale a alternativa correta. 
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Q3551859 Português

Texto para responder à questão.



    A ideia de que as tecnologias digitais são ferramentas imparciais, livres de viés ou ideologia é desmontada à medida que autores demonstram como os fluxos de dados seguem padrões de dominação histórica em que determinadas populações são sistematicamente invisibilizadas, exploradas ou controladas. O colonialismo de dados não apenas captura informações, mas reconfigura subjetividades e impõe novas formas de dependência tecnológica. No contexto da governança algorítmica, os corpos racializados, já historicamente alvos da necropolítica e da vigilância colonial, passam a ser modelados e disciplinados por sistemas automatizados que operam sob uma lógica extrativista e racializada. Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialismo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.



ARAÚJO, Júlio; FAUSTINO, Deivison; LIPPOLD, Walter. Colonialismo digital: por uma crítica hacker-fanoniana. Disponível em: . Acesso em: 15 jul. 2025, com adaptações. 

“Há autores que não apenas desconstroem a ilusão da neutralidade tecnológica, mas também evidenciam o papel da tecnologia como um instrumento de poder, operando como um novo mecanismo de dominação algorítmica global, no qual os processos de colonialimo e racismo são automatizados e sofisticados sob o verniz da inovação digital.”



Considerando os aspectos linguísticos do trecho, assinale a alternativa correta.  

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Q3547015 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 02




Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/576108977315838163/. Acesso em: 28 jun. 2025. Adaptado. 

O verbo “ensine” foi usado, no texto 02, no 
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Q3544831 Português
Brasil tem 14,4 milhões de pessoas com deficiência registradas; percentual é maior entre idosos

        Percentual alcança 14,4% entre os idosos de 60 a 69 anos e 27,5% entre os habitantes de 70 anos ou mais

        O Brasil tinha 14,4 milhões de pessoas de dois anos ou mais com pelo menos um tipo de deficiência em 2022, apontam novos dados do Censo Demográfico divulgados nesta sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O contingente era equivalente a 7,3% do total de habitantes da mesma faixa etária à época (198,3 milhões).

        O número de mulheres com deficiência (8,3 milhões) superava o de homens nessa condição (6,1 milhões). A ONU estimou no mundo, em 2021, uma proporção de 10% a 14% desse grupo na população mundial, ou seja, entre 790 milhões e 1,1 bilhão de pessoas. Conforme o IBGE, os resultados de 2022 não são comparáveis com o Censo 2010 devido a adaptações nos questionários. Para pesquisar o tema, o instituto diz seguir recomendações metodológicas do Grupo de Washington - organismo de estatísticas sobre pessoas com deficiência gerido pelas Nações Unidas.

        O total de 14,4 milhões no Brasil supera o número de habitantes (considerando população com dois anos ou mais) de estados inteiros, como a Bahia (13,8 milhões), o quarto mais populoso do país. Os critérios do Censo consideram que uma pessoa com deficiência é aquela que não consegue de modo algum ou tem muita dificuldade para realizar as atividades investigadas em cinco domínios funcionais.

        São os seguintes: enxergar (dificuldade permanente de visão, mesmo usando óculos ou lentes de contato); ouvir (dificuldade permanente de audição, mesmo usando aparelhos auditivos); mobilidade dos membros inferiores (dificuldade permanente em andar ou subir degraus, mesmo usando prótese, bengala ou aparelho de auxílio); coordenação motora fina (dificuldade permanente para pegar pequenos objetos ou abrir e fechar tampas de garrafas, mesmo usando aparelhos de auxílio); funções mentais (dificuldade permanente em se comunicar, realizar atividades de autocuidado, trabalhar ou estudar).


Reportagem completa em https://www.otempo.com.br/economia/2025/5/ 23/brasil-tem-14-4-milhoes-de-pessoas-comdeficiencia-registradas-percentual-e-maiorentre-idosos. Publicada em 23 mai. 2025. Acesso em 2 jul. 2025.
Em “Sentar-me-ia com vocês se não estivesse com pressa. Marcaremos um encontro em breve, assim darei a atenção que vocês merecem. Os verbos em destaque estão flexionados, respectivamente:
Alternativas
Q3542620 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Governo federal atualiza regras para ampliar contratação de mulheres em situação de violência doméstica

Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) aperfeiçoou alguns pontos da Política de Cotas para Mulheres em Situação de Violência Doméstica nas Contratações Públicas para tornar a iniciativa mais ampla e eficiente. O Decreto nº 12.516/2025 foi publicado nesta quarta-feira (18/06), no Diário Oficial da União, e trouxe algumas atualizações ao texto do Decreto nº 11.430/2023. A nova norma deixa mais claro que os 8% das vagas reservadas a mulheres em situação de violência doméstica correspondem ao percentual mínimo exigido nos contratos de serviços terceirizados dos órgãos federais, podendo ser maior, a critério do órgão contratante.

Dessa forma, as mudanças estimulam que mais mulheres em situação de violência doméstica possam ser incluídas nos contratos. A atualização no texto reforça ainda que a reserva de vagas pode ser aplicada em qualquer contrato, não se restringindo àqueles com 25 ou mais empregados, nos quais a aplicação é obrigatória. Em contratos com quantidade menor de empregados, é admitida a previsão de percentual inferior a 8%.

"O Governo federal incentiva a aplicação da política em qualquer contrato de terceirização. O propósito da nova redação é deixar isso mais claro para os órgãos e entidades parceiros", explica Cristina Mori, secretária executiva do MGI.

O foco da política está na promoção da empregabilidade e na inclusão socioeconômica de mulheres em situação de violência doméstica por meio da reserva de vagas em contratos terceirizados celebrados com a Administração Pública Federal. A política é executada com base em parcerias interfederativas, principalmente na seleção e acompanhamento das mulheres. Até o momento, 17 unidades da federação aderiram à política. Com as novas medidas, a expectativa do governo federal é ampliar o seu alcance, beneficiando um número ainda maior de mulheres em situação de violência doméstica em todo o país.

Entre as atualizações também está a adoção do Acordo de Adesão como instrumento jurídico para a implementação da política com os entes federativos, em substituição ao Acordo de Cooperação Técnica, que vinha sendo utilizado. A mudança permite mais agilidade no trâmite do processo de formalização das parcerias, o que deve contribuir para o aumento do número de estados interessados em aderir à iniciativa do governo federal.

O novo decreto reforça a proteção da privacidade e dignidade das mulheres atendidas pela política, de duas formas:

1) proíbe que as empresas exijam diretamente das mulheres documentação que comprove a sua situação de violência;

2) esclarece que apenas candidatas encaminhadas pelas unidades especializadas na gestão ou atendimento às mulheres em situação de violência podem ser selecionadas. Essas instituições são os chamados Organismos de Políticas para Mulheres (OPMs), como as Secretaria de Mulheres nos estados e municípios. "Isso previne constrangimentos e possíveis impactos emocionais negativos", complementa a secretária.

As 17 unidades da federação que já aderiram à iniciativa são Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Pará, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Tocantins.


https://www.gov.br/gestao/pt-br/assuntos/noticias/2025/junho/governo-f ederal-atualiza-regras-para-ampliar-contratacao-de-mulheres-em-situac ao-de-violencia-domestica
"Dessa forma, as mudanças estimulam que mais mulheres em situação de violência doméstica possam ser incluídas nos contratos."
O verbo 'estimular' aparece flexionado no plural para estabelecer concordância com o núcleo do sujeito 'mudanças', que também está no plural.
A seguir, analise a flexão dos verbos nos enunciados:

I. Tu e ele levareis a proposta ao professor.
II.A funcionária deixava limpo o escritório e a sala.
III. Pedro, Paulo, José, ninguém ne dirá o que fazer.
IV. A picada, a coceira, o mal-estar deixou-a nervosa.
V.O ministro do trabalho ou da justiça anunciará a nova lei.

Quanto à concordância, estão corretas as alternativas:
Alternativas
Q3541342 Português
Texto 3

A SELVA DOS TEMPOS VERBAIS

Alessandro Boechat de Medeiro


   No português e em muitas línguas, verbos expressam tempo. Por exemplo, na frase (1) abaixo, sabemos pela terminação do verbo comprar que a ação que ele designa ocorreu no passado, ou seja, antes do momento em que a frase foi dita:

(1) Mario comprou uma vara de pesca.
    A terminação -ou, que exprime esse passado, é adicionada à raiz verbal compr-, raiz de um verbo regular de primeira conjugação da língua. Sabemos das nossas aulas de português na escola que essa terminação não codifica somente o tempo passado, mas também outras coisas importantes, como a concordância com o sujeito, o aspecto e o modo, pelo menos.

   As línguas do mundo variam no que diz respeito ao que “colocam” no verbo. Por exemplo, além do tempo e do aspecto, os verbos podem carregar concordâncias de sujeito e objeto – como é o caso da língua georgiana, língua caucasiana meridional falada na Geórgia. Podem expressar inúmeras coisas através de partículas ou morfemas acoplados: concordâncias, advérbios, objetos indiretos etc. – como é o caso da língua terena, língua aruak falada principalmente no Mato Grosso do Sul. Podem simplesmente não expressar tempo algum nem concordâncias com afixos, recorrendo, para a veiculação do tempo dos acontecimentos descritos, a advérbios ou partículas, que podem estar em outras partes da frase – como acontece com o mandarim, língua sino-tibetana falada por mais ou menos 850 milhões de pessoas na China. Contudo, grande parte das línguas estudadas pelos linguistas e antropólogos expressa alguma dimensão temporal no verbo [...].


Disponível em: https://lefufrj.wordpress.com/wpcontent/uploads/2023/12/1702995734270_ebook_noslinguistica.pdf. Acesso em: 04 de abr. de 2025. 
Quanto aos seguintes verbos retirados do Texto 3, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3541339 Português
Texto 2


O LINGUISTA LIBERTÁRIO

Carlos Fioravanti (Jornal da Unicamp)

Quem foi e como era sua primeira professora ou professor de português?

Ataliba Castilho – Foi o professor Amaury de Assis Ferreira (1920-1995), pai do apresentador de TV Amauri Jr. Era um professor muito bom, lia e estudava muito, mostrava os livros que comprava com muito entusiasmo. De vez em quando eu ia na casa dele, meu pai era eletricista e ia trocar a resistência de seu fogão elétrico. Ele me chamava e mostrava a biblioteca e os livros que tinha comprado. Ele tinha muito prazer no que ele fazia. Pensei: “Quero ser um cara assim”. Depois peguei outros professores ótimos em São Paulo, como o Theodoro Maurer, meu orientador de doutorado. Quietinho, magrinho, filho de suíços, ele escreveu sozinho um dos trabalhos mais extensos do mundo sobre a gramática e a sintaxe do latim vulgar.

Qual sua participação no Museu da Língua Portuguesa?

Ataliba Castilho – Em 2004, Jarbas Mantovanini, que atuava na Fundação Roberto Marinho, apareceu na USP, apresentou o projeto do museu e disse que queria me fazer dois pedidos. O primeiro era dar ideias para o museu. O segundo era para fazer a linha do tempo sobre a história do português. Aryon iria fazer a parte das línguas indígenas e Yeda Pessoa de Castro, da Universidade Federal da Bahia, se ocuparia das línguas africanas. Jarbas disse para chamar quem eu quisesse. Chamei Mário Viaro e Marilza de Oliveira, os dois da USP, para fazer outras partes. Jarbas me perguntou como eu queria representar a linha do tempo, se com filmes ou painéis fixos. Preferi os painéis, porque já haveria filmes do outro lado da sala. Entreguei o projeto, ele gostou: “Está tudo muito bonito, mas no lugar do último quadro vou colocar um espelho. Todos vão percorrer aquela baita história de 2 mil anos e quando chegam no final vão ver a si mesmos”. Sabe que ele acertou na mosca? Muita gente que via a própria imagem, depois de fazer o percurso histórico, caía no choro. Uma colega de Minas, Maria Antonieta Cohen, ia no começo para ver o museu e depois para ver as pessoas quando chegavam no espelho. Ela me perguntou: “Por que será que elas choram?”. Fiquei pensando muito naquilo. As pessoas choravam, decerto, porque viam ali sua identidade. O que é a língua portuguesa? Sou eu, que represento agora todo esse percurso. A língua é minha identidade.


Adaptado de: https://unicamp.br/unicamp/ju/noticias/2017/10/06/olinguista-libertario/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.
Sobre as regras de concordância da língua portuguesa e a flexão dos vocábulos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1341: C
1342: D
1343: C
1344: B
1345: D
1346: A
1347: A
1348: D
1349: C
1350: B
1351: C
1352: C
1353: D
1354: B
1355: D
1356: C
1357: B
1358: C
1359: C
1360: D