Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q3787296 Português
Para responder a questão, considere a seguinte frase, retirada do texto:


“Ao investir nesses novos formatos de capacitação, as empresas têm a oportunidade não só de melhorar a produtividade e a qualidade de seus serviços, mas também de reter talentos”. 
Com base na frase acima citada, caso o verbo “ter” fosse conjugado no futuro do presente do indicativo, ele assumiria a forma: 
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Q3787195 Português

Texto para a questão.



O direito de papel 



    No dia 26 de agosto de 1789, os deputados franceses lançaram um dos grandes documentos da modernidade: a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Era um vigoroso manifesto iluminista contra o Antigo Regime. Foi uma resposta ao crescimento dos movimentos sociais no verão de 1789, nas tensas semanas entre a queda da Bastilha, a onda de saques do Grande Medo e o fim dos direitos feudais (4 de agosto). Na semana que vem, o documento completa 228 anos.



    Os artigos da Declaração demolem o prédio secular do Absolutismo de Direito divino e da desigualdade social pelo nascimento. Era um novo mundo, pelo menos no papel. Deputados homens, na maioria de origem burguesa, refizeram o mundo pela sua perspectiva. Quando uma voz dissidente e feminina, Olympe de Gouges, lançou a Declaração dos Direitos da Mulher e da Cidadã, foi parar na guilhotina. Sejamos justos: a guilhotina não era machista. A lâmina ignorou gênero: matou Danton, Robespierre, Luís XVI, Maria Antonieta, freiras carmelitas e Lavoisier. 



    O texto de 26 de agosto é fundacional nas suas glórias e limitações. Suas ideias varreram a Europa e atravessaram o oceano. A Revolução de 1789 resultou na tirania napoleônica, porém, curiosamente, foi Napoleão que difundiu muitos legados revolucionários, inclusive o sistema métrico decimal. Os ingleses se orgulham de não terem sido invadidos pelo corso, juntam a seu nacionalismo invicto as jardas, as libras e até “stones”.



    Em 1948, a jovem ONU revisitou a Declaração. A Segunda Guerra Mundial ainda contabilizava seus genocídios e a Guerra Fria estremecia Berlim. A Assembleia aproveitou o momento e organizou a Declaração Universal dos Direitos Humanos.



    É impossível discordar de uma única linha do texto. Ali está o melhor da humanidade como nós sonharíamos que ela fosse: tolerante, democrática, igualitária e respeitadora das diferenças. Ali o Homo sapiens, na sua sangrenta trajetória de guerras e preconceitos, deu uma pequena parada, respirou fundo e sonhou que as coisas poderiam ser de outra maneira. De muitas formas, o texto da ONU cumpre a origem da palavra dupla: o não lugar e o lugar bom. Se você nunca leu o texto de 1948, vale a pena consultá-lo como uma baliza de valores. 



    Meus alunos sempre questionam a validade de tais documentos. Do que adiantaria dizer que todos os homens são iguais e nascem livres, se por toda parte são desiguais e a maioria não é livre de forma metafórica ou prática? Qual o sentido de um papel diante do imperativo da força? O racista da Virgínia continua sua convicção canalha com ou sem o texto da ONU. O agressor de mulheres nunca leu Simone de Beauvoir. Se lesse, mudaria algo? O homofóbico responde a dramas pessoais internos que não serão transformados com as obras completas de Freud em alemão. O mundo real e material, o mundo aqui e agora, de que forma um papel pode mudá-lo? A dúvida é pertinente e forte. 



Fonte: https://www.estadao.com.br/cultura/leandro-karnal/o direito-de-papel/ (adaptado). 

O período “Os artigos da Declaração demolem o prédio secular” pode ser reescrito em diferentes tempos verbais, mantendo-se a terceira pessoa do plural e preservando o sentido básico da ação atribuída ao sujeito. Assim, analise as assertivas a seguir sobre essas possibilidades de reescrita.


I. No futuro do pretérito do indicativo, a forma adequada é: “Os artigos da Declaração demoliriam o prédio secular.”


II. No pretérito imperfeito do indicativo, a forma correta é: “Os artigos da Declaração demoliam o prédio secular.”


III. No pretérito mais-que-perfeito do indicativo, a forma correta é: “Os artigos da Declaração demolirão o prédio secular.”


Das assertivas, pode-se afirmar que: 
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Q3786885 Português
Leia o excerto a seguir para responder à questão.


Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica


    Pensamos constantemente no tempo: avaliamos sua duração, consideramos o ontem e o amanhã, distinguimos o antes do depois. Habitamos no tempo e sobre ele, antecipando, lembrando, observando sua passagem. Em geral essas experiências são conscientes e, até onde podemos afirmar, exclusivas de nossa espécie. Mas, por baixo da superfície, sem que se pense nisso, infundindo toda vida e retroagindo a 4 bilhões de anos, está o ciclo circadiano, o tempo que se mede em dias.

    Para um fenômeno biológico, ele é notavelmente mecânico em sua confiabilidade, e nas últimas duas décadas cientistas deram largos passos delineando seus fundamentos genéticos e bioquímicos. De todos os relógios que existem em nós, o relógio circadiano é de longe o mais compreendido. Se a exploração científica do tempo humano fosse mapeada como uma jornada física, começaria em terra firme e à luz do dia, com nosso conhecimento dos ritmos circadianos, e baixaria para uma pantanosa obscuridade.

    Ritmos circadianos são comumente associados ao ciclo sono-vigília de alguém. Mas esse é um indicador enganoso: embora seus padrões de sono sejam influenciados por seu relógio circadiano, eles também são sujeitos ao controle da consciência. Você pode optar por ir cedo para a cama e se levantar cedo; viver como uma coruja, dormindo de dia e ficando desperto à noite; ou mesmo dispensar o sono por dias a fio. Não se passa por cima do relógio circadiano com tanta facilidade; se fosse assim, ele não seria digno de consideração.


(Alan Burdick, Por que o tempo voa: uma investigação sobretudo científica. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma passagem do texto em que o verbo expressa uma ação hipotética.
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Q3786498 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Encanto ou Ilusão

Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!

André corria e gritava:

— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.

Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.

A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.

ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Observe o trecho extraído do texto "Encanto ou Ilusão":

"Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e, por fim, uma pura ilusão; elas estouram."

Com base na análise dos verbos "admirava" e "estouram", é correto afirmar que:
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Q3786432 Português

Analise a frase a seguir:


"Os alunos escreveram uma linda carta para a diretora."


A palavra destacada na frase acima classifica-se gramaticalmente como:

 

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Q3785409 Português
"Em muitas regiões do Brasil, durante o inverno, (I) fazem dias frios e chuvosos. Como consequência, (II) haverá momentos em que a neblina (III) faz escurecer a paisagem; e (IV) deve haver muitas pessoas agasalhadas. Nessas épocas, (V) são muitos os casos de resfriados, quiçá (VI) façam alguns anos que não vemos um inverno tão rigoroso."

No fragmento apresentado, analise a concordância dos verbos que indicam fenômenos naturais ou tempo decorrido. Assinale a alternativa que indica a sequência do(s) verbo(s) que apresenta erro de concordância verbal de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
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Q3785404 Português
E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ter nascido homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios. Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo. 


Fonte: Clarice Lispector, Trecho da crônica Quase. 
No trecho destacado do texto I 'Uma é quase bonita, outra é quase feia.', os verbos 'é' encontram-se conjugados no Tempo Presente do Indicativo, na 3ª pessoa do singular. Qual das opções a seguir apresenta uma frase em que o verbo 'ser' está conjugado no mesmo tempo e modo, mas em pessoa diferente?
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Q3785401 Português
E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ter nascido homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios. Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo. 


Fonte: Clarice Lispector, Trecho da crônica Quase. 
No trecho, do texto I, 'E como nasci? Por um quase. Podia ser outra.', o verbo destacado 'nasci' encontra-se conjugado em qual tempo e modo verbal?
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Q3784592 Português
Professor tem direito à meia-entrada?

No Brasil, o direito à meia-entrada para professores não é uniformemente garantido por uma lei federal.

A lei federal que assegura o benefício a estudantes, idosos, pessoas com deficiência e jovens de baixa renda não menciona explicitamente os professores.

Contudo, diversos estados e municípios implementaram legislações próprias que estendem esse direito aos profissionais da educação.

Por exemplo, em São Paulo, a Lei Estadual n.º 10.858/2001 concede meia-entrada a professores das redes públicas estadual e municipal.

Além dele, estados como Pernambuco, Goiás e Rio de Janeiro também permitem que professores tenham esse benefício.

Portanto, é essencial que os docentes verifiquem as leis locais para confirmar se têm direito ao benefício em sua região.

Em algumas regiões, tanto professores da rede pública quanto da privada têm acesso ao benefício. Por exemplo, no estado de Goiás, a Lei Estadual n.º 17.575/2012 assegura meia-entrada a professores das redes pública e privada.

Entretanto, em outras localidades, o benefício pode ser restrito apenas a docentes da rede pública. Portanto, é fundamental que os professores verifiquem as leis locais para entender seus direitos específicos.


Professor tem direito a meia-entrada em quais eventos?

Professores têm esse direito em diversos eventos culturais, esportivos e de lazer, como em jogos de futebol, cinema, teatros e outros tipos de eventos. Tudo dependerá da legislação do estado sobre a aplicação da meia-entrada.

A meia-entrada para professores funciona de forma semelhante ao benefício para estudantes e outros grupos, oferecendo 50% de desconto em ingressos.

No geral, para acessar o desconto, eles devem apresentar documentos que comprovem sua atuação profissional, como contracheques ou declarações das instituições onde trabalham.

Além disso, esses profissionais devem se informar sobre os locais onde esse direito é aceito e as condições específicas de cada estabelecimento, pois algumas instituições exigem comprovações adicionais ou limitam o benefício a determinados eventos.


https://meutudo.com.br/blog/professor-tem-direito-a-meia-entrada/
Portanto, é fundamental que os professores verifiquem as leis locais para entender seus direitos específicos.
O verbo 'ser' no trecho está empregado corretamente no singular, seguindo uma regra específica de concordância.
Vale destacar que a concordância desse verbo pode ocorrer de maneira diferente da regra geral de concordância verbal.
Com base nisso, analise o seu uso nas assertivas abaixo:
I.A provisão eram alguns quilos de mantimentos.
II.Cinquenta reais é pouco para prestarmos auxílio ao jovem necessitado.
III.Quis saber quem eram meus pais.
IV.Isto não são conversas para crianças.

A concordância está de acordo com a norma-padrão em:
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Q3784055 Português

Texto para responder a questão.



João Paulo Bem‑te‑vi


    Eis um personagem que você ainda não conhece no folclore brasileiro. Reza a lenda que, no primeiro dia de dezembro, a primeira criança que subir num pé de goiaba ou de manga às 06:00h da manhã em ponto vira um bem-te-vi e sai voando e cantando livremente, feito passarinho.


    O que acontece depois, bem… As versões variam. Uns dizem que o bem-te-vi acorda de um sonho atrasado para a escola. Outros, que o João Paulo Bem‑te‑vi pode ser qualquer um de nós, que já foi passarinho e apenas não se lembra de mais nada… Seja como for, um novo dezembro sempre vem...


Internet: (com adaptações).

No trecho “Seja como for, um novo dezembro sempre vem”, é correto afirmar que o verbo não recebeu acento circunflexo porque
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Q3783674 Português
No trecho “Quando cheguei ao laboratório, percebi que o pesquisador já ______ os resultados do experimento”, a forma verbal que completa adequadamente a frase, com o uso do pretérito mais-que-perfeito do indicativo, corresponde a:
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Q3782726 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Era uma caixa de madeira


Era uma caixa de madeira rústica, construída pelo meu avô, com dobradiças improvisadas e uma tampa presa por um prego torto. Para mim, era uma obra-prima, talvez pela idade ou pelo brilho do verniz que guardava tudo aquilo que eu desejava para a minha vida. Dentro dela havia divisões simples, também envernizadas, que pareciam esconder pequenas aventuras.

Os compartimentos guardavam anzóis de vários tipos, chumbadas, linhas de náilon e até uma linha de cobre que eu nem sabia identificar, mas considerava especial. Naquelas peças eu via um arsenal capaz de resolver qualquer problema de pescaria, sobretudo quando manejado pelas mãos hábeis do meu avô. A caixa era, para mim, um universo inteiro.

Sempre que ele chegava em casa, colocava a caixa ao alcance dos meus olhos, anunciando horas de descobertas, cheiros de mato e pés molhados de rio. Mas um dia meu avô deixou de aparecer. Foi levado para Porto Alegre e, quando voltou, já não trazia sua caixa. Lembro-me da última vez em que o vi, imóvel, dentro de outra caixa, grande, envernizada, com o mesmo cheiro de mato que o acompanhava.

O Chevette ficou parado, coberto de poeira, até que um dia abri o porta-malas escondido. Lá estava ela: a caixa de madeira, intacta, com suas dobradiças de borracha e suas aventuras silenciosas. Observei cada detalhe, sem tocar em nada, porque tudo ali ainda era dele. Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse, eu também construiria uma caixa igual para guardar minha própria vida.


Texto Adaptado

ROSSONI, Emir. Era uma caixa de madeira. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Leia com atenção os trechos abaixo retirados do texto "Era uma caixa de madeira" e observe os verbos destacados. Em seguida, assinale a alternativa correta quanto ao tempo e modo em que esses verbos estão empregados.

I."Era uma caixa de madeira rústica..."
II."Sempre que ele chegava em casa..."
III."Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse ..."
IV."Colocava a caixa ao alcance dos meus olhos..."

Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tempo e o modo de cada um desses verbos destacados (era, chegava, fechei, colocava).
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Q3782010 Português

Texto 2


Abaixo, lê-se um trecho do poema Aspirações, de Gilka Machado, no qual foram retirados os acentos indicativos de crase.

 

Eu quisera viver

como os passarinhos:

cantando a beira dos caminhos,

cantando ao sol, cantando aos luares,

cantando de tristeza e de prazer,

sem que ninguém ouvidos desse aos meus cantares.

 

Eu quisera viver em plenos ares,

numa elevada trajetória,

numa existência quase incorpórea.

viver sem rumo, procurar guarida

a noite para, em sono, o corpo descansar,

viver em voos, de corrida

roçar apenas pela vida!

 

Eu quisera viver sem leis e sem senhor,

tão somente sujeita as leis da natureza,

tão somente sujeita aos caprichos do amor…

viver na selva acesa pelo fulgor solar,

o convívio feliz das mais aves gozando,

viver em bando,

a voar, a voar.

 

Eu quisera viver cantando como as aves

em vez de fazer versos,

sem poderem assim os humanos perversos

interpretar perfidamente meu cantar.

 

Eu quisera viver dentro da natureza,

sufoca-me a estreiteza

desta vida social a que me sinto presa.

Diante

de uma paisagem verdejante,

diante do céu, diante do mar,

esta minha tristeza

por momentos se finda

e desejo sofrer a vida ainda

e fico a meditar:

como os homens são maus e como a terra é linda!

 

Certo não fora assim tão triste a vida

se, das aves seguindo o exemplo encantador,

a humanidade livremente unida,

gozasse a natureza, a liberdade e o amor.

 

[…]

 

MACHADO, Gilka. Poesia completa. São Paulo: Selo Demônio Negro, 2017. p. 138-140.

No Texto 2, no verso “Certo não fora assim tão triste a vida”, observe o uso do “fora” e assinale a alternativa correta.
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Q3779719 Português
Assinale a opção a seguir em que a frase apresentada tem uma forma verbal sublinhada, que tanto pode estar no singular quanto no plural.
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Q3779717 Português

Observe a seguinte frase, retirada do romance Ressurreição, de Machado de Assis.


“Ouviu bater uma por uma as horas todas”.


Sobre a estruturação gramatical dessa frase é correto afirmar que

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Q3779088 Português

Leia o texto para responder à questão abaixo.


Inovação “made in China”


        A China ultrapassou a Alemanha e entrou, pela primeira vez, no top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo, conhecido como Índice Global de Inovação (GII, na sigla em inglês). O indicador é compilado e divulgado pela Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI), uma das agências da ONU.


        Em 2024, o gigante asiático foi o décimo país mais inovador do planeta. A primeira posição segue com a Suíça, que lidera o GII desde 2011. Logo depois aparecem Suécia e EUA. O país latino-americano mais bem posicionado no ranking, composto por 139 países, é o Chile, num intermediário 51o lugar. O Brasil vem logo depois, na 52a posição.


        A entrada da China no top 10 da inovação global é mais um demonstrativo de que Pequim entendeu que o crescimento futuro do PIB depende mais da inovação digital do que da produção em série de bens de consumo que, por serem descartáveis, também podem ser mais facilmente reproduzidos por outros competidores.


        Não deixa de ser sintomático que a China passe a figurar na lista dos países mais inovadores do mundo no momento em que a guerra tarifária do presidente dos EUA desordena o fluxo comercial global. Enquanto Trump tem como motivação o passado industrial glorioso dos EUA, a China tenta se antecipar ao futuro.


        O país asiático caminha para se tornar o que mais investe em pesquisa e desenvolvimento (P&D) no mundo, e isso em um momento em que os gastos de outras nações nesse segmento perdem força. Pelas projeções que fazem parte do GII, o crescimento dos gastos globais com P&D deve ser de 2,3% neste ano, o porcentual mais baixo desde 2010.


        Certamente não é coincidência que, em 2024, a China tenha respondido por cerca de um quarto dos pedidos de registro de patentes em todo o mundo, enquanto os pedidos de EUA, Japão e Alemanha, que juntos respondem por cerca de 40% dos registros de patentes globais, tenham caído ligeiramente. A propriedade de patentes está fortemente associada à saúde econômica e ao conhecimento técnico de um país.


        Outra área que a China domina é a de número de clusters de inovação (grupo de empresas e fornecedores de um mesmo segmento concentrados em uma determinada região geográfica). Em 2024, havia 24 deles no país asiático, contra 22 nos EUA.


        A China tem apostado fortemente na educação, o que explica parte de seu avanço no desenvolvimento de inovações tecnológicas. Exemplo disso é o destaque que o GII dá ao bom desempenho dos estudantes chineses no Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa, na sigla em inglês).


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 23.09.2025. Adaptado)


A China ________________ garantir a sua __________________ao top 10 do ranking dos países mais inovadores do mundo graças ao seu _____________de desenvolvimento. Por isso, os chineses _______________ que não haverá _______________econômica no país.


Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com

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Q3777083 Português

Anda raro a gente flagrar alguém se emocionando de verdade


Por Martha Medeiros



(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/06/anda-raro-agente-flagrar-alguem-se-emocionando-de-verdade-cmc4rpsxv003w016rn0t4nfvl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho “eu fracassaria diante dos meus pais”, retirado do texto, o verbo “fracassaria” está conjugado no:
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Q3776894 Português
Mundança
Hoje, com sinceridade
Eu acordei com uma vontade de cuidar de mim
Me levar para um passeio
Sem pisar o pé no freio, sem pensar no fim
Arrumar minhas gavetas
Botar tinta na caneta do meu coração
Escrever um: Eu me amo
Cada vez que a voz do mundo me disser que não
Lê um livro, colher flores
Pra te dar quando tu fores flor no meu jardim
Animar essa pessoa
Que andou vagando à toa, mas que mora em mim
Quando eu mudo, o mundo muda, cai na minha dança
Se eu mexo no meu mundo, o resto se balança
Muda tudo, o tempo todo feito uma criança
O que não muda nesse mundo é somente a mudança
Mas quando eu mudo, o mundo muda, cai na minha
dança
Se eu mexo no meu mundo, o resto se balança
Muda tudo, o tempo todo, feito uma criança
O que não muda nesse mundo é somente a mudança
Hoje, com sinceridade
Eu acordei com uma vontade de cuidar de mim
Me levar para um passeio
Sem pisar o pé no freio, sem pensar no fim
Arrumar minhas gavetas
Botar tinta na caneta do meu coração
Escrever um: Eu me amo
Cada vez que a voz do mundo me disser que não
Lê um livro, colher flores
Pra te dar quando tu fores flor no meu jardim
Animar essa pessoa
Que andou vagando à toa, mas que mora em mim
Quando eu mudo, o mundo muda, cai na minha dança
Se eu mexo no meu mundo, o resto se balança
Muda tudo, o tempo todo, feito uma criança
O que não muda nesse mundo é somente a mudança


(Canção de Flávio Leandro)
A mudança da segunda pessoa do singular para a do plural do verbo "ser" em: "tu fores flor no meu jardim" resultaria em:
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Q3776637 Português

Texto I


I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?


Por Raphael Conceição



    O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.

    A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.    

    É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.

    Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.

    É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.

    Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.

    Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.

    De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.

    A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas. 

    A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.

    A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).

    Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.

    Mas esse papo é para um próximo texto.

    Um abraço, enter, e até lá.



Fonte:

https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto 

No trecho “[...] quando aceitamos a IA qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica” (8º parágrafo), o verbo em destaque apresenta um valor semântico que:  
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Q3776001 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Como oito segundos em fita de VHS devolveram voz à mulher com doença degenerativa após vinte e cinco anos

"Depois de tanto tempo, eu não conseguia mais me lembrar da minha voz. Quando ouvi novamente, senti vontade de chorar. É uma espécie de milagre", afirma Sarah Ezekiel.

Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica (ELA), doença degenerativa que compromete os neurônios motores. Em poucos meses, ela perdeu o uso das mãos e deixou de falar de maneira inteligível, passando a depender de cuidadores e de tecnologia para se comunicar. Durante mais de vinte anos, a única voz que os filhos conheceram foi a de uma máquina metálica e sem emoção.

A mudança veio quando a família encontrou uma fita VHS dos anos 1990, gravada em ambiente doméstico, na qual havia apenas oito segundos de fala de Sarah. Embora o som estivesse distorcido e abafado, ferramentas de inteligência artificial conseguiram isolar e reconstruir sua voz original, devolvendo-lhe entonação, identidade e emoção.

O impacto foi imediato. Sarah se emocionou ao ouvir a própria voz recriada, e os filhos relataram sentir-se mais próximos da mãe, que agora conseguia expressar estados de espírito e transmitir nuances de sua personalidade. A família descreve essa transformação como um ganho profundo, que reaproximou todos após anos de comunicação limitada.

Antes disso, Sarah viveu longos períodos de isolamento e depressão, até que, com o surgimento da tecnologia de rastreamento ocular, voltou a se expressar, a atuar em projetos de apoio a pessoas com deficiência e até a retomar a pintura. Com esforço, passou a transformar movimentos dos olhos em palavras, frases e obras de arte.

Especialistas observam que as vozes recriadas por inteligência artificial representam um avanço significativo em relação às antigas vozes padronizadas, porque preservam sotaques, ritmos e características individuais. Isso contribui para que cada paciente se reconheça em sua própria fala, reforçando a identidade e a ligação afetiva com familiares e amigos.

No Brasil, o Ministério da Saúde calcula que cerca de doze mil pessoas convivem com a ELA. Embora não exista cura, o Sistema Único de Saúde oferece medicamentos que retardam a progressão, além de fisioterapia, acompanhamento nutricional e cuidados paliativos. Entre os sintomas estão perda gradual da força, dificuldade para respirar e engolir, alterações na fala, engasgos frequentes, cãibras e perda de peso. 

O caso de Sarah ilustra como a tecnologia ultrapassa barreiras impostas por doenças graves, devolvendo não apenas a capacidade de se comunicar, mas também a sensação de dignidade, identidade e pertencimento.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx29gz8pg8qo.ADAPTADO. 
Aos trinta e quatro anos, pouco depois do nascimento do segundo filho, ela recebeu o diagnóstico de esclerose lateral amiotrófica, doença degenerativa que "compromete" os neurônios motores.

Conjugando o verbo destacado no futuro do pretérito do indicativo, tem-se:
Alternativas
Respostas
1001: B
1002: B
1003: B
1004: B
1005: C
1006: A
1007: C
1008: A
1009: B
1010: D
1011: B
1012: D
1013: E
1014: E
1015: B
1016: A
1017: C
1018: A
1019: C
1020: B