Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Foram encontradas 11.238 questões

Q4034592 Português
O Peso das Palavras: Como as Microagressões Abalam a Saúde Mental


Você já deve ter presenciado alguma dessas cenas: um dos seus amigos ou colegas de trabalho começa a fazer piadinhas com pessoas obesas, pretas ou mais baixas que a média da população. É possível que muitos deem risada, mas é provável que muitos sintam-se desconfortáveis ou com raiva, especialmente se forem ou tiverem um ente querido que é alvo de gozações.

Mas e se a chacota for dirigida a você, só por causa da sua etnia, padrão corporal, cor da pele, idade, identidade de gênero ou condição social? Esse tipo de ataque disfarçado, que muitas vezes vem camuflado em um comentário engraçado ou debochado, tem um nome: microagressão. E ela tem enorme impacto na saúde mental.

Não costumamos pensar muito sobre isso, mas a atitude dos outros tem grande influência em nossa saúde física e mental. E aqui vai uma lição importante para todos nós: todo mundo carrega em si algum tipo de preconceito; por isso, qualquer um de nós um dia pode dar uma escorregada e falar algo inapropriado.

Microagressões podem ser resultado de preconceitos conscientes, mas, em boa parte das vezes, eles são inconscientes. Basta pensarmos no racismo e no machismo estruturais que acabaram por moldar nossa visão de mundo ao ponto de por vezes falarmos algo sem sequer nos darmos conta de que estamos desvalorizando a experiência de uma pessoa preta ou de uma mulher. Desfazer isso é um trabalho necessário e que envolve um novo letramento, uma reeducação.

Dirigir para alguém algo preconceituoso ou discriminatório pode não trazer para essa pessoa um grande impacto, se a fala tiver sido casual e não se repetir. Mas se essas falas são constantes e repetitivas vão cobrar um preço na saúde física e mental daquela pessoa.

A exposição crônica a microagressões é fonte de estresse e pode levar à ansiedade, depressão, baixa autoestima, raiva, problemas para dormir e até ao uso de álcool e ideação suicida. A longo prazo, esse estresse gera grande impacto na saúde física: altos níveis de hormônio do estresse levam a um desgaste mais acelerado do corpo, aumentando os riscos de doenças do coração e enfraquecendo a saúde geral de quem é vítima de agressões.

Além disso, estar em um ambiente hostil exige vigilância permanente para se proteger da discriminação e do preconceito, ao ponto de muitas vezes a pessoa questionar a si mesma e o que ela faz, como mostraram alguns estudos.

Eis algumas dicas para quem costuma ser alvo de microagressões e para quem as comete, mesmo sem de dar conta disso:

1. Entenda: nem sempre quem comete uma microagressão é uma pessoa má

O erro pode ser uma oportunidade importante para repensar nossos preconceitos e, mais importante, para entender o poder que as palavras têm de ferir. Não por acaso as microagressões são comparadas à 'morte por mil cortes'.

2. Explique por que a fala do seu colega, amigo ou conhecido impactou você

Quase sempre, a pessoa que profere uma frase ou brincadeira discriminatória e preconceituosa não se dá conta de que ela pode ferir alguém. Trazer para a conversa como você recebeu isso pode ajudar aquela pessoa a reorientar a sua fala. Agora, se o agressor tinha realmente intenção de machucá-lo dificilmente mudará de opinião.

3. Quando você se sente perseguido e atacado no seu ambiente de trabalho

Procure o RH. Discriminação é crime.



Leia mais em: https://forbes.com.br/colunas/2025/10/arthur-guerra-o-peso-das-palavra s-como-as-microagressoes-abalam-a-saude-mental/
"Não costumamos pensar muito sobre isso, mas a atitude dos outros tem grande influência em nossa saúde física e mental. E aqui vai uma lição importante para todos nós: todo mundo carrega em si algum tipo de preconceito; por isso, qualquer um de nós um dia pode dar uma escorregada e falar algo inapropriado."
Analise morfologicamente os vocábulos empregados no trecho e julgue as afirmativas a seguir:

I.A expressão 'todo', em 'todo mundo', é um pronome indefinido que exprime totalidade e modifica o substantivo 'mundo'.

II.O vocábulo 'algum' em 'algum tipo de preconceito', é um pronome indefinido, empregado em sentido partitivo, indicando quantidade imprecisa.

III.O vocábulo 'preconceito' é um substantivo formado por prefixação e o prefixo 'pre-' acrescenta ideia de atitude posterior ao radical 'conceito'.

IV.A forma verbal 'carrega' está no presente do indicativo, assim como o verbo 'vir' em 'Nós vimos de longe para participar da reunião', empregado e grafado corretamente.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4034586 Português
O Peso das Palavras: Como as Microagressões Abalam a Saúde Mental


Você já deve ter presenciado alguma dessas cenas: um dos seus amigos ou colegas de trabalho começa a fazer piadinhas com pessoas obesas, pretas ou mais baixas que a média da população. É possível que muitos deem risada, mas é provável que muitos sintam-se desconfortáveis ou com raiva, especialmente se forem ou tiverem um ente querido que é alvo de gozações.

Mas e se a chacota for dirigida a você, só por causa da sua etnia, padrão corporal, cor da pele, idade, identidade de gênero ou condição social? Esse tipo de ataque disfarçado, que muitas vezes vem camuflado em um comentário engraçado ou debochado, tem um nome: microagressão. E ela tem enorme impacto na saúde mental.

Não costumamos pensar muito sobre isso, mas a atitude dos outros tem grande influência em nossa saúde física e mental. E aqui vai uma lição importante para todos nós: todo mundo carrega em si algum tipo de preconceito; por isso, qualquer um de nós um dia pode dar uma escorregada e falar algo inapropriado.

Microagressões podem ser resultado de preconceitos conscientes, mas, em boa parte das vezes, eles são inconscientes. Basta pensarmos no racismo e no machismo estruturais que acabaram por moldar nossa visão de mundo ao ponto de por vezes falarmos algo sem sequer nos darmos conta de que estamos desvalorizando a experiência de uma pessoa preta ou de uma mulher. Desfazer isso é um trabalho necessário e que envolve um novo letramento, uma reeducação.

Dirigir para alguém algo preconceituoso ou discriminatório pode não trazer para essa pessoa um grande impacto, se a fala tiver sido casual e não se repetir. Mas se essas falas são constantes e repetitivas vão cobrar um preço na saúde física e mental daquela pessoa.

A exposição crônica a microagressões é fonte de estresse e pode levar à ansiedade, depressão, baixa autoestima, raiva, problemas para dormir e até ao uso de álcool e ideação suicida. A longo prazo, esse estresse gera grande impacto na saúde física: altos níveis de hormônio do estresse levam a um desgaste mais acelerado do corpo, aumentando os riscos de doenças do coração e enfraquecendo a saúde geral de quem é vítima de agressões.

Além disso, estar em um ambiente hostil exige vigilância permanente para se proteger da discriminação e do preconceito, ao ponto de muitas vezes a pessoa questionar a si mesma e o que ela faz, como mostraram alguns estudos.

Eis algumas dicas para quem costuma ser alvo de microagressões e para quem as comete, mesmo sem de dar conta disso:

1. Entenda: nem sempre quem comete uma microagressão é uma pessoa má

O erro pode ser uma oportunidade importante para repensar nossos preconceitos e, mais importante, para entender o poder que as palavras têm de ferir. Não por acaso as microagressões são comparadas à 'morte por mil cortes'.

2. Explique por que a fala do seu colega, amigo ou conhecido impactou você

Quase sempre, a pessoa que profere uma frase ou brincadeira discriminatória e preconceituosa não se dá conta de que ela pode ferir alguém. Trazer para a conversa como você recebeu isso pode ajudar aquela pessoa a reorientar a sua fala. Agora, se o agressor tinha realmente intenção de machucá-lo dificilmente mudará de opinião.

3. Quando você se sente perseguido e atacado no seu ambiente de trabalho

Procure o RH. Discriminação é crime.



Leia mais em: https://forbes.com.br/colunas/2025/10/arthur-guerra-o-peso-das-palavra s-como-as-microagressoes-abalam-a-saude-mental/
"Microagressões podem ser resultado de preconceitos conscientes, mas, em boa parte das vezes, eles são inconscientes. Basta pensarmos nos racismos e nos machismos estruturais que acabaram por moldar nossa visão de mundo ao ponto de, por vezes, falarmos algo sem sequer nos darmos conta de que estamos desvalorizando a experiência de uma pessoa preta ou de uma mulher."
Considere o uso dos vocábulos 'inconscientes', 'estruturais' e 'desvalorizando' e assinale a alternativa correta quanto à formação morfológica e ao valor semântico dessas palavras:
Alternativas
Q4034441 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Imigração nos EUA: brasileiros usam drones para escapar de blitze de Trump


Em seis de setembro, o governo de Donald Trump iniciou a operação Patriot 2.0, concentrada no Estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.


"Se você vier ao nosso país ilegalmente e violar nossas leis, nós vamos caçá-lo, prendê-lo, deportá-lo, e você nunca mais voltará", afirmava o comunicado divulgado pelo Departamento de Segurança Interna.


Em Massachusetts, os brasileiros formam o maior grupo de estrangeiros. Oficialmente, cerca de cento e cinquenta mil vivem no Estado, mas o número pode ultrapassar trezentos mil ao se considerar os não registrados, segundo o Instituto Diáspora Brasil, organização sem fins lucrativos que atua na região.


Diferentemente dos primeiros meses do governo Trump, quando muitos acreditavam que apenas criminosos seriam o foco do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA, hoje os brasileiros têm a certeza de que qualquer um pode ser detido.


Essa percepção é evidente nas conversas em grupos de redes sociais que reúnem milhares de imigrantes, especialmente os indocumentados, que se mostram os mais ativos nessas trocas de informações.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd9y1lgl3zvo.adaptado.

Diferentemente dos primeiros meses do governo Trump, quando muitos "acreditavam" que [...].

O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no:
Alternativas
Q4033521 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O trabalho sobre computadores quânticos que deu Prêmio Nobel de Física a pesquisadores


O Prêmio Nobel de Física de 2025 foi concedido ao britânico John Clarke, ao francês Michel H. Devoret e ao americano John M. Martinis por suas contribuições à mecânica quântica, fundamentais para o avanço de uma nova geração de computadores de altíssimo desempenho. O anúncio foi feito pela Academia Real de Ciências da Suécia, em Estocolmo.

Segundo o comitê do Nobel, não há tecnologia avançada hoje que não dependa da mecânica quântica, incluindo telefones celulares, câmeras e cabos de fibra óptica. Clarke, nascido em Cambridge e atualmente professor na Universidade da Califórnia em Berkeley, declarou-se surpreso com o reconhecimento: "Na época, não imaginávamos que esse trabalho poderia se tornar a base para um Prêmio Nobel."

Os três vencedores dividirão onze milhões de coroas suecas. O prêmio reconhece experimentos realizados nos anos 1980 com circuitos elétricos, que levaram à descoberta do tunelamento macroscópico da mecânica quântica e da quantização de energia em um circuito elétrico.

Essas descobertas transformaram o campo da física aplicada, abrindo caminho para a criação de dispositivos eletrônicos mais eficientes e para o desenvolvimento dos computadores quânticos. "Muitas pessoas trabalham nessa área hoje, e nossa descoberta é, em muitos aspectos, a base de tudo isso", afirmou Clarke.

A mecânica quântica estuda o comportamento de partículas subatômicas, como os elétrons, capazes de atravessar barreiras de energia que a física clássica considerava intransponíveis — fenômeno conhecido como tunelamento quântico. O trabalho dos premiados demonstrou que esse efeito pode ser reproduzido em circuitos elétricos do mundo macroscópico, aplicando conceitos teóricos à prática experimental.

Essa conquista tornou-se fundamental para a produção de chips quânticos modernos e para o desenvolvimento dos chamados supercondutores — unidades básicas do processamento de informações quânticas. A professora Lesley Cohen, do Imperial College London, destacou que o trabalho dos três cientistas estabeleceu as bases para as principais tecnologias de hardware quântico atualmente em uso.

Quatro décadas depois, as experiências que pareciam apenas teóricas se mostram decisivas para o futuro da computação e confirmam a importância do estudo pioneiro dos laureados em unir teoria quântica e engenharia de precisão.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c4gk5n50kp5o.adaptado.

Segundo o comitê do Nobel, não há tecnologia avançada hoje.


Sintaticamente, é correto afirmar que, nesta frase:

Alternativas
Q4031315 Português
Como o metanol age no corpo e pode provocar falência de órgãos



Casos recentes de intoxicação grave por metanol — composto químico usado em solventes e combustíveis, altamente tóxico e impróprio para consumo humano — causam preocupação no Brasil. Segundo o Ministério da Saúde, há quatorze casos confirmados, com duas mortes em São Paulo, e outros cento e oitenta e um em investigação.

Embora o metanol e o etanol sejam quimicamente semelhantes e indistinguíveis a olho nu, seus efeitos no organismo são radicalmente diferentes. Ambos são metabolizados pela mesma enzima no fígado, mas o etanol gera substâncias menos nocivas, enquanto o metanol é transformado em formaldeído e ácido fórmico, compostos extremamente tóxicos. O ácido fórmico corrói o nervo óptico, afeta estruturas do sistema nervoso, altera o pH do sangue e compromete o funcionamento de órgãos vitais, podendo levar à falência de múltiplos sistemas.

As intoxicações recentes chamam atenção por ocorrerem em bares, com bebidas adulteradas como gim, uísque e vodca. Não se sabe se o metanol foi adicionado intencionalmente ou se houve contaminação acidental, mas autoridades suspeitam da primeira hipótese.

O metanol é rapidamente absorvido, e os sintomas aparecem entre duas e quarenta e oito horas após a ingestão, dependendo da dose. Os metabólitos tóxicos atingem rapidamente o sistema nervoso, provocando dor de cabeça intensa, alterações visuais e, em casos graves, cegueira. A substância também causa acidose metabólica, tornando o sangue mais ácido. O corpo tenta compensar, aumentando a frequência respiratória, mas o coração, os pulmões e os rins sofrem com a sobrecarga, o que pode levar à insuficiência renal e falência múltipla de órgãos. Não há dose segura: até dez mililitros já foram suficientes para causar casos graves.

O tratamento precisa ser rápido e envolve a administração de etanol endovenoso, que compete com o metanol no fígado e impede sua conversão em ácido fórmico. Hemodiálise, bicarbonato endovenoso, suporte respiratório e hidratação também são utilizados. Em outros países, o fomepizol, ainda indisponível no Brasil, bloqueia diretamente a enzima responsável pelo metabolismo do metanol e evita a formação de substâncias tóxicas.

A recomendação mais segura é evitar o consumo de destilados até novas orientações das autoridades sanitárias, pois não é possível identificar a presença de metanol pela aparência, odor ou marca. Casos recentes envolveram até pessoas jovens e saudáveis que consumiram pequenas quantidades em estabelecimentos de alto padrão.

A população deve ficar atenta a sintomas como náusea intensa, tontura, alterações visuais e falta de ar após ingerir álcool. Quem tiver dificuldade em suspender o consumo deve procurar ajuda profissional.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cj4yg10envko.adaptado.

Segundo o Ministério da Saúde, "há" quatorze casos confirmados, com duas mortes em São Paulo, e outros cento e oitenta e um em investigação.
Conjugando o verbo destacado no pretérito imperfeito do indicativo, tem-se: 
Alternativas
Q4030746 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Comer uma maçã por dia realmente faz bem à saúde?

O mundo inteiro aprecia as maçãs. A produção anual ultrapassa cem milhões de toneladas, e a fruta é cultivada em inúmeros países, em variedades que diferem em cor, sabor e textura. Há muito tempo, as maçãs são associadas à preservação da saúde, inspirando o provérbio inglês "uma maçã por dia mantém o médico longe", derivado de um ditado galês do século XIX: "Coma uma maçã antes de ir para a cama e você tirará o ganha-pão do médico." 

Mas essa antiga máxima tem fundamento científico? As maçãs são realmente superiores a outras frutas?

Ricas em fitoquímicos, como flavonóis e polifenóis, as maçãs contribuem para a manutenção do peso, a redução do risco de doenças cardíacas e o controle da glicose. As antocianinas, que dão cor à casca, e a floridzina, que ajuda a estabilizar o açúcar no sangue, somam-se à fibra pectina, que auxilia na redução do colesterol ruim (LDL) e no equilíbrio glicêmico.

Estudos relacionam o consumo regular da fruta à menor incidência de diabetes tipo 2 e à diminuição do colesterol. Os fitoquímicos também estão associados à prevenção de certos tipos de câncer, reforçando o papel da maçã em uma dieta equilibrada.

Embora não seja rica em vitamina C, ferro ou cálcio, a maçã contém polifenóis antioxidantes que neutralizam radicais livres e reduzem o risco de doenças crônicas. Em poder antioxidante, perde apenas para o mirtilo.

Esses compostos, somados à ampla disponibilidade da fruta, explicam por que a maçã é tão recomendada em hábitos saudáveis. Um estudo com nove mil pessoas mostrou que consumidores regulares usam menos medicamentos prescritos, levando à adaptação do provérbio: "uma maçã por dia mantém o farmacêutico longe."

Pesquisas indicam benefícios mais expressivos entre quem consome duas ou mais maçãs por dia, como a redução do colesterol. Os especialistas também sugerem comer a fruta com casca, onde se concentram os polifenóis, e dar preferência às variedades antigas, mais nutritivas.

Em síntese, comer uma maçã por dia pode não eliminar a necessidade de consultar um médico, mas certamente favorece uma vida mais saudável — desde que faça parte de uma alimentação variada e rica em vegetais, o verdadeiro sentido do provérbio. 

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5wnxx6vr3o.adaptado. 
Um estudo com nove mil pessoas "mostrou" que consumidores regulares usam menos medicamentos prescritos.
O verbo destacado na frase encontra-se conjugado no pretérito:
Alternativas
Q3997924 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto 1


Obesidade infantil: um prato cheio de desigualdades

Não bastasse contexto socioeconômico que dificulta a alimentação saudável e a atividade física, indústria se aproveita da vulnerabilidade das crianças

Clóvis Francisco Constantino


   A cada ano, o Brasil se distancia do ideal de uma infância saudável. Os dados falam por si: uma em cada três crianças e adolescentes com idade entre 5 e 19 anos estão com sobrepeso ou obesidade. A Federação Mundial da Obesidade projeta que, em uma década, metade dessa população estará nessa condição. E o problema começa cedo: antes mesmo dos cinco anos de idade, 15% das crianças já convivem com a obesidade, de acordo com o Ministério da Saúde. A pandemia de Covid-19 agravou esse cenário, mas a tendência é anterior – e persistente.

   O problema não se resume à soma de más escolhas. A obesidade é uma doença crônica multifatorial, acentuada pela interação entre fatores genéticos, ambientais e sociais. Nas grandes cidades, famílias de menor renda enfrentam um grande desafio: alimentos ultraprocessados são mais baratos e acessíveis do que os frescos; e bairros periféricos muitas vezes não oferecem segurança, áreas verdes ou estrutura para atividades físicas.

   Não bastasse o contexto urbano obesogênico, a indústria alimentícia se aproveita da vulnerabilidade da infância. Com embalagens coloridas, personagens e brindes, o marketing de alimentos ultraprocessados mira as crianças. É urgente rever essas práticas de publicidade e a composição dos produtos oferecidos à população em geral.

   Nesse panorama, o governo tem papel central. Políticas públicas como o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE), os Guias Alimentares, a rotulagem nutricional frontal e outras estratégias pontuais são iniciativas relevantes, mas precisam de mais investimento, fiscalização e articulação. Os alimentos oferecidos nas escolas, por exemplo, devem ser adequados, e as famílias precisam ter informação clara.

   Os pediatras têm a responsabilidade de acolher, orientar e acompanhar crianças e adolescentes com excesso de peso sem estigma. A boa consulta pediátrica sempre inclui a avaliação do tempo de tela, a promoção da atividade física e a escuta ativa sobre aspectos emocionais. Obesidade está associada a depressão, ansiedade, bullying e baixa autoestima. A abordagem clínica, portanto, precisa ser integral, respeitando a cultura familiar e a realidade socioeconômica.

   As escolas também são aliadas. Aulas de educação alimentar, hortas escolares, ambientes que favoreçam o movimento e o jogo livre devem fazer parte do cotidiano educacional. Mais do que proibir alimentos pouco saudáveis, é preciso ensinar que comer bem pode ser simples, prazeroso e transformador. Afinal, educação é saúde.

   Quanto aos pais e responsáveis, estes possuem um papel intransferível. Não se trata de atribuir culpa, mas de reconhecer a importância na formação de hábitos. Refeições feitas em conjunto, limitação no tempo de telas, incentivo à brincadeira e atenção às questões emocionais são atitudes que, mesmo com poucos recursos, podem fazer a diferença. Quando bem informadas e apoiadas, as famílias tornam-se protagonistas da mudança.

   Combater a obesidade infantil é mais do que conter uma estatística: é enfrentar as desigualdades que pesam no prato das crianças brasileiras.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/06/obesidade-infantilum-prato-cheio-de-desigualdades.shtml. Acesso em 30 jun. 2025.
Em relação ao uso das locuções verbais no Texto 1, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3997398 Português
Trecho de um diálogo:


— Oi, senhor João! Vai pegar a estrada hoje?
— Sim, preciso levar os alunos para uma visita à fazenda.
— Então vá com calma e cuidado.
— Pode deixar. Eu sempre dirijo com atenção!
A palavra “dirijo” indica uma ação. Isso quer dizer que ela é:
Alternativas
Q3996292 Português
Complete a frase: "Hoje, eu _____ ao parque com meus amigos." 
Alternativas
Q3996290 Português
Na frase: Minha mãe trabalha no clube da cidade. A palavra que indica uma ação é:
Alternativas
Q3996285 Português
Leia a frase abaixo e assinale a alternativa que a completa corretamente.

"João foi à escola, mas não ________ a tarefa." 
Alternativas
Q3996201 Português
Na frase “O médico atendeu o paciente com rapidez”, a palavra destacada é um: 
Alternativas
Q3994778 Português
O mistério da jiboia-do-ribeira


Essa cobra é tão misteriosa que passou mais de 60 anos sem ser encontrada viva. Trata-se da jiboia-do-ribeira. Discreta e preciosa, essa serpente é tão rara e, naturalmente, camuflada que passou todo esse tempo pouco conhecida pela ciência. Ela vive no Vale do Ribeira, região no sul do estado de São Paulo. Durante pouco mais de seis décadas, tudo o que se sabia sobre ela vinha da análise de alguns animais mortos encontrados ao acaso. Mas isso começou mudar com a ajuda dos moradores da região!

Bem disfarçada


A jiboia-do-ribeira é maior até que muitos humanos adultos: pode medir até um metro e setenta centímetros! Apesar disso, ela é quase invisível na floresta, porque seus hábitos a ajudam a se esconder. Vive no alto das árvores e costuma sair para caçar ou para se reproduzir durante a noite.


Além disso, sua camuflagem é perfeita! Sua pele traz uma mistura de tons marrons e verde oliva, com losangos irregulares pretos e barriga amarela, que se confundem com os galhos e as folhas das árvores. E tem mais: ela rasteja bem devagar, o que a deixa ainda mais difícil de ser encontrada.


Sem veneno, com abraço


Ao contrário de cobras venenosas, como jararacas, cascavéis e corais-verdadeiras, a jiboia-do-ribeira não tem veneno. Para conseguir se alimentar, ela dá um "abraço apertado" em pequenos ratos e marsupiais (como os gambás) que se movem pelas copas das árvores à noite. Com um bote rápido, ela se enrola no corpo do animal até que ele pare de respirar e ela consiga comê-lo. É também desta forma que outras cobras da família das jiboias, como as sucuris e as suaçuboias, capturam suas presas.


Antes que desperte medo, vale sempre reforçar que a jiboia-do-ribeira não representa perigo para as pessoas. Ela prefere fugir a ter que se defender. Claro que, se você encontrar uma e não estiver na companhia de um especialista em cobras, o melhor é manter distância e só observar!


Parceria na proteção


Não foi por acaso que moradores do Vale do Ribeira encontraram uma jiboia-do-ribeira viva. O encontro foi resultado da parceria entre pesquisadores do Projeto Jiboia-do-Ribeira e moradores do bairro Guapiruvu, no município de Sete Barras, em São Paulo. Depois de conversas e palestras sobre a conservação da natureza e a importância dessa rara espécie, cinco moradores avistaram uma cobra diferente na estrada, e logo desconfiaram que poderia ser a tal espécie rara de que os pesquisadores tanto falavam. Acertaram em cheio! 


Desde esse encontro, os moradores passaram a ajudar os pesquisadores. Eles tiram fotos, avisam sobre encontros com animais e até participam do monitoramento na natureza com radiotransmissores. Esse trabalho conjunto entre cientistas e moradores é chamado ciência cidadã e tem sido essencial para desvendar os segredos dessa espécie.


Informação ajuda


Mesmo com tantos esforços, a jiboia-do-ribeira continua ameaçada de extinção. Ela depende de florestas bem conservadas para sobreviver, mas o desmatamento e a degradação vêm reduzindo seu hábitat. Além disso, quando as árvores não entrelaçam suas copas, as jiboias precisam descer até o chão para seguir seu caminho, e é aí que mora o perigo! As estradas que cortam a região representam risco de atropelamentos, uma das principais causas de morte da espécie nos últimos anos.


O Projeto Jiboia-do-Ribeira, em parceria com a comunidade do Vale, busca atrair cada vez mais pessoas interessadas em apoiar na conservação dessa rara serpente. Você não imagina o quanto pode ajudar contando a história do animal para seus amigos e familiares, além de sugerir que sigam o projeto Jiboia-do-Ribeira nas redes sociais.


A jiboia-do-ribeira é mais um exemplo de como a biodiversidade brasileira é única e precisa ser protegida. Assim como ela necessita das árvores para se abrigar, nós precisamos das florestas para manter a vida na Terra. Proteger a jiboia-do-ribeira é também proteger rios limpos, ar puro e um futuro mais equilibrado para todos os seres vivos.


https://chc.org.br/artigo/o-misterio-da-jiboia-do-ribeira/
"Ela vive no alto das árvores e costuma sair para caçar ou para se reproduzir durante a noite."
Observe os verbos empregados no trecho acima e analise as afirmativas a seguir, marcando (V) as verdadeiras e (F) as falsas:
(__)A forma verbal 'vive' está no presente do indicativo, indicando uma ação habitual ou permanente.
(__)A forma verbal 'costuma' expressa um hábito da cobra e está no presente do indicativo.
(__)Os verbos 'caçar' e 'reproduzir' estão no infinitivo, referindo a ação dos predadores da cobra.

A sequência que preenche corretamente os espaços é:
Alternativas
Q3993578 Português
O que a cera do ouvido pode revelar sobre sua saúde


É alaranjada, é grudenta, e provavelmente é a última coisa sobre a qual você gostaria de falar em uma conversa. Ainda assim, a cera do ouvido tem atraído cada vez mais a atenção dos cientistas, que querem usá-la para aprender mais sobre doenças e outras condições como câncer, doenças cardíacas e distúrbios metabólicos, como diabetes do tipo 2.

O nome correto dessa substância pegajosa é cerúmen, e trata-se de um misto de secreções de dois tipos de glândulas — as ceruminosas e as sebáceas — que revestem o canal auditivo externo. Essas secreções se misturam aos pelos, células mortas da pele e outros detritos até atingir a consistência de uma cera que todos nós conhecemos.

Uma vez formada no canal auditivo, a substância é transportada por um tipo de mecanismo semelhante ao de uma esteira, agarrando-se a células da pele enquanto se move de dentro para fora do ouvido, algo que acontece em uma velocidade extremamente baixa, de aproximadamente um vigésimo de milímetro por dia.

A função principal da cera do ouvido ainda é debatida, mas é mais provável que ela sirva para manter o canal auditivo limpo e lubrificado. No entanto, ela também funciona como uma armadilha eficaz, impedindo que bactérias, fungos e outros visitantes indesejados, como insetos, encontrem o caminho até nossas cabeças.

Tudo soa um pouco nojento. E, talvez por causa de sua aparência não tão agradável, a cera do ouvido tenha sido menos estudada por pesquisadores quando comparada a outras secreções corporais.

Mas isso está começando a mudar, graças a uma série de descobertas científicas surpreendentes.

A primeira delas é que a cera do ouvido contém uma quantidade enorme de informações sobre uma pessoa, algumas triviais e outras mais importantes.

Por exemplo, a grande maioria de pessoas com ascendência europeia ou africana tem uma cera de ouvido úmida, na cor amarela ou laranja, e com aspecto pegajoso.

Já a maioria das pessoas do leste asiático têm uma cera de ouvido seca, na cor cinza, e que não é grudenta.

O gene responsável pela produção da cera úmida e seca é chamado ABCC11, que também está ligado a um outro traço curioso: o odor das axilas. Cerca de 2% das pessoas, principalmente as com cera seca, têm uma versão desse gene que faz com que suas axilas não tenham cheiro.

Contudo, talvez a descoberta mais útil relacionada à cera do ouvido é o que ela pode revelar sobre a nossa saúde.

A resposta está na capacidade das secreções cerosas de refletirem as reações químicas que acontecem dentro do nosso corpo, ou seja, o metabolismo de uma pessoa.

"Muitas doenças em organismos vivos são metabólicas", diz Nelson Roberto Antoniosi Filho, professor de química da Universidade Federal de Goiás. Ele lista diabetes, câncer, Parkinson e Alzheimer como exemplos.

"Nesses casos, as mitocôndrias — organelas celulares responsáveis por converter lipídios, carboidratos e proteínas em energia — passam a funcionar de maneira diferente das células saudáveis. Elas começam a produzir diferentes substâncias químicas e podem até parar de produzir outras."

O laboratório de Antoniosi Filho descobriu que a cera do ouvido concentra essa grande diversidade de substâncias mais do que outros fluidos biológicos, como sangue, urina, suor e lágrimas.

"Isso faz muito sentido porque não há muita renovação na cera do ouvido", diz Antoniosi.

"Ela se acumula e, por isso, há uma razão para se pensar que é um bom lugar para identificar as mudanças do metabolismo a longo prazo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpege1ze9o.adaptado.

[...] mas é mais provável que ela "sirva" para manter o canal auditivo limpo e lubrificado.

O verbo destacado encontra-se conjugado no: 

Alternativas
Q3993569 Português
O que a cera do ouvido pode revelar sobre sua saúde


É alaranjada, é grudenta, e provavelmente é a última coisa sobre a qual você gostaria de falar em uma conversa. Ainda assim, a cera do ouvido tem atraído cada vez mais a atenção dos cientistas, que querem usá-la para aprender mais sobre doenças e outras condições como câncer, doenças cardíacas e distúrbios metabólicos, como diabetes do tipo 2.

O nome correto dessa substância pegajosa é cerúmen, e trata-se de um misto de secreções de dois tipos de glândulas — as ceruminosas e as sebáceas — que revestem o canal auditivo externo. Essas secreções se misturam aos pelos, células mortas da pele e outros detritos até atingir a consistência de uma cera que todos nós conhecemos.

Uma vez formada no canal auditivo, a substância é transportada por um tipo de mecanismo semelhante ao de uma esteira, agarrando-se a células da pele enquanto se move de dentro para fora do ouvido, algo que acontece em uma velocidade extremamente baixa, de aproximadamente um vigésimo de milímetro por dia.

A função principal da cera do ouvido ainda é debatida, mas é mais provável que ela sirva para manter o canal auditivo limpo e lubrificado. No entanto, ela também funciona como uma armadilha eficaz, impedindo que bactérias, fungos e outros visitantes indesejados, como insetos, encontrem o caminho até nossas cabeças.

Tudo soa um pouco nojento. E, talvez por causa de sua aparência não tão agradável, a cera do ouvido tenha sido menos estudada por pesquisadores quando comparada a outras secreções corporais.

Mas isso está começando a mudar, graças a uma série de descobertas científicas surpreendentes.

A primeira delas é que a cera do ouvido contém uma quantidade enorme de informações sobre uma pessoa, algumas triviais e outras mais importantes.

Por exemplo, a grande maioria de pessoas com ascendência europeia ou africana tem uma cera de ouvido úmida, na cor amarela ou laranja, e com aspecto pegajoso.

Já a maioria das pessoas do leste asiático têm uma cera de ouvido seca, na cor cinza, e que não é grudenta.

O gene responsável pela produção da cera úmida e seca é chamado ABCC11, que também está ligado a um outro traço curioso: o odor das axilas. Cerca de 2% das pessoas, principalmente as com cera seca, têm uma versão desse gene que faz com que suas axilas não tenham cheiro.

Contudo, talvez a descoberta mais útil relacionada à cera do ouvido é o que ela pode revelar sobre a nossa saúde.

A resposta está na capacidade das secreções cerosas de refletirem as reações químicas que acontecem dentro do nosso corpo, ou seja, o metabolismo de uma pessoa.

"Muitas doenças em organismos vivos são metabólicas", diz Nelson Roberto Antoniosi Filho, professor de química da Universidade Federal de Goiás. Ele lista diabetes, câncer, Parkinson e Alzheimer como exemplos.

"Nesses casos, as mitocôndrias — organelas celulares responsáveis por converter lipídios, carboidratos e proteínas em energia — passam a funcionar de maneira diferente das células saudáveis. Elas começam a produzir diferentes substâncias químicas e podem até parar de produzir outras."

O laboratório de Antoniosi Filho descobriu que a cera do ouvido concentra essa grande diversidade de substâncias mais do que outros fluidos biológicos, como sangue, urina, suor e lágrimas.

"Isso faz muito sentido porque não há muita renovação na cera do ouvido", diz Antoniosi.

"Ela se acumula e, por isso, há uma razão para se pensar que é um bom lugar para identificar as mudanças do metabolismo a longo prazo."


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cvgpege1ze9o.adaptado.
Mas isso "está" começando a mudar, graças a uma série de descobertas científicas surpreendentes.
Conjugando o verbo destacado no pretérito imperfeito do indicativo, tem-se:
Alternativas
Q3993433 Português
O que é sucesso para a Geração Z?


Segundo a pesquisa, apenas 31% dos entrevistados da Geração Z se sentem financeiramente seguros, mas a história vai além disso. Embora quase 9 em cada 10 priorizem a segurança financeira, menos de dois terços afirmam querer "ficar ricos". A riqueza pode ser medida de várias formas, inclusive por coisas que o dinheiro não compra.

Compreender os valores e necessidades da Geração Z é fundamental no processo de contratação para líderes e companhias que pensam no longo prazo. "A Geração Z mede o sucesso pela saúde mental e física, pelo impacto que gera e pela possibilidade de viver de forma autêntica", afirma Merriman.

Isso significa buscar funções e ambientes que de fato apoiem o bem-estar integral e que permitam conectar o trabalho diário a um propósito maior. Para as empresas, essas expectativas exigem uma revisão nas estruturas de incentivo e nos planos de carreira, com foco em capacitação, liderança e crescimento.

A seguir, veja três elementos essenciais para atrair e reter os melhores talentos dessa geração:

Como atrair a Geração Z

1. Conectar propósito e transparência

A Geração Z cresceu em um mundo hiperconectado, espera comunicação aberta e tem curiosidade sobre como as coisas funcionam. "Eles têm um desejo profundo por transparência, seja em relação ao propósito da empresa, às motivações ou à equidade salarial."

Empresas onde as lideranças são abertas em relação a desafios, decisões e até estruturas de remuneração estão mais preparadas para o futuro do trabalho. Segundo o estudo da EY, 84% dos entrevistados acreditam que ser autêntico é extremamente importante.

Na entrevista de emprego, os líderes são transparentes sobre o propósito da empresa ou fazem promessas genéricas que resultam em frustração?

Conectar propósito e transparência também pode ser entendido como "agir conforme o discurso". Ações falam mais alto do que palavras, e a transparência exige clareza nos objetivos reais (não apenas no marketing) para que as decisões de contratação sejam tomadas com consciência e alinhamento de ambos os lados.

2. Redefinir o sucesso além dos indicadores tradicionais

Segundo a EY, a Geração Z enxerga o sucesso de forma holística. Ou seja, engajamento e retenção dependem de oportunidades de crescimento pessoal, com foco em propósito, valores e bem-estar.

Oferecer apenas um plano de carreira e boa remuneração já não basta para empresas que pensam no futuro. Merriman redefine o que é "sentir-se bem" no trabalho: "Dar responsabilidade desde o início, propor desafios, incentivar. Jovens da Geração Z me dizem o tempo todo que querem ser desafiados e evoluir."

Para os líderes, entender e aceitar esses impulsos pode ser a chave do sucesso. Empresas que oferecem crescimento e desafios fazem com que seus jovens talentos se tornem, espontaneamente, verdadeiros recrutadores. Isso porque compartilhar experiências positivas sobre a empresa é uma das formas mais eficazes de atrair novos profissionais.

3. Abrir o jogo sobre a remuneração

"Crescemos em um ambiente em que nossos pais escondiam muitas coisas da gente", diz Merriman, referindo-se às gerações Millennials e X, "principalmente sobre dinheiro."

Mas a Geração Z tem outra mentalidade: defende total transparência financeira. Para esses jovens, falar sobre salário e remuneração não é tabu, é algo essencial. Não porque o dinheiro seja tudo, mas porque a transparência é.

Conectar diferentes gerações, muitas vezes, é uma questão de comunicação: o que − e como − estamos dispostos a conversar é determinante. Quando escondemos informações sobre salário, metas ou expectativas, a colaboração se desgasta, e os resultados ficam mais distantes.

A mudança de mentalidade necessária para a Geração Z nos processos seletivos

Para quem está começando a carreira, a executiva da EY dá uma dica crucial: é preciso trocar a mentalidade de "ser apoiado" pela de "apoiar" no trabalho. "A Geração Z viveu em um mundo desenhado para servi-la. Desde pais superprotetores, passando pela pandemia de Covid, havia a sensação de que o mundo deveria protegê-los. Mas essa ideia já não se aplica. A verdade é que o empregador não está ali para servir o colaborador."

Os conselhos da executiva podem ser aplicados já na entrevista de emprego. "Vá com a mentalidade de que você está ali para entender como pode apoiar a empresa. Ao fazer perguntas sobre as necessidades e o modo de funcionamento da companhia, você vai descobrir se aquele lugar combina com os seus valores."

Merriman ainda reforça que os processos seletivos estão cheios de pessoas tentando "vender uma imagem" em vez de se comunicarem de forma clara e verdadeira. E essa clareza precisa vir dos dois lados da mesa (ou da tela).

Aceitação, autenticidade e adaptabilidade: o trio essencial para a Geração Z

Aceitação é a palavra-chave — tanto para empresas quanto para jovens profissionais. Quando há clareza sobre expectativas, necessidades e exigências, é possível construir um ambiente mais saudável e sustentável para o futuro do trabalho.

Mas essa aceitação precisa ser mútua. O profissional que se apresenta com autenticidade, sem vestir um personagem na entrevista, tem mais chances de encontrar um caminho alinhado com seus valores. O mesmo vale para as empresas que mostram sua realidade de forma transparente desde o início.

Ser capaz de aceitar e expressar quem você é − como empresa ou como profissional −com franqueza, coragem e empatia é o que torna a comunicação eficaz. Para a Geração Z, a adaptabilidade começa com uma compreensão profunda do que os empregadores realmente buscam.

*Chris Westfall é colaborador da Forbes USA. Ele é autor de livros, escreve sobre a importância da comunicação para a liderança e também é consultor de empresas e empreendedores, ajudando a criar culturas com melhor engajamento e colaboração.



Leia mais em: https://forbes.com.br/carreira/2025/06/o-que-as-empresas-ainda-nao-en tenderam-sobre-a-geracao-z-segundo-executiva-da-ey/
"Segundo a pesquisa, apenas 31% dos entrevistados da Geração Z se sentem financeiramente seguros, mas a história vai além disso. Embora quase 9 em cada 10 priorizem a segurança financeira, menos de dois terços afirmam querer "ficar ricos". A riqueza pode ser medida de várias formas, inclusive por coisas que o dinheiro não compra."
No que diz respeito à concordância verbal, analise as afirmativas a seguir:

I.A forma verbal 'sentem' está corretamente empregada no plural, única forma de concordância possível neste contexto.

II.A forma verbal 'sentem' também pode ficar flexionado no singular, 'sentem', para concordar com o número que indica porcentagem.

III.A forma verbal 'pode' está corretamente flexionada no singular para concordar com 'A riqueza', que exerce a função de sujeito.

IV.O vocábulo 'medida' deveria estar flexionado no plural para concordar com 'várias formas', que está no plural.

V.A forma verbal 'compra' está corretamente empregada para concordar com o sujeito 'coisas'.


É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3992659 Português
Centenas de brasileiros voltaram do Reino Unido em voos bancados pelo governo britânico


O Itamaraty confirmou que mais de seiscentos brasileiros retornaram ao Brasil em três voos partindo de Londres entre agosto e setembro deste ano. O Ministério das Relações Exteriores afirmou que o retorno foi voluntário.

Segundo nota do Itamaraty, o governo do Reino Unido propôs organizar voos de retorno voluntário ao Brasil aos imigrantes brasileiros, realizados por companhias aéreas comerciais e bancados pelos britânicos.

O programa oferece passagens aéreas e auxílio financeiro para os migrantes que desejam retornar e se restabelecer em seu país de origem. O consentimento brasileiro ao programa, que está incorporado aos princípios de assistência consular brasileira, baseia-se no requisito de que a participação é voluntária e poderá ser revisto, a qualquer tempo, caso esses termos sejam alterados.

Desde março deste ano, o Reino Unido adotou novas regras de imigração, apertando cerco contra imigrantes no país. A principal mudança foi o aumento do salário mínimo exigido tanto para conseguir um visto de trabalho quanto para trazer um dependente: 38.700 libras brutas por ano (ou cerca de R$ 297 mil, na cotação atual).

Outros destaques das novas regras de imigração são: estudantes não poderão mais imigrar com dependentes, exceto se estiverem matriculados em cursos de pós-graduação designados como "programas de pesquisa".

Além disso, também não poderão mudar seu visto de estudante para um de trabalho antes da conclusão dos estudos.

O programa de retorno voluntário é oferecido aos imigrantes que não têm visto de permanência no Reino Unido. Para aderir ao programa, é preciso responder a alguns critérios, como ter passado o prazo de permanência do visto ou ter feito pedido de asilo. Pessoas que desejam retirar pedido de permanência no país ou aquelas que têm um atestado confirmando que são vítimas de escravidão moderna também podem ser elegíveis.

O serviço de retorno voluntário fornece até três mil libras (cerca de R$ 23.072 na cotação atual) em suporte financeiro para sair do país. O dinheiro é fornecido por meio de um cartão que somente pode ser usado no país de origem.

Os brasileiros estão entre as três nacionalidades que mais retornaram aos seus países no ano passado. Segundo informações contidas no site do Home Office, "no ano que terminou em 30 de setembro de 2023, "as principais nacionalidades entre os retornados foram albanesa (20%), indiana (15%) e brasileira (12%)".

A grande maioria das pessoas que chegou ao Reino Unido era de países fora da União Europeia. De acordo com o Itamaraty, existem 230 mil brasileiros vivendo atualmente naquela região. É a segunda maior comunidade brasileira na Europa, perdendo somente para Portugal, com 513 mil.

Morar e trabalhar na Inglaterra pode ser o sonho de muitos brasileiros, mas a realidade pode ser diferente daquela imaginada. Em outubro, a BBC News Brasil revelou a vida precária - com moradias em acampamentos - que muitos brasileiros levam naquele país, chamando o sonho de uma vida melhor de "ilusão".

O maior vilão é o alto custo de vida, reflexo de uma crise econômica que teve o auge em 2022, quando a inflação chegou aos dois dígitos, e em 2023, quando o país ficou oficialmente em recessão. Assim, a maior parte da população foi impactada com altas nos preços dos alimentos, de energia e, em especial, dos aluguéis que, só no último ano, subiram 8,4%.


https://tinyurl.com/2dt6zrc6
O programa "oferece" passagens aéreas e auxílio financeiro para os migrantes que "desejam" retornar e se restabelecer em seu país de origem.
Conjugando os verbos destacados no futuro do pretérito do indicativo e no pretérito imperfeito do subjuntivo, respectivamente, tem-se: 
Alternativas
Q3991111 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão

Texto 2

Do burnout ao propósito: a nova jornada
psicológica nas organizações

Caminho consiste em abordagens preventivas, que
fomentem um ciclo virtuoso de produtividade,
comprometimento e bem-estar

Clécio Branco

O trabalho sempre ocupou um lugar central em nossas vidas – mas raramente a saúde de quem trabalha foi tratada com a mesma importância. Isso começa a mudar, ainda que lentamente. Agora, até mesmo a linguagem normativa dá sinais de transformação: a nova redação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que entra em vigor neste mês, passa a reconhecer os riscos psicossociais – como ansiedade, estresse e depressão – como parte da realidade que precisa ser cuidada no ambiente laboral.

Esse avanço regulatório é consequência de um cenário que já vinha se agravando: o crescimento dos transtornos mentais associados ao trabalho, os altos índices de afastamento e a dificuldade de retenção e engajamento dos profissionais. O adoecimento psíquico se tornou, infelizmente, uma marca da era contemporânea.

Desde os primórdios da industrialização, o bem-estar dos trabalhadores foi negligenciado. Os departamentos de pessoal, no passado, limitavam-se à lógica da produtividade. A saúde mental só passou a ser levada a sério quando os impactos econômicos do esgotamento se tornaram evidentes.

Hoje, a transformação é mais profunda. Vivemos na chamada sociedade do desempenho, em que a pressão não vem apenas do chefe: ela está internalizada. Cada profissional tornou-se gestor de si mesmo, cobrando-se o tempo todo, respondendo a e-mails no jantar, gerenciando metas pessoais como se fosse uma empresa. O telefone celular se transformou no símbolo dessa vigilância constante, dissolvendo as fronteiras entre tempo de trabalho e tempo de vida.

Nesse contexto, o trabalho deixou de ser apenas atividade e passou a ser identidade. E isso trouxe consequências. Condições como burnout, déficit de atenção e ansiedade crônica têm se tornado comuns – não por fragilidade individual, mas por estruturas que não reconhecem limites humanos.

As novas gerações não se reconhecem mais nos modelos tradicionais. A ideia de uma carreira estável numa única empresa parece anacrônica. Ganha espaço uma busca por propósito, por coerência entre o que se faz e o que se acredita. O trabalhador contemporâneo quer mais do que salário: quer sentido, autonomia e saúde emocional.

Esse cenário exige um novo olhar das empresas. A "ecosofia", proposta pelo filósofo Félix Guattari, oferece uma chave de leitura interessante ao propor o cuidado simultâneo com três dimensões: o ambiente, as relações sociais e o mundo interno de cada pessoa. Negligenciar uma dessas esferas compromete o sistema como um todo.

A saúde no trabalho, portanto, não pode mais ser pensada apenas como ergonomia ou ergonomia emocional. É preciso ir além dos benefícios pontuais e promover uma mudança cultural real – onde cuidar da mente não seja exceção, mas prática cotidiana.

Apesar do avanço tecnológico, as relações de trabalho não acompanharam essa evolução. Elas se tornaram mais líquidas, mais impessoais e, muitas vezes, mais desumanas. Normas como a NR-17 já apontavam para fatores biopsicossociais, mas a mudança necessária não virá apenas por meio da legislação.

Sem saúde, a realização pessoal torna-se inviável; sem realização, o engajamento sustentável é impossível. O caminho consiste em políticas eficazes de saúde ocupacional, com abordagens preventivas, que fomentem um ciclo virtuoso de produtividade, comprometimento e bem-estar nas organizações.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/05/doburnout-ao-proposito-a-nova-jornada-psicologica-nasorganizacoes.shtml. Acesso em: 30 jun. 2025.
Assinale a alternativa que analisa corretamente o verbo auxiliar destacado.
Alternativas
Q3991106 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto 1

Sem cultura não há partilha; sem língua não há
cidadania nem futuro

Falar português é mais do que dominar um idioma: é
compreender códigos sociais, partilhar valores e
histórias

José Manuel Diogo

    Nesta segunda-feira (5), Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebramos não apenas um idioma, mas uma comunidade. Uma língua não é apenas um conjunto de palavras – é um território partilhado, um exercício contínuo de cidadania. E é por isso que, ao olharmos para os recentes debates sobre imigração em Portugal, devemos recolocar a língua no centro da equação: como critério de integração, como vetor de cultura e, sobretudo, como fundamento da cidadania contemporânea.


    Os dados falam por si: dos 4.500 imigrantes recentemente notificados para deixar Portugal, apenas cerca de 10% são brasileiros. Esse número, silencioso, revela uma prática que merece ser assumida como política – a valorização da língua como instrumento de inclusão.


    Falar português é mais do que dominar um idioma: é participar de uma cultura, compreender códigos sociais, partilhar valores e histórias. É estar pronto para exercer uma cidadania ativa, mesmo antes de qualquer formalização administrativa.


    A cidadania, aliás, é o fio que liga todos os argumentos sobre imigração. Porque não se trata apenas de entrar num país – trata-se de participar nele. E essa participação só se realiza de forma plena quando há cultura comum. A língua, nesse sentido, não é uma barreira: é a porta de entrada. Quem fala a nossa língua já iniciou o percurso da cidadania. E ignorar isso é negar a própria natureza do convívio democrático.


    Portugal, como país historicamente emigrante, deveria ter essa consciência profundamente enraizada. Fomos – e somos – milhões lá fora. E o que nos manteve ligados ao país de origem não foi a distância medida em quilômetros, mas a continuidade da língua. Ela nos permitiu manter os afetos, transmitir memórias, educar os filhos. Ela foi – e é – a nossa forma mais duradoura de cidadania.


    Por isso, quando se verificam identidades, quando se traçam fronteiras administrativas, é urgente reconhecer que, sem cultura partilhada, toda a política migratória será falha. A cidadania não se constrói apenas com documentos – constrói-se com convivência. E não há convivência duradoura sem linguagem comum.


    Precisamos nos juntar cotidianamente em torno do que é diferente e partilhá-lo para que se torne comum. Isso fará com que a língua portuguesa não seja apenas celebrada em discursos, mas assumida como um pilar ativo de integração e de cidadania global.


    Neste 5 de maio, que saibamos ver na língua o que ela realmente é: um lugar onde pertencemos, antes mesmo de chegarmos. E que saibamos reconhecer nos que partilham essa língua o direito pleno de também pertencer.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/05/semcultura-nao-ha-partilha-sem-lingua-nao-ha-cidadania-nemfuturo.shtml. Acesso em: 30 jun. 2025.
Quanto ao emprego de locuções verbais no Texto 1, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3991105 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto 1

Sem cultura não há partilha; sem língua não há
cidadania nem futuro

Falar português é mais do que dominar um idioma: é
compreender códigos sociais, partilhar valores e
histórias

José Manuel Diogo

    Nesta segunda-feira (5), Dia Mundial da Língua Portuguesa, celebramos não apenas um idioma, mas uma comunidade. Uma língua não é apenas um conjunto de palavras – é um território partilhado, um exercício contínuo de cidadania. E é por isso que, ao olharmos para os recentes debates sobre imigração em Portugal, devemos recolocar a língua no centro da equação: como critério de integração, como vetor de cultura e, sobretudo, como fundamento da cidadania contemporânea.


    Os dados falam por si: dos 4.500 imigrantes recentemente notificados para deixar Portugal, apenas cerca de 10% são brasileiros. Esse número, silencioso, revela uma prática que merece ser assumida como política – a valorização da língua como instrumento de inclusão.


    Falar português é mais do que dominar um idioma: é participar de uma cultura, compreender códigos sociais, partilhar valores e histórias. É estar pronto para exercer uma cidadania ativa, mesmo antes de qualquer formalização administrativa.


    A cidadania, aliás, é o fio que liga todos os argumentos sobre imigração. Porque não se trata apenas de entrar num país – trata-se de participar nele. E essa participação só se realiza de forma plena quando há cultura comum. A língua, nesse sentido, não é uma barreira: é a porta de entrada. Quem fala a nossa língua já iniciou o percurso da cidadania. E ignorar isso é negar a própria natureza do convívio democrático.


    Portugal, como país historicamente emigrante, deveria ter essa consciência profundamente enraizada. Fomos – e somos – milhões lá fora. E o que nos manteve ligados ao país de origem não foi a distância medida em quilômetros, mas a continuidade da língua. Ela nos permitiu manter os afetos, transmitir memórias, educar os filhos. Ela foi – e é – a nossa forma mais duradoura de cidadania.


    Por isso, quando se verificam identidades, quando se traçam fronteiras administrativas, é urgente reconhecer que, sem cultura partilhada, toda a política migratória será falha. A cidadania não se constrói apenas com documentos – constrói-se com convivência. E não há convivência duradoura sem linguagem comum.


    Precisamos nos juntar cotidianamente em torno do que é diferente e partilhá-lo para que se torne comum. Isso fará com que a língua portuguesa não seja apenas celebrada em discursos, mas assumida como um pilar ativo de integração e de cidadania global.


    Neste 5 de maio, que saibamos ver na língua o que ela realmente é: um lugar onde pertencemos, antes mesmo de chegarmos. E que saibamos reconhecer nos que partilham essa língua o direito pleno de também pertencer.


Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/05/semcultura-nao-ha-partilha-sem-lingua-nao-ha-cidadania-nemfuturo.shtml. Acesso em: 30 jun. 2025.
Assinale a alternativa em que o termo destacado pode ser colocado em outra posição sem que isso infrinja as regras de colocação pronominal da norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Respostas
861: D
862: D
863: B
864: D
865: D
866: D
867: D
868: C
869: D
870: D
871: A
872: B
873: C
874: C
875: A
876: C
877: C
878: B
879: A
880: E