Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

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Q772451 Português

NÃO IMPORTA O RITMO, O LUGAR, O HORÁRIO NEM OS OLHARES: DANÇAR FAZ BEM AO CORPO E À ALMA

    Além de manter o físico invejável, praticantes de qualquer que seja a modalidade da dança ganham em autoestima

    Com a dançarina Ana Cláudia Maldonado, o professor e empresário Welbert de Melo diz que a arte ensina a olhar e a respeitar o espaço do outro.

    Há alguém por aí que não goste de dançar? Mesmo no escuro do quarto? Não tem de ser bailarino, pode ser no seu estilo e ritmo. Não se preocupe com os olhares e se jogue na pista, seja lá onde ela for! No palco, na rua, debaixo do chuveiro ou em frente ao espelho. Não importa, arrisque seus passos, sacuda o corpo e tenha certeza de que a dança faz bem ao corpo e à alma. O espírito fica leve, se liberta.

    A dança é uma das três principais artes cênicas da Antiguidade, ao lado do teatro e da música. No antigo Egito, ela homenageava o deus Osíris. Na Grécia, fazia parte dos Jogos Olímpicos. Na era atual, ela existe como manifestação artística, diversão, entretenimento, atividade física e está presente no palco, na rua, na academia ou em casa, como forma de expressar os sentimentos e, de quebra, manter a silhueta na medida.

    Ela é tão importante e essencial para o ser humano que na próxima sexta-feira comemora-se o Dia Internacional da Dança, data instituída pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) por meio do Comitê Internacional de Dança (CID), em 1982. A escolha é referente à data de nascimento do professor, bailarino e ensaísta Jean-Georges Noverre (29 de abril de 1727), considerado mestre do balé francês.

    A dança tem diferentes linguagens e provoca efeitos e sensações diversas. Sem se ater ao profissional, ela tem o poder de aumentar a autoestima, aproximar as pessoas, provocar romances, estimular o cérebro, tonificar, modelar e definir o corpo, ajudar a diminuir o estresse e a ansiedade. E, ainda, aumenta a capacidade sanguínea e faz bem ao coração, combate a depressão e, o melhor, é democrática, aceita pessoas de todas as idades e raças.

    O bailarino, coreógrafo e professor Welbert de Melo Nascimento, formado em pedagogia do movimento para o ensino da dança pela UFMG, diz que a dança é sociocultural, fundamental em um mundo cada vez mais individualista e de isolamento diante da tecnologia e da internet. “Ela aproxima as pessoas. Para os casais, possibilita o resgate da relação, define os papéis do homem e da mulher, além de trabalhar postura e equilíbrio.” Ele enfatiza que outro benefício é a música, “que é terapêutica, relaxa e faz esquecer os problemas, já que o foco estará no movimento. A dança se torna um ponto de encontro entre amigos para reunir, conversar e dançar”.

    Welbert, que é dono do Café com Dança, espaço que alia dança e gastronomia, diz que essa combinação é perfeita, já que um desperta interesse pelo outro. “Um feito raro e um novo conceito. No espaço, temos mais de 33 ritmos de dança de salão. Entre os mais comuns estão samba, bolero, forró, zouk, salsa, lindy hop, tango, valsa e muito mais.” Ele revela que, apesar de sempre ser um desejo feminino, os homens estão cada vez mais presentes. “Eles aderem, principalmente, para agradar às namoradas.”

    TIMIDEZ

    O professor destaca que a dança é bem-vinda, porque trabalha a desenvoltura. “Dançar com o outro atua no processo e ajuda com a timidez. Estimulamos a troca de casais e as pessoas são forçadas a conversar, interagir e, assim, soltam–se mais. Tenho alunos que chegam para dançar com indicação médica. Uma vez, uma me disse que é mais barato que a terapia e traz mais benefícios.”

    Welbert lembra que a dança faz bem à saúde. “Estimula e exercita a memorização, porque o dançarino tem de gravar os movimentos, a coreografia. Sem falar que ela proporciona conexão entre as pessoas e as ensina a olhar e a respeitar o espaço do outro, a ter cuidado ao tocá-lo, não ser invasivo. Enfim, é tudo de bom!”

Fonte: http://tvitape.com.br/noticia/saude/dancar-faz-bem-a-saude. html

Assinale a alternativa em que, pelo emprego dos verbos, é possível verificar onde o autor do texto estabelece um diálogo direto com o leitor do texto.
Alternativas
Q772324 Português

                       Está com calor? Setembro de 2016 foi o mês  

                               mais quente da história do planeta


São grandes as chances de você estar suando em bicas enquanto lê essa matéria e pensando “ué, mais um recorde de calor?”. É isso mesmo: 2016 continua fazendo história como o ano mais quente de que se tem registro. Dessa vez, foi o mês de setembro que fez sua marca.

A temperatura mundial em setembro de 2016 (levando em conta o verão no hemisfério norte e o final do inverno aqui no hemisfério sul) foi 0,91ºC acima da média para o mês, de acordo com a Nasa, cuja base de dados começa lá em 1880. A agência usa 3.600 estações meteorológicas ao redor do globo para montar seus rankings.

A última vez que tivemos um mês de setembro com tanto calor foi em 2014, mas esse ano a temperatura média foi 0,004ºC maior, uma microultrapassagem que garantiu a posição do mês passado como o setembro mais quente da história.

Dos últimos 12 meses, 11 foram os mais quentes para sua época do ano. Julho de 2016 foi além. Não apenas foi o julho com maior calor de que se tem registro, ele bateu o recorde para todos os meses dos últimos 136 anos. Com esse acúmulo de “conquistas”, os cientistas da Nasa têm quase certeza de que chegaremos ao fim de 2016 com uma média de temperatura 1,25ºC mais alta do que a do século 19.

Para os pesquisadores, o aquecimento global é a principal explicação para a tendência de aumento da temperatura (ainda que certos políticos discordem dessa afirmação). Um pouquinho da culpa, porém, seria também do El Niño, que teria favorecido a alta nos termômetros.

A Nasa alerta, porém, que não são esses pequenos recordes que vão fazer diferença lá na frente e sim os números a longo prazo, o que infelizmente não é a melhor das notícias se lembrarmos como a tendência dos últimos 150 anos tem se apresentado. Enquanto secamos a testa e o verão começa a apontar na esquina, é bom lembrar que o Brasil ratificou recentemente o Acordo de Paris, um documento no qual 175 países se comprometeram a não deixar que a temperatura mundial suba mais do que 2ºC até o fim do século. Ninguém garante que vai ser o suficiente para evitar que os termômetros continuem a bater recordes, mas uma coisa é certa: a humanidade tem muito trabalho pela frente.


LEONARDI, Ana Carolina. Está com calor? Setembro de 2016 foi o mais quente da história do planeta. Revista Super Interessante. São Paulo: 

Abril, 2016. Disponível em: < http://super.abril.com.br/sociedade/ esta-com-calor-setembro-de-2016-foi-o-mais-quente-da-historia-do-planeta/>.

Assinale a alternativa em que a análise da predicação verbal está CORRETA:
Alternativas
Q772323 Português

                       Está com calor? Setembro de 2016 foi o mês  

                               mais quente da história do planeta


São grandes as chances de você estar suando em bicas enquanto lê essa matéria e pensando “ué, mais um recorde de calor?”. É isso mesmo: 2016 continua fazendo história como o ano mais quente de que se tem registro. Dessa vez, foi o mês de setembro que fez sua marca.

A temperatura mundial em setembro de 2016 (levando em conta o verão no hemisfério norte e o final do inverno aqui no hemisfério sul) foi 0,91ºC acima da média para o mês, de acordo com a Nasa, cuja base de dados começa lá em 1880. A agência usa 3.600 estações meteorológicas ao redor do globo para montar seus rankings.

A última vez que tivemos um mês de setembro com tanto calor foi em 2014, mas esse ano a temperatura média foi 0,004ºC maior, uma microultrapassagem que garantiu a posição do mês passado como o setembro mais quente da história.

Dos últimos 12 meses, 11 foram os mais quentes para sua época do ano. Julho de 2016 foi além. Não apenas foi o julho com maior calor de que se tem registro, ele bateu o recorde para todos os meses dos últimos 136 anos. Com esse acúmulo de “conquistas”, os cientistas da Nasa têm quase certeza de que chegaremos ao fim de 2016 com uma média de temperatura 1,25ºC mais alta do que a do século 19.

Para os pesquisadores, o aquecimento global é a principal explicação para a tendência de aumento da temperatura (ainda que certos políticos discordem dessa afirmação). Um pouquinho da culpa, porém, seria também do El Niño, que teria favorecido a alta nos termômetros.

A Nasa alerta, porém, que não são esses pequenos recordes que vão fazer diferença lá na frente e sim os números a longo prazo, o que infelizmente não é a melhor das notícias se lembrarmos como a tendência dos últimos 150 anos tem se apresentado. Enquanto secamos a testa e o verão começa a apontar na esquina, é bom lembrar que o Brasil ratificou recentemente o Acordo de Paris, um documento no qual 175 países se comprometeram a não deixar que a temperatura mundial suba mais do que 2ºC até o fim do século. Ninguém garante que vai ser o suficiente para evitar que os termômetros continuem a bater recordes, mas uma coisa é certa: a humanidade tem muito trabalho pela frente.


LEONARDI, Ana Carolina. Está com calor? Setembro de 2016 foi o mais quente da história do planeta. Revista Super Interessante. São Paulo: 

Abril, 2016. Disponível em: < http://super.abril.com.br/sociedade/ esta-com-calor-setembro-de-2016-foi-o-mais-quente-da-historia-do-planeta/>.

Considere o seguinte trecho do texto:

“São grandes as chances de você estar suando em bicas [...]”.

Os verbos destacados estão respectivamente nas formas nominais:

Alternativas
Q772297 Português

Considere o seguinte período :

“Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, beijos, violetas. Tudo sumira”.

Sobre a conjugação dos verbos presentes no período, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Ano: 2017 Banca: IFB Órgão: IFB Prova: IFB - 2017 - IFB - Professor - Português |
Q771400 Português
Leia as duas últimas estrofes do “Soneto de Fidelidade”, de Vinícius de Moraes, a seguir apresentadas, para responder à questão:
“[...] E assim, quando mais tarde me procure Quem sabe a morte, angústia de quem vive Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive): Que não seja imortal, posto que é chama Mas que seja infinito enquanto dure.”
É CORRETO afirmar sobre as estruturas sintáticas dos versos:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: IFB Órgão: IFB Prova: IFB - 2017 - IFB - Professor - Português |
Q771392 Português

Para responder à questão, leia este poema de Manoel de Barros:


No descomeço era o verbo.

Só depois é que veio o delírio do verbo.

O delírio do verbo estava no começo, lá

onde a criança diz: Eu escuto a cor dos

passarinhos.

A criança não sabe que o verbo escutar não

funciona para cor, mas para som.

Então se a criança muda a função de um

verbo, ele delira.

E pois.

Em poesia que é voz de poeta, que é a voz

de fazer nascimentos

O verbo tem que pegar delírio.


(BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.)

Releia as duas frases seguintes, extraídas do poema:

1) “A criança não sabe que o verbo escutar não funciona para cor, mas para som.”

2) “O verbo tem que pegar delírio.”


Quanto à regência dos verbos “funcionar” e “ter”, nas frases acima, é CORRETO afirmar, de acordo com a Gramática e com as normas internas do poema:

Alternativas
Ano: 2017 Banca: IFB Órgão: IFB Prova: IFB - 2017 - IFB - Professor - Português |
Q771368 Português

Leia o texto para responder à questão.

“- Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.

A menina sorriu docemente.

- Olha! Disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...

- Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.

- Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!

- Tu não sabes? Disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda, às vezes, àqueles a quem ama um bom pensamento.”

É CORRETO afirmar sobre as estruturas sintáticas das orações do excerto:
Alternativas
Q770642 Português
Marque a alternativa onde temos verbos indicando noção de tempo futuro.
Alternativas
Q770520 Português

Leia o poema seguinte para responder à próxima questão.


“O amor, quando se revela.” (Fernando Pessoa).


O amor, quando se revela,

Não se sabe revelar.

Sabe bem olhar p’ra ela,

Mas não lhe sabe falar. 


Quem quer dizer o que sente

Não sabe o que há de dizer.

Fala: parece que mente...

Cala: parece esquecer... 


Ah, mas se ela adivinhasse,

Se pudesse ouvir o olhar,

E se um olhar lhe bastasse

P’ra saber que a estão a amar!  


Mas quem sente muito, cala;

Quem quer dizer quanto sente

Fica sem alma nem fala,

Fica só, inteiramente! 


Mas se isto puder contar-lhe

O que não lhe ouso contar,

Já não terei que falar-lhe

Porque lhe estou a falar...

Veja as asserções sobre os modos verbais e assinale a alternativa que contém a afirmação correta: I - O modo indicativo predomina nas 1ª e 2ª estrofes. II - O modo subjuntivo predomina na 3ª estrofe. III - O modo indicativo indica uma certeza do que está sendo dito. IV - O modo subjuntivo não mostra incertezas, nem hipóteses do que se está afirmando.
Alternativas
Q770288 Português
Em: “Eu amava o seu jeans escuro”. Temos:
Alternativas
Q770287 Português
Em: “Continuava apaixonada.” Temos:
Alternativas
Q770286 Português
Em: “Chegaremos tarde.” Temos
Alternativas
Q770183 Português
Este texto é referente à questão.

BRUXAS NÃO EXISTEM 

  Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”.
  Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
  Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
  - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
  E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
  Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
  - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
  Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
  Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo: Abril, agosto de 2004).
“Ninguém poderia me ajudar”. O verbo em negrito está no singular porque, segundo as regras da concordância verbal:
Alternativas
Q770182 Português
Este texto é referente à questão.

BRUXAS NÃO EXISTEM 

  Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”.
  Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
  Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
  - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
  E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
  Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
  - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
  Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
  Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo: Abril, agosto de 2004).
Ao ler o conto “Bruxas não existem”, se percebe que, a maioria dos verbos presentes ao longo da história, como na frase “E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua” estão:
Alternativas
Q770181 Português
Este texto é referente à questão.

BRUXAS NÃO EXISTEM 

  Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”.
  Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
  Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
  - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
  E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
  Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
  - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
  Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
  Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo: Abril, agosto de 2004).
Na frase “Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos.”, as palavras em negrito indicam verbos, respectivamente, nos modos verbais: 
Alternativas
Q770180 Português
Este texto é referente à questão.

BRUXAS NÃO EXISTEM 

  Quando eu era garoto, acreditava em bruxas, mulheres malvadas que passavam o tempo todo maquinando coisas perversas. Os meus amigos também acreditavam nisso. A prova para nós era uma mulher muito velha, uma solteirona que morava numa casinha caindo aos pedaços no fim de nossa rua. Seu nome era Ana Custódio, mas nós só a chamávamos de “bruxa”.
  Era muito feia, ela; gorda, enorme, os cabelos pareciam palha, o nariz era comprido, ela tinha uma enorme verruga no queixo. E estava sempre falando sozinha. Nunca tínhamos entrado na casa, mas tínhamos a certeza de que, se fizéssemos isso, nós a encontraríamos preparando venenos num grande caldeirão. Nossa diversão predileta era incomodá-la. Volta e meia invadíamos o pequeno pátio para dali roubar frutas e quando, por acaso, a velha saía à rua para fazer compras no pequeno armazém ali perto, corríamos atrás dela gritando "bruxa, bruxa!".
  Um dia encontramos, no meio da rua, um bode morto. A quem pertencera esse animal nós não sabíamos, mas logo descobrimos o que fazer com ele: jogá-lo na casa da bruxa. O que seria fácil. Ao contrário do que sempre acontecia, naquela manhã, e talvez por esquecimento, ela deixara aberta a janela da frente. Sob comando do João Pedro, que era o nosso líder, levantamos o bicho, que era grande e pesava bastante, e com muito esforço nós o levamos até a janela. Tentamos empurrá-lo para dentro, mas aí os chifres ficaram presos na cortina.
  - Vamos logo - gritava o João Pedro -, antes que a bruxa apareça. E ela apareceu. No momento exato em que, finalmente, conseguíamos introduzir o bode pela janela, a porta se abriu e ali estava ela, a bruxa, empunhando um cabo de vassoura. Rindo, saímos correndo. Eu, gordinho, era o último.
  E então aconteceu. De repente, enfiei o pé num buraco e caí. De imediato senti uma dor terrível na perna e não tive dúvida: estava quebrada. Gemendo, tentei me levantar, mas não consegui. E a bruxa, caminhando com dificuldade, mas com o cabo de vassoura na mão, aproximava-se. Àquela altura a turma estava longe, ninguém poderia me ajudar. E a mulher sem dúvida descarregaria em mim sua fúria.
  Em um momento, ela estava junto a mim, transtornada de raiva. Mas aí viu a minha perna, e instantaneamente mudou. Agachou-se junto a mim e começou a examiná-la com uma habilidade surpreendente.
  - Está quebrada - disse por fim. - Mas podemos dar um jeito. Não se preocupe, sei fazer isso. Fui enfermeira muitos anos, trabalhei em hospital. Confie em mim.
  Dividiu o cabo de vassoura em três pedaços e com eles, e com seu cinto de pano, improvisou uma tala, imobilizando-me a perna. A dor diminuiu muito e, amparado nela, fui até minha casa. "Chame uma ambulância", disse a mulher à minha mãe. Sorriu.
  Tudo ficou bem. Levaram-me para o hospital, o médico engessou minha perna e em poucas semanas eu estava recuperado. Desde então, deixei de acreditar em bruxas. E tornei-me grande amigo de uma senhora que morava em minha rua, uma senhora muito boa que se chamava Ana Custódio.

(SCLIAR, Moacyr. In: revista Nova Escola, seção Era uma vez. São Paulo: Abril, agosto de 2004).
“A quem pertencera esse animal nós não sabíamos” e “ela deixara aberta a janela da frente”, as palavras em negrito destas frases indicam verbos no tempo:
Alternativas
Q769194 Português

Complete as sentenças com as formas verbais corretas ao contexto e a norma culta padrão:

1. Antigamente..................poucos moradores na cidade.

2. Já ..........muitos anos que não se ouvia essa música.

3. .................dias que não a via mais.

Respeitando a ordem em que as frases aparecem, temos:

Alternativas
Q769146 Português

Leia os itens sobre frases e assinale a alternativa correta:

I - No enunciado “Droga é uma armadilha. Você sabe disso. O seu filho não,”, a frase destacada é verbal.

II - A frase “Converse com ela,” é frase verbal.

III - “Cuidado, cão bravo,” é uma frase nominal.

IV - “Drogas? Nem morto.” É frase nominal.

V - “Não usaria drogas nem que estivesse morto.” Frase verbal.  

Alternativas
Q769145 Português

Leia o poema seguinte para responder à próxima questão.

        “Órion”- (Carlos Drummond de Andrade).

A primeira namorada, tão alta

Que o beijo não alcançava,

O pescoço não alcançava,

Nem mesmo a voz alcançava.

Eram quilômetros de silêncio.

Luzia na janela do sobradão.  

Os quatro primeiros versos do poema têm apenas um verbo, e repetido: “alcançava,”, indicando ação, fato. Ele está conjugado no seguinte tempo e modo verbal:
Alternativas
Q768499 Português

Leia o TEXTO 02 e responda à questão a seguir.


TEXTO 02

INFÂNCIA


Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.

Minha mãe ficava sentada cosendo.

Meu irmão pequeno dormia.

Eu sozinho menino entre mangueiras

lia a história de Robinson Crusoé,

comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu

a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu chamava para o café.

Café preto que nem a preta velha

café gostoso

café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo

olhando para mim:

– Psiu... Não acorde o menino.

Para o berço onde pousou um mosquito.

E dava um suspiro... que fundo!

Lá longe meu pai campeava

no mato sem fim da fazenda.

E eu não sabia que minha história

era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

(ANDRADE, Carlos Drummond de. Infância. Antologia poética. 59ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2007.)

Para uma leitura mais produtiva de um texto, faz-se necessária a análise dos elementos que concorrem para sua construção e sentido. Partindo dessa ideia, analise as proposições a seguir acerca do poema de Drummond.


I. Em “Meu pai montava a cavalo, ia para o campo”, os verbos “montava” e “ia” caracterizam a figura do pai como provedora.

II. Na contramão do tempo verbal pretérito imperfeito que apresenta a figura paterna como provedora e sempre em movimento, a figura materna é apresentada de forma estática, ratificada pelas expressões “ficava sentada” e “cosendo”, denotando ausência de esforço físico e de aventura.

III. Além da estrutura verbal, que contribui para a construção das lembranças, a escolha dos substantivos (pai, cavalo, campo, mãe, irmão, mangueiras, história, Robinson Crusoé, senzala, café, preta velha, berço, suspiro, mato, fazenda) diz muito da significação do tema.

IV. Na segunda estrofe, as ações apresentadas pelos verbos “aprendeu” e “esqueceu”, no pretérito perfeito do indicativo, assinalam algo que passou, que não durou.

V. O emprego dos advérbios “lá” e “longe”, juntos, remete à idéia de distância. Essa pode ser uma referência tanto à impossibilidade de o menino enxergar nitidamente o pai, devido à extensão da fazenda, quanto à transição temporal: o menino abandona o passado e retorna ao presente, já como homem.


Estão CORRETAS

Alternativas
Respostas
8441: B
8442: D
8443: C
8444: C
8445: E
8446: D
8447: A
8448: D
8449: B
8450: B
8451: E
8452: A
8453: A
8454: C
8455: B
8456: A
8457: E
8458: D
8459: B
8460: A