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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - verbos em português

Foram encontradas 11.415 questões

Q2737358 Português

Pechada

O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo

já estava sendo chamado de "Gaúcho". Porque era gaúcho.

Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

-Aí, Gaúcho!

-Fala, Gaúcho!

Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim.

Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

-Mas o Gaúcho fala "tu"! -disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

-E fala certo -disse a professora. -Pode-se dizer "tu" e pode-se dizer "você". Os dois estão certos. Os dois são português.

O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

Um dia o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

-O pai atravessou a sinaleira e pechou...

-O que?

-O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

-O que foi que ele disse, tia?

-quis saber o gordo Jorge.

-Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

- E o que é isso?

-Gaúcho ... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

-Nós vinha ...

- Nós vínhamos.

-Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

"Sinaleira", obviamente, era sinal, semáforo. "Auto" era automóvel, carro. Mas " pechar" o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que "pechar" vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido: Pechada.

-Aí, Pechada!

-Fala, Pechada!

Luis Fernando Veríssimo, Revista Nova Escola.

As alternativas abaixo apresentam os verbos destacados no pretérito imperfeito do indicativo, EXCETO, uma. Assinale-a.

Alternativas
Q2736711 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.


A inclusão de profissionais com deficiência no mercado de trabalho: um panorama positivo para uma mudança necessária


Jaques Haber


01 ___ É indiscutível a importância das contratações de profissionais com deficiência para a

02 economia do Brasil. Além da geração de emprego, a inclusão dessas pessoas no mercado de

03 trabalho contribui para trazer-lhes dignidade. Ao incluí-las, não estamos apenas ofertando um

04 salário, mas também a oportunidade de se reabilitarem socialmente e psicologicamente.

05 ___ É sabido que o exercício profissional traz consigo a interação com outras pessoas, o

06 sentimento de cidadão produtivo, a possibilidade de fazer amigos, de encontrar um amor, de

07 pertencer a um grupo social. Até o status adquirido junto _____ própria família muda para

08 melhor, sem contar que a presença de pessoas com deficiência no mercado de trabalho contribui

09 para humanizar mais a empresa e enriquecer o ambiente corporativo com visões e experiências

10 diversificadas.

11 ___ Ao incluir pessoas com deficiência no mercado de trabalho, configura-se um novo grupo de

12 consumidores, até então excluído da economia. Com a geração de renda, esse grupo passa a

13 consumir avidamente, já que apresenta muitas carências, desde elementos essenciais, como o

14 acesso a planos e serviços de saúde, até a concretização de desejos não tão de primeira ordem,

15 como a compra de um tablet ou um smartphones, por exemplo. Com a renda, essas pessoas

16 passam a circular mais, e isso ................. maior convivência com pessoas sem deficiência, o

17 que desperta a atenção para oportunidades de se criarem mais produtos, serviços e ambientes

18 que atendam às necessidades específicas dessa parcela da população.

19 ___ Nessa perspectiva, a inclusão de profissionais com deficiência no ambiente de trabalho cria

20 oportunidades, também, para as empresas gerarem mais negócios. Uma pessoa que está

21 acostumada a enfrentar desafios diários por falta de acessibilidade ou sensibilização da

22 população, em geral, .............. se adapta ao mundo do trabalho. Nesse sentido, essa pessoa

23 está mais preparada para lidar com situações críticas e a resolver problemas, além de trazer uma

24 visão diferente para o grupo, o que contribui para o processo de criação ou tomada de decisões.

25 ___ Em relação _____ qualificação das pessoas com deficiência, podemos afirmar que segue

26 basicamente o mesmo padrão da população brasileira em geral, e é falacioso generalizar a falta

27 de qualificação desse grupo. É fato que, por questões de exclusão histórica, há uma maioria

28 pouco qualificada, mas essa baixa qualificação também incide no restante da população e não

29 significa que não existam pessoas com deficiência qualificadas. Por exemplo: no banco de

30 currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino

31 médio completo, e há muitos com graduação, mestrado e doutorado.

32 ___ Observamos, então, que o maior empecilho para a inclusão desses profissionais ainda é

33 cultural. Ou seja, as relações interpessoais ainda estão muito calcadas em estereótipos e

34 preconceitos, além do fato de as vagas oferecidas _____ essas pessoas ainda serem muito

35 operacionais e pouco atrativas. Os líderes e gestores das empresas ainda não consideram incluir

36 esses profissionais em cargos mais estratégicos, pois tendem a achar que são menos produtivos

37 ou geram mais custos com acessibilidade, o que não é verdade. Dessa forma, não é exagero

38 afirmar que a questão cultural ainda é o maior desafio. A falta de acessibilidade é reflexo da falta

39 de cultura inclusiva. Enquanto não transformarmos a mentalidade antiga de que as pessoas com

40 deficiência são menos qualificadas, menos produtivas e exigem muitos investimentos, não

41 daremos um salto de qualidade no processo de inclusão.


(Fonte: http://blog.isocial.com.br/a-inclusao-de-profissionais-com-deficiencia-no-mercado-de-trabalho-um- panorama-positivo-para-uma-mudanca-necessaria - Texto adaptado especialmente para esta prova)


Assinale a alternativa em que o verbo têm destacado no fragmento a seguir, retirado do texto, foi empregado de modo INCORRETO.


Por exemplo: no banco de currículos da i.Social, mais de 80% dos 30.000 profissionais cadastrados têm ao menos ensino médio completo (...)”.

Alternativas
Q2735910 Português

Leia o texto abaixo:


Foi na França, durante a Segunda Grande Guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, um pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta a casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava até a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe.

Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro, até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao posto de espera. O jovem morreu num bombardeio mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando àquela hora ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias.

Todos os dias, com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?…Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção.


(A disciplina do amor – Lygia Fagundes Telles)

Em “...ele voltava para casa” e “e ele correspondia...” os termos em negrito

Alternativas
Q2735763 Português

Analise o excerto abaixo para responder às questões 07 e 08:


Decisão da Grã-Bretanha de permitir a geração de embriões com DNAs de três pessoas é saudada pelos defensores do transumanismo, que propõem romper os limites impostos por sua biologia.


Passando as orações do primeiro período do excerto para a voz verbal ativa, obteremos a seguinte estrutura:

Alternativas
Q2731851 Português

Faça a correlação entre as colunas.


Coluna 1 Tempo e modo do verbo


1. Presente do indicativo

2. Futuro do pretérito do indicativo

3. Futuro do presente do indicativo

4. Pretérito perfeito do indicativo

5. Futuro do subjuntivo


Coluna 2 Emprego do verbo


( ) Tais usos apareceriam nas imagens.

( ) Os poetas não se permitirão desvios de sintaxe.

( ) Quando o poeta impuser sua verdade…

( ) Fizestes o poema?

( ) A terra é azul como a laranja.


Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.

Alternativas
Q2730981 Português

Assinale a alternativa cujo verbo esteja na voz passiva.

Alternativas
Q2728752 Português

AS QUESTÕES 1 A 14 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO


TEXTO


1 ____ A categoria povo se contrapõe às classes sociais. Em termos analíticos, povo não existe

2 como algo dado, previamente estabelecido. Povo é o resultado da articulação entre movimentos,

3 comunidades, agrupamentos humanos que romperam a situação de massa, inconsciente e sem

4 projeto próprio. Encontraram-se ao redor de uma consciência coletiva, de um projeto comum, de

5 práticas adequadas à consciência e ao projeto. Encontraram-se para construir uma história e uma

6 identidade próprias nos limites de um determinado território. Ao conceito de povo pertence a

7 superação dos interesses só classistas e a busca de um bem comum com a assunção de um projeto

8 participativo e igualitário para o conjunto da sociedade. Povo está sempre em construção contra

9 forças e grupos que querem reduzi-lo a massa.

10 ____ Povo, como se depreende, configura um valor: todos são chamados a ser povo, a deixar

11 para trás as relações dominador-dominado, massas-elites; todos são convidados a participar na

12 gestação de uma sociedade com relações de colaboração e não de concorrência. Portanto, de uma

13 democracia social, popular, solidária e includente de todos.

14 ____ Hoje vivemos uma fase nova da democracia, sua expressão planetária. Toda a

15 humanidade deverá ser povo, nas diferenças de suas tradições, mas na convergência de valores

16 humanitários e ecológicos que o fazem sujeito de uma história coletiva, história da humanidade.

17 ____ O povo organizado busca seu bem comum. Ele não é apenas humano, nacional e

18 terrenal. Inclui também todos os que compartem a aventura humana, como as plantas, os animais,

19 as águas, os solos, as paisagens. Numa palavra, o bem comum humano será somente humano,

20 social e planetário, se for também sociocósmico.


BOFF, Leonardo. O despertar da águia: o dia-bólico e o sim-bólico na construção da realidade.

Em, “Hoje vivemos uma fase nova da democracia” (L.14), a ação expressa pela forma verbal em destaque está corretamente indicada em:

Alternativas
Q2728398 Português

INSTRUÇÃO: Leia a notícia abaixo e responda às questões 04 e 05.


Cientista voluntário


O prêmio do GLOBAL TEACHER PRIZE é US$ 1 milhão. Essa é a recompensa para o professor que “inspira alunos e a comunidade ao seu redor”. Em 2016, um brasileiro se destaca entre os 50 indicados ao “Nobel da Educação”: trata-se de Márcio de Andrade Batista, professor da Universidade Federal de Mato Grosso. O paulista se mudou em 2009 para o município de Barra do Garças, onde fica um dos campi da UFMT. Formado em Engenharia Química e especializado em Engenharia Mecânica, ele criou um programa de iniciação científica para estimular o desenvolvimento de projetos com alunos do Ensino Médio. E todo esse trabalho é voluntário. [...] Caso ganhe o grande prêmio, o professor quer investir o montante na construção de uma escolinha de soldadores em Barra do Garças – uma forma de qualificar os jovens da região.

(Revista Galileu, ed. 296.)

Em relação aos tempos e modos verbais utilizados na notícia, analise as afirmativas.


I - A forma verbal destaca, no presente do indicativo, expressa que a ação de destacar no texto é habitual.

II - A forma verbal ganhe está no modo subjuntivo, pois que indica uma ação de realização hipotética.

III - As formas verbais estimular e qualificar exercem funções típicas dos nomes, por isso são denominadas formas nominais.

IV - As formas verbais criou e mudou exemplificam o pretérito mais que perfeito do indicativo, indicando uma ação realizada no passado, anterior a outra também passada.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q2725792 Português

Assinale a frase que está escrita corretamente.

Alternativas
Q2725791 Português

Assinale a opção incorreta com relação à frase: “Os produtos de limpeza foram comprados de uma empresa de Ipumirim.”

Alternativas
Q2724169 Português

Em uma matéria de teor jurídico sobre responsabilidade objetiva indireta, entendida como aquela em que alguém assume as consequências dos atos de alguém que está sob sua responsabilidade, lemos o seguinte título/chamada: “MEU FILHO QUEBROU A JANELA DO VIZINHO”.


Disponível em: <http://dcfreitasdireito.jusbrasil.com.br/artigos/323386067/meu-filho-quebrou-a-janela-do-vizinho>. Acesso em: 12 jul. 2016.



Na reescrita dessa oração para a voz passiva, evidencia-se que:

Alternativas
Q2722989 Português

Atenção: Leia o poema abaixo para responder às questões de números 22 a 25.


Descobrimento

Abancado à escrivaninha em São Paulo

Na minha casa da rua Lopes Chaves

De supetão senti um friúme por dentro.

Fiquei trêmulo, muito comovido

Com o livro palerma olhando pra mim.

Não vê que me lembrei que lá no Norte, meu Deus!

muito longe de mim

Na escuridão ativa da noite que caiu

Um homem pálido magro de cabelo que escorria nos olhos,

Depois que fez uma pele com a borracha do dia,

Faz pouco se deitou, está dormindo.

Esse homem é brasileiro que nem eu.


(Adaptado de: ANDRADE, Mário de. Clã do Jabuti)

Ao substituir-se o elemento sublinhado pelo que está entre parênteses, o verbo que deverá ser flexionado no plural encontra-se em:

Alternativas
Q2722978 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 15 a 20.


Os Estados Unidos, como organização social e política, são comprometidos com uma visão alegre da vida. Não poderia ser diferente. A noção de tragédia é um luxo reservado a sociedades aristocráticas, nas quais a sorte do indivíduo não é entendida como tendo uma importância política legítima, sendo determinada por uma ordem moral ou destino imutável e suprapolítico – ou seja, não controverso.

Sociedades modernas e igualitárias, no entanto, sejam de posicionamento político democrático ou autoritário, baseiam-se sempre na premissa de que estão tornando a vida mais feliz; a função declarada do Estado moderno, pelo menos originalmente, não seria apenas regulamentar as relações sociais, mas também estabelecer a qualidade e as possibilidades da vida humana em geral.

A felicidade, portanto, torna-se questão política primordial – de alguma maneira, a única questão –, e por esse motivo não pode se tornar um problema. Se um norte-americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da sociedade a que ele pertence.

Portanto, devido a uma lógica cuja necessidade todos reconhecemos, vira uma obrigação cidadã ser alegre; se as autoridades acreditam que é necessário, o cidadão pode até ser compelido a fazer demonstrações públicas, em ocasiões especiais, de sua felicidade, assim como em tempos de guerra ele pode ser constrangido a entrar para o exército.


(Adaptado de: WARSHOW, Robert. “O gângster como herói trágico”, Serrote, p. 109)

Atribuindo-se caráter hipotético para todo o conteúdo da frase Se um norte-americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da sociedade a que ele pertence (3º parágrafo), os verbos devem assumir as seguintes formas:

Alternativas
Q2722976 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 15 a 20.


Os Estados Unidos, como organização social e política, são comprometidos com uma visão alegre da vida. Não poderia ser diferente. A noção de tragédia é um luxo reservado a sociedades aristocráticas, nas quais a sorte do indivíduo não é entendida como tendo uma importância política legítima, sendo determinada por uma ordem moral ou destino imutável e suprapolítico – ou seja, não controverso.

Sociedades modernas e igualitárias, no entanto, sejam de posicionamento político democrático ou autoritário, baseiam-se sempre na premissa de que estão tornando a vida mais feliz; a função declarada do Estado moderno, pelo menos originalmente, não seria apenas regulamentar as relações sociais, mas também estabelecer a qualidade e as possibilidades da vida humana em geral.

A felicidade, portanto, torna-se questão política primordial – de alguma maneira, a única questão –, e por esse motivo não pode se tornar um problema. Se um norte-americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da sociedade a que ele pertence.

Portanto, devido a uma lógica cuja necessidade todos reconhecemos, vira uma obrigação cidadã ser alegre; se as autoridades acreditam que é necessário, o cidadão pode até ser compelido a fazer demonstrações públicas, em ocasiões especiais, de sua felicidade, assim como em tempos de guerra ele pode ser constrangido a entrar para o exército.


(Adaptado de: WARSHOW, Robert. “O gângster como herói trágico”, Serrote, p. 109)

Sem que se altere, em linhas gerais, o sentido do segmento ...sendo determinada por uma ordem moral... (1º parágrafo), o gerúndio pode ser substituído corretamente por:

Alternativas
Q2722974 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 15 a 20.


Os Estados Unidos, como organização social e política, são comprometidos com uma visão alegre da vida. Não poderia ser diferente. A noção de tragédia é um luxo reservado a sociedades aristocráticas, nas quais a sorte do indivíduo não é entendida como tendo uma importância política legítima, sendo determinada por uma ordem moral ou destino imutável e suprapolítico – ou seja, não controverso.

Sociedades modernas e igualitárias, no entanto, sejam de posicionamento político democrático ou autoritário, baseiam-se sempre na premissa de que estão tornando a vida mais feliz; a função declarada do Estado moderno, pelo menos originalmente, não seria apenas regulamentar as relações sociais, mas também estabelecer a qualidade e as possibilidades da vida humana em geral.

A felicidade, portanto, torna-se questão política primordial – de alguma maneira, a única questão –, e por esse motivo não pode se tornar um problema. Se um norte-americano ou um russo é infeliz, isso implica certa reprovação da sociedade a que ele pertence.

Portanto, devido a uma lógica cuja necessidade todos reconhecemos, vira uma obrigação cidadã ser alegre; se as autoridades acreditam que é necessário, o cidadão pode até ser compelido a fazer demonstrações públicas, em ocasiões especiais, de sua felicidade, assim como em tempos de guerra ele pode ser constrangido a entrar para o exército.


(Adaptado de: WARSHOW, Robert. “O gângster como herói trágico”, Serrote, p. 109)

Caso se substitua o termo sublinhado pelo que está entre parênteses, o verbo que deverá ser flexionado no plural encontra-se em:

Alternativas
Q2722954 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 11.


Diminuto feito grão de poeira, mera mancha de caneta, migalha no teclado, o ponto final é o sumo magistrado de nossos sistemas de escrita, ainda à espera de ser cantado em verso. Sem ele, não haveria fim para o sofrimento do jovem Werther e as viagens do hobbit jamais se completariam. Sua presença permitiu que Henri Michaux comparasse nossa essência a “um ponto que a morte devora”.

Ele coroa o pensamento que se completa, propicia a quimera de uma conclusão e guarda certa altivez que, como a de Napoleão, provém de seu tamanho minúsculo. Ansiosos por seguir em frente, não precisamos de nada que assinale o início, mas precisamos saber onde parar: esse pequeno memento mori, “lembrança da morte”, faz recordar que para tudo há de ter um fim, inclusive para nós mesmos. Como um professor sugeriu, um ponto final é “sinal de um sentido que se perfaz e de uma frase perfeita”.

A necessidade de indicar o fim de uma frase escrita é talvez tão velha quanto a própria escrita, mas a solução, sucinta e prodigiosa, não se estabeleceu até o Renascimento italiano. Por séculos, a pontuação fora assunto irremediavelmente errático.

Já no século I d.C., Quintiliano propunha que a frase além de expressar uma ideia completa devia ainda ser pronunciada de um só fôlego. Por muito tempo os escribas pontuaram os textos com todo o tipo de sinais e símbolos, de um simples espaço em branco a toda uma variedade de pontos e barras.

No começo do século 5 d. C., São Jerônimo, tradutor da Bíblia, concebeu um sistema que assinalava cada unidade de sentido por meio de uma letra que avançava para fora da margem, como indicando um novo parágrafo.

Três séculos mais tarde, o “ponto” era usado para indicar tanto uma pausa no interior da frase como o fim da frase propriamente dito. Valendo-se de convenções tão confusas assim, os escritores não tinham como esperar que o público lesse determinado texto conforme as intenções do autor.

Então, no ano de 1556, Aldo Manuzio, o Jovem, em seu manual de pontuação, Interpungendi ratio, caracterizou pela primeira vez a função e o aspecto definitivo do ponto final. Queria escrever um manual para tipógrafos; não tinha como saber que legava a nós as dádivas de sentido e música de toda a literatura por vir.


(Adaptado de: MANGUEL, A. “Ponto final”, Serrote, jul. 2012)

Caso o autor se referisse a acontecimentos passados, no segmento Ansiosos por seguir em frente, não precisamos de nada que assinale o início... (2º parágrafo), os verbos sublinhados devem assumir a seguinte forma para que se mantenha a correlação adequada entre eles:

Alternativas
Q2722952 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 11.


Diminuto feito grão de poeira, mera mancha de caneta, migalha no teclado, o ponto final é o sumo magistrado de nossos sistemas de escrita, ainda à espera de ser cantado em verso. Sem ele, não haveria fim para o sofrimento do jovem Werther e as viagens do hobbit jamais se completariam. Sua presença permitiu que Henri Michaux comparasse nossa essência a “um ponto que a morte devora”.

Ele coroa o pensamento que se completa, propicia a quimera de uma conclusão e guarda certa altivez que, como a de Napoleão, provém de seu tamanho minúsculo. Ansiosos por seguir em frente, não precisamos de nada que assinale o início, mas precisamos saber onde parar: esse pequeno memento mori, “lembrança da morte”, faz recordar que para tudo há de ter um fim, inclusive para nós mesmos. Como um professor sugeriu, um ponto final é “sinal de um sentido que se perfaz e de uma frase perfeita”.

A necessidade de indicar o fim de uma frase escrita é talvez tão velha quanto a própria escrita, mas a solução, sucinta e prodigiosa, não se estabeleceu até o Renascimento italiano. Por séculos, a pontuação fora assunto irremediavelmente errático.

Já no século I d.C., Quintiliano propunha que a frase além de expressar uma ideia completa devia ainda ser pronunciada de um só fôlego. Por muito tempo os escribas pontuaram os textos com todo o tipo de sinais e símbolos, de um simples espaço em branco a toda uma variedade de pontos e barras.

No começo do século 5 d. C., São Jerônimo, tradutor da Bíblia, concebeu um sistema que assinalava cada unidade de sentido por meio de uma letra que avançava para fora da margem, como indicando um novo parágrafo.

Três séculos mais tarde, o “ponto” era usado para indicar tanto uma pausa no interior da frase como o fim da frase propriamente dito. Valendo-se de convenções tão confusas assim, os escritores não tinham como esperar que o público lesse determinado texto conforme as intenções do autor.

Então, no ano de 1556, Aldo Manuzio, o Jovem, em seu manual de pontuação, Interpungendi ratio, caracterizou pela primeira vez a função e o aspecto definitivo do ponto final. Queria escrever um manual para tipógrafos; não tinha como saber que legava a nós as dádivas de sentido e música de toda a literatura por vir.


(Adaptado de: MANGUEL, A. “Ponto final”, Serrote, jul. 2012)

...propicia a quimera de uma conclusão... (2º parágrafo)


O verbo conjugado no mesmo tempo e modo que o do segmento acima está em:

Alternativas
Q2722949 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 11.


Diminuto feito grão de poeira, mera mancha de caneta, migalha no teclado, o ponto final é o sumo magistrado de nossos sistemas de escrita, ainda à espera de ser cantado em verso. Sem ele, não haveria fim para o sofrimento do jovem Werther e as viagens do hobbit jamais se completariam. Sua presença permitiu que Henri Michaux comparasse nossa essência a “um ponto que a morte devora”.

Ele coroa o pensamento que se completa, propicia a quimera de uma conclusão e guarda certa altivez que, como a de Napoleão, provém de seu tamanho minúsculo. Ansiosos por seguir em frente, não precisamos de nada que assinale o início, mas precisamos saber onde parar: esse pequeno memento mori, “lembrança da morte”, faz recordar que para tudo há de ter um fim, inclusive para nós mesmos. Como um professor sugeriu, um ponto final é “sinal de um sentido que se perfaz e de uma frase perfeita”.

A necessidade de indicar o fim de uma frase escrita é talvez tão velha quanto a própria escrita, mas a solução, sucinta e prodigiosa, não se estabeleceu até o Renascimento italiano. Por séculos, a pontuação fora assunto irremediavelmente errático.

Já no século I d.C., Quintiliano propunha que a frase além de expressar uma ideia completa devia ainda ser pronunciada de um só fôlego. Por muito tempo os escribas pontuaram os textos com todo o tipo de sinais e símbolos, de um simples espaço em branco a toda uma variedade de pontos e barras.

No começo do século 5 d. C., São Jerônimo, tradutor da Bíblia, concebeu um sistema que assinalava cada unidade de sentido por meio de uma letra que avançava para fora da margem, como indicando um novo parágrafo.

Três séculos mais tarde, o “ponto” era usado para indicar tanto uma pausa no interior da frase como o fim da frase propriamente dito. Valendo-se de convenções tão confusas assim, os escritores não tinham como esperar que o público lesse determinado texto conforme as intenções do autor.

Então, no ano de 1556, Aldo Manuzio, o Jovem, em seu manual de pontuação, Interpungendi ratio, caracterizou pela primeira vez a função e o aspecto definitivo do ponto final. Queria escrever um manual para tipógrafos; não tinha como saber que legava a nós as dádivas de sentido e música de toda a literatura por vir.


(Adaptado de: MANGUEL, A. “Ponto final”, Serrote, jul. 2012)

A frase que pode ser transposta para a voz passiva encontra-se em:

Alternativas
Q2722793 Português

Com a desorganização, deixamos de ganhar dinheiro e aproveitar o tempo.

As palavras sublinhadas, acima, pertencem à classe gramatical:

Alternativas
Q2718921 Português

O verbo sublinhado em “A mulher relatou aos policiais os maus tratos que estava sofrendo.” está conjugado no modo indicativo, no tempo:

Alternativas
Respostas
8221: D
8222: B
8223: D
8224: A
8225: B
8226: D
8227: A
8228: B
8229: D
8230: C
8231: B
8232: C
8233: A
8234: D
8235: B
8236: E
8237: A
8238: E
8239: D
8240: D