Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - verbos em português
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Texto para a questão:
Retrato
Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo.
Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.
Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida
a minha face?
MEIRELES, Cecília. Obra Poética de Cecília
Meireles. Rio de Janeiro: José Aguilar, 1958

O mesmo uso do verbo CURTIR, realizado no TEXTO 6, pode ser observado em:
Considere o TEXTO 6, abaixo:

O Texto 6 circulou recentemente pelas redes sociais. A respeito do emprego do verbo CURTIR, nessa publicação, é CORRETO
afirmar que
TEXTO 2
Frustração infantil: a importância de dizer ‘não’
Outro dia, em um supermercado, deparei-me com uma
criança que se debatia no chão enquanto a mãe explicava o
porquê de não levar o chocolate pedido naquele dia.
Ao ver aquela cena, logo pensei nos sentimentos ali
envolvidos: o constrangimento da mãe, a raiva da criança, e
o que deu início a tudo isso: a frustração.
Mas, afinal, o que é frustração? É o sentimento que nos
atinge pela não realização de um desejo ou expectativa e,
em geral, vem de “mãos dadas” com a raiva e a tristeza.
Apesar de a frustração ser muito associada ao fracasso, ela
é de extrema importância para o desenvolvimento
emocional sadio.
Vivemos em uma era de imediatismos. Desde pequenas, as
crianças estão habituadas a ter acesso à satisfação
instantânea. Lembram-se dos tempos de “outrora”? Eram
tempos em que recebíamos, diariamente, uma pequena
dose de frustração! Aí está, a tal da frustração presente,
desde cedo, em nossas vidas, nas pequenas ações diárias.
Como adultos, sabemos que nem sempre podemos ter o
que desejamos, ou na velocidade desejada. Assim,
percebemos que as frustrações são parte inerente da vida;
encontrar formas de lidar com o desconforto causado por
elas é fundamental para o bem-estar emocional.
Na ânsia de ver nossos filhos felizes, acabamos por atender
a todos os seus desejos, acreditando que, ao negar-lhes
algo, estaremos lhes causando sofrimento. Quando os pais
tentam evitar qualquer tipo de frustração, estão sendo
imediatistas, pois privam seus filhos de oportunidades de crescimento pessoal e de compreensão de mundo. O
excesso de proteção pode resultar em adultos que não
sabem lidar com as adversidades cotidianas.
A cada frustração, a criança aprende a encontrar uma
forma de lidar com o desconforto gerado pela negação do
seu desejo, a encontrar novos caminhos e superar
adversidades. Passar por situações de frustração abre
espaço para desenvolver resiliência, tão importante em
nosso desenvolvimento social e emocional.
Ao permitirmos que as crianças se frustrem algumas vezes,
contribuímos para que elas sejam adultos mais
compreensivos. O não é, pode ser ato de amor.
Aprender, desde cedo, a lidar com o desconforto e a
encontrar formas de se sentir melhor, pode ser uma
poderosa aliada na hora das frustrações.
Paola Centieiro - disponível em
(http://www.asecbrasil.org.br/blog/frustracao-infantil-e-importanciade-dizer-nao/) Acessado em 05/10/2017.
( ) A escrita correta de formas do Imperfeito do Subjuntivo (como "voltássemos" e "lessem") pode ser trabalhada por meio da depreensão de uma regra. ( ) O equívoco frequentemente cometido pelos estudantes entre as formas de 3ª pessoa do plural no Pretérito Perfeito e no Futuro do Presente do Indicativo (como "ganharam" x "ganharão") pode ser resolvido com base na conscientização sobre tonicidade. ( ) A troca de "S" por "Z" ou de "Z" por "X" pode ser evitada, em todos os casos, mostrando-se a posição do segmento sonoro no interior da palavra (como em "azar", "casa" e "exame"). ( ) A grafia incorreta, apresentada por grande número de estudantes, das formas de 1ª pessoa do pretérito perfeito x 3ª pessoa do presente do indicativo ("eu vivi" x "ele vive") reside na incompreensão de aspectos ligados à tonicidade: oxítona x paroxítona; forma de representação de fonemas átonos.
A ordem CORRETA, de cima para baixo, encontra-se na opção:
INSTRUÇÃO: Considere o fragmento abaixo para responder a questão:
Abordando perspectivas de ensino gramatical de forma mais reflexiva, em “Gramática Ensino Plural”, Luiz Carlos Travaglia (citando pesquisa de Gisele Nunes, 2001), sobre o ensino do verbo na escola básica, afirma que
“O estudo é predominantemente teórico e voltado quase exclusivamente para as formas (flexão, identificação e denominação), pois o trabalho com a significação é raro. Na verdade, a preocupação com a significação parece ocorrer só com uma coleção em atividades de gramática reflexiva […]. O fato de só uma coleção trabalhar o emprego de tempos e modos é revelador de que não se dá atenção ao uso do verbo, suas possibilidades significativas e sua adequação à produção de efeitos de sentido e às situações de uso, nem mesmo no que diz respeito ao já registrado nas gramáticas tradicionais e nos estudos de Estilística.
[…] Dá-se muita atenção à metalinguagem voltada quase exclusivamente para a morfologia do verbo. Algumas categorias do verbo (como o aspecto e a modalidade, esta confundida com o modo), são ignoradas. Os aspectos sintáticos ficam restritos às recomendações da Gramática Normativa sobre regência e concordância (esta apenas do verbo com o sujeito, como se não houvesse outras formas de concordância)”.
TRAVAGLIA, Luiz Carlos. Gramática Ensino Plural. São Paulo: Cortez, 2003. Cap. 6, p.155-174
“Ele pegou a pedra e a ________ para as barras da gaiola exatamente em frente à fruta, mas ao tentar fazer com que ela passasse pelas grades não _________ resultados satisfatórios.”
“Uma moça pediu que eu me sentasse, mostrou-me uma folha com uma linha vertical e pediu que eu ____, de olhos fechados!”
I- Ao empregar a palavra “ruybarbosianamente” o autor emprega um neologismo, criado a partir do processo de composição com o substantivo próprio Rui com Barbosa e derivação sufixal, com o acréscimo de dois sufixos. II- A pergunta feita ao candidato “Esse ‘for’ aí, que verbo é esse?” induzia ao erro, pois seria mais claro perguntar: A forma verbal “for” a que verbo pertence? III- O candidato não só afirma a existência do verbo “for”, como o conjuga no presente do indicativo em todas as pessoas do discurso. IV-“For” é uma forma comum para primeira e terceira pessoas do presente do subjuntivo dos verbos “ser” e “ir”. V- No último parágrafo, o autor ironicamente faz uma crítica política sugerindo que algumas pessoas mal preparadas acabam ocupando cargos públicos.
É correto o que se afirma em:
O texto abaixo foi veiculado em jornais impressos.
8 DE MAIO. DIA DAS MÃES.
Beije de verdade. Abrace forte.
Declare o que ela é para você.
Puro. Só Amor de Mãe.
Em relação às formas verbais destacadas, é CORRETO afirmar que todas estão:
Considere o trecho do texto a seguir e responda àquestão.
Que desejamos para os nossos filhos? Que eles sejam felizes. Sorrimos ao vê-los por aí a correr, a pular, a cantar, a brincar, pensando nas coisas de criança. Mas enquanto brincam e riem eles não pensam em nós. Se um filho ao se levantar viesse até você e o elogiasse, e agradecesse porque você lhe deu a vida e jurasse amor para sempre, e fizesse a mesma coisa na hora do almoço, e repetisse os mesmos gestos e palavras ao meio da tarde, e de noite fizesse tudo de novo, suspeitaríamos de que alguma coisa não está bem. O que desejamos é que eles gozem a vida sem pensar em nós. Quem pensa demais e fala demais sobre Deus é porque não o está respirando.
(Trecho extraído do texto Deus e a beleza, de Rubem Alves)
Considere o trecho do texto a seguir e responda àquestão.
Que desejamos para os nossos filhos? Que eles sejam felizes. Sorrimos ao vê-los por aí a correr, a pular, a cantar, a brincar, pensando nas coisas de criança. Mas enquanto brincam e riem eles não pensam em nós. Se um filho ao se levantar viesse até você e o elogiasse, e agradecesse porque você lhe deu a vida e jurasse amor para sempre, e fizesse a mesma coisa na hora do almoço, e repetisse os mesmos gestos e palavras ao meio da tarde, e de noite fizesse tudo de novo, suspeitaríamos de que alguma coisa não está bem. O que desejamos é que eles gozem a vida sem pensar em nós. Quem pensa demais e fala demais sobre Deus é porque não o está respirando.
(Trecho extraído do texto Deus e a beleza, de Rubem Alves)
INSTRUÇÃO: O trecho a seguir traz os dois primeiros parágrafos do artigo de J. R. Guzzo, colunista da revista Veja, intitulado Artigo de imitação. Leia o trecho e responda à questão.
A democracia no Brasil lembra uma dessas fotografias antigas de reis africanos que de vez em quando ilustram livros de história. Muitos deles, ouvindo oficiais do Império Britânico ou outros figurões europeus da época colonial que lhes davam lições de civilização, progresso e bons modos, parecem encantados. Acreditavam, como lhes era dito, que a Europa e as coisas europeias representavam o máximo a ser sonhado por um ser humano – e em geral chegavam à conclusão de que teriam muito a ganhar transformando a si próprios em soberanos civilizados o mais depressa possível. O meio prático de fazer isso, em sua maneira de ver as coisas, era imitar os trajes, jeitos e enfeites dos peixes graúdos que lhes falavam das maravilhas da rainha Vitória ou do imperador Napoleão III. Que atalho melhor para atingir esse estágio superior na evolução das sociedades humanas? O resultado aparece nas fotografias. As mais clássicas mostram uns negros magros, ou gordíssimos, com uma cartola de segunda mão na cabeça, ou um desses capacetes de caçador inglês, calças rasgadas aqui e ali, pés descalços – ou calçados com uma bota só, velha e sem graxa. Uns aparecem com casacas usadas, uma fileira de medalhas no peito e três ou quatro relógios saindo dos bolsos. Outros fazem questão de exibir-se para a câmera segurando um guarda-chuva aberto. É triste. Imaginavam-se nobres, modernos e iguais aos seus pares europeus. Eram apenas uns pobres coitados.
O problema é que nada tinha mudado na vida real. Junto com as novas roupas e os acessórios, as fotos mostram que os retratados conservavam, como sempre, seus colares com ossos, pulseiras de metal e argolas nas orelhas ou no nariz – e a história iria provar com fatos, em seguida, quanto foi inútil todo esse esforço de imitação. Das nações mais evoluídas, suas majestades copiavam os trajes. Não aprenderam as virtudes. Continuaram desgraçando a si e a seu país enquanto eram roubados até o último papagaio pelos que vieram ensiná-los a ter valores cristãos, avançados e democráticos.
(Revista Veja, ed. 2542.)
Sobre recursos expressivos usados, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A expressão Muitos deles, formada por pronome indefinido + pronome pessoal preposicionado, retoma o sentido de reis africanos, na primeira linha do texto. ( ) O pronome oblíquo lhes, nas duas ocorrências, funciona como elemento coesivo referencial anafórico. ( ) Em si próprios, o adjetivo funciona como reforço à ação reflexiva expressa pelo pronome. ( ) Em chegavam à conclusão de que teriam muito a ganhar, o uso da preposição de deve-se à regência do verbo chegar. ( ) A forma verbal parecem no presente e a forma verbal acreditavam no pretérito imperfeito, ambas referindo-se a reis africanos, marcam falta de coerência textual por não estarem no mesmo tempo verbal.
Assinale a sequência correta.
INSTRUÇÃO: O trecho a seguir traz os dois primeiros parágrafos do artigo de J. R. Guzzo, colunista da revista Veja, intitulado Artigo de imitação. Leia o trecho e responda à questão.
A democracia no Brasil lembra uma dessas fotografias antigas de reis africanos que de vez em quando ilustram livros de história. Muitos deles, ouvindo oficiais do Império Britânico ou outros figurões europeus da época colonial que lhes davam lições de civilização, progresso e bons modos, parecem encantados. Acreditavam, como lhes era dito, que a Europa e as coisas europeias representavam o máximo a ser sonhado por um ser humano – e em geral chegavam à conclusão de que teriam muito a ganhar transformando a si próprios em soberanos civilizados o mais depressa possível. O meio prático de fazer isso, em sua maneira de ver as coisas, era imitar os trajes, jeitos e enfeites dos peixes graúdos que lhes falavam das maravilhas da rainha Vitória ou do imperador Napoleão III. Que atalho melhor para atingir esse estágio superior na evolução das sociedades humanas? O resultado aparece nas fotografias. As mais clássicas mostram uns negros magros, ou gordíssimos, com uma cartola de segunda mão na cabeça, ou um desses capacetes de caçador inglês, calças rasgadas aqui e ali, pés descalços – ou calçados com uma bota só, velha e sem graxa. Uns aparecem com casacas usadas, uma fileira de medalhas no peito e três ou quatro relógios saindo dos bolsos. Outros fazem questão de exibir-se para a câmera segurando um guarda-chuva aberto. É triste. Imaginavam-se nobres, modernos e iguais aos seus pares europeus. Eram apenas uns pobres coitados.
O problema é que nada tinha mudado na vida real. Junto com as novas roupas e os acessórios, as fotos mostram que os retratados conservavam, como sempre, seus colares com ossos, pulseiras de metal e argolas nas orelhas ou no nariz – e a história iria provar com fatos, em seguida, quanto foi inútil todo esse esforço de imitação. Das nações mais evoluídas, suas majestades copiavam os trajes. Não aprenderam as virtudes. Continuaram desgraçando a si e a seu país enquanto eram roubados até o último papagaio pelos que vieram ensiná-los a ter valores cristãos, avançados e democráticos.
(Revista Veja, ed. 2542.)