Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - verbos em português
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Levando em consideração o emprego das classes de palavras, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. “É importante, também, mudar as leis e políticas que ajudam a perpetuar a violência.”
2. “Agora suponha que dez das convidadas tenham sido ou serão vítimas de violência por parte dos parceiros.”
3. “A violência contra mulheres e meninas não é realidade apenas dos países pobres.”
4. “Setenta milhões de meninas se casaram antes dos 18 anos, a maioria contra sua vontade, em várias regiões do mundo.”
5. “Os motivos que levam a ela são vários, entre eles: (...)”
( ) Pronome.
( ) Artigo.
( ) Verbo.
( ) Substantivo.
( ) Advérbio.
A sequência está correta em
Leia o conto a seguir para responder à questão.
Tentando alcançar a Lua
Considere as seguintes falas do Rei dos Macacos:
Agarra-te à mão do teu irmão e vai buscar a Lua.
– Tragam o quarto macaco mais forte. [...]
– Deixem-me ser o primeiro a agarrá-la!
No contexto, as formas verbais destacadas expressam
Leia o texto para responder à questão.
O mundo não é maternal
É bom ter mãe quando se é criança, mas também é bom quando se é adulto. Na adolescência se pensa que seria possível viver melhor sem ela, mas é erro de cálculo. Mãe é bom em qualquer idade. Sem ela, ficamos órfãos de tudo, já que o mundo lá fora não é nem um pouco maternal conosco.
O mundo não se importa se estamos desagasalhados e passando fome. Não liga se virarmos a noite na rua. O mundo quer defender o seu, não o nosso. O mundo quer que fiquemos horas ao telefone, torrando dinheiro. Quer que nos casemos logo para comprar um apartamento que vai nos deixar endividados por vinte anos. O mundo quer que andemos na moda, troquemos de carro, tenhamos boa aparência, nem que para isso tenhamos que estourar o cartão de crédito.
Mãe também quer que os filhos tenham boa aparência, mas está mais preocupada com nosso banho, com os nossos dentes e os nossos ouvidos, com a nossa limpeza interna: não quer que os filhos se droguem nem bebam.
O mundo nos olha superficialmente. Não detecta nossa tristeza, nosso abatimento. O mundo nos quer lindos e vitoriosos. O mundo não se preocupa se estamos com febre, não penteia nosso cabelo, não nos oferece um pedaço de bolo. Quando não concorda conosco, nos pune, nos rotula, nos exclui. O mundo não tem doçura, não tem paciência, não quer nos ouvir. O mundo pergunta quantos eletrodomésticos temos em casa, mas não quer saber dos nossos medos de infância, das nossas notas no colégio, de como foi duro arranjar o primeiro emprego.
Mãe é de outro mundo. Sofre no lugar dos filhos, preocupa-se com detalhes e tenta adivinhar as vontades deles. Enquanto o mundo exige eficiência máxima e cobra caro pelo seu tempo, mãe é de graça.
(Martha Medeiros. Non-stop. Porto Alegre: L&PM, 2012. Adaptado)
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder a questão.
Um acento pode mudar todo o sentido da frase?
Um acento e tudo muda.
A secretária, na secretaria, disse a Antônio, seu chefe,que estava muito gripada.
— Não me medico! Vou sim ao médico. E já! - exclamou.
Ela, sábia, sabia dos riscos da famosa automedicação.
— Meu bebê, por exemplo, seu Antônio, só bebe o que é prescrito! Só come coco do bom; por isso, nunca tem cocô fedido.
Rapidamente, Raissa (que odiava ser chamada de Raíssa) ganhou a liberação para ir ao médico. Antes da saída, proclamou o chefe:
— Não se acostume! Neste mundo é preciso que se rale para sair da ralé, menina!
— Ah! Vou avisar também seus pais! Sabe como anda a violência neste país, né?
Ao chegar ao consultório, olhou para o forro do estabelecimento e lembrou a origem dos chatos espirros:o forró agarradinho à pele com o Édson (apelidado de Pelé).
— Seu nome? - perguntou o médico.
— Raissa!
— Raíssa, ...
— Ops! É Raissa! Meu nome não tem acento, tem que pronunciar o ditongo ai. É “AI”: Raissa!
— Perdão, dona Raissa! Que houve?
— Ah! Aqui na Bahia (o senhor sabe, né?), em qualquer baia, a gente dança forró, pele com a pele. Pelé me convidou, trocamos umas palavrazinhas. De repente, eu disse que era secretária. Ele disse que eu era mesmo uma babá muito bonita. Troquei baba com ele, por longos minutos.
Para homenagear o momento, pedi à banda um fá maior e ele ficou fã.
A única coisa triste, doutor, é que, nesse ínterim, fiquei inteiramente gripada.
— Dona Raissa, venha cá! Não repare a minha cã:cabelo branco quando nasce é sempre aos montes. Vou lhe mostrar, por meio deste cartaz, nossa garganta.
— Está vendo lá? - questionou.
— Esta garganta? - perguntou a moça.
— Quando se está sob a friagem, sem a roupa de lã, lá fica inflamado, cheio de ira, como os fanáticos do Irã.
— Em meu último congresso em Roma, aprendi que romã é ótimo para tal incômodo laríngeo. Você se incomoda com essa fruta?
— Não me incomodo, doutor!
— Tome também estes comprimidos, duas vezes ao dia, e ficará curada.
Raissa, diante do tempo gasto na consulta, ficara apenas chateada por não conseguir comprar carne, tampouco quitar pontualmente a dívida, impressa no carnê. Um acento e tudo muda.
Um abraço e até a próxima!
Disponível em: <https://exame.abril.com.br/carreira/um-acento-pode-mudar-todo-o-sentido-da-frase/>.
Analise este trecho.
“—Tome também estes comprimidos, duas vezes ao dia, e ficará curada.”
A expressão destacada expressa a ideia de
"Quando o verbo da fala está no presente do indicativo e o da oração justaposta, no pretérito perfeito, o primeiro vai para o pretérito imperfeito do mesmo modo, mas o segundo não sofre alteração."
(Extraído de: GARCIA, O. M. Comunicação em prosa moderna: aprenda a escrever, aprendendo a pensar. Rio de Janeiro: 2010, p.153.)

Com base no trecho de texto e no quadro, a alternativa
que apresenta as palavras adequadas, na sequência
correta, para completar as frases, no discurso direto e no
discurso indireto, é:
Canção
Pus meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar.
Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre dos meus dedos
colore as areias desertas.
O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio...
Chorarei quando for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.
Depois tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mão quebradas.
Cecília Meireles – A viagem
Os três pássaros do Rei Herodes
Pela triste estrada de Belém, a Virgem Maria, tendo o Menino Jesus ao colo, fugia do rei Herodes.
Aflita e triste ia em meio do caminho quando encontrou um pombo, que lhe perguntou:
- Para onde vais, Maria?
- Fugimos da maldade do rei Herodes – respondeu ela. Mas como naquele momento se ouvisse o tropel dos soldados que a perseguiam, o pombo voou assustado.
Continuou Maria a desassossegada viagem e, pouco adiante, encontrou uma codorniz que lhe fez a mesma pergunta que o pombo e, tal qual este, inteirada do perigo, tratou de fugir.
Finalmente, encontrou-se com uma cotovia que, assim que soube do perigo que assustava a Virgem, escondeu-a e ao menino, atrás de cerrado grupo de árvores que ali existia.
Os soldados de Herodes encontraram o pombo e dele souberam o caminho seguido pelos fugitivos. Mais para a frente a codorniz não hesitou em seguir o exemplo do pombo.
Ao fim de algum tempo de marcha, surgiram à frente da cotovia. Viste passar por aqui uma moça com uma criança no regaço?
- Vi sim – respondeu o pequenino pássaro. Foram por ali.
E indicou aos soldados um caminho que se via ao longe. E assim afastou da Virgem e de Jesus os seus malvados perseguidores.
Deus castigou o pombo e a codorniz.
O primeiro, que tinha uma linda voz, passou a emitir, desde então, um eterno queixume.
A segunda passou a voar tão baixo, tão baixo, que se tornou presa fácil de qualquer caçador inexperiente.
E a cotovia recebeu o prêmio de ser a esplêndida anunciadora do sol a cada dia que desponta.
Analise a frase:
“A crise? ... Sim, está aí no meio – em todos os lugares.”
É correto afirmar que o verbo em destaque representa:
O trecho a seguir é parte do poema Raquel de Luís Vaz de Camões.
“Começa de servir outros sete anos,
Dizendo: – Mais servira, se não fora
Para tão longo amor tão curta a vida!”
No trecho acima há um verbo conjugado no pretérito mais-que-perfeito do indicativo, o que é empregado para:
Leia a tira.

(Politicopatas. Folha de S.Paulo, 19.04.2019. Adaptado)
De acordo com a norma-padrão, os termos que preenchem
as lacunas no primeiro quadrinho são, respectivamente:
Considere a tira de Mort Walker para responder à questão.

Sobre vozes verbais, avalie as afirmações que seguem:
I. A voz do verbo é a forma que este assume para indicar que a ação verbal é praticada ou sofrida pelo sujeito. A ativa é a forma em que o verbo se apresenta para normalmente indicar que a pessoa a que se refere é o agente da ação; a passiva é a forma que indica que a pessoa é objeto da ação verbal – sendo, pois, paciente; a reflexiva é a forma que indica que a ação verbal não passa a outro ser (negação da transitividade).
II. Na voz reflexiva, a ação verbal não pode reverter-se ao próprio agente; não é possível indicar reciprocidade entre dois ou mais agentes; e, em alguns casos, pode expressar sentido de pessoalidade, conforme promova interpretações diversas.
III. Passividade e voz passiva são dois conceitos idênticos quando se fala em formas verbais flexionadas na voz passiva, seja ela sintética ou analítica, isto é, composta por locução verbal ou partícula apassivadora.
Quais estão corretas?
Uma geração sem carro
Aprender a dirigir já não desperta a mesma paixão entre os jovens. A queda nas emissões de carteiras de motorista mostra que eles têm encontrado opções capazes de oferecer a mesma sensação de independência antes associada aos veículos.
O custo envolvido no processo de tirar uma habilitação no Brasil é um dos fatores que afastam os jovens dos carros. O valor varia de acordo com o Estado, mas pode chegar a R$ 2 mil reais. Ter um carro também é caro: modelos populares saídos das lojas estão na faixa dos R$ 40 mil, além dos custos de manutenção, combustível e estacionamentos. Mas não só o dinheiro tem sido o fator determinante para que muitos jovens não queiram dirigir. Esse desinteresse passa pela quantidade de opções disponíveis a todos e que oferecem a mesma sensação de liberdade sem os encargos de manter um carro na garagem.
A decisão de não aprender a dirigir ainda desperta curiosidade dos mais velhos, que morriam de alegria ao conseguir ter um carro, acostumados que foram a ver um veículo próprio como símbolo da independência. Essa mudança de mentalidade ainda demorará algum tempo para ser percebida em todos os setores da indústria automobilística, que, preocupada, começa a pensar em estratégias para reconquistar o público jovem.
(André Sollitto. Uma geração sem carro. Revista Isto é. 26.9.2018. Adaptado)
Observe na tirinha a fala da professora e do aluno.

Conforme a classificação gramatical, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Artigo.
2. Vocativo.
3. Verbo da 1ª conjugação.
4. Verbo da 2ª conjugação.
( ) Juca.
( ) gosto.
( ) são.
( ) os.
A sequência está correta em
Quando se discutiam suas ideias com entusiasmo.
A frase acima está construída na voz passiva sintética. Transposta para a voz passiva analítica, a frase assume a seguinte redação: Quando suas ideias
A reputação do filósofo Tales de Mileto era legendária. Usando seu conhecimento astronômico e meteorológico, ele previu uma excelente colheita de azeitonas com um ano de antecedência. Sendo um homem prático, conseguiu dinheiro para alugar todas as prensas de azeite de oliva da região e, quando chegou o verão, os produtores de azeite de oliva tiveram que pagar a Tales pelo uso das prensas, que acabou fazendo uma fortuna. Tales também teria previsto um eclipse solar que ocorreu no dia 28 de maio de 585 a.C., que efetivamente causou o fim da guerra entre os lídios e os persas. Quando lhe perguntaram o que era difícil, Tales respondeu: “Conhecer a si próprio”. Quando lhe perguntaram o que era fácil, respondeu: “Dar conselhos”. Não é à toa que era considerado um dos Sete Homens Sábios da Grécia Antiga.
A questão de central importância para os filósofos iônicos era a composição do cosmo. Qual é a substância que compõe o Universo? A resposta de Tales é que tudo é água. É provável que, à parte a possível influência das culturas do Oriente Médio, ao escolher a água como substância fundamental da Natureza, Tales tinha se inspirado em suas qualidades únicas de mutação; a água é continuamente reciclada dos céus para a terra e oceanos, transformando-se de líquida para vapor, representando, assim, a dinâmica intrínseca dos processos naturais. Mais ainda, assim como nós e a maioria das formas de vida dependemos da água para existir, o próprio Universo exibia a mesma dependência, já que também era considerado por Tales como um organismo vivo.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. A dança do universo: dos mitos de criação ao Bing Bang. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 40-42)
Os produtos alimentícios são sistematicamente adulterados por comerciantes inescrupulosos.
Ao se transpor a frase acima para a voz ativa, a forma verbal resultante será
