Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 14.628 questões

Q2890997 Português

Leia o texto a seguir e responda às questões de nº 01 a 10.


Língua PORTUGUESA: MODO DE USAR


Há muito tempo me fascina a língua portuguesa falada e es-

crita nos hospitais, por médicos, enfermeiros, pacientes, ajudan-

tes diversos, visitas. Em 2006, publiquei um artigo sobre as bulas,

onde dizia: "As bulas de remédios são inúteis para os consumido-

5 res. Além de trazerem informações desnecessárias e assustado-

ras; vêm carregadas de advertências· confusas, que podem aba-

lar a confiança que os clientes têm nos médicos. O objetivo é for-

necer argumentos aos advogados dos laboratórios' em eventuais

ações judiciais. Os consumidores que se danem". E acrescenta-

10 va, então, que "a bula deveria prestar informações indispensáveis

aos consumidores. Mas não o faz com eficiência. A primeira difi-

culdade é o tamanho das letras. Quem lê as bulas? Quase sem-

pre pessoas mais velhas. Ou porque tomam aqueles remédios ou

porque vão administrá-los a quem, mesmo sabendo ler, não en-

15 tenderia o que ali vai escrito. Os laboratórios não pensaram nisso

ao escolher letras tão pequeninas; Ou pensaram e quiseram eco-

nomizar papel. Seus cons􀌳ltores diriam "otimizar recursos".

Pois agora a Agência Nacional de Saúde (Anvisa) definiu um

novo modelo para as bulas. A resolução prescreve que deverão

20 ser impressas em letras Times New Roman, corpo 10, isto é, qua

se o dobro do atualmente usado. E terão um tipo de informações

para os pacientes e outra para os profissionais. Foram incluídas

também nove perguntas respondidas·, que explicam quais as indi-

cações do remédio e quais os males que ele pode causar.

25___Um remédio que tomo com frequência vem com o seguinte avi-

so: "Atenção fenilcetonúricos: contém fenilalanina".A maioria dos di-

donários comete o mesmo erro das bulas: tudo é explicado, nada é

entendido. "É uma doença devida a um defeito congênito do metabo-

lismo da fenilalanina, ou seja, digestão inadequada de um dos ele-

30 mentos da proteína do leite. Também se chama idiotia fenilpirúvica".

Assim diz a melhor explicação dos dicionáriós que consultei. Quanto

à Anvisa, está de parabéns, o que, aliás, negou a este professor e

escritor, um dos primeiros a se insurgir, na mídia, contra o descaso

que os laboratórios têm com os cidadãos que tomam remédios. Ali-

35 ás, os marqueteiros diriam clientes para os primeiros e produtos para

os segundos. Os eufemismos imperam em todo o meio. Em vez de

"este remédio pode matar" lemos "o produto pode causar óbito".

(Deonísio da Silva, Jornal do Brasil, 18 de setembro de 2009, adaptado)

Em "Ou porque tomam aqueles remédios... " (l. 13), substituindo- se o complemento em destaque por um pronome, obtém-se tomam-nos. Dentre as frases abaixo aquela que apresenta pronome oblíquo de terceira pessoa do plural é:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: IPAD Órgão: COREN-PE Prova: IPAD - 2010 - COREN-PE - Secretária - Júnior |
Q2890382 Português

Quanto à classificação morfológica, está correto:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: IPAD Órgão: COREN-PE Prova: IPAD - 2010 - COREN-PE - Secretária - Júnior |
Q2890373 Português

Quanto à classe gramatical, não é correta a classificação do termo na alternativa:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: IPAD Órgão: COREN-PE Prova: IPAD - 2010 - COREN-PE - Secretária - Júnior |
Q2890369 Português

A utilização do pronome você, no primeiro quadrinho, é:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: IPAD Órgão: COREN-PE Prova: IPAD - 2010 - COREN-PE - Secretária - Júnior |
Q2890364 Português

TEXTO 1


Cientistas descobrem proteína envolvida no diabetes tipo 2.


O diabetes tipo 2, que impede as células de absorver glicose, tinha origem misteriosa até esta semana, quando cientistas do Instituto de Pesquisa Biomédica Whitehead e da Universidade Yale, nos EUA, divulgaram ter descoberto uma proteína que tem relação com a doença.

Ao contrário do diabetes de tipo 1, adquirido na infância e na qual o sistema imunológico da pessoa ataca as células que produzem insulina, a tipo 2, se desenvolve na fase adulta e impede que as células respondam à insulina.

Esse hormônio é secretado na corrente sanguínea pelo pâncreas quando o organismo detecta excesso de glicose no sangue, interagindo com “receptores” na superfície das células e instruindo-as a absorver e armazenar o excesso de glicose.


Milhões de proteínas


O estudo, publicado na revista “Nature”, relata a descoberta de uma proteína denominada TUG. Ela se mostrou intimamente ligada a um receptor celular de glicose, o GLUTA, único receptor da substância que fica no interior das células (os restantes ficam em sua superfície).

Quando a insulina atua nos “receptores” da membrana celular, o GLUT4 sobe e traz a glicose para o interior da célula. Ele é, também, o único receptor que responde exclusivamente à presença da insulina.

Em pessoas com diabete tipo 2, o GLUTA4 não vai até a membrana celular, impedindo a absorção da glicose. Os cientistas Jonathan Bogan e Harvey Lodish, autores do estudo, pesquisaram por cinco anos mais de 2,4 milhões de proteínas para identificar qual delas atuaria na distribuição do GLUTA, chegando à TUG.

Fonte: Folha Online. Acesso em 10/2003

Os elementos linguísticos sintáticos e semânticos promovem a clareza de um texto, tornando-o coeso e coerente. Diante disso não se pode afirmar:

Alternativas
Q2889307 Português

O texto a seguir serve de requisito para as questões 1 a 5.


Como você lidar com a frustração?

______A frustração pode ser para você um sinal para desistir ou um estímulo para continuar lutando. Vencedores são pessoas que aprenderam a fechar os ouvidos para as críticas e o desânimo, traduzindo as palavras duras para continuarem sua luta. Vencedores são pessoas que, pelo compromisso com uma visão ou uma fé, saíram de condições sub-humanas e, suportando frustração após frustração, se tomaram pessoas prósperas.

______Pode parecer contraditório, mas a chave do sucesso está na frustração maciça. Por exemplo: lembra-se de seus maiores sucessos... Reveja os caminhos que você percorreu... Perceba que antes de alcançar qualquer grande objetivo, sempre houve muitas frustrações, muitos fracassos. É você quem determina o valor final de sua experiência. Ter uma atitude visionária, além de recompensador, funciona como um antídoto para o medo do amanhã. A atitude de fé é o oposto da reação de medo.

______O medo é uma emoção necessária para defender-se de algo que ameaça a integridade física ou psicológica. Ele é indispensável para a sobrevivência, para lidar com crises e riscos. O problema é que o medo nem sempre vem de uma ameaça real. Algumas vezes brota de fantasias e crenças.

______Então, muitas das decisões que tomamos são para não ser um fracasso, não ficar sozinho, não perder a família... O não marca que a decisão era reativa, defensiva de uma ameaça que nem sempre era real. A partir do medo, desenhamos um mapa de onde não queremos chegar. Para que sua vida seja mais do que uma reação de medo você precisa fazer escolhas a partir de mapas novos. Os mapas construídos na infância não funcionam hoje. É preciso usar mapas com parâmetros de amanhã, do que você quer construir, e não com o que você não quer repetir.

______Entenda que o mapa da infância, que foi válido para chegar até aqui, não é o mesmo que pode te levar aonde você realmente deseja. A pergunta que tantos fazem e parece complicada de responder é: Como criar uma visão pessoal?

AYLMER, Roberto

Escolhas. Rio de Janeiro. Proclama Editora 2001.

Julgue os itens a seguir e assinale a alternativa correta.


I. “mas a chave do sucesso...” A conjunção “mas” é adversativa.

II. As palavras “desânimo” e “estímulo” são acentuadas pela regra das paroxítonas.

III. A frase: “O medo é uma emoção necessária”. O verbo que aparece na oração é de ligação.

Alternativas
Q2889302 Português

O texto a seguir serve de requisito para as questões 1 a 5.


Como você lidar com a frustração?

______A frustração pode ser para você um sinal para desistir ou um estímulo para continuar lutando. Vencedores são pessoas que aprenderam a fechar os ouvidos para as críticas e o desânimo, traduzindo as palavras duras para continuarem sua luta. Vencedores são pessoas que, pelo compromisso com uma visão ou uma fé, saíram de condições sub-humanas e, suportando frustração após frustração, se tomaram pessoas prósperas.

______Pode parecer contraditório, mas a chave do sucesso está na frustração maciça. Por exemplo: lembra-se de seus maiores sucessos... Reveja os caminhos que você percorreu... Perceba que antes de alcançar qualquer grande objetivo, sempre houve muitas frustrações, muitos fracassos. É você quem determina o valor final de sua experiência. Ter uma atitude visionária, além de recompensador, funciona como um antídoto para o medo do amanhã. A atitude de fé é o oposto da reação de medo.

______O medo é uma emoção necessária para defender-se de algo que ameaça a integridade física ou psicológica. Ele é indispensável para a sobrevivência, para lidar com crises e riscos. O problema é que o medo nem sempre vem de uma ameaça real. Algumas vezes brota de fantasias e crenças.

______Então, muitas das decisões que tomamos são para não ser um fracasso, não ficar sozinho, não perder a família... O não marca que a decisão era reativa, defensiva de uma ameaça que nem sempre era real. A partir do medo, desenhamos um mapa de onde não queremos chegar. Para que sua vida seja mais do que uma reação de medo você precisa fazer escolhas a partir de mapas novos. Os mapas construídos na infância não funcionam hoje. É preciso usar mapas com parâmetros de amanhã, do que você quer construir, e não com o que você não quer repetir.

______Entenda que o mapa da infância, que foi válido para chegar até aqui, não é o mesmo que pode te levar aonde você realmente deseja. A pergunta que tantos fazem e parece complicada de responder é: Como criar uma visão pessoal?

AYLMER, Roberto

Escolhas. Rio de Janeiro. Proclama Editora 2001.

No 3° parágrafo, linha 3, o pronome “ele” retoma outro termo existente. Sendo assim, assinale o item correto referente ao termo correspondente:

Alternativas
Q2888693 Português

TEXTO: asdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdsasdasdasdasdadsasd


a Convivas de boa memória


sdaHá dessas reminiscências que não descansam antes que a pena ou a língua as publique. Um antigo dizia arrenegar de conviva que tem boa memória. A vida é cheia de tais convivas, e eu sou acaso um deles, conquanto a prova de ter a memória fraca seja exatamente não me acudir agora o nome de tal antigo; mas era um antigo, e basta.

sdaNão, não, a minha memória não é boa. Ao contrário, é comparável a alguém que tivesse vivido por hospedarias, sem guardar delas nem caras nem nomes, e somente raras circunstâncias. A quem passe a vida na mesma casa de família, com os seus eternos móveis e costumes, pessoas e afeições, é que se lhe grava tudo pela continuidade e repetição. Como eu invejo os que não esqueceram a cor das primeiras calças que vestiram! Eu não atino com a das que enfiei ontem. Juro só que não eram amarelas porque execro essa cor; mas isso mesmo pode ser olvido e confusão.

sdaE antes seja olvido que confusão; explico-me. Nada se emenda bem nos livros confusos, mas tudo se pode meter nos livros omissos. Eu, quando leio algum desta outra casta, não me aflijo nunca. O que faço, em chegando ao fim, é cerrar os olhos e evocar todas as coisas que não achei nele. Quantas ideias finas me acodem então! Que de reflexões profundas! Os rios, as montanhas, as igrejas que não vi nas folhas lidas, todos me aparecem agora com as suas águas, as suas árvores, os seus altares, e os generais sacam das espadas que tinham ficado na bainha, e os clarins soltam as notas que dormiam no metal, e tudo marcha com uma alma imprevista.

sdaÉ que tudo se acha fora de um livro falho, leitor amigo. Assim preencho as lacunas alheias; assim podes também preencher as minhas.


(Assis, de Machado. Dom Casmurro – Editora Scipione – 1994 – pág. 65)

O emprego da palavra “o” em “O que faço, em chegando ao fim...” (3º§) é o mesmo que se encontra em:

Alternativas
Q2882629 Português

SINGRANDO OS ARES

01 Esta vida airada de saltimbanco das letras ainda me mata.

02 Quando comecei a perpetrar meus livros, os escritores apenas escreviam. Hoje - é o que penso resignadamente, enquanto

03 afivelo o cinto e observo os letreiros de "não fumar" -, há períodos em que o escritor trabalha como funcionário do

04 departamento de vendas da editora e, nesse esforçado mister, às vezes viaja tanto que volta e meia, ao despertar num aposento

05 estranho, leva um certo tempo para descobrir em que cidade está. E eis-me de volta a um avião.

06 Nada como este avião, para lembrar como sou antigo. Tenho a impressão de que, se contasse o que eram as viagens de avião

07 dos velhos tempos, ia ser tido na conta de mentiroso. Escolha de menus na classe econômica, talheres de metal, pratos de

08 louça, refeições quentinhas, precedidas por aperitivos e acompanhadas por vinhos [...].

09 Ninguém pensava em problemas de segurança, não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se.

10 Lembro com um arrepio o dia em que, por eu me encaixar à perfeição num tal perfil do terrorista que algum órgão de

11 segurança americano criou, quiseram me levar em cana em Chicago e quase levam mesmo, tendo os orixás me salvado pelo

12 gongo. E, desse tempo para cá, as coisas só fizeram piorar. Inevitável avaliar as pessoas que embarcaram comigo.

13 O de bigodinho que acaba de se sentar parece um pouco nervoso. Terá inserido em si um supositório explosivo, como agora

14 dizem que é a nova onda, em matéria de terrorismo? Quem vê cara não vê supositório. Só saberei, ou não, depois de chegarmos

15 ao destino.

16 Encaixei-me no que cinicamente chamam de poltrona e pressagiei o dia em que os comissários de bordo empregarão pés-de-

17 cabra para socar nos assentos os passageiros mais graudinhos. Isso com certeza será trombeteado como mais um serviço para

18 maior conforto do passageiro. Não há por que duvidar dessa possibilidade, pois é o mesmo tipo de argumento que vi faz pouco,

19 num comercial de tevê ou num anúncio de revista. Uma empresa agora não dá mais nada aos passageiros, com a possível

20 exceção de um copo de água de torneira. O resto é vendido, mas ela se gaba disso, enquanto anuncia um cardápio baratinho,

21 para os que tiverem uma queda de curva glicêmica durante o voo e precisarem comer alguma coisa. O que antes era incluído

22 no preço agora é cobrado à parte e isso é qualificado como vantagem para o passageiro.

23 Mas talvez a situação no Brasil não seja tão ruim. Já li sobre diversas novidades em matéria de viagem aérea que espero que

24 não sejam adotadas aqui. Uma delas é a cobrança pelo uso do banheiro do avião. Fico imaginando um passageiro sem um

25 vintém no bolso e sem cartão de crédito. Se o problema for xixi, menos mal, talvez. Pode dar para pedir aos demais que olhem

26 para o outro lado, enquanto a questão é resolvida da melhor forma viável, a necessidade é a mãe da invenção. Em casos mais

27 graves, quero crer que, movidos não tanto pela solidariedade quanto pelo instinto de sobrevivência, os passageiros nas

28 proximidades da vítima da infausta premência farão uma vaquinha para pagar o banheiro dela. Nada que, com boa vontade,

29 não possa ser resolvido e, como sempre, o mercado encontrará soluções.

30 Em outro exemplo, a companhia aérea cobra dobrado, se o traseiro do passageiro ultrapassa determinadas proporções. Isso

31 provavelmente é divulgado como um serviço espontâneo em prol da saúde pública, por incentivar a manutenção de um corpo

32 esbelto, sem enxúndias que façam mal ao organismo e ao bolso. No início, acredito que os gordinhos terão os fundilhos

33 medidos por funcionários especializados ou por nadegômetros eletrônicos, mas logo essa tarefa, por acarretar custos quiçá

34 onerosos, será repassada ao consumidor, que, ao comprar a passagem, terá de informar suas medidas posteriores, aceitando ter

35 de tomá-las novamente no check-in, nos casos em que houver a suspeita de que as declaradas não correspondam à realidade.

36 Não existe razão para crer que as mudanças vão parar aí. Não haverá de ser tão impossível assim que, ao menos em viagens

37 curtas como as entre o Rio e São Paulo, passem a ser aceitos passageiros em pé, como nos ônibus e trens urbanos. A preços

38 baixos, essas viagens talvez tivessem uma freguesia apreciável.

39 Quem sabe se, para quem more em Congonhas e se veja surpreendido em Guarulhos pela Mãe de Todos os Engarrafamentos,

40 não seria uma opção prática para voltar para casa antes da meia-noite. Mas chega de mau humor e caturrice, o avião já

41 aterrissou. Ligeiro sobressalto, depois que um comissário fez um pequeno discurso sobre a limpeza da aeronave para os

42 próximos passageiros. Seremos solicitados a realizar essa tarefa? Não, ainda não chegamos lá. Mas, dentro em breve, acho que

43 podemos esperar que nos cobrem uma porcentagem do valor do bilhete como taxa de faxina - mais um serviço de nossa

44 companhia aérea favorita.

RIBEIRO, João Ubaldo. Singrando os ares. O Globo, Domingo, 25 out. 2009.

Considerando a concordância verbal no trecho: "...não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se" (e. 9), assinale a alternativa que justifica o emprego do infinitivo pessoal flexionado.

Alternativas
Q2882625 Português

SINGRANDO OS ARES

01 Esta vida airada de saltimbanco das letras ainda me mata.

02 Quando comecei a perpetrar meus livros, os escritores apenas escreviam. Hoje - é o que penso resignadamente, enquanto

03 afivelo o cinto e observo os letreiros de "não fumar" -, há períodos em que o escritor trabalha como funcionário do

04 departamento de vendas da editora e, nesse esforçado mister, às vezes viaja tanto que volta e meia, ao despertar num aposento

05 estranho, leva um certo tempo para descobrir em que cidade está. E eis-me de volta a um avião.

06 Nada como este avião, para lembrar como sou antigo. Tenho a impressão de que, se contasse o que eram as viagens de avião

07 dos velhos tempos, ia ser tido na conta de mentiroso. Escolha de menus na classe econômica, talheres de metal, pratos de

08 louça, refeições quentinhas, precedidas por aperitivos e acompanhadas por vinhos [...].

09 Ninguém pensava em problemas de segurança, não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se.

10 Lembro com um arrepio o dia em que, por eu me encaixar à perfeição num tal perfil do terrorista que algum órgão de

11 segurança americano criou, quiseram me levar em cana em Chicago e quase levam mesmo, tendo os orixás me salvado pelo

12 gongo. E, desse tempo para cá, as coisas só fizeram piorar. Inevitável avaliar as pessoas que embarcaram comigo.

13 O de bigodinho que acaba de se sentar parece um pouco nervoso. Terá inserido em si um supositório explosivo, como agora

14 dizem que é a nova onda, em matéria de terrorismo? Quem vê cara não vê supositório. Só saberei, ou não, depois de chegarmos

15 ao destino.

16 Encaixei-me no que cinicamente chamam de poltrona e pressagiei o dia em que os comissários de bordo empregarão pés-de-

17 cabra para socar nos assentos os passageiros mais graudinhos. Isso com certeza será trombeteado como mais um serviço para

18 maior conforto do passageiro. Não há por que duvidar dessa possibilidade, pois é o mesmo tipo de argumento que vi faz pouco,

19 num comercial de tevê ou num anúncio de revista. Uma empresa agora não dá mais nada aos passageiros, com a possível

20 exceção de um copo de água de torneira. O resto é vendido, mas ela se gaba disso, enquanto anuncia um cardápio baratinho,

21 para os que tiverem uma queda de curva glicêmica durante o voo e precisarem comer alguma coisa. O que antes era incluído

22 no preço agora é cobrado à parte e isso é qualificado como vantagem para o passageiro.

23 Mas talvez a situação no Brasil não seja tão ruim. Já li sobre diversas novidades em matéria de viagem aérea que espero que

24 não sejam adotadas aqui. Uma delas é a cobrança pelo uso do banheiro do avião. Fico imaginando um passageiro sem um

25 vintém no bolso e sem cartão de crédito. Se o problema for xixi, menos mal, talvez. Pode dar para pedir aos demais que olhem

26 para o outro lado, enquanto a questão é resolvida da melhor forma viável, a necessidade é a mãe da invenção. Em casos mais

27 graves, quero crer que, movidos não tanto pela solidariedade quanto pelo instinto de sobrevivência, os passageiros nas

28 proximidades da vítima da infausta premência farão uma vaquinha para pagar o banheiro dela. Nada que, com boa vontade,

29 não possa ser resolvido e, como sempre, o mercado encontrará soluções.

30 Em outro exemplo, a companhia aérea cobra dobrado, se o traseiro do passageiro ultrapassa determinadas proporções. Isso

31 provavelmente é divulgado como um serviço espontâneo em prol da saúde pública, por incentivar a manutenção de um corpo

32 esbelto, sem enxúndias que façam mal ao organismo e ao bolso. No início, acredito que os gordinhos terão os fundilhos

33 medidos por funcionários especializados ou por nadegômetros eletrônicos, mas logo essa tarefa, por acarretar custos quiçá

34 onerosos, será repassada ao consumidor, que, ao comprar a passagem, terá de informar suas medidas posteriores, aceitando ter

35 de tomá-las novamente no check-in, nos casos em que houver a suspeita de que as declaradas não correspondam à realidade.

36 Não existe razão para crer que as mudanças vão parar aí. Não haverá de ser tão impossível assim que, ao menos em viagens

37 curtas como as entre o Rio e São Paulo, passem a ser aceitos passageiros em pé, como nos ônibus e trens urbanos. A preços

38 baixos, essas viagens talvez tivessem uma freguesia apreciável.

39 Quem sabe se, para quem more em Congonhas e se veja surpreendido em Guarulhos pela Mãe de Todos os Engarrafamentos,

40 não seria uma opção prática para voltar para casa antes da meia-noite. Mas chega de mau humor e caturrice, o avião já

41 aterrissou. Ligeiro sobressalto, depois que um comissário fez um pequeno discurso sobre a limpeza da aeronave para os

42 próximos passageiros. Seremos solicitados a realizar essa tarefa? Não, ainda não chegamos lá. Mas, dentro em breve, acho que

43 podemos esperar que nos cobrem uma porcentagem do valor do bilhete como taxa de faxina - mais um serviço de nossa

44 companhia aérea favorita.

RIBEIRO, João Ubaldo. Singrando os ares. O Globo, Domingo, 25 out. 2009.

Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação da partícula "que" no trecho: "Já li sobre diversas novidades em matéria de viagem aérea que espero que não sejam adotadas aqui" (e. 23-24).

Alternativas
Q2882624 Português

SINGRANDO OS ARES

01 Esta vida airada de saltimbanco das letras ainda me mata.

02 Quando comecei a perpetrar meus livros, os escritores apenas escreviam. Hoje - é o que penso resignadamente, enquanto

03 afivelo o cinto e observo os letreiros de "não fumar" -, há períodos em que o escritor trabalha como funcionário do

04 departamento de vendas da editora e, nesse esforçado mister, às vezes viaja tanto que volta e meia, ao despertar num aposento

05 estranho, leva um certo tempo para descobrir em que cidade está. E eis-me de volta a um avião.

06 Nada como este avião, para lembrar como sou antigo. Tenho a impressão de que, se contasse o que eram as viagens de avião

07 dos velhos tempos, ia ser tido na conta de mentiroso. Escolha de menus na classe econômica, talheres de metal, pratos de

08 louça, refeições quentinhas, precedidas por aperitivos e acompanhadas por vinhos [...].

09 Ninguém pensava em problemas de segurança, não havia a revista e a inspeção a que hoje os passageiros têm de submeter-se.

10 Lembro com um arrepio o dia em que, por eu me encaixar à perfeição num tal perfil do terrorista que algum órgão de

11 segurança americano criou, quiseram me levar em cana em Chicago e quase levam mesmo, tendo os orixás me salvado pelo

12 gongo. E, desse tempo para cá, as coisas só fizeram piorar. Inevitável avaliar as pessoas que embarcaram comigo.

13 O de bigodinho que acaba de se sentar parece um pouco nervoso. Terá inserido em si um supositório explosivo, como agora

14 dizem que é a nova onda, em matéria de terrorismo? Quem vê cara não vê supositório. Só saberei, ou não, depois de chegarmos

15 ao destino.

16 Encaixei-me no que cinicamente chamam de poltrona e pressagiei o dia em que os comissários de bordo empregarão pés-de-

17 cabra para socar nos assentos os passageiros mais graudinhos. Isso com certeza será trombeteado como mais um serviço para

18 maior conforto do passageiro. Não há por que duvidar dessa possibilidade, pois é o mesmo tipo de argumento que vi faz pouco,

19 num comercial de tevê ou num anúncio de revista. Uma empresa agora não dá mais nada aos passageiros, com a possível

20 exceção de um copo de água de torneira. O resto é vendido, mas ela se gaba disso, enquanto anuncia um cardápio baratinho,

21 para os que tiverem uma queda de curva glicêmica durante o voo e precisarem comer alguma coisa. O que antes era incluído

22 no preço agora é cobrado à parte e isso é qualificado como vantagem para o passageiro.

23 Mas talvez a situação no Brasil não seja tão ruim. Já li sobre diversas novidades em matéria de viagem aérea que espero que

24 não sejam adotadas aqui. Uma delas é a cobrança pelo uso do banheiro do avião. Fico imaginando um passageiro sem um

25 vintém no bolso e sem cartão de crédito. Se o problema for xixi, menos mal, talvez. Pode dar para pedir aos demais que olhem

26 para o outro lado, enquanto a questão é resolvida da melhor forma viável, a necessidade é a mãe da invenção. Em casos mais

27 graves, quero crer que, movidos não tanto pela solidariedade quanto pelo instinto de sobrevivência, os passageiros nas

28 proximidades da vítima da infausta premência farão uma vaquinha para pagar o banheiro dela. Nada que, com boa vontade,

29 não possa ser resolvido e, como sempre, o mercado encontrará soluções.

30 Em outro exemplo, a companhia aérea cobra dobrado, se o traseiro do passageiro ultrapassa determinadas proporções. Isso

31 provavelmente é divulgado como um serviço espontâneo em prol da saúde pública, por incentivar a manutenção de um corpo

32 esbelto, sem enxúndias que façam mal ao organismo e ao bolso. No início, acredito que os gordinhos terão os fundilhos

33 medidos por funcionários especializados ou por nadegômetros eletrônicos, mas logo essa tarefa, por acarretar custos quiçá

34 onerosos, será repassada ao consumidor, que, ao comprar a passagem, terá de informar suas medidas posteriores, aceitando ter

35 de tomá-las novamente no check-in, nos casos em que houver a suspeita de que as declaradas não correspondam à realidade.

36 Não existe razão para crer que as mudanças vão parar aí. Não haverá de ser tão impossível assim que, ao menos em viagens

37 curtas como as entre o Rio e São Paulo, passem a ser aceitos passageiros em pé, como nos ônibus e trens urbanos. A preços

38 baixos, essas viagens talvez tivessem uma freguesia apreciável.

39 Quem sabe se, para quem more em Congonhas e se veja surpreendido em Guarulhos pela Mãe de Todos os Engarrafamentos,

40 não seria uma opção prática para voltar para casa antes da meia-noite. Mas chega de mau humor e caturrice, o avião já

41 aterrissou. Ligeiro sobressalto, depois que um comissário fez um pequeno discurso sobre a limpeza da aeronave para os

42 próximos passageiros. Seremos solicitados a realizar essa tarefa? Não, ainda não chegamos lá. Mas, dentro em breve, acho que

43 podemos esperar que nos cobrem uma porcentagem do valor do bilhete como taxa de faxina - mais um serviço de nossa

44 companhia aérea favorita.

RIBEIRO, João Ubaldo. Singrando os ares. O Globo, Domingo, 25 out. 2009.

Assinale a alternativa CORRETA quanto à classificação da palavra "eis", no trecho: "E eis-me de volta a um avião" (e. 5).

Alternativas
Q2881410 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Ainda com relação a aspectos gramaticais do texto II, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2881409 Português

Texto II, para responder às questões de 5 a 10.


1 Foi tudo muito rápido. A executiva bem-sucedida

sentiu uma pontada no peito, vacilou, cambaleou. Deu um

gemido e apagou. Quando voltou a abrir os olhos, viu-se

4 diante de um imenso portal. Ainda meio zonza, atravessou-o

e viu uma miríade de pessoas, todas vestindo cândidos

camisolões e caminhando despreocupadas. Sem entender

7 bem o que estava acontecendo, a executiva bem-sucedida

abordou um dos passantes:

— Enfermeiro, eu preciso voltar urgente para o meu

10 escritório, porque tenho um meeting importantíssimo. Aliás,

acho que fui trazida para cá por engano, porque meu

convênio médico é classe A, e isto aqui está me parecendo

13 mais um pronto-socorro. Onde é que nós estamos?

— No céu.

— No céu?...

16 — Tipo assim... O céu, CÉU?!... Aquele com

querubins voando e coisas do gênero?

— Certamente. Aqui todos vivemos em estado de

19 gozo permanente.

Apesar das óbvias evidências de nenhuma

poluição, todo mundo sorrindo, ninguém usando telefone

22 celular, custou um pouco à executiva bem-sucedida admitir

que havia mesmo apitado na curva. Tentou, então, o plano B:

convencer o interlocutor, por meio das infalíveis técnicas

25 avançadas de negociação, de que aquela situação era

inaceitável. Porque, ponderou, dali a uma semana, ela iria

receber o bônus anual, além de estar fortemente cotada para

28 assumir a posição de presidente do conselho de

administração da empresa. E foi aí que o interlocutor sugeriu:

— Talvez seja melhor você conversar com Pedro, o

31 síndico.

— É? E como é que eu marco uma audiência? Ele

tem secretária?

34 — Não, não. Basta estalar os dedos, e ele aparece.

— Assim (...)?

— Pois não?

37 A executiva bem-sucedida quase desaba da nuvem.

À sua frente, imponente, segurando uma chave que mais

parecia um martelo, estava o próprio Pedro. Mas a executiva

40 havia feito um curso intensivo de approach para situações

inesperadas e reagiu rapidinho:

— Bom dia. Muito prazer. Belas sandálias. Eu sou

43 uma executiva bem-sucedida e...

— Executiva... Que palavra estranha! De que século

você veio?

46 — Do XXI. O distinto vai me dizer que não conhece

o termo “executiva”?

— Já ouvi falar. Mas não é do meu tempo.

49 Foi então que a executiva bem-sucedida teve um

insight. A máxima autoridade ali no paraíso aparentava ser

um zero à esquerda em modernas técnicas de gestão

52 empresarial. Logo, com seu brilhante currículo tecnocrático,

a executiva poderia rapidamente assumir uma posição

hierárquica, por assim dizer, celestial ali na organização.

55 — Sabe, meu caro Pedro, se você me permite, eu

gostaria de lhe fazer uma proposta. Basta olhar para esse

povo todo aí, só batendo papo e andando à toa, para

58 perceber que aqui no Paraíso há enormes oportunidades

para dar um upgrade na produtividade sistêmica.

— É mesmo?

61 — Pode acreditar, porque tenho PhD em

reengenharia. Por exemplo, não vejo ninguém usando

crachá. Como é que a gente sabe quem é quem aqui, e

64 quem faz o quê?

— Ah, não sabemos.

— Entendeu o meu ponto? Sem controle, há

67 dispersão. E dispersão gera desmotivação. Com o tempo,

isso aqui vai acabar virando uma anarquia. Mas nós dois

podemos consertar tudo isso rapidinho, implementando um

70 simples programa de targets individuais e avaliação de

performance.

— Que interessante...

73 — É claro que, antes de tudo, precisaríamos de uma

hierarquização e um organograma funcional, nada que

dinâmicas de grupo e avaliações de perfis psicológicos não

76 consigam resolver.

— !!!...???....!!!...???...!!!

— Aí, contrataríamos uma consultoria especializada

79 para nos ajudar a definir as estratégias operacionais e

estabeleceríamos algumas metas factíveis de leverage,

maximizando, dessa forma, o retorno do investimento do

82 Grande Acionista... Ele existe, certo?

— Sobre todas as coisas.

— Ótimo.

85 — Impressionante!

— Isso significa que podemos partir para a

implementação?

88 — Não. Significa que você terá um futuro brilhante...

se for trabalhar com o nosso concorrente. Porque você

acaba de descrever, exatamente, como funciona o Inferno...


Max Gehringer. In: Exame (com adaptações)

Acerca de fatos gramaticais presentes no texto II, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2876026 Português

Texto 2



A CIDADE (Chico Science)

Composição: João Higino Filho


O sol nasce e ilumina

As pedras evoluídas

Que cresceram com a força

De pedreiros suicidas

menos


Cavaleiros circulam

Vigiando as pessoas

Não importa se são ruins

Nem importa se são boas


E a cidade se apresenta

Centro das ambições

Para mendigos ou ricos

E outras armações

Coletivos, automóveis,

Motos e metrôs

Trabalhadores, patrões,

Policiais, camelôs


urubus

A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobe

anterior

E o de baixo desce

A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobe

E o de baixo desce


A cidade se encontra

Prostituída

Por aqueles que a usaram

Em busca de uma saída

Ilusora de pessoas

De outros lugares,

A cidade e sua fama

Vai além dos mares


E no meio da esperteza

Internacional

E a situação sempre mais ou menos

Sempre uns com mais e outros com


A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobre

E o de baixo desce

A cidade não pára

A cidade só cresce

O de cima sobe

E o de baixo desce


Eu vou fazer uma embolada

Um samba, um maracatu

Bom pra mim e bom pra tu

Pra gente sair da lama e enfrentar os


Num dia de sol, Recife acordou

Com a mesma fedentina do dia

Note que, no fragmento “Bom pra mim e bom pra tu”, as construções negritadas revelam o uso coloquial e informal da língua. Escolha, dentre as construções abaixo, a alternativa que corresponde ao uso formal escrito:

Alternativas
Q2858630 Português

Em “... os planetas assumem os lugares que lhes competem...” (10º§) a palavra sublinhada se refere aos:

Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: IBRAM Prova: FUNCAB - 2010 - IBRAM - Assistente Técnico - v |
Q2853437 Português
not valid statement found
“Como as pessoas se vestiam? Como viviam?” (parágrafo 11). Observe, neste trecho, o emprego do pronome em destaque. A opção onde o pronome em negrito está corretamente empregado é:
Alternativas
Ano: 2010 Banca: FUNCAB Órgão: IBRAM Prova: FUNCAB - 2010 - IBRAM - Assistente Técnico - v |
Q2853435 Português
not valid statement found
A alternativa em que uma das palavras apresenta o processo de formação na língua diferente da outra é:
Alternativas
Q2791956 Português
not valid statement found

Em cada um dos trechos abaixo, analise o deslocamento do pronome oblíquo.

I – “...que vai me levar... (l. 3) – que vai levar-me

II – “Eu me explico:” (l. 20) – Eu explico-me

III – “Ninguém se lembra...” (l. 55) – Ninguém lembra-se

IV – “Pouco se lixam...” (l. 57) – Pouco lixam-se

V – “...sente-se constrangido...” (l. 75) – se sente constrangido

VI – “...que se mudem!” (l. 79) – que mudem-se

Conforme o registro culto e formal da língua está correto APENAS o que ocorre em

Alternativas
Q2791955 Português
not valid statement found

As palavras em destaque que, em duas ocorrências no texto, mantêm a mesma classe e o mesmo significado são

Alternativas
Q2785221 Português
not valid statement found

Sobre a palavra los (L.14), é correto dizer que:

Alternativas
Respostas
13581: B
13582: B
13583: A
13584: C
13585: B
13586: B
13587: D
13588: B
13589: D
13590: E
13591: C
13592: E
13593: D
13594: D
13595: C
13596: C
13597: D
13598: A
13599: E
13600: A