Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q575278 Português
Somos muitos ou somos poucos?
Contardo Calligaris


    Na sexta passada, imobilizado na av. Nove de Julho enquanto se aproximava a hora da sessão de cinema para a qual eu tinha adquirido meu ingresso, eu pensava que, decididamente, somos muitos. Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou numa ilha de Angra, já me aconteceu de pensar que somos muito poucos.
    No fim de semana, li o novo livro de Dan Brown, “Inferno”.O romance me divertiu menos do que “O Código Da Vinci” e“Anjos e Demônios”; mesmo assim, terminei em dois dias.
    O tema da vez é o crescimento demográfico. O vilão da história acha que o mundo tem um único problema sério: a humanidade está crescendo de tal forma que, em breve, sua subsistência se tornará impossível.
    Todas as inquietações ecológicas (a perspectiva da falta de água potável ou de alimentos, o aquecimento global etc.) seriam,de fato, consequências do crescimento enlouquecido de nossa espécie – fadada a desaparecer por seu próprio sucesso.
   Ora, enquanto Dan Brown me convencia de que somos muitos,a “Veja” de sábado passado publicou uma matéria de capas obre as mulheres que decidem não ter filhos. O olho anunciava:“o número de famílias brasileiras sem filhos cresce três vezes mais do que o daquelas com crianças”.
   Em geral, quanto mais um povo se desenvolve cultural e economicamente (ou seja, quanto mais um povo se parece como Ocidente moderno e desenvolvido), tanto menor o número médio de filhos por família.
   Em conclusão, quem tem razão, “Veja” ou Dan Brown?Vamos desaparecer porque estamos crescendo demais? Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir como deveriam?
(Folha de S. Paulo. Ilustrada. E-10. 30 maio 2013. Adaptado)
O pronome sua, no 3.º parágrafo, remete a
Alternativas
Q575277 Português
Somos muitos ou somos poucos?
Contardo Calligaris


    Na sexta passada, imobilizado na av. Nove de Julho enquanto se aproximava a hora da sessão de cinema para a qual eu tinha adquirido meu ingresso, eu pensava que, decididamente, somos muitos. Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou numa ilha de Angra, já me aconteceu de pensar que somos muito poucos.
    No fim de semana, li o novo livro de Dan Brown, “Inferno”.O romance me divertiu menos do que “O Código Da Vinci” e“Anjos e Demônios”; mesmo assim, terminei em dois dias.
    O tema da vez é o crescimento demográfico. O vilão da história acha que o mundo tem um único problema sério: a humanidade está crescendo de tal forma que, em breve, sua subsistência se tornará impossível.
    Todas as inquietações ecológicas (a perspectiva da falta de água potável ou de alimentos, o aquecimento global etc.) seriam,de fato, consequências do crescimento enlouquecido de nossa espécie – fadada a desaparecer por seu próprio sucesso.
   Ora, enquanto Dan Brown me convencia de que somos muitos,a “Veja” de sábado passado publicou uma matéria de capas obre as mulheres que decidem não ter filhos. O olho anunciava:“o número de famílias brasileiras sem filhos cresce três vezes mais do que o daquelas com crianças”.
   Em geral, quanto mais um povo se desenvolve cultural e economicamente (ou seja, quanto mais um povo se parece como Ocidente moderno e desenvolvido), tanto menor o número médio de filhos por família.
   Em conclusão, quem tem razão, “Veja” ou Dan Brown?Vamos desaparecer porque estamos crescendo demais? Ou vamos desaparecer por extinção, como os pandas, que deixaram de se reproduzir como deveriam?
(Folha de S. Paulo. Ilustrada. E-10. 30 maio 2013. Adaptado)
Ao refletir sobre o tema do texto, o autor emprega a expressão “Em compensação, sozinho, à noite, numa fazenda na região do Urucuia, em Minas Gerais, ou uma ilha deAngra…” (1.º parágrafo), pode-se afirmar que o termo em destaque tem função
Alternativas
Q561822 Português

                                       Felicidade

      Vocês sabem o que é querofobia? Pasmem. É medo da alegria, da felicidade. Como pode, não é? Ganhei um livrinho – livrinho porque é bastante pequeno –Dicionário Igor de Fobias , com mais de 1000 verbetes, organizado pelo professor Igor Rafailov, um brasileiro de pai russo e mãe alemã, nascido em São Paulo, criado na França e que mora no Recife. Como todos os meus prováveis leitores sabem e o professor define, “fobias são medos irracionais, mórbidos, de coisas (animadas ou inanimadas), ideias ou situações”.

      Com esse livrinho ficamos conhecendo fobias incríveis, como a eretofobia, que é o medo mórbido do ato sexual, menos estranha porém que califobia, que é o pavor do belo, do bonito, assim como filemafobia é o de beijar e ser beijado.

      Eu poderia preencher o espaço de uma dúzia de crônicas com as fobias mais estranhas e improváveis, mas nada me impressionou mais do que a querofobia, principalmente por estarmos nos primeiros dias de um novo ano, em que recebemos e enviamos votos de felicidade.

      Edgar, um amigo de muito tempo, não estranha, não se impressiona como eu. Ao contrário, ele mesmo se acha um querófobo:

      – Sempre que me sinto muito feliz, tenho medo. Medo de que esses momentos prazerosos venham para anunciar uma desgraça que deverá chegar a seguir. E isso me impede de gozar – por um minuto que seja – de uma felicidade plena.

      Sei que existem muitas pessoas assim, que não curtem os bons momentos, desconfiados de que sejam uma armadilha. E há mesmo a afirmação corrente de que toda vitória é véspera de uma derrota.

      Não penso assim. Acredito que as alegrias e tristezas, vitórias e derrotas, felicidades e desgraças surjam cada uma a seu tempo, independentemente de se seguirem umas às outras. E creio também que pensar positivamente seja uma forma de atrair bons acontecimentos ou, pelo menos, afugentar os maus. Mas admiro os céticos e os cínicos, os de talento e humor, como Drummond, que afirma: 

      “...o amor é isso

      que você está vendo:

      hoje beija, amanhã não beija,

      depois de amanhã é domingo

      e segunda-feira ninguém sabe o que será.”

      Existem também os felizes e os infelizes profissionais, aqueles para quem tudo está sempre bem ou sempre mal. Que reclamam porque faz muito calor ou muito frio; se chove ou se faz sol. [...]

      Acredito que todos nós temos direito à felicidade, que nascemos mesmo para ela e que a desgraça é um desarranjo na máquina que põe em movimento a nossa vida. Mas acredito também que é preciso identificar e gozar os instantes felizes, estejam eles num almoço familiar de domingo, num beijo da mulher amada, no aperto de mão de um amigo, no sorriso de um filho, na birra manhosa de um neto. Viver todos esses momentos sem medo e sem esforço, naturalmente, sabendo que se tem direito a eles. Fernando Pessoa nos ensina que “um dia de sol é tão belo quanto um dia de chuva. Cada um é o que é”. Se agirmos assim, acreditando que a felicidade existe e que, se é passageira, também a desgraça tem seus dias contados, chegaremos à velhice menos sofridos e amargos. E não correremos o risco de repetir, no fim da vida, a melancólica frase de Jorge Luis Borges: “No passado cometi o maior pecado que um homem pode cometer: não fui feliz”.

      Felicidades para todos neste ano que se inicia.

                                                                                  Manoel Carlos, in VEJA RIO, 05/01/2005 

Marque a opção que indica, correta e respectivamente, a classe gramatical a que pertencem as palavras destacadas nos versos de Drummond. 

“... o amor é ISSO

QUE você está vendo:

hoje beija, amanhã não beija,

depois DE amanhã é domingo

e segunda-feira ninguém sabe O que será." 


Alternativas
Ano: 2013 Banca: ESPP Órgão: BANPARÁ Prova: ESPP - 2013 - BANPARÁ - Médico do Trabalho |
Q553807 Português
Considere o período e as afirmações abaixo.

Os jovens da atual geração, tem fácil acesso a informações que levam - os a conhecer mais sobre vários assuntos.

I. Há um problema de concordância verbal.

II. Há um problema de colocação pronominal.

III. Há problema na pontuação.

Está correto que se afirma somente em 

Alternativas
Q543344 Português

TEXTO 2


“ Eu passo o dia inteiro no telefone, vendo e-mail, redes sociais, sites diversos qualquer dúvida que eu tenho, coloco no Google”, confessa Eduardo. Ele conta que já passou apuros sem o celular. “Fui a um compromisso e quando percebi que eu estava sem meu celular fui correndo para o carro vê se estava lá, quando vi que não fiquei louco”, conta. “Voltei para casa na hora, e quando cheguei ele estava em cima da cama. No final acabei perdendo um evento por causa disso”, lamenta.


HTTP://acritica.uol.com.br/vida/Vicio-celular-transtorno-comportamento- especialista_o_687531267.html Acesso em: 24 out. 2013


Considere o seguinte trecho, do Texto 2, e as afirmações que se seguem:


“Fui a um compromisso e quando percebi que eu estava sem meu celular fui correndo para o carro vê se estava lá, quando vi que não fiquei louco”


I – As aspas utilizadas marcam o discurso do interlocutor.


II – Há um problema de ambiguidade provocado pela ausência de pontuação.


III – A forma verbal “vê” foi utilizada indevidamente, pois o correto seria “ver”.


IV – O pronome pessoal “eu” pode ser retirado do trecho, sem prejuízo de sentido.


V – O trecho apresenta problemas de pontuação, no que se refere à ausência de vírgulas.


Está CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Ano: 2013 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2013 - IF-MT - Administrador |
Q540989 Português

Os pronomes exercem a função de relacionar, ligar as ideias num texto, ou seja, funcionam como elementos coesivos. Sobre o uso coesivo de pronomes no texto, analise as afirmativas.


I - Em Mas receio que o autor dessa maravilha ignore, o pronome demonstrativo remete o sentido de maravilha para a ideia de que as universidades não precisam de professores com pós-graduação.


II - Em Vários deles, aliás, réus condenados, o pronome tem o significado de deputados e senadores.


III - Em se com ele engavetassem a mentira, a roubalheira, a impunidade, a insegurança, o pronome recupera o significado de Supremo Tribunal Federal.


IV - Em Nós somos essas pessoas que ficam felizes, o pronome demonstrativo remete o significado de pessoas para as que envergonham o país.


V - Em as universidades não precisam mais exigir título de mestrado ou doutorado para seus professores, o pronome possessivo indica que os professores são da universidade.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Ano: 2013 Banca: IF-MT Órgão: IF-MT Prova: IF-MT - 2013 - IF-MT - Administrador |
Q540982 Português
INSTRUÇÃO: Leia a peça publicitária do Governo do Estado de Mato Grosso abaixo e responda à questão.







Sobre os recursos linguísticos no trecho E o mais importante: que não existe diferença no amor que você sente por um filho adotivo ou biológico, analise as afirmativas.


I - Nas duas ocorrências da palavra que, a função é a mesma: pronome relativo.


II - A forma verbal existe pode ser substituída pelo verbo haver na terceira pessoa do singular do presente do indicativo.


III - Se o trecho em pauta complementasse Um filho adotivo faz você descobrir muitas coisas, seria correto dizer E a mais importante, ou seja, usando feminino.


IV - Os dois pontos foram usados para indicar a exclusão de trecho de um texto.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q532038 Português
Leia o texto, a seguir, e responda à  questão.

Márcio Umberto Bragaglia é juiz da Vara Criminal da cidade catarinense de Joaçaba. Ele implantou na cidade uma nova metodologia para o cumprimento de penas. Trata-se do projeto “Reeducação
do Imaginário”. São distribuídos livros e dicionários para os condenados. Passado um mês, ele os entrevista e avalia a compreensão que tiveram da obra. Os que têm bom desempenho ganham remissão de quatro dias em suas penas, a cada livro lido. “Trata-se da reeducação pela leitura de obras que apresentam experiências humanas sobre a responsabilidade pessoal”, diz. A primeira obra é um dos maiores clássicos da literatura mundial: “Crime e Castigo”, de Fiodor Dostoievski.

(PRADO, A. C.; PEREZ, F. Juiz dá Dostoievski a condenados. ISTOÉ. 5 dez. 2012. p.28.)
De acordo com o texto, considere as afirmativas a seguir.
I. No fragmento “Ele implantou na cidade uma nova metodologia para o cumprimento de penas”, o termo em destaque se refere ao sistema carcerário catarinense.
II. No trecho “Passado um mês, ele os entrevista e avalia a compreensão que tiveram da obra”, os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, aos termos ‘juiz’ e ‘condenados’.
III. Em “Os que têm bom desempenho ganham remissão de quatro dias em suas penas, a cada livro lido”, a expressão em destaque significa “aqueles que” e se refere ao termo ‘condenados’.
IV. Em “Os que têm bom desempenho ganham remissão de quatro dias em suas penas, a cada livro lido”, o pronome em destaque indica posse e se refere ao termo ‘condenados’.
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q516150 Português
Analise as proposições a seguir quanto à colocação pronominal de acordo com a norma padrão:

I.   Faria-lhe o favor, desde que se desculpasse primeiramente.
II.  Demonstrou-lhes o produto, lhes perguntou sobre o interesse e saiu.
III. Dir-te-ia toda a verdade outrora, mas hoje me arrependeria.
IV. Alguém falou-lhe sobre o projeto.
Alternativas
Q514114 Português
Considere as afirmações a seguir sobre o período abaixo e assinale-as com V (verdadeiro) ou F (falso).

Alexandre, que, antes de ser soldado, tinha sido discípulo dileto de Aristóteles, deve ter compreendido perfeitamente o que Diógenes, à sua maneira, acabara de lembrar: o conheci- mento é um sol que nos aquece; o poder, este, sempre será uma sombra. (l. 48-53)

( ) A locução deve ter compreendido indica um fato hipotético que possivelmente tenha ocorrido no passado.

( ) O locução verbal acabara de lembrar indica um fato passado posterior a outro também passado.

( ) O pronome este, que vem depois da expressão o poder, funciona para dar destaque a esta expressão.

( ) O advérbio sempre indica um estado de coisas permanente.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência de preenchimento correta dos parênteses, de cima para baixo.
Alternativas
Q514106 Português
Assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas indicadas por linhas pontilhadas nas linhas 11, 15 e 33.
Alternativas
Q513901 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.
Não conheci o rapaz _____ ela falava ontem.
Alternativas
Q513900 Português
                                             CAFEZINHO

    Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.
    Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas, com um pouco de imaginação e bom humor, podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:
- Ele foi tomar café.
    A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho". Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho" é qualquer coisa infinita e torturante. Depois de esperar duas ou três horas, dá vontade de dizer: - Bem, cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.
    Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago: - Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.
    Quando a Bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar: - Ele está? – alguém dará o nosso recado sem endereço. Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo: - Ele disse que ia
tomar um cafezinho...
    Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão: - Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele  está aí...
    Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.
    Quando vier a grande hora de nosso destino, nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.
Assinale a alternativa em que o termo destacado no período abaixo está, corretamente, substituído pelo pronome.
Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: ILSL Prova: IBFC - 2013 - ILSL - Técnico de Radiologia |
Q513504 Português
Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna. Ela não é uma pessoa _____ eu confio
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: ILSL Prova: IBFC - 2013 - ILSL - Técnico de Radiologia |
Q513503 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado está corretamente substituído pelo pronome.

Eu desejei aos noivos muita felicidade!
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: ILSL Prova: IBFC - 2013 - ILSL - Auxiliar de Saúde |
Q512829 Português
Considere o período e as afirmações abaixo.
Pedi-o um favor muito especial mas ele se negou.

I. O pronome está empregado incorretamente.
II. A pontuação está correta.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IBFC Órgão: ILSL Prova: IBFC - 2013 - ILSL - Auxiliar de Saúde |
Q512828 Português
                                OS TURISTAS SECRETOS 

                                                                                                                              Moacyr Scliar

        Havia um casal que tinha uma inveja terrível dos amigos turistas – especialmente dos que faziam turismo no exterior. Ele, pequeno funcionário de uma grande firma, ela, professora primária, jamais tinham conseguido juntar o suficiente para viajar. Quando dava para as prestações das passagens, não chegava para os dólares, e vice-versa; e assim, ano após ano, acabavam ficando em casa. Economizavam, compravam menos roupa, andavam só de ônibus, comiam menos – mas não conseguiam viajar para o exterior. Às vezes passavam uns dias na praia. E era tudo.
         Contudo, tamanha era a vontade que tinham de contar para os amigos sobre as maravilhas da Europa, que acabaram bolando um plano. Todos os anos, no fim de janeiro, telefonavam aos amigos: estavam se despedindo, viajavam para o Velho Mundo. De fato, alguns dias depois começavam a chegar postais de cidades europeias, Roma, Veneza, Florença; e ao fim de um mês eles estavam de volta, convidando os amigos para verem os 'slides' da viagem. E as coisas interessantes que contavam! Até dividiam os assuntos: a ele cabia comentar os hotéis, os serviços aéreos, a cotação das moedas, e também o lado pitoresco das viagens; a ela tocava o lado erudito: comentários sobre os museus e locais históricos, peças teatrais que tinham visto. O filho, de dez anos, não contava nada, mas confirmava tudo; e suspirava quando os pais diziam:
         - Como fomos felizes em Florença!
         O que os amigos não conseguiam descobrir é de onde saíra o dinheiro para a viagem; um, mais indiscreto, chegou a perguntar. Os dois sorriram, misteriosos, falaram numa herança e desconversaram.
          Depois é que ficou se sabendo.
          Não viajavam coisa nenhuma. Nem saíam da cidade. Ficavam trancados em casa durante todo o mês de férias. Ela ficava estudando os folhetos das companhias de turismo, sobre – por exemplo – a cidade de Florença: a história de Florença, os museus de Florença, os monumentos de Florença. Ele, num pequeno laboratório fotográfico, montava 'slides' em que as imagens deles estavam superpostas a imagens de Florença. Escrevia os cartões-postais, colava neles selos usados com carimbos falsificados. Quanto ao menino, decorava as histórias contadas pelos pais para confirmá-las se necessário.
          Só saíam de casa tarde da noite. O menino, para fazer um pouco de exercício; ela, para fazer compras num supermercado distante; e ele, para depositar nas caixas de correspondência dos amigos os postais.
          Poderia ter durado muitos e muitos anos, esta história. Foi ela quem estragou tudo. Lá pelas tantas, cansou de ter um marido pobre, que só lhe proporcionava excursões fingidas. Apaixonou-se por um piloto, que lhe prometeu muitas viagens, para os lugares mais exóticos. E acabou pedindo o divórcio.
          Beijaram-se pela última vez ao sair do escritório do advogado.
          - A verdade – disse ele – é que me diverti muito com a história toda.
          - Eu também me diverti muito – ela disse. 
          - Fomos muito felizes em Florença - – suspirou ele.
          - É verdade – ela disse, com lágrimas nos olhos. E prometeu- se que nunca mais iria a Florença.
Considere o período e as afirmações abaixo.
Quanto ao menino, decorava as histórias contadas pelos pais para confirmá-las se necessário.

I. Há apenas uma oração no período.
II. O pronome oblíquo “as" refere-se às histórias.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q509505 Português
Os itens “ele” (linha 2) e “delas” (linha 30) retomam, respectivamente:
Alternativas
Q508981 Português
                        A moda agora é usar aparelho falso nos dentes

                     Adolescentes de países asiáticos estão usando aparelhos
                        ortodônticos de mentira - novidade pode trazer riscos
                                                      à saúde

            Quem já usou aparelho nos dentes sabe: a definição de felicidade é o dia em que seu dentista arranca aquilo definitivamente da sua boca. Pois é: mais uma verdade absoluta que cai. Crianças da Tailândia, Indonésia e China estão usando aparelhos falsos para (pelo menos supostamente) ficar com o visual mais bonito.
            Mais do que um item fashion, trata-se de um item de status. Aparelhos são caros e, para os adolescentes de lá, utilizá-los tem a mesma importância que desfilar com um carrão importado no mundo (supostamente) adulto. Um aparelho real custa em torno de 1.200 dólares - o falso sai por menos de 10% disso, chegando a custar US$ 100. Quem quer ficar por dentro da mais nova tendência foshion- bizorro deve ir a um salão de beleza ou então comprar o kit de montagem e fazer tudo por conta própria.
            Mas essa nova onda pode ter conseqüências bastante sérias. Uma tailandesa de 17 anos contraiu uma infecção na tiroide e acabou tendo uma parada cardíaca fatal. Outra garota, de apenas 14 anos, morreu depois de comprar 0 produto de uma loja ilegal. Estudos mostraram que a composição do produto leva chumbo, 0 que fez com que eles fossem proibidos na Tailândia, fato que só aumentou o interesse em torno da coisa. Agora os jovens se apropriaram do aparelho falso como um símbolo de resistência, parte de uma cultura de gangs de jovens que andam de moto nas grandes cidades. Talvez o problema seja ainda mais grave na Indonésia: lá, 0 uso é liberado e alguns adultos estão começando a aderir à moda.

                                                                                                                       (revistagalileu.globo.com)


Releia a seguinte passagem:

"Aparelhos são caros e, para os adolescentes de lá, utilizá-los tem a mesma importância que desfilar com um carrão importado no mundo (supostamente) adulto."

A forma pronominal em destaque retoma o seguinte termo:
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Q504535 Português
                                          Amores imperfeitos
                A pessoa que você mais gosta é cheia de defeitos?
                                         Existe uma explicação


                                                                                                                        Cristiane Segatto

1.§ Quantos dos seus amigos descrevem o parceiro (ou parceira) de uma forma estranhamente dúbia? A pessoa é o amor da vida dele e, ao mesmo, o ser que mais o incomoda. É uma reclamação tão corriqueira que começo a achar que estranha é a minoria que parece satisfeita com o que tem em casa.

2.§ Tolerar os defeitos do companheiro e entender que, ao firmar uma parceria, compramos um pacote completo (com tudo o que há de agradável e desagradável) parece, cada vez mais, uma esquisita característica de uma subespécie em extinção.

3.§ O grupo majoritário parece ser o dos apaixonados intolerantes.

4.§ Há quem se dedique a tentar entendê-los. Li nesta semana uma reportagem interessante sobre isso. Foi publicada na revista Scientific American Mind. É baseada no livro Annoying: The Science of What Bugs Us (algo como Irritante: a ciência do que nos incomoda), dos jornalistas Joe Palca e Flora Lichtman.

5.§ Uma das pesquisadoras citadas é a socióloga Diane Felmlee, da Universidade da Califórnia. Ela conta a história de uma amiga que vivia reclamando que o marido trabalhava demais. Diane pediu que a mulher se lembrasse das qualidades que enxergava nele quando o conheceu na universidade. A resposta foi sensacional: “A primeira coisa que chamou minha atenção foi o fato de que ele era incrivelmente trabalhador. Logo percebi que se tornaria um dos melhores alunos da classe"

6.§ Não é curioso? Por alguma razão, uma característica que é vista como uma qualidade no início do relacionamento se torna, com o passar do tempo, um defeito. Exemplos disso estão por toda parte. No início do namoro, o cara parece muito atraente porque é desencanado, tranquilão. Não perde a chance de passar o dia de bermuda e chinelo, ouvindo música e bebendo com a namorada e os amigos. Quatro anos depois passa a ser visto pela amada como um sujeito preguiçoso, acomodado, que não tem objetivos claros na vida e veio ao mundo a passeio.

7.§ Em outra ocasião, a socióloga Diane perguntou a um garoto por que ele gostava da última namorada. A resposta foi uma lista de várias partes do corpo da moça - incluindo as mais íntimas. Quando a professora perguntou por que o relacionamento havia acabado, a justificativa foi: “Era uma relação baseada somente no desejo. Não havia amor suficiente."

8.§ Uma aluna disse que se sentiu atraída pelo ex porque ele tinha um incrível senso de humor. Algum tempo depois, passou a reclamar que “ele não levava nada a sério". Nesse caso, também, o que era qualidade virou defeito. Deve haver alguma explicação para isso. Nas últimas décadas, Diane vem realizando estudos com casais para tentar entender o fenômeno que ela chama de atrações fatais.

9.§ Ela observou que quanto mais acentuada é a qualidade reconhecida pelo parceiro no início da relação, mais incômoda ela se torna ao longo dos anos. Até virar um traço insuportável.

10.§ Diane acredita que a explicação está relacionada à teoria da troca social. Essa teoria parte do pressuposto de que as relações humanas são baseadas na escolha racional e na análise de custo-benefício. Se os custos de um dos parceiros superam seus benefícios, a outra parte pode vir a abandonar a relação, especialmente se houver boas alternativas disponíveis. “Traços extremos trazem recompensas, mas também têm custos associados a eles, principalmente numa relação".

11.§ Um exemplo é a independência. Ela pode ser muito valorizada numa relação. Um marido independente é capaz de cuidar de si próprio. Mas se ele for independente demais, pode significar que não precisa da mulher. Isso acarreta custos para a relação.

12.§ A receita para evitar que as relações naufraguem é a boa e (cada vez mais) escassa tolerância. É preciso aprender a relativizar os hábitos irritantes para continuar convivendo com uma pessoa que tem muitas outras qualidades.

13.§ Ninguém é totalmente desprovido de qualidades e defeitos. Temos os nossos, aprendemos com eles e com os deles. Além de tolerância, precisamos exercitar a capacidade de apoiar o parceiro quando as coisas vão mal e de celebrar quando ele tem alguma razão para isso. Inventar programas novos e interessantes (zelar para que isso aconteça com frequência) pode realçar as qualidades de quem você gosta e amenizar as características e manias irritantes. Irritante por irritante somos todos. Mas também podemos ser incrivelmente interessantes.

                                               Adaptado de http://revistaepoca.globo.com/Saude-e-bem-estar/ cristiane-                                                               segatto/noticia/2012/01/amores-imperfeitos.html em 01/12/2012

Em “Há quem se dedique a tentar entendê-los.”(4.§), o termo destacado refere-se
Alternativas
Respostas
11921: D
11922: E
11923: A
11924: A
11925: E
11926: C
11927: D
11928: E
11929: B
11930: E
11931: A
11932: C
11933: B
11934: C
11935: D
11936: A
11937: B
11938: A
11939: B
11940: B