Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, para as afirmações abaixo, sobre o seguinte fragmento do texto:
Nossos direitos aqui foram suprimidos. (l. 17)
( ) Seria mantida a correção gramatical e o sentido original do período caso fosse reescrita da seguinte forma: Houve supreção de direitos aqui.
( ) No fragmento acima, identifica-se voz passiva.
( ) O vocábulo aqui não pode ser retirado do período, sob pena de promover uma alteração significativa no enunciado.
( ) A presença do leitor no fragmento está amparada no pronome pessoal utilizado no fragmento.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
A melhor e a pior comida do mundo
Há mais de dois mil anos, um rico mercador grego tinha um escravo chamado Esopo. Um escravo corcunda, feio, mas de sabedoria única no mundo. Certa vez, para provar as qualidades de seu escravo, o mercador ordenou:
- Toma, Esopo. Aqui está esta sacola de moedas. Corre ao mercado. Compra lá o que houver de melhor para um banquete. A melhor comida do mundo! Pouco tempo depois, Esopo voltou do mercado e colocou sobre a mesa um prato coberto por fino pano de linho. O mercador levantou o paninho e ficou surpreso:
- Ah, língua? Nada como a boa língua que os pastores gregos sabem tão bem preparar. Mas por que escolheste exatamente a língua como a melhor comida do mundo?
O escravo, de olhos baixos, explicou sua escolha.
- O que há de melhor do que a língua, senhor? A língua é que une a todos, quando falamos. Sem a língua não poderíamos nos entender. A língua é a chave das ciências, o órgão da verdade e da razão. Graças à língua é que se constroem as cidades, graças à língua podemos dizer o nosso amor. A língua é o órgão do carinho, da ternura, do amor, da compreensão. É a língua que torna eternos os versos dos grandes poetas, as ideias dos grandes escritores. Com a língua se ensina, se persuade, se instrui, se reza, se explica, se canta, se descreve, se elogia, se demonstra, se afirma. Com a língua dizemos “mãe”, “querida” e “Deus”. Com a língua, dizemos “sim”. Com a língua dizemos “eu te amo”! O que pode haver de melhor do que a língua, senhor?
O mercador levantou-se entusiasmado:
- Muito bem, Esopo! Realmente tu me trouxeste o que há de melhor. Toma agora esta outra sacola de moedas. Vai de novo ao mercado e traze o que houver de pior, pois quero ver a tua sabedoria.
Mais uma vez, depois de algum tempo, o escravo Esopo voltou do mercado trazendo um prato coberto por um pano. O mercador recebeu-o com um sorriso: - Hum... já sei o que há de melhor. Vejamos agora o que há de pior... O mercador descobriu o prato e ficou indignado:
- O quê?! Língua? Língua outra vez? Língua? Não disseste que a língua era o que havia de melhor? Queres ser açoitado? Esopo encarou o mercador e respondeu:
- A língua, senhor, é o que há de pior no mundo. É a fonte de todas as intrigas, o início de todos os processos, a mãe de todas as discussões. É a língua que separa a humanidade, que divide os povos. É a língua que usam os maus políticos quando querem enganar com suas falsas promessas. É a língua que usam os vigaristas quando querem trapacear. A língua é o órgão da mentira, da discórdia, dos desentendimentos, das guerras, da exploração. É a língua que mente, que esconde, que engana, que explora, que blasfema, que vende, que seduz, que corrompe. Com a língua, dizemos “morre” e “demônio”. Com a língua dizemos “não”. Com a língua dizemos “eu te odeio”! Aí está, senhor, porque a língua é a pior e a melhor de todas as coisas!
(ESOPO, 620-560 a. C.)
I – Papa
II- Juiz de Direito
III – Reitor
IV – Cardeal
Em conformidade com MEDEIROS e HERNANDES, assinalar a alternativa que preenche as lacunas abaixo CORRETAMENTE:
A concordância com os pronomes de tratamento se faz com o verbo na __________ pessoa, isto é, embora designem a pessoa a quem se fala (a segunda), esses pronomes exigem verbo na __________ pessoa.
Cidade Maravilhosa?
Os camelôs são pais de famílias bem pobres, e, então, merecem nossa simpatia e nosso carinho; logo eles se multiplicam por 1000. Aqui em frente à minha casa, na Praça General Osório, existe há muito tempo a feira hippie. Artistas e artesãos expõem ali aos domingos e vendem suas coisas. Uma feira um tanto organizada demais: sempre os mesmos artistas mostrando coisas quase sempre sem interesse. Sempre achei que deveria haver um canto em que qualquer artista pudesse vender um quadro; qualquer artista ou mesmo qualquer pessoa, sem alvarás nem licenças. Enfim, o fato é que a feira funcionava, muita gente comprava coisas – tudo bem. Pois de repente, de um lado e outro, na Rua Visconde de Pirajá, apareceram barracas atravancando as calçadas, vendendo de tudo - roupas, louças, frutas, miudezas, brinquedos, objetos usados, ampolas de óleo de bronzear, passarinhos, pipocas, aspirinas, sorvetes, canivetes. E as praias foram invadidas por 1000 vendedores. Na rua e na areia, uma orgia de cães. Nunca vi tantos cães no Rio, e presumo que muita gente anda com eles para se defender de assaltantes. O resultado é uma sujeira múltipla, que exige cuidado do pedestre para não pisar naquelas coisas. E aquelas coisas secam, viram poeira, unem-se a cascas de frutas podres e dejetos de toda ordem, e restos de peixes da feira das terças, e folhas, e cusparadas, e jornais velhos; uma poeira dos três reinos da natureza e de todas as servidões humanas.
Ah, se venta um pouco o noroeste, logo ela vai-se elevar, essa poeira, girando no ar, entrar em nosso pulmão numa lufada de ar quente. Antigamente a gente fugia para a praia, para o mar. Agora há gente demais, a praia está excessivamente cheia. Está bem, está bem, o mar, o mar é do povo, como a praça é do condor – mas podia haver menos cães e bolas e pranchas e barcos e camelôs e ratos de praia e assaltantes que trabalham até dentro d’água, com um canivete na barriga alheia, e sujeitos que carregam caixas de isopor e anunciam sorvetes e, quando o inocente cidadão pede picolé de manga, eis que ele abre a caixa e de lá puxa a arma. Cada dia inventam um golpe novo: a juventude é muito criativa, e os assaltantes são quase sempre muito jovens.
Rubem Braga

De acordo com a tirinha, é CORRETO afirmar:
Observe o texto a seguir:

Em relação à propaganda, é CORRETO afirmar que
na frase
Instrução: A questão está relacionada à redação oficial.
Considere as seguintes afirmações sobre a função sintática de pronomes relativos.
I. No enunciado Não posso recusar o que me pedem neste momento, o pronome relativo exerce a função sintática de objeto direto.
II. No enunciado É este o projeto a que o engenheiro se referiu em sua proposta, o pronome relativo exerce a função sintática de objeto indireto.
III. No enunciado Esta é uma razão que não se pode refutar, o pronome relativo exerce a função sintática de objeto indireto.
Quais estão corretas?
Considere as seguintes propostas de alteração no uso de pronomes do texto.
1. O segmento lhe rendeu (l. 22) poderia ser substituído por rendeu a ele.
2. O segmento chamou-o (l. 33) poderia ser substituído por chamou ele.
3. O segmento lhe confiou (l. 34) poderia ser substituído por confiou nele.
Quais propostas são gramaticalmente corretas?
Considere as seguintes afirmações sobre pronomes do texto e os segmentos a que eles se referem.
I. O pronome as (l. 4) refere-se à palavra áreas (l. 3).
II. O pronome seu (l. 8) refere-se ao segmento [o uso dos] padrões para as informações financeiras das empresas (l. 7).
III. O pronome ela (l. 42) refere-se ao segmento a IFRS (l. 41).
Quais estão corretas?
INSTRUÇÃO: Leia o texto do grande poeta mato-grossense Manoel de Barros, em Memórias inventadas: a infância, e responda à questão.
Hoje eu completei oitenta e cinco anos. O poeta nasceu de treze. Naquela ocasião escrevi uma carta
aos meus pais, que moravam na fazenda, contando que eu já decidira o que queria ser no meu futuro. Que
eu não queria ser doutor. Nem doutor de curar nem doutor de fazer casa nem doutor de medir terras. Que
eu queria ser fraseador. Meu pai ficou meio vago depois de ler a carta. Minha mãe inclinou a cabeça. Eu
queria ser fraseador e não doutor. Então, o meu irmão mais velho perguntou: Mas esse tal de fraseador bota
mantimento em casa? Eu não queria ser doutor, eu só queria ser fraseador. Meu irmão insistiu: Mas se
fraseador não bota mantimento em casa, nós temos que botar uma enxada na mão desse menino pra ele
deixar de variar. A mãe baixou a cabeça um pouco mais. O pai continuou meio vago. Mas não botou enxada.
Leia o texto abaixo.
RENDA-SE
O vestido curto,
com abertura
nas costas e
renda, ressalta
a feminilidade
e a delicadeza
do look.
(Revista Picadilly, editora profashional, nº15, ano 7, p. 43, adaptado)
As palavras “renda-se” e “renda” presentes no texto se caracterizam por:
I. Serem um verbo e um nome.
II. Ambas podem ser antecedidas de artigo.
III. Somente a segunda pode ser antecedida de artigo.
IV. Ambas se combinam com pronomes átonos.
V. Somente a primeira se combina com pronome átono.
Está correto o que se afirma apenas em:
Analise as frase abaixo extraídas da Revista Língua Portuguesa, nº 36, maio 2012.
I. Já disseram-lhe a verdade.
II. Já lhe disseram a verdade.
III. Me contaram a estória inteira.
IV. Contaram-me a estória inteira.
V. Tendo-se ausentado, perdeu o prêmio.
VI. Tendo ausentado-se, perdeu o prêmio.
Com relação à colocação pronominal, estão corretas as formas a serem usadas na linguagem escrita:


