Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q2065925 Português
TEXTO 5

POR UMA CULTURA ACADÊMICA DA NEGRADA:
O ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDANTES E
COLETIVOS NEGROS UNIVERSITÁRIOS NA UFRJ

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   As fronteiras entre academia e movimentos sociais são identificáveis? Qual impacto dos conhecimentos científicos que produzimos para pretos que estão do lado de fora do mundo acadêmico? É possível construir uma agenda de pesquisa negra autônoma nas universidades públicas? A vontade de responder a estas velhas perguntas aumentou após participar do I Encontro de Entidades e Coletivos Negros Universitários. Realizado entre 13 e 15 de maio na Universidade Federal do Rio de Janeiro, o EECUN representa um divisor de águas na história dos movimentos sociais e das universidades brasileiras. Ainda assim, infeliz e estranhamente, o evento, coberto por integrantes do Alma Preta, recebeu pouca atenção de mídias negras. A participação de 2000 estudantes negros, a programação altamente qualificada, as discussões inovadoras, a criativa programação cultural são coisas nossas que aguardam por mais (1) escrevivências

   (2) Deliberadamente apartidário, o evento foi organizado por estudantes de coletivos de diferentes estados do Brasil que apostam suas fichas na auto-gestão como caminho para o fortalecimento da negrada na academia. Com essa perspectiva, organizações como o Coletivo Negro Carolina Maria de Jesus da UFRJ denunciam e lutam contra o racismo estrutural em diálogo com saberes ancestrais adquiridos em suas vivências comunitárias, familiares, espirituais, trabalhistas.

Giovana Xavier, 7 de junho de 2016
http://blogueirasnegras.org/2016/06/07/por-uma-cultura-
-academica-da-negrada-o-encontro-nacional-de-estudantes-
-negros-e-coletivos-universitarios-na-ufrj/
O termo (1) escrevivências, em destaque no final do primeiro parágrafo do TEXTO 5, é um neologismo (palavra nova, formada de outras já existentes na mesma língua). Assinale a alternativa correta quanto a sua classe gramatical.
Alternativas
Q2063720 Português
A lição do fogo

1º Um membro de determinado grupo, ao qual prestava serviços regularmente, sem nenhum aviso, deixou de participar de suas atividades.
2º Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o homem em casa sozinho, sentado diante ______ lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.
3º Adivinhando a razão da visita, o homem deu as boas-vindas ao líder, conduziu-o a uma cadeira perto da lareira e ficou quieto, esperando. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada. No silêncio sério que se formara, apenas contemplava a dança das chamas em torno das achas da lenha, que ardiam. Ao cabo de alguns minutos, o líder examinou as brasas que se formaram. Cuidadosamente, selecionou uma delas, a mais incandescente de todas, empurrando-a ______ lado. Voltou, então, a sentar-se, permanecendo silencioso e imóvel. O anfitrião prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Aos poucos, a chama da brasa solitária diminuía, até que houve um brilho momentâneo e seu fogo se apagou de vez.
4º Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão recoberto _____ uma espessa camada de fuligem acinzentada. Nenhuma palavra tinha sido dita antes desde o protocolar cumprimento inicial entre os dois amigos. O líder, antes de se preparar para sair, manipulou novamente o carvão frio e inútil, colocando-o de volta ao meio do fogo. Quase que imediatamente ele tornou a incandescer, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes em torno dele. Quando o líder alcançou a porta para partir, seu anfitrião disse:
5º – Obrigado. Por sua visita e pelo belíssimo sermão. Estou voltando ao convívio do grupo.
RANGEL, Alexandre (org.). As mais belas parábolas de todos os tempos – Vol. II.Belo Horizonte: Leitura, 2004. 
Analise as afirmativas sobre a classe e função que as palavras exercem no texto e, em seguida, marque (V) para as verdadeiras e (F) para as falsas:
( ) o vocábulo “que” em “que ardiam” (3º parágrafo) é um pronome relativo na função de sujeito. ( ) o vocábulo “o” em “colocando-o” de volta no meio do fogo (4º parágrafo) é um pronome em função de objeto direto. ( ) os vocábulos “frio” e “inútil” em “manipulou novamente o carvão frio e inútil” (4º parágrafo) são adjetivos em função de adjunto adnominal. ( ) o vocábulo “líder” em “o homem deu as boas-vindas ao líder” (3º parágrafo) é um substantivo em função de complemento nominal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo: 
Alternativas
Q2058822 Português
Sobre a colocação pronominal, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(...) Quando há um problema “de zica”, chamam-se os médicos e os geneticistas. (...) Quando há um problema com a escrita, não se chamam os linguistas: chamam-se jornalistas e donos de cursinhos.
Alternativas
Q2058816 Português
Ao se introduzir a palavra “Nunca” na lacuna em “_________ buscou-se a verdade.”, a colocação do pronome “se”, para fins de correção quanto à colocação pronominal:
Alternativas
Q2056891 Português
Sobre a colocação pronominal, assinalar a alternativa que preenche a lacuna abaixo CORRETAMENTE:
__________ mais sobre essa doença de pele chamada acne.
Alternativas
Q2040506 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.

Paisagens com cupins

No canavial tudo se gasta
Pelo miolo, não pela casca.
Nada ali se gasta de fora,
Qual coisa que em coisa se choca.

Tudo se gasta mas de dentro:
O cupim entra os poros, lento,
E por mil túneis, mil canais,
As coisas desfia e desfaz.

Por fora o manchado reboco
Vai-se afrouxando, mais poroso,
enquanto se desfaz, intestina,
o que era parede, em farinha.

E se não se gasta com choques,
Mas de dentro, tampouco explode.
Tudo ali sofre a morte mansa
Do que não quebra, se desmancha.

João Cabral de Melo Neto.
Na primeira estrofe há
Alternativas
Q1963991 Português
Assinale a alternativa correta quanto ao emprego de vírgulas e à colocação do pronome destacado.
Alternativas
Q1963985 Português

Leia o texto para responder à questão.


      Vira e mexe alguns blogs maternos publicam textos sobre “As vantagens de ser mãe de menina” ou “Por que é bom ser mãe de menino”: “meninos não têm frescura”, “meninas são mais delicadas”, “eles são mais corajosos”, “elas são mais choronas” e por aí vai. Leio isso e tenho vontade de gritar por ver estereótipos de gênero tão pesados serem perpetuados sem nenhuma reflexão. Já pensou que seu filho é uma figura única e a infinidade de coisas que pode ser ou sentir não cabe em listas, caixas ou rótulos? Pior: que você definir como ele deve ser ou se comportar dependendo de seu gênero pode ser muito, muito cruel?


      Aos meninos são permitidas vivências mais amplas. Eles podem subir muros, escalar os brinquedos do playground, enquanto as meninas não, veja bem, vai sujar seu sapato de princesa, filha, vai mostrar sua calcinha, não pega bem, filha, não é assim que uma menina brinca. E por isso, só por isso, que se perpetua a ideia de que os meninos são mais “aventureiros” e “danados” e as meninas mais “cuidadosas”. Fazemos as meninas mais infelizes, isso sim.


      Ser menino também pode não ser fácil, principalmente se os pais acreditarem que podem definir o que ele deve sentir ou gostar. Meu filho adorava brincar com os carrinhos de boneca das meninas do playground do prédio. Só depois de eu dizer que “tudo bem” as mães ou babás ficavam à vontade em deixá-lo empurrar as bonecas ou carregá-las. Por que tanto receio? O que um menino pode virar depois de brincar de boneca? Um pai carinhoso e dedicado no futuro?


      Uma vez, em uma loja de brinquedos, meu filho ficou empolgadíssimo ao ver uma pia que funcionava de verdade, com uma torneirinha de água. E pediu muito para que eu comprasse. As opções de cores deixavam claro para quem o brinquedo era fabricado: só havia pias rosa e lilás. “Esse brinquedo é de menina”, alertou a vendedora, cheia de boa vontade, como se eu estivesse me distraído e não percebido o “engano” ao considerar a compra. Eu disse para ela que na minha casa lavar louça é uma atividade unissex, que o pai do meu filho encara muito prato e panela suja e, por isso, brincar de casinha é uma brincadeira de menino sim. Meu filho saiu da loja feliz da vida com seu brinquedo rosa que, aliás, para ele é só uma cor, como outra qualquer. O avô estranhou o presente até eu levá-lo à reflexão: “Quantas pias de louça suja você lavou e lava na sua vida, para manter sua casa em ordem?” E só daí meu pai percebeu o tamanho da bobagem que fazia ao acreditar que lavar louça é uma atividade exclusivamente feminina.


      E para quem gosta de listas, proponho uma única: “As vantagens de ser mãe de uma criança feliz.” É essa que eu espero estar escrevendo, no dia a dia, ao não determinar como meu filho pode ou não ser.



(Rita Lisauskas, A crueldade de dividir o mundo entre “coisas de menino” e

“coisas de meninas”. Disponível em: <vida-estilo.estadao.com.br>. Acesso

em 10-02-2016. Adaptado)

A alternativa em que os pronomes destacados estão empregados segundo a norma-padrão é:
Alternativas
Q1881646 Português

"Quero ir embora do Brasil!"

 12/01/2016


         Uma matéria publicada recentemente na Folha revelou que a crise econômica aumentou os casos de problemas de saúde relacionados ao estresse.
         Cresceu 37,5%, só no primeiro semestre de 2015 (em comparação com o mesmo período de 2014), o número de executivos, gerentes e empresários brasileiros com depressão. Cresceu também o número de casos de ansiedade (60%), estresse (27,7%) e insônia (19%). O consumo de antidepressivos e controladores de humor aumentou (11,6%).
          A ansiedade, o estresse, a depressão e a insônia estão contagiando um número cada vez maior de brasileiros. A crise está afetando muita gente, como mostra uma psicóloga de 57 anos: "O que eu mais escuto é: 'Quero ir embora do Brasil!'. Pergunto: 'Para onde?' e me respondem: 'Para qualquer lugar'. Algumas pessoas que estavam satisfeitas com a própria situação financeira começaram a apresentar problemas de saúde: diarreias, vômitos, insônias, dores musculares, depressão, irritabilidade. Elas falam de uma tristeza enorme, de impotência, de falta de perspectiva. Não conseguem enxergar saída, não têm mais esperança, acham que nada do que fazem tem significado. Conheço muitos casos de ansiedade, e até de sintomas de pânico, relacionados à atual crise política e econômica".
           Uma médica de 64 anos disse: "Todo mundo que conheço demonstra muito medo desta crise. Eles sentem que perderam o controle da própria vida, estão paralisados pelo medo. O jovem tem medo de não conseguir trabalho, os mais velhos têm medo do caos social, alguns têm pesadelos com uma quebradeira geral do país. Tem gente que está com pânico de perder todo o dinheiro, que sonha com a possibilidade de morar em Portugal, nos Estados Unidos ou no Canadá só para ter mais segurança. Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil e como isso vai afetar a própria vida". Ela continua: "O país está doente e o medo desta doença está contaminando todo mundo, até mesmo aqueles que poderiam se proteger e se manter saudáveis. É uma epidemia, não escapa ninguém. Os brasileiros não suportam mais tanta instabilidade, insegurança e incerteza".
            A médica conclui: "Será que a única saída para a crise é fugir do país? Por que não construir uma alternativa melhor aqui no Brasil?". 

(GOLDENBERG, Mirian. Folha de São Paulo)

“Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil”. Os termos destacados são respectivamente:
Alternativas
Q1881643 Português

"Quero ir embora do Brasil!"

 12/01/2016


         Uma matéria publicada recentemente na Folha revelou que a crise econômica aumentou os casos de problemas de saúde relacionados ao estresse.
         Cresceu 37,5%, só no primeiro semestre de 2015 (em comparação com o mesmo período de 2014), o número de executivos, gerentes e empresários brasileiros com depressão. Cresceu também o número de casos de ansiedade (60%), estresse (27,7%) e insônia (19%). O consumo de antidepressivos e controladores de humor aumentou (11,6%).
          A ansiedade, o estresse, a depressão e a insônia estão contagiando um número cada vez maior de brasileiros. A crise está afetando muita gente, como mostra uma psicóloga de 57 anos: "O que eu mais escuto é: 'Quero ir embora do Brasil!'. Pergunto: 'Para onde?' e me respondem: 'Para qualquer lugar'. Algumas pessoas que estavam satisfeitas com a própria situação financeira começaram a apresentar problemas de saúde: diarreias, vômitos, insônias, dores musculares, depressão, irritabilidade. Elas falam de uma tristeza enorme, de impotência, de falta de perspectiva. Não conseguem enxergar saída, não têm mais esperança, acham que nada do que fazem tem significado. Conheço muitos casos de ansiedade, e até de sintomas de pânico, relacionados à atual crise política e econômica".
           Uma médica de 64 anos disse: "Todo mundo que conheço demonstra muito medo desta crise. Eles sentem que perderam o controle da própria vida, estão paralisados pelo medo. O jovem tem medo de não conseguir trabalho, os mais velhos têm medo do caos social, alguns têm pesadelos com uma quebradeira geral do país. Tem gente que está com pânico de perder todo o dinheiro, que sonha com a possibilidade de morar em Portugal, nos Estados Unidos ou no Canadá só para ter mais segurança. Ninguém sabe o que vai acontecer com o Brasil e como isso vai afetar a própria vida". Ela continua: "O país está doente e o medo desta doença está contaminando todo mundo, até mesmo aqueles que poderiam se proteger e se manter saudáveis. É uma epidemia, não escapa ninguém. Os brasileiros não suportam mais tanta instabilidade, insegurança e incerteza".
            A médica conclui: "Será que a única saída para a crise é fugir do país? Por que não construir uma alternativa melhor aqui no Brasil?". 

(GOLDENBERG, Mirian. Folha de São Paulo)

Observe estes dois fragmentos retirados do texto: “O que eu mais escuto é: 'Quero ir embora do Brasil!'” e “Todo mundo que conheço demonstra muito medo desta crise”. Com relação aos termos destacados, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q1876455 Português
Leia atentamente o texto a seguir para responder à questão.


Caso de Secretária

    
     Foi trombudo para o escritório. Era dia de seu aniversário, e a esposa nem sequer o abraçara, não fizera a mínima alusão à data. As crianças também tinham se esquecido. Então era assim que a família o tratava? Ele que vivia para os seus, que se arrebentava de trabalhar, não merecer um beijo, uma palavra ao menos!

      Mas, no escritório, havia flores à sua espera, sobre a mesa. Havia o sorriso e o abraço da secretária, que poderia muito bem ter ignorado o aniversário, e entretanto se lembrava. Era mais do que uma auxiliar, atenta, experimentada e eficiente, pé-de-boi da firma, como até então a considerara; era um coração amigo.

    Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes, e a mulher e os filhos, nada? Baixou a cabeça, ficou rodando o lápis entre os dedos, sem gosto para viver.

     Durante o dia, a secretária redobrou de atenções. Parecia querer consolá-lo, como se medisse toda a sua solidão moral, o seu abandono. Sorria, tinha palavras amáveis, e o ditado da correspondência foi entremeado de suaves brincadeiras da parte dela.

     – O senhor vai comemorar em casa ou numa boate?

    Engasgado, confessou-lhe que em parte nenhuma. Fazer anos é uma droga, ninguém gostava dele neste mundo, iria rodar por aí à noite, solitário, como o lobo da estepe.

    – Se o senhor quisesse, poderíamos jantar juntos - insinuou ela, discretamente.

    E não é que podiam mesmo? Em vez de passar uma noite besta, ressentida - o pessoal em casa pouco está ligando -, teria horas amenas, em companhia de uma mulher que - reparava agora - era bem bonita.

    Daí por diante o trabalho foi nervoso, nunca mais que se fechava o escritório. Teve vontade de mandar todos embora, para que todos comemorassem o seu aniversário. Conteve-se no prazer ansioso da espera.

     – Onde você prefere ir? - perguntou, ao saírem.

    – Se não se importa, vamos passar primeiro no meu apartamento. Preciso trocar de roupa.

     Ótimo, pensou ele; faz-se a inspeção prévia do terreno e, quem sabe?

     – Mas antes quero um drinque, para animar - ele retificou.

   Foram ao drinque, ele recuperou não só a alegria de viver e de fazer anos, como começou a fazê-los pelo avesso, remoçando. Saiu bem mais jovem do bar, e pegou-lhe do braço. 

    No apartamento, ela apontou-lhe o banheiro e disse-lhe que o usasse sem cerimônia. Dentro de quinze minutos ele poderia entrar no quarto, não precisava bater – e o sorriso dela, dizendo isso, era uma promessa de felicidade.

    Ele nem percebeu ao certo se estava se arrumando ou se desarrumando, de tal modo que os quinze minutos se atropelaram, querendo virar quinze segundos, no calor escaldante do banheiro e da situação. Liberto da roupa incômoda, abriu a porta do quarto. Lá dentro, sua mulher e seus filhinhos, em coro com a secretária, esperavam-no cantando “Parabéns para você”.


(Carlos Drummond de Andrade. Poesia e Prosa, Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1988.)
A palavra sublinhada em “Passada a surpresa, sentiu-se ainda mais borocoxô: o carinho da secretária não curava, abria mais a ferida. Pois então uma estranha se lembrava dele com tais requintes...” é:
Alternativas
Q1874752 Português

Leia atentamente o texto a seguir para responder a questão a seguir:

A MENTIROSA LIBERDADE

Lya Luft

        Comecei a escrever um novo livro, sobre os mitos e mentiras que nossa cultura expõe em prateleiras enfeitadas, para que a gente enfie esse material na cabeça e, pior, na alma – como se fosse algodão-doce colorido. Com ele chegam os medos que tudo isso nos inspira: medo de não estar bem enquadrados, medo de não ser valorizados pela turma, medo de não ser suficientemente ricos, magros, musculosos, de não participar da melhor balada, do clube mais chique, de não ter feito a viagem certa nem possuir a tecnologia de ponta no celular. Medo de não ser livres.

         Na verdade, estamos presos numa rede de falsas liberdades. Nunca se falou tanto em liberdade, e poucas vezes fomos tão pressionados por exigências absurdas, que constituem o que chamo a síndrome do “ter de”. Fala-se em liberdade de escolha, mas somos conduzidos pela propaganda como gado para o matadouro, e as opções são tantas que não conseguimos escolher com calma. Medicados como somos (a pressão, a gordura, a fadiga, a insônia, o sono, a depressão e a euforia, a solidão e o medo tratados a remédio), cedo recorremos a expedientes, porque nossa libido, quimicamente cerceada, falha, e a alegria, de tanta tensão, nos escapa.

        Preenchem-se fendas e falhas, manchas se removem, suspendem-se prazeres como sendo risco e extravagância, e nos ligamos no espelho: alguém por aí é mais eficiente, moderno, valorizado e belo que eu? Alguém mora num condomínio melhor que o meu? Em fileira ao longo das paredes, temos de parecer todos iguais nessa dança de enganos. Sobretudo, sempre jovens. Nunca se pôde viver tanto tempo e com tão boa qualidade, mas no atual endeusamento da juventude, como se só jovens merecessem amor, vitórias e sucesso, carregamos mais um ônus pesadíssimo e cruel: temos de enganar o tempo, temos de aparentar 15 anos se temos 30, 40 anos se temos 60, e 50 se temos 80 anos de idade. A deusa juventude traz vantagens, mas eu não a quereria para sempre: talvez nela sejamos mais bonitos, quem sabe mais cheios de planos e possibilidades, mas sabemos discernir as coisas que divisamos,   podemos optar com a mínima segurança, conseguimos olhar, analisar e curtir – ou nos falta o que vem depois: maturidade?

        Parece que do começo ao fim passamos a vida sendo cobrados: O que você vai ser? O que vai estudar? Como? Fracassou em mais um vestibular? Já transou? Nunca transou? Treze anos e ainda não ficou? E ainda não bebeu? Nem experimentou uma maconhazinha sequer? E um Viagra para melhorar ainda mais? Ainda aguenta os chatos dos pais? Saiba que eles o controlam sob o pretexto de que o amam. Sai dessa! Já precisa trabalhar? Que chatice! E depois: Quarenta anos ganhando tão pouco e trabalhando tanto? E não tem aquele carro? Nunca esteve naquele resort?

        Talvez a gente possa escapar dessas cobranças sendo mais natural, cumprindo deveres reais, curtindo a vida sem se atordoar. Nadar contra toda essa louca correnteza. Ter opiniões próprias, amadurecer, ajuda. Combater a ânsia por coisas que nem queremos, ignorar ofertas no fundo desinteressantes, como roupas ridículas e viagens sem graça, isso ajuda. Descobrir o que queremos e podemos é um bom aprendizado, mas leva algum tempo: não é preciso escalar o Himalaia social nem ser uma linda mulher nem um homem poderoso. É possível estar contente e ter projetos bem depois dos 40 anos, sem um iate, físico perfeito e grande fortuna. Sem cumprir tantas obrigações fúteis e inúteis, como nos ordenam os mitos e mentiras de uma sociedade insegura, desorientada, em crise. Liberdade não vem de correr atrás de “deveres” impostos de fora, mas de construir a nossa existência, para a qual, com todo esse esforço e desgaste, sobra tão pouco tempo. Não temos de correr angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria mesmo de ter feito.

(Disponível em Artigos & Idéias, 21/03/2009, VEJA – ONLINE)

“... angustiados atrás de modelos que nada têm a ver conosco, máscaras, ilusões e melancolia para aguentar a vida, sem liberdade para descobrir o que a gente gostaria...”. Os termos “a vida” e “o”, destacados no trecho anterior, são, respectivamente:
Alternativas
Q1851962 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto a seguir para responder à questão proposta. 



“Essa história tem origem nas discórdias que se seguiram à assinatura, em 1990, do Acordo Ortográfico pelo qual os países de língua portuguesa se comprometeram a unificar suas regras ortográficas.” (Linhas 16-17) 
Sobre o uso do pronome oblíquo átono negritado nesse trecho, é CORRETO afirmar: 
Alternativas
Q1762316 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI245598-15257,00.htmltexto especialmente adaptado para esta prova.

Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, nas seguintes afirmações sobre elementos do texto.
( ) “ela” (l. 04) refere-se à “atriz famosa” (l. 03). ( ) “Essa” (l. 09) e “Ela” (l. 10) referem-se à mesma coisa. ( ) “cidadão” (l. 22) refere-se a “conhecido” (l. 20).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1762165 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


(Adaptado de <http://www.revistaplaneta.com.br/vacinas-anti-intolerancia/>)
Analise as assertivas abaixo, considerando o uso dos pronomes e as expressões retomadas:
I. ‘-la’ (l.03) retoma ‘a primeira lei da natureza’ (l.01). II. ‘elas’ (l.03) retoma ‘pessoas’ (l.03). III. ‘-las’ (l.07) retoma ‘fendas’ (l.07).
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1762161 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


(Adaptado de <http://www.revistaplaneta.com.br/vacinas-anti-intolerancia/>)
Analise as seguintes assertivas a respeito do emprego do ‘que’ no texto:
I. O ‘que’ (l.04) classifica-se como conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva direta, assim como a ocorrência na linha 16. II. Na linha 10, o ‘que’ é um pronome relativo e introduz uma oração subordinada adjetiva. III. Na linha 13, o ‘que’ classifica-se como conjunção integrante e introduz uma oração subordinada substantiva objetiva.
Quais estão INCORRETAS?
Alternativas
Q1762131 Português

Fonte: http://chc.org.br/olho-por-olho/ – Adaptação

A palavra imagem (linha 01) é classificada como um:
Alternativas
Q1762086 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.


(Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/tecnologia/so-4-amigos-do-facebook-realmenteimportam-diz-estudo)

Analise as afirmações abaixo sobre elementos de coesão do texto:
I. O pronome possessivo ‘sua’ (l. 01) se refere ao leitor do texto, atribuindo-lhe “posse” da quantidade de amigos do Facebook. II. ‘essas pessoas’ (l. 08) retoma ‘usuários do Facebook no Reino Unido’ (l. 07). III. Na linha 12, ‘eles’ substitui ‘amigos próximos’ (l. 10).
Quais estão INCORRETAS?
Alternativas
Q1760953 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


Fonte: http://www.webartigos.com/artigos/educacao-x-terceira-idade/32199/–Texto adaptado especialmente para esta prova.


Assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas, nas seguintes assertivas sobre elementos de referência no texto.
( ) lo (l.13) refere-se a frequentou (l. 13). ( ) Ela (l. 23) refere-se à educação informal (l. 19). ( ) cujo (l. 26) refere-se a objetos (l. 25). ( ) nele (l. 36) refere-se a mundo novo (l. 35).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1760569 Português

Assinale a alternativa em que as palavras ou expressões relacionais completam CORRETAMENTE o seguinte trecho:


Os carros alegóricos, _________ adereços foram feitos com material menos perecível, foram danificados durante o transporte. O material _________ me refiro foi comprado desviando verba do orçamento.

Alternativas
Respostas
10481: B
10482: A
10483: C
10484: B
10485: B
10486: A
10487: D
10488: E
10489: C
10490: D
10491: A
10492: C
10493: A
10494: A
10495: C
10496: D
10497: B
10498: C
10499: A
10500: D