Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Texto para responder à questão.
As aventuras de Pi
(Fragmento)
A história do meu nome não acaba com ele. Quando alguém se chama Bob, ninguém lhe pergunta “Como é que se escreve?”. Não é o que acontece com Piscine Molitor Patel.
Alguns achavam que era P. Singh; deduziam que eu fosse *sique e ficavam se perguntando por que não estaria usando um turbante.
Na época da faculdade, fui uma vez a Montreal com uns amigos. Certa noite, eu é que tive de pedir as pizzas.
Já não aguentava mais aquela gente que falava francês cair na gargalhada ao ouvir o meu nome, portanto, quando o sujeito ao telefone perguntou “O seu nome, por favor?”, respondi “Sou quem sou”. Meia hora mais tarde, chegaram duas pizzas para um tal de “Soul Ken Soul...
É verdade que as pessoas que conhecemos podem nos modificar, e, às vezes, de uma forma tão profunda que, depois disso, não somos mais os mesmos, nem com relação ao nosso nome. O apóstolo Simão que passa a se chamar Pedro; Mateus, também chamado Levi; Nataniel que é também Bartolomeu; Judas, não o Iscariotes, que assumiu o nome de Tadeu; Simeão que ficou conhecido como o negro; Saulo que passou a ser Paulo.
O meu soldado romano estava parado no pátio da escola, uma manhã, quando eu tinha doze anos. Eu tinha acabado de chegar. Ele me viu e um lampejo de gênio do mal se acendeu na sua mente estúpida. Erguendo o braço, apontou para mim e, aos berros, gritou meu nome acentuando a primeira sílaba em vez da segunda, como na palavra francesa:
-Olha aí o Piscine Patel!
Resultado: o que se ouviu foi pissing, “mijando” em inglês, a língua que todos falávamos ali.
Num segundo, todo mundo estava rindo. Fiquei para trás quando fizemos fila para ir para a sala. Fui o último a entrar, envergando a minha coroa de espinhos.
[,..]0 meu plano era melhor que isso.
Resolvi botá-lo em prática já no meu primeiro dia de colégio, e na primeira aula. Ali na sala, havia outros ex-alunos do St. Joseph. A aula começou como todas elas começam: pela apresentação, íamos dizendo o nosso nome do nosso lugar, seguindo a ordem das carteiras em que estávamos sentados.
[...]
Tinha chegado a minha vez [...] Medina, me aguarde...
Levantei do meu lugar e fui direto ao quadro-negro. Antes que o professor pudesse dizer uma palavra que fosse, peguei um giz e fui dizendo, enquanto escrevia:
O meu nome é Piscine Molitor Patel conhecido como (sublinhei duas vezes as duas primeiras letras do meu nome) Pi Patel.
Só por precaução, acrescentei TT =3,14 e tracei um grande círculo que, depois, dividi em dois com a linha de diâmetro, para evocar a lição mais elementar da geometria.
O silêncio foi total. O professor ficou olhando para o quadro. Eu prendi a respiração. Então, ele disse:
-Tudo bem, Pi. Pode ir se sentar. Da próxima vez, peça permissão para sair da sua carteira.
-Sim, senhor.
MARTEL, Yann. As aventuras de Pi. Extraído do site: www.maismac.net/yannmartel_-_as_aventuras_de_pi.pdf.
*Sique: que ou quem segue o siquismo (religião monoteísta da índia).
I. MEU é um pronome adjetivo possessivo.
II. A palavra COM é uma preposição com valor de causa.
III. NÃO, no contexto, é um substantivo.
IV. ELE é um pronome pessoal oblíquo.
Está correto o que se afirma apenas em:
Na frase acima a palavra sublinhada é:
TEXTO 1

É correto afirmar que o termo destacado no trecho acima exerce função morfológica de:
Atribua 100 pontos para cada afirmativa correta sobre o texto e 50 pontos para cada afirmativa incorreta. Após, assinale a alternativa que apresenta a soma de todos os pontos.
( ) De acordo com o sentido no texto, as palavras sumária (linha 7) e fecunda (linha 7) referem-se à definição (linha 7) e estabelecem entre si uma relação de sinonímia.
( ) Os dois pontos no primeiro parágrafo (linhas 2 e 5) foram empregados de acordo com a mesma regra para o uso dos dois pontos no quinto parágrafo (linha 29).
( ) No período: “mas há aqui elementos que merecem consideração", (linha 11), se substituirmos o verbo haver pelo verbo existir, o verbo existir deverá ser flexionado no mesmo tempo e modo verbal, mas na terceira pessoa do plural.
( ) O pronome oblíquo, empregado no final do terceiro parágrafo, retoma o substantivo gesto (linha 17).
( ) As conjunções Mas (linha 11), pois (linha 33) e a conjunção e (linha 34) expressam, respectivamente, sentido de adversidade, conclusão e adição de ideias.
( ) A expressão “fora de moda” (linha 2) caracteriza a linguagem do texto como coloquial e comprova a predominância do sentido conotativo no texto.
Atribua 100 pontos para cada afirmativa correta sobre o texto e 50 pontos para cada afirmativa incorreta. Após, assinale a alternativa que apresenta a soma de todos os pontos.
( ) No período “Luiza ressalta que o lúdico faz parte da proposta pedagógica...” (linha 16), a palavra destacada é um pronome relativo.
( ) No texto, o tempo verbal que predomina é o presente do modo indicativo.
( ) A primeira vírgula do segundo parágrafo pode ser substituída por ponto e vírgula.
( ) As orações “para que os alunos tenham a possibilidade de vencer suas dificuldades” (linha 10) expressam uma ideia de finalidade à ideia de criar “diferentes momentos de aprendizagem por meio de materiais estimulantes em diversas áreas do conhecimento” (linhas 8 e 9).
( ) O sujeito do verbo realizar (linha 21) é o mesmo ser sujeito do verbo apropriar-se (linha 24).
I. O pronome pessoal elas (linha 11) refere-se a todas as pessoas que têm olhos de poeta e que veem nas conchas “sugestões metafísicas” (linha 11). II. Se transformarmos os dois últimos períodos do texto em um único período, as orações deverão ser separadas por ponto e vírgula. III. Na sequência: “Não temos nem penas, nem escamas, nem couro, nem cabelos, nem carapaças” (linhas 26 e 27) as vírgulas separam termos de mesma função sintática. IV. A palavra secretar (linha 36), de acordo com o texto, tem o sentido de produzir. V. Conforme o texto, a expressão a esmo (linha 40) encerra um sentido de adversidade à afirmação de que as incursões e pesquisas “fazem-se guiadas por um motivo prático” (linhas 40 e 41).
De acordo com o texto:
A ideia da Agenda do Diretor, amplamente aplaudida pelos professores e funcionários administrativos da escola, gerou posteriormente o Manual da Boa Comunicação Escolar, sendo solicitado ao secretário escolar que enviasse o Manual ao Secretário Municipal de Educação e ao Reitor da Universidade local. Ao se dirigir, respectivamente, ao Secretário e ao Reitor, os pronomes de tratamento indicados de acordo com o cargo e função de cada um correspondem corretamente à alternativa:

I. As flexões dos verbos garantir (linha 16) e estabelecer (linha 18) correspondem ao presente do modo subjuntivo.
II. No penúltimo parágrafo do texto, os pronomes oblíquos retomam, respectivamente, o termo as famílias (linhas 30) e o termo suas influências negativas sobre o meio ambiente (linhas 30 e 31).
III. Os dois pontos empregados junto à oração: “Na verdade, é uma conta bem simples” (linhas 33 e 34) podem ser substituídos por um ponto de interrogação, sem que haja alteração de sentido ao contexto em que está situada.
IV. De acordo com o texto, a palavra drasticamente (linha 22) pode ser substituída, sem que alteração de sentido pela palavra aleatoriamente.
V. A conjunção Mas (linha 33) pode ser substituída pelas conjunções Porém, Todavia e Entretanto.
De acordo com o contexto do texto:
( ) Substituindo a primeira pessoa do plural (nós) pela primeira pessoa do singular (eu) na frase: “Dormimos cada vez menos e não percebemos o efeito em nossas vidas”, a forma correta será: “Durmo cada vez menos e não percebo o efeito em minha vida”
( ) As palavras doses (linha 1), receita (linha 4) e a flexão verbal pulou (linha 17) estão empregadas em sentido conotativo, isto é, em um sentido figurado, não literal dessas palavras.
( ) O termo o mesmo grupo de voluntários (linhas 13 e 14) completa o sentido do verbo reavaliar (linha 13).
( ) A palavra voluntários (linha 14) tem, no texto, o sentido de obrigatórios.
( ) O último verbo do texto está empregado no tempo presente do modo indicativo.





