Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q2134858 Português
TEXTO - Aula de Inglês (Rubem Braga)




A crônica acima foi extraída do livro "Um pé de milho -. Editora do Autor - Rio de Janeiro. 1964. pág. 33. [Texto editado]
O pronome demonstrativo "aquilo", que se repete nas linhas 8 e 18:  
Alternativas
Q2133881 Português

TEXTO 2


A LINGUAGEM DAS ÁRVORES

     Segundo o dicionário, fala é a "faculdade que tem o homem de expressar verbalmente suas ideias, emoções e experiências". Visto dessa forma, apenas os humanos podem falar, pois esse conceito se limita à nossa espécie. No entanto, não seria interessante descobrir que as árvores também podem se expressar? Claro que elas não produzem sons, por isso não há nada que possam escutar. Os galhos rangem e estalam ao entrar em atrito uns com os outros, e.as folhas farfalham, mas esses sons são causados pelo vento, não dependem de ações delas. Acontece que as árvores marcam sua presença de outra forma: por meio dos _odores que exalam.

     Isso não é novidade para nós, seres humanos; afinal, usamos desodorantes e perfumes. E, mesmo que não usássemos, nosso odor transmite informações ao consciente e ao inconsciente de outras pessoas. Algumas parecem simplesmente não ter cheiro algum, enquanto outras usam o odor para atrair. Segundo a ciência, os feromônios do suor são fundamentais até para decidirmos quem será nosso parceiro, ou seja, com quem queremos ter filhos. Dessa forma, temos uma linguagem aromática secreta, que as árvores demonstraram também ter.

     Há cerca de 40 anos cientistas notaram algo interessante na savana da África. As girafas comem a folhagem da Acaciatortilis, uma espécie de acácia que não gosta nem um pouco disso. Para se livrar dos herbívoros, poucos minutos depois de as girafas aparecerem as acácias bombeiam toxinas para as folhas. As girafas sabem disso e partem para as árvores próximas. Mas não tão próximas: primeiro elas pulam vários exemplares e só voltam a comer depois de uns 100 metros. O motivo é surpreendente: as acácias atacadas exalam um gás de alerta (no caso, etileno) que sinaliza às outras ao redor que surgiu um perigo. Com isso, todos os individuas alertados se preparam de antemão e também liberam toxinas. As girafas conhecem a tática e por isso avançam savana adentro até encontrarem árvores desavisadas. Ou então trabalham contra o vento, já que é ele que carrega a mensagem aromática, buscando acácias que ainda não detectaram sua presença. 

     Isso também acontece em outras florestas. Sejam faias, abetos ou carvalhos, as árvores percebem os ataques sofridos. Dessa forma, quando uma lagarta morde com vontade, o tecido da folha danificada se altera e ela envia sinais elétricos, da mesma forma que acontece com o corpo humano. No entanto, esse impulso não se espalha em milissegundos, como no nosso caso, mas a apenas 1 centímetro por minuto. Por isso demora até uma hora para que a substancia defensiva chegue às folhas e acabe com a refeição da praga. As árvores não são rápidas, e mesmo em perigo essa parece ser sua velocidade máxima.

     Apesar do ritmo lento, as partes individuais do corpo de uma árvore não funcionam isoladamente. Por exemplo, se as raízes estiverem em dificuldade, a informação se espalhará pela árvore, que liberará uma substancia especial pelas folhas. Essa capacidade de produzir diferentes substancias é outra característica das árvores que as ajuda a identificar quem está atacando.

     A saliva de cada espécie de inseto é única e pode ser tão bem classificada que as árvores são capazes de emitir substancias que atraem predadores específicos desses insetos, que atacarão a praga e em consequência ajudarão as árvores. Os olmos e pinheiros, por exemplo, apelam a pequenas vespas que depositam seus ovos no corpo das lagartas que comem folhas. A larva da vespa se desenvolve no interior da praga, que é devorada pouco a pouco, de dentro para fora. Assim as árvores se livram de pragas inconvenientes e podem continuar crescendo livremente. A capacidade de identificar a saliva das pragas comprova outra habilidade das árvores: elas também devem ter uma espécie de paladar. [ ... ]

Fonte: PeterWohlleben. A vida secreta das árvores (trad. de Petê Rissatti). Rio de Janeiro: Sextante, 2017. (Texto adaptado)

Observe o trecho:
"Por exemplo, se as raízes estiverem em dificuldade, a informação se espalhará pela árvore, que liberará uma substância especial pelas folhas." (§5)
Assinale a opção que apresenta outra possibilidade de colocação do pronome obllquo destacado no trecho, segundo as normas gramaticais vigentes. 
Alternativas
Q2131979 Português

TEXTO II 


Cientistas captam asteroide mudando de cor pela

primeira vez


O asteroide 6478 Gault foi flagrado mudando do

vermelho para o azul: entenda por que isso aconteceu


Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT, na sigla em inglês) flagraram um asteroide mudando de cor pela primeira vez. O objeto 6478 Gault, que tem pouco mais de 4 km de comprimento, estava avermelhado quando, de repente, ficou azul.


“Foi uma grande surpresa”, disse Michael Marsset, do departamento de Terra, Atmosfera e Ciências Planetárias do MIT. “Acho que testemunhamos o asteroide perdendo sua poeira vermelha para o espaço, até que ele foi perdendo suas camadas e exibindo suas capas azuis.” 


Uma hipótese para explicar a mudança de cores é que a superfície poeirenta do asteroide ficou avermelhada após milhões de anos de exposição ao Sol. Depois, conforme o corpo espacial foi jogado no espaço, ele revelou sua camada que sofreu menos irradiação, uma parte que parece ser mais azul.


As cores se alteram, segundo os cientistas, devido à rotação do 6478 Gault: a velocidade de giro do corpo permite que as camadas de poeira saiam da sua superfície. A estimativa é que o asteroide faça uma rotação de duas horas, cada uma em um intervalo de algumas horas.


“Cerca de 10% dos asteroides giram muito rápido, o que significa uma rotação de pelo menos duas a três horas”, afirmou Marsset.” Isso ocorre devido ao Sol, que os ajuda a girar.” 


Em dezembro de 2018, o 6478 Gault já tinha sido avistado por astrônomos no cinturão de asteroides que fica no nosso Sistema Solar, entre as órbitas de Marte de Júpiter. Na ocasião, o objeto espacial mostrou um comportamento parecido com o de cometas: ele deixou duas trilhas de poeira para trás.


Os cientistas acreditam que o 6478 Gault é um asteroide rochoso. Isso porque, mesmo que a cauda do objeto pareça ser a de um cometa, o mecanismo que a originou é diferente de qualquer cometa ou de qualquer asteroide presente nos principais cinturões espaciais.


Disponível em: https://bit.ly/3wZfXvO.

Acesso em: 29 maio. 2022 (adaptado).

Os termos destacados a seguir estão corretamente identificados entre colchetes, exceto em:
Alternativas
Q2122143 Português
São Paulo, 25 de julho de 1880.

      Meu caro Lúcio,
      Recebi o teu cartão com a data de 28 do pretérito.
      Não me posso negar ao teu pedido (...), aí tens os apontamentos que me pedes, e que sempre eu os trouxe de memória.
    Nasci na cidade de São Salvador, capital da província da Bahia, em um sobrado da rua do Bângala, formando ângulo interno, em a quebrada, lado direito de quem parte do adro da Palma, na freguesia de Sant’Ana, a 21 de junho de 1830, pelas sete horas da manhã, e fui batizado, oito anos depois, na igreja matriz do Sacramento, da cidade de Itaparica.
       Sou filho natural de uma negra, africana livre, da Costa Mina (Nagô de Nação), de nome Luíza Mahin, pagã, que sempre recusou o batismo e a doutrina cristã.
        Minha mãe era baixa de estatura, magra, bonita, a cor era de um preto retinto e sem lustro, tinha os dentes alvíssimos como a neve, era muito altiva, geniosa, insofrida e vingativa.
        Dava-se ao comércio — era quitandeira, muito laboriosa, e mais de uma vez, na Bahia, foi presa como suspeita de envolver-se em planos de insurreições de escravos, que não tiveram efeito.
       (...) Nada mais pude alcançar a respeito dela. Nesse ano, 1861, voltando a São Paulo, e estando em comissão do governo, na vila de Caçapava, dediquei-lhe os versos que com esta carta envio-te.
        Meu pai, não ouso afirmar que fosse branco, porque tais afirmativas neste país constituem grave perigo perante a verdade, no que concerne à melindrosa presunção das cores humanas: era fidalgo; e pertencia a uma das principais famílias da Bahia de origem portuguesa. Devo poupar à sua infeliz memória uma injúria dolorosa, e o faço ocultando o seu nome.
    Ele foi rico; e nesse tempo, muito extremoso para mim: criou-me em seus braços. Foi revolucionário em 1837. Era apaixonado pela diversão da pesca e da caça; muito apreciador de bons cavalos; jogava bem as armas, e muito melhor de baralho, armava as súcias e os divertimentos: esbanjou uma boa herança, obtida de uma tia em 1836; e reduzido à pobreza extrema, a 10 de novembro de 1840, em companhia de Luiz Cândido Quintela, seu amigo inseparável e hospedeiro, que vivia dos proventos de uma casa de tavolagem, na cidade da Bahia, estabelecida em um sobrado de quina, ao largo da praça, vendeu-me, como seu escravo, a bordo do patacho Saraiva.

Sérgio Rodrigues. Meu pai me vendeu – de Luiz Gama para Lúcio de Mendonça. In: Cartas brasileiras: correspondências históricas, políticas, célebres, hilárias e inesquecíveis que marcaram o país. 1.ª ed. São Paulo: Companhia das Letras, 2017.

A respeito do texto precedente, julgue o item que se segue.


O uso de pronomes oblíquos em posição de próclise, como o que se identifica em “Não me posso negar ao teu pedido” (segundo parágrafo), é atestado no português brasileiro coloquial.

Alternativas
Q2122110 Português
Texto 10A1-I

    A discussão sobre um gênero neutro na linguagem deriva do uso do gênero gramatical masculino para denotar homens e mulheres (Todos nessa sala de aula devem entregar o trabalho.) e do feminino específico (Clarice Lispector é incluída pela crítica especializada entre os principais autores brasileiros do século 20.).
     Na gramática, o uso do masculino genérico é visto como gênero não marcado, ou seja, usá-lo não dá a entender que todos os sujeitos sejam homens ou mulheres — ele é inespecífico. Por ser algo cotidiano, é difícil pensar nas implicações políticas de empregar o masculino genérico, mas o tema foi amplamente discutido por especialistas como uma forma de marcar a hierarquização de gêneros na sociedade, priorizando o homem e invisibilizando a mulher. O masculino genérico é chamado, inclusive, de falso neutro.
    Entretanto, essa abordagem não é unânime no campo da linguística. Para muitos estudiosos, a interpretação sexista do masculino genérico ignora as origens latinas da língua portuguesa.
     No latim havia três designações: feminina, masculina e neutra. As formas neutras de adjetivos e substantivos no latim acabaram absorvidas por palavras de gênero masculino. A única marcação de gênero no português é o feminino. O neutro estaria, portanto, junto ao masculino.
    O Brasil não é o único país onde a linguagem neutra é discutida. Alguns setores acadêmicos, instituições de ensino e ativistas estadunidenses já consideram usar pronome neutro para se referir a todos, em vez de recorrer à demarcação de gênero binário.
    Especialistas avaliam que a modificação gramatical em línguas latinas pode ser muito mais complexa e custosa do que no inglês ou no alemão, em que já está em uso o gênero neutro, porque as línguas anglo-saxônicas em si já oferecem essa opção.
     Segundo especialistas, esse tipo de inovação é mais fácil de ocorrer no inglês, em que, com exceção daquelas palavras herdadas do latim, como actor (ator) e actress (atriz), a flexão de gênero não altera os substantivos e adjetivos. No caso do português, essa transformação não depende apenas da alteração de um pronome, porque a flexão de gênero afeta todo o sintagma nominal. Assim, a flexão de gênero é demarcada pela vogal temática a ou o (como em pesquisadoras brasileiras) e(ou) por meio do artigo a ou o (como em a intérprete).
     Mesmo com os desafios morfológicos, linguistas afirmam que não é impossível pensar em proposições mais inclusivas, e que isso não necessariamente significa que haja uma tentativa de destruição do português. Segundo explicam esses especialistas, a história de uma língua sempre conta muito sobre a história de seus falantes, de modo que as coisas que falamos hoje em dia não brotaram da terra nem vieram prontas, mas dependem da nossa história como humanidade. Nesse sentido, as propostas já existentes seriam os primeiros passos nesse movimento, e não uma forma final a ser imposta a todos os falantes.  

 Internet: <https://tab.uol.com.br> (com adaptações).

Acerca de aspectos linguísticos do texto 10A1-I, julgue o item que se segue.


Os vocábulos “onde” (primeiro período do quinto parágrafo) e “que”, no segmento “em que” (sexto parágrafo), estão empregados como pronomes relativos e, como “onde” e “em que” apresentam sentido semelhante, estes são intercambiáveis no texto, sem prejuízo da correção gramatical.  


Alternativas
Q2121384 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Os donos da língua Por

Alexandre Carvalho


(Disponível em: https://super.abril.com.br/sociedade/o-bem-e-o-mal-do-estrangeirismo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica o número do termo sublinhado que é classificado como pronome pessoal no trecho a seguir. O número correspondente ao termo está colocado imediatamente após a palavra sublinhada: “Ou seja, quem (1) mandou e desmandou na região que (2) hoje abriga Portugal, em diferentes períodos, trouxe consigo (3) seus modos e sua (4) língua – que os (5) avós dos avós dos avós… dos nossos colonizadores adotaram”. 
Alternativas
Q2121348 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Velhice é doença?


(Disponível em: https://claudia.abril.com.br/sociedade/velhice-e-doenca-entenda-a-polemica/ – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Considerando o emprego de recursos coesivos, analise as assertivas a seguir:
I. Na linha 07, a forma verbal “começar a valer” apresenta-se com sujeito elíptico cujo referente é a palavra “doença” na linha 06.
II. Na linha 25, o pronome relativo “que” apresenta como referente a palavra “câncer”, estabelecendo correta concordância com a forma verbal subsequente.
III. Na linha 29, a palavra “o” é pronome pessoal do caso oblíquo e seu referente é a palavra “mercado” (l. 29).
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2022 Banca: VUNESP Órgão: UNESP Prova: VUNESP - 2022 - UNESP - Bibliotecário |
Q2120828 Português
Leia um trecho da entrevista com o compositor João Pacífico para responder a questão.

        Em Campinas, eu arranjei um emprego na Companhia Paulista de Estrada de Ferro. Fui um alto funcionário da Companhia, um alto funcionário de categoria: eu era ajudante de lava-prato. Magine, ocê, um cara limpava o prato e eu lavava. E assim foi.

        Foi minha felicidade, porque um dia o cozinheiro disse: “João, sabe quem está viajando, viaja sempre conosco? É o doutor Guilherme de Almeida1 ”. (Ele era inteligente o cozinheiro, falava “conosco”.) Eu não sabia, pensei que fosse um diretor de futebol ou coisa assim. “João, faz um versinho daqueles que você faz de vez em quando, quando o trem dá um descanso pra gente, e eu levo pra ele.” Eu fiz uns versinhos e entregaram a ele. “Leva a ele o meu cartão e fala pra me procurar na Cruzeiro do Sul2 ”, foi o recado do doutor Guilherme.

        Aí, eu fui, vesti meu terninho branco, bonito, calça curta. Eu de branco e estava um frio, aquela garoa fria de São Paulo, tremia que nem cabra (não sei se cabra treme, acho que treme).

        Cheguei na Cruzeiro do Sul, desce um elevador com um senhor de chapéu bonito e sobretudo Bataclan tudo pintadinho e luvas pretas. Olhava para ele e eu todo de branco, e ele todo enfaixado. Moço (acho que foi por isso que ele me protegeu, porque o chamei de “moço”), eu queria ir na Cruzeiro do Sul. “É no sétimo andar. Espera um pouco, você não é aquele menino do trem?” Eu sou. “Eu que dei o cartão para você vir aqui. Vamos subir.”

        Aí eu subi aquele trenzão, o elevador rápido. Eu gostei, gostei – avião não tinha voado, mas eu voei naquele trem. Chegou lá em cima, ele chamou o Paraguassu3 e disse: “Aqui tem um rapaz que escreve umas coisas bem brasileiras”.

(A música brasileira deste século por seus autores e intérpretes – vol. 1
João Carlos Botezelli e Arley Pereira. SESC São Paulo. Adaptado)


1Guilherme de Almeida: poeta, jornalista, tradutor, crítico de cinema.
2Cruzeiro do Sul: emissora de rádio em São Paulo.
3Paraguassu: cantor e compositor brasileiro, cujo nome verdadeiro era Roque Ricciardi.
Leia as frases elaboradas a partir do texto.
•  João Pacífico procurava um emprego e felizmente encontrou esse emprego na Companhia Paulista.
•  O cozinheiro conhecia o poeta Guilherme de Almeida e indicou ao poeta o jovem ajudante.
•  A inesperada carreira de compositor, João iniciaria essa carreira em uma emissora paulistana.

Em conformidade com a norma-padrão de emprego e de colocação dos pronomes, os trechos destacados podem ser substituídos por: 
Alternativas
Q2119150 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir, para responder à questão.

TEXTO I

HPV: Por que vacina que ajuda a prevenir diferentes tipos de câncer tem pouca adesão no Brasil?

A cura definitiva para qualquer tipo de câncer ainda é um sonho para a Ciência. Mas já existem meios efetivos de prevenir — uma das ferramentas importantes para isso, a vacina contra o vírus HPV, que está disponível em todo o Brasil e contribui para a prevenção de ao menos seis tipos de câncer, tem pouca adesão no país.

Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para as meninas desde janeiro de 2014 e para meninos desde 2017, a vacina vem sofrendo quedas na adesão desde o segundo ano de sua implantação no Plano Nacional de Imunizações (PNI). Dados levantados pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) no DataSUS, do Ministério da Saúde, indicam que 72% menos meninas e 52% menos meninos foram imunizados após o primeiro ano de vacinação no Brasil (entre 2015 e 2021 e entre 2018 e 2021, respectivamente).

A imunização de ambos os sexos é necessária para quebrar a cadeia de transmissão do Papilomavírus humano (HPV), que é fator de risco para desenvolvimento de câncer de pênis, vulva, vagina, reto e de cabeça e pescoço (orofaringe / garganta) e, principalmente, de colo do útero.

Com acesso à vacina contra HPV e ao Papanicolau, considerado o principal exame preventivo, o câncer de colo do útero pode ser erradicado do país, assim como caminham países como Canadá e Austrália.

“Dependendo do tipo de HPV, o vírus pode representar baixo ou alto risco de evolução para câncer. Hoje, a vacina é quadrivalente e protege contra os quatro tipos de vírus mais frequentes”, explica a oncologista clínica Andréa Gadêlha Guimarães, coordenadora de advocacy do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) e médica titular do A. C. Camargo Cancer Center.

Além de meninos e meninas, o Ministério da Saúde ampliou a campanha de vacinação para homens e mulheres imunossuprimidos, de 9 a 45 anos, que vivem com HIV / Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos.

Quem não faz parte do público-alvo, mas sabe que não se imunizou na infância ou adolescência, pode receber a vacina na rede privada, a depender de avaliação médica que conclua que a pessoa pode ser beneficiada. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que haja de 9 a 10 milhões de infectados por esse vírus no Brasil e que, a cada ano, surjam 700 mil novos casos de infecção.

Mas se a vacinação é importante para doenças tão graves quanto o câncer, por que as famílias brasileiras não levam as crianças e adolescentes para receber as doses?

Disponível em: https://bbc.in/3gBMsfj.
Acesso em: 18 out. 2022 (adaptado).
Releia o trecho a seguir.
Quem não faz parte do público-alvo, mas sabe que não se imunizou na infância ou adolescência, pode receber a vacina na rede privada, a depender de avaliação médica que conclua que a pessoa pode ser beneficiada.”
Assinale a alternativa em que o termo em destaque tem a mesma classificação morfológica daquele destacado no trecho.
Alternativas
Q2119149 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto I a seguir, para responder à questão.

TEXTO I

HPV: Por que vacina que ajuda a prevenir diferentes tipos de câncer tem pouca adesão no Brasil?

A cura definitiva para qualquer tipo de câncer ainda é um sonho para a Ciência. Mas já existem meios efetivos de prevenir — uma das ferramentas importantes para isso, a vacina contra o vírus HPV, que está disponível em todo o Brasil e contribui para a prevenção de ao menos seis tipos de câncer, tem pouca adesão no país.

Disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para as meninas desde janeiro de 2014 e para meninos desde 2017, a vacina vem sofrendo quedas na adesão desde o segundo ano de sua implantação no Plano Nacional de Imunizações (PNI). Dados levantados pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) no DataSUS, do Ministério da Saúde, indicam que 72% menos meninas e 52% menos meninos foram imunizados após o primeiro ano de vacinação no Brasil (entre 2015 e 2021 e entre 2018 e 2021, respectivamente).

A imunização de ambos os sexos é necessária para quebrar a cadeia de transmissão do Papilomavírus humano (HPV), que é fator de risco para desenvolvimento de câncer de pênis, vulva, vagina, reto e de cabeça e pescoço (orofaringe / garganta) e, principalmente, de colo do útero.

Com acesso à vacina contra HPV e ao Papanicolau, considerado o principal exame preventivo, o câncer de colo do útero pode ser erradicado do país, assim como caminham países como Canadá e Austrália.

“Dependendo do tipo de HPV, o vírus pode representar baixo ou alto risco de evolução para câncer. Hoje, a vacina é quadrivalente e protege contra os quatro tipos de vírus mais frequentes”, explica a oncologista clínica Andréa Gadêlha Guimarães, coordenadora de advocacy do Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (EVA) e médica titular do A. C. Camargo Cancer Center.

Além de meninos e meninas, o Ministério da Saúde ampliou a campanha de vacinação para homens e mulheres imunossuprimidos, de 9 a 45 anos, que vivem com HIV / Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos.

Quem não faz parte do público-alvo, mas sabe que não se imunizou na infância ou adolescência, pode receber a vacina na rede privada, a depender de avaliação médica que conclua que a pessoa pode ser beneficiada. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), estima-se que haja de 9 a 10 milhões de infectados por esse vírus no Brasil e que, a cada ano, surjam 700 mil novos casos de infecção.

Mas se a vacinação é importante para doenças tão graves quanto o câncer, por que as famílias brasileiras não levam as crianças e adolescentes para receber as doses?

Disponível em: https://bbc.in/3gBMsfj.
Acesso em: 18 out. 2022 (adaptado).

Releia o trecho a seguir.

“[...] a vacina contra o vírus HPV, que está disponível em todo o Brasil [...].”

Assinale a alternativa em que a classificação da palavra destacada está adequada no respectivo trecho.

Alternativas
Q2118742 Português
Leia o texto para responder a questão.

Contágio econômico

             Algumas semanas depois do surgimento do coronavírus, o impacto na economia mundial já se mostra mais forte que o inicialmente estimado. Com novos casos a aparecerem fora da China, a hipótese de que o surto pudesse ser rapidamente controlado vai dando lugar a cenários mais sombrios.
        Até a semana passada, as atenções se voltavam para o esforço rigoroso das autoridades chinesas em conter a epidemia. O relaxamento de restrições à movimentação de pessoas trouxe a esperança de que o PIB do emergente asiático começasse a se recuperar a partir de março, com efeito modesto sobre o restante do mundo.
        Entretanto o quadro mudou com a disseminação da infecção para outras regiões – inclusive com a confirmação do primeiro caso no Brasil. Agora, avalia-se que o contágio econômico pode se estender pelo segundo trimestre, com danos mais graves para o fluxo de mercadorias e a renda global.
        Um combate eficaz aos impactos recessivos no Brasil se mostra difícil. Cortes de juros – que já se encontram em nível baixo – e mais gastos públicos não necessariamente produzirão resultados em curto prazo.
        É cedo para uma projeção precisa, mas parece claro que a economia mundial crescerá menos neste ano – e já não é descabido considerar o risco de recessão. Nas últimas semanas, as projeções de crescimento já ameaçavam cair abaixo de 2%.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.02.2020. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q2118735 Português
Leia o texto para responder a questão.

        21 DE MAIO Passei uma noite horrivel. Sonhei que eu residia numa casa residivel, tinha banheiro, cozinha, copa e até quarto de criada. Eu ia festejar o aniversario de minha filha Vera Eunice. Eu ia comprar-lhe umas panelinhas que há muito ela vive pedindo. Porque eu estava em condições de comprar. Sentei na mesa para comer. A toalha era alva ao lirio. Eu comia bife, pão com manteiga, batata frita e salada. Quando fui pegar outro bife despertei. Que realidade amarga! Eu não residia na cidade. Estava na favela. Na lama, as margens do Tietê. E com 9 cruzeiros apenas. Não tenho açucar porque ontem eu saí e os meninos comeram o pouco que eu tinha.
        ... Quem deve dirigir é quem tem capacidade. Quem tem dó e amisade ao povo. Quem governa o nosso país é quem tem dinheiro, quem não sabe o que é fome, a dor, e a aflição do pobre. Se a maioria revoltar-se, o que pode fazer a minoria? Eu estou ao lado do pobre, que é o braço. O braço desnutrido.

(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada, 1993)
Assinale a alternativa em que a pontuação do enunciado e o emprego de pronomes estão de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q2118574 Português
O que é Biodiversidade?


Biodiversidade é a variedade de vida na Terra. É composta por todos os seres vivos e engloba desde vírus microscópicos até os maiores animais do planeta. Humanos são parte integrante da biodiversidade.


A biodiversidade é composta por todos os genes, espécies, ecossistemas e paisagens que interagem constantemente em todos os níveis. Cada ser vivo tem uma única composição genética. Os seres humanos têm usado essa variação genética para produzir milhares de variedades de culturas de alimentos e de animais domesticados.


A biodiversidade envolve comunidades e relacionamentos. Todos os seres vivos compõem ecossistemas dinâmicos (por exemplo, florestas, lavouras, lagos) que integram uma paisagem. Nesse ambiente, suas vidas se entrelaçam numa teia de relações caracterizadas por cooperação, competição, predação, simbiose ou parasitismo.


UNESCO. Planeta, abr. 2011. Fragmento.
Assinale a alternativa em que o pronome proclítico é obrigatório.
Alternativas
Q2118502 Português
Leia a crônica de Rubem Braga para responder a questão.

Cafezinho

        Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente, e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.

        Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:

        – Ele foi tomar café.

        A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho”. Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante.

        Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:

        – Bem, cavaleiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.

        Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:

        – Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.

        Quando a bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:

        – Ele está?

        – Alguém dará o nosso recado sem endereço.

        Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:

        – Ele disse que ia tomar um cafezinho...

        Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:

        – Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...

        Ah! fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.

       Quando vier a grande hora de nosso destino, nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.

(Rubem Braga.https://www.culturagenial.com/ cronicas-famosas-comentadas/Acesso: 18.11.2021)
Assinale a alternativa em que, no parêntese, a expressão em destaque está substituída, correta e respectivamente, por um pronome. 
Alternativas
Q2118381 Português
Leia o texto para responder a questão.

Nossa má educação cria um abismo entre os brasileiros e as profissões do futuro

        De tempos em tempos, vemos estudos e listas sobre as chamadas “profissões do futuro”. Elas nos enchem os olhos, com atividades incríveis e inspiradoras. Infelizmente a maior parte das pessoas jamais exercerá qualquer uma dessas carreiras, pois não tem elementos básicos em sua formação para desempenhar suas tarefas. Nosso sistema de ensino e nossa cultura não são organizados para oferecer a crianças, jovens e adultos as habilidades necessárias para isso.

        Para as profissões que debutam com grande pompa e muitas novidades, naturalmente não existe formação específica. A escola precisa de um tempo para a criação de cursos, e isso só acontece depois que um novo ofício está consolidado. Portanto, se se almeja qualquer um desses incríveis trabalhos, a habilidade mais desejada é o amor pelo aprendizado. Com ela, o candidato descobrirá e fará muitos cursos específicos, para combinar seus conteúdos e construir o arcabouço intelectual necessário.

        As “profissões do futuro” são tão incríveis porque elas saem do óbvio. Desafiam os indivíduos a pensar e a fazer diferentemente o que já existe ou criar algo completamente novo, que trará um grande benefício à sociedade.

        A digitalização já afetou todas as profissões e esse é um movimento que cresce exponencialmente. Não há como resistir à mudança. Pelo contrário, qualquer que seja a área do ofício, o domínio de habilidades normalmente associadas às Exatas, como raciocínio lógico, análise de dados, entendimento de sistemas ou estatística ficam mais e mais importantes. Da mesma forma, habilidade de Humanas, como comunicação, pensamento crítico, trabalho em equipe e empatia também se tornam essenciais para trabalhadores de todas as áreas, e não apenas nas Humanidades.

        Portanto as profissões que nascem são mais analíticas e inovadoras, e as que morrem são as mais operacionais e repetitivas. É por isso que nossas escolas precisam formar profissionais para o primeiro grupo, e não para o segundo. A discussão do futuro do trabalho deve passar necessariamente pela do futuro da educação.

(Paulo Silvestre. https://brasil.estadao.com.br/. 01.02.2021. Adaptado)
Considere o seguinte trecho redigido a partir das informações do texto:
Quanto à possibilidade de exercer as inspiradoras profissões do futuro, muitos dos nossos jovens ainda não ________________________  , devido à ausência de qualidades que o desempenho delas exige. __________________ em seu horizonte não traz, por si só, qualquer certeza de que exercerão uma dessas atividades no futuro, havendo, sim, necessidade de investimento nesse sentido.

De acordo com a norma-padrão relativa ao emprego e colocação de pronomes, as lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e respectivamente, com
Alternativas
Q2118295 Português
Leia o texto para responder a questão.

Tempo incerto

        A minha esperança estava no fim do mundo, com anjos descendo do céu; anjos suaves e anjos terríveis; os suaves para conduzirem os que se sentarão à direita de Deus, e os terríveis para os que se dirigem ao lado oposto. Mas até o fim do mundo falhou; até os profetas se enganam, a menos que as rezas dos justos tenham podido adiar a catástrofe que, afinal, seria também uma apoteose. E assim continuaremos a quebrar a cabeça com estes enigmas cotidianos.
        No tempo de Molière, quando um criado dava para pensar, atrapalhava tudo. Mas agora, além dos criados, pensam os patrões, as patroas, os amigos e inimigos de uns e de outros e todo o resto da massa humana. E não só pensam, como também pensam que pensam! E além de pensarem que pensam, pensam que têm razão! E cada um é o detentor exclusivo da razão!
        Pois de tal abundância de razão é que se faz a loucura. Os pedestres pensam que devem andar pelo meio da rua. Os motoristas pensam que devem pôr os veículos nas calçadas. Até os bondes, que mereciam a minha confiança, deram para sair dos trilhos. Os analfabetos, que deviam aprender, ensinam! Os ladrões vestem-se de policiais, e saem por aí a prender os inocentes! Os revólveres, que eram considerados armas perigosas, e para os quais se olhava a distância, como quem contempla a Revolução Francesa ou a Guerra do Paraguai – pois os revólveres andam agora em todos os bolsos, como troco miúdo. E a vocação das pessoas, hoje em dia, não é para o diálogo com ou sem palavras, mas para balas de diversos calibres. Perto disso, a carestia da vida é um ramo de flores. O que anda mesmo caro é a alma. E o Demônio passeia pelo mundo, glorioso e impune.
(Cecília Meireles, Escolha o seu Sonho)
Assinale a alternativa em que a colocação pronominal está em conformidade com a norma-padrão.
Alternativas
Q2118294 Português
Leia o texto para responder a questão.

Tempo incerto

        A minha esperança estava no fim do mundo, com anjos descendo do céu; anjos suaves e anjos terríveis; os suaves para conduzirem os que se sentarão à direita de Deus, e os terríveis para os que se dirigem ao lado oposto. Mas até o fim do mundo falhou; até os profetas se enganam, a menos que as rezas dos justos tenham podido adiar a catástrofe que, afinal, seria também uma apoteose. E assim continuaremos a quebrar a cabeça com estes enigmas cotidianos.
        No tempo de Molière, quando um criado dava para pensar, atrapalhava tudo. Mas agora, além dos criados, pensam os patrões, as patroas, os amigos e inimigos de uns e de outros e todo o resto da massa humana. E não só pensam, como também pensam que pensam! E além de pensarem que pensam, pensam que têm razão! E cada um é o detentor exclusivo da razão!
        Pois de tal abundância de razão é que se faz a loucura. Os pedestres pensam que devem andar pelo meio da rua. Os motoristas pensam que devem pôr os veículos nas calçadas. Até os bondes, que mereciam a minha confiança, deram para sair dos trilhos. Os analfabetos, que deviam aprender, ensinam! Os ladrões vestem-se de policiais, e saem por aí a prender os inocentes! Os revólveres, que eram considerados armas perigosas, e para os quais se olhava a distância, como quem contempla a Revolução Francesa ou a Guerra do Paraguai – pois os revólveres andam agora em todos os bolsos, como troco miúdo. E a vocação das pessoas, hoje em dia, não é para o diálogo com ou sem palavras, mas para balas de diversos calibres. Perto disso, a carestia da vida é um ramo de flores. O que anda mesmo caro é a alma. E o Demônio passeia pelo mundo, glorioso e impune.
(Cecília Meireles, Escolha o seu Sonho)
Identifica-se pronome demonstrativo no trecho:
Alternativas
Q2118247 Português
Leia o texto para responder a questão.

Fumaça proibicionista

         Os cigarros eletrônicos encontram-se à venda em toda parte pelo Brasil. Entram no país por meio de contrabando, crime que as autoridades têm notória dificuldade em combater.

        As danosas engenhocas se tornaram bem populares entre adolescentes. Além de simbolizar status social, carregam como atrativo a adição de sabores de fruta ou refrescantes ao líquido vaporizado.

    Em mais de uma década de proibição no território nacional, autoridades se mostraram impotentes em coibir a comercialização. Renovar a proibição, apenas, não terá o condão de produzir tal resultado.

        Informar, restringir e desestimular o consumo pode ser mais produtivo que tentar erradicá-lo. Com álcool e outras drogas, o proibicionismo já se comprovou ineficaz e de alto custo social.

        A solução racional é regulamentar o uso adulto, dado que não cabe ao Estado determinar o que indivíduos autônomos decidem sobre o próprio corpo. Mas há que prover meios para a fiscalização de normas rigorosas quanto a teores e vendas, além de campanhas educativas sobre malefícios à saúde.

(Editorial. Folha de S.Paulo, 07.07.2022. Adaptado) 
A colocação pronominal atende à norma-padrão em:
Alternativas
Q2117755 Português
Leia o texto para responder à questão.

Redes sem lei

   A esta altura estão mapeados os dissabores trazidos pelas redes sociais ao cotidiano social e político das nações. Se a dominância dessas plataformas digitais impulsionou e adensou as interações entre as pessoas em escala planetária, de outro lado acarretou oligopolização, manipulação dos fatos, fraudes e assédio também em profusão.
   Testemunha e vítima dessa faceta ameaçadora das mídias sociais, perseguida pelo governo autoritário de Rodrigo Duterte nas Filipinas, a jornalista Maria Ressa, Nobel da Paz de 2021, descreveu-as em entrevista à Folha como “uma bomba atômica que explodiu em nosso ecossistema de informação”.
    O mecanismo de reiterações labirínticas empregado pelos algoritmos, ao premiar os discursos ofensivos e as elucubrações fantásticas e mentirosas, estaria minando as bases da própria democracia, como os sistemas de pesos e contrapesos, de acordo com Ressa.
      Ilegalidades que não se praticavam na mesma extensão e profundidade antes da hegemonia das redes sociais tornaram-se lugar-comum. As autoridades incumbidas de fazer cumprir a lei onde quer que seja ainda comem poeira quando se trata dessas plataformas.
     Corresponsabilizá-las pelos crimes cometidos por meio dos seus serviços é providência básica para limpar o terreno bárbaro. Também é elementar evitar que seu enorme poderio de mercado seja usado para esterilizar a competição, pela qual poderão florescer opções de melhor qualidade informativa.
      Não há dúvida de que o combate ao turbilhão de falsificações oportunistas que jorra nas redes passa pelo exercício do jornalismo profissional, que questiona os poderosos com base na apuração e na publicação de fatos objetivamente verificáveis e se exerce em praça pública, não nos escaninhos ensimesmados das aldeias digitais.
        A sociedade aos poucos vai percebendo que não se substitui jornalista por influencer sem dano ao patrimônio comum da civilização.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 25.06.2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o enunciado atende à norma-padrão quanto à colocação pronominal.
Alternativas
Q2117742 Português

Leia a tira.


Imagem associada para resolução da questão

(M. Schulz, “Minduim Charles”. https://cultura.estadao.com.br/ quadrinhos. 28.08.2022. Adaptado)



De acordo com a norma-padrão, as lacunas da tira devem ser preenchidas, respectivamente, com: 

Alternativas
Respostas
5841: A
5842: D
5843: A
5844: E
5845: E
5846: C
5847: A
5848: E
5849: B
5850: C
5851: E
5852: B
5853: C
5854: E
5855: C
5856: A
5857: B
5858: A
5859: A
5860: E