Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q2173026 Português
Introdução


       O verdadeiro título desta coletânea de ensaios que ora lhes apresento deveria ser o seu subtítulo, ou seja, Escritos ocasionais. Apenas a justa preocupação do editor de que um título tão pomposamente modesto pudesse deixar de atrair a atenção do leitor, enquanto o do primeiro ensaio - “Construir o inimigo” – provocava alguns lances de curiosidade, fez com que a balança tendesse para a escolha final, que o leitor constata na capa.
      O que é um escrito ocasional e quais são suas virtudes? Em geral, significa que o autor realmente não planejava abordar aquele determinado assunto e foi levado a ele pelo convite para uma série de discussões ou ensaios sobre um determinado tema. O tema estimula o autor, induzindo-o a refletir a respeito de uma coisa que, do contrário, não teria chamado sua atenção – e, muitas vezes, um tema recebido por imposição externa resulta mais fecundo que outro nascido de algum capricho interior.
        Outra virtude do escrito ocasional é que não obriga à originalidade a qualquer custo, mas visa antes a diversão, tanto de quem fala quanto de quem ouve. Em suma, o escrito ocasional é um exercício rebuscado de retórica, como quando aquela heroína de uma peça teatral famosa impõe a seu amado desafios do tipo “fale-me do amor” – e esperava que ali se improvisasse algum tratado sobre a profundidade desse sentimento.
       No rodapé de cada um dos textos que compõem este livro registro a data e a ocasião em que foi divulgado, apenas para sublinhar sua condição de ocasional. Naquele que intitulei “Absoluto e relativo”, por exemplo, lembro que falar do absoluto nos anos em que a polêmica sobre o relativismo estava explodindo foi uma experiência deveras interessante. Mas jamais tinha passado pela minha cabeça discorrer sobre tal assunto.

(Adaptado de: ECO, Umberto. Construir o inimigo e outros escritos ocasionais. Rio de Janeiro-São Paulo: Record, 2021, p. 7) 
O tema estimula o autor, induzindo-o a refletir a respeito de uma coisa que, do contrário, não teria chamado sua atenção. A frase acima conservará seu sentido e sua correção formal no caso de o elemento sublinhado ser substituído por 
Alternativas
Q2172535 Português

Instrução: A questão de número 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão


                   Abelhas rebolam para se comunicar; e só fazem isso após ‘aulas de dança’ 




                  (Disponível em: www.revistaplaneta.com.br – texto adaptado especialmente para esta prova).

Em relação à seguinte passagem do texto: ‘A dança pode parecer simples em um diagrama, executá-la, porém, em ___________ de células alveolares torna-se um desafio’ (l. 16-17), são feitas as seguintes afirmações:
I. O pronome ‘la’ poderia ser substituído por ‘ela’ sem provocar qualquer incorreção ao período. II. O referente do pronome ‘la’ é ‘um diagrama’, termo que o antecede. III. A troca de ‘pode’ por ‘deve’ alteraria o sentido do enunciado. IV. A troca de ‘tornar-se’ por ‘transformar-se’ provocaria a necessidade de inserção de uma preposição para manter a correção do período.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2172313 Português
        Com a vida profissional fazendo com que cada vez mais pessoas adiem a decisão de engravidar, congelar ou não os óvulos tornou-se um dos dilemas para muitas mulheres a partir dos 30 anos. O assunto é complexo e não se resume a apenas uma ajuda da ciência para lidar com uma característica biológica. O primeiro limitador é o alto custo entre R$ 15 mil a R$ 20 mil a cada retirada de óvulos – e, com frequência são necessárias várias para saber o número necessário. Mas, de uns tempos para cá, há empresas multinacionais que arcam com essa despesa. A inciativa começou no Vale do Silício, na Califórnia, em gigantes da tecnologia como Apple e Facebook para que as funcionárias adiassem a maternidade para não interromper a fase mais produtiva da vida.
        Esse tipo de decisão é cada vez mais determinado pelo fator profissional, avalia o especialista em reprodução humana Carlos Alberto Petta. “Com esse recurso, as mulheres em cargo de chefia têm uma possibilidade de ascender na carreira muito maior do que anos atrás, já que a vida profissional exige dedicação, tempo e esforço”, diz ele.
      A tendência, como já se verifica nas gerações mais recentes, é postergar a gravidez. “Aos 30 anos, a carreira está decolando e vai exigir mais oito ou dez anos de dedicação à empresa, o que significa menor tempo para encontrar pessoas. Por outro lado, as relações pessoais são cada vez mais difíceis. Aí temos as mulheres que não possuem parceiros nem planos, mas imaginam que um dia vão querer engravidar. Junte essas duas vertentes e temos o cenário atual”, continua Petta. Tudo isso pode gerar angústia, principalmente porque existe uma condição biológica da mulher, em que a produção de óvulos começa a declinar a partir dos 30 anos. “A gente não consegue barrar o processo de envelhecimento, mas consegue congelar, o que é uma forma da ciência corrigir uma injustiça biológica”, diz Petta.
      O processo de retirada dos óvulos dura entre 10 e 12 dias e começa com injeções de hormônios na barriga para estimular o amadurecimento dos óvulos. A medicação é cara e está incluída no preço. A aspiração é com ultrassom vaginal com punção, que dura de 5 a 10 minutos, e é feita com sedação. A questão social em função da idade, a baixa autoestima por não ter um parceiro e o medo de não poder ter filhos quando surgir a oportunidade levam as mulheres a congelar os óvulos para ter uma “garantia” que permita postergar a maternidade, segundo especialistas. A pandemia foi um divisor de águas nesse mercado. Foi aí que artistas e celebridades passaram a falar do tema. Seja para contar os resultados, incentivar outras pessoas a fazerem o mesmo ou para desaconselharem o uso precoce da técnica, ao menos nos moldes atuais.
     Um tratamento caro e restrito como esse, invariavelmente, junta dois aspectos: a evolução da ciência e o lado comercial. Há clínicas que, em vez da família feliz, estampam mulheres jovens e bonitas nos cartazes publicitários com dizeres do tipo: “Trintou, congelou”. Outras, no fim da consulta, oferecem como lembrancinha uma vela com a frase: “Não desista da sua família”. “É um autêntico assédio. Já fui assediada de todas as formas. Hoje, uma mulher com mais de trinta anos, de determinada classe social, necessariamente, é abordada pelos ginecologistas e estimulada a congelar”, conta Raphaella Avena, de 41 anos, publicitária que não pretende congelar.
     “Não recrimino quem faz, não sou contra, mas acho que essa pressão acaba desmotivando a mulher a ser mãe naturalmente depois dos 40, tentando convencê-la de que isso é impossível. Não é verdade, e eu conheço várias mulheres que engravidaram depois desta idade”, conclui Raphaella.

(Jornal O Valor, 03.03.2023. Adaptado).
Assinale a alternativa cujos termos entre parêntesis substituam as palavras destacadas, em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q2172219 Português
Grilos

    O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste “sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão, uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
   No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante, deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam direito a ração dupla de alimento etc.
     Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
      Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre os demais.

(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
Analise a frase abaixo para responder à questão.
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, país “onde” encontrara outros grilos submetidos a uma triste sina. .
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a palavra destacada pertence à mesma classe gramatical que a palavra “onde” destacada acima.
Alternativas
Q2172218 Português
Grilos

    O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, país onde encontrara outros grilos submetidos a uma triste “sina”: eram obrigados a lutar entre si para diversão de uns poucos espectadores. No meio deles o Grilo Falante se destacava, sobretudo, porque falava duas línguas: a dos humanos e a dos grilos. O que considerava uma dádiva do destino. Era uma oportunidade para que assumisse o papel de defensor dos oprimidos. Assim como Espártaco liderara uma revolta de gladiadores, ele lideraria os grilos não falantes numa rebelião. Empolgado, fazia discurso atrás de discurso: “Nós grilos, somos vítimas dos humanos!” Proclamava. “Eles fazem com que a gente se mate, e para quê? Para que tenham diversão, uma diversão cruel, doentia ... uni-vos, grilos! Nada tendes a perder, a não ser a vossa condição de escravos!”
   No começo os grilos ficaram perplexos, sem saber o que fazer, mas aos poucos foram se entusiasmando com a pregação e acabaram autorizando o Grilo Falante a negociar com os humanos condições de vida mais justas. O Grilo Falante disse aos proprietários dos grilos que nada tinha a ver com política. O que ele queria era proteção para seus companheiros por cujas vidas lutava. E listou suas condições: as lutas, daí em diante, deveriam ser apenas simuladas, de brincadeira. A caixa em que lutavam seria confortável, com ar-condicionado. Os grilos teriam direito a ração dupla de alimento etc.
     Na falta de alternativa, os donos dos grilos aceitaram as condições. Mas estão atrás do Pinóquio. Pagarão a ele qualquer quantia para que leve o Grilo Falante embora da China.
      Reflexão: Os mais espertos se sobressaem sempre sobre os demais.

(Texto de Moacyr Scliar adaptado por Ivan Melo. Adaptado)
Analise a frase abaixo para responder à questão .
O “que” considerava uma dádiva do destino.
A palavra “que” na frase acima é classificada como um pronome porque retoma um termo ou ideia anterior. De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto aos pronomes assinale a alternativa que apresenta o que é retomado pelo “que” destacado acima.

Alternativas
Q2172098 Português

Malpassado


     Quanto mais sutil a opressão, mais cruel. Por isso, dentre as mil formas de “subjugar” os outros, tenho uma implicância especial com o bom gosto. Apontar o que há de brega, cafona, fora de moda ou exagerado nas pessoas é uma vaidade disfarçada de virtude.

     Dentre as mil formas de se oprimir pelo gosto, uma das que me dão mais raiva é o ponto da carne. Repare com que orgulho o cidadão declara ao garçom, num restaurante, “malpassado”. Fala alto, para que os outros ouçam, como se a pergunta fosse “Onde você se formou?” e a resposta, “Harvard”.

    Já o pobre diabo que quer seu bife bem passado é quase um proscrito. Eu sou churrasqueiro. Vejo uma amiga ou amigo se aproximar da grelha e pelo jeito que se arrasta, com o rabo entre as pernas, quase ganindo, sei o que vai pedir. Ela(e) chega bem perto. Inclina o corpo. Com cautela sussurra no meu ouvido como quem pede algo ilícito: “Será que rola sair uma um pouquinho mais bem passada?”.

    Venho de uma família dogmática. Minha avó tem uma pousada e no cardápio está escrito, em letras maiores do que as dos pratos: “Não servimos bife bem passado”. “No meu restaurante eu não sirvo comida ruim!”, ela diz. Eu respeito sua posição. Contudo, rompendo com os valores familiares, ajo diferente. Não ao ponto de preferir carne bem passada, mas pelo menos ao de grelhá-la mais pra quem quiser. Acredito que o churrasqueiro é um funcionário público e está a serviço dos comensais, não o contrário.

    “Ah, Antonio, mas e o ketchup na pizza?”. (Não sei por que pus entre aspas, sou eu perguntando pra mim mesmo). “E o cream cheese no sushi?”. “E o macarrão no bufê do rodízio?”. Aceitemo-los — assim como vós aceitais essa mesóclise. São todos filhos da Revolução Francesa, frutos da democracia. O preço da liberdade não é só a eterna vigilância. Entram também na conta o Crocs, a estampa de oncinha e o bife esturricado.

(Antônio Prata. Adaptado).

“Aceitemo-los” — assim como vós aceitais essa mesóclise.


A mesóclise se caracteriza pela colocação do pronome oblíquo no meio de um verbo. A partir disso e de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto à colocação pronominal, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre a frase acima.

Alternativas
Q2171457 Português
A lição das árvores que perdem as folhas no outono.
Cada estação traz consigo as lições de um novo ciclo da vida.
Lira Neto – 09/2021

Os dias estão mais curtos, as noites mais longas. Levanto-me cedo, para preparar o café. Ainda faz escuro lá fora. Uma neblina toma conta do terraço, o frio atravessa a vidraça perto de onde está posta a pequena mesa redonda da cozinha. A partir de agora, vai ser necessário envergar um agasalho enquanto empunho a xícara e leio os jornais. O outono chegou na Europa. Oficialmente, a mudança de estação ocorre apenas amanhã, quarta-feira, dia 22 de setembro. Mas já é possível sentir a mutação térmica, bem como testemunhar a tonalidade alaranjada dos primeiros raios de luz a inundar o horizonte, rompendo o nevoeiro da manhã. As flores do canteiro acordam cobertas de orvalho. As árvores da rua tingem-se de vermelhos, amarelos e marrons.

É minha época preferida do ano. Ao longo do dia, o céu estará límpido, a paisagem ensolarada. Mas o vento frio exigirá o uso do casaco, que esteve guardado e esquecido, por tantos meses, no fundo do armário do quarto. De hoje em diante, ele terá de ficar sempre à mão, junto ao cachecol, no cabideiro próximo à porta da entrada de casa.

Cearense que sou, gosto, sobretudo, desta combinação de sol e frio, de dias tão dourados quanto amenos. Os finais de tarde, sobretudo, reservam pequenos prazeres durante o passeio vespertino pela vizinhança. A dramaticidade típica do pôr do sol ganha contornos ainda mais expressivos, suavemente melancólicos.

Em breve, as calçadas estarão atapetadas de folhas secas e quebradiças, que estralarão sobre a sola dos sapatos ao serem pisadas. Cogumelos brotarão por entre a folhagem úmida caída ao solo. É a época, também, das grandes colheitas.

As barraquinhas das vendas e mercadinhos estarão abarrotados de castanhas, avelãs, marmelos, romãs e, meus favoritos, caquis — aqui chamados de dióspiros, nome que não faz jus ao festival de sabor, cor e textura de uma fruta assim tão extraordinária.

É necessário, porém, estar atento aos sinais da natureza, essa velha e sábia senhora que sempre gosta de pregar peças aos incautos. De súbito, o vento vira de direção, o céu escurece, redemoinhos se formam sob nossos pés.

O preço a se pagar pela imprevidência é um maldito resfriado ou uma gripe oportunista, a serem padecidos com nariz vermelho e na companhia de uma manta grossa de lã, canecas de chá e pratos de sopa quente.

Afora isso, tomados os devidos cuidados, o outono é, para nós, humanos, uma bela lição natural a respeito dos instantes de transição. Quando as árvores vão perdendo assim todas as folhas, aos poucos ficando desnudas após nos oferecerem seus melhores frutos, estão a nos enviar silencioso recado. É preciso despir-se do que já não nos serve mais, desapegar de velhas fórmulas, rancores, tabus, preconceitos. Preparar-se para os dias vindouros.

Cada estação traz consigo as lições de um novo ciclo da vida. Outono é o momento de colher e se desfrutar aquilo que se semeou na primavera. Hora de deleite e, ao mesmo tempo, de introspecção. “Tempus autumnus” — tempo do ocaso, em latim. Aparentemente mortas, com galhos nus, as árvores estão reagindo à escassez gradativa de sol, luz e calor, elementos indispensáveis à fotossíntese e ao metabolismo vegetal. Manter as folhas, nessas circunstâncias, seria imprevidência, desperdício de energia. Os nutrientes acumulados nos últimos meses as alimentarão ao longo do outono e, mais adiante, até o final do gélido inverno europeu.

É essa a mensagem que este raio alaranjado de sol me transmite ao adentrar agora pela janela do escritório. O ocaso é apenas a lenta preparação para a manhã seguinte. Sim, o outono é a véspera do friorento inverno. Mas, também, a antevéspera da primavera.

Pode parecer chavão, lugar-comum, mensagem de autoajuda barata. Mas aquela árvore ali em frente, com suas folhas mudando de verde para marrom, não cansa em apregoar o que tanto insistimos em não ouvir.

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br
“É preciso despir-se do que já não nos serve mais [...].” (Decimo parágrafo)
Considerando a colocação pronominal na oração sublinhada, é CORRETO afirmar que ocorreu
Alternativas
Q2171454 Português
A lição das árvores que perdem as folhas no outono.
Cada estação traz consigo as lições de um novo ciclo da vida.
Lira Neto – 09/2021

Os dias estão mais curtos, as noites mais longas. Levanto-me cedo, para preparar o café. Ainda faz escuro lá fora. Uma neblina toma conta do terraço, o frio atravessa a vidraça perto de onde está posta a pequena mesa redonda da cozinha. A partir de agora, vai ser necessário envergar um agasalho enquanto empunho a xícara e leio os jornais. O outono chegou na Europa. Oficialmente, a mudança de estação ocorre apenas amanhã, quarta-feira, dia 22 de setembro. Mas já é possível sentir a mutação térmica, bem como testemunhar a tonalidade alaranjada dos primeiros raios de luz a inundar o horizonte, rompendo o nevoeiro da manhã. As flores do canteiro acordam cobertas de orvalho. As árvores da rua tingem-se de vermelhos, amarelos e marrons.

É minha época preferida do ano. Ao longo do dia, o céu estará límpido, a paisagem ensolarada. Mas o vento frio exigirá o uso do casaco, que esteve guardado e esquecido, por tantos meses, no fundo do armário do quarto. De hoje em diante, ele terá de ficar sempre à mão, junto ao cachecol, no cabideiro próximo à porta da entrada de casa.

Cearense que sou, gosto, sobretudo, desta combinação de sol e frio, de dias tão dourados quanto amenos. Os finais de tarde, sobretudo, reservam pequenos prazeres durante o passeio vespertino pela vizinhança. A dramaticidade típica do pôr do sol ganha contornos ainda mais expressivos, suavemente melancólicos.

Em breve, as calçadas estarão atapetadas de folhas secas e quebradiças, que estralarão sobre a sola dos sapatos ao serem pisadas. Cogumelos brotarão por entre a folhagem úmida caída ao solo. É a época, também, das grandes colheitas.

As barraquinhas das vendas e mercadinhos estarão abarrotados de castanhas, avelãs, marmelos, romãs e, meus favoritos, caquis — aqui chamados de dióspiros, nome que não faz jus ao festival de sabor, cor e textura de uma fruta assim tão extraordinária.

É necessário, porém, estar atento aos sinais da natureza, essa velha e sábia senhora que sempre gosta de pregar peças aos incautos. De súbito, o vento vira de direção, o céu escurece, redemoinhos se formam sob nossos pés.

O preço a se pagar pela imprevidência é um maldito resfriado ou uma gripe oportunista, a serem padecidos com nariz vermelho e na companhia de uma manta grossa de lã, canecas de chá e pratos de sopa quente.

Afora isso, tomados os devidos cuidados, o outono é, para nós, humanos, uma bela lição natural a respeito dos instantes de transição. Quando as árvores vão perdendo assim todas as folhas, aos poucos ficando desnudas após nos oferecerem seus melhores frutos, estão a nos enviar silencioso recado. É preciso despir-se do que já não nos serve mais, desapegar de velhas fórmulas, rancores, tabus, preconceitos. Preparar-se para os dias vindouros.

Cada estação traz consigo as lições de um novo ciclo da vida. Outono é o momento de colher e se desfrutar aquilo que se semeou na primavera. Hora de deleite e, ao mesmo tempo, de introspecção. “Tempus autumnus” — tempo do ocaso, em latim. Aparentemente mortas, com galhos nus, as árvores estão reagindo à escassez gradativa de sol, luz e calor, elementos indispensáveis à fotossíntese e ao metabolismo vegetal. Manter as folhas, nessas circunstâncias, seria imprevidência, desperdício de energia. Os nutrientes acumulados nos últimos meses as alimentarão ao longo do outono e, mais adiante, até o final do gélido inverno europeu.

É essa a mensagem que este raio alaranjado de sol me transmite ao adentrar agora pela janela do escritório. O ocaso é apenas a lenta preparação para a manhã seguinte. Sim, o outono é a véspera do friorento inverno. Mas, também, a antevéspera da primavera.

Pode parecer chavão, lugar-comum, mensagem de autoajuda barata. Mas aquela árvore ali em frente, com suas folhas mudando de verde para marrom, não cansa em apregoar o que tanto insistimos em não ouvir.

https://diariodonordeste.verdesmares.com.br
“É necessário, porém, estar atento aos sinais da natureza, essa velha e sábia senhora [...].” (Sétimo parágrafo)
A palavra sublinhada nessa frase é classificada como pronome
Alternativas
Q2171388 Português
Em 1924, em Palmeira dos Índios, interior de Alagoas, encontrei dificuldade séria, pus-me a ver inimigos em toda parte e desejei suicidar-me. Realmente julgo que me suicidei. Talvez  isso não seja tão idiota como parece. Abandonando o contas-correntes, o diário, outros objetos da minha profissão, havia-me embrenhado na sociologia criminal. Fatos me induziram a isso. Teria querido matar alguns fantasmas os quais me perseguiam?
RAMOS, Graciliano. Garranchos. Rio de Janeiro: Record, 2012, p. 272
Considerando as orações sublinhadas no texto, em qual delas o pronome me poderia ser escrito em outra posição sem causar danos às regras de colocação pronominal?
Alternativas
Q2171340 Português
Atenção: O texto a seguir deve ser utilizado como base para responder à questão:

Qual a árvore mais alta da Amazônia?

   A Floresta Amazônica conta com várias espécies de árvores que atingem dezenas de metros de altura. Mas o título de árvore mais alta já vista na Amazônia é um angelim-vermelho (Dinizia excelsa), encontrado na divisa entre o Pará e o Amapá.
  A árvore tem quase 10 metros de circunferência e 88 metros e meio de altura, o equivalente a um prédio de 30 andares. O gigante angelim-vermelho, que tem entre 400 e 600 anos, foi encontrado em setembro de 2022 em uma expedição do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) à Floresta Estadual (Flota) do Paru.
   Para chegar até ela, são necessários 15 dias de viagem por 400 quilômetros de rios e mais 40 quilômetros de caminhada pela mata densa, segundo o Imazon. A Flota do Paru é conhecida como um santuário de árvores gigantes porque, além do angelim, outras árvores de 70 a 80 metros foram localizadas na região.
   Além da maior da Amazônia, o angelim de quase 90 metros também é considerado a maior árvore da América Latina e a quarta maior do mundo, de acordo com o Imazon.
   Além da altura, o angelim-vermelho também chama a atenção entre as demais árvores amazônicas pela coloração avermelhada que seu tronco adquire quando iluminado pela luz solar, segundo informações do Museu da Amazônia (Musa). A espécie só ocorre nas áreas de terra firme da floresta.
(Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2023/03/qual-a-arvore-mais-alta-da-amazonia)
Qual é a classe de palavras da palavra "por" na frase "Para chegar até ela, são necessários 15 dias de viagem por 400 quilômetros de rios e mais 40 quilômetros de caminhada pela mata densa"?
Alternativas
Q2171280 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere. 

Texto 01


Quanto tempo a gente tem?  

12_.png (809×414)

Disponível em: https://vidasimples.com/vida-emocional. Acesso em: 14 fev. 2023. Adaptado. 
Considere o trecho: “Afinal, como escreveu Quintana ao fim do poema: ‘Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio. Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas’”. (Linhas 21-23) Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a organização morfossintática e semântica do trecho.
I. O termo “se” é uma conjunção subordinativa adverbial, que introduz, no trecho, uma ideia de condição. II. O uso da forma “olhava” é uma marca do registro coloquial, já que, no registro formal, tendo em vista o contexto em que foi empregada, seria “olharia”. III. O pronome “me” foi usado em posição proclítica, mas poderia ter sido usado, com igual correção, em posição enclítica ao verbo “dado”. IV. O substantivo “casca” e o adjetivo “dourada” em relação ao substantivo “horas” constroem uma metáfora. V. Os verbos “seguiria” e “iria” foram usados estabelecendo relação com o verbo “fosse”, de acordo com a norma.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2171279 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere. 

Texto 01


Quanto tempo a gente tem?  

12_.png (809×414)

Disponível em: https://vidasimples.com/vida-emocional. Acesso em: 14 fev. 2023. Adaptado. 
Considere o trecho: ‘“Quando se vê, já são seis horas! Quando se vê, já é sexta-feira. Quando se vê, já é Natal. Quando se vê, já terminou o ano.’” (Linhas 9-10)
I. Os termos “seis horas”, “sexta-feira”, “Natal” e “terminou o ano” formam um recurso de expressão denominado gradação. II. O termo “quando” poderia ser substituído, sem alteração de sentido, por “mal”, também com função de conjunção subordinativa temporal. III. A palavra “quando” em “quando se vê” é atrativa, por isso se verifica a ocorrência da próclise obrigatória, de acordo com a norma. IV. O verbo “são” encontra-se no plural, concordando com o termo “seis horas”, mas poderia ter sido usado, com igual correção, no singular. V. A vírgula que separa a oração “Quando se vê” é facultativa, de acordo com a norma, para separar oração adverbial antecipada.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2171156 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 03 




Disponível em: https://acontecendoaqui.com.br/propaganda/smiles. Acesso em: 17 fev. 2023.

Considere o trecho “O destino dos seus sorrisos está na Smiles, o programa de fidelidade da Gol. Somos a mais completa plataforma de viagens para você se descobrir pelo mundo.” para analisar as afirmativas a seguir, tendo em vista a sua organização morfossintática e semântica.
I. A vírgula no primeiro período foi usada, de acordo com a norma, para separar um aposto explicativo. II. O “se” foi usado como pronome reflexivo e corresponde, semanticamente, a “a si mesmo”. III. O termo “você” faz com que ocorra uma próclise no trecho “para você se descobrir”, já que os pronomes pessoais de tratamento são palavras atrativas. IV. A desinência verbal em “somos” explicita que esse verbo se encontra na 1.ª pessoa do plural. V. O substantivo “plataforma” funciona como elemento referencial e de coesão, pois remete ao termo “Smiles”.
Estão CORRETAS as afirmativas  
Alternativas
Q2171153 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 02



Disponível em: http://bichinhosdejardim.com. Acesso em: 17 fev. 2023.  
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a organização sintática das falas do texto 02.
I. No segundo quadro, o verbo “seja”, de acordo com a norma, deveria estar no plural para concordar com o seu sujeito “seguidores”. II. A partir do segundo quadro, a personagem Joana opta por se referir aos seus seguidores individualmente, já que usa o verbo no singular. III. Na terceira fala, o verbo “se esqueça” é transitivo indireto, o que justifica o uso da preposição “de”, que se encontra em contração com o pronome “isso”. IV. A forma verbal “vai morrer” poderia, de acordo com a norma, ser substituída pela forma “morrerá”. V. O termo “seguidores”, no primeiro quadro, e o termo “Joana”, no último quadro, exercem a mesma função sintática, por isso estão separados por vírgula.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2171150 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 01

Viagem terapêutica: o autoconhecimento como destino

11.png (798×363)

Disponível em: https://vidasimples.com/vida-emocional. Acesso em: 14 fev. 2023. Adaptado.
Considere o trecho: “Então, se a sua rotina é corrida, o trabalho te sufoca e te falta tempo para quase tudo, não adianta depositar todas as esperanças em uma viagem se você continuar reproduzindo esse modus operandi pelos lugares onde visita.” (Linhas 9-11)
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a organização morfossintática e semântica do trecho.
I. O termo “modus operandi” foi usado no sentido de “mesmas ações” e apresentado em itálico porque se trata de um estrangeirismo. II. O termo “se”, nos dois usos no trecho, apresenta-se como conjunção e exerce portanto, a função de elemento de coesão. III. As vírgulas usadas depois do termo “então” e depois do termo “corrida” intercalam uma oração. IV. O termo “então” insere no trecho um valor semântico de conclusão e poderia ser substituído, sem alteração de sentido, pela conjunção “portanto”. V. O pronome “te”, no trecho, exerce funções diferentes em seus dois usos, pois funciona como objeto direto do verbo “sufoca”, e objeto indireto do verbo “falta”.
Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q2170882 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Gentileza gera gentileza: dicas para ser uma pessoa melhor

Por Universo Jatobá




(Disponível em: cidadeverde.com/noticias/175824/gentileza-gera-gentileza-conheca-10-dicas-para-ser-umapessoa-melhor – texto adaptado especialmente para esta prova).


No trecho “Você não é melhor do que ninguém” (l. 15), as palavras em destaque têm função de: 
Alternativas
Q2170577 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


              Prefiro acreditar que pensar que um dia nos sentiremos prontos o suficiente é utopia 


                                                                                                                                         Por Pedro Guerra



  1. (Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/pioneiro/colunistas – texto adaptado especialmente para esta prova).


Em relação às palavras ‘o’ e ‘que’ na frase ‘muitas vezes sem nem saber o que o tal tapa significava’, pode-se afirmar que:
I. Em ambas as ocorrências, a palavra ‘o’ é artigo definido. II. O vocábulo ‘que’ é uma conjunção integrante. III. A primeira ocorrência da palavra ‘o’ é um pronome demonstrativo.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q2169990 Português
Papos


- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem? Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-teia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

Disponível em: <https://arararevista.com/uma-cronica-de-luis-fernando-verissimo/>. Acesso em: 22 mar. 2023.
Com base na leitura do texto, marque V para verdadeiro e F para falso:
( ) No trecho “O mato”, é possível observar que o uso da próclise do pronome oblíquo gera uma ambiguidade. ( ) No trecho “Vê se esquece-me”, a próclise é necessária já que a conjunção “se” tem a função de atrair o pronome “me”. ( ) Em “matar-lhe-ei-te”, o interlocutor faz o uso correto da mesóclise. ( ) O uso proclítico do pronome oblíquo no trecho “não sabes-o” configura um equívoco, pois o advérbio “não” exige a próclise do pronome “o”.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q2169989 Português
Papos


- Me disseram...
- Disseram-me.
- Hein?
- O correto é "disseram-me". Não "me disseram".
- Eu falo como quero. E te digo mais... Ou é "digo-te"?
- O quê?
- Digo-te que você...
- O "te" e o "você" não combinam.
- Lhe digo?
- Também não. O que você ia me dizer?
- Que você está sendo grosseiro, pedante e chato. E que eu vou te partir a cara. Lhe partir a cara. Partir a sua cara. Como é que se diz?
- Partir-te a cara.
- Pois é. Parti-la hei, se você não parar de me corrigir. Ou corrigir-me.
- É para o seu bem.
- Dispenso as suas correções. Vê se esquece-me. Falo como bem entender. Mais uma correção e eu...
- O quê?
- O mato.
- Que mato?
- Mato-o. Mato-lhe. Mato você. Matar-lhe-ei-te. Ouviu bem? Pois esqueça-o e pára-te. Pronome no lugar certo é elitismo!
- Se você prefere falar errado...
- Falo como todo mundo fala. O importante é me entenderem. Ou entenderem-me?
- No caso... não sei.
- Ah, não sabe? Não o sabes? Sabes-lo não?
- Esquece.
- Não. Como "esquece"? Você prefere falar errado? E o certo é "esquece" ou "esqueça"? Ilumine-me. Me diga. Ensines-lo-me, vamos.
- Depende.
- Depende. Perfeito. Não o sabes. Ensinar-me-lo-ias se o soubesses, mas não sabes-o.
- Está bem, está bem. Desculpe. Fale como quiser.
- Agradeço-lhe a permissão para falar errado que me dás. Mas não posso mais dizer-lo-te o que dizer-teia.
- Por quê?
- Porque, com todo este papo, esqueci-lo.

Disponível em: <https://arararevista.com/uma-cronica-de-luis-fernando-verissimo/>. Acesso em: 22 mar. 2023.
A crônica de Veríssimo aborda, de forma humorística, o uso da colocação pronominal. A esse respeito, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2169969 Português
Marque a alternativa correta segundo a norma culta: 
Alternativas
Respostas
5181: B
5182: B
5183: C
5184: D
5185: B
5186: B
5187: D
5188: C
5189: E
5190: A
5191: C
5192: A
5193: E
5194: B
5195: E
5196: C
5197: C
5198: C
5199: A
5200: B