Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 10.389 questões
I. Nunca se queixa, nem se aborrece. Parece que nada o incomoda.
II. Me diga quais são os seus desejos, me diga, vamos!
III. Sempre recordo-me de seu sorriso tímido.
Com relação à colocação pronominal, podemos assegurar:
Assinale a opção que completa corretamente o espaço do período abaixo.
Os impostos ______ valor triplicou no ano passado, ajudam a pagar a cobertura médica de crianças pobres.
Leia o texto abaixo, que sofreu pequenas adaptações e alterações, extraído da obra Estação Carandiru, de Drauzio Varella, para responder à questão.
São tantas as situações que se apresentam na cadeia que uma vida é pouco para conhecê-las. Essa lição de humildade dada pelos cadeeiros mais experientes ajudou-me a relaxar e a desenvolver técnicas defensivas para não ser feito de idiota o tempo todo.
A advertência clara do Pedrinho, de que eu não podia contar com meus auxiliares para desmascarar os farsantes, tornou-me mais atento às expressões faciais. Enquanto o doente fala; há que olhá-lo direto nos olhos, mudo, o olhar fixo por uns segundos a. mais após o término de cada frase. Nos momentos de dúvida, deixar cair o silêncio, abaixar a cabeça sobre a ficha médica como se fosse escrever e dar um bote com os olhos na direção dos enfermeiros e quem mais esteja por perto, para surpreender neles as expressões de descrédito.
Com a experiência que a repetição traz, ganhei segurança como médico e espontaneidade no trato com a malandragem. Devagar, aprendi que a cadeia infantiliza o homem e que tratar de presos requer sabedoria pediátrica. Muitas vezes é suficiente deixá-los se queixar ou simplesmente concordar com a intensidade do sofrimento que referem sentir, para aliviá-los. O ar de revolta que muitos traziam para a consulta desaparecia depois que lhes palpava o corpo e auscultava pulmões e coração. No final, não era raro encontrar ternura no olhar deles. A paciência de escutar e o contato do exame físico desarmavam o ladrão.
A comida servida na Casa de Detenção ê triste. Depois de alguns dias, não há cristão que consiga digeri-la; a queixa é geral. Os que não têm ganha-pão na própria cadeia ou família para ajudar sofrem. Riquíssima em amido e gordura, a dieta, entretanto, engorda. Obesidade aliada à falta de exercício físico é um dos problemas de saúde na Detenção.
As galerias são lavadas todo final de tarde pelos "faxinas", um grupo de homens que constitui a
espinha dorsal da cadeia. Tudo é limpo, ninguém ousa jogar lixo nas áreas internas. É raro ver um xadrez sujo,
e, quando acontece, seus ocupantes são chamados de maloqueiros, com desdém. Na Copa de 94, assisti
Brasil versus Estados Unidos num xadrez com 25 presos, no pavilhão Dois. Não havia um cisco de pó nos
móveis, o chão dava gosto de olhar. Em sistema de rodízio, cada ocupante era responsável pela faxina diária.
Pesquisadores do Pantanal estão tentando salvar da extinção o tucura, uma das raças de gado mais antigas da região e mais adaptadas a ela. Atualmente, restam apenas cerca de 500 exemplares entre os quase três milhões de cabeças de gado da área. Também conhecido como bovino pantaneiro, o tucura já foi dominante entre os rebanhos locais, mas foi deixado de lado quando começou a importação maciça de raças muito maiores, como o nelore e outros zebus, a partir da década de 1950.
O tucura chegou à região há mais de 300 anos, junto com os colonizadores ibéricos. Durante esse tempo, a raça foi se adaptando ao complexo ambiente pantaneiro − que tem longos períodos de seca e de cheia. Um de seus principais diferenciais é justamente este: quando outras raças já não conseguem mais pastar na vegetação inundada, ele ainda consegue resistir na região por mais tempo. Isso acontece porque suas patas e cascos são mais resistentes à água. Uma ajuda e tanto no Pantanal, onde fazendas podem ficar submersas por até seis meses.
Apesar dessas características, o tucura parecia se encaminhar inevitavelmente para a extinção. Afinal o porte compacto que lhe garante maior sobrevivência ante as intempéries pantaneiras é também seu maior defeito para os produtores: menos carne para vender.
(Giuliana Miranda. Folha de S. Paulo, Ciência, A14, 4 de outubro de 2010, com adaptações)
O pronome grifado acima evita a repetição, no texto, de que
Texto
A formação da cidadania
Em todas as manifestações de caráter social, político e econômico, da mais inconsequente opção (pessoal) às mais sérias decisões do governo, o ser humano é guiado por dois comportamentos básicos: pensar e agir, de acordo com os conhecimentos disponíveis. (....)
A interação contínua entre pensamento e ação permite ao homem tomar decisões, tanto as de natureza particular – como a escolha de um curso ou profissão ou a compra de um par de sapatos -, quanto as que terão consequências coletivas, como a eleição de governantes ou a participação em manifestações públicas. Portanto, de modo geral, as decisões não são arbitrárias. Não importa o grau de consciência política que o indivíduo possui, ou a massa de conhecimentos de que ele dispõe sobre uma questão: há sempre uma dose de reflexão em cada um dos seus atos.
É fácil de constatar que as ideias, as opiniões, as atitudes e as ações não seguem um esquema simples, mecanicista e uniforme, pois as diferentes preocupações que atormentam o homem se embaralham e se cruzam a cada instante e às vezes se chocam. É como se todas as provas automobilísticas do mundo fossem disputadas ao mesmo tempo no mesmo autódromo.
A formação do cidadão consiste em capacitá-lo a pôr ordem nesse processo, que se desenvolve ao seu redor mas sempre explode dentro dele. A principal contribuição formativa da educação é a de atuar sobre esse mecanismo mental decisório e ajustá-lo o mais corretamente possível, equilibrando os conhecimentos, as habilidades e as atitudes segundo padrões éticos, morais e outros, válidos para todos ou para a maioria das pessoas.
Não existe um método infalível para que alguém possa chegar, sempre, às melhores decisões sobre todas as coisas, mas pode-se melhorar a capacidade de raciocínio com a prática, o estudo, a crítica, a reflexão. O grande objetivo, que mais parece um ideal inatingível, é conseguir que cada indivíduo se torne autônomo, isto é, que seja capaz de decidir por si mesmo, não se sujeitando à interferências ou pressões externas. É o caminho que levará à formação de cidadãos conscientes.
(Martinez, Paulo. Direitos de cidadania – um lugar ao sol.)
“É fácil de constatar que as ideias, as opiniões, as atitudes e as ações não seguem um esquema simples, mecanicista e uniforme, pois as diferentes preocupações que atormentam o homem se embaralham e se cruzam a cada instante e às vezes se chocam”.
Sobre os componentes desse segmento do texto, é correto afirmar que:
Com base no vocabulário utilizado no texto e nos seus aspectos semânticos, julgue o item seguinte.
O período “E não é trabalho só dos governos nem só da escola;
é trabalho em que se deve empenhar toda a sociedade, com
todas as suas agências de cultura, se não quiser ser engolida ela
própria pela barbárie” (15-8) é ambíguo, tendo em vista que o
pronome “ela” pode referir-se tanto à palavra “escola” quanto
a “sociedade” ou “cultura” .
A cantora começa a ensaiar assim que a platéia a ovaciona" — As partículas a, na ordem em que aparecem no período, são classificadas, respectivamente, como: artigo, pronome, artigo, preposição.
No trecho “recebido por um manobrista, que, na saída, leva as sacolas até o carro" (l. 10-11), o termo sublinhado é um pronome relativo e inicia uma oração adjetiva.
Julgue o item a seguir, acerca de aspectos linguísticos do texto acima apresentado.
Em “Requer, sim, dar-lhes” (l.6), é facultado, segundo as
normas gramaticais, o emprego do pronome oblíquo proclítico
ao verbo, devido à presença do advérbio “sim”
CAPÍTULO XIV / O PRIMEIRO BEIJO
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança, com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo o veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
(MACHADO
DE ASSIS, J. M. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Rio de Janeiro: Ediouro, s. d.)
Astrônomos acham que a grande descoberta dos próximos 100 anos será a da vida fora da Terra. O Universo está cheio de ETs, avaliam, e já não parece tão difícil encontrar um deles por aí.
O cerco para captar sinais enviados do espaço por possíveis ETs inteligentes aumentou. Durante muito tempo essa missão foi encarada apenas pela Sociedade Planetária, na Califórnia, Estados Unidos, com o seu Programa de Busca de Inteligência Extraterrestre, conhecido pela sigla em inglês, Seti. Este ano, várias outras instituições se integraram à tarefa. Entre elas estão a Universidade Harvard e da Califórnia, nos Estados Unidos, o Observatório Medicina, na Itália, e a Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália. Com o reforço, será possível investigar, nos próximos vinte anos, cerca de 5000 estrelas. É dez vezes mais do que o Seti pôde fazer, sozinho, em uma década e meia de existência. [...]
Alta, cabelos claros, bonita, 55 anos, a astrônoma Jill Tarter dedicou sua carreira ao trabalho de procurar criaturas desenvolvidas em outros mundos. [...] Mas, se existe alguém capaz disso, esse alguém é ela. A astrônoma dirige o principal projeto do Seti, batizado de Fênix, instalado no Observatório de Arecibo, em Porto Rico (mas, de fato, operado pela Universidade Cornell, americana). O objetivo do Fênix é usar a grande antena de Arecibo para captar emissões de rádio vindas de 1 000 estrelas e em seguida analisá-las para achar algum traço incomum. [...]
Mil cópias da Terra girando pela Galáxia
Os avanços tecnológicos que impulsionam a pesquisa de sinais de ETs no Cosmo prometem transformar 2012 num ano de grandes emoções. Nessa data, a Nasa planeja lançar ao espaço o Terrestrial Planet Finder, conhecido pela sigla em inglês TPF, que quer dizer descobridor de planetas terrestres. Mais ou menos na mesma época, a Agência Espacial Européia pretende decolar um irmão do TPF, chamado Darwin.
Esses serão os primeiros telescópios em condições de observar planetas do tamanho da Terra que giram em volta de estrelas a mais de 500 trilhões de quilômetros daqui. Atualmente, a essa distância, só é possível detectar mundos gigantes como Júpiter, dentro do qual caberiam 1 300 planetinhas como o nosso.
Satélite-monstro de 100 metros de comprimento, o TPF ficará estacionado a mais de 1 bilhão de quilômetros do Sol para evitar que a luz da estrela ofusque as lentes do aparelho. Daí, ele deverá encontrar mais de 1 000 planetas parecidos com a Terra – acredita-se que a semelhança aumente a chance de eles serem habitados. A meta é examinar a atmosfera das centenas de cópias da Terra que deverão ser captadas. O ar pode revelar sinais de que na superfície dos planetas existam criaturas. O indício mais esperado é o oxigênio. Como esse elemento é naturalmente raro nos corpos celestes, se ele estiver presente é porque foi produzido por organismos.
Disponível em http://super.abril.com.br/tecnologia/hora-encontro-438346.shtml. Acesso em 30 abr. 2010.
Quando olhamos aquele risco de luz cruzar o céu e fazemos nossos pedidos, na verdade estamos nos dirigindo a um meteoro que nem sequer é capaz de emitir luz. Realizando-se ou não o desejo, o certo é que a expressão “estrela cadente” não é muito adequada.
Segundo Basílio Xavier Santiago, professor do Departamento de Astronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a expressão “estrela cadente” está equivocada, pois “não se trata realmente de estrelas, como o Sol ou as que vemos no céu noturno, e sim de objetos rochosos que normalmente não emitem luz”.
Na verdade, o que observamos riscando os céus são “rochas provenientes do espaço que atingem a Terra. Ao entrarem na atmosfera da Terra com velocidade de dezenas de quilômetros por segundo, o atrito com o ar as aquece muito rapidamente e elas geralmente são incineradas”. É justamente esse processo de atrito com o ar que gera a luz. “O que vemos no céu é um rastro de luz causado pelo meteoro ao mergulhar na atmosfera”, complementa o professor Basílio.
Apesar de não o presenciarmos com muita frequência, o fenômeno está longe de ser raro. “Todos os dias, milhões de quilogramas de rochas atingem a Terra. Em sua grande maioria, as rochas são muito pequenas. Somente as maiores, de maior massa, penetram toda a atmosfera e atingem o solo antes de serem totalmente incineradas. Elas, então, causam um impacto sobre os oceanos ou sobre o solo, deixando, no último caso, uma cratera. Nesses casos, chamamos a rocha de meteorito”, esclarece o professor.
Disponível em http://noticias.terra.com.br/educacao/ vocesabia/interna/0,,OI3747274-EI8405,00.html. Acesso em 12 maio 2010 – adaptado.
I. Na fazenda, havia um pasto.
II. Certo dia, caiu um meteorito no pasto.
Logo que chegou diante da fortaleza de Santa Cruz de Anhatomirim, o Imperador ordenou que fosse preparada uma embarcação para ele ir a Desterro, tendo desembarcado junto ao forte de Sant'Ana. Ninguém o esperava e pelas oito horas da manhã os moradores das redondezas viram descer a ladeira do morro da Rita Maria um moço desconhecido, sozinho, trajando calça e fardeta de pano azul, com o peito forrado de um colete de casimira vermelha, transpassado e guarnecido de botões de ouro, trazendo à cabeça um chapéu alto de seda preta. Ao chegar à segunda travessa do bairro denominado Figueira, passou defronte de uma olaria pertencente a João de Freitas e ali adentrou. Dois escravos que estavam em suas rodas interromperam o serviço, sendo-lhes ordenado pelo visitante que continuassem a trabalhar. Entretanto, um marítimo que chegara há pouco do Rio de Janeiro e residia defronte da olaria, reconheceu o Imperador e, quando este prosseguiu a pé o caminho em direção ao centro da cidade, deu um brado de “Viva Sua Majestade, o Imperador!". Imediatamente o povo, que o esperava, mas não tão cedo, foi-se chegando e se aglomerando em torno do Imperador, que se dirigia para a Praça do Palácio. As ruas se cobriram de folhas, flores e tapetes, as janelas se abriram, expondo vistosas colchas e o povo colocou vasos de incenso e de outras ervas aromáticas ao longo das vias, enquanto lhe atirava pétalas de rosas.
Adapt. de Carlos Humberto P. Corrêa. História de Florianópolis- ilustrada. Florianópolis, Insular, 2004
. I. “Ninguém o esperava" / “que o esperava"
II. “foi- se chegando"
III. “quando este prosseguiu a pé o caminho"
IV. “Viva Sua Majestade, o Imperador!"
V. “As ruas se cobriram de folhas, flores e tapetes, as janelas se abriram"
Assinale a alternativa errada.



