Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q213112 Português
Atenção: As questões de números 11 a 15 referem-se ao texto seguinte.

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A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi corretamente realizada em:
Alternativas
Q213061 Português
Está correto o emprego da expressão sublinhada em:

Alternativas
Q3002236 Português
not valid statement found

Assinale a alternativa correta quanto à pontuação e à colocação prononimal.

Alternativas
Q2985574 Português

A abreviação correta da forma de tratamento Vossa Magnificência é:

V. Mag.ª e V. Maga



A forma de tratamento da questão anterior é usada para:

Alternativas
Q2985573 Português

A abreviação correta da forma de tratamento Vossa Magnificência é:

Alternativas
Q2985483 Português
not valid statement found

Leia o fragmento e marque a opção correta, de acordo com a carga semântica dos termos.

Fragmento:

“Isto porque o governo "aparelhou", cooptou com benesses e recursos as principais centrais sindicais e os movimentos organizados da sociedade civil e dispõe de mecanismos de concessão de benesses às massas carentes mais eficazes do que a palavra dos oposicionistas, além da influência que exerce na mídia com as verbas publicitárias.”

I. “isto” (na primeira linha) é um dêitico, sendo assim um termo catafórico.

II. “cooptou com benesses” ( agregar valores quase re-ligiosos- “bondades”)

III. “cooptou com benesses” ( concedeu valores)

IV. “isto” (na primeira linha) é um dêitico, sendo assim um termo anafórico.

V. “concessão de benesses”- ceder favores.

Estão corretas:

Alternativas
Q2934115 Português
not valid statement found
Observa-se na linha 14 o emprego de uma forma pouco usada no português atual, a mesóclise “ver-se-ão”. Essa forma poderia ser substituída, respeitando as normas do português padrão escrito, por:
Alternativas
Q2889423 Português
not valid statement found

A palavra “as” em: “as prejudicam.” (linha 13) retoma, textualmente:

Alternativas
Q2889422 Português
not valid statement found

Observe o trecho: “... quando estamos muito tensos as palavras e as ideias parecem sumir da mente.” (l. 06 - 07). Considerando-se o emprego das estruturas linguísticas, a correção gramatical quanto à uniformidade pronominal estará mantida se entre as palavras “da” e “mente”, acima, usarmos a palavra:

Alternativas
Q2887874 Português

Texto I


Por que cometemos atos falhos?


Por que você trocou o nome da namorada na hora H? Freud explica, mas é bom já saber que a neurociência discorda dele. Segundo a psicanalista Vera Warchavchik, a primeira explicação veio no livro Psicopatologia da vida cotidiana, de 1901, em que Freud descreveu o ato falho como uma confusão com um sentido maior por trás. Ou seja, para Freud, você fala “sem querer querendo”. Isso aí: todos temos nossos momentos Chaves.

Já a neurociência considera esse deslize um esquecimento corriqueiro sem nenhum significado especial. Ele acontece porque, ao contrário de uma filmadora, o cérebro não grava todos os mínimos detalhes dos acontecimentos, mas apenas as informações principais. Quando ativamos nosso banco de dados para buscar a situação completa, ele monta esses dados como se editasse um filme. E, para ligar uma coisa a outra, preenche as lacunas com algumas invenções. Pronto! É exatamente nesse momento que surgem as confusões, que, se pegarem mal, serão consideradas atos falhos. A contragosto dos psicanalistas, seriam simples e pequenos tilts na memória sem nenhuma razão oculta. Por isso, na próxima vez que der uma mancada na cama, diga que a culpa é do seu cérebro.


(Natália Kuschnaroff)

“Por que você trocou o nome da namorada na hora H?”. O pronome sublinhado no fragmento acima se refere:

Alternativas
Q2877768 Português

Instruções: As questões de números 1 a 5 referem-se ao texto abaixo.

Durante uma discussão no Studio 35, local onde os jovens pintores nova-iorquinos se reuniam no início dos anos 1950, o debate voltou-se para a questão de qual nome deveriam adotar. Seria o caso de aceitar “expressionismo abstrato”? Ou deviam inventar outro? Interrogado sobre o assunto, De Kooning respondeu com a seguinte frase: “Nomear-nos a nós mesmos é catastrófico”. Por que catastrófico? Porque a palavra, qualquer que fosse, restringiria, simplificaria, criaria obrigações e, logo, uma ortodoxia. Seria necessário, por exemplo, ser abstrato e proibir-se toda alusão figurativa a fim de merecer o título de moderno. De Kooning recusa sistemas, teorias. “Espiritualmente falando”, diz ele, “estou ali onde meu espírito me permite estar, e este lugar não é necessariamente o futuro.”

Somente essa liberdade pode lhe permitir realizar rupturas ao longo de toda a sua obra. Abstrato na segunda metade dos anos 40, ele empreende, de maneira quase clandestina, a série Mulheres. Ela dura por alguns anos, até 1955, a partir de quando De Kooning experimenta uma espécie de paisagismo gestual e alusivo. Ele não participa da querela, simplista a seu ver, contra ou a favor da figuração. A questão está em outra parte: no “conteúdo”, essa “coisa muito, muito sutil” que não se deixa definir facilmente e que não se pode capturar de imediato.

(Adaptado de Jacqueline Lichtenstein (org). A pintura. Vol 6: A figura humana. Coord. da trad. Magnólia Costa. São Paulo, Ed. 34, 2004, pp. 127-128)

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada de modo INCORRETO em:

Alternativas
Ano: 2011 Banca: FCC Órgão: INFRAERO Prova: FCC - 2011 - INFRAERO - Biólogo - Edital 02 |
Q2778899 Português

Atenção: A questão refere-se ao texto seguinte.


Os anônimos


    Na história de Branca de Neve, a rainha má consulta o seu espelho e pergunta se existe no reino uma beleza maior do que a sua. Os espelhos de castelo, nos contos de fada, são um pouco como certa imprensa brasileira, muitas vezes dividida entre as necessidades de bajular o poder e de refletir a realidade. O espelho tentou mudar de assunto, mas finalmente respondeu: “Existe”. Seu nome: Branca de Neve.

    A rainha má mandou chamar um lenhador e instruiu-o a levar Branca de Neve para a floresta, matá-la, desfazer-se do corpo e voltar para ganhar sua recompensa. Mas o lenhador poupou Branca de Neve. Toda a história depende da compaixão de um lenhador sobre o qual não se sabe nada. Seu nome e sua biografia não constam em nenhuma versão do conto. A rainha má é a rainha má, claramente um arquétipo, e os arquétipos não precisam de nome. O Príncipe Encantado, que aparecerá no fim da história, também não precisa. É um símbolo reincidente, talvez nem a Branca de Neve se dê ao trabalho de descobrir seu nome. Mas o personagem principal da história, sem o qual a história não existiria e os outros personagens não se tornariam famosos, não é símbolo de nada. Ele só entra na trama para fazer uma escolha, mas toda a narrativa fica em suspenso até que ele faça a escolha certa, pois se fizer a errada não tem história. O lenhador compadecido representa dois segundos de livre-arbítrio que podem desregular o mundo dos deuses e dos heróis. Por isso é desprezado como qualquer intruso e nem aparece nos créditos.

    Muitas histórias mostram como são os figurantes anônimos que fazem a história, ou como, no fim, é a boa consciência que move o mundo. Mas uma das pessoas do grupo em que conversávamos sobre esses anônimos discordou dessa tese, e disse que a entrada do lenhador simbolizava um problema da humanidade, que é a dificuldade de conseguir empregados de confiança, que façam o que lhes for pedido.


(Adaptado de Luiz Fernando Verissimo, Banquete com os deuses)

A substituição do elemento grifado pelo pronome correspondente, com os necessários ajustes, foi realizada de modo INCORRETO em:

Alternativas
Q2767671 Português

Considere o trecho a seguir, para responder às questões 04, 05 e 06.

“Pessoas que já vivenciaram um terremoto costumam ter lembranças claras dessa experiência: o solo vibra, treme, fica abaulado e se desloca; o ar se enche de estrondos; abrem-se rachaduras; e vidros se estilhaçam; armários se abrem; livros, pratos e bugigangas caem das prateleiras” (l. 01 - 04).

Assinale a opção em que o termo destacado desempenha a mesma função sintática da palavra “que”, no trecho: “Pessoas que já vivenciaram um terremoto costumam ter lembranças claras dessa experiência: ...”.

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Q2727031 Português

Texto 2


Jovens perdem o interesse nas eleições


1 Desde a última eleição para presidente da República, em 2006, o número

2 de eleitores com 16 e 17 anos de idade caiu 25,65%, segundo dados do

3 Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para o cientista político Valdir Pucci, o

4 Brasil vive uma espécie de acomodação democrática que provoca esse

5 desinteresse dos jovens pela vida política.

6 “O País vive essa normalidade democrática. Nós vamos ter uma eleição

7 este ano mais burocrática, o que não empolga o jovem. Essa realidade é

8 parecida com a dos lugares onde o voto é facultativo, a eleição não mobiliza

9 a sociedade”, afirma o cientista político.

10 Além disso, segundo Pucci, o sentimento de descrédito em relação aos

11 candidatos e à situação política do País também causa o desinteresse. “O

12 cidadão brasileiro como um todo tem um descrédito em relação à política,

13 de que não adianta votar porque tudo vai continuar como sempre esteve. E

14 com os jovens não é diferente”, avalia.

15 Na opinião dele, o que pode causar uma mudança neste cenário daqui a

16 quatro anos é a entrada de novos nomes na briga política ou alguma

17 alteração forte nos rumos do País. “Se não tivermos nenhuma mudança

18 grave no ritmo do País, nem surgir um novo nome, a tendência é ficar

19 assim”, destacou o cientista político.


Postado em 3 de maio de 2010.

Disponível em: http://correiodesantamaria.com.br/?p=4309.

Acesso em: 21 set. 2011.

A classificação da palavra em destaque não está correta em

Alternativas
Q2727024 Português

Texto 1


Políticos bonitos têm vantagem nas eleições

1 “Essa eu ganho!”

2 Quem vê cara não vê plano eleitoral, mas isso pode importar menos do que

3 a gente imagina. (Ou talvez a gente já imagine mesmo.) “Será que

4 candidatos bonitos são mais propensos a serem eleitos?”, se perguntaram

5 os pesquisadores australianos Amy King e Andrew Leigh. Para descobrir,

6 eles colheram dados lá na Austrália mesmo – país onde o voto é obrigatório

7e onde os eleitores recebem cartões com fotos dos candidatos dos

8 principais partidos na hora de irem às urnas. “Selecionamos avaliadores

9 representativos do eleitorado para estimar a beleza dos candidatos dos

10 principais partidos e, então, estimamos o efeito da aparência nos votos da

11 eleição federal de 2004″, contam. “Os candidatos bonitos são, de fato, mais

12 propensos a serem eleitos, com um aumento médio de 1,5 a 2 pontos

13 percentuais nos votos recebidos”. O estudo aponta, ainda, que o efeito do

14 rostinho bonito é maior entre os candidatos homens do que entre as

15 mulheres. E também que a beleza importa mais nos eleitorados com maior

16 número de eleitores “apáticos” – aqueles que saíram de casa para votar só

17 porque foram obrigados. “Protesto”, será?


Thiago Perin


21 de outubro de 2010

Disponível em: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/category/politica/.

Acesso em: 19 set. 2011.

Em “Essa eu ganho!” (linha 1), o pronome “essa” refere-se a

Alternativas
Q2722829 Português

Texto I, para responder às questões de 1 a 4.


O sabão que aqui lava não lava como lá


1 A tendência de adaptar produtos para atender às

particularidades de um país começou nos anos 1950 com a

indústria automobilística e tornou-se crucial depois da

4 globalização. Hoje, multinacionais do setor de bens de

consumo lideram os investimentos nessa direção. A medida

é estratégica quando se trata de conquistar mercado em

7 países emergentes, onde a classe média ainda alarga suas

fronteiras. No Brasil, nada menos do que 20 milhões de

pessoas foram alçadas à classe C nos últimos três anos,

10 dando novo contorno à sociedade de consumo. Isso é o que

compensa os altos gastos com aquilo que o jargão do

marketing chama de segmentação. O processo pode ser

13 simples, como a adição de açúcar à receita de um biscoito,

ou implicar a completa transformação de um produto. Tudo

para contemplar hábitos ou até condições climáticas que

16 variam de um país para outro. No Brasil, a tarefa é tanto mais

difícil quanto mais necessária. Por sua dimensão continental,

muda quase tudo de uma região para outra.

19 O segmento de bens de consumo abarca alimentos,

bebidas e produtos de higiene e limpeza — basicamente tudo

o que se encontra em um supermercado. Ele é composto,

22 grosso modo, de quinze grandes empresas no mundo.

Apenas duas dessas companhias globais, a Procter &

Gamble e a Unilever, produzem mercadorias tão variadas

25 como sorvete, xampu, detergente, ração para cachorro e

pilha. Ambas estão esparramadas por mais de uma centena

de países e, juntas, faturam algo como 140 bilhões de

28 dólares por ano — quase o mesmo que todo o setor de

eletrônicos.

A Nestlé criou em 2005, um leite em pó

31 exclusivamente para o Nordeste, ao qual adicionou vitaminas

que são deficientes na alimentação local, e ainda o embalou

em saco plástico, para baixar o preço. Com tais ajustes, já

34 vende nessa única região brasileira quantidade de leite em

pó equivalente à que consome a população inteira de um

país como o México.

37 No Brasil, não há algo como um Perfil único do

consumidor brasileiro. Além das disparidades de renda, é

preciso levar em conta os hábitos regionais e a diversidade

40 do clima — coisas que não se acham, por exemplo, em

países menores e culturalmente mais homogêneos. Para

uma empresa como.a L'Oréal, a maior do mundo no setor de

43 produtos de beleza, isso Significa produzir uma variedade

quatro vezes maior de xampus e condicionadores do que em

outros países. Só para cabelos cacheados, há cinco

46 variações. A velha expressão "ao gosto do freguês" nunca

fez tanto sentido no mundo dos negócios.

O exemplo do sabão para lavar roupas ajuda a

49 entender por que uma empresa global como a Unilever

precisa adaptar um mesmo produto para vendê-lo em

diversos países. No Brasil, Omo: em nenhum outro lugar a

52 espuma é tão abundante — um sinal para os brasileiros de

que a roupa será bem lavada. A cor azul, outra

particularidade local, é associada à limpeza, uma vez que,

55 por muito tempo, se usou no país o anil para alvejar as

roupas. Na Argentina, Ala: a ausência de espuma é uma

adaptação ao tipo de máquina de lavar mais comum no país.

58 Como o aparelho tem uma abertura na frente — e não em

cima, como os modelos brasileiros —, a espuma poderia

transbordar e estragar o aparelho. Na China, Omo: produz

61 pouquíssima espuma. A ideia é facilitar o enxágue, uma

verdadeira obsessão para os chineses, que temem que os

resíduos do sabão na roupa causem alergia. Na Inglaterra,

64 Persil: a versão líquida domina o mercado inglês e o de

outros países europeus. Considerada mais simples de usar e

sem deixar pó no chão, adéqua-se bem à realidade de

67 pessoas que costumam lavar a própria roupa. Em El

Salvador, Xtra: quase ninguém tem máquina de lavar, daí o

sabão ser em barra e redondo — feito para deslizar num tipo

70 de tanque horizontal e sem ondulações, o mais comum no

país. Dado o apreço por perfumes na América Central, a

concentração deles no sabão é a mais alta do mundo.



Renata Betti. In: Veja, 24/6/2009, p. 134-8 (com adaptações).

O termo ao qual se refere o “que” ou o “onde”, no texto I, está corretamente determinado em

Alternativas
Q2169732 Português
TEXTO I:


POF (Pesquisa de Orçamentos Familiares) 2008-2009: mais de 90% da população
comem poucas frutas, legumes e verduras

      O consumo alimentar da população brasileira combina a tradicional dieta à base de arroz e feijão com alimentos com poucos nutrientes e muitas calorias. A ingestão diária de frutas, legumes e verduras está abaixo dos níveis recomendados pelo Ministério da Saúde (400g) para mais de 90% da população. Já as bebidas com adição de açúcar (sucos, refrescos e refrigerantes) têm consumo elevado, especialmente entre os adolescentes, que ingerem o dobro da quantidade registrada para adultos e idosos, além de apresentarem alta frequência de consumo de biscoitos, linguiças, salsichas, mortadelas, sanduíches e salgados e uma menor ingestão de feijão, saladas e verduras.
     A ingestão de alguns componentes de uma dieta saudável, como arroz, feijão, peixe fresco e farinha de mandioca, diminui à medida que aumenta o rendimento familiar per capita. Já o consumo de pizzas, salgados fritos, doces e refrigerantes se eleva. A ingestão de frutas, verduras e laticínios diet/light também aumenta com a renda.
     Na área rural, as médias de consumo individual diário foram maiores para arroz, feijão, peixe fresco, batata-doce, farinha de mandioca e manga, entre outros. Já na área urbana, destacaram-se refrigerantes, pães, cervejas, pizzas e biscoitos recheados.
     O consumo médio de calorias fora do domicílio correspondeu a aproximadamente 16% da ingestão calórica total e foi maior nas áreas urbanas, na região Sudeste, entre os homens e para indivíduos na faixa de renda familiar per capita mais elevada.
    Entre as prevalências de inadequação de consumo (percentuais de pessoas que ingerem determinado nutriente em níveis abaixo das necessidades diárias ou acima do limite recomendado) destacam-se o excesso de gorduras saturadas e açúcar (82% e 61% da população, respectivamente) e escassez de fibras (68% da população).

(http://www.ibge.gov.br / com adaptações) 
No trecho “... especialmente entre os adolescentes, que ingerem o dobro da quantidade registrada para adultos e idosos...”, o pronome “que” indica 
Alternativas
Q2169080 Português
TEXTO:

Quem cuidará de você?

       Em 2030, os idosos brasileiros serão, segundo o IBGE, quase tão numerosos quanto os jovens. Esta é uma notícia positiva, pois estamos vivendo mais, e preocupante, pois não existe planejamento no atendimento adequado aos cuidados, necessários que tal população exige – sejam médicos, domiciliares, de lazer, de alternativas profissionais.
     O problema não é somente brasileiro. Os países desenvolvidos também estão diante de uma situação complicada, só que muitos estão enfrentando o desafio há décadas. Alguns conseguiram um planejamento exitoso.
       Em 2030, os EUA terão 72,1 milhões de adultos acima de 65 anos, mais que o dobro do número de idosos em 2005. Os americanos têm por regra poupar para chegar à terceira idade em condições de viver em lugares planejados, em comunidade. Os que podem, planejam essa independência e assistência.
      Na França, com grande número de idosos solitários, a ex-ministra do Trabalho Martine Aubry criou um programa que capacitava jovens a serem visitadores de idosos. Eles realizavam compras, levavam os idosos para caminhar, pegavam o metrô para levá-los à fisioterapia, a consultas.
      No Brasil, os idosos têm aposentadoria. Porém, mais que tudo, contam com a família. Para falar a verdade, com as mulheres da família. A filha solteira, a que larga o emprego para cuidar dos pais, a casada que abriga o idoso em sua residência. E sempre houve uma ojeriza da família ou do próprio idoso a ir para uma casa de repouso. Isso está mudando: mais pessoas envelhecem e a família não dá conta.
      Um grande número de mulheres não querem ou não podem mais abdicar de suas profissões para cuidar dos pais. Um enorme número que tinha como “natural” cuidar dos filhos e depois dos pais abriu mão desse programa por necessidade ou por mudanças de expectativa de realizações femininas neste século.
   A Constituição de 1988 fez avanços importantes, mas envelhecemos em plena fase de desenvolvimento, com um país sendo construído em todas as áreas. A redução da pobreza extrema que tivemos é recente. Parte dos idosos são chefes de família e não têm como pensar em si mesmos.
      Quando o idoso não chefia a família, mas depende dela, enfrenta graves problemas. Quem tem um pouco mais de poder aquisitivo não encontra bons cuidadores com facilidade. Falta qualificação. Quem procura casas de repouso encontra, nas mais acessíveis, péssimos serviços.
       Existem programas em andamento, mas precisamos acelerar soluções. Em particular, ações que façam frente ao crescimento de demandas de saúde, previdência e assistência social. E, urgentemente, capacitar cuidadores. O jovem Brasil envelhece rapidamente.

(Marta Suplicy, Folha de São Paulo, 23/07/2011) 
Assinale a alternativa cujos pronomes completam correta e sequencialmente as lacunas.
1. “Entre ________ e ela sempre houve respeito.” 2. “Para ________ cuidar do pai idoso não é fácil.” 3. “Avisaram ________ o horário de visitas.” 4. “Deixo ________ viver aqui.” 
Alternativas
Q2169079 Português
TEXTO:

Quem cuidará de você?

       Em 2030, os idosos brasileiros serão, segundo o IBGE, quase tão numerosos quanto os jovens. Esta é uma notícia positiva, pois estamos vivendo mais, e preocupante, pois não existe planejamento no atendimento adequado aos cuidados, necessários que tal população exige – sejam médicos, domiciliares, de lazer, de alternativas profissionais.
     O problema não é somente brasileiro. Os países desenvolvidos também estão diante de uma situação complicada, só que muitos estão enfrentando o desafio há décadas. Alguns conseguiram um planejamento exitoso.
       Em 2030, os EUA terão 72,1 milhões de adultos acima de 65 anos, mais que o dobro do número de idosos em 2005. Os americanos têm por regra poupar para chegar à terceira idade em condições de viver em lugares planejados, em comunidade. Os que podem, planejam essa independência e assistência.
      Na França, com grande número de idosos solitários, a ex-ministra do Trabalho Martine Aubry criou um programa que capacitava jovens a serem visitadores de idosos. Eles realizavam compras, levavam os idosos para caminhar, pegavam o metrô para levá-los à fisioterapia, a consultas.
      No Brasil, os idosos têm aposentadoria. Porém, mais que tudo, contam com a família. Para falar a verdade, com as mulheres da família. A filha solteira, a que larga o emprego para cuidar dos pais, a casada que abriga o idoso em sua residência. E sempre houve uma ojeriza da família ou do próprio idoso a ir para uma casa de repouso. Isso está mudando: mais pessoas envelhecem e a família não dá conta.
      Um grande número de mulheres não querem ou não podem mais abdicar de suas profissões para cuidar dos pais. Um enorme número que tinha como “natural” cuidar dos filhos e depois dos pais abriu mão desse programa por necessidade ou por mudanças de expectativa de realizações femininas neste século.
   A Constituição de 1988 fez avanços importantes, mas envelhecemos em plena fase de desenvolvimento, com um país sendo construído em todas as áreas. A redução da pobreza extrema que tivemos é recente. Parte dos idosos são chefes de família e não têm como pensar em si mesmos.
      Quando o idoso não chefia a família, mas depende dela, enfrenta graves problemas. Quem tem um pouco mais de poder aquisitivo não encontra bons cuidadores com facilidade. Falta qualificação. Quem procura casas de repouso encontra, nas mais acessíveis, péssimos serviços.
       Existem programas em andamento, mas precisamos acelerar soluções. Em particular, ações que façam frente ao crescimento de demandas de saúde, previdência e assistência social. E, urgentemente, capacitar cuidadores. O jovem Brasil envelhece rapidamente.

(Marta Suplicy, Folha de São Paulo, 23/07/2011) 
Assinale a opção em que a palavra destacada nos parênteses é retomada pelo pronome grifado. 
Alternativas
Q2168924 Português
TEXTO:                                                 O legado da servidão

    Político, advogado, diplomata, literato e militante abolicionista, Joaquim Nabuco tinha lá sua veia de cientista social. Logo após a assinatura da Lei Áurea, pondo fim à escravidão, ele vaticinou que o estigma do regime ainda perduraria por dois séculos na sociedade brasileira. Filho de senhor de engenho e monarquista, Nabuco conhecia como poucos a visão de mundo das elites da nossa terra. E a História lhe daria inteira razão. A herança cultural da escravidão, oficialmente abolida em 13 de maio de 1888, permanece ainda hoje assustadoramente viva no Brasil.
    O debate sobre a existência, ou não, de racismo entre nós, embora válido, apenas tangencia o problema relacionado à cultura de resistência à inclusão e ao progresso das pessoas oriundas das classes situadas na base da pirâmide social. Pois esta discriminação logo superaria a simples questão da cor da pele para se fixar na população pobre de um modo geral. Negra, mestiça, ou mesmo branca. O rancor dos antigos donos de escravos com a vitória abolicionista seria transmitido a seus descendentes na forma de arraigado desprezo contra todos que viessem a exercer o mesmo trabalho daqueles, fossem eles negros ou não. Esse desdém pela ralé seria responsável pela cunhagem de inúmeras expressões pejorativas para designar “a gente mal nascida”, tais como zé-povinho, patuleia, gentinha, gentalha, choldra, escumalha, negrada, criouléu e tantas outras. E também pelo mito da indolência do brasileiro.
    Mas como nem só de epítetos depreciativos e mitos vive o preconceito, o ranço ideológico da escravidão deitaria raízes bem mais profundas na mentalidade das elites brasileiras, sob a forma de um olhar dicotômico sobre a própria condição humana, reclassificada de acordo com a condição social do aspirante à cidadania. Esta deformação está na origem da hostilidade de boa parte de nossa burguesia aos reclamos de ascensão social das classes mais desfavorecidas. É comum a objeção: estão ganhando pouco? Ah, mas pra cervejinha do final de semana, eles têm dinheiro; como se o uísque com os amigos fosse sagrado, mas o lazer do pobre algo imoral. O projeto dos Cieps de Darcy Ribeiro, destinado a oferecer educação de qualidade às crianças de famílias de baixa renda, foi impiedosamente sabotado pela reação conservadora, entre outros pretextos, sob a alegação de que as construções “eram caras demais”. “E favelado lá precisa de quadra poliesportiva e piscina?”, questionava-se.
      Não é exatamente por sovinice que, de um modo geral, as elites se opõem às recentes e inéditas políticas públicas de redistribuição de renda. Afinal, cumprindo-se os desígnios da macroeconomia, mesmo obrigados a pagar mais impostos para financiar programas sociais e a oferecer salários melhores a seus empregados, os ricos ficaram ainda mais ricos quando tantos pobres deixaram de ser tão pobres. O problema está no inconformismo dos herdeiros ideológicos do sistema escravocrata, não necessariamente ricos, com o progressivo desaparecimento das marcas da servidão humana no cenário social brasileiro. Como dizia uma conhecida socialite há alguns anos, para espanto de suas amigas francesas: “Adoro o Brasil, pois lá meus empregados contentam-se em comer banana com farinha...”
(Com adaptações, José Carlos Tórtima, “O Globo”, 26/07/2011)
Observando-se o termo regente, assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente as lacunas a seguir.
1. É comum a elite fazer críticas _______________, pertencendo à classe pobre, tenha lazer. 2. Não somos favoráveis _______________ vive na ociosidade. 3. O assunto _______________ discutimos referia-se ao racismo no Brasil. 
Alternativas
Respostas
9501: A
9502: E
9503: D
9504: C
9505: E
9506: B
9507: C
9508: C
9509: D
9510: A
9511: C
9512: E
9513: A
9514: A
9515: C
9516: C
9517: D
9518: C
9519: A
9520: D