Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 10.197 questões
Texto – Saudade
1----------Conversávamos sobre saudade. E de
2---repente me apercebi de que não tenho
3---saudade de nada. (...) Nem da infância
4---querida, nem sequer das borboletas azuis,
5---Casimiro. Nem mesmo de quem morreu. De
6---quem morreu sinto é falta, o prejuízo da
7---perda, a ausência. A vontade da presença,
8---mas não no passado, e sim presença atual.
9---Saudade será isso? Queria tê-los aqui, agora.
10--Voltar atrás? Acho que não, nem com eles.
11----------A vida é uma coisa que tem de passar,
12--uma obrigação de que é preciso dar conta.
13--Uma dívida que se vai pagando todos os
14--meses, todos os dias. Parece loucura lamentar
15--o tempo em que se devia muito mais.
16----------Gostaria de ter palavras boas, eficientes,
17--para explicar como é isso de não ter
18--saudades; fazer sentir que estou exprimindo
19--um sentimento real, a humilde, a nua verdade.
20--Você insinua a suspeita de que talvez seja isso
21--uma atitude.(...) Pois então eu lhe digo que
22--essa capacidade de morrer de saudades, creio
23--que ela só afeta a quem não cresceu direito;
24--feito uma cobra que se sentisse melhor na
25--pele antiga, não se acomodasse nunca à pele
26--nova. (...)
27----------Fala que saudade é sensação de perda.
28--Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não
29--sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo,
30--emoções, corpo e alma. E gastar não é perder,
31--é usar até consumir.
32----------E não pense que estou a lhe sugerir
33--tragédias. Tirando a média, não tive quinhão
34--por demais pior que o dos outros. Houve
35--muito pedaço duro, mas a vida é assim
36--mesmo, a uns traz os seus golpes mais cedo e
37--a outros mais tarde; no fim, iguala a todos.
38----------Infância sem lágrimas, amada, protegida.
39--Mocidade - mas a mocidade já é de si uma
40--etapa infeliz. Coração inquieto que não sabe o
41--que quer, ou quer demais. Qual será, nesta
42--vida, o jovem satisfeito? Um jovem pode nos
43--fazer confidências de exaltação, de
44--embriaguez; de felicidade, nunca. Mocidade é
45--a quadra dramática por excelência, o período
46--dos conflitos, dos ajustamentos penosos, dos
47--desajustamentos trágicos. A idade dos
48--suicídios, dos desenganos e, por isso mesmo,
49--dos grandes heroísmos. É o tempo em que a
50--gente quer ser dono do mundo - e ao mesmo
51--tempo sente que sobra nesse mesmo mundo.
52--A idade em que se descobre a solidão
53--irremediável de todos os viventes. (...)
54----------Não sei mesmo como, entre as inúmeras
55--mentiras do mundo, se consegue manter essa
56--mentira maior de todas: a suposta felicidade
57--dos moços. Por mim, sempre tive pena deles,
58--da sua angústia e do seu desamparo.
59--Enquanto esta idade a que chegamos, você e
60--eu, é o tempo da estabilidade e das batalhas
61--ganhas. Já pouco se exige, já pouco se espera.
62--E mesmo quando se exige muito, só se espera
63--o possível. Se as surpresas são poucas,
64--poucos também os desenganos. A gente vai
65--se aferrando a hábitos, a pessoas e objetos.
-----(...)
66----------E depois há o capítulo da morte, sempre
67--presente em todas as idades. Com a diferença
68--de que a morte é a amante dos moços e a
69--companheira dos velhos. Para os jovens ela é
70--abismo e paixão. Para nós, foi se tornando
71--pouco a pouco uma velha amiga, a se anunciar
72--devagarinho: o cabelo branco, a preguiça, a
73--ruga no rosto, a vista fraca, os achaques.
74--Velha amiga que vem de viagem e de cada
75--porto nos manda um postal, para indicar que
76--já embarcou.
QUEIROZ, Rachel de. Um alpendre, uma rede, um
açude. Rio de Janeiro: José Olympio, 2006.
Texto adaptado.
Na frase: “Saudade será isso?” (linha 9), o pronome destacado
TEXTO I
(trecho)
Os que não são idiótes (no sentido grego: os que se voltam para a vida privada menosprezando completamente a vida pública) jamais podem ignorar como a grande mídia mistifica a realidade e manipula a opinião pública.
– partidárias, eleitorais, ideológicas e, sobretudo, pecuniárias. Já sabemos que nas democracias venais contemporâneas o dinheiro deslavadamente gera poder e que o poder desavergonhadamente gera dinheiro. A mídia, na medida em que filtra e manipula conteúdos, apresenta-se como uma das pontes privilegiadas de ligação dessa política institucionalmente argentária.
Fonte: http://congressoemfoco.uol.com.br/opiniao/colunistas/como-a-grande-midia-mistifica-e-manipula-a-realidade/
TEXTO II
(trecho)
A política do Pão e circo (panem et circenses, no original em Latim) como ficou conhecida, era o modo com o qual os líderes romanos lidavam com a população em geral, para mantê-la fiel à ordem estabelecida e conquistar o seu apoio. Esta frase tem origem na Sátira X do humorista e poeta romano Juvenal (vivo por volta do ano 100 d.C.) e no seu contexto original, criticava a falta de informação do povo romano, que não tinha qualquer interesse em assuntos políticos, e só se preocupava com o alimento e o divertimento.
Fonte: http://www.infoescola.com/historia/politica-do-pao-e-circo/
Considere o seguinte trecho no texto I: “Os que não são idiótes”. O elemento sublinhado é:
Leia o texto a seguir para responder às próximas sete questões.
“Sentimento que não espairo; pois eu mesmo nem acerto com o mote disso – o que queria e o que não queria, estória sem final. O correr da vida embrulha tudo, a vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem. O que Deus quer é ver a gente aprendendo a ser capaz de ficar alegre a mais, no meio da alegria, e inda mais alegre ainda no meio da tristeza! Só assim de repente, na horinha em que se quer, de propósito – por coragem. Será? Era o que eu às vezes achava”
(ROSA, João Guimarães. Grande Sertão: veredas. 1994. P. 449).
As palavras, mais que a classificação morfológica, têm também uma classificação sintática, esta devida de acordo com as funções que ocupam no texto, podendo, por vezes, a mesma unidade ocupar lugares diferentes em frases. Com base na morfossintaxe, assinale a alternativa correta:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Curso exclusivo prepara transexuais, transgêneros e
travestis para o Enem
Aulas gratuitas são ministradas por universitários
voluntários, em Goiânia.
Um grupo de estudantes de Goiânia criou um cursinho preparatório para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) exclusivo para transexuais, travestis e transgêneros. O "Prepara Trans" foi desenvolvido com o intuito de garantir acesso à1 educação sem que os alunos enfrentem situações de preconceito e violência. As aulas são gratuitas e ministradas por universitários ou recémformados, ambos de forma voluntária.
O curso é realizado de segunda a2 sexta-feira à3 noite, em uma sala da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás (UFG), que apoia o projeto. Atualmente, 15 alunos estão regularmente matriculados. No entanto, novas inscrições podem ser feitas no perfil do Prepara Trans no Facebook.
Estudante do 6º período de física, Vinícius Santos de Almeida, de 20 anos, é um dos professores. Ele, que dá aula de matemática, conta que participou da criação da ideia, que começou a4 tomar forma em outubro do ano passado, durante o Encontro Nacional em Universidade sobre Diversidade Sexual e de Gênero (Enudsg), que ocorreu na capital goiana.
"Eu fiz parte da comissão organizadora do evento e sobrou uma quantia que poderíamos utilizar em algo para melhorar a5 vida dessas pessoas. Então pensamos em criar o curso. Com essa verba, também conseguimos bancar todo o material didático dos alunos e docentes", disse ao G1.
A aula inaugural ocorreu no dia 25 de abril deste ano. Nas três primeiras semanas, a sala ficava sempre cheia. Porém, com o decorrer do tempo, o número foi baixando. Atualmente, por dia, entre cinco e 10 pessoas frequentam o preparatório.
Para Vinícius, é fácil explicar essa evasão. "Para essas pessoas, pegar um ônibus e vir para cá é complicado porque eles têm 'dificuldade em existir'. No caminho, eles podem ser violentados física ou psicologicamente. Por isso, desistem", salienta.
(g1.globo.com)
Observe as ocorrências de pronomes a seguir.
I. "Ele, que dá aula de matemática [...]".
II. "Eu fiz parte da comissão [...]"
III. "[...] melhorar a vida dessas pessoas [...]"
IV. "[...] dia 25 de abril deste ano [...]"
V. "[...] eles podem ser violentados [...]"
Agora, assinale a alternativa em que se caracterizem, correta e respectivamente, os pronomes destacados acima como pronomes substantivos (PS) ou pronomes adjetivos (PA).
Se fosse dor tudo na vida,
Seria a morte o grande bem.
Libertadora, apetecida,
A alma dir-lhe-ia, ansiosa: — "Vem!
Nessa estrofe do poema A VIDA ASSIM NOS AFEIÇOA, de Manuel Bandeira o pronome lhe no último verso substitui:
SAMBA DO ARNESTO
Adoniran Barbosa
O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumos, não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma reiva
Da outra vez, nós num vai mais
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas, mas nós nã o aceitemos
Isso nã o se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
O Arnesto nos convidou pra um samba, ele mora no Brás
Nós fumos, não encontremos ninguém
Nós voltermos com uma baita de uma relva
Da outra vez, nós num vai mais
No outro dia encontremo com o Arnesto
Que pediu desculpas, mas nós não aceitemos
Isso não se faz, Arnesto, nós não se importa
Mas você devia ter ponhado um recado na porta
Disponível em: https://www.letras.mus.briadoniran-barbosa/43968/ Acesso em: 26.09.2016 (Reformato, com omissões)
O artista utilizou recursos fonéticos, morfológicos, lexicais e sintáticos para marcar características específicas do falar de uma dada comunidade de fala que tem marcas diferentes daquelas usadas pela comunidade de fala que utiliza o dialeto culto, pois queria demonstrar que:
Para responder às questões de 1 a 5, leia o texto abaixo.
Governo economiza R$ 2,38 bi com correção de falhas na administração pública
O Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle, antiga Controladoria-Geral da União (CGU), divulgou que as ações de correção de falhas identificadas e de aprimoramento das políticas públicas federais geraram uma economia de R$ 2,38 bilhões em recursos da União, em 2015. O volume foi alcançado por meio das recomendações de controle interno, além da melhoria da qualidade dos serviços públicos.
Entre as ações estão a suspensão de pagamentos continuados indevidos, que resultou na maior economia, mais de R$ 1 bilhão. Os indicadores registram ainda que R$ 428 milhões foram economizados com a redução nos valores de contratos e licitações. O balanço do ministério aponta também que R$ 14 milhões foram poupados com o cancelamento de licitação devido a objeto desnecessário e R$ 46 milhões com a recuperação de valores pagos indevidamente.
Houve, ainda, segundo o ministério, a economia de R$ 6 milhões com a eliminação de desperdícios ou a redução de custos administrativos.
(agenciabrasil.ebc.com.br)
Releia o trecho "aprimoramento das políticas públicas federais", em destaque no texto, e analise as afirmativas a seguir a respeito dele.
I. A palavra "aprimoramento", no contexto em que aparece, classifica-se como adjetivo.
II. A palavra "políticas", no contexto em que aparece, classifica-se como substantivo.
III. No trecho, os adjetivos "públicas" e "federais" estão flexionados para concordarem com o substantivo "políticas".
Está correto o que se afirma em:
____ opiniões não me interessam. Já ____ disse que não confio mais em você. Completam corretamente as lacunas:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.
Saúde e bem-estar dependem de relações íntimas de qualidade
Por Amanda Mont'Alvão Veloso
- asdTer dinheiro ou fama comumente é associado .... conquista de felicidade, e tais desejos já
- foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos
- anos 1980 e 1990. A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se _______ mais resultados.
- Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes
- fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade
- com a família, com os amigos e com a comunidade.
- asdAs conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de
- Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger,
- em uma conferência no TED 2015. “E se pudéssemos observar uma vida inteira à medida que ela
- decorre no tempo? E se pudéssemos estudar as pessoas desde a altura em que eram adolescentes
- até chegarem .... velhice para vermos o que mantém as pessoas felizes e saudáveis?”. Durante 75
- anos, a pesquisa acompanhou a vida de 724 homens, ano após ano, abordando o trabalho, a vida
- doméstica e a saúde, além de realizar exames médicos. Cerca de 60% dos pesquisados, a maioria
- já com 90 anos, ainda estão vivos e participam no estudo. Há cerca de 10 anos, o estudo passou a
- integrar também as esposas desses homens.
- asdO próximo passo, segundo Waldinger, é estudar os mais de 2000 filhos dos homens
- pesquisados. A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938. No
- primeiro, homens que estudaram em Harvard e que, em sua maioria, lutaram na Segunda Guerra
- Mundial. Já o segundo era composto por adolescentes dos bairros mais pobres de Boston, vindos
- de algumas das famílias mais problemáticas e mais desfavorecidas da região. Os destinos desses
- homens foram variados: se tornaram operários fabris e advogados, assentadores de tijolos e
- médicos, e um deles foi presidente dos EUA.
- asdOs 75 anos de acompanhamento mostraram .... Waldinger três lições, e nenhuma delas diz
- respeito a riqueza, fama, ou a trabalhar cada vez mais. A primeira delas é que as relações sociais
- são boas para nós, e a solidão mata: “As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com
- amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do
- que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser __________. As
- pessoas que são mais isoladas do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde
- piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos
- tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas.”
- asdA segunda lição mostrou que o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas: "Viver
- no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por
- exemplo, sem grande _________, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um
- divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas, é protetor.” O estudo mostrou que o grau de
- satisfação que os homens sentiam nas suas relações foi decisivo para um envelhecimento mais feliz
- e saudável. “As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações, aos 50 anos, foram
- as mais felizes aos 80 anos”. “Os nossos homens e mulheres mais felizes disseram, aos 80 anos,
- que nos dias em que tinham mais dores físicas a sua disposição continuava feliz. Mas .... pessoas
- que tinham relações infelizes, nos dias em que tinham mais dores físicas, elas eram reforçadas pelo
- sofrimento emocional”.
- asdA terceira e última lição é que as boas relações protegem não só o corpo, como também o
- cérebro: “Uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas
- que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade
- mantêm uma memória mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem
- que não podem contar com o outro são as que experimentam um declínio de memória mais precoce.
- As boas relações não têm que ser sempre fáceis. Alguns dos nossos octogenários podem discutir
- dia sim, dia não. Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas
- aquecem, essas discussões não se fixam na memória.”
- asdPelas lições aprendidas, a tal felicidade parece fácil, não? Waldinger tem uma resposta para
- isso: somos seres humanos e lidar com a família e com os amigos é algo complicado, que dura a
- vida toda. “O que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que possamos
- arranjar que nos dê uma via boa e a mantenha dessa forma. As relações são conturbadas e
- complicadas.”
- asdPara se apoiar em boas relações, ele sugere atitudes cotidianas e acessíveis, como substituir
- a TV por tempo com as pessoas, fazer passeios, animar uma relação amorosa adormecida e falar
- com algum familiar com quem não se fala há anos. “Essas contendas familiares têm um efeito
- terrível na pessoa que guarda rancores”.
Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/comportamento/saude-e-bem-estar-dependem-de-relacoes-
intimas-de-qualidade
Em ‘Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas aquecem, essas discussões não se fixam na memória’ (l. 47-48), desconsiderando as alterações sintáticas, a conjunção sublinhada NÃO poderia ser substituída por:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.
Saúde e bem-estar dependem de relações íntimas de qualidade
Por Amanda Mont'Alvão Veloso
- asdTer dinheiro ou fama comumente é associado .... conquista de felicidade, e tais desejos já
- foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos
- anos 1980 e 1990. A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se _______ mais resultados.
- Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes
- fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade
- com a família, com os amigos e com a comunidade.
- asdAs conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de
- Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger,
- em uma conferência no TED 2015. “E se pudéssemos observar uma vida inteira à medida que ela
- decorre no tempo? E se pudéssemos estudar as pessoas desde a altura em que eram adolescentes
- até chegarem .... velhice para vermos o que mantém as pessoas felizes e saudáveis?”. Durante 75
- anos, a pesquisa acompanhou a vida de 724 homens, ano após ano, abordando o trabalho, a vida
- doméstica e a saúde, além de realizar exames médicos. Cerca de 60% dos pesquisados, a maioria
- já com 90 anos, ainda estão vivos e participam no estudo. Há cerca de 10 anos, o estudo passou a
- integrar também as esposas desses homens.
- asdO próximo passo, segundo Waldinger, é estudar os mais de 2000 filhos dos homens
- pesquisados. A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938. No
- primeiro, homens que estudaram em Harvard e que, em sua maioria, lutaram na Segunda Guerra
- Mundial. Já o segundo era composto por adolescentes dos bairros mais pobres de Boston, vindos
- de algumas das famílias mais problemáticas e mais desfavorecidas da região. Os destinos desses
- homens foram variados: se tornaram operários fabris e advogados, assentadores de tijolos e
- médicos, e um deles foi presidente dos EUA.
- asdOs 75 anos de acompanhamento mostraram .... Waldinger três lições, e nenhuma delas diz
- respeito a riqueza, fama, ou a trabalhar cada vez mais. A primeira delas é que as relações sociais
- são boas para nós, e a solidão mata: “As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com
- amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do
- que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser __________. As
- pessoas que são mais isoladas do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde
- piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos
- tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas.”
- asdA segunda lição mostrou que o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas: "Viver
- no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por
- exemplo, sem grande _________, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um
- divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas, é protetor.” O estudo mostrou que o grau de
- satisfação que os homens sentiam nas suas relações foi decisivo para um envelhecimento mais feliz
- e saudável. “As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações, aos 50 anos, foram
- as mais felizes aos 80 anos”. “Os nossos homens e mulheres mais felizes disseram, aos 80 anos,
- que nos dias em que tinham mais dores físicas a sua disposição continuava feliz. Mas .... pessoas
- que tinham relações infelizes, nos dias em que tinham mais dores físicas, elas eram reforçadas pelo
- sofrimento emocional”.
- asdA terceira e última lição é que as boas relações protegem não só o corpo, como também o
- cérebro: “Uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas
- que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade
- mantêm uma memória mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem
- que não podem contar com o outro são as que experimentam um declínio de memória mais precoce.
- As boas relações não têm que ser sempre fáceis. Alguns dos nossos octogenários podem discutir
- dia sim, dia não. Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas
- aquecem, essas discussões não se fixam na memória.”
- asdPelas lições aprendidas, a tal felicidade parece fácil, não? Waldinger tem uma resposta para
- isso: somos seres humanos e lidar com a família e com os amigos é algo complicado, que dura a
- vida toda. “O que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que possamos
- arranjar que nos dê uma via boa e a mantenha dessa forma. As relações são conturbadas e
- complicadas.”
- asdPara se apoiar em boas relações, ele sugere atitudes cotidianas e acessíveis, como substituir
- a TV por tempo com as pessoas, fazer passeios, animar uma relação amorosa adormecida e falar
- com algum familiar com quem não se fala há anos. “Essas contendas familiares têm um efeito
- terrível na pessoa que guarda rancores”.
Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/comportamento/saude-e-bem-estar-dependem-de-relacoes-
intimas-de-qualidade
Sobre alguns pronomes do texto, analise as afirmações abaixo:
I. O pronome ‘ela’ (l. 09) se refere à ‘vida inteira’ (l. 09).
II. ‘deles’ (l. 22) se refere a ‘operários’ (l. 21).
III. ‘delas’ (l. 23) se refere a ‘três lições’ (l. 23).
Quais estão corretas?
LEIA O TEXTO A SEGUIR PARA RESPONDER ÀS QUESTÕES DE 6 A 10.
Em busca da resiliência
Roberto D’arte
1 Vivemos tempos difíceis em que os problemas de fundo emocional parecem
2 não poupar ninguém. Se deixar abater e fazer da própria existência um muro de
3 lamentações é uma ideia que me desagrada profundamente. Assim, prefiro acreditar
4 que os obstáculos existem não para barrar a nossa caminhada, mas para nos
5 lembrar que vencer significa estar também preparado para certos sacrifícios e para
6 muitos testes de resistência e determinação.
7 Não é nada fácil ser um resiliente, mas os especialistas dão algumas dicas
8 que podem ser um ponto de partida. Uma delas diz respeito à primeira reação que
9 se deve ter no instante em que surge a crise. É importante formular uma explicação
10 para o que está ocorrendo, analisar as circunstâncias, a sequência dos fatos e as
11 razões da adversidade. Paralelo a isso, tentar entender os próprios sentimentos em
12 relação ao processo como um todo.
13 O passo seguinte é pensar nas possíveis estratégias do que fazer ao sair da
14 crise. Afinal, projetar-se no futuro é sempre uma boa saída para suportar a dor do
15 momento. Mas é fundamental ter em mente que é no presente que a mudança
16 acontece. Assim como é essencial não depositar nos outros a tarefa de salvador da
17 pátria. Estabelecer laços com pessoas que podem representar coragem e estímulo é
18 uma coisa, mas deve ser de cada um a responsabilidade de se resgatar do fundo do
19 poço.
20 Vale a pena ainda valorizar as pequenas vitórias, pois isso traz
21 autoconfiança e serve de impulso para se tentar chegar a outras. Por fim, o
22 verdadeiro resiliente não pensa apenas em si, mas nos que vão se beneficiar com
23 as suas conquistas ou tomá-las como exemplo. No mais, é pagar para ver.
Disponível em:< http://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/literatura/em-busca-resiliencia-1.htm >.
Acesso em 18 abr. 2016.
Quanto às noções de morfologia, é incorreto afirmar que
Texto para as questões de 21 a 24
“Em 1975, o Generalíssimo Franco, 82, ditador da Espanha, estava em seu leito de morte em Madri, com uma antologia de mazelas – infarto, broncopneumonia, tromboflebite, falência renal, úlceras hemorrágicas e um Parkinson avançado. O desfecho era esperado para qualquer momento, mas Franco insistia em prolongar a agonia. Certa noite, do fundo de sua cama, escutou um rumor que entrava pela janela. Perguntou o que era ao enfermeiro. Este respondeu: ‘É o povo espanhol, Excelência. Ele veio se despedir’. E Franco: ‘Ué! O povo vai viajar?’
Franco morreu no fim daquele ano, e as multidões que faziam a vigília nas proximidades de sua casa acharam que ele tinha ido tarde.
[...]”.
(Folha de S.Paulo, 6/4/16 – opinião A2)
Sejam os trechos:
I. “Em 1975, o Generalíssimo Franco, 82, ditador da Espanha, estava em seu leito de morte em Madri, (...)”.
II. “Certa noite, do fundo de sua cama, escutou um rumor que entrava pela janela”.
III. “(...), falência renal, úlceras hemorrágicas e um Parkinson avançado”.
Sob o ponto de vista morfológico, as palavras destacadas são, respectivamente:
(Texto 01)
1 No modelo atual de sociedade digital os bens já
não representam a extrema medida da riqueza.
Com efeito, em tempos de um admirável mundo
cibernético, ainda de todo não conhecido, a
5 informação e o conhecimento são as principais
fontes de poder. O direito fundamental ao acesso
a informação decorre da ampla abertura inerente
às cartas constitucionais democráticas,
revelando-se, nesse sentido, como relevante
10 instrumento de participação popular e efetivo
controle dos poderes representativos, além de
determinar singulares desdobramentos de ordem
comercial e civil no âmbito do Direito Privado.
Umbilicalmente relacionados, o direito
15 fundamental à liberdade de expressão oxigena e
impulsiona o exercício do direito à informação. A
relação entre essas duas cláusulas pétreas do
direito constitucional brasileiro é, em absoluto,
indissociável, e deriva de dispositivos expressos
20 no texto da Lei Maior, que, inicialmente, declara
ser "livre a manifestação do pensamento" e, em
seguida, garante ser "assegurado a todos o
acesso à informação".
Conforme salientam Gilmar Ferreiras Mendes e
25 Paulo Gustavo Gonet a liberdade de expressão
constitui "um dos mais relevantes e preciosos
direitos fundamentais, correspondendo a uma das
mais antigas reivindicações dos homens de todos
os tempos". Nesse sentido, tem-se, pois, que a
30 liberdade de expressão representa uma relevante
conquista da civilização, que acompanha a
própria evolução da humanidade.
(Adaptado de Jusbrasil, 28/11/2016)
Sobre o estudo das classes gramaticais, é CORRETO afirmar que a palavra “a” (linha 27) exerce a mesma função morfológica que o seguinte termo do Texto 01:
(Texto 01)
1 No modelo atual de sociedade digital os bens já
não representam a extrema medida da riqueza.
Com efeito, em tempos de um admirável mundo
cibernético, ainda de todo não conhecido, a
5 informação e o conhecimento são as principais
fontes de poder. O direito fundamental ao acesso
a informação decorre da ampla abertura inerente
às cartas constitucionais democráticas,
revelando-se, nesse sentido, como relevante
10 instrumento de participação popular e efetivo
controle dos poderes representativos, além de
determinar singulares desdobramentos de ordem
comercial e civil no âmbito do Direito Privado.
Umbilicalmente relacionados, o direito
15 fundamental à liberdade de expressão oxigena e
impulsiona o exercício do direito à informação. A
relação entre essas duas cláusulas pétreas do
direito constitucional brasileiro é, em absoluto,
indissociável, e deriva de dispositivos expressos
20 no texto da Lei Maior, que, inicialmente, declara
ser "livre a manifestação do pensamento" e, em
seguida, garante ser "assegurado a todos o
acesso à informação".
Conforme salientam Gilmar Ferreiras Mendes e
25 Paulo Gustavo Gonet a liberdade de expressão
constitui "um dos mais relevantes e preciosos
direitos fundamentais, correspondendo a uma das
mais antigas reivindicações dos homens de todos
os tempos". Nesse sentido, tem-se, pois, que a
30 liberdade de expressão representa uma relevante
conquista da civilização, que acompanha a
própria evolução da humanidade.
(Adaptado de Jusbrasil, 28/11/2016)
Acerca das classes gramaticais, analise as afirmativas abaixo e assinale a opção CORRETA:
I. A palavra “atual” (linha 1) exerce função morfológica de advérbio de tempo.
II. A palavra “mais” (linha 26) exerce a função morfológica de advérbio de intensidade.
III. A palavra “mais” (linha 28) exerce a função morfológica de pronome demonstrativo.
(Texto 01)
1 No modelo atual de sociedade digital os bens já
não representam a extrema medida da riqueza.
Com efeito, em tempos de um admirável mundo
cibernético, ainda de todo não conhecido, a
5 informação e o conhecimento são as principais
fontes de poder. O direito fundamental ao acesso
a informação decorre da ampla abertura inerente
às cartas constitucionais democráticas,
revelando-se, nesse sentido, como relevante
10 instrumento de participação popular e efetivo
controle dos poderes representativos, além de
determinar singulares desdobramentos de ordem
comercial e civil no âmbito do Direito Privado.
Umbilicalmente relacionados, o direito
15 fundamental à liberdade de expressão oxigena e
impulsiona o exercício do direito à informação. A
relação entre essas duas cláusulas pétreas do
direito constitucional brasileiro é, em absoluto,
indissociável, e deriva de dispositivos expressos
20 no texto da Lei Maior, que, inicialmente, declara
ser "livre a manifestação do pensamento" e, em
seguida, garante ser "assegurado a todos o
acesso à informação".
Conforme salientam Gilmar Ferreiras Mendes e
25 Paulo Gustavo Gonet a liberdade de expressão
constitui "um dos mais relevantes e preciosos
direitos fundamentais, correspondendo a uma das
mais antigas reivindicações dos homens de todos
os tempos". Nesse sentido, tem-se, pois, que a
30 liberdade de expressão representa uma relevante
conquista da civilização, que acompanha a
própria evolução da humanidade.
(Adaptado de Jusbrasil, 28/11/2016)
A partícula “que” (linha 29) do Texto 01 pertence à mesma classe gramatical que a palavra sublinhada na seguinte frase:
Texto para as questões 5 e 6
“A primeira análise detalhada da estrutura molecular do vírus zika revelou que (1) ele (2) é praticamente um sósia do vírus da dengue – mas (3) com algumas pequenas diferenças que (4) podem ser cruciais para a capacidade que esse vilão microscópico tem de invadir as células humanas.
[...]”.
(Folha de S.Paulo, 1º/4/16 – saúde B5)
Com relação às palavras destacadas, é correto afirmar que:
De acordo com Bechara (2009), sobre a estrutura das unidades de análise mórfica, é correto afirmar que:
De acordo com Marcuschi (2008, p. 59): “Quando vista como entidade abstrata, enquanto forma, a língua é estudada em suas propriedades estruturais autônomas. Neste caso, é tomada como código ou sistema de signos e sua análise desenvolve-se na imanência do objeto. [...] Tratada assim, a língua é tida como um sistema homogêneo composto de vários níveis hierarquicamente distribuídos. Nesta perspectiva, costuma-se distinguir níveis de análise formal. E geral, os estudos linguísticos nesta linha dedicamse [...] a quatro (grifo nosso) níveis estruturais.” Diante da noção de língua exposto acima por Marcuschi (2008), assinale a única alternativa correta que indique a ordem hierárquica e conceitual de ensino da língua:
Na epígrafe da crônica de Caio Fernando de Abreu, há um neologismo. Tal recurso tem sido usado, principalmente, desde a primeira fase do Modernismo, a exemplo de Manuel Bandeira, como por poetas mais contemporâneos como Manoel de Barros. São mostras dos respectivos autores: “Teadoro, Teodora” e “É preciso transver o mundo”.
Sobre o processo de formação dos três neologismos anteriormente citados é certo afirmar que
Texto para responder às questões 1 e 8.
1 A costa Atlântica, ao longo de milênios, foi percorrida
e ocupada por inumeráveis povos indígenas. Disputando os
melhores nichos ecológicos, eles se alojavam, desalojavam e
4 realojavam, incessantemente. Nos últimos séculos, porém,
índios de fala tupi, bons guerreiros, se instalaram,
dominadores, na imensidade da área, tanto à beira-mar, ao
7 longo de toda a costa atlântica e pelo Amazonas acima,
como subindo pelos rios principais, como o Paraguai, o
Guaporé, o Tapajós, até suas nascentes.
10 Configuraram, desse modo, a ilha Brasil,
prefigurando, no chão da América do Sul, o que viria a ser
nosso país. Não era, obviamente, uma nação, porque eles
13 não se sabiam tantos nem tão dominadores. Era, tão-só,
uma miríade de povos tribais, falando línguas do mesmo
tronco, dialetos de uma mesma língua, cada um dos quais,
16 ao crescer, se bipartia, fazendo dois povos que começavam
a se diferenciar e logo se desconheciam e se hostilizavam.
Se a história, acaso, desse a esses povos Tupi uns
19 séculos mais de liberdade e autonomia, é possível que
alguns deles se sobrepusessem aos outros, criando
chefaturas sobre territórios cada vez mais amplos e forçando
22 os povos que neles viviam a servi-los, os uniformizando e
desencadeando, assim, um processo oposto ao de expansão
por diferenciação.
25 Nada disso sucedeu. O que aconteceu, e mudou total
e radicalmente seu destino, foi a introdução no seu mundo
de um protagonista novo, o europeu.
Darcy Ribeiro. O povo brasileiro. São Paulo: Companhia das Letras, 2006.
No que se refere ao emprego dos pronomes no texto, assinale a alternativa correta.