Questões de Concurso
Comentadas sobre morfologia - pronomes em português
Foram encontradas 10.197 questões
Analise as assertivas seguintes:
I. Caso o pronome indefinido alguém (l.08) fosse substituído por todos, alterar-se-iam outros quatro vocábulos visando à correção do período.
II. A supressão de O desenvolvimento de (l.18) implicaria apenas a adequação da forma verbal do período, desconsiderando-se questões de sentido.
III. A troca de questão (l.32) por dilema não acarretaria alteração na estrutura da frase.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa correspondente à frase cujas palavras sublinhadas sejam substantivo e pronome, respectivamente:
(Leia o texto abaixo para responder as próximas 08 (oito) questões:
1 A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou
"categoricamente" a ideia da organização no
território da Alemanha de uma eventual
campanha para o referendo sobre o retorno
5 da pena de morte na Turquia. Ela diz que
pais não é obrigado a realizar votação à qual
se opõe categoricamente.
"A pena de morte é algo que rejeitamos
categoricamente. Por que existiria uma
10 autorização quando não somos obrigados?
Não o faremos", declarou Merkel à rádio
regional WDR
O governo alemão já havia indicado na sexta-
feira que se a Turquia decidir organizar um
15 referendo sobre a pena de morte, a
Alemanha não permitiria que a consulta
acontecesse em seu território, onde vivem
1,4 milhão de eleitores turcos. "Politicamente
não é concebível que autorizemos tal consulta
20 sobre uma medida em clara oposição a
nossa Constituição e nossos valores
europeus", disse o porta-voz do governo,
Steffen Seibert.
(Adaptado de O Globo, 09/05/2017)
Assinale a alternativa que apresenta uma oração retirada do Texto que restringe o sentido da oração antecedente:
(Leia o texto abaixo para responder as próximas 08 (oito) questões:
1 A chanceler alemã, Angela Merkel, rejeitou
"categoricamente" a ideia da organização no
território da Alemanha de uma eventual
campanha para o referendo sobre o retorno
5 da pena de morte na Turquia. Ela diz que
pais não é obrigado a realizar votação à qual
se opõe categoricamente.
"A pena de morte é algo que rejeitamos
categoricamente. Por que existiria uma
10 autorização quando não somos obrigados?
Não o faremos", declarou Merkel à rádio
regional WDR
O governo alemão já havia indicado na sexta-
feira que se a Turquia decidir organizar um
15 referendo sobre a pena de morte, a
Alemanha não permitiria que a consulta
acontecesse em seu território, onde vivem
1,4 milhão de eleitores turcos. "Politicamente
não é concebível que autorizemos tal consulta
20 sobre uma medida em clara oposição a
nossa Constituição e nossos valores
europeus", disse o porta-voz do governo,
Steffen Seibert.
(Adaptado de O Globo, 09/05/2017)
“Ela diz que país não é obrigado a realizar votação à qual se opõe categoricamente.” (Linhas 5 a 7). Analisando-se o período acima retirado do Texto, é correto afirmar que:
Considere o texto para responder às questões de 01 a 06:
Resumo da História do Porto de Santos
O marco oficial da ·inauguração do Porto de Santos é 2 de fevereiro e 1892, quando a então Companhia Docas de Santos - CDS entregou à navegação mundial os primeiros 260 m de cais, na área até hoje denominada do Valongo. Naquela data, atracou no novo e moderno cais o vapor "Nasmith", de bandeira inglesa.
Com a inauguração, iniciou-se também uma nova fase para a vida da cidade, pois os velhos trapiches e pontes fincados em terrenos lodosos foram sendo substituídos por aterros e muralhas de pedra. Uma via férrea de bitola de 1,60 m e novos armazéns para guarda de mercadorias compunham as obras do porto organizado nascente, cujo passado longínquo iniciara-se com o feitor Braz Cubas, integrante da expedição portuguesa de Martim Afonso de Souza, que chegou ao Brasil em janeiro de 1531.
Foi de Braz Cubas a ideia de transferir o porto da baía de Santos para o seu interior, em águas protegidas, inclusive do ataque de piratas, contumazes visitantes e saqueadores do povoado.
Escolhido o sítio denominado Enguaguaçu, no acesso do canal de Bertioga, logo se formou um povoado, motivo para a construção de uma capela e de um hospital, cujas obras se concluíram em 1543. O hospital recebeu o nome de Casa da Misericórdia de Todos os Santos. Em 1546, o povoado foi elevado à condição de Vila do Porto de Santos. Em 1550 instalou-se a Alfândega.
Por mais de três séculos e meio, o Porto de Santos, embora tivesse crescido, manteve-se em padrões estáveis, com o mínimo de mecanização e muita exigência de trabalho físico. Além disso, as condições de higiene e salubridade do porto e da cidade resultaram altamente comprometidas, propiciando o aparecimento de doenças de caráter epidêmico.
O início da operação, em 1867, da São Paulo Railway, ligando, por via ferroviária, a região da Baixada Santista ao Planalto, envolvendo estuário, melhorou substancialmente o sistema de transportes, com estímulo ao comércio e ao desenvolvimento da cidade e do Estado de São Paulo.
A cultura do café estendia-se, na ocasião, por todo o Planalto Paulista, atingindo até algumas áreas da Baixada Santista, o que pressionava as autoridades para a necessidade de ampliação e modernização das instalações portuárias. Afinal, o café poderia ser exportado em maior escala e rapidez.
Em 12 de julho de 1888, pelo Decreto nº 9.979, após concorrência pública, o grupo liderado por Cândido Gaffrée e Eduardo Guinle foi autorizado a construir e explorar, por 39 anos, depois ampliado para 90 anos, o Porto de Santos, com base em projeto do engenheiro Saboia e Silva. Com o objetivo de construir o porto. Os concessionários constituíram a empresa Gaffrée, Guinle & Cia., com sede no Rio de Janeiro, mais tarde transformada em Empresa de Melhoramentos do Porto de Santos e, em seguida, em Companhia Dos de Santos.
Inaugurado em 1892, o porto não parou de se expandir, atravessando todos os ciclos de crescimento económico do
País, aparecimento e desaparecimento de tipos de carga, até chegar ao período atual de amplo uso dos contêineres. Açúcar, café, laranja, algodão, adubo, carvão, trigo, sucos cítricos, soja, veículos, granéis líquidos diversos, em milhões de quilos, têm feito o cotidiano do porto, que já movimentou mais de 1 (um) bilhão de toneladas de cargas diversas, desde 1892.
Em 1980 com o término do período legal de concessão da exploração do porto pela Companhia Docas de Santos, o Governo Federal criou a Companhia Docas do Estado de S. Paulo-Codesp, empresa de economia mista, de capital majoritário da União.
Em 2013, o Porto de Santos superou a marca dos 114 milhões de toneladas movimentadas, antecipando em um ano a projeção base para 2014 que era a movimentação de 112,6 milhões de toneladas.
Texto adaptado disponível em: http.//www.portodesantos.com.br/historia.php. Acesso em 04/03/2017.
Observe o seguinte recorte: "A cultura do café estendia-se, na ocasião, por todo o Planalto Paulista, atingindo até algumas áreas da Baixada Santista, o que pressionava as autoridades para a necessidade de ampliação e modernização das instalações portuárias. Afinal, o café poderia ser exportado em maior escala e rapidez". Considerando as classes de palavras e o sentido que exercem no contexto, os termos grifados ("cultura", "para" e "afinal"), são, respectivamente:
Analise a frase a seguir: "Ela queixou-se dos maus tratos recebidos de seu pai".
Classifique o "se" na frase:
Alguns se esquecem do passado, que foram anos de escravidão e sofrimento para os negros.
Assinale a opção que contém a classificação CORRETA das palavras destacadas, respectivamente.
Abaixo estão relacionados alguns subtítulos de matérias jornalísticas e ainda pequenos trechos de matérias dos quais foram retirados os pronomes relativos. Avalie cada caso, e, levando em consideração a função sintática do termo a que se referem, preencha as lacunas como o pronome apropriado à situação.
I- Baleado ainda dentro do útero de sua mãe, o bebê Arthur vira um símbolo inusitado do nível insuportável _____ chegou a violência no Rio de Janeiro. (VJ, 12/07/17)
II- O doleiro Alberto Youssef, um dos mais importantes delatores da Lava-jato, revela os bastidores dos anos _____ cumpriu pena ao lado dos políticos e empresários envolvidos no esquema de corrupção. (VJ, 02/08/17)
III- Onde teria ido parar, a esta altura dos acontecimentos, a imensa questão da saída ou permanência de Michel Temer na Presidência da República, esse drama de quinta categoria _____ todos representam o papel de palhaços, a começar pelo público pagante? (VJ, 02/08/17)
IV- Com a polarização ideológica e a demonização da política, o Brasil perdeu a capacidade de construir consensos. As reformas, _____ o país tanto precisa, são um exemplo dessa precariedade nacional. [...] O país precisa sair desse labirinto, _____ só conseguirá se libertar negociando e respeitando os pólos ideológicos dentro do jogo democrático. (VJ, 03/05/17)
Indique a alternativa que atende à solicitação:
Assinale a alternativa que contém um pronome demonstrativo.
Considere o seguinte fragmento
Há outros 5.000 casos com inquérito instaurado, mas mais da metade deles são do ano de 2013 ou antes e 482 são ocorrências entre os anos 2007 e 2010. Os casos arrastam-se por anos sem conclusão, e mais da metade das investigações de violência doméstica são arquivadas por prescreverem antes de alguém ser formalmente acusado.
Disponível em:https://emais.estadao.com.br/blogs/nana-soares/em-roraima-mais-da-metade-das-investigacoes-de-violencia-domestica-prescrevem-sem-alguem-ser-acusado/. Acesso em: 19 jul 2017 (Adaptado)
Considerando as regras prescritas pela norma-padrão da língua portuguesa acerca da concordância dos verbos e dos nomes e as questões sintáticas referentes ao fragmento, assinale a alternativa correta.
O Texto 4, exposto abaixo, corresponde ao trecho de um diálogo oral, numa interação espontânea entre crianças.
TEXTO 4
|
01 02 03 04 05 06 07 |
Criança 1 – como consertaram? Criança 2 – consertando Criança 1 – muito fácil é só tirar a tampa e depois botar de novo Criança 2 – é só tirar isso aqui: Criança 1 – quedê... com que chave? Criança 2 – com a: que tinha lá... num foi não Ana? Criança 1 – foi aí: tirar os parafusos aqui sabe? aí depois abrir aí tira as pilhas aí bota de novo pronto |
A função exercida pela palavra “aí”, nas ocorrências em destaque, é, respectivamente de
Assinale a alternativa em que a palavra destacada é um SUBSTANTIVO.
Corpos emancipados, mentes subjugadas
1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao
2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a
3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi
4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.
5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século
6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era
7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado
8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações
9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países
10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.
11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a
12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente
13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20
14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother
15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.
16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E
17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter
18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os
19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.
20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se
21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas
22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser
23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.
24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo
25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por
26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,
27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e
28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do
29 _ mercado.
30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de
31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas
32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.
33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se
34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora
35 _ máquina publicitária.
36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -
37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo
38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o
39 _ Estado, caem em descrédito.
40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém
41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.
42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem
43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.
BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm
Sobre a expressão transcrita está CORRETO o que se afirma em
Texto para as questões de 1 a 6.
1 O trigo manipulou o Homo sapiens a seu bel prazer. Esse primata
vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de dez mil
anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo
4 do trigo. Em poucos milênios, os humanos em muitas partes do mundo
estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do
amanhecer ao entardecer.
7 Não foi fácil. O trigo demandou muito deles. O trigo não gostava
de rochas nem de pedregulhos e, por isso, os sapiens deram duro para
limpar os campos. O trigo não gostava de dividir espaço, água e
10 nutrientes com outras plantas e, assim, homens e mulheres trabalharam
longas jornadas sob o sol abrasador, eliminando ervas daninhas. O trigo
ficava doente e, por isso, os sapiens tinham de ficar de olho em vermes
13 e pragas. O trigo era atacado por coelhos e nuvens de gafanhotos, então
os agricultores construíram cercas e passaram a vigiar os campos. O trigo
tinha sede, então os humanos cavaram canais de irrigação ou passaram
16 a carregar baldes pesados de poços para regá-lo. Os sapiens até mesmo
passaram a coletar fezes de animais para nutrir o solo em que ele crescia.
O corpo do Homo sapiens não havia evoluído para tais tarefas.
19 Estava adaptado para subir em macieiras e correr atrás de gazelas, não
para remover rochas e carregar baldes de água. A coluna, os joelhos, o
pescoço e os arcos plantares dos humanos pagaram o preço. Estudos de
22 esqueletos antigos indicam que a transição para a agricultura causou
uma série de males, como deslocamento de disco, artrite e hérnia. Além
disso, as novas tarefas agrícolas demandavam tanto tempo que as
25 pessoas eram forçadas a se instalar permanentemente ao lado de seus
campos de trigo. Isso mudou por completo seu estilo de vida. Nós não
domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou. A palavra “domesticar”
28 vem do latim domus, que significa casa. Quem é que estava vivendo em
uma casa? Não o trigo. Os sapiens.
Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. 22.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2017, p. 90-91 (com adaptações).
Texto para as questões de 1 a 6.
1 O trigo manipulou o Homo sapiens a seu bel prazer. Esse primata
vivia uma vida confortável como caçador-coletor até por volta de dez mil
anos atrás, quando começou a dedicar cada vez mais esforços ao cultivo
4 do trigo. Em poucos milênios, os humanos em muitas partes do mundo
estavam fazendo não muito mais do que cuidar de plantas de trigo do
amanhecer ao entardecer.
7 Não foi fácil. O trigo demandou muito deles. O trigo não gostava
de rochas nem de pedregulhos e, por isso, os sapiens deram duro para
limpar os campos. O trigo não gostava de dividir espaço, água e
10 nutrientes com outras plantas e, assim, homens e mulheres trabalharam
longas jornadas sob o sol abrasador, eliminando ervas daninhas. O trigo
ficava doente e, por isso, os sapiens tinham de ficar de olho em vermes
13 e pragas. O trigo era atacado por coelhos e nuvens de gafanhotos, então
os agricultores construíram cercas e passaram a vigiar os campos. O trigo
tinha sede, então os humanos cavaram canais de irrigação ou passaram
16 a carregar baldes pesados de poços para regá-lo. Os sapiens até mesmo
passaram a coletar fezes de animais para nutrir o solo em que ele crescia.
O corpo do Homo sapiens não havia evoluído para tais tarefas.
19 Estava adaptado para subir em macieiras e correr atrás de gazelas, não
para remover rochas e carregar baldes de água. A coluna, os joelhos, o
pescoço e os arcos plantares dos humanos pagaram o preço. Estudos de
22 esqueletos antigos indicam que a transição para a agricultura causou
uma série de males, como deslocamento de disco, artrite e hérnia. Além
disso, as novas tarefas agrícolas demandavam tanto tempo que as
25 pessoas eram forçadas a se instalar permanentemente ao lado de seus
campos de trigo. Isso mudou por completo seu estilo de vida. Nós não
domesticamos o trigo; o trigo nos domesticou. A palavra “domesticar”
28 vem do latim domus, que significa casa. Quem é que estava vivendo em
uma casa? Não o trigo. Os sapiens.
Yuval Noah Harari. Sapiens – uma breve história da humanidade. Trad. Janaína Marcoantonio. 22.ª ed. Porto Alegre: L&PM, 2017, p. 90-91 (com adaptações).
Assinale a alternativa correta a respeito de aspectos linguísticos do texto.
(Texto)
1 Você já ouviu falar dos narvais? São
baleias conhecidas por ter o canino
esquerdo alongado. Mas, até agora,
ninguém sabia para que ele servia.
5 Cientistas canadenses descobriram o
mistério usando drones.
Os narvais usam seus dentes longos
para se alimentarem. Eles desorientam
os bacalhaus do Ártico ao golpeá-los
10 rapidamente. O peixe fica imobilizado e
acaba sendo devorado.
(Adaptado de G1, 25/05/2017)
“O peixe fica imobilizado e acaba sendo devorado.” (linhas 10 e 11).
Em relação às classes gramaticais das palavras do trecho retirado do Texto, assinale a alternativa correta:
Numa das frases abaixo, a colocação do pronome pessoal átono NÃO obedece às normas vigentes. Assinale-a.
Das frases abaixo, aquela em que o pronome relativo está empregado de forma INCORRETA é:
Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.
Discutir o aborto por amor à vida
Leonardo Boff
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:
TEXTO
1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida
2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o
3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.
4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e
5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos
6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.
7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e
8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida
9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem
10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas
11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade
12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.
13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e
14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de
15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.
16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.
17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na
18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e
19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista
20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.
21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade
22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe
23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo
24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo
25 tempo.
26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também
27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do
28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão
29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles
30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o
31 dia de aniversário de seu filho”.
32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente
33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é
34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.
35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não
36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá
37 em paz e viva”.
388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos
39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que
40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma
41 humanidade.
Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).
IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/
Possui o mesmo valor morfológico do vocábulo “o”, em “Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo” (L.17), a palavra na alternativa:

