Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q1132109 Português

Texto CG1A1-I


Assis Moreira. Valor econômico, 18/3/2019.

Internet: <valor.globo.com> (com adaptações).

Considerando os aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue o item a seguir.


No trecho “os investidores reconhecem cada vez mais o impacto, para a sociedade, das empresas nas quais investem” (l. 35 a 37), a substituição de “nas quais” por aonde prejudicaria a correção gramatical do texto.

Alternativas
Q1127039 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Texto I

Direito humano à alimentação adequada e soberania alimentar

    O direito humano à alimentação adequada está contemplado no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 e sua definição foi ampliada em outros dispositivos do Direito Internacional, como o artigo 11 do Pacto de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais e o Comentário Geral nº 12 da ONU. No Brasil, resultante de amplo processo de mobilização social, em 2010 foi aprovada a Emenda Constitucional nº 64, que inclui a alimentação no artigo 6º da Constituição Federal. No entanto, isso não necessariamente significa a garantia da realização desse direito na prática, o que permanece como um desafio a ser enfrentado.
    O direito humano à alimentação adequada consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos, como emprego ou terra, para garantir esse acesso de modo contínuo. Esse direito inclui a água e as diversas formas de acesso à água na sua compreensão e realização. Ao afirmar que a alimentação deve ser adequada, entende-se que ela seja adequada ao contexto e às condições culturais, sociais, econômicas, climáticas e ecológicas de cada pessoa, etnia, cultura ou grupo social.
    Para garantir a realização do direito humano à alimentação adequada, o Estado brasileiro tem as obrigações de respeitar, proteger, promover e prover a alimentação da população. Por sua vez, a população tem o direito de exigir que eles sejam cumpridos, por meio de mecanismos de exigibilidade. Exigibilidade é o empoderamento dos titulares de direitos para exigir o cumprimento dos preceitos consagrados nas leis internacionais e nacionais referentes ao direito humano à alimentação adequada no âmbito dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, nas esferas federal, estaduais e municipais. Esses meios de exigibilidade podem ser administrativos, políticos, quase judiciais e judiciais.
    Durante várias décadas, por influência dos países centrais, o Brasil e outros países em desenvolvimento procuraram responder ao problema da fome com a introdução da chamada revolução verde, que foi uma espécie de campanha de modernização da agricultura mediante a introdução de um pacote tecnológico baseado no uso intensivo de máquinas, fertilizantes químicos e agrotóxicos para aumentar a produção e, consequentemente, a humanidade acabaria com a fome. Introduziu-se, assim, um modelo agroexportador centrado nas monoculturas, que favoreceu a concentração das empresas, cada vez mais internacionalizadas, de modo que atualmente 30 conglomerados transnacionais controlam a maior parte da produção, da industrialização e do comércio agroalimentar no mundo, violando a soberania alimentar.
    Muitos países, regiões e municípios, também dentro do Estado brasileiro, vivem sem soberania alimentar e outros tantos vivem com sua soberania a l i m e n t a r a m e a ç a d a p e l o s f a t o r e s supramencionados. Nesse contexto, a soberania alimentar significa o direito dos países definirem suas próprias políticas e estratégias de produção, distribuição e consumo de alimentos que garantam a alimentação para a população, respeitando as múltiplas características culturais dos povos em suas regiões.
    Entre os desafios para a garantia do direito humano à alimentação adequada e da soberania e segurança alimentar e nutricional no Semiárido, encontram-se: a necessidade de respeitar a diversidade cultural e as formas de organização e produção, de modo que as comunidades tenham sua autonomia para produzir e consumir seus alimentos; e a importância de avançar na realização da reforma agrária, na regularização fundiária e no reconhecimento dos territórios para que os povos tenham maior autonomia para produzir seus alimentos.
Irio Luiz Conti
(integra o Consea Nacional e é membro da Fian Internacional.)
(Disponível em: http://www4.planalto.gov.br/consea/comunicacao/artigos/2014/direito-humano-a-alimentacao-adequada-e-soberania-alimentar)
Em “controlam a maior parte da produção, da industrialização e do comércio agroalimentar no mundo”, a expressão destacada está corretamente substituída por um pronome oblíquo em:
Alternativas
Q1119185 Português

No terceiro parágrafo do texto CG1A1-I, a forma pronominal “o”, em “o lançam” (Imagem associada para resolução da questão29), faz referência a

Alternativas
Q1117716 Português
A inveja

    Todo mundo conhece os sete pecados capitais e, por séculos, muita gente viveu sob o pêndulo da censura e da condenação moral por eventual cometimento de um desses pecados. Hoje em dia, quase ninguém mais dá tanta importância a eles, que mais parecem uma herança esquecida no passado medieval. Mas, ainda assim, um dos sete pecados encontra-se presente em quase todos nós; em uns mais, em outros menos: a inveja.
    Melanie Klein, uma das figuras centrais da história da psicanálise, realizou estudos sobre esse assunto e concluiu que a inveja é um sentimento negativo que o ser humano começa a desenvolver desde os primeiros tempos da infância e que, como regra geral, acompanha a pessoa por toda a vida. Ninguém gosta de admitir, mas todos nós, em algum momento, sentimos inveja de alguém, por uma razão ou outra. Segundo os especialistas, isso é natural.
    O problema são aquelas pessoas que, de tão invejosas, acabam por ficar cegas para as suas próprias potencialidades. São pessoas que dedicam a sua existência a admirar e desejar intensamente tudo o que pertence aos outros. Como não conseguem tomar para si as coisas ou qualidades dos outros, passam a desejar a destruição daquilo que tanto admiram. Daí a negatividade da inveja.
    Entre os inúmeros ditados que falam sobre a inveja, há um bem interessante: “Não grite a sua felicidade, pois a inveja tem sono leve”.
(João Francisco Neto. Diário da Região, 19.10.2019. Adaptado)
A alternativa em que a expressão entre colchetes substitui o trecho destacado segundo a norma padrão de emprego e colocação de pronomes é:
Alternativas
Q1117641 Português

Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do texto a seguir.

É muito ruim quando os casais ficam habituados_________ brigas. É importante que as pessoas ____________conscientizem ___________ é preciso viver em harmonia.

Alternativas
Q1117640 Português
Assinale a alternativa em que a colocação dos pronomes obedece à norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q1114025 Português

                                  Escola inclusiva


      É alvissareira a constatação de que 86% dos brasileiros concordam que há melhora nas escolas quando se incluem alunos com deficiência.

      Uma década atrás, quando o país aderiu à Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e assumiu o dever de uma educação inclusiva, era comum ouvir previsões negativas para tal perspectiva generosa. Apesar das dificuldades óbvias, ela se tornou lei em 2015 e criou raízes no tecido social.

      A rede pública carece de profissionais satisfatoriamente qualificados até para o mais básico, como o ensino de ciências; o que dizer então de alunos com gama tão variada de dificuldades.

       Os empecilhos vão desde o acesso físico à escola, como o enfrentado por cadeirantes, a problemas de aprendizado criados por limitações sensoriais – surdez, por exemplo – e intelectuais.

    Bastaram alguns anos de convívio em sala, entretanto, para minorar preconceitos. A maioria dos entrevistados (59%), hoje, discorda de que crianças com deficiência devam aprender só na companhia de colegas na mesma condição.

      Tal receptividade decerto não elimina o imperativo de contar com pessoal capacitado, em cada estabelecimento, para lidar com necessidades específicas de cada aluno. O censo escolar indica 1,2 milhão de alunos assim categorizados. Embora tenha triplicado o número de professores com alguma formação em educação especial inclusiva, contam-se não muito mais que 100 mil deles no país. Não se concebe que possa haver um especialista em cada sala de aula.

      As experiências mais bem-sucedidas criaram na escola uma estrutura para o atendimento inclusivo, as salas de recursos. Aí, ao menos um profissional preparado se encarrega de receber o aluno e sua família para definir atividades e de auxiliar os docentes do período regular nas técnicas pedagógicas.

      Não faltam casos exemplares na rede oficial de ensino. Compete ao Estado disseminar essas iniciativas exitosas por seus estabelecimentos. Assim se combate a tendência ainda existente a segregar em salas especiais os estudantes com deficiência – que não se confunde com incapacidade, como felizmente já vamos aprendendo.

                                                   (Editorial. Folha de S.Paulo, 16.10.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa em que, com a mudança da posição do pronome em relação ao verbo, conforme indicado nos parênteses, a redação permanece em conformidade com a norma-padrão de colocação dos pronomes.
Alternativas
Q1113825 Português

Analise este trecho adaptado de Dom Casmurro, de Machado de Assis:


No meio da confusão, Capitu olhou alguns instantes para o cadáver tão fixa, tão apaixonadamente fixa, que não admira lhe saltassem algumas lágrimas poucas e caladas.


Sobre ele, NÃO é correto dizer:

Alternativas
Q1113786 Português
A única construção que NÃO contém nenhum tipo de deslize gramatical é:
Alternativas
Q2861216 Português

O rápido aumento das viagens para o exterior, impulsionado por tarifas aéreas baratas e férias anuais mais longas, estimulou o apetite pelo exótico. Em Bonn, Toronto e outras 50 cidades ocidentais, o número de restaurantes finos cresceu – na França e na Itália já havia vários. O banqueiro e a mulher, o advogado e a família, a diretora da escola e o marido, bem como todas as pessoas do mesmo estrato social, que na década de 1930 entravam em restaurantes somente para festas de casamento, passaram a sair para comer fora com estilo. Os almoços de negócios tornavam-se mais frequentes e mais longos. A moda de comer fora se popularizou graças à prosperidade crescente e às famílias menores, auxiliada também pelo enfraquecimento dos movimentos pela austeridade e abstinência, vigorosos até mesmo durante a década de 1930 em países como Estados Unidos, Canadá, Nova Zelândia e alguns outros. No ápice pela cruzada pela moderação, grupos de protestantes evitavam entrar em restaurantes ou hotéis que servissem refeições, para não verem sobre a mesa a imagem da tentação em forma de uma garrafa de vinho alemão ou francês. No fim do século, essa mudança profunda na maneira de as pessoas cozinharem e comerem, bem como em outros aspectos do dia a dia, encontrava-se em estágio avançado. No início do século, a cozinha era o centro de uma casa típica. Farinha, açúcar e alimentos básicos ficavam guardados em latas e tigelas, e das vigas pendiam réstias de cebola, ervas e carne defumada. Em fogões a lenha ou a carvão, praticamente todas as refeições eram preparadas e também se fervia a água para beber e lavar roupas. Grande parte da vida das mulheres se passava na cozinha, onde preparavam comida e faziam inúmeras outras tarefas. Em 2001, esse modo de vida tornava-se raro na Europa e em boa parte das Américas. A comida pronta, enlatada e congelada tomava conta das despensas. Fogões a gás ou elétricos e fornos de micro-ondas substituíam os antigos fogões e os estoques de carvão ou lenha. Foram mudanças extraordinárias, ocorridas rapidamente e experimentadas por cerca de metade dos lares em todo o mundo. (BLEINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, 2011, p. 237).

No que se refere à colocação pronominal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:

I – Pedro me pediu um livro muito bom.

II – Carlos nunca me pediu um livro emprestado.

III – Foi André quem me pediu dinheiro emprestado.

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IF-PI Órgão: IF-PI Prova: IFPI - 2019 - IF-PI - Assistente de Alunos |
Q2858144 Português

Leia o seguinte texto jornalístico.


Um adolescente de 13 anos criou um sistema de energia para abastecer barracos, depois que a irmã dele morreu num incêndio causado por uma vela, em Sidrolândia, no Mato Grosso do Sul.


A história é parecida com a do filme "O Menino que Descobriu o Vento". A diferença é que Rogério Gonçalves, conhecido como o "Gênio da Lâmpada", é brasileiro e vive no assentamento Jatobá, a 71 km de Campo Grande.


Dos 185 barracos onde vivem as famílias, 8 deles possuem luz elétrica por meio de um sistema que o garoto criou com placas de rádio e bateria de celular. A ideia de não deixar as famílias na escuridão, surgiu após a irmã mais velha morrer queimada aos dois anos de idade em um incêndio causado por uma vela no barraco em que a família morava, em Nioaque, no MS.


( ... )


Disponível em: http://www.sonoticiaboa.eom.br/2019/07 /06/ menino-cria-sistema-energia-irma-morrer-incendio-vela/ Acesso em: 11 jul. 2019.

03. No terceiro parágrafo, o pronome relativo 'que' foi utilizado duas vezes. Ele faz referência , respectivamente, aos seguintes termos:

Alternativas
Q2856216 Português

Com o intuito de enfatizar o termo da oração que funciona como objeto, comumente utiliza-se um pronome oblíquo com sentido e função equivalentes. Considerando o enunciado, assinale a alternativa cujo conteúdo apresenta um objeto indireto pleonástico:

Alternativas
Q2762192 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Sobre estar sozinho


01 Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o início deste milênio. As relações afetivas

02 também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor. O

03 que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista

04 individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, não mais uma relação de dependência,

05 em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

06 A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo,

07 está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que

08 somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos.

09 Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais

10 a mulher. Ela abandona suas características para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da

11 ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei. Se

12 sou manso, ele deve ser agressivo e assim por diante. Uma ideia prática de sobrevivência e pouco

13 romântica, por sinal.

14 A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade pelo

15 amor de desejo. Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente. Com o

16 avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de

17 ficarem sozinhas e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a

18 perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo,

19 também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um

20 companheiro de viagem.

21 O ser humano é um animal que vai mudando o mundo e depois tem de ir se reciclando para se

22 adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada

23 a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do

24 outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e

25 significado. Visa à aproximação de dois inteiros e não à união de duas metades. E ela só é

26 possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade. Quanto mais o indivíduo for

27 competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva.

28 A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas

29 relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de

30 ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do

31 século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para

32 avaliar ninguém. Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que

33 fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto.

34 Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando para estabelecer um diálogo

35 interno e descobrir sua força pessoal. Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de

36 espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo e não a partir do outro. Ao perceber isso,

37 ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de

38 ser de cada um. O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há

39 o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/sobre-estarsozinho-de-flavio-gikovate/. Acesso em 10 jan. 2019.

Os pronomes funcionam como recursos coesivos, auxiliando a retomar termos anteriormente mencionados em um texto e garantindo que este seja coerente e, portanto, dotado de unidade de sentido. A esse respeito, analise as seguintes afirmações:


I. O pronome “suas” (l. 10) está retomando diretamente “processo de despersonalização” (l. 09).

II. O pronome “ela” (l. 24) está retomando diretamente “energia” (l. 23).

III. O pronome “ela” (l. 25) está retomando diretamente “nova forma de amor” (l. 24).


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2711128 Português

Que elemento da função morfológica NÃO é usado na Libras?

Alternativas
Q2709783 Português

Leia com atenção o texto e responda o que se pede no comando das questões.

O ninho não mais vazio

Há dias, escrevi sobre uma amiga cujos filhos tinham acabado de sair de casa e que estava experimentando o que os psicólogos chamam de “síndrome do ninho vazio”. Aproveitei para contar que eu próprio entre o Natal e o Réveillon, vivera algo parecido, só que ao pé da letra. Uma rolinha — Lola, a rola — fizeram seu ninho no meu terraço e passara uma semana sentada sobre um ovo, do qual saiu Lolita, a Rolita. E, antes que eu tivesse o prazer de ver mãe e filha em ação, voando para lá e para cá, foram embora sem se despedir. Ali entendi a síndrome do ninho vazio.

Outro amigo, cujo conhecimento sobre os pássaros aprendi a admirar, me garantiu que Lola, a Rola não podia estar muito longe. "Ela gostou daqui”, ele disse. "Vai voltar para fazer outro ninho”. E, para que eu não me jactasse de minhas virtudes como anfitrião, explicou-me que isso é instintivo nos pássaros. Se se sentem seguros em algum lugar, elegem-no para se aninhar. Com isso, retomei meu posto de observação — e não é que meu amigo tinha razão?

Lola, a Rola reapareceu e logo começou os trabalhos. Reconheci-a pelo estilo de gravetos que recolhe — secos, fininhos e compridos. Em poucos dias o novo ninho ficou pronto, não muito distante do ninho original, este já em escombros. Só que, agora, com uma importante colaboração: a de seu marido Rollo, o Rola, talvez como mestre de obras. O fato é que, ao contrário da primeira vez, tive várias oportunidades de ver o casal empenhado na construção.

E assim, com duas semanas de intervalo, eis-me avô de mais um ovo. Que, pela lei das probabilidades, deverá produzir um macho. E, sendo filho de Lola, a Rola e Rollo, o Rola, só poderá se chamar — claro — Rolezinho.

Não vou dizer o nome de meu amigo amador de ornitologia. Só as iniciais: Janio de Freitas.

(CASTRO, Ruy. A arte de querer bem. 1, ed. Rio de Janeiro: Sextante, 2018. p. 21/ 22)

A forma verbal em que a colocação do pronome seria semelhante a de ''elegem-no'' é:

Alternativas
Q2708262 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

A respeito da ocorrência de pronomes no texto, analise as seguintes assertivas:


I. O pronome ‘eles’ (l. 07) retoma ‘danos’ (l. 06).

II. O pronome ‘lhes’ (l. 09) retoma ‘corpos saudáveis’ (l. 07).

III. O pronome ‘lhes’ (l. 15) retoma ‘outras pessoas’ (l. 14).


Quais estão INCORRETAS?

Alternativas
Q2708258 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Arte, música, poemas e histórias: crianças precisam disso?

01 As crianças precisam de arte, histórias, poemas e música tanto quanto precisam de amor,

02 comida, ar fresco e brinquedos. Prive uma criança de alimento e os danos rapidamente se

03 tornarão visíveis. Prive uma criança de ar fresco e brinquedos e os danos se tornarão também

04 visíveis, mas não tão rapidamente. Prive uma criança de amor e os danos, embora possam

05 permanecer ocultos por alguns anos, serão permanentes.

06 Mas prive uma criança de arte, histórias, poemas e música e os danos não serão vistos

07 facilmente. Entretanto, eles estarão lá. Essas crianças, com seus corpos saudáveis, podem

08 correr, pular, nadar e comer vorazmente e fazer muito barulho, como as crianças sempre fizeram

09 – mas algo lhes falta.

10 É verdade que algumas pessoas crescem sem nenhum contato com arte de qualquer tipo

11 e são perfeitamente felizes, vivem vidas boas e preciosas; pessoas em ......... casas não há

12 livros, e que não ligam muito para pinturas, e não entendem para que serve música. Tudo bem.

13 Conheço pessoas assim. São bons vizinhos e bons cidadãos.

14 Mas outras pessoas, em algum ponto de sua infância, ou na juventude, ou talvez em seus

15 anos de maturidade, deparam-se com algo com que jamais sonharam – algo que lhes é tão

16 estranho quanto o lado oculto da lua. Um dia, elas são surpreendidas por uma voz no rádio

17 declamando um poema; ou passam por uma casa de janelas abertas e escutam alguém tocando

18 piano; ou .......... a reprodução de uma certa pintura pendurada na parede de alguém e aquilo

19 lhes atinge como uma pancada tão forte e tão gentil, que elas sentem como que uma vertigem.

20 Nada as havia preparado para aquilo. Elas de repente se dão conta de uma fome enorme que

21 existia por dentro, embora não tivessem ideia disso um minuto atrás; fome de alguma coisa tão

22 doce e saborosa que chega a doer-lhes o coração. Quase choram. Sentem-se tristes e felizes,

23 sozinhas e acolhidas por conta desta experiência sumamente estranha e nova – e anseiam

24 avidamente por ouvir aquela voz do rádio mais de perto, demoram-se ali ao pé da janela, não

25 conseguem desgrudar os olhos da pintura. É isso que queriam, é disso que precisavam – como

26 um homem faminto precisa de alimento –, e não o sabiam. Nem imaginavam.

27 É isso que acontece a uma criança que precisa de música, pinturas ou poesia, ao se deparar

28 com essas coisas por acaso. Não fosse esse acaso, talvez o encontro jamais ocorresse, e ela

29 passaria a vida inteira num estado de inanição cultural da qual nem teria ideia.

30 Os efeitos da inanição cultural não fazem alarde, nem são passageiros. Não são facilmente

31 visíveis. E, como eu sempre digo, algumas pessoas, pessoas boas, bons amigos e bons cidadãos,

32 jamais chegam a viver essa experiência. Estão perfeitamente bem sem isso. Se todos os livros

33 e toda a música e todas as pinturas do mundo desaparecessem da noite para o dia, elas não

34 sentiriam falta; elas nem notariam.

35 Mas essa fome existe em muitas crianças e, muitas vezes, jamais chega a ser satisfeita,

36 porque jamais foi despertada. Muitas crianças em todos os cantos do mundo estão passando

37 fome pela falta de algo que alimenta e nutre suas almas de uma maneira que nada mais no

38 mundo poderia.

39 Dizemos, e com razão, que toda criança tem direito ____ alimentação, ____ abrigo, ____

40 educação, ____ assistência médica e assim por diante. Mas temos de entender que todas elas

41 ......... direito a vivenciar a cultura. Temos de entender verdadeiramente que sem histórias,

42 poemas, pinturas e música, as crianças também passarão fome.

Fonte: https://www.revistaprosaversoearte.com/arte-musica-poemas-e-historias-criancas-precisam-disso/ – Texto adaptado para esta prova.

As lacunas pontilhadas das linhas 11, 18 e 41 ficam, correta e respectivamente, preenchidas por:

Alternativas
Q2704378 Português

A alternativa redigida de acordo com a norma-padrão de concordância nominal e de colocação de pronomes é:

Alternativas
Q2704285 Português

Leia o texto para responder às questões de números 11 a 20.


União, gente


___Nunca se despreze o poder de uma ideia cuja hora chegou. Minha rebelião contra a salsinha ganha adeptos e, a julgar pela correspondência que recebo, esta era uma causa à espera do primeiro grito. Só não conseguimos ainda nos organizar e partir para a mobilização – manifestações de rua, abraços a prédios públicos – porque persiste uma certa indefinição de conceitos. Eu sustento que “salsinha” é nome genérico para tudo que está no prato só para enfeite ou para confundir o paladar, o que incluiria até aqueles galhos de coisa nenhuma espetados no sorvete, o cravo no doce de coco, etc. Outros, com mais rigor, dizem que salsinha é, especificamente, o verdinho picadinho que você não consegue raspar de cima da batata cozida, por exemplo, por mais que tente. Outros, mais abrangentes até do que eu, dizem que salsinha é o nome de tudo que é persistentemente supérfluo em nossas vidas, da retórica ao porta-aviões, passando pelo cheiro-verde. Meu conselho é que evitemos a metáfora e a disputa semântica e, unidos pela mesma implicância, passemos à ação.

___Mas, como se esperava, começou a reação dos pró-salsinhas. Alegam que a salsinha não é uma inconsequência culinária, mas tem importância gastronômica reconhecida, tanto que na cozinha francesa faz parte do nome de um prato – isto é, eles não só usam a salsinha como a anunciam! E não podia faltar: um salsófilo renitente, o jornalista Reali Jr., alega que a salsinha é, inclusive, afrodisíaca. Agora só falta dizerem que o verde intrometido tem vitamina V.


(Luis Fernando Verissimo. A mesa voadora. Rio de Janeiro,

Objetiva, 2010, Adaptado)

Observe as seguintes passagens do texto:


• Meu conselho é que evitemos a metáfora e a disputa semântica... (1o parágrafo)

• ... incluiria até aqueles galhos de coisa nenhuma espetados no sorvete, o cravo no doce de coco, etc. (1o parágrafo)

• ... eles não só usam a salsinha... (2o parágrafo)


Considerando-se a colocação pronominal segundo a norma-padrão da língua, ao se substituírem as expressões destacadas por pronomes, tem-se respectivamente:

Alternativas
Respostas
5521: C
5522: B
5523: B
5524: D
5525: A
5526: D
5527: A
5528: D
5529: A
5530: A
5531: E
5532: D
5533: B
5534: E
5535: D
5536: D
5537: B
5538: D
5539: C
5540: A