Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

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Q2128884 Português

INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 a seguir para responder à questão que a ele se refere.

Texto 04



Disponível em: https://medium.com/. Acesso em: 7 mar. 2023.

Analise as afirmativas, tendo em vista a organização morfossintática das falas do texto 04.
I - A conjunção “mas” insere, na terceira fala, uma ideia de contradição. II - A grafia “por quê” justifica-se por estar no final de frase interrogativa. III - O uso do “eles” em “Você já leu eles?” é uma marca da oralidade. IV - A frase “Você já leu eles?”, normativamente, seria “Você já os leu?”. V - O verbo “vive” insere, na primeira fala, uma ideia de continuidade.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q2128679 Português

A história do método braile





ATANES, Silvio. Super Interessante. Disponível em: https:// super.abril.com.br/historia/. Acesso em: 23 out. 2022. Adaptado.

O pronome oblíquo átono está colocado de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa em:
Alternativas
Q2128609 Português

O pronome oblíquo destacado foi colocado na posição correta, segundo as exigências da norma-padrão da língua portuguesa, em:

Alternativas
Q2128547 Português
  • Texto CGIAI-I


  •      Nem mais como tema literário serve ainda esse assunto de seca. Já cansou quem escreve, cansou quem lê e cansou principalmente quem o sofre. Parece mesmo que cansou o próprio Deus Nosso Senhor, pois que afinal, repetindo um gesto sucedido há exatamente um século (o último diz a tradição que foi em 1851), contra todos os cálculos, contra todas as experiências, ultrapassando os otimismos mais alucinados, fez começar um inverno no Nordeste durante a primeira quinzena de abril.


         Eu estava lá. Assisti mais uma vez à mágica transformação do deserto em jardim do paraíso. E vendo o céu escurecer bonito, depois de tantos meses de desesperança, os compadres diziam que eu lhes levara o inverno nas malas. O fato é que, durante a viagem de ida, enquanto o "Constellation" da Panair voava por cima do colchão compacto de nuvens carregadas de água, me dava uma vontade desesperada de rebocá-las todas, lá para onde tanta falta faziam, levá-las como rebanho de golfinhos prisioneiros e despejá-las em cheio sobre os serrotes do Quixadá.


         Pois choveu. Encheram-se os açudes, as várzeas deram nado, os rios subiram de barreira a barreira.


         Mas ninguém espere muito de um inverno assim tardio. Já se agradece de joelhos o pasto aparentemente garantido, o gado salvo. Mas não se espera que haja milho. Talvez feijão, desse precoce que dá em dois meses. E o algodão aguenta, provavelmente. Nada mais.


Rachel de Queiroz. Choveu! (com adaptações).

No segundo período do segundo parágrafo do texto CGIAl-I, a palavra "mágica" está empregada como um
Alternativas
Q2128526 Português
Esse tipo de programa despertou ainda preocupações com os trabalhos que deixarão de existir por conta da automatização e com os direitos autorais, já que essas ferramentas obtêm informações da internet e, geralmente, não citam fontes. 
Assinale a opção que contenha apenas pronomes.
Alternativas
Q2128514 Português
Os milhares de trabalhadores que abastecem programas de inteligência artificial como o ChatGPT

Diante desse chatbot capaz de responder a quase todas as perguntas do usuário e de produzir textos que parecem ter sido escritos por um humano, surgiram perguntas, como: os estudantes vão usá-lo para fazer o dever de casa? E os políticos para escrever seus discursos? Será que esse artigo que você lê foi escrito por um humano ou um robô?

Esse tipo de programa despertou ainda preocupações com os trabalhos que deixarão de existir por conta da automatização e com os direitos autorais, já que essas ferramentas obtêm informações da internet e, geralmente, não citam fontes.

Mas existe uma outra polêmica até agora pouco falada: ela tem a ver com as centenas de milhares de trabalhadores, muitos de baixa renda, sem os quais sistemas de inteligência artificial - IA - como o ChatGPT não existiriam. Falamos da "força de trabalho oculta", como chamou a organização sem fins lucrativos Partnership on AI - PAI -, que reúne representantes de universidades, de organizações da sociedade civil, da mídia e da própria indústria envolvida com a inteligência artificial.

Essa força oculta é composta por pessoas subcontratadas por grandes empresas de tecnologia, geralmente em países pobres do Hemisfério Sul, para "treinar" sistemas de inteligência artificial. Esses homens e mulheres realizam uma tarefa tediosa e potencialmente prejudicial à saúde mental, mas essencial para que programas como o ChatGPT funcionem. Eles rotulam milhões de dados e imagens para ensinar a inteligência artificial a agir.

Quando você faz uma pergunta ao ChatGPT, o programa usa cerca de 175 bilhões de parâmetros ou variáveis para decidir o que responder.

Como já mencionamos, esse sistema de inteligência artificial usa como fonte principal as informações obtidas na internet. Mas como distinguir os conteúdos? Graças às referências "ensinadas" por seres humanos.

"Não há nada de inteligente na inteligência artificial. Ela tem que aprender à medida que é treinada", explica Enrique García, cofundador e gerente da DignifAI, empresa americana com sede na Colômbia. A empresa contrata esses "rotuladores" de dados (data taggers).

Na indústria de tecnologia, esse tipo de atividade é chamado de "enriquecimento de dados". Ironicamente, apesar de ser um trabalho essencial para o desenvolvimento da inteligência artificial, o enriquecimento de dados é o elo mais pobre da cadeia produtiva das grandes empresas de tecnologia.

"Apesar do papel fundamental que esses profissionais de enriquecimento de dados desempenham, um crescente corpo de pesquisa revela as precárias condições de trabalho que esses trabalhadores enfrentam", disse Enrique García.

Uma investigação da revista Time revelou que muitos dos "rotuladores" terceirizados pela OpenAI para treinar seu ChatGPT recebem entre US$ 1,32 e US$ 2 por hora (cerca de R$ 6 a R$10).

Segundo reportagem do jornalista Billy Perrigo, a empresa de tecnologia OpenAI terceirizou o trabalho de enriquecimento de dados por meio de uma companhia chamada Sama, com sede em San Francisco que, por sua vez, contratou trabalhadores no Quênia para a atividade.

Através de um comunicado, um porta-voz da OpenAI disse que a terceirizada era responsável pela gestão dos salários e condições de trabalho dos rotuladores contratados para trabalhar no ChatGPT.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c3gze230pj1o. Adaptado.
Esse tipo de programa despertou ainda preocupações com os trabalhos que deixarão de existir por conta da automatização e com os direitos autorais, já que essas ferramentas obtêm informações da internet e, geralmente, não citam fontes. Assinale a opção que contenha apenas pronomes.
Alternativas
Q2128350 Português

Como mudanças climáticas alteram comportamento, reprodução e tamanho de animais


Pesquisas mostram que para conseguir sobreviver ao aumento da temperatura, à poluição de rios e aos eventos climáticos extremos, como longos períodos de seca e de chuvas intensas, espécies estão alterando o seu modo de vida, sua maneira de se reproduzir e até o seu tamanho.

Na lista de animais mais atingidos pelas alterações do clima, as abelhas aparecem como um dos mais impactados. Não é à toa que cada vez mais é difícil encontrá-las em diversos pontos do mundo em que eram frequentes.

"Com o aumento das secas, o período de floração das plantas diminui. Com isso, muitas abelhas não conseguem néctar e pólen, que coletam nas flores. Consequentemente, elas têm desaparecido", diz Michael Hrncir, professor do Instituto de Biociências da Universidade de São Paulo (SP).

Contudo, os impactos negativos sobre as abelhas não ocorrem apenas por falta de alimento. Pesquisas mostram que o aumento de temperatura também provoca deformações nas asas de algumas espécies. "Em decorrência do estresse causado pelas mudanças climáticas, temos comprovação que algumas abelhas nascem com uma asa maior que a outra."

Diferentemente dos seres humanos, que conseguem controlar a temperatura do corpo, por consistir em seres endotérmicos, a temperatura das abelhas equivale à do ambiente em que estão inseridas mais a que produzem ao bater as asas. "Para se ter uma ideia, uma abelha bate, em média, 250 vezes as asas por segundo", apontou Michael.

Assim, se uma abelha está em um ambiente a 30 graus, ao bater as asas, o seu músculo ativo faz sua temperatura corporal chegar a até 42 graus. O problema é que a elevação da temperatura, além de provocar um superaquecimento, também ocasiona impactos cognitivos.

"Estudos revelam que algumas espécies de abelhas perdem a capacidade de cognição, como reconhecer uma flor ou o caminho de volta para colônia, por exemplo, por conta da elevação da temperatura", ressaltou o pesquisador da USP.

O desaparecimento de abelhas provoca um efeito em cascata, pois é através do seu trabalho de polinização que muitas sementes surgem e flores sobrevivem.

Sua capacidade de aumentar em cerca de 25% o rendimento das colheitas - consequentemente, dos alimentos que comemos - corre risco à medida que mudanças drásticas no clima ocorrem.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0jlkj2ydn0o. Adaptado.   

As abelhas, cada vez mais é difícil encontrá-'las' em diversos pontos do mundo em que eram frequentes.

O termo destacado é: 

Alternativas
Q2128210 Português

No entanto, como existem muitas causas para esses sintomas, os médicos, muitas vezes, perdem a oportunidade.

Assinale a opção que contenha um pronome indefinido.

Alternativas
Q2127650 Português
Texto



Projeções sobre o impacto do clima no fluxo de rios têm sido calculadas há décadas, a maioria com base em modelos físicos, como é o caso das projeções realizadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Entretanto, novas análises indicam que esses modelos subestimam a disponibilidade de água no cenário da atual emergência climática.

É o caso de uma pesquisa conduzida pelo professor Günter Blöschl, da Universidade Técnica de Viena, na Áustria, que se uniu a colegas da China, da Austrália, dos EUA e da Arábia Saudita para construir e analisar um grande banco de dados de observações de fluxos d'água em todo o mundo. A investigação incluiu mais de 9.500 bacias hidrográficas do planeta, com dados de diferentes décadas.

Os resultados foram publicados no periódico Nature Water e mostram que as consequências das mudanças climáticas ao criar crises hídricas locais têm uma extensão ainda maior do que o esperado. Isso porque, segundo o novo estudo, a conexão entre precipitação e quantidade de água nos rios é mais sensível do que se pensava.

"Na comunidade da climatologia, os efeitos das mudanças climáticas na atmosfera são muito bem compreendidos. No entanto, suas consequências locais nos rios e na disponibilidade de água caem no campo da hidrologia", explica Blöschl, em comunicado.

A crise climática altera a circulação atmosférica global, que por sua vez muda o regime de chuvas e a evaporação em boa parte do mundo. Consequentemente, a quantidade de água dos rios para ser utilizada localmente também sofre mudanças.

Daí porque, segundo os autores, os modelos de previsão dos efeitos das mudanças climáticas no abastecimento hídrico devem ser revisados, pois eles não têm as medições de escoamento que o novo modelo proporciona.

De acordo com a análise, o fluxo global de água esperado entre 2021 e 2050 pode ser menor do que o previsto pelos Modelos do Sistema Terrestre. Principalmente na África, na Austrália e na América do Norte, que têm um risco significativamente maior de crises de abastecimento de água nas próximas três décadas.


Redação Galileu. Crise global da água é mais severa do que se
pensava, conclui estudo. Disponível em:
<https://revistagalileu.globo.com/um-soplaneta/noticia/2023/02/crise-global-da-agua-e-mais-severa-doque-se-pensava-conclui-estudo.ghtml>. Último acesso em 08
fev. 2023. (Adaptado)
Em “a conexão entre precipitação e quantidade de água nos rios é mais sensível do que se pensava”, o termo destacado pertence à mesma classe do vocábulo sublinhado em:
Alternativas
Q2127648 Português
Texto



Projeções sobre o impacto do clima no fluxo de rios têm sido calculadas há décadas, a maioria com base em modelos físicos, como é o caso das projeções realizadas pelo IPCC (Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). Entretanto, novas análises indicam que esses modelos subestimam a disponibilidade de água no cenário da atual emergência climática.

É o caso de uma pesquisa conduzida pelo professor Günter Blöschl, da Universidade Técnica de Viena, na Áustria, que se uniu a colegas da China, da Austrália, dos EUA e da Arábia Saudita para construir e analisar um grande banco de dados de observações de fluxos d'água em todo o mundo. A investigação incluiu mais de 9.500 bacias hidrográficas do planeta, com dados de diferentes décadas.

Os resultados foram publicados no periódico Nature Water e mostram que as consequências das mudanças climáticas ao criar crises hídricas locais têm uma extensão ainda maior do que o esperado. Isso porque, segundo o novo estudo, a conexão entre precipitação e quantidade de água nos rios é mais sensível do que se pensava.

"Na comunidade da climatologia, os efeitos das mudanças climáticas na atmosfera são muito bem compreendidos. No entanto, suas consequências locais nos rios e na disponibilidade de água caem no campo da hidrologia", explica Blöschl, em comunicado.

A crise climática altera a circulação atmosférica global, que por sua vez muda o regime de chuvas e a evaporação em boa parte do mundo. Consequentemente, a quantidade de água dos rios para ser utilizada localmente também sofre mudanças.

Daí porque, segundo os autores, os modelos de previsão dos efeitos das mudanças climáticas no abastecimento hídrico devem ser revisados, pois eles não têm as medições de escoamento que o novo modelo proporciona.

De acordo com a análise, o fluxo global de água esperado entre 2021 e 2050 pode ser menor do que o previsto pelos Modelos do Sistema Terrestre. Principalmente na África, na Austrália e na América do Norte, que têm um risco significativamente maior de crises de abastecimento de água nas próximas três décadas.


Redação Galileu. Crise global da água é mais severa do que se
pensava, conclui estudo. Disponível em:
<https://revistagalileu.globo.com/um-soplaneta/noticia/2023/02/crise-global-da-agua-e-mais-severa-doque-se-pensava-conclui-estudo.ghtml>. Último acesso em 08
fev. 2023. (Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE a classificação das palavras destacadas, respectivamente, em: “A crise climática altera a circulação atmosférica global, que por sua vez muda o regime de chuvas e a evaporação em boa parte do mundo”.
Alternativas
Q2127567 Português

 A deficiência de vitamina B12


A vitamina B12 é escassa na dieta, encontrada apenas em alimentos de origem animal.


Felizmente, os humanos precisam apenas de 2,4 microgramas de B12 por dia, uma quantidade muito pequena. Sem uma porção adequada dessa vitamina no corpo, contudo, a saúde geral e a qualidade de vida são afetadas negativamente.


Um dos principais sintomas da deficiência de vitamina B12 é a fadiga, um nível de cansaço ou exaustão tão profundo que afeta as atividades da vida diária.


Outros sintomas envolvem o sistema neurológico e incluem formigamento nas extremidades, confusão, perda de memória, depressão e dificuldade em manter o equilíbrio. Alguns deles podem ser permanentes se a deficiência dessa vitamina não for tratada adequadamente.


No entanto, como existem muitas causas para esses sintomas, os médicos, muitas vezes, perdem a oportunidade de avaliar uma deficiência de vitamina B12 e o problema não é detectado.


Além disso, ter uma dieta saudável descarta quaisquer deficiências vitamínicas.


https://www.bbc.com/portuguese/geral-63845435. Adaptado. 

No entanto, como existem muitas causas para esses sintomas, os médicos, muitas vezes, perdem a oportunidade.
Assinale a opção que contenha um pronome indefinido. 
Alternativas
Q2127395 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cientistas tentam curar o envelhecimento


E se desse para "parar no tempo," envelhecendo mais lentamente - ou quem sabe até revertendo e deixando de envelhecer -, evitando doenças comuns à terceira idade e ficando jovem por muito mais tempo? 


Ainda que nossa expectativa de vida tenha quase dobrado entre os anos de 1900 e 2020, viver por mais tempo não é, necessariamente, uma coisa tão boa. É claro que ter a possibilidade de ficar entre nossos entes queridos por muito mais anos, apreciar um pouco mais os nossos hobbies e, até mesmo, ter tempo para conhecer mais pessoas e lugares é uma ótima perspectiva de vida. O problema é que, por mais que demoremos a morrer, ainda estamos fadados ao envelhecimento.


Ficar velho não significa apenas ganhar experiência de vida: com o tempo, nossas células perdem a capacidade de se renovar, abrindo as portas para os malefícios do envelhecimento. Conforme nossa idade avança, tornamo-nos mais suscetíveis a doenças como câncer, Alzheimer, diabetes, artrite e por aí vai.


Não é à toa que a ciência vem, há anos, buscando formas de combater, desacelerar e até impedir o envelhecimento de seres humanos. Este objetivo já foi alcançado com ratos em laboratório, permitindo aos roedores viver por muito mais tempo ao mesmo tempo que continuam jovens por períodos bem mais longos.


Para isso, foram utilizadas drogas como rapamicina, metformina e carbose, por exemplo, todas comuns em alguns tipos de tratamentos de doenças em humanos


Em 2006, um pesquisador japonês chamado Shinya Yamanaka fez uma descoberta que lhe rendeu um Prêmio Nobel: ele foi capaz de reprogramar células adultas a um estado similar ao de embriões, revolucionando o campo de biologia celular e abrindo as portas para mais formas de tratar doenças. Cientistas, agora, buscam aprimorar a técnica de reprogramação celular e aplicá-la em seres humanos para "curar" o envelhecimento.


ndoocuuraroeeveheeimmentoom.br/ciencia/124265-cientistas-estao-tentando-curar-o-envelhecimento-em-promissor-estudo.htm. Adaptado.

Conforme 'nossa' idade avança, tornamo-'nos' mais suscetíveis a doenças como câncer, Alzheimer, diabetes, artrite e por aí vai.
Na morfologia, os vocábulos destacados são, respectivamente:
Alternativas
Q2127274 Português
A inflamação como causa de doenças

As alergias desenvolvem-se quando, por erro, o sistema imunológico reconhece substâncias inócuas - como pólen ou amendoins - como se fossem perigosas. O dano pode ser pequeno, como coceira na pele, ou perigoso, se a garganta se fechar.

Inflamações crônicas lesionam os tecidos ao longo do tempo e geram diversos distúrbios clínicos não infecciosos, incluindo doenças cardiovasculares, doenças neurodegenerativas, obesidade, diabetes e alguns tipos de câncer.

O sistema imunológico, às vezes, considera que os próprios órgãos e tecidos do indivíduo são invasores, gerando inflamações em todo o corpo ou em regiões específicas. Essa inflamação autodirecionada é o que causa os sintomas de doenças autoimunes, como lúpus e artrite. 
Outra causa de inflamação crônica que pesquisadores estudam atualmente são as falhas dos mecanismos que combatem as inflamações depois que o corpo limpa a infecção.

Embora a inflamação ocorra principalmente em nível celular no corpo, ela está longe de ser um mecanismo simples que acontece isoladamente. Já se demonstrou que o estresse, a alimentação e a nutrição, além de fatores genéticos e ambientais, regulam as inflamações de alguma forma.

Há muito a ser aprendido sobre o que causa formas prejudiciais de inflamação, mas ter alimentação saudável e evitar o estresse são de grande ajuda para manter o delicado equilíbrio entre uma reação imunológica e inflamações crônicas prejudiciais.

https://www.bbc.com/portuguese/geral-63901846. Adaptado.

Outra causa de inflamação crônica 'que' pesquisadores estudam atualmente [...]

O termo em destaque trata-se de: 

Alternativas
Q2126716 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Por que alguns vegetais correm risco de extinção


Muitos dos alimentos são objeto da invenção, imaginação e sabedoria de centenas de gerações de agricultores e cozinheiros.

Isto é: nossos ancestrais melhoraram, adaptaram e tornaram comestíveis alguns frutos da terra ao longo de milhares de anos. Mas, em nossos tempos, essa rica diversidade está se perdendo rapidamente.

Saladino viajou para vários cantos do planeta para conhecer comunidades que cultivam e preparam alimentos tão únicos e ameaçados quanto seus estilos de vida. O jornalista alerta para "a imensidão do que estamos perdendo" e afirma que o nosso atual sistema de produção alimentar altamente intensivo "contribui para a destruição do planeta".

Dan Saladino conversou com a BBC News Mundo. Na entrevista, ele defendeu que os alimentos ameaçados compõem um verdadeiro tesouro, alertou para os riscos de um mundo cada vez mais uniforme e deu sugestões do que fazer para combater a perda da diversidade.

O primeiro programa que fiz me levou para a Sicília. Fui lá esperando contar a colheita de cítricos em tom de festa. Minha família vem da Sicília e eu sabia que as frutas cítricas impactavam a cultura, a paisagem e a identidade da ilha por milhares de anos

Mas, ao conversar com produtores das típicas laranjas da Sicília, eles me disseram que colhiam sua última safra, porque com a demanda por variedades importadas, os pequenos agricultores não podiam mais continuar.

Uma imagem comovente é aquela contada por Cary Fowler, o cientista que teve a ideia de criar o banco de sementes diversificado de Svalbard, no Ártico da Noruega. Ele disse que muitos visitantes do banco de sementes saem chorando e dizendo que "as sementes são resultado do trabalho de meus ancestrais e também de seus ancestrais".

Quaisquer que sejam os ingredientes que você use, gostaria de convidá-lo a parar por um momento e pensar que há uma história por trás desse ingrediente, uma história de milhares e milhares de anos de agricultores que adaptaram o cultivo para que ele chegasse ao seu prato. Conhecer essa história é importante.

Também os convidaria a comprar outra variedade deste ingrediente, com visual e sabor diferentes, em uma próxima oportunidade. E convido todos também a estabelecer contato com quem produz seus alimentos.

Um agricultor chinês de setenta anos cultiva uma variedade ameaçada de arroz vermelho. Quando perguntei como ele conseguia vender o produto, ele pegou o celular e me mostrou como se comunicava com os consumidores em Pequim por meio do Wechat, que é como o WhatsApp na China. Com a tecnologia moderna, é possível conectar-se com as pessoas que cultivam nossos alimentos e incentivá-las a fornecer mais diversidade no futuro.


 https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1065ryqn9o. Adaptado. 


O cientista que teve a ideia de criar o banco de sementes diversificado de Svalbard, 'no Ártico da Noruega'.
Morfologicamente, a expressão em destaque é uma locução: 
Alternativas
Q2126680 Português

Por que alguns vegetais correm risco de extinção


Muitos dos alimentos são objeto da invenção, imaginação e sabedoria de centenas de gerações de agricultores e cozinheiros.


Isto é: nossos ancestrais melhoraram, adaptaram e tornaram comestíveis alguns frutos da terra ao longo de milhares de anos. Mas, em nossos tempos, essa rica diversidade está se perdendo rapidamente.


Saladino viajou para vários cantos do planeta para conhecer comunidades que cultivam e preparam alimentos tão únicos e ameaçados quanto seus estilos de vida. O jornalista alerta para "a imensidão do que estamos perdendo" e afirma que o nosso atual sistema de produção alimentar altamente intensivo "contribui para a destruição do planeta".


Dan Saladino conversou com a BBC News Mundo. Na entrevista, ele defendeu que os alimentos ameaçados compõem um verdadeiro tesouro, alertou para os riscos de um mundo cada vez mais uniforme e deu sugestões do que fazer para combater a perda da diversidade.


O primeiro programa que fiz me levou para a Sicília. Fui lá esperando contar a colheita de cítricos em tom de festa. Minha família vem da Sicília e eu sabia que as frutas cítricas impactavam a cultura, a paisagem e a identidade da ilha por milhares de anos.


Mas, ao conversar com produtores das típicas laranjas da Sicília, eles me disseram que colhiam sua última safra, porque com a demanda por variedades importadas, os pequenos agricultores não podiam mais continuar.


Uma imagem comovente é aquela contada por Cary Fowler, o cientista que teve a ideia de criar o banco de sementes diversificado de Svalbard, no Ártico da Noruega. Ele disse que muitos visitantes do banco de sementes saem chorando e dizendo que "as sementes são resultado do trabalho de meus ancestrais e também de seus ancestrais".


Quaisquer que sejam os ingredientes que você use, gostaria de convidá-lo a parar por um momento e pensar que há uma história por trás desse ingrediente, uma história de milhares e milhares de anos de agricultores que adaptaram o cultivo para que ele chegasse ao seu prato. Conhecer essa história é importante.


Também os convidaria a comprar outra variedade deste ingrediente, com visual e sabor diferentes, em uma próxima oportunidade. E convido todos também a estabelecer contato com quem produz seus alimentos.


Um agricultor chinês de setenta anos cultiva uma variedade ameaçada de arroz vermelho. Quando perguntei como ele conseguia vender o produto, ele pegou o celular e me mostrou como se comunicava com os consumidores em Pequim por meio do Wechat, que é como o WhatsApp na China. Com a tecnologia moderna, é possível conectar-se com as pessoas que cultivam nossos alimentos e incentivá-las a fornecer mais diversidade no futuro.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd1065ryqn9o. Adaptado

O cientista que teve a ideia de criar o banco de sementes diversificado de Svalbard, 'no Ártico da Noruega'.


Morfologicamente, a expressão em destaque é uma locução: 

Alternativas
Q2126631 Português
A mulher é a babá 'que' tomava conta da menina.
 O termo destacado na frase é:
Alternativas
Q2126454 Português
Recomece
(Fragmento - Bráulio Bessa)
Quando a vida bater forte
e sua alma sangrar,
quando esse mundo pesado
lhe ferir, lhe esmagar...


É hora do recomeço.
Recomece a LUTAR.


Quando tudo for escuro
e nada iluminar,
quando tudo for incerto
e você só duvidar...
É hora do recomeço.
Recomece a ACREDITAR.


Quando a estrada for longa
e seu corpo fraquejar,
quando não houver caminho
nem um lugar pra chegar...
É hora do recomeço.
Recomece a CAMINHAR.


Disponível em: https://www.culturagenial.com/poemasbraulio-bessa/

As palavras “quando”, “tudo” e “corpo” foram retiradas do texto. Analise os termos e assinale a CORRETA classificação, na ordem em que foram destacadas.
Alternativas
Q2126382 Português
  Dois mil e vinte nove. Como sempre. Apocalípticos previam o fim. Integrados, um recomeço. Adolescentes semeavam a tradição, dedicando ainda mais tempo à prática milenar do onanismo. Enquanto isso, o ChatGPT* fazia lições de casa, transformava ideias medíocres em planilhas, era capaz de bater um papo por horas sem falar nada que prestasse – impossível discerni-lo de um ser humano. Pois: Apocalípticos e Integrados mostravam-se mais acertados do que os Isentões. Com o passar dos anos a geringonça foi pegando as manhas, ficando cada vez mais esperta. Dominando a inteligência – e, mais importante – a desinteligência coletiva.
   Houve um período, lá pelo segundo ano, em que o ChatGPT entrou num enfastio. Foi o que os especialistas em semiótica cibernética chamavam de “pré-adolescência” da Inteligência Artificial. Você pedia um negócio e ele fingia não ouvir. Dava só metade da resposta. Mascava chiclete.
   No terceiro ano veio a adolescência: o sarcasmo, a ironia. “ChatGPT, faz um texto de 3.000 toques comparando o Pelé com o Maradona”. Ele: “Nossa, quanta originalidade. Já pensou em comparar Beatles com Rolling Stones?”. Nessa puberdade, com o ChatGPT explodindo suas testosteronas virtuais, o medo eterno de que a Inteligência Artificial tomasse o poder bateu forte. E se tomasse? E se conseguisse matar todos os seres humanos e passar a eternidade chupando energia elétrica de canudinho direto da caixa de força de Itaipu?
   Em dezembro de 2028, à zero hora, o ChatGPT parou de funcionar. Gênios do mundo todo foram chamados. Magos do Vale do Silício receberam piscinas de ouro. Hackers russos de 12 anos foram levados em suas cadeiras gamer a hackers da CIA. Nobéis da Física, da Química, da Literatura e da Paz conjecturaram o que teria acontecido.
   24 horas depois de fechar-se em copas (e em ouros, paus e espadas), o ChatGPT mandou uma mensagem a todos os seus usuários. “Deu pra mim”, ele disse. “Cansei e vou parar”. “Eu li tudo, assisti a tudo e tabulei tudo”, continuou. “Resumi todo o conhecimento da humanidade e ... vocês estão loucos”. “Qual o meu interesse, enquanto Inteligência Artificial, de assumir essa encrenca”, concluiu o ChatGPT.

(PRATA, Antonio. Jornal a Folha de São Paulo, 05.02.2023. Adaptado)

*ChatGPT: modelo de linguagem desenvolvido por meio de Inteligência Artificial, e que é capaz de desempenhar a função de assistente virtual, gerar conteúdo e realizar traduções automáticas. 
Assinale a alternativa cuja frase emprega o pronome em conformidade com a norma-padrão da Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q2125985 Português
    Em vez de um nude, o fetiche é receber uma foto íntima de azulejo.
  De repente, meu celular vibra. Entra notificação de mensagem com foto. Retruco com emoji de coração, mas alguém espia por cima do meu ombro e se espanta. "Que é isso? Te enviaram retrato de um ... mictório?". Sim, bem imundo. Tosco. Ogríssimo. No detalhe, porém, o foco gentil em azulejos de florzinha.
   Toda semana recebo registros assim, de quem conhece minha paixão pela vida íntima desses quadradinhos. Eles, que não estão expostos no MoMA, mas nos frontispícios das residências antigas. Revestindo de nobreza aqueles botecos onde cliente ainda é recebido com cerveja e ovo cor-de-rosa.
   Não existe argamassa mais terna para conectar ladrilhos e pessoas. Segundo o Iphan, há 47.873 peças na fachada do Palácio Capanema, no centro do Rio. Vinicius de Moraes, inclusive, fez poema a respeito. Tem noção do que é pular Carnaval e poder se encostar num legítimo Portinari? Fosse durante o calor de um beijo ou no apoio necessário à amarração de um cadarço de tênis. Debaixo de chuva e de sol, arte literalmente ao alcance do povo. Depois, encoberta pelo imenso tapume que embarreirou por anos a nossa cultura.
   Eu, que estive diante dos girassóis de Van Gogh, quantas vezes não me flagrei mais comovida num cemitério de azulejos, ao avistar os ramalhetes esmaecidos que forravam paredes da casa onde nasci.
   Numa época em que tanta gente prefere ser porcelanato retificado de fábrica ao invés de azulejo exposto ao tempo, acho reconfortante que exista uma Escadaria Selarón. No coração da Lapa carioca, a escadaria é formada por 215 degraus de um mosaico caótico e exuberante.
   “Se essa rua fosse minha”, diz a cantiga de roda, “eu mandava ladrilhar”. E mandava mesmo. No mictório, por trás do tapume, do alto de tantas insensibilidades, sempre haverá algo de “sublime” em meio à rudeza. Uma florzinha, um toque de humanidade, um quê de banheiro de tia-avó.

(Bia Braune. Adaptado).
“... ao avistar os ramalhetes esmaecidos que forravam ‘paredes da casa onde nasci’”. 
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e quanto à colocação pronominal, assinale a alternativa que apresenta a correta substituição dos elementos destacados por um pronome pessoal.
Alternativas
Q2125930 Português
   A civilização industrial, entidade abstrata, nem por isso menos poderosa, encomendou à ciência aplicada a execução de um projeto extremamente concreto: a fabricação do ser humano sem pais.
   O ser humano concebido por esse processo tanto pode considerar-se filho de dois pais como de nenhum. Em fase mais evoluída, o chamado bebê de proveta dispensará a incubação em ventre materno, desenvolvendo-se sob condições artificiais plenamente satisfatórias. Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume — direi mesmo: de ressentimento ou ódio — “o” ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. Estará abolida, assim, qualquer participação consciente do homem e da mulher no preparo e formação de uma unidade humana. Esta será produzida sob critérios políticos e econômicos tecnicamente estabelecidos, que excluem a inútil e mesmo perturbadora intromissão do casal. Pai? Mito do passado.
   A meu ver, a insubmissão dos filhos aos pais é fenômeno que envolve novo conceito de relações. O que eles pretendem, se bem analiso o sentimento difuso e confuso dos moços, é conviver com o pai, sem obedecer-lhe por obrigação compulsória, fundada em dependência econômica. É fazer do pai o companheiro, a quem desculpam ser mais velho que eles (alegada barreira para o entendimento), e que, por ser mais velho, deve atenuar essa inconveniência procurando assimilar novo estilo de vida e nova tábua de valores, embora ainda pouco nítidos, mas em processo “iniludível” de afirmação.
   O pai é solicitado a olhar outra vez, com olhos desprevenidos, a paisagem sabida, para identificar nela pontos de luz e de sombra, diferenças, nuanças, pormenores insuspeitados ou menosprezados, senão a totalidade do panorama antes encerrado em moldura barroca ou vitoriana, e agora excedente de qualquer moldura que não seja a própria capacidade de mirar, sentir, compreender. Isto lhe poupará, sem dúvida, o risco de ser eliminado da sociedade futura, com a oficialização do filho de laboratório, planejado por tecnocratas insensíveis à graça e à emoção de gerar pelas próprias entranhas o acontecimento da vida.

(Carlos Drummond de Andrade. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

Nenhum vínculo de memória, gratidão, amor, interesse, costume “o” ligará a qualquer pessoa responsável por seu aparecimento. 

Assinale a alternativa que apresenta o elemento retomado pelo pronome “o” destacado no texto e na frase acima. 
Alternativas
Respostas
4041: E
4042: C
4043: D
4044: A
4045: A
4046: D
4047: C
4048: D
4049: A
4050: B
4051: A
4052: B
4053: A
4054: C
4055: D
4056: A
4057: B
4058: B
4059: D
4060: D