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Questões de Concurso Comentadas sobre morfologia - pronomes em português

Questões Discursivas

Foram encontradas 10.466 questões

Q4042754 Português

TEXTO 1



Em tempos de fórmulas, roteiros e dicas demais sobre como conquistar alguém, vou na direção contrária e evito qualquer coisa que pregue joguinhos, métodos baseados em frieza e desinteresse, chá de sumiço e essa baboseira toda.


Sou dos que simplificam tudo, mesmo as relações humanas sendo tão complexas.


Digo com todas as letras o que sinto.


Demonstro com todas as atitudes necessárias.


Mostro, comprovo, deixo completamente entendido.


Vai soar emocionado demais? Não ligo.


Vai parecer que sou fraco e vão tentar se aproveitar do que sinto?


Amadureci o bastante para saber identificar sinais e me proteger.


Vão fugir de mim, porque, hoje em dia, muita gente não sabe lidar com essa coragem? Livramento meu.


Ou vivo algo bacana, ou me poupo de viver algo que não vai me trazer o que mereço.


Ser fiel àquilo que sou é sempre um excelente jeito de resolver as coisas. Recomendo.


Fernandes, Victor. Pra você que é emocionado. São Paulo: Planeta do Brasil, 2024. 

No período “Demonstro com todas as atitudes necessárias.”, as palavras “todas”, “atitudes” e “necessárias” são, respectivamente:
Alternativas
Q4042634 Português
 Leia o trecho a seguir, adaptado de um texto jornalístico sobre tecnologia educacional:

During a conference on education, a researcher said, “Teachers need to guide students in the responsible use of artificial intelligence.” Later, the researcher added that teachers should understand its limitations as well as its benefits.

Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir.

I. No primeiro período, a fala do pesquisador é apresentada em discurso direto.
II. No segundo período, a informação é apresentada em discurso indireto, introduzida pela conjunção that.
III. O pronome its estabelece referência contextual ao termo artificial intelligence.
IV. A repetição lexical de the researcher e teachers contribui para a clareza da referência textual.
V. A expressão that teachers should understand its limitations constitui uma oração subordinada que integra o discurso indireto.

Após análise, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Q4042394 Português
Assinale a alternativa que indica a combinação da forma verbal no infinitivo seguida de pronome obliquo enclítico que NÃO deva ser acentuada.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: LEGALLE Concursos Órgão: Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS Provas: LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Arquiteto | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Assessor de Imprensa | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Assistente Social | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Bibliotecário | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Biólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Bioquímico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Contador | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Enfermeiro | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Engenheiro Agrônomo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Engenheiro Eletricista | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Fisioterapeuta | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Instrutor de Educação Física | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Médico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Médico Veterinário | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Nutricionista | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Procurador Jurídico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Psicólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Odontólogo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Terapeuta Ocupacional |
Q4042210 Português

A conduta no Serviço Público


A conduta ética do servidor público não é apenas uma questão de comportar-se de acordo com o que é permitido. O essencial da conduta é a orientação interna que ele dá a suas ações: a motivação, o esmero. o gosto com que realiza seu ofício para cumprir seus deveres ou para fazer mais do que a função lhe prescreve. 


Há certos aspectos do serviço público que não se medem pelo simples cumprimento exterior das normas, mas pela qualidade com que as regras são observadas. Quantas vezes nossas leis são cumpridas "na letra" mas não no seu "espírito"? A conduta, portanto, leva em conta a escolha consciente do agente.


Porém, não se trata de qualquer regra ou procedimento. Na verdade, devemos estar atentos a dois tipos diferentes de regras de conduta.


As regras imperativas são regras que simplesmente proíbem ou ordenam, pressupondo que o sujeito saiba Íazer o que se ordena e conheça as condutas proibidas. 


Já as regras constitutivas são regras que instruem as pessoas afazer algo. Elas orientam o sujeito ético a realizar ou construir o que se deseja. Como toda regra, elas limitam o leque de coisas que poderiam ser feitas. Contudo, ao contrário das regras imperativas, as regras constitutivas mais orientam a ação do indivíduo do que a ordenam ou a proíbem.


Ao passo que o serviço público envolve relacionamentos humanos que podem se chocar com nossos gostos e preferências pessoais - políticas, ideológicas, religiosas ou o que for. Às vezes simpatizamos muito com certas pessoas e detestamos outras, apoiamos um partido ou corrente política e não outra, essa igreja e não aquela etc. É claro que o exercício correto de qualquer ofício não pode deixar que esses gostos e preferências interfiram no que deve ser feito. 


O Estado é a instituição de mais alto poder na sociedade e suas decisões afetam profundamente a vida dos cidadãos. É por isso que, para o Estado, convergem forças que representam interesses diversos e conflitantes da comunidade. Além disso, o Estado reclama para si o monopólio de certas atividades e decisões as quais acarretam, na maioria das vezes, o embate de setores sociais com interesses divergentes. 


O Servidor público, em maior ou menor escala, com frequência depara-se com o problema da condução correta dessas pressões e conflitos. Não há por certo receitas prontas nesse caso. Mas há, sim, uma postura geral que deve ser observada com zelo. 


Essa postura é o decoro. O decoro compreende não apenas a retidão de uma ação, mas também a visão que a sociedade tem dessa ação como sendo correta.



Adaptado do Curso de "Ética e Serviço Público" da Escola Nacional de Administração Pública. Brasília, 2016.


Ao avaliar a sintaxe do pronome relativo no retângulo em destaque no sétimo parágrafo e suas implicações de sentido, conclui-se que: 
Alternativas
Q4041783 Português

Para responder à questão, leia a crônica abaixo.


Quem deve ser condenado por nossos vícios?


        Comemoro e aplaudo a decisão do tribunal americano de responsabilizar a Meta e o Google por danos à saúde mental de uma jovem. Não absolvo as big techs. Mas nem tudo e culpa delas. Kaley começou a usar o Youtube aos 6 anos para assistir a videos sobre brilho labial. Aos 9 driblou o bloqueio ativado pela mãe para entrar no Instagram.


        O uso constante das redes afetou sua autoestima. E a isolou, em vez de estimular o convívio social. Ela postou centenas de fotos e desenvolveu dismorfia corporal, uma doença mental. A menina passa a ter preocupação obsessiva com a aparência. Acredita ser feia. Distorce sua imagem. Olha no espelho toda hora. Sofre. Quantas meninas se parecem com Kaley?


        Essa condenação inedita salvará vidas de crianças e adolescentes ansiosos e deprimidos? A decisão abre um precedente. Otimistas acreditam que as big techs, para evitar multas e indenizações, mudarão o desenho das plataformas, os conteúdos e os algoritmos que liberam dopamina. Não acredito que tv4eta e Google façam autocrítica e privilegiem as crianças, em vez dos lucros estratosféricos.


        Não é tudo culpa das big techs. A sociedade precisa acordar. Pode ter faltado conversa e atenção na casa da Kaley. E isso e compreensível. É muito difícil, para pais que trabalham fora, manter esse controle diário. Melhor nem ter YouTube na TV, porque ate o infantil tem desenhos e games estúpidos, violentos e viciantes. Um horror.


        Mas o vício e proprio do ser humano. Tenho amiga viciada em Coca-Cola. Em caÍe. Chocolate. Em cigarro. Jovens se viciam em vape. Já fui viciada em Rivotril e, depois, Frontal, livrei-me com oleo de cannabis. Há os alcoolatras, mais e menos assumidos. Os workaholícs. As drogas pesadas. E o vício da moda, canetas emagrecedoras. Vícios são tambem nossas escolhas.


        Falta, no caso das redes sociais, a consciência de que podem causar ansiedade, depressão e morte. Falta a Justiça se impor. Faltam os alertas oficiais do Ministério da Saúde, como no cigarro. Redes agem em nós como drogas. Está claro que a rolagem (scroll) infinita, a reprodução automática de vídeos, as notificações e os líkes criam dependência. Uso compulsivo. E tedio.


        Quantas vezes somos sugados pela rolagem de bobagens e paramos de escutar tudo a nossa volta, presos numa bolha? A interação humana tornou-se um desafio. Infinitamente mais com crianças. Sabemos que a competição com as redes e desleal. Filhos e netos escapam para o celular ou o iPad sempre que podem.


        Então. As big techs precisam mesmo ser responsabilizadas por negligência e crueldade com as crianças. São predadoras e gananciosas sim. Os executivos premeditaram. Conheciam os eíeitos negativos de seus produtos. Mas todo empresário cobiça produzir algo que vicie o consumidor. Quanto se Íalou da formula da CocaCola? A primeira versão tinha cocaína. Hoje, açúcar e cafeína.


        O que distingue remedio de droga e a quantidade. Overdose de um bom remedio pode matar. Esse criterio e objetivo: o tempo nas redes, É preciso estar no controle e não ser controlado. So adulto consegue - e nem todos. Outro critério, mais subjetivo, e identificar o conteúdo nocivo, o irrelevante e o construtivo. Gosto muito do meu feed.


        Kaley está com 20 anos e vai ganhar l.JS$ 3 milhôes de indenização - caso o recurso das big techs seja negado pela Justiça. O TikTok e o Snapchat fizeram acordos extrajudiciais. As multas são merreca para a lv'leta e o Google. As mães que perderam filhos apos bullyings virtuais comemoram a condenação. O caminho é pedregoso.


        Uma alegação de Kaley era que ficava no Instagram até pegar no sono. Você faz isso? Conhece alguma criança assim? Eu uso um app de relaxamento e meditação: o Calm. Também é um (bom) vício.


Autora: Ruth de Aquino

Analise as partes que seguem:
(1ª parte): No trecho Não absolvo as big techs- Mas nem tudo é culpa delas, o pronome pessoal desse trecho desempenha uma nítída função anafórica, substiturndo e retomando estritamente o antecedente composto pelas corporações de tecnologia do parágrafo. (2ª parte): No fragmento Ela postou centenas de fotos e desenvolveu dismorfia corporal, o pronome pessoal sublinhado atua como um forte elemento catafórico, antecipando para o leitor um nome novo que será revelado apenas futuramente no último período.
Acerca das partes, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4041532 Português
Tratando-se de colocação pronominal, leia os itens e assinale a alternativa correta.
I- Os pronomes átonos o, a, os, as, lhe, lhes, me, te, se, nos, vos apoiam-se na tonicidade de outra palavra. No tocante ao verbo, eles podem ser enclíticos, proclíticos e mesoclíticos.
II- Em geral, ocorre a ênclise, quando o verbo está no início da frase, no imperativo afirmativo, no gerúndio, no infinitivo impessoal.
III- Ocorre a próclise quando, antes do verbo, vier uma palavra que atraia o pronome, como: palavras de sentido negativo, pronome indefinido, advérbio, conjunção subordinativa, pronome relativo, palavras interrogativas ou exclamativas.
IV- Há mesóclise com o verbo no futuro do presente ou no futuro do pretérito. Quando houver palavra que atraia o pronome antes do verbo, deverá ser dada preferência à próclise. 
Alternativas
Q4040592 Português

A finalidade da sociedade e o bem comum

Por Gazeta do Povo

(Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando isoladamente as frases apresentadas e a correta substituição de termos por pronomes, analise as assertivas a seguir, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) Na frase “como critério para avaliar o bem comum”, o termo sublinhado poderia ser substituído por “lo”, desde que o verbo “avaliar” assumisse a forma “avaliá-”.
( ) Na frase “como defendem os utilitaristas”, o termo sublinhado poderia ser substituído por “los”, mantendo-se a mesma forma do verbo “defendem”.
( ) Na frase “na miséria que impede suas vítimas”, o termo sublinhado poderia ser substituído por “nas”, desde que o verbo “impede” assumisse a forma “impedem”.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4040590 Português

A finalidade da sociedade e o bem comum

Por Gazeta do Povo

(Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao – texto adaptado especialmente para esta prova).

Para responder à questão, considere a seguinte frase:
“Essa mentalidade justificaria até desrespeitos aos direitos básicos de alguns, se isso viesse a beneficiar um grupo maior”.

Em relação aos pronomes “Essa” e “isso”, analise as assertivas a seguir:

I. Ambos têm o mesmo referente.
II. O primeiro é um pronome adjetivo, visto que acompanha um substantivo.
III. O segundo é um pronome substantivo, visto que retoma um termo que o antecede.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4040577 Português

A finalidade da sociedade e o bem comum

Por Gazeta do Povo

(Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao – texto adaptado especialmente para esta prova).

No trecho retirado do texto “E, infelizmente, são muitas as circunstâncias que dificultam o desenvolvimento integral de cada pessoa”, as palavras sublinhadas classificam-se, morfológica e respectivamente, como:
Alternativas
Q4040530 Português

Vale a pena competir tanto?


O progresso e resultado do esforço coletivo. Na inercia, nada se cria. É preciso determinar-se a fazer algo, ernper-rhando vasta energia com finalidades definidas. Assim caminha a humanidade. É uma ideia cara aos positivistas, por lerem a realidade como uma eterna luta para ultrapassar o que nos satisfaz hoje. Sem isso, convenhamos, as maiores conquistas ficariam apenas no papel, mero plano teorico acalentado por seres empenhados em transformar o seu entorno. Mas, devagar com o andor.


Considero-me herdeiro do iluminismo, empenhado em questionar as crenÇas, substituindo-as pela razão. Admiro a ciência, a medicina e, em boa medida, o mundo virtual. Atraves deles damos saltos que nos colocam cada vez mais na dianteira, em busca de melhor qualidade de vida. Porem, analisando certos comportamentos obsessivos, acredito estarmos errando na dose. Tenho muitos amigos empreendedores e os vejo em estado permanente de cansaço. Participam de maratonas diárias, precisando provar a si (e aos demais) terem se superado. Esta palavra tem nos afastado da serenidade, como os grandes sábios a entendem.


É um projeto tentador, reconheço. O ego é alimentado, a vaidade agradece e a ansiedade também. Um Rivotril mascara a situação e, afinal, amanhã será outro dia. Não paramos. Para ilustrar, trago o exemplo de um empresário que me contou ter criado a "Sala da descompressão". Quando algum funcionário, ou ele mesmo, se percebem no limite, param tudo, vão até o local acusticamente isolado e gritam para aliviar a tensão. O reduto é bastante Írequentado, disse-me. Provavelmente eu seria um candidato, se estivesse neste universo de demandas sem fim. Aqui, do lado de cá, ponho-me a refletir sobre a necessidade de estabelecer freios na ambição. 


Gastamos bons anos fazendo pouquíssimo investimento em nós. Perda de tempo, dirão os comprometidos em aumentar o seu capital. Convém dedicar-se a aplicações de ordem financeira. Mas é difícil ignorar o preço a se pagar por essas escolhas. Tem-se a impressão de ser desnecessário criar novos combates a toda hora. No entanto, precisamos nos debruçar sobre o obvio, o que está sob os olhos e deixamos de ver.


O primeiro passo é a mudança de pensamento. Depois, mãos à obra.


Continuo otimista e vejo ótimas possibilidades no horizonte. Viver como se fôssemos eternos, postergando o desejado descanso, e uma escolha ruim. Alguns movimentos tomam vulto, consequência de uma lúcida avaliação de para onde nos direcionamos. Ninguém sugere uma parada total, só a desaceleração. Se a fome e a sede já estão saciadas, sentemo-nos sob a sombra de uma árvore. Você se proporia a isso? 


Adaptado de. hfips./ / gauchazh.clicrbs.com.brlpionei rolcolu n istas/g i lmar' marci I iolnoticia / 2026 /03 /v ale-a- pena - competir'tanto - cmmp4e7vn02cA01 3dwjzfk5d8 html

 A coesão textual recorre a pronomes relativos para ligar ideias. Acerca disso, considere a adaptação: "A Sala da descompressão, _________ acústica é isolada, recebe os funcionários _________ limites foram ultrapassados, no momento __________ ocorre o estresse." 


Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas: 

Alternativas
Q4040149 Português
O pronome oblíquo átono pode ser colocado antes, depois ou no meio do verbo. Assim, de acordo com a sua posição, marque a alternativa, onde temos uma próclise.
Alternativas
Q4040136 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



O passado português do estreito de Ormuz, no centro das atenções pela guerra no Irã


Em uma crônica do século XVI, o historiador português João de Barros descreveu Ormuz como uma cidade localizada quase na entrada do estreito do mar da Pérsia. Segundo ele, tratava-se de uma ilha árida, rica em sal e enxofre, onde não crescia vegetação. Ainda assim, destacava-se pela imponência de seus edifícios e pela intensa atividade comercial, funcionando como ponto de encontro de mercadorias vindas do Oriente e do Ocidente. Mesmo sem produzir riquezas naturais, a cidade prosperava por meio do comércio, sendo comparada a uma joia valiosa em meio ao mundo.


Atualmente, em evidência por questões geopolíticas envolvendo conflitos no Oriente Médio, o estreito de Ormuz já integrou o conjunto de territórios conquistados por Portugal durante o período das Grandes Navegações. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, a presença portuguesa na região teve caráter predominantemente estratégico. Os portugueses estabeleceram uma fortaleza e utilizaram a cidade situada na ilha de Gerum como ponto de apoio para embarcações que percorriam as rotas comerciais do Oceano Índico.


Apesar das condições naturais adversas, a localização privilegiada de Ormuz favoreceu o surgimento de uma cidade cosmopolita, essencial para a navegação de cabotagem, prática comum na época, que exigia paradas frequentes para abastecimento e comércio. A principal marca da presença portuguesa é o Forte de Nossa Senhora da Conceição, inaugurado em 1515, cujas ruínas permanecem preservadas como patrimônio histórico.


A relevância de Ormuz, no entanto, é muito anterior à chegada dos portugueses. Registros indicam sua importância comercial desde pelo menos o século II. Inicialmente situada no interior do império persa, a cidade foi posteriormente transferida para a ilha de Gerum após sucessivos ataques, o que fortaleceu ainda mais sua posição estratégica. A partir daí, consolidou-se como centro de circulação de rotas comerciais que conectavam diversas regiões da Ásia e da Europa.


O interesse português pela região intensificou-se após a expedição de Vasco da Gama, que evidenciou a importância de Ormuz como elo entre rotas marítimas e caravanas terrestres. A cidade exercia domínio sobre áreas costeiras e ilhas do Golfo Pérsico, além de manter um comércio diversificado, com destaque para a exportação de cavalos à Índia, produto de grande valor estratégico. Também eram negociados itens como pérolas, especiarias, metais e tecidos, enquanto importavam-se alimentos e produtos aromáticos.


O domínio português foi consolidado a partir das ações de Afonso de Albuquerque, que, em 1507, iniciou a conquista da região. Após acordos e conflitos, a presença lusitana se firmou em 1515, quando a cidade foi definitivamente submetida. Ormuz passou a integrar o sistema comercial português, funcionando como elo entre as rotas do Oriente e os mercados ocidentais, além de permitir o controle e a tributação das mercadorias que circulavam pelo estreito.


Esse domínio, entretanto, não foi permanente. A posição estratégica da região a tornou alvo de disputas constantes, especialmente por parte do Império Otomano e, posteriormente, de forças persas com apoio inglês. Em 1622, após meses de cerco, as tropas portuguesas foram derrotadas e expulsas, encerrando sua presença no Golfo Pérsico.


Assim, a história de Ormuz revela a importância geopolítica e comercial do estreito ao longo dos séculos, destacando-se como ponto central nas disputas por controle das rotas entre Oriente e Ocidente.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cedz755qj05o.adaptado.

Atualmente, em evidência por questões geopolíticas envolvendo "conflitos" no Oriente Médio, o estreito de Ormuz já integrou "o conjunto de territórios conquistados por Portugal" durante o período das Grandes Navegações.


Assinale a alternativa CORRETA quanto à substituição por pronomes oblíquos átonos, mantendo a correção gramatical. 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: LEGALLE Concursos Órgão: Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS Provas: LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Agente Administrativo | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Acompanhante Terapêutico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Almoxarife | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Secretário de Escola | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Soldador | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Técnico Agrícola | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Técnico de Suporte de TI | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Técnico em Contabilidade | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Técnico em Enfermagem | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Torneiro Mecânico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Fiscal Ambiental | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Fiscal de Obras | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Mecânico | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Auxiliar em Saúde Bucal | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Desenhista | LEGALLE Concursos - 2026 - Prefeitura de São Lourenço do Sul - RS - Eletricista Predial/Iluminação Pública |
Q4039404 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Desigualdades de gênero no serviço público


   Em 1950, a população economicamente ativa (PEA) feminina era de 13,6%; em 1970, alcançou 18,5%; em 1991, 32,9%; em 2000, 44,1%; e em 2010, 48,9% (Censos Demográficos/IBGE).


   Contudo, essa incorporação não significou a construção da igualdade plena entre homens e mulheres no mundo do trabalho. Embora tenham, em média, mais anos de estudos, maiores taxas de alfabetização e de frequência líquida escolar no ensino superior, e sejam 61 ,2% de concluintes, as mulheres apresentam uma taxa de desocupação quase 80% superior à masculina. Ou seja, mesmo com maior escolaridade, elas ainda encontram maior dificuldade de inserção no mercado de trabalho em relação aos homens.


   Osdesempenhados socialmente por mulheres e homens advêm de uma construção que intervém negativamente na qualidade de vida da mulher. Desde criança, a sociedade ensina que existem funções e posturas distintas entre mulheres e homens, em que aquelas desempenham uma atitude de subordinação e submissão perante esses.


   O grande problema disso é que se dissemina na sociedade uma visão estereotipada do feminino e do masculino, que gera consequências gravíssimas, opressivas e . O fato de as mulheres, mesmo com iguais ou superiores índices de escolaridade, apresentarem menores taxas de ocupação e perceberem menores rendimentos demonstra que a desigualdade entre mulheres e homens na inserção no mercado de trabalho pode ser apenas atribuída a fatores discriminatórios e culturais que organizam a vida social.


   Com a entrada massiva das mulheres no mercado de trabalho, essa divisão pouco se alterou. Muitas mulheres acumulam o trabalho reprodutivo com o trabalho produtivo, o que implica maior dificuldade de ascensão nas carreiras profissionais. Pesquisas com base em dados  concluem que, considerando as horas gastas no trabalho principal e nos afazeres domésticos, as mulheres ocupadas trabalham semanalmente cinco horas a mais que os homens.


   Uma vez que as tarefas domésticas e de cuidados (de crianças, de idosos e de doentes) permanecem sendo atribuição majoritariamente feminina, muitas mulheres não ingressam ou não permanecem no mercado de trabalho, o que explica a menor taxa de atividade feminina em relação à masculina (64,2% contra 86,2%).


   Para as mulheres, a divisão sexual do trabalho impede  o exercício satisfatório de outras atividades, como educação, participação em associações e partidos, lazer, esporte e cuidado de si. A possibilidade de uma rotina profissional conjugada aos afazeres torna menor o tempo livre das mulheres para a participação Já que as mulheres são socializadas para o mundo do privado em detrimento da autonomia e da busca dos próprios desejos, lançar-se em uma área considerada masculina. como a política por exemplo pode trazer problemas de conciliação entre funções que socialmente se espera que elas desempenhem.


   A discussão sobre a participação efetiva das mulheres nas diversas esferas de poder não deve ocorrer apenas do ponto de vista de um direito enquanto cidadãs. Ao contrário, a ampliação da inserção das mulheres é um dever do Estado, um ato que contribui para o fortalecimento da democracia brasileira. A diminuta representação e a restrita atuação feminina nesses espaços enfraquecem o sistema democrático.


Fonte: Adaptado do Artigo de Camila Firmino e Filipe da Silva.

Desigualdades de gênero no serviço público... - Brasília: Enap, 2015.

No trecho em itálico no fim do terceiro parágrafo, os pronomes demonstrativos destacados cumprem papel coesivo anafórico na progressão do texto. Avaliando esse uso, é CORRETO afirmar que
Alternativas
Q4039127 Português
Leia a letra da música a seguir para responder à questão. 


Música de Erasmo Carlos


Escrevo-te estas mal traçadas linhas meu amor
Porque veio a saudade visitar meu coração


Espero que desculpes os meus erros por favor
Nas frases desta [...] que é uma prova de afeição


Talvez tu não a leias
Mas, quem sabe até darás
Resposta imediata me chamando de meu bem
Porém o que importa é confessar-te uma vez
mais
Não sei amar na vida mais ninguém


Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor de rosa que eu sonhava


E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver
Um ano sem te amar


Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes só entusiasmo


E para terminar
Amor assinarei
Do sempre sempre teu


Tanto tempo faz
Que li no teu olhar
A vida cor de rosa que eu sonhava


E guardo a impressão
De que já vi passar
Um ano sem te ver Um ano sem te amar


Ao me apaixonar
Por ti não reparei
Que tu tivestes só entusiasmo


E para terminar
Amor assinarei
Do sempre sempre teu
Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Porque veio a saudade visitar meu coração
Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Porque veio a saudade visitar meu coração


Escrevo-te estas mal traçadas linhas
Espero que desculpe os meus erros por favor
Meu amor
Meu amor


Disponível em: https://www.cifraclub.com.br/erasmo-carlos/ [adaptado]
Morfossintaticamente, os termos em destaque, nos versos “Tanto tempo faz\ Que li no teu olhar\ A vida cor de rosa que eu sonhava”, classificam-se, quanto a sua forma e função no texto, na ordem em que aparecem, como: 
Alternativas
Q4038281 Português
Na charge, o exausto cérebro dirige-se ao profissional utilizando de forma destacada a palavra DOUTOR. Diante disso, avalie as afirmações propostas a seguir sobre a classificação e o emprego de pronomes na Língua Portuguesa:

I. O vocábulo DOUTOR é frequentemente empregado nas relações sociais como um forte pronome de tratamento para demonstrar o respeito profissional, evidenciando o nível de formalidade no consultório retratado na charge.
II. A gramática determina que os pronomes de tratamento de alto rigor, como Vossa Excelência e Vossa Senhoria, exigem que a concordância do verbo seja feita obrigatoriamente na segunda pessoa do plural.
III. Na expressão ESTÁ ACABANDO COMIGO, a palavra sublinhada classifica-se morfologicamente como um pronome pessoal oblíquo, pertencente estritamente à primeira pessoa do discurso.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4037542 Português

Exportação de pulses cresce 30% em 2025


Setor faturou US$ 448,1 milhões no período, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, reforçando sua relevância no comércio exterior


As exportações brasileiras de pulses registraram crescimento de 30% em 2025 na comparação com 2024 e alcançaram faturamento de US$ 448,1 milhões, conforme dados divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O desempenho reforça a relevância do segmento no comércio exterior e evidencia a demanda internacional pelos produtos brasileiros.


Os feijões secos lideraram a pauta exportadora e res ponderam por mais de 98% do valor total embarcado ao longo do ano. Na sequência, apareceram as ervilhas preparadas ou conservadas, com receita de US$ 3,9 milhões, e os feijões preparados ou conservados, que somaram US$ 859,9 mil.


No campo produtivo, a Companhia Nacional de Abas tecimento (Conab) projeta que o feijão seguirá como a principal pulse cultivada no país na safra 2025/26. A estimativa aponta produção superior a 3 milhões de toneladas, avanço de 0,5% frente ao ciclo anterior, indicando estabilidade com leve tendência de cresci mento na oferta nacional.


Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, as pulses têm papel relevante na alimentação e na nutrição dos brasileiros, especialmente o feijão, alimento presente de forma recorrente nas refeições do país. Ele destacou que o governo atua para incentivar a produção por meio de políticas públicas e ações voltadas aos produtores rurais.


Para acessar o mercado internacional, os estabeleci mentos envolvidos na elaboração, beneficiamento, processamento, industrialização, fracionamento, armazenamento ou transporte de produtos vegetais destinados ao consumo humano precisam atender aos requisitos higiênico-sanitários definidos pela Instrução Normativa nº 23/2020. Em casos específicos, o Mapa também pode fiscalizar o cumprimento das exigências sanitárias impostas pelos países importadores.


Outro requisito essencial é a emissão do Certificado Sanitário Internacional de Produtos de Origem Vegetal (CSIV), documento que atesta o atendimento às exigências sanitárias dos destinos compradores, conforme acordos firmados e comunicações oficiais.


A Secretaria de Defesa Agropecuária (SDA/Mapa) é responsável por acompanhar as atividades de fiscalização e inspeção higiênico-sanitária e tecnológica dos produtos vegetais exportados sempre que houver exigência de certificação.


O órgão também realiza ações em estabelecimentos comerciais e unidades de beneficiamento e empacotamento, com coleta de amostras para classificação fiscal e verificação da conformidade com os padrões oficiais.


Entre os produtos mais frequentemente inspecionados estão o feijão-de-corda e o feijão-comum. O processo busca assegurar padronização, qualidade e rastreabilidade, além de garantir proteção ao consumidor por meio do fornecimento de alimentos seguros, corretamente rotulados e em conformidade com as normas sanitárias.


Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/agro/ exportacao-de-pulses-cresce-30-em-2025/


No trecho abaixo retirado do Texto:

“Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, as pulses têm papel relevante na alimentação e na nutrição dos brasileiros. […] Ele destacou que o governo atua para incentivar a produção […]”.

O pronome “Ele” exerce a função de:
Alternativas
Q4036896 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


        Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia* jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto de farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.


(Graciliano Ramos, Vidas secas)



* Baleia: a cachorra da família.

Assinale a alternativa em que a frase atende à norma-padrão de colocação pronominal. 
Alternativas
Q4031927 Português
“Chamo, pois, de coesão referencial aquela em que um componente da superfície do texto faz remissão a outro(s) elemento(s) nela presentes ou inferíveis a partir do universo textual. Ao primeiro denomino forma referencial ou remissiva e ao segundo, elemento de referência ou referente textual” (Koch, 2010). Considerando o trecho apresentado, assinale a alternativa que NÃO apresenta um grupo de palavras que possam ser consideradas formas remissivas ou referenciais.
Alternativas
Q4030515 Português

Para responder à questão, Ieia o texto abaixo.



Da renda à ciência, desigualdade racial segue

moldando o Brasil


    Neste 21 de março, Dia Internacional contra a Discriminação Racial, olhar para a desigualdade no Brasil é, inevitavelmente, olhar para o que persiste. Não apenas nos indicadores, mas nas estruturas que atravessam o tempo e organizam silenciosamente a vida social. Como resume o economista Mário Theodoro - ex-pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (lpea) e uma das principais referências no tema -, " a pobreza, a miséria e, principalmente, a desigualdade são fenômenos que remontam à própria criação do Brasil e têm raízes na questão racial".


    Os dados mais recentes do Ipea não deixam espaço para dúvida: mesmo diante de avanços importantes nas políticas públicas, a desigualdade racial permanece como uma presença constante. Ela não se limita a um campo específico ― infiltra-se na renda, atravessa o acesso a serviços, delimita trajetórias e chega, inclusive, à forma como o país produz e organiza seus próprios dados.


    Mais do que um desvio ou uma exceção, trata-se de um padrão que se repete. Uma engrenagem que se ajusta ao tempo, mas não se desfaz, e que segue desafiando tanto a ação do Estado quanto a capacidade de compreender, em profundidade, o Brasil que se constrói todos os dias.


    O estudo Desigualdade de raça e gênero e impactos distributivos dos gastos públicos com saúde e educação no Brasil mostra que as políticas públicas têm, sim, potência transformadora. Ao incorporar serviços de saúde e educação ao cálculo da renda ampliada, a desigualdade diminui de forma expressiva - o índice de Theil (medida estatística de desigualdade econômica e concentração de renda) recua de 0,62 para 0,38, sinalizando o efeito redistributivo do Estado.


    Mas há camadas que resistem.


    Entre 11% e 12% da desigualdade total ainda se explica por fatores como raça e gênero, revelando que essas dimensões continuam a organizar o acesso a oportunidades. Mesmo quando o Estado atua, as marcas da desigualdade não desaparecem por completo - elas se reconfiguram.


    Essa distância se amplia quando se observa o gasto privado: entre as famílias de maior renda no país, por exemplo, as chefiadas por homens brancos chegam a investir em saúde até 150% do que é gasto por famílias negras. Em um mesmo país, convivem realidades profundamente distintas, separadas por barreiras que nem sempre são visíveis, mas são persistentemente eficazes. 


    E quando raça e gênero se cruzam, o cenário se torna ainda mais complexo. As desigualdades não apenas se somam - elas se aprofundam, revelando um tecido social onde as diferenças se entrelaçam e se reforçam mutuamente.


    Há ainda um outro desafio, mais silencioso: o de medir a desigualdade. O estudo Avanços entre desafios: uma análise da evolução da qualidade das informações de raça/cor na Rais e no Novo Caged aponta melhorias importantes na qualidade dos registros, como a redução de informações ignoradas ao longo do tempo. Mas revela também que os dados ainda carregam distorções.


    Bases administrativas seguem apresentando sobrerrepresentação de pessoas brancas e sub - representação de pessoas pretas quando comparadas a outras fontes, como a PNAD Contínua. Em anos recentes, essa diferença ultrapassou três pontos percentuais - e já foi ainda maior.


    São pequenas distâncias nos números, mas grandes no que elas significam.


    Porque medir mal é, muitas vezes, enxergar menos. E enxergar menos é também limitar a capacidade de agir.


    Quando reunidos, os estudos apontam para uma mesma direção: a desigualdade racial no Brasil não é episódica. Não é um resíduo do passado. É uma presença ativa, que se reorganiza e se mantém ao longo do tempo.


    Ela atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la. Está nas trajetórias individuais, mas também nas estruturas que as condicionam.


    E é justamente essa persistência que torna o desafio mais complexo - e mais urgente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brlportal/ categorias/45-todas-as-

noticias/noticias/16302-da-renda-a-ciencia-desigualdade-racial-segue-

moldando-o-brasil (adaptado).

A colocação pronominal em língua portuguesa refere-se à posição do pronome oblíquo átono em relação ao verbo. A identificação dessa colocação depende da estrutura da oração e da forma verbal a que o pronome se vincula. No trecho EIa atravessa a renda, o acesso a serviços, os espaços de poder e até os instrumentos que deveriam revelá-la, a colocação pronominal presente em revelá-la classifica-se como
Alternativas
Q4029822 Português
Assinale a alternativa em que o elemento destacado exerce função de coesão referencial, retomando adequadamente uma informação anterior.
Alternativas
Respostas
301: D
302: E
303: A
304: C
305: A
306: C
307: C
308: D
309: E
310: E
311: D
312: B
313: B
314: A
315: B
316: B
317: D
318: C
319: A
320: C